quarta-feira, agosto 24, 2011

Os pais é que pagam! Mas as crianças podem ficar sem refeições?

Crianças do pré-escolar podem ficar sem refeições no regresso à escola.

De facto este é o País do “faz de conta”. Hoje logo pela manhã esta noticia deixou-me pasmado!As crianças do pré-escolar público poderão ficar sem refeições no próximo ano lectivo caso o Governo não transfira os milhões em dívida com os municípios. A situação é "muito grave" e algumas autarquias temem o colapso. A escassas semanas do arranque de um novo ano escolar, a Associação Nacional dos Municípios Portugueses (ANMP) está apreensiva quanto aos apoios que as autarquias poderão continuar a garantir às famílias perante uma continuada ausência de transferência de verbas por parte do Ministério da Educação”.

Como é possível noticias deste teor quando podemos verificar que “O Ministério da Educação e da Ciência (MEC) vai permitir às direcções regionais de educação do Norte, Centro e de Lisboa e Vale do Tejo gastar até 49 104 mil euros em refeições nas escolas, de acordo com uma resolução do Conselho de Ministros publicada na semana passada. Comparando esta verba com a estabelecida no ano passado, verifica-se um aumento de 5 307 mil euros. A Direcção Regional de Educação de Lisboa e Vale do Tejo (DRELVT), que no ano passado tinha autorização para gastar até 19 327 milhões de euros”

Se estão a ser tão céleres no cumprimento do memorando de entendimento com a troika, quando se trata de “nos roubar metade do subsidio de Natal “ para pagar o negócio do BPN, entretanto entregue ao ex-ministro do PSD Mira Amaral, e a “gestão danosa da Madeira do senhor Alberto João” de aumentar o IVA deixando-nos cada vez mais pobres, e para quando o corte no número de municípios? Porque é que é nada foi feito nesse sentido?

Mas já agora será que alguém pode explicar?

  • A Câmara Municipal adjudicou a uma empresa em o fornecimento de refeições escolares por um valor unitário de 0,96 € refeição aluno;
  • O Ministério estabelece a forma, bem como o financiamento das refeições (Despacho n.º 18987/2009, que apesar de ser de 2009 para o ano lectivo 2009/2010 foi mantido para 2010/2011).(sendo que o preço aos alunos, em refeitórios escolares e suportado pelos pais das crianças é d e 1,46 euros ) ;
  • Isto é, a Câmara, por cada refeição fica a ganhar mais 50 cêntimos, que corresponde à diferença que paga por cada refeição e o valor que cobra aos pais dos alunos);
  • Por outro lado, tanto quanto sabemos, enquanto os pais dos alunos pagam 1,46€ refeição por cada aluno o Ministério da Educação, ainda suporta mais um subsídio de 0,58€ refeição/aluno;
  • O que quer dizer que por cada mil refeições a Câmara paga, por dia 960 euros a uma empresa que as fornece, mas recebe dos pais dos alunos 1460 euros e do Ministério da Educação 580 euros, o que totaliza 2 040 euros, por dia, o que gere um excesso (lucro) de 1080 euros dia.

COMO É QUE FALTA DINHEIRO PARA PAGAR AS REFEIÇÕES SE OS PAIS DOS ALUNOS PAGAM MAIS QUE O SEU CUSTO? OU SERÁ QUE A MATEMÁTICA JÁ Não É UM CIÊNCIA EXACTA?

Sururu na blogosfera

Ainda por aí alguma agitação na blogosfera porque o ministro Miguel Relvas está a contratar alguns dos seus assessores entre alguns bloggers, primeiro foi o do Portugal dos Pequeninos, o que não surpreendeu a não ser pelo facto de o seu autor não ter merecido melhor cargo, há quem tenha feito muito menos por Passos Coelho e em troca teenha ficado em lugares de administração da CGD. Agora foi António Figueira, ao que dizem militante do PCP, o mobilizado para a troco de três mil e tal euros ajudar o ministro. O Câmara Corporativa diverte-se, o visado defende o direito ao trabalho e o Albergue Espanhol indigna-se com as críticas a Miguel Relvas. O CC tem o direito a divertir-se depois de ter sido o AE a fazer o mesmo quando os seus autores eram oposição.

O adjunto tem razão ao invocar o seu direito ao trabalho e se Miguel Relvas contratou um comunista só merece elogio, não só por um gesto que revela generosidade política, mas também porque não é sempre que um ministro da direita consegue tal feito. à generosidade do ministro responde o adjunto com mais generosidade ainda, não é todos os dias que um comunista larga um emprego para ir servir um ministro que nele deposita confiança política a troco de um ordenado mais baixo, melhor do que isto só mesmo dedicar as férias a montar a Festa do Avante.

Só resta a dúvida de saber se o Figueira vai à próxima Festa do Avante e se isso suceder se vai com uma EP e o estatuto de militante comunista apostado em combater o governo da direita, ou se opta pelo estatuto de adjunto e está lá para melhor aconselhar Relvas sobre a forma de reagir à estratégia política do seu próprio partido.

Justificar um lugar num gabinete como um mero emprego é gozar com os outros, tal cargo é de confiança política e aceitá-lo significa que ou se está a apoiar o adversário político ou se mudou de ideias de um dia para o outro. A direita portuguesa tem um longo historial de exibição de troféus do PCP, gosta de os exibir e alguns até subiram na hierarquia do PSD. É evidente que qualquer um pode mudar de ideias, uns mais depressa, outros mais devagar, mas na perspectiva do pensamento do Fiigueira do passado o Figueira do presente não fica bem na fotografia.

Este caso só prova que a blogosfera tem servido a muita gente para subir na vida