sábado, dezembro 24, 2022

"Wishing you a season full of light and laughter for you and your family."

“The world is a book, and those who sit at home read only one page.” (Saint Augustine)

“The world is a book, and those who sit at home read only one page.” (Saint Augustine) Thinking is therefore difficult whenever it is not a question of repeating what others think or what has already been thought. We have to be strong. Because in these times that are not our times, it takes a lot of courage to take a risk in an uncertain future. Maybe that's why sometimes we miss what we thought we had but never had. Sometimes we discover ourselves through the eyes of others. We strip ourselves of uncertainties, through approval, affection and unconditional love, with which the gazes in which we mirror ourselves are expressed. As if we uncovered ourselves from what we thought we were, and saw ourselves, in our very essence…” I have thoughts that, if I could reveal them and make them come to life, would add new light to the stars, new beauty to the world, and greater love to the hearts of mankind. men.” (Fernando Pessoa) At a given moment, we need ourselves in ourselves, because whether we like it or not, life goes on….and, maybe that's why we understand that being alone is “normality”. They say that to feel good alone is to be well resolved! Maybe it's time to remember that the game of life is what really matters, because in a way, the journey through life makes us more demanding in what we seek and what we accept. We learn to reject what doesn't resonate, we lose patience with bullshit hypocrisies, and we abolish “whatever”. Limbo leaves us on a tightrope, and that creates hives in the soul…” For me, thinking is living and feeling is nothing more than the food of thinking. To act, that is true intelligence. I'll be whatever you want. But I have to want whatever. Success lies in being successful, not in being able to succeed.” (Fernando Pessoa) We have to realize that at that moment when all our arguments went in one ear and out the other, the color of our gaze on the world changes, and instinctively rejects what does not add, does not resonate and does not magnify. The coldness of logical thinking has no place in that dialogue. It's time to shut up and leave her alone with what's on her mind until she wakes up to life, because it's useless to want to hurry the other's pace, and you need to know how to wait because we know that everything passes, as Fernando said People ." Everything that arrives always arrives for a reason. Because I am the size of what I see. And not the size of my height...”

“O mundo é um livro, e quem fica sentado em casa lê somente uma página.”(Santo Agostinho)

“O mundo é um livro, e quem fica sentado em casa lê somente uma página.”(Santo Agostinho) Pensar é, pois, difícil sempre que não se trate de repetir o que outros pensam ou que já está pensado. Temos que ser fortes. Porque nestes tempos que não são os nossos tempos, é preciso muita coragem para se arriscar num futuro incerto. Talvez por isso às vezes, sentimos falta do que julgávamos ter mas nunca tivemos. Às vezes, descobrimo-nos pelo olhar dos outros. Despimo-nos das incertezas, através da aprovação, do carinho e do amor incondicional, com que os olhares onde nos espelhamos, se expressam. Como se nos destapássemos do que achamos ser, e nos víssemos, na nossa própria essência…”Tenho pensamentos que, se pudesse revelá-los e fazê-los viver, acrescentariam nova luminosidade às estrelas, nova beleza ao mundo e maior amor ao coração dos homens.”(Fernando Pessoa) A dado momento, precisamos de nós em nós, pois quer queiramos quer não a vida segue….e, talvez por isso há que entenda que estar sozinho é a “normalidade”. Dizem que ao sentirmo-nos bem sozinhos é estar bem resolvidos! Talvez seja o momento de relembrar que o jogo da vida é o que realmente importa, porque de certa forma, a caminhada ao longo da vida, torna-nos mais exigentes no que buscamos e no que aceitamos. Aprendemos a rejeitar o que não ressoa, perdemos a paciência com hipocrisias da treta, e abolimos o “tanto faz”. O limbo deixa-nos na corda bamba, e isso, cria-nos urticária na alma…” Para mim, pensar é viver e sentir não é mais que o alimento de pensar. Agir, eis a inteligência verdadeira. Serei o que quiser. Mas tenho que querer o que for. O êxito está em ter êxito, e não em ter condições de êxito.”(Fernando Pessoa) Temos que perceber que naquele instante em que toda a nossa argumentação lhe entrara por um ouvido e saí pelo outro, muda a cor do nosso olhar sobre o mundo, e rejeita-se instintivamente, o que não acresce, não ressoa e não engrandece. A frieza do pensamento lógico não tem lugar naquele diálogo. É o momento de nos calarmos e de a deixar sozinha com o que lhe vai na cabeça até que haja o acordar para a vida, pois é inútil querer apressar o passo do outro, sendo preciso saber esperar pois sabemos que passa tudo , como disse Fernando Pessoa .” Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão. Porque eu sou do tamanho do que vejo. E não do tamanho da minha altura...”

quinta-feira, dezembro 08, 2022

"Make the most of yourself, because that's all there is to you." (Robert Stevenson)

"Make the most of yourself, because that's all there is to you." (Robert Stevenson) Life is the fruit of the decision of each moment. I know I've done a lot of things, but if I could do it all over again, I'd do a lot more. In fact, I would live in the moment, much more. Just moments, one after another, instead of living so many years ahead of each day. As Albert Einstein said: “Time is an illusion. The only reason time exists is so that everything doesn't happen all at once", so let's put an end to the myth that "nothing happens" once and for all! Maybe that's what the Dalai Lama wrote for us to meditate on. “What surprises me most about humanity is "men". Because they lose their health to earn money. Then they lose money to regain their health. And because they think anxiously about the future, they forget about the present in such a way that they end up living neither the present nor the future. And they live as if they were never going to die... ... And they die as if they had never lived.” In these issues that are not ours, living alone becomes increasingly burdensome, we have to “accept that we live alone, it depends or not on whether it is a life option”, in my case I live with my Junior, and the days go by going through, and to do or not to do something only depends on our will and perseverance. ”But the truth is never simple, there are always two sides of the same coin”, as John Steinbeck said: “People don't take trips, it's the trips that people take.” The feeling of gratitude is like genuine happiness. Be grateful regardless of any situation and, above all, with the aim of simply saying thank you. Be grateful for being. As the writer Napoleon Hill wrote: “I am very grateful for the adversities that have come into my life, for they have taught me tolerance, sympathy, self-control, perseverance and other qualities that, without these adversities, I would never have known.”

"Faz o máximo de ti, porque isso é tudo quanto há de ti." (Robert Stevenson)

"Faz o máximo de ti, porque isso é tudo quanto há de ti." (Robert Stevenson) A vida é fruto da decisão de cada momento. Eu sei que fiz muitas coisas, mas se pudesse fazer tudo de novo, outra vez, fazia muito mais. De facto, viveria o momento, muito mais. Apenas momentos, uns após outros, em vez de viver tantos anos à frente de cada dia. Como disse Albert Einstein: “O tempo é uma ilusão. A única razão para o tempo existir é para que tudo não aconteça de uma vez”, por isso acabemos de uma vez por todas com o mito de “que não se passa nada”! Talvez fosse isso que o Dalai Lama escreveu para podemos meditar. “O que mais me surpreende na humanidade, são os "homens". Porque perdem a saúde para juntar dinheiro. Depois perdem dinheiro para recuperar a saúde. E por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem do presente de tal forma que acabam por não viver nem o presente nem o futuro. E vivem como se nunca fossem morrer... ... E morrem como se nunca tivessem vivido.” Nestes temos que não são os nossos , viver sozinho torna-se cada vez mais pesado, temos que “aceitar que vivemos sozinhos, depende ou não de ser uma opção de vida”, no meu caso vivo com o meu Júnior, e os dias vão passando, e fazer ou não fazer algo só depende de nossa vontade e perseverança. ”Mas verdade nunca é simples existem sempre dois lados da mesma moeda”, como disse John Steinbeck:“As pessoas não fazem viagens são as viagens que fazem as pessoas.” O sentimento de gratidão é como a felicidade genuína. Ser grato independente de quaisquer situações e, principalmente, com objetivo de simplesmente agradecer. Ser grato por ser. Como escreveu o escritor Napoleon Hill :“Sou muito grato às adversidades que apareceram na minha vida, pois elas ensinaram-me a tolerância, a simpatia, o autocontrole, a perseverança e outras qualidades que, sem essas adversidades, eu jamais conheceria.”

segunda-feira, novembro 14, 2022

"Learn from your story, but don't live in it." (Steve Maraboli)

"Learn from your story, but don't live in it." (Steve Maraboli) Regarding this quote attributed to the Dalai Lama: "Remember the three Rs: Respect for yourself, Respect for others and Responsibility for actions." We have a distinct feeling that there are so few people who feel completely fulfilled at the end of their path. These are the ones who realized what was the primary and the secondary; what was fundamental and what was paltry; those who realized that the solution is to live longer, to be more present, and to worry less. We care so much. We have so many fears. We get so attached to things that after a while they no longer have the same importance. Sometimes it doesn't even matter at all.” As Aristotle said: "Let us be masters of our will and slaves of our conscience." We all have stories, and how our personal lives are a constant game of waist, tests of overcoming and obstacle races, with crises, tragedies.,.?... What will be the secret of our ability to recover? Perhaps in trying to keep our humanity intact, inside and outside of us, given that memory is a pillar of this strength and art is a bridge that unites it all. "We are the memory we have and the responsibility we assume. Without memory we don't exist, without responsibility we may not deserve to exist." (Jose Saramago) Let's stop wanting nothing more and accepting everything that was with us. Let's let go of what had to go. Allow everything to stay that was supposed to stay. And accept to receive what our life wants to give us. Every day. No fear. Because accepting to receive is the same as living without being afraid of losing. Now is the time for balance, for reciprocity, for giving and receiving; time for choices, struggles, justice and truth. Time for action, attitude and conviction. It is time to live the “fire of the spirit”; to quicken the courage of the heart; it's time to relax from doing more nonsense and taking things less seriously. Take more risks. believe more. Climb more mountains and swim in more rivers. “Silence is one of the hardest arguments to counter. Since solitude is a good place to visit once in a while, but bad to adopt as an abode.” (Josh Billings)

"Aprende de tu historia, pero no vivas en ella". (Steve Maraboli)

"Aprende de tu historia, pero no vivas en ella". (Steve Maraboli) Respecto a esta cita atribuida al Dalai Lama: “Recuerda las tres R: Respeto por ti mismo, Respeto por los demás y Responsabilidad por las acciones”. Tenemos la clara sensación de que hay muy pocas personas que se sientan completamente realizadas al final de su camino. Estos son los que se dieron cuenta de lo que era lo primario y lo secundario; lo fundamental y lo mezquino; aquellos que se dieron cuenta de que la solución es vivir más, estar más presente y preocuparse menos. Nos importa mucho. Tenemos tantos miedos. Nos apegamos tanto a las cosas que al cabo de un tiempo ya no tienen la misma importancia. A veces ni siquiera importa en absoluto”. Como dijo Aristóteles: “Seamos dueños de nuestra voluntad y esclavos de nuestra conciencia”. Todos tenemos historias, y como nuestra vida personal es un constante juego de cintura, pruebas de superación y carreras de obstáculos, con crisis, tragedias.,.?... ¿Cuál será el secreto de nuestra capacidad de recuperación? Quizás en tratar de mantener intacta nuestra humanidad, dentro y fuera de nosotros, dado que la memoria es un pilar de esta fuerza y ​​el arte es un puente que lo une todo. “Somos la memoria que tenemos y la responsabilidad que asumimos. Sin memoria no existimos, sin responsabilidad tal vez no merezcamos existir”. (José Saramago) Dejemos de querer nada más y de aceptar todo lo que estaba con nosotros. Dejemos ir lo que tenía que ir. Permitir que se quede todo lo que se suponía que debía quedarse. Y aceptar recibir lo que nuestra vida nos quiere dar. Todos los días. Sin miedo. Porque aceptar recibir es lo mismo que vivir sin tener miedo a perder. Ahora es el momento del equilibrio, de la reciprocidad, del dar y recibir; tiempo de opciones, luchas, justicia y verdad. Tiempo de acción, actitud y convicción. Es hora de vivir el “fuego del espíritu”; avivar el valor del corazón; es hora de relajarse de hacer más tonterías y tomar las cosas menos en serio. Toma más riesgos. creer más Escala más montañas y nada en más ríos. “El silencio es uno de los argumentos más difíciles de contrarrestar. Ya que la soledad es un buen lugar para visitar de vez en cuando, pero malo para adoptar como morada.” (Josh Billings)

“Aprende com a tua história, mas não vivas nela." (Steve Maraboli)

“Aprende com a tua história, mas não vivas nela." (Steve Maraboli) A propósito desta frase atribuída ao Dalai Lama:"Lembre-se dos três Rs: Respeito por si próprio, Respeito ao próximo e Responsabilidade pelas acções." Temos uma nítida sensação de que há tão poucas pessoas que se sentem completamente realizadas no fim do seu caminho. Esses são aqueles que perceberam o que era o principal e o secundário; o que era fundamental e o que era irrisório; os que perceberam que a solução está em viver mais, em estar mais presente, e em preocuparem-se menos. Preocupamo-nos tanto. Temos tantos medos. Ligamos tanto a coisas que passado algum tempo já não tem a mesma importância. Às vezes não tem mesmo a mínima importância.” Como dizia Aristóteles: "Sejamos mestres da nossa vontade e escravos da nossa consciência .” Todos nós temos histórias, e de como as nossas vidas pessoais são um constante jogo de cintura, provas de superação e corridas de obstáculos, com as crises, tragédias.,.?... Qual será o segredo da nossa capacidade de recuperação? Talvez em tentarmos manter intacta a nossa humanidade, dentro e fora de nós, sendo que a memória é um pilar dessa força e a arte é uma ponte que une isto tudo. "Somos a memória que temos e a responsabilidade que assumimos. Sem memória não existimos, sem responsabilidade talvez não mereçamos existir." (José Saramago) Deixemos de querer mais nada de nada e aceitar tudo o que estava connosco. Deixemos partir o que tinha de partir. Permitir que fique tudo o que era suposto ficar. E aceitar receber o que a nossa vida nos quer dar. Todos os dias. Sem receio. Porque aceitar receber é o mesmo que viver sem ter medo de perder. Agora é tempo de equilíbrio, de reciprocidade, de dar e receber; tempo de escolhas, de lutas, de justiça e de verdade. Tempo de acção, de atitude e de convicção. É o tempo de viver o “fogo do espírito”; de avivar a coragem do coração; é o tempo de descontrair de fazer mais disparates e levar menos coisas a sério. Correr mais riscos. Acreditar mais. Subir mais montanhas e nadar em mais rios. “O silêncio é um dos argumentos mais difíceis de se rebater . Já que a solidão é um lugar bom de se visitar uma vez ou outra, mas ruim de adotar como morada.”(Josh Billings)

quarta-feira, novembro 09, 2022

“La mayor gloria de vivir no es no caer nunca, sino levantarse cada vez que nos caemos.” (Nelson Mandela)

“La mayor gloria de vivir no es no caer nunca, sino levantarse cada vez que nos caemos.” (Nelson Mandela) Como dijo Winston Churchill, “el valor es la primera de las cualidades humanas porque garantiza todas las demás”, todo esto porque quiero recordar que en el mes de octubre que terminó, pensé en escribir una crónica, o tal vez una pequeña narración de recuerdos que más o menos se trataría de un viaje que tiene un final, que solo será el comienzo de otro. Porque hay que tener la percepción de que hay que ver lo que no se ha visto, volver a ver lo que ya se ha visto, ver en otoño lo que se vio en verano, ver de día lo que se vio de noche… es necesario volver a los pasos ya dados para repetirlos y trazar nuevos caminos, es decir, en voz del pueblo “la suerte en relación con el tiempo, el lugar y el ambiente influye en quienes tienen el mérito de aprovecharla”. de las circunstancias.” Alguien dijo que hay cosas peores que estar solo, pero normalmente lleva décadas entender eso y casi siempre cuando lo hacemos, es demasiado tarde. Y no hay nada peor que demasiado tarde. Como dijo el rey Salomón, “todo tiene su tiempo, y todo lo que se quiere debajo del cielo tiene su hora”. Los puñetazos de tu silencio me magullaron el alma, es el grito que quiero dar!. Tal vez por eso debemos tener la percepción de que hay ciertos momentos en los que tenemos que confiar en nuestra capacidad de elegir y aprender a distinguir el "sueño de la realidad", ahí es donde está el equilibrio que tanto necesitamos, porque para que podamos trascender un “herida”, necesitamos atravesar el “túnel” que ha formado esta herida. Como alguien dijo, “hay puñetazos en el estómago que nos ayudan a conseguir una 'patada inicial'. Con el tiempo, y el tiempo pasa, los sueños, los deseos y las metas cambian, nos pasa a todos. Como escribió Susana Tamaro, (en Ve a donde te lleve tu corazón). “Y cuando se te abran muchos caminos y no sepas cuál elegir, no tomes uno al azar, ¡siéntate y espera! Respira con la misma confianza profunda que respiraste el día que viniste al mundo, y sin dejar que nada te distraiga, espera y espera de nuevo. Quédate quieto, calla y escucha tu corazón, levántate y ve a donde te lleve”. “El fracaso es una parte crucial de nuestro éxito. Cada vez que fallamos y nos recuperamos, ejercitamos la perseverancia que es la clave de la vida. Nuestra fuerza radica en nuestra capacidad para recuperarnos”. (Michelle Obama)

“The greatest glory of living is not in never falling, but in getting up every time we fall.” (Nelson Mandela)

“The greatest glory of living is not in never falling, but in getting up every time we fall.” (Nelson Mandela) As Winston Churchill said, "courage is the first of human qualities because it guarantees all the others", all this because I want to remember that in the month of October that ended, I thought of writing a chronicle, or perhaps a small narrative of memories that more or less it would be about a journey that has an end, which will only be the beginning of another one. Because we have to have the perception that it is necessary to see what has not been seen, to see again what has already been seen, to see in autumn what was seen in the summer, to see during the day what was seen at night… it is necessary to go back to the steps that have already been given to repeat them and trace new paths, that is, in the voice of the people “luck in relation to time, place and environment influences those who have the merit of taking advantage of circumstances.” Someone said that there are worse things than being alone, but it usually takes decades to understand that and almost always when we do, it's too late. And there's nothing worse than too late. As King Solomon said, “everything has its season, and there is a time for every purpose under heaven.” The punches of your silence bruised my soul, it's the scream I want to give!. Maybe that's why we should have the perception that there are certain moments when we have to trust our ability to choose and learn to distinguish the "dream from reality", this is where the balance we need so much, because so that we can transcend a " wound”, we need to cross the “tunnel” that this wound has formed. As someone said, “there are gut punches that help us get a 'kick off'. With time, and time goes by, dreams, desires and goals change, it happens to everyone. As Susana Tamaro wrote, (in Go where your heart takes you). “And when many roads open up in front of you and you don't know which one to choose, don't take one at random, sit down and wait! Breathe with the same confident depth as you did the day you came into the world, and without letting anything distract you, wait and wait again. Be still, be silent and listen to your heart, get up and go where it takes you.” “Failure is a crucial part of our success. Every time we fail and recover, we exercise the perseverance that is the key to life. Our strength lies in our ability to pull ourselves together.” (Michelle Obama)

“A maior glória de viver não está em nunca cair, mas em nos levantar toda vez que caímos.” (Nelson Mandela)

“A maior glória de viver não está em nunca cair, mas em nos levantar toda vez que caímos.” (Nelson Mandela) Como disse Winston Churchill , “ a coragem é a primeira das qualidades humanas porque garante todas as outras”, tudo isto porque quero relembrar que no mês de Outubro que findou, pensava escrever uma crónica, ou talvez uma pequena narrativa de recordações que mais ou menos versaria sobre uma viagem que tem um fim, que mais não será que o começo de uma outra. Pois temos que ter a percepção que é preciso ver o que não foi visto, ver outra vez o que se viu já, ver no outono o que se viu no verão, ver de dia o que se viu de noite… é preciso voltar aos passos que já foram dados para os repetir e traçar caminhos novos, ou seja na voz do povo “ a sorte em relação ao tempo, ao local e ao ambiente influência quem têm o mérito de aproveitar as circunstâncias.” Disse alguém que existem coisas piores que estar sozinho, mas geralmente leva décadas para entender isso e quase sempre quando o entendemos é tarde demais. E não há nada pior que tarde demais. Como disse o rei Salomão, “tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu“. Os murros do teu silêncio fizeram hematomas na minha alma, é o grito que me apetece dar!. Talvez por isso devemos ter a percepção de que há certos momentos que temos de confiar na nossa capacidade de escolha e apreender a distinguir o “sonho da realidade”, é aqui que está o equilíbrio de que tanto precisamos, pois para que possamos transcender uma “ferida”, precisamos de atravessar o “túnel” que essa ferida formou. Como alguém disse “há murros no estômago que nos ajudam a dar “um pontapé de saída”. Com o tempo, e o tempo vai passando, mudam-se os sonhos, os desejos e os objectivos, a todos acontece. Como escreveu Susana Tamaro,(in Vai aonde te leva o coração). “ e quando à tua frente se abrirem muitas estradas e não souberes a que hás-de escolher, não metas por uma ao acaso, senta-te e espera! Respira com a mesma profundidade confiante com o que respiraste no dia em que vieste ao mundo, e sem deixares que nada te distraia espera e volta a esperar. Fica quieto, em silêncio e ouve o teu coração, levanta-te e vai para onde ele te levar.” “Fracassar é parte crucial do nosso sucesso. Todas as vezes que fracassamos e se recuperamos, exercitamos a perseverança que é a chave da vida. A nossa força está na habilidade de nos recompormos”. (Michelle Obama)

sexta-feira, outubro 28, 2022

Hurry up to live well and think that each day is, in itself, a life”. (Seneca

Hurry up to live well and think that each day is, in itself, a life”. (Seneca) We all like to tell stories, because we all have a story to tell, but the hardest part is having people who listen to them. In reality, yesterday we were, today we are and tomorrow we will be the characters of a finite history. As Joel Dicker wrote in his book “The Enigma of Room 622”: “Life is a novel whose ending we already know: in the last chapter, the hero dies. The most important thing, therefore, is not how our story ends, but how we fill the pages until then. Because life, like a novel, should be an adventure. And adventures are the vacation of life.” If in fact everything happens at the right time, having the perception that it will not always happen the way we want, maybe that's why it's very important to ensure that we have free time to enjoy some good days without realizing that time passes, as Albert said Einstein: “Time is an illusion. The only reason time exists is so that everything doesn't happen all at once.” Sometimes we complain about difficult experiences that "haunt" us throughout our lives. Life gives us the lessons we need, not necessarily the ones we want, to promote the development of our consciousness. This is not fatalism. As much as the experiences are painful, they are a path to our maturity. And everything passes. This is the safest way forward. As Friedrich Nietzsche said: “This is a dream, I know, but I want to keep dreaming.” Or to paraphrase Paulo Coelho: “The world is in the hands of those who have the courage to dream and take the risk of living their dreams.”

“Apressa-te a viver bem e pensa que cada dia é, por si só, uma vida”. (Sêneca)

“Apressa-te a viver bem e pensa que cada dia é, por si só, uma vida”. (Sêneca) Todos nós gostamos de contar histórias, porque todos nós temos uma história para contar, mas o mais difícil é termos quem as escute. Na realidade ontem fomos, hoje somos e amanhã seremos as personagens de uma história finita. Como escreveu Joel Dicker no seu livro “O Enigma do Quarto 622”:” A vida é um romance cujo final já conhecemos: no último capítulo, o herói morre. O mais importante, por isso, não é como a nossa história acaba, mas o modo como enchemos as páginas até lá. Porque a vida, como um romance, deve ser uma aventura. E as aventuras são as férias da vida.” Se na verdade tudo acontece no tempo certo, tendo a percepção de que nem sempre vai acontecer da forma como desejamos, talvez por isso seja muito importante garantirmos que temos tempo livre para aproveitar uns bons dias sem nos apercebermos que o tempo passa, como disse Albert Einstein: “O tempo é uma ilusão. A única razão para o tempo existir é para que tudo não aconteça de uma vez.” Por vezes queixamo-nos de experiências difíceis que nos "atormentam" ao longo das nossas vidas. A vida dá-nos as lições que precisamos, não necessariamente as que queremos, para promover o desenvolvimento de nossa consciência. Isso não é um fatalismo. Por mais que as experiências sejam dolorosas, são um caminho para a nossa maturidade. E tudo passa. Este é o caminho mais seguro para o futuro. Como disse Friedrich Nietzsche: “Isto é um sonho, bem sei, mas quero continuar a sonhar.” Ou parafraseando Paulo Coelho:” O mundo está nas mãos daqueles que tem a coragem de sonhar e de correr o risco de viver seus sonhos.”

sábado, setembro 24, 2022

“Hurry up to live well and think that each day is, in itself, a life”. (Seneca.)

“Hurry up to live well and think that each day is, in itself, a life”. (Seneca.) There are moments in our lives that should be eternal. That's why we must take the reins of time, exercise gratitude and "taste" the moments that give us pleasure, as José Saramago said, "let's not be in a hurry, but let's not waste time". Sometimes we find ourselves thinking that “we need more time”, time to “exist” beyond this “time”, enough time to decide what to do with the time we have. Because, as Benjamin Franklin said, “lost time will never be found again”, and this leads us to not always have this notion, we need to give importance to the value we have and enjoy life, but also take control of it. The same is true of time: while assuming that it is inevitably unstoppable, “time takes everything, whether we like it or not” (Stephen King), we should try to take the reins and not let it dominate us. In one way or another, we all go through this, and sometimes, or almost always, we forget that our “existence” has a “beginning” and an “end”, and we have to know how to live as the “interval” between two, perhaps that's why “the problem is that we think times are always time”. (Buddha), and we never think or believe that we are finite. Fernando Pessoa said that “the value of things is not in the time they last, but in the intensity with which they happen. That's why there are unforgettable moments, inexplicable things and incomparable people.” We all feel, at times, without a horizon for the future – even though Fukuyama’s prediction has not been confirmed nor history has come to an end… – we dance like silly cockroaches to the sound of an orchestra that only knows old arias, out of tune and lacking. and sometimes we find ourselves, having lunch or having a coffee and thinking about the problems we have to solve and the things that afflict us, having difficulty concentrating on the present and not thinking about the future, (also known as suffer in advance). We've all had these difficult experiences. This is part of our passage, in the interval between the “beginning and the end”. Regarding the passage of time, and taking poetry and poetry seriously, it is impossible for us not to remember Álvaro de Campos (Fernando Pessoa) and his poem Aniversário: “At the time when they celebrated my birthday, / I was happy (……..…)". I suppose it's like that for everyone, or as Paulo Coelho said: “There is only one way to get rid of bitter experiences: “live in the present. Always enjoy the now.” As the famous phrase immortalized by the hippies says: "Today is the first day of the rest of my life".

“Apressa-te a viver bem e pensa que cada dia é, por si só, uma vida”. ( Seneca.)

“Apressa-te a viver bem e pensa que cada dia é, por si só, uma vida”. ( Seneca.) Há momentos da nossa vida que deviam ser eternos. É por isso que devemos tomar as rédeas do tempo, exercer gratidão e “saborear” os momentos que nos dão prazer, como disse José Saramago, “não tenhamos pressa, mas não percamos tempo“. Por vezes, damos por nós a pensar que “precisamos de mais tempo”, tempo para “existir” para além deste “tempo”, tempo suficiente para decidir o que fazer com o tempo que temos. Porque, como disse Benjamin Franklin, “ o tempo perdido nunca será encontrado novamente“, e tal leva-nos a que nem sempre temos essa noção, precisamos de dar importância ao valor que temos e aproveitar a vida, mas também assumirmos o seu controlo. O mesmo acontece com o tempo: embora assumindo que ele é, inevitavelmente, imparável, “o tempo leva tudo, quer queiramos quer não”( Stephen King), devemos tentar tomar as rédeas e não deixar que ele nos domine. Duma maneira o de outra, todos passamos por isto, e por vezes, ou quase sempre nos esquecemos que o nosso “existir” tem um “principio” e um “fim”, e temos que o saber viver como o “intervalo” entre os dois, talvez por isso “o problema é que achamos que tempos sempre tempo”. (Buda), e nunca pensamos ou acreditamos que somos finitos. Dizia Fernando Pessoa que “o valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis.” Todos nós sentimo-nos por vezes, sem um horizonte de futuro – ainda que a previsão de Fukuyama não se tenha confirmado nem a História chegado ao fim… – dançamos como baratas tontas ao som de uma orquestra que só conhece árias antigas, desafinada e desprovida de maestro e às tantas damos por nós, a almoçar ou a tomar um café e a pensar nos problemas que temos para resolver e nas coisas que nos afligem, tendo dificuldade em concentrar-nos no presente e não pensar no futuro, (também conhecido como sofrer por antecipação). Todos já tivemos estas experiências difíceis. Isto faz parte de nossa passagem, no intervalo entre o “principio e o fim”. A propósito da passagem do tempo, e levando a sério a poesia e a poesia a sério, é-nos impossível não recordar Álvaro de Campos (Fernando Pessoa) e o seu poema Aniversário: “No tempo em que festejavam o dia dos meus anos, / Eu era feliz (……..…)”. Suponho que seja assim para toda a gente, ou como disse Paulo Coelho:” Só existe uma maneira de nos livrarmos das experiências amargas: “viver o presente. Aproveite sempre o agora.” Como diz a célebre frase imortalizada pelos hippies: "Hoje é o primeiro dia do resto da minha Vida".

segunda-feira, agosto 29, 2022

"Better three hours early than a minute late.” (William Shakespeare)

"Better three hours early than a minute late.” (William Shakespeare) Being alone where no one else is, we have to be aware that without loneliness no one lives, but there are many people who simply do not have access to solitude: they do not have space, they do not have time, they do not have transport. Worst of all is when they are not even aware of the need for solitude. “I don't have time for myself”: expression that means a complaint of someone who has been deprived of the solitude they deserve, the solitude they need to live in society. “You can never know in advance what people are capable of, you have to wait , give time to time, time is the boss, time is the partner who is playing on the other side of the table and has all the cards in the deck in hand, it is up to us to invent what we want from our life…. ” (José Saramago) We have to have the perception that thinking is, therefore, difficult whenever it is not a question of repeating what others think or what is already thought, there are moments in society when thinking becomes particularly difficult, or as Albert Einstein said: “The time is an illusion. The only reason time exists is so that everything doesn't happen at once.” We think with our knowledge and our language, but also with our body, from our roots, with our emotions, in the place and time where we are. We also think with our ignorance as long as we are aware of it, with our doubts as long as we don't turn them into cynicism, with our anxieties as long as we don't let ourselves be paralyzed by them. “There is no loneliness sadder than that of a human being without friendships. The lack of friends makes the world seem like a desert.” (Francis Bacon) When you need and want to be with someone, you always have time for that person. And if she doesn't come to us, we'll wait. The verb to wait becomes as imperative as the verb to breathe. And we learn to breathe in waiting, to live in it, getting attached to a dream as if it were true. It's easier to wait than to give up. It is easier to wish than to forget. It's easier to dream than to lose. And for those who live dreaming, it is much easier to live. “There are only two days in the year when nothing can be done. One is called yesterday and the other is called tomorrow, so today is the right day to love, believe, do and especially live". (Dalai Lama)

Melhor três horas mais cedo do que um minuto atrasado“.(William Shakespeare)

"Melhor três horas mais cedo do que um minuto atrasado“.(William Shakespeare) Estar sozinho onde não está mais ninguém, temos de ter consciência que sem solidão ninguém vive, mas há muitas pessoas que simplesmente não têm acesso à solidão: não têm espaço, não tem tempo, não têm transporte. Pior do que tudo é quando nem sequer têm consciência da necessidade da solidão. “Não tenho tempo para mim": expressão que significa uma queixa de quem foi espoliado da solidão que merece, da solidão de que precisa para poder viver em sociedade. “Nunca se pode saber de antemão de que são capazes as pessoas, é preciso esperar, dar tempo ao tempo, o tempo é que manda, o tempo é o parceiro que está a jogar do outro lado da mesa e tem na mão todas as cartas do baralho, a nós compete-nos inventar o que queremos da nossa vida….”(José Saramago) Temos de ter a percepção de que pensar é, pois, difícil sempre que não se trate de repetir o que outros pensam ou que já está pensado, há momentos na sociedade em que pensar se torna particularmente difícil, ou como disse Albert Einstein: “O tempo é uma ilusão. A única razão para o tempo existir é para que tudo não aconteça de uma vez”. Pensamos com o nosso saber e na nossa língua, mas também com o nosso corpo, a partir das nossas raízes, com as nossas emoções, no lugar e no tempo onde nos situamos. Também pensamos com a nossa ignorância desde que tenhamos consciência dela, com as nossas dúvidas desde que as não convertamos em cinismo, com as nossas ansiedades desde que não nos deixemos paralisar por elas. “Não há solidão mais triste do que dum ser humano sem amizades. A falta de amigos(as) faz com que o mundo pareça um deserto.”(Francis Bacon) Quando se precisa e quer estar com alguém tem-se sempre tempo para essa pessoa. E se ela não vem ter connosco, nós esperamos. O verbo esperar torna-se tão imperativo como o verbo respirar. E aprendemos a respirar na espera, a viver nela, afeiçoando-nos a um sonho como se fosse verdade. É mais fácil esperar do que desistir. É mais fácil desejar do que esquecer. É mais fácil sonhar do que perder. E para quem vive a sonhar, é muito mais fácil viver. “Só existem dois dias no ano que nada pode ser feito. Um se chama ontem e o outro se chama amanhã, portanto hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e principalmente viver“. (Dalai Lama)

“Apressa-te a viver bem e pensa que cada dia é, por si só, uma vida”. ( Sêneca)

“Apressa-te a viver bem e pensa que cada dia é, por si só, uma vida”. ( Sêneca) O nosso passado é realmente parte da nossa história e foi por conta de tudo o que vivemos que se tornámos na pessoa que somos hoje. Por outro lado, o que aconteceu já foi, não pode mais ser alterado e, portanto, não há razões para q ficar a lamentarmo-nos pelo que julgamos ter perdido ou remoendo algo que tenha, como hoje vimos as coisas, dado errado, no dizer de Benjamin Franklin :” O tempo perdido nunca será encontrado novamente“. Desapeguemo-nos do ontem para nos focarmos no hoje, que é o momento em que podemos agir, transformar e fazer a diferença. Considera o passado apenas como fonte de aprendizagem, que é o que ele foi e é, relembramos como disse Mário Quintana que” “a saudade é o que faz as coisas pararem no tempo“. A vida é um sopro, um instante, e daqui levaremos apenas o amor que damos e recebemos e a diferença que fazemos na vida das pessoas. Portanto, viva sempre o momento presente ao máximo e seja grato por todo esse tempo, porque “o tempo leva tudo, quer queiramos quer não.”( Stephen King) Todos nós, em determinados momentos vivemos num mundo em que preferimos o medíocre, mas familiar e previsível, em vez do desconhecido e, quem sabe, potencialmente melhor. O pessimismo e o medo, tantas vezes infundados, levam-nos a ficar demasiado tempo em lugares, pensamentos e “ilusões” que já não são para nós, não arriscando a mudança. Como disse Vergílio Ferreira, “O tempo que passa não passa depressa. O que passa depressa é o tempo que passou.” Como poderemos nós viver de forma leve, se ainda carregamos pesos desnecessários? Como nos será possível apreciar o presente, se ainda o contemplamos com os olhos do passado? Como conseguiremos nós criar uma vida nova, se ainda repetimos padrões antigos? “O destino não é uma questão de sorte, mas uma questão de escolha; não é uma coisa que se espera, mas que se busca.“ (William Jennings Bryan)

sexta-feira, julho 15, 2022

“Would we be the same if we knew what awaits us beyond space and time?” (Richard Bach 1936)

“Would we be the same if we knew what awaits us beyond space and time?” (Richard Bach 1936) In these uncertain times when it seems that “nobody calls us anymore to know if we are even here”, the anguish in the form of insomnia sets in waiting for us to be blessed by the luck of the cell phone ringing. We live in starvation of any signal, as if the cell phone validated our existence: like the tunnel that leads us to the light still halfway.” Never forget that there is always light at the end of the tunnel. Just don't wait for this light to come to you, go to it. Who knows if you'll find the one you're looking for there, and maybe this someone is also trying to find you.” (Tumblr) In fact, life is too serious to waste time with “things that seem to be unimportant in the eyes of others”, in the almost unfathomable mysteries of being human, but which were not even said eye to eye, in fact it is easier to say all this with “the pain well organized”, before getting to the written words that can, because it is easier to invent the readings that are not there, but that, eventually, can give us the strength to move on. As Augusto Cury said: “Whoever has external light walks without stumbling, whoever has internal light walks without fear of living.” We all have moments when we think that we are just what we are, that we just exist and whatever happens has happened, as Paulo Coelho said that “when we want something, the whole universe conspires to make it happen.” We don't know if it will be like that? Whether we like it or not, there are, as it were, material limits to our resistance; however, the expansion of each “possible heartbreak” reaches them and, at times, surpasses them, hence the impression that each pain, each heartbreak, is infinite. They are, indeed, but only for us, for the limits of our hearts; and even if it had the dimensions of vast space, our sufferings would be even more vast, because every pain replaces the world and from each grief makes another universe. “Only chance can be interpreted as a message. Let things go by themselves in the right direction, because no matter how hard you try, when people have to get hurt or hurt you they will get hurt or they will really hurt you. Is life." (HARUKI MURAKAMI)

“Seriamos os mesmos se soubéssemos o que nos espera para lá do espaço e do tempo?“ (Richard Bach 1936)

“Seriamos os mesmos se soubéssemos o que nos espera para lá do espaço e do tempo?“ (Richard Bach 1936) Neste tempos tão incertos em que parece que “já ninguém nos liga para sabermos se ao menos ainda cá estamos”, a angústia em forma de insónia instala-se à espera de sermos bafejados pela sorte de o telemóvel tocar. Vivemos à míngua de um sinal qualquer, como se o telemóvel validasse a nossa existência: como o túnel que nos leva à luz ainda a meio do caminho.” Nunca esqueças que há sempre uma luz no fim do túnel. Só não esperes que esta luz chegue até ti, vai até ela. Quem sabe se lá encontras aquele(a) que tanto procuras, e quem sabe este alguém esteja também tentando encontrar-te”.(Tumblr) De facto, a vida é demasiado séria para perdermos tempo com as “coisas que parecem aos olhos dos outros não ter importância”, nos mistérios quase insondáveis por sermos humanos, mas que não foram sequer ditas olhos nos olhos, de facto é mais fácil dizer tudo isto com “a dor bem arrumada”, antes de chegar às palavras escritas que podem , por ser mais fácil inventar as leituras que não estão lá, mas que, eventualmente, nos podem dar força para seguir em frente. Como disse Augusto Cury :“Quem tem luz exterior caminha sem tropeçar, quem tem luz interior caminha sem medo de viver.“ Todos temos momentos em que pensamos que apenas somos o que somos, que apenas existimos e o que acontecer aconteceu, como disse Paulo Coelho que “quando queremos alguma coisa, todo o universo conspira para que possa realizar o seu desejo.” Não sabemos se será bem assim? Quer queiramos quer não existem como que limites materiais para nossa resistência; entretanto, a expansão de cada “ eventual desgosto “ os alcança e, às vezes, os ultrapassa, daqui deriva a impressão de que cada dor, cada desgosto, são infinitos. Eles o são, na verdade, mas somente para nós, para os limites de nosso coração; e mesmo que este tivesse as dimensões do vasto espaço, os nossos sofrimentos seriam ainda mais vastos, pois toda dor substitui o mundo e de cada desgosto faz outro universo. “Só o acaso pode ser interpretado como uma mensagem. Deixa as coisas seguirem por si mesmas na direcção acertada, pois, por mais que te esforces, quando as pessoas tiverem que se magoar ou te magoar elas vão se magoar ou vão mesmo te magoar. É a vida.” (HARUKI MURAKAMI)

sábado, julho 09, 2022

It is useless to try to dissuade fanatics.

It is useless to try to dissuade fanatics. It is useless to try to dissuade fanatics. We should always try to understand both sides of a poorly told story. However, when the true side is discovered, we never understand the hypocritical side of those who continue to insist on lying. This is about the alleged “lack of doctors” in the SNS (National Health Service), we have to “applaud the football laws” in which it says that if a player from a club wants to go to another that pays him more, the club where you are says to you:" you only go if you or the club where you want to go pay the costs we had with your training..." Do they have a "small idea" how much it costs, of our taxes", the training of a doctor? According to official statistics in 2005, 109399 babies were born in Portugal and there were 1418 obstetricians and 1434 pediatricians, in 2021 only 79582 babies were born in Portugal (27.26% less) and there were 1861 obstetricians (31.24% more) and 2297 pediatricians (more 60.18%), in this statistical curiosity, everyone draws the conclusions they want!!! Juan Luis Cebrián, founder of El País, defined news as information that at least one person would like not to be made public. Nothing more than a warning between “fiction and reality” in this caricatured mismatch, of which we are all victims and culprits at the same time, for being the “support” of this fanaticism, in which there is fundamental truth about what moves these “pseudo -political doctors - opportunism, cowardice, propensity for expediency and subterfuge. "Fanaticism is the only form of willpower accessible to the weak." (Friedrich Nietzsche) I recall that Margaret Thatcher, liked to pour water into this boil : “Many journalists have given in to the conspiracy theory of governance. I assure you that they would produce better work if they adhered to the theory of blunder”. Having to agree. What as a rule justifies polemics are not great and unfathomable conspiracies, engendered by superior minds; they are blunders provoked by the most basic human flaws, such as vanity or thirst for protagonism, incompetence, complicity or personal rivalry. But Manichaeism =(based on the existence of two opposing and irreconcilable principles) does not serve this debate. “Only after climbing a great mountain do you discover that there are many other mountains to climb”. (Nelson Mandela - From the autobiography “The long road to freedom”, 1994). When the fact that an apple is not a banana is lost in the chain of comments, tweets, pages, blogs, a fight is won that unfortunately is increasingly victorious. When, later, journalists accept to amplify it as a “fact” that after all an apple is a banana, or that social networks “boil” with what they say is a “banana” and it turns out to be an apple, a form is lost. fundamental way of mediating reality by a profession whose function is to inform in order to make us better citizens. The same is true of the systematic devaluation of professional and technical knowledge, with a form of egalitarianism that results in an apology for ignorance. As Voltaire said. “Fanaticism has produced more evils than atheism.” The reality is when you pack a journalist's license and use a clairvoyant's license instead, the facts, which, as we know are capricious, insist on not giving you reason. with a feeling of deep sadness and the feeling that we are witnessing live and in color the involuntary (?) The most tragic thing is that no one ever imagined that journalists themselves would kill him.”

É inútil tentar demover fanáticos.

É inútil tentar demover fanáticos. Sempre devemos tentar compreender os dois lados de uma história mal contada. Todavia, quando se descobre o lado verdadeiro, nunca entendemos o lado hipócrita daqueles que continuam a insistir na mentira. Isto a propósito da pretensa “falta de médicos” no SNS (Serviço Nacional de Saúde), temos que ”bater as palmas às leis do futebol” no qual se refere que se um jogador de um clube quiser ir para outro que lhe pague mais, o clube onde está diz-lhe:” só vais se tu ou o clube para onde queres ir pagar os custos que tivemos com a tua formação…” Será que fazem uma “pequena ideia” quanto custa, dos nossos impostos”, a formação de um ou uma médico(a)? Segundo as estatísticas oficiais em 2005 nasceram em Portugal 109399 bebés e havia 1418 obstetras e 1434 pediatras, em 2021 nasceram em Portugal apenas 79582 bebés (menos 27,26%) e havia 1861 obstetras (mais 31,24%) e 2297 pediatras (mais 60,18%), nesta curiosidade estatística, cada um tire as conclusões que quiser!!! Juan Luis Cebrián, fundador do El País, definiu notícia como a informação que pelo menos uma pessoa gostaria que não fosse do conhecimento público. Nada mais que alerta entre a “ficção e a realidade” neste desfasamento caricato, de que todos nós, somos ao mesmo tempo vítimas e culpados, por sermos a “sustentação” deste fanatismo, no qual há verdade fundamentais sobre o que move estes “pseudo-médicos políticos – o oportunismo, a pusilanimidade, a propensão para o expediente e o subterfúgio.”O fanatismo é a única forma de força de vontade acessível aos fracos.”(Friedrich Nietzsche) Relembro que Margaret Thatcher, gostava de deitar água nessa fervura: “Muitos jornalistas cederam à teoria conspirativa da governação. Asseguro-vos de que produziriam trabalho mais acertado se aderissem à teoria da trapalhada”. Tendo a concordar. O que por regra justifica as polémicas não são grandes e insondáveis conspirações, engendradas por mentes superiores; são asneiras provocadas pelas falhas humanas mais básicas, como a vaidade ou a sede de protagonismo, a incompetência a cumplicidade ou a rivalidade pessoal. Mas o maniqueísmo =(baseado na existência de dois princípios opostos e inconciliáveis) não serve este debate. “ Só depois de escalar uma grande montanha se descobre que existem muitas outras montanhas para escalar”. (Nelson Mandela - Da autobiografia “O longo caminho para a liberdade”, 1994). Quando se perde lá longe na cadeia de comentários, tweets, páginas, blogues o facto de que uma maçã não é uma banana, está ganho um combate que infelizmente é cada vez mais vitorioso. Quando, depois, jornalistas aceitam amplificar como sendo um “facto” de que afinal uma maçã é uma banana, ou que a redes sociais “fervem” com aquilo que dizem ser uma “banana” e afinal é uma maçã, perde-se uma forma fundamental de mediação da realidade por uma profissão cuja função é a de informar para nos tornar melhores cidadãos. O mesmo se passa com a sistemática desvalorização do saber profissional e técnico, com uma forma de igualitarismo que resulta numa apologia da ignorância. Como dizia Voltaire. “ O fanatismo tem produzido mais males que o ateísmo." A realidade é quando se arruma a carteira de jornalista e usa em seu lugar a licença de vidente, os factos, que, como sabemos são caprichosos, teimam em não lhe dar razão. Termino com um sentimento de profunda tristeza e a sensação de que estamos a assistir ao vivo e a cores ao homicídio involuntário (?) do jornalismo.” O mais trágico é que nunca ninguém imaginou que fossem os próprios jornalistas a matá-lo.”

segunda-feira, julho 04, 2022

“A imaginação é mais importante que o conhecimento.” (Albert Einstein)

“A imaginação é mais importante que o conhecimento.” (Albert Einstein) Nestes tempos, como noutros tempos, haverá momentos em que somos confrontados com situações que nos “parecem” surpreendentes. Nesses momentos existem três possibilidades: seguir o nosso destino e acreditar nele, deixar acontecer naturalmente e não pensar em amanhã ou acreditar na nossa intuição e construir o nosso próprio caminho. Como disse Sigmund Freud:“Somos feitos de carne, mas temos de viver como se fôssemos de ferro “ Há quem diga que devemos deixa tudo acontecer naturalmente... porque as melhores coisas da vida acontecem quando a gente menos espera. Na realidade a vida é bela, mas também pode ser muito cruel e difícil para algumas pessoas, na verdade é que em algumas situações, por mais extremas e desesperadoras que possam parecer, devemos manter o pulso firme e o equilíbrio mental, pois esta será a melhor maneira de conseguir “enxergar a luz no fim do túnel!” “Quando uma criatura humana desperta para um grande sonho e sobre ele lança toda a força de sua alma, todo o universo conspira a seu favor.”(Johann Goeth) Realmente vivemos um tempo de perigos. É a COVID19 que não nos larga. Nova vacinação de reforço pode ser generalizada para breve, envolvendo muitas mais faixas etárias. E tudo porque o vírus vai e vem e, quando menos se espera, aí está ele a proliferar de novo e sem controlo. Também a chamada monkeypox - a varíola-dos-macacos - começa a dar que pensar perante o aumento de casos. Mais uma! Nunca como agora estivemos tão desprotegidos e cercados por vírus que podem espreitar a cada canto ou situação. Enfim, males num todo ambiente que já teve melhores dias. “ Nas nossas ruas, ao anoitecer,/Há tal soturnidade, há tal melancolia,/Que as sombras, o bulício, o Tejo, a maresia/Despertam-me um desejo absurdo de sofrer.” (Cesário Verde) Por isso, a nossa sugestão é: explore, ouse e não tenha medo de ter dúvidas nesta vida! Viva as experiências que deseja viver, aprenda com os erros e não tenha receio de tentar novamente após um eventual “fracasso”. Como disse Plutarco : “O ser humano não pode deixar de cometer erros; é com os erros, que os homens de bom senso aprendem a sabedoria para o futuro.” Acrescentando esta frase de Sigmund Freud “Só a experiência própria é capaz de tornar sábio o ser humano.” Mas somos algo ingénuos ao ponto de sentirmos que nos estamos a ver ao espelho naquele episódio do “economista maneta”(1) e numa das mais belas citações de Gandhi: "Primeiro, eles ignoram-nos. Depois, riem-se de nós. Depois, combatem-nos. Finalmente, nós vencemos". Somos tão tolos e vaidosos que às vezes até nos imaginamos na terceira fase, a de ser combatidos. Se calhar temos de nos tratar "Os sábios aprendem com os erros dos outros, os tolos com os próprios erros e os idiotas não aprendem nunca."Provérbio Chinês (1) É por detestar meias tintas que uma das minhas histórias preferidas é a do Economista Maneta. Um dia, o presidente Henry Truman pediu ao seu "chief of staff" que lhe agendasse encontros com um pequeno grupo de economistas que o ajudassem a tomar uma decisão importante na área económica. Quando acabou de os ouvir, Truman pediu ao "chief of staff" que lhe arranjasse um economista maneta, pois estava já farto de ouvir economistas que lhe diziam "on this hand this..., but on the other hand that..." (por um lado isto.., mas por outro lado aquilo...). O presidente americano queria um que defendesse uma só posição. Não queria aturar mais economistas indecisos e medrosos. Ao contrário de uma imensa maioria, não me parece que a virtude esteja no meio e aplico esta teoria a quase tudo na minha vida.

sexta-feira, junho 24, 2022

“Humanity must become aware of the uncertainty of the future and of their common destiny.” (Edgar Morin)

“Humanity must become aware of the uncertainty of the future and of their common destiny.” (Edgar Morin) In these times when destructive criticism travels at the speed of light and praise often doesn't even reach its destination, the Internet, especially "so-called social networks", has amplified and normalized hate. This is a phenomenon that affects the whole of society and politics is no exception. Not only are the expression and discussion of opinions a pretext to offend and belittle, but online often contaminates offline, with serious consequences for democracy where everyone has the right to have an opinion.” Human beings are social creatures, and feeling valued by others is the very foundation of community life.” (Dalai Lama) It will not be news to anyone that in today's times books are not read, programs are not watched, images are not known, facts are not facts, but a court of followers repeats and repeats and repeats rude statements and opinions, falsehoods, misrepresentations, which, if not true, end up gaining a competitive status with the truth and, according to the old journalistic maxim, news “it is not a dog that bites a man, it is a man that bites a dog”. Even so, for there to be news, the man must have actually bitten the dog. Increasingly, we don't "listen" to the Dalai Lama's teachings: "Keep an open mind, as well as the ability to care for humanity and the awareness of being a part of it.") The reality is that most people only hear what they want to hear, always has been and always will be. They look for reinforcement, not doubt. The door is closed to discrepancy, to knowing more, to the omnipresence of the heterogeneous that makes life something with ambiguities, nuances and edges. Without questioning and willingness to listen to other reasons, our arguments become beliefs, commonplaces, prejudices or dogmas. We pay attention and give credibility to what you credit us with. We avoid anything that jeopardizes us. Our grandparents complained of lack of information. We in excess. In the face of this saturation, in defense, we return to the convictions that confirm us, or we accept false ideas.” The greatness of a human being is not in how much he knows, but in how much he is aware that he does not know.” (Augusto Cury) The excess of images and reports saturates opinion and consciences. Worse still, it makes people habituated and insensitive. The excess of information makes war and violence everyday and usual. Those who can, use all possible means to inform, defend, attack, justify and denounce. Or to manipulate, intoxicate, deceive and accuse. The image, both photographic and television, is currently a powerful means of information, perhaps the most effective. With images, words acquire value. Even without text, images have a power of their own. Without images, texts and words lose influence. About the relationships between images, truth, reason and feelings, everything and its opposite are said. And in almost everything there is truth. And falsehood. There is generic noise and it becomes difficult to discern relevant information from trivial or false information. It is up to each one to have this awareness. “The greatness of life does not consist in never falling, but in getting up every time we fall”. (Nelson Mandela - From the autobiography “The long road to freedom”, 1994)

“A humanidade deve tomar consciência da incerteza do futuro e de seu destino comum.”(Edgar Morin)

“A humanidade deve tomar consciência da incerteza do futuro e de seu destino comum.”(Edgar Morin) Nestes tempos em que a critica destrutiva viaja à velocidade da luz e o elogio muitas vezes nem atinge o destino, a Internet, em especial “as chamadas redes sociais”, tem amplificado e normalizado o ódio. Este é um fenómeno que afecta toda a sociedade e a política não é excepção. Não só a expressão e discussão de opiniões são pretextos para ofender e diminuir, como o online contamina muitas vezes o offline, com graves consequências para a democracia onde todos tem direito a ter uma opinião.” Os seres humanos são criaturas sociais, e sentir-se valorizado pelos outros é a própria base da vida em comunidade.”(Dalai Lama) Não será novidade para ninguém, que nos tempos de hoje os livros não são lidos, os programas não são vistos, as imagens não são conhecidas, os factos não são factos, mas uma corte de seguidores repete e repete e repete afirmações e opiniões grosseiras, falsidades, deturpações, que, não sendo verdadeiras, acabam por ganhar um estatuto competitivo com a verdade e, segundo a velha máxima jornalística, notícia “não é um cão que morde um homem, é um homem que morde um cão”. Ainda assim, para que haja notícia, é preciso que o homem tenha mordido o cão, de facto. Cada vez mais não “escutamos” os ensinamentos do Dalai Lama: “Mantenham a mente aberta, assim como a capacidade de se preocupar com a humanidade e a consciência de fazer parte dela.”) A realidade é que a maioria das pessoas só ouve o que quer ouvir, sempre assim foi e sempre assim será. Procuram o reforço, não a dúvida. Fecha-se a porta à discrepância, ao saber mais, à omnipresença do heterogéneo que faz da vida algo com ambiguidades, nuances e arestas. Sem questionamento e disponibilidade para escutar outros motivos, os nossos argumentos tornam-se crenças, lugares-comuns, preconceitos ou dogmas. Prestamos atenção e atribuímos credibilidade ao que nos credita. Evitamos o que nos ponha em causa. Os nossos avós queixavam-se de falta de informação. Nós, de excesso. Perante essa saturação, por defesa, regressamos às convicções que nos confirmam, ou aceitamos ideias falsas.” A grandeza de um ser humano não está no quanto ele sabe mas no quanto ele tem consciência que não sabe.”(Augusto Cury) O excesso de imagens e de reportagens satura a opinião e as consciências. Pior ainda, torna as pessoas habituadas e insensíveis. O excesso de informação faz com que a guerra e a violência sejam quotidianas e usuais. Quem pode, usa todos os meios possíveis para informar, defender, atacar, justificar e denunciar. Ou para manipular, intoxicar, enganar e acusar. A imagem, tanto fotográfica como televisiva, é actualmente um poderoso meio de informação, talvez o mais eficaz. Com imagens, as palavras adquirem valor. Mesmo sem texto, as imagens têm força própria. Sem imagens, os textos e as palavras perdem influência. Sobre as relações entre as imagens, a verdade, a razão e os sentimentos, diz-se tudo e o seu contrário. E em quase tudo há verdade. E falsidade. Existe um ruído genérico e torna-se difícil discernir a informação relevante daquela que é trivial ou falsa. Compete a cada um ter essa consciência. “A grandeza da vida não consiste em não cair nunca, mas em nos levantarmos cada vez que caímos”. (Nelson Mandela - Da autobiografia “O longo caminho para a liberdade”, 1994).

terça-feira, junho 21, 2022

“Despite everything I still believe in human goodness” (Anne Frank)

“Despite everything I still believe in human goodness” (Anne Frank) At a time when novel lightning journalism, almost always superficial, imprecise, speculative and even manipulated (when not manipulative) occupies a large part of the media space and time, the (pseudo-journalistic) work in recent days on the SNS is a example of journalism that does not investigate with seriousness and perseverance – and that is very bad for the soul of journalism…“Ethics must always accompany journalism, as the buzz follows the beetle.” (Gabriel Garcia Marquez) We expected much more from the written, spoken and especially televised press with regard to reports on the National Health Service and in particular on obstetric emergencies. We expected them to explain why this happens suddenly and at the same time in several places in the country: last week there were doctors and not this week? Did they say goodbye? Did you have a long weekend? And only in obstetrics? And especially in Lisbon? I confess that this reminds us of old episodes, such as the births in ambulances, which ended as soon as Minister Correia de Campos left. Too many coincidences, always (or almost always) the doctors, the Ordem dos Médicos, the trade unionist Roque, with their agendas and with the private lurking. All those who dedicate themselves to the profession of journalist should know that “the journalist's mission is to inform with impartiality and rigor, it is not to uncritically reproduce the theses of third parties, however commendable they may be.” The journalistic investigation does not depend on investigations by the Medical Association or the trade unionist Roque and the independent journalist is not an acolyte of this Professional Order, trade unions or other entities. The information that enters our house daily, due to the omissions it contains, does not fulfill the mission of informing with impartiality, rigor and credibility.” “I don't want to do anyone's job, journalists have to write something and if they don't have anything real to write they make it up.” (Elvis Presley) The training of a specialist physician is long, demanding and involves multiple assessments. Without it, it would be impossible to have the high level of quality of medicine that is practiced in our country. There are six years of teaching at a medical school, one year of general training and four or six years of specialized training within the scope of the medical internship, depending on the specialty in question. A doctor fulfills a demanding stage of 11 to 15 years to acquire differentiated autonomy as a specialist doctor. The question seems simple to us, how much does it cost the public purse (from our taxes) to train a specialist doctor? What is the reason that a doctor does not have or should not reimburse, for a period of time, for example 3 years, these costs at the end of specialist training in the public health service? As a citizen who feels a great honor to be Portuguese and to have a National Health Service like ours, here I leave this “lesson” for Dr Marta Themido (Minister of Health) by Winston Churchill “The lesson is this: never give up , never never never. In nothing. Big or small, important or not. Never give up. Never surrender to force, never surrender to the seemingly overwhelming power of the enemy. ”

“Apesar de tudo eu ainda acredito na bondade humana” (Anne Frank)

“Apesar de tudo eu ainda acredito na bondade humana” (Anne Frank) Numa época em que o novel jornalismo-relâmpago, quase sempre superficial, impreciso, especulativo e até manipulado (quando não manipulador) ocupa grande parte do espaço e do tempo mediáticos, o trabalho (pseudo-jornalistico) nos últimos dias sobre o SNS é um exemplo do jornalismo que não investiga com seriedade e perseverança – e que faz bem mal à alma do jornalismo…“A ética deve acompanhar sempre o jornalismo, como o zumbido acompanha o besouro.” (Gabriel Garcia Marquez) Esperávamos muito mais da imprensa escrita, falada e em especial televisionada no que diz respeito às reportagens sobre o Serviço Nacional de Saúde e em especial das urgências de obstetrícia. Esperávamos que explicassem porque é que isso acontece de repente e ao mesmo tempo em vários sítios do País: a semana passada havia médicos e esta não? Será que se despediram? Fizeram um fim de semana longo? E só em obstetrícia? E especialmente em Lisboa? Confesso que isto nos faz recordar episódios antigos, como os nascimentos nas ambulâncias, que terminaram logo que o ministro Correia de Campos saiu. Demasiadas coincidências, sempre (ou quase sempre) os médicos, a Ordem dos Médicos, o sindicalista Roque , com as suas agendas e com o privado a espreitar. Todos os que se dedicam à profissão de jornalista deviam saber que “ a missão do jornalista é informar com isenção e rigor, não é reproduzir acriticamente as teses de terceiros, por muito louváveis que elas sejam.” A investigação jornalística não depende das investigações da ordem dos Médicos ou do sindicalista Roque e o jornalista independente não é um acólito dessa Ordem Profissional, sindical ou de outras entidades. A informação que nos entra pela nossa casa diariamente, pelas omissões que comporta, não cumpre a missão de informar com isenção, rigor e credibilidade.” “Eu não quero acabar com o trabalho de ninguém, jornalistas tem que escrever algo e se eles não tem nada real para escrever eles inventam.”(Elvis Presley) A formação de um médico especialista é longa, exigente e com múltiplas avaliações. Sem ela, seria impossível termos o elevado nível de qualidade da medicina que é praticada no nosso país. São seis anos de ensino numa escola médica, um ano de formação geral e quatro ou seis anos de formação especializada no âmbito do internato médico, dependendo da especialidade em causa. Um médico cumpre uma etapa exigente de 11 a 15 anos para adquirir autonomia diferenciada como médico especialista. A questão parece-nos simples, quanto custa ao erário publico (dos nossos impostos) a formação de um médico especialista? Qual a razão que finda a formação de especialista um médico não tem ou deve ressarcir, durante um espaço de tempo, por exemplo 3 anos, esses custos, no serviço público de saúde? Como cidadão que se sente como muita honra em ser português e ter uma Serviço Nacional de Saúde como o nosso, aqui deixo esta “lição” para a Dra Marta Themido (ministra da saúde) de Winston Churchill “A lição é a seguinte: nunca desista, nunca, nunca, nunca. Em nada. Grande ou pequeno, importante ou não. Nunca desista. Nunca se renda à força, nunca se renda ao poder aparentemente esmagador do inimigo. ”

sexta-feira, junho 17, 2022

“There are no easy methods to solve difficult problems.” (René Descartes)

The greatest teaching we have during our lifetime - is learning. This is constant in its various phases, some lonely others not so much. In reality the challenges are different but nothing teaches us more than the people around us. “Try it once, twice, three times and if possible, try a fourth, fifth and as many times as necessary. Just don't give up on the first ones, persistence is the friend of achievement. If you want to get where most don't, do what most don't. " (Bill Gates) Those who push us, there are also those who push us back, but from all of us we learn lessons at the end of each day willingly, with humility, resilience and perseverance, we learn that we just don't get what we don't really want. “There has never been a person like us before, there is no one in this world like us now and there never will be. Look at the respect life has for all of us. We are a work of art — impossible to repeat, incomparable, absolutely unique.” (Osho With the passage of years and experiences, all this becomes more evident. However, the important thing is also to understand that the more difficult the overcoming, the greater the solidity, the lesson and the achievements we have. Everything is worth it. We cannot give up on living and "fighting". Einstein)

“Não existem métodos fáceis para resolver problemas difíceis.”(René Descartes)

O maior ensinamento que temos durante o tempo da nossa vida - é a aprendizagem. Esta é constante nas suas várias fazes, algumas solitárias outras não tanto. Na realidade os desafios são diferentes mas nada nos ensina mais que as pessoas à nossa volta. “Tente uma, duas, três vezes e se possível, tente uma quarta, a quinta e quantas vezes for necessário. Só não desista nas primeiras, a persistência é a amiga da conquista. Se quer chegar aonde a maioria não chega, faça aquilo que a maioria não faz. ” (Bill Gates) Quem puxa por nós, há também quem nos empurra para trás, mas de todos tiramos ensinamentos no fim de cada dia com vontade, com humildade, resiliência e perseverança aprendemos que só não conseguimos o que não queremos verdadeiramente. “Nunca existiu uma pessoa como nós antes, não existe ninguém neste mundo como nós agora e nem nunca existirá. Veja só o respeito que a vida tem por todos nós. Nós somos uma obra de arte — impossível de repetir, incomparável, absolutamente única.”(Osho Com o passar dos anos e das experiências, tudo isto fica mais evidente. No entanto, o importante é também entender que quanto mais difícil a superação, maior é a solidez, a lição e as conquistas que temos. Tudo vale a pena. Não podemos desistir de seguir vivendo e "lutando".“Gostaria de uma sociedade mais justa, menos corrupta, com menos hipocrisia, mais digna, com mais amor ao próximo, menos preconceito, menos rancor e principalmente mais paz na alma.”(Albert Einstein)

segunda-feira, junho 13, 2022

“Faith alone removes mental clutter and restores clarity of mind.” (Dalai Lama)

“Faith alone removes mental clutter and restores clarity of mind.” (Dalai Lama) “If we have any ounce of humanism, our attention should be on the Horn of Africa: Ethiopia, Somalia, South Sudan and northern Kenya are facing a food crisis that could kill millions of people if we don't act now.” As optimistic as we may be, it is important to recognize that the world is increasingly dangerous and that we are going through one of the most complicated moments in human history. We are not so naive as to think that we can go through this life as if it were a “fast lane as fashionable as the scuts”, without any “citizen, even if they have the profession of journalist” considering themselves scruffy, with the habit of expressing opinions as freely as if you were chatting with friends at the coffee table or at the end of a dinner, not having to pay tolls, and even occasionally paying severe fines for not being protected by a “green lane” ” and to have passed absentmindedly under a portico without paying. “In time, a cynical, mercenary, demagogic and corrupt press will form a public as vile as itself” (Joseph Pulitzer) Today, in the newspaper “O Público” a “chronicle” is published, subscribed by an intensive care physician (Gustavo Carona). titled “DON'T PRETEND YOU DON'T KNOW…. At this moment, in Ethiopia, the country where all our ancestors come from, because here humanity was born, we are facing the biggest food crisis in recent decades. We really have to get this issue in our heads. It could be our children. to invite you to come with me. It's a beautiful journey, it's a journey into the heart of humanity, and it's not far, it's just around the corner. I'm sure you've gone further, if only in your thoughts. Now come here: Lalibela. do you know? It is a small town that is more than 2500 meters high. The name comes from a king of the same name, who one day ascended to the heavens and brought a message from God to build churches that resembled the clouds over which they walked in this conversation. And so, in the mountains of northern Ethiopia, King Lalibela sets out on his life's mission, and with the help of hundreds of thousands of men and as many angels, all together, they begin to build, or rather to sculpt, or even better to excavate, cutting solid stone so that the whole church is made as if it were a tunnel in the sand, but with dozens of meters high and a church carved in stone inside, with doors, windows, several rooms and ornaments. , all carved in the hard stone, and they last until today intact. Whoever passes to the surface only sees the mass of giant stones that look like clouds, as the king promised to God, and whoever approaches and enters is lost in its charms. The first European to see such a wonder was a missionary priest named Francisco Alvares, who, in the context of Pêro da Covilhã’s travels, wrote in his travel diary in 1520 something like: “I will not write about these constructions because no one will believe me, and I will be accused of being a liar...”, such was the beauty and surprise that invaded him. The history, the stories, the spirituality, the mysticism, the panoramic view of a beautiful Africa to infinity, the sunset the color of burning flame, and the salt of the Earth; people. The most surprising thing is that in the midst of an extremely poor population, children all go to school dressed in the same color. This color varies according to age. It's so beautiful to see this palette of colors dressed in smiles, games, running around and curious glances at the world. Slim face cutouts, deep brown eyes, and different shades of chocolate skin. Here, black Africa intersects with Arab Africa, so we see different shades of melanin mixture and features that arouse our curiosity. In her hair, braids are drawn that form ornaments that look like labyrinths of a royal garden. And if we look closely, some have orange shades in the middle of their brown hair. Do you know why they have orange hair? I had to rewind some forgotten knowledge from medical school. It is called Kwashiorkor disease, which, in the Ghanaian dialect in which the disease was described, translates to “the disease that appears to the child when a new baby arrives” or the “disease of the deposed child”, and consists of a deficiency of protein and vitamins. , that is, malnutrition, that is, hunger. And, at this moment, in Ethiopia, the country where all our ancestors come from, because here humanity was born, we are facing the biggest food crisis in recent decades. If we have any shred of humanism, our attention should be on the Horn of Africa: Ethiopia, Somalia, South Sudan and northern Kenya are facing a food crisis that could kill millions of people if we don't act now.After alarming periods of drought caused by environmental phenomena secondary to climate change, two years of pandemic followed in which humanitarian aid suffered the worst of the consequences. And now we have the blocking of corn and wheat from Ukraine's ports, catapulting this problem to levels that are chilling for the heart. And of course, the wars we don't know about: South Sudan is at war, Northern Ethiopia is at war, and Somalia hasn't known what peace is since the 90s of the last century. It is estimated that around 17 million people are at risk of starvation in this region. There are no adjectives enough to describe what it is like for a mother to look, helplessly, at her child dying, slowly, for something as simple to deal with as hunger. In Somalia alone, in 2011/12, 260,000 people died because the international community reacted late and did not pay attention to the warning signs, which are now even louder and the aid provided in monetary terms does not reach 20% of the estimated be necessary. (Data from FEWS NET, Famine Early Warning Systems Network) How can we keep our family from crying tears of blood? World Food Programme, Action Contre la Faim, Doctors Without Borders are some of the best examples, but above all what we need is to bring this information into our hearts, into our reflections, into our opinions, taken of position and collective conscience. I said it was a beautiful journey, and to the heart of humanity, I didn't say it was easy. But believe me, it's beautiful to be part of the solution, because if you don't, you will be part of the problem. Any of us knows how to treat hunger. It's just wanting" “If we're not racist, if we're not xenophobic, if we don't discriminate against people because of their skin color or geographic location, then we do, but we really have to get this issue in our heads. They could be our children.” In the reality of this life we ​​all know that nothing is forever, but can we continue to pretend that we know nothing about this? https://www.publico.pt/2022/06/13/impar/cronica/nao-finjam-nao-sabem-2009869

“Somente a fé remove a desordem mental e devolve a clareza de espírito.”(Dalai Lama)

“Somente a fé remove a desordem mental e devolve a clareza de espírito.”(Dalai Lama) “ Se temos algum pingo de humanismo, as nossas atenções deveriam estar apontadas para o Corno de África: Etiópia, Somália, Sudão do Sul e norte do Quénia, estão perante uma crise alimentar que pode matar milhões de pessoas se não agirmos já.” Por muito optimistas que sejamos, importa reconhecer que o mundo está cada vez mais perigoso e que atravessamos um dos momentos mais complicados da história da humanidade. Não somos tão ingénuos ao ponto de pensarmos que podemos atravessar esta vida como se ela fosse uma “via rápida tão em moda como as scuts”, sem que um “qualquer cidadão, mesmo que tenha a profissão de jornalista” que se considere desalinhado, com a mania de emitir opiniões tão livremente como se estivesse a conversar com os amigos à mesa do café ou no fim de uma jantarada, não tenha de pagar portagem, e até de vez em quando liquidar multas severas por não estar protegido por uma “via verde” e ter passado distraído debaixo de um pórtico sem pagar. “Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma”(Joseph Pulitzer) Hoje, no jornal “O Público” encontra-se publicada uma “crónica” subscrita, por um médico intensivista ( Gustavo Carona) . assim titulada “NÃO FINJAM QUE NÃO SABEM…. Neste momento, na Etiópia, país de onde vêm todos os nossos antepassados, pois aqui nasceu a humanidade, estamos perante a maior crise alimentar das últimas décadas. Temos mesmo que pôr este assunto nas nossas cabeças. Podiam ser os nossos filhos. de vos convidar a vir comigo. É uma viagem bonita, é uma viagem ao coração da humanidade, e não é longe, é logo ali ao virar da esquina. Tenho a certeza de que já foram mais longe, mesmo que apenas nos vossos pensamentos. Agora venham aqui: Lalibela. Conhecem? É uma pequena cidade que fica a mais de 2500 metros de altura. O nome vem de um rei com o mesmo nome, que um dia subiu aos céus e trouxe um recado de deus para construir igrejas que se parecessem com as nuvens por cima das quais caminhavam nesta conversa. E então, nas montanhas do Norte da Etiópia, o rei Lalibela entrega-se à missão da sua vida, e com a ajuda de centenas de milhares de homens e outros tantos anjos, todos juntos, começam a construir, ou melhor a esculpir, ou melhor ainda a escavar, picando pedra maciça para que toda a igreja é feita como se de um túnel na areia se tratasse, mas com dezenas de metros de altura e uma igreja escavada na pedra lá dentro, com portas, janelas, várias salas e ornamentos, tudo esculpido na pedra dura, e duram até hoje intactas. Quem passa à superfície apenas vê o maciço de pedras gigantes que parecem nuvens, tal como prometeu o rei a deus, e quem se aproxima e lá entra perde-se nos seus encantos. O primeiro europeu que viu tal maravilha terá sido um padre missionário chamado Francisco Alvares, que no âmbito das viagens de Pêro da Covilhã escreveu no ano de 1520 no seu diário de viagem algo como: “sobre estas construções não escreverei porque ninguém acreditará em mim, e serei acusado de mentiroso...”, tal foram a beleza e a surpresa que o invadiram. A história, as estórias, a espiritualidade, o misticismo, a vista panorâmica de uma África bonita até ao infinito, o pôr do sol cor de chama ardente, e o sal da Terra; as pessoas. O mais surpreendente é que no meio de uma população extremamente pobre, as crianças vão todas vestidas da mesma cor para a escola. Cor esta que varia consoante as idades. É tão bonito ver esta palete de cores vestidas em sorrisos, brincadeiras, correrias e olhares curiosos para o mundo. Recortes de cara finos, olhos profundos castanhos, e pele de diferentes tons de chocolate. Aqui se cruza a África negra, com a África árabe, daí que vejamos vários tons de mistura de melanina e de feições que nos aguçam a curiosidade. No cabelo desenham-se trancinhas que formam ornamentos que parecem labirintos de um jardim da realeza. E se olharmos com atenção, alguns têm tons laranja no meio do cabelo castanho. Sabem porque é que têm o cabelo cor de laranja? Tive que rebobinar alguns conhecimentos esquecidos da faculdade de medicina. Chama-se doença Kwashiorkor que, no dialecto do Gana em que foi descrita a doença, se traduz “a doença que aparece à criança quando chega um novo bebé” ou a “doença da criança deposta”, e consiste num deficit de proteína e vitaminas, ou seja, desnutrição, ou seja, fome. E, neste momento, na Etiópia, país de onde vêm todos os nossos antepassados, pois aqui nasceu a humanidade, estamos perante a maior crise alimentar das últimas décadas. Se temos algum pingo de humanismo, as nossas atenções deveriam estar apontadas para o Corno de África: Etiópia, Somália, Sudão do Sul e norte do Quénia, estão perante uma crise alimentar que pode matar milhões de pessoas se não agirmos já. Depois de períodos de seca alarmantes causados por fenómenos ambientais secundários às alterações climáticas, seguiram-se dois anos de pandemia onde a ajuda humanitária sofreu as piores das consequências. E, agora, temos o bloqueio da saída de milho e trigo dos portos da Ucrânia, catapultando este problema para níveis arrepiantes para quem tem coração. E claro, as guerras que nós não conhecemos: o Sudão do Sul está em guerra, o Norte da Etiópia assim o está, e a Somália não sabe o que é paz desde os anos 90 do século passado. Estima-se que cerca de 17 milhões de pessoas estejam em risco de morrer à fome nesta região. Não há adjectivos que cheguem para descrever o que é uma mãe a olhar, impotente, para o seu filho a morrer, lentamente, por algo tão simples de tratar como a fome. Só na Somália, em 2011/12 morreram 260.000 pessoas porque a comunidade internacional reagiu tarde e não prestou atenção aos sinais de alerta, sinais esses que agora estão ainda a soar mais alto e a ajuda prevista em termos monetários não chega a 20% do estimado ser necessário. (Dados da FEWS NET, Famine Early Warning Systems Network) Como evitar que a nossa família fique a chorar lágrimas de sangue? Programa Mundial Alimentar, Action Contre la Faim, Médicos Sem Fronteiras são alguns dos melhores exemplos, mas acima de tudo o que nós precisamos é de trazer esta informação para dentro do nosso coração, para dentro das nossas reflexões, para dentro das nossas opiniões, tomadas de posição e consciência colectiva. Eu disse que era uma viagem bonita, e ao coração da humanidade, não disse é que era fácil. Mas acreditem que é bonito fazer parte da solução, até porque se não o fizerem serão parte do problema. Qualquer um de nós sabe tratar a fome. É só querer” “Se não somos racistas, se não somos xenófobos, se não discriminamos pessoas pela sua cor de pele, ou localização geográfica, então temos, mas temos mesmo que pôr este assunto nas nossas cabeças. Podiam ser os nossos filhos”. Na realidade desta vida todos sabemos que nada é para sempre, mas será que conseguimos continuar a fingir que nada sabemos sobre isto? https://www.publico.pt/2022/06/13/impar/cronica/nao-finjam-nao-sabem-2009869

quinta-feira, junho 09, 2022

“To make reality bearable, we all have to cultivate some small follies in our hearts.” (Marcel Proust - In Search of Lost Time)

“To make reality bearable, we all have to intimately cultivate some small follies.”(Marcel Proust - In Search of Lost Time) Nowadays, we compete almost with our own shadow, in the search to always do better, more beautiful and grander. So we consume "our time"….in these things that make us live mired in a fictitious world of propaganda and counter-propaganda and we are unable to think and discuss the real problems of life. Theoretically it is known that the earth rotates, but in fact we don't notice it, the ground we walk on doesn't seem to move and we live peacefully. This is what happens with “Time in life!” As Plato said: “Try to move the world - the first step will be to move yourself. Don't wait for a crisis to find out what's important in your life.” All these signs, it is better to repeat, may just be the foam of our days. But they denote an ethical lack of respect for dignity and human rights, including the right to think differently and individual freedom for all citizens. And they also show the risk of civilizational regression that democracy is experiencing today. “The ignorant affirm, the wise doubt, the sensible reflect. There never was great intelligence without a streak of madness.” (Aristotle) ​​We should all be fully aware that the purpose of disinformation is not to make people believe propaganda, but to ensure that people don't know what they should believe. . And therefore feel that you cannot believe in anything. Nobody knows what the world will be like tomorrow, but we think it makes perfect sense to make three wishes for you. We are inspired by the images that enter us daily, whether we like it or not, “inside the house”, especially about the war in Ukraine (a country that is increasingly destroyed) and the United States (a country where political power has neither lucidity nor courage to put an end to the growing number of massacres in schools), which we summarize in this phrase by John Locke: "Where there is no law, there is no liberty." Believe it and believe it (especially the younger ones): Life can be beautiful and exciting. Everything is in our hands. As Socrates – the Greek philosopher – said: “The unexamined life is not worth living. Wise is he who knows the limits of his own ignorance.” Perhaps this first sentence by David Hume is the inspiration for the maxim beauty is in the eye of the beholder? “The beauty of things exists in the mind of those who contemplate them.” And isn't that right? Everything we see is relative and built according to our cultures, experiences, etc. And finally, if politicians “claim to be vital” for the European Union to increase the budget for defense, it will not be even more important to increase the budget for education and culture? Because only then will we be able to make “Bellum sine Bello”!!!! As Vergilio Ferreira said: “A life only has a story from the beginning to the end, if you have it from the end to the beginning.”

“Para tornar a realidade suportável, todos temos de cultivar intimamente algumas pequenas loucuras.”(Marcel Proust - Em Busca do Tempo Perdido)

Para tornar a realidade suportável, todos temos de cultivar intimamente algumas pequenas loucuras.”(Marcel Proust - Em Busca do Tempo Perdido) Nos tempos de hoje, competimos quase com a nossa própria sombra, na procura de fazer sempre melhor, mais bonito e mais grandioso. Assim consumimos o "nosso tempo"….nestas coisas que nos fazem viver atolados num mundo fictício de propaganda e contra-propaganda e somos incapazes de pensar e discutir os verdadeiros problemas da vida. Teoricamente sabe-se que a terra gira, mas de facto não damos por isso, o chão que pisamos parece que não se mexe e vivemos tranquilos. É o que se passa com o “Tempo na vida!” Como disse Platão:” Tente mover o mundo - o primeiro passo será mover a si mesmo. Não espere por uma crise para descobrir o que é importante na sua vida.” Todos estes sinais, é melhor repetir, podem ser apenas espuma dos nossos dias. Mas denotam um deslassar ético em relação ao respeito pela dignidade e pelos direitos humanos, entre eles o direito de pensar diferente e de liberdade individual de todos os cidadãos. E mostram também o risco de regressão civilizacional que vive a democracia hoje em dia. “O ignorante afirma, o sábio duvida, o sensato reflete. Nunca existiu uma grande inteligência sem uma veia de loucura.”(Aristóteles) Todos nós devemos ter plena consciência de que o objectivo da desinformação não é fazer com que as pessoas acreditem em propaganda, mas garantir que as pessoas não sabem aquilo em que devem acreditar. E, por isso, sintam que não podem acreditar em nada. Ninguém sabe como será o mundo no amanhã, mas pensamos que faz todo o sentido fazer-vos três pedidos. Inspiramo-nos nas imagens que diariamente, quer nós queiramos quer não nos entram “pela casa dentro”, em especial sobre a guerra na Ucrânia (país cada vez mais destruído) e dos Estados Unidos (país onde o poder político não tem lucidez nem coragem para pôr termo ao crescente número de massacres nas escolas), que sintetizamos nesta frase de John Locke:” Onde não há lei, não há liberdade.” Podem acreditar e acreditem que(especialmente os mais jovens) : A vida pode ser bela e empolgante. Tudo está nas nossas mãos. Como disse Sócrates – o filósofo grego: “A vida não examinada não vale a pena ser vivida. Sábio é aquele que conhece os limites da própria ignorância.” Talvez esta primeira frase de David Hume seja a inspiração para a máxima a beleza está nos olhos de quem vê? “ A beleza das coisas existe no espírito de quem as contempla.”. E não é mesmo isso? Tudo que enxergamos é relativo e construído de acordo com as nossas culturas, vivências e etc E finalmente se os políticos “afirmam ser vital “para a União Europeia aumentar o orçamento para a defesa, não será ainda mais importante aumentar o orçamento para a educação e cultura? Pois só assim conseguiremos fazer “Bellum sine Bello”!!!! Como disse Vergilio Ferreira: “Uma vida só tem história do princípio para o fim, se a tiver do fim para o princípio.”

quinta-feira, maio 26, 2022

“Life is wonderful if you are not afraid of it.” (Charles Chaplin)

“Life is wonderful if you are not afraid of it.” (Charles Chaplin) In these times that we are “going through”, we are gradually realizing everything we have already lost, and among many other things and in the midst of all this, it is worth noting the “suspension” of lunches and meetings with friends, family lunches, especially on Sundays or grandparents spending days and weeks alone, more than usual, seems like a minor matter, but it's not! As Charles Bukowski has said: "There are worse things than being alone, but it usually takes decades before we realize it. And often, when we do, it's too late. And nothing worse than being too late." The reality is that we lose habits, intimacy, relationship. Older people lose mobility, motivation, achievement. The youngest lose experiences, relationships, a sense of community and family. And all this is reflected in more anxiety, fear, less exposure to the things that cost us a little (and when we don't expose ourselves in small doses, difficult things become more and more difficult, until they become impossible!). It translates into less life, even if hearts are beating and vital signs are within reference values. However, as Confucius said in this sentence attributed to him: “The only way to not make mistakes is to do nothing. This way of doing nothing, however, is certainly one of the biggest mistakes we could make in our entire existence.” It is time, being also an opportunity to take stock of the future from a present that is no longer the same as we thought we had. This is the time to continue to believe and to have a sense of strategic confidence for the future. This is the unbearable lightness of trust that we want to have. Although, in general, we are only gradually realizing everything that has been lost. Remember when they talked about the “covid” virus as “a time of war?” We always found the comparison a little absurd, but now we see a parallel between the two in the way we react to them: during the “crisis” we were left in survival mode, everything else seems and felt accessory. We just want the crisis to pass, for the conflict to end. But only the very naive can think that the pandemic or the war ends the moment any button is turned off. And that everything returns to normal, as if nothing had happened. “You can fool everyone for a little while, you can fool some all the time, but you can't fool everyone all the time….Difficulties are excuses that history never accepts….. Man has to establish a end to war, otherwise, war will establish an end to mankind.” (John Fitzgerald Kennedy) You have to be careful, you have to have common sense, but you have to have more will to live than fear. Whatever. We can't wait for the hard times to end so we can get back together and do the things we love because, as it is for all to see, the days turn into weeks, and the weeks turn into years, and wars and diseases come from the most unexpected places. . Especially grandparents can't wait until tomorrow. We are very much what we are able to share and in doing so we are clearly giving a very positive signal regarding our integration into a society that wants to be open and focused on the future: “If it wasn't today, it will be tomorrow. If not tomorrow, one day it will be. Patience is one of the greatest virtues of the human being, take it easy and wait your turn to win... The world goes round, here we fall, right there we rise.” (William Shakespeare) We cannot accommodate ourselves to this situation and remember what we learned from our grandparents: “That when someone screams, we drink a glass of water and take a deep breath, but we go ahead.”

“A vida é maravilhosa se não se tiver medo dela.”

“A vida é maravilhosa se não se tiver medo dela.” (Charles Chaplin) Nestes tempos pelos quais vamos “passando”, vamos percebendo aos poucos tudo o que já perdemos, e entre muitas outras coisas e no meio de tudo isto, é de anotar a “suspensão” dos almoços e encontros com os amigos(as), os almoços de família, principalmente aos domingos ou os(as) avós passarem dias e semanas sozinhos(as), mais do que era habitual, parece um assunto menor, mas não é! Como terá dito Charles Bukowski: "Há coisas piores do que estar só, mas costuma levar décadas até que o percebamos. E, frequentemente, quando o conseguimos, é demasiado tarde. E nada pior do que ser demasiado tarde.“ A realidade é que perdemos hábitos, intimidade, relação. Os mais velhos perdem mobilidade, motivação, realização. Os mais novos perdem experiências, relação, sentido de comunidade e de família. E tudo isto reflecte-se em mais ansiedade, medo, menos exposição às coisas que nos custam um bocadinho (e quando não nos expomos em doses pequenas, as coisas difíceis tornam se cada vez mais difíceis, até se tornarem impossíveis!). Traduz-se em menos vida, mesmo que os corações estejam a bater e os sinais vitais dentro dos valores de referência. No entanto como disse Confúcio nesta frase que lhe é atribuída: “A única maneira de não cometermos erros é não fazendo nada. Esta maneira de não fazer nada, no entanto, é certamente um dos maiores erros que se poderíamos cometer em toda a nossa existência.” É tempo, sendo também uma oportunidade de fazer um ponto de situação sobre o futuro a partir de um presente que já não é o mesmo que pensávamos ter. Este é o tempo de continuarmos a acreditar e de ter um sentido de confiança estratégico para o futuro. É essa a insustentável leveza da confiança que queremos ter. Embora, no geral, só aos poucos vamos percebendo tudo o que se perdeu. Lembram-se quando falavam do virus “covid” como “um tempo de guerra?” Sempre achamos a comparação um pouco absurda, mas vemos agora um paralelismo entre ambas na forma como lhes reagimos: durante a “crise” ficamos em modo de sobrevivência, tudo o resto parece e parecia acessório. Só queremos que a crise passe, que o conflito acabe. Mas só os muito ingénuos é que podem pensar que a pandemia ou a guerra acabam no momento em que se desliga um qualquer botão. E que tudo regressa ao normal, como se nada tivesse acontecido. “Pode-se enganar a todos por pouco tempo, pode-se enganar alguns o tempo todo, mas não se pode enganar a todos o tempo todo….As dificuldades são desculpas que a história nunca aceita….. O homem tem que estabelecer um final para a guerra, senão, a guerra estabelecerá um final para a humanidade.”(John Fitzgerald Kennedy) É preciso ter cuidado, é preciso ter bom senso, mas é preciso ter mais vontade de viver, do que medo. Seja do que for. Não podemos esperar que os tempos complicados acabem para voltarmos a estar juntos e fazermos as coisas que gostamos porque, como está à vista de todos, os dias viram semanas, e as semanas viram anos, e as guerras e as doenças surgem dos sítios mais inesperados. Sobretudo os avós não podem ficar para amanhã. Nós somos muito aquilo que somos capazes de partilhar e ao fazê-lo estamos claramente a dar um sinal muito positivo em relação à nossa integração numa sociedade que se quer aberta e focada no futuro :“Se não foi hoje, amanhã será. Se não for amanhã, um dia há de ser. A paciência é uma das maiores virtudes do ser humano, tenha calma e espere sua vez de vencer… O mundo dá voltas, aqui caímos, logo ali nos levantamos”.(William Shakespeare) Não nos podemos é acomodar a esta situação e relembrar aquilo que aprendemos dos nossos avós: “Que quando alguém grita, bebemos um copo de água e respiramos fundo, mas vamos em frente.”

sexta-feira, maio 20, 2022

"What counts is not how much you live, but how you live." (Martin Luther King)

"What counts is not how much you live, but how you live." (Martin Luther King) Paraphrasing Miguel Torga, “it is important to shout so that the voice can shake the sleep of those responsible”. In today's times "which are not normal times" in which newspapers, television, information platforms, radios and other media, especially those that claim to be impartial and professional, navigate the same waters as predicted and oriented towards certain ends, some out of political sympathy and others out of sensationalism, we are often faced with those who deliberately deceive, those who distort the facts, those who hide, those who stage and those who invent. “One may not remember the insults; but a bitter experience is kept from them, ugly as a scar. And that ages the soul, makes it ruinous and useless.” (Agustina Bessa-Luís) , maybe that's why it's advisable to turn the page and put an end to the things that hurt us. It turns out that in these times and in all times, experience always leaves us a lesson, which we do not always take the proper note of, but we must have the perception that to recover life we ​​have to remove the scars, in the sense of the words of René Descartes that “living without philosophizing is what is called having your eyes closed without ever having tried to open them”, or as the Brazilian writer Cecília Meireles said, “There are people who talk to us and we don’t even listen to them, there are people who hurt us and we don’t even hear them. scars leave, but there are people who simply appear in our lives and mark us forever”, and we all have the dream of not just living longer, but achieving that additional time to be lived healthier - living longer and better. “What surprises me most about humanity are the "men". Because they lose their health to save money. Then they lose money to regain their health. And because they anxiously think about the future, they forget about the present in such a way that they end up not living either the present or the future. And they live as if they would never die... ...And they die as if they had never lived. (DALAI LAMA)