quarta-feira, maio 13, 2020

“Prudence is knowing how to distinguish desirable things from things that should be avoided.” (Cícero)

“Prudence is knowing how to distinguish desirable things from things that should be avoided.” (Cícero)

There is a proverb that says "stumbling also helps to walk", and so today, I believe that no one has any doubts, that we live in a special atypical situation, a terrible pandemic has hit us all in all areas of our society. In fact, in this journey of life, at one time or another we may stumble over different stones and even fall, go through many challenges and even get lost in their direction. What we cannot do is give up looking for a way out and never stop rising after the fall and raise our heads. But, we still don't really understand what we missed! As Epicurus said: “There is only one way to live life. Do not worry about things that go beyond the power of our will ”
 The world has changed and so have we. We have been deceived or deceived ourselves. It wasn't a pause, it was a movie change. And in this new film of our lives, so many paradigms have escaped us that we can lose our way if we cling to the past, while the Earth continues to spin, the sun rises and life passes. As Søren Kierkegaard said): “Life can only be understood by looking back; but it can only be lived by looking ahead. ”
There are many people who change their lives after a “stay” in Intensive Care. Sometimes, being close to death makes us see life. Because everything we are and everything we know comes from one perspective. But reality is an infinite sea of ​​perspectives in which telling the story of every second does not fit in all the books in the world. ”Those who do nothing are always willing to criticize those who do something”. (Oscar Wilde)
In these times when we experience a strange emptiness, the one we feel when we see that we cannot close the circle in which we have lived for so long, and for everyone who feels the emptiness of today we must realize that we need to review the path. We must find the value of traveling this new and different path. “Our life is a path, when we stop, we are not going forward.” (Pope Francis)
We begin to understand that life is a journey of losses, as we have never lost so much in such a short time. We lose freedom, banal routines friends and family, we even lose the right to say goodbye to those who leave. Before we regretted the time we didn't have, today we despair at the time we have. We were forced to stop, review priorities and value the basics, and in a few days we realized that much of what we used to value, was ultimately an accessory!
Above all, we live in times when we have to be creative, times when we have to think more about the collective than the individual, and times to be supportive, because we have to have the perception that we are alive may be a fluke, but living is a decision, nobody chose to come to this world, nor chose to meet these people, nor to live under these circumstances, we are here to enjoy the journey and make a difference, despite living these days upside down. "There is no golden rule that applies to everyone: every man has to discover for himself how specifically he can be saved." (Sigmund Freud)

“Prudência é saber distinguir as coisas desejáveis das que convém evitar”.(Cícero)


“Prudência é saber distinguir as coisas desejáveis das que convém evitar”.(Cícero)

Há um provérbio que diz “que tropeçar também ajuda a caminhar”, e por isso hoje, creio que ninguém tem dúvidas, que vivemos numa situação atípica especial, uma pandemia terrível atingiu todos  nós em todas as áreas da nossa sociedade.  Na verdade nesta caminhada da vida, todos uma vez ou outra podemos tropeçar em diversas pedras e até chegar a cair, passar por muitos desafios e até nos perdermo-nos na sua direcção. O que não podemos fazer é desistir de procurar uma saída e jamais deixarmos de nos levantar após a queda e erguermos a cabeça. Mas, ainda nem percebemos bem o que é que perdemos! Como disse Epicuro:” Só há um caminho para a viver a vida. Não nos preocuparmos com coisas que ultrapassam o poder da nossa vontade”
 O mundo mudou e nós com ele. Enganaram-nos ou enganamo-nos a nós próprios. Não foi um pause, foi uma mudança de filme. E neste novo filme das nossas vidas, tantos foram os paradigmas que nos fugiram das mãos que podemos perder o rumo se nos agarrarmos ao passado, enquanto a Terra continua a girar, o Sol a nascer e a vida passar. Como disse  Søren Kierkegaard): “A vida só pode ser compreendida, olhando-se para trás; mas só pode ser vivida, olhando-se para frente.”
Há muitas pessoas que mudam a vida após uma “estadia” nos Cuidados Intensivos. Por vezes, estar perto da morte faz-nos ver a vida. Porque tudo o que nós somos e tudo o que sabemos vem de uma perspectiva. Mas a realidade é um mar infinito de perspectivas em que contar a história de cada segundo não cabe em todos os livros do mundo .”Aqueles que não fazem nada estão sempre dispostos a criticar os que fazem algo”. (Oscar Wilde)
Nestes tempos em que passamos por um estranho vazio,  aquele que sentimos quando vemos que não podemos fechar o círculo em que vivemos há tanto tempo, e para todos que sentimos os vazios de hoje temos de ter a percepção que é preciso rever o  caminho. Temos de encontrar o valor de percorrer esse novo e diferente caminho. “A nossa vida é um caminho, quando paramos, não vamos para frente.” (Papa Francisco)
Começamos a entender que a vida é um percurso de perdas, pois  nunca como agora perdemos tanto  em tão pouco tempo. Perdemos liberdade, rotinas banais amigos e familiares, perdemos até o direito de nos despedirmos  daqueles que partem.  Antes lamentávamos o tempo que não tínhamos, hoje desesperamos com  o tempo que dispomos. Fomos obrigados a parar, a rever prioridades e a valorizar o básico, e em poucos dias percebemos que muito do que antes valorizávamos,  era afinal acessório!
Acima de tudo, vivemos tempos em que temos que ser criativos, tempos em que temos que pensar mais no colectivo do que no individual, e tempos para sermos solidários, pois temos que ter a percepção de que estamos vivos até pode ser um acaso, mas viver é uma decisão, ninguém escolheu vir a este mundo, nem escolheu cruzar-se com estas pessoas, nem viver estas circunstâncias, estamos cá para desfrutar do caminho e fazer a diferença, apesar de vivermos estes dias de pernas para o ar. “Não existe uma regra de ouro que se aplique a todos: todo homem tem de descobrir por si mesmo de que modo específico pode ser salvo.” (Sigmund Freud)

quinta-feira, maio 07, 2020

“Não esqueça do poder das palavras. Saiba usá-las com sabedoria!”(proverbio indiano)


“Não esqueça do poder das palavras. Saiba usá-las com sabedoria!”(proverbio indiano)

Não posso ficar calado….não posso cobardemente ficar aqui no meu canto, tudo isto é de facto “repugnante num politico” que pretende vir s ser um dia primeiro ministro e, com esta postura demonstrou que não serve para governar e  está apenas a fazer, não oposição como era seu dever, mas a “abandalhar o serviço que devia prestar” mostra que é uma pessoa sem escrúpulos e sentimentos para com os portugueses e incapaz de tomar medidas rápidas para salvar vidas e desconhece a legislação sobre estados de emergência e calamidade.
Não deixa de ser muito estranho, outros dirão que será um modo “repugnante de fazer politica” que no dia em que a Comissão Europeia e Fundo Monetário Internacional realçam a postura e as medidas de politica em Portugal, que no meio do ”dilúvio orçamental trazido pela pandemia, Bruxelas coloca Portugal entre os que melhor resistem, que “o agravamento do défice previsto pela Comissão para Portugal é o terceiro mais curto em toda a zona euro.” Uma visão positiva das finanças públicas que também é motivada pelo facto de o país ter um pacote de medidas anticrise com um impacto relativamente modesto no orçamento medidas de combate à pandemia de dimensão relativamente reduzida e uma economia que se projecta poder resistir melhor à crise do que a média da zona euro. Seja neste preciso momento que o presidente do PSD, senhor Dr. Rui Rio,   venha “acusar o governo e em particular a ministra da saúde de ter feito compras por ajuste directo sem passar por concursos públicos e, mais grave ainda ,” mentido dizendo que foi a empresas chinesas”, pois sabe muito bem que das compras a mais de 20 empresas, todas são portuguesas.
Mas de maior gravidade para um politico, neste momento é o completo desrespeito pela família de mais de um milhar de mortos, quantos seriam mais de o governo não tem tomado estas medidas? Desconhecendo os milhares de recuperados, os mais de 500 mil testes efectuados, o mais de um milhão de testes em stock, o material médico e hospitalar, quando há técnicos de saúde que admitem a possibilidade de novos surtos porque são várias as estirpes e filiações que estão em actividade em Portugal e em todo o mundo.
O senhor Dr. Rui Rio devia saber que  não há uma única pessoa que não queira ser imediatamente tratada se for infectada pelo vírus e para isso não quer e não pode  esperar pela prévia autorização do Tribunal de Contas, das Finanças ou de outros burocratas, que demorava sempre mais de 90 dias, isto é teriam morrido milhares de portugueses!
É tempo de dizer basta a um conjunto de “opinadores políticos”, como agora o senhor Dr Rui Rio, sem escrúpulos e vergonha, por favor estejam calados, não escrevam sobre o que o governo deve ou não fazer, foram  incompetentes, nem quero imaginar como o país estava se ainda fossem governo… tentaram destruir o Serviço Nacional de Saúde.
Os senhores são intelectualmente desonestos, os senhores são os principais responsáveis pelo renascimento dos populismos neste país. Mentem, falam e escrevem do que não sabem, manipulam e são fracos! Deixem de ser hipócritas! Tenham vergonha, respeitem quem realmente precisa de ajuda. Que a crise acabe de vez com estes oportunistas sem escrúpulos.


terça-feira, maio 05, 2020

I am the size of what I see! (Fernando Pessoa

I am the size of what I see! (Fernando Pessoa)

 We live in the “time of the unthinkable”, where only the oldest are able to assess the true dimension, because they have already witnessed various stages of life. The present challenges us to forget the past and when looking to the future we no longer achieve what once seemed right. We have doubts because we are human and fear or fear will be !!!!!, in this uncertainty that is always present. All of this is inevitable, even if it is the big and unexpected events (good and less good) that make life memorable and occasionally exciting, it is the small and predictable routines that keep life together and are worth living in these times when time no longer has time for itself.
There is an unknown of what is not seen, but that can lurk around every corner. We have to be aware and respect others, not do what we do not want others to do for us, because only in this way we will win. “There are only two ways to live our lives. One is to believe that nothing is a miracle. The other is to believe that everything is a miracle. ”(Albert Einstein)
We must all know or be aware that this life is not a test, not a step, not a step on the way, not a rehearsal, not a prelude to paradise. This life is the only one here and now, and the only one we need and, to be aware that life does not stop to choose the path we want to follow. We almost always have a strong tendency to remember what we should forget and forget what we should remember. We must learn to listen to people and not just listen to them, do you know the difference? When we listen, we are attentive to the content, we are able to feel what the message conveys. Hearing is just the sound of words entering our ears ...... and nothing else! We have to value what we do and our role in society. Perhaps this is why someone said that "men should be remembered, more for their attitudes than for their words, more for their successes than for their mistakes, and more for their virtues than for their defects."
There is nothing more frustrating than creating expectations about something that we don't even know yet. All people have been through this at least once in their lives, and that is precisely why we have learned not to rely too much on what is (yet) not real. We need to be proud of our particularities and not spend our lives just trying to copy what is alien, and before leaving pointing the finger at the attitudes of others, before criticizing and judging the people around you, stop and just listen… .look… think ... and reflect. It is in the management of our memory that one of the biggest secrets is to be able to live our life, with joy and peace, grateful for another day. ” They make us small because they take away from us what our eyes can give us, and they make us poor because our only wealth is seeing. (Alberto Caeiro, in "The Keeper of Herds - Poem VII" Heteronym of Fernando Pessoa)

Eu Sou do Tamanho do que Vejo! (Fernando Pessoa)


Eu Sou do Tamanho do que Vejo! (Fernando Pessoa)


 Vivemos o “ tempo do impensável”, onde apenas os mais velhos são capazes de avaliar a verdadeira dimensão, porque já testemunharam varias fases da vida. O presente desafia-nos a esquecer o passado  e ao olharmos para o futuro já não alcançamos o que antes parecia certo. Temos dúvidas porque  somos humanos e o receio ou será o medo!!!!!, nesta incerteza que está sempre presente. Tudo isto é inevitável mesmo que sejam os eventos grandes e inesperados (bons e menos bons) que tornam a vida memorável e ocasionalmente emocionante, são as rotinas pequenas e previsíveis que mantêm a vida unida e valem a pena viver, nestes tempos, em que o tempo já não tem tempo para ele próprio.
Há um desconhecido daquilo que não se vê, mas que pode espreitar a cada esquina. Temos que ser conscientes e respeitar o próximo, não fazer aquilo que não queremos que os outros façam para nós, pois só desse modo venceremos. “Há apenas duas maneiras de viver a nossa vida. Uma é acreditar que nada é um milagre. A outra é acreditar que tudo é um milagre.”(Albert  Einstein) 
Todos devemos saber ou termos consciência de que esta vida não é uma prova, nem um degrau, nem um passo no caminho, nem um ensaio, nem um prelúdio para o paraíso. Esta vida é a única que há aqui e agora, e a única que precisamos e, termos a consciência que a vida não pára para escolhermos o caminho que queremos seguir. Quase sempre temos uma forte tendência de lembrar o que devemos esquecer e esquecer o que deveríamos lembrar. Devemos aprender a escutar as pessoas e não apenas ouvi-las, sabe a diferença? Quando escutamos estamos atentos ao conteúdo, conseguimos sentir aquilo que a mensagem transmite. Já o ouvir é apenas o som das palavras entrando pelos nossos ouvidos......e nada mais! Temos que valorizar o que fazemos e o nosso papel na sociedade. Talvez por isso alguém disse que “os  homens deveriam ser lembrados, mais pelas suas atitudes do que por suas palavras, mais pelos seus acertos que pelos seus erros, e  mais por suas virtudes que pelos seus defeitos.”
Não tem nada mais frustrante do que criar expectativas sobre algo que nem sequer ainda sabemos o que será. Todas as pessoas já passaram por isso pelo menos uma vez na vida, e é justamente por isso que aprendemos a não contar muito com aquilo que (ainda) não é real. Precisamos ter orgulho das nossas particularidades e não passar a vida apenas tentando copiar o que é alheio, e antes de sair apontando o dedo para as atitudes alheias, antes de criticar e julgar as pessoas ao seu redor, pare e simplesmente escute….olhe…pense…e reflicta. É na gestão da nossa memória que  está um dos  maiores segredos para podermos viver a nossa vida, com alegria e paz,  gratos por mais um dia.” Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos nos podem dar, e tornam-nos pobres porque a nossa única riqueza é ver. (Alberto Caeiro, in "O Guardador de Rebanhos - Poema VII"Heterónimo de Fernando Pessoa)

quinta-feira, abril 30, 2020

“Mais cedo ou mais tarde, os que vencem são aqueles que acreditam que conseguem.” (Richard Bach)


“Mais cedo ou mais tarde, os que vencem são aqueles que acreditam que conseguem.” (Richard Bach)

Creio que acontece com toda a gente, há uma altura da nossa vida em que uma pessoa pensa que sabe tudo, que tem resposta para tudo, mas a verdade nua e crua é que não sabe nada. Agora em que o medo é do tamanho de um adeus que não se dá , de um abraço que não nasce, porque não há liberdade…..tudo isto aparece-nos na vida  e baralha tudo, a resposta agora é pergunta, a pergunta é resposta. É talvez por isso, que todos procuramos uma resposta e  que ninguém consegue explicar como é que aqui chegámos, menos ainda para onde vamos. Mas não deixamos de querer distinguir entre  passado, presente e futuro e não queremos acreditar que é apenas uma ilusão teimosamente persistente. É neste silêncio, em que não vemos qualquer luz que nos mostre o caminho nesta escuridão, que a todos atinge, e em que  nada vale dizer que “queremos a nossa vida de volta”. Todos nós já nos daríamos por satisfeito se soubéssemos que vida temos pela frente….e não sabemos, ninguém sabe! Como disse Sigmund Freud:” A ciência não é uma ilusão, mas seria uma ilusão acreditar que poderemos encontrar noutro lugar o que ela não nos pode dar.” Que falta nos faz aquela “lufada de ar fresco” nestes dias em que, por vezes, sentimos que perdemos toda a ilusão?
Mas, não tenhamos dúvidas que manter a ilusão é essencial para continuarmos em movimento e lutando pelos nossos sonhos. É normal que perante estes tempos de  incerteza, tenhamos medo e hesitemos nos passos a dar. Mas há que ter consciência que a dado momento, parar será mesmo morrer e não haverá alternativa a metermos um pé à frente do outro e fazermo-nos à estrada, enquanto houver estrada para andar. Temos que ter consciência que, como alguém disse que fazer o que se gosta não é o mesmo que fazer o que se apetece. Pois, se  só fizermos  o que nos apetece nunca faremos aquilo que se  gosta. “Podemos oferecer um presente, mas não podemos obrigar ninguém a aceitá-lo.”(Richard Bach)
 Numa dimensão em que as relações, a comunicação, a sociabilidade se processam principalmente no “não-espaço” do virtual, das redes sociais, dando-nos uma ilusão de proximidade, o vírus tolhe-nos a verdadeira proximidade, a real: que ninguém se toque, nada de beijos, nada de abraços, tudo à distância, na frieza do não contacto. Até que ponto dávamos por adquiridos estes gestos e o seu significado?  Por isso força-te, obriga-te a sair da zona de conforto e a dizer sempre sim a uma responsabilidade partilhada, o sentir que das nossas acções depende não apenas o nosso destino mas o de todos os que nos rodeiam. E que dependemos das deles .Temos agora as provas de que a saúde de uma pessoa depende da saúde de todos. Só as medidas que protegem o direito de todos poderão controlar, efectivamente, esta pandemia.”A mudança é a lei da vida. Aqueles que olham apenas para o passado ou para o presente serão esquecidos no futuro”.(John F. Kennedy )

domingo, abril 26, 2020

Heal the past. Live the present. Dream the future. (Irish proverb)

Heal the past. Live the present. Dream the future. (Irish proverb)

"A feeling that occupies our head and squeezes our heart."

There was someone who said that our life was made of nostalgia, the past is always part of our history, a lot of emotion in the way we live the present, and many dreams, how we envision the future. But the times of today, do not measure the same since the “appearance of the coronavirus”. This is how, in our understanding, nostalgia will be the only beneficiary, because we are always pulling time back as if wanting to return to our way of life, it is our sentimental heritage, like photos from the past. We also almost always try to stretch that time with absurd predictions, as if we know the covid's plans19; or even with “half crazy suggestions” and even say well-intentioned. We are not even realizing that the greatest prejudice is the present, which is suspended, perplexed by uncertainties and fears. It just makes me want to slap myself so I wake up !!! “There are things that leave marks that are very difficult to overcome. There is only one way to get rid of bitter experiences: to live in the present. Always enjoy now. As the famous phrase immortalized by hippies says: "Today is the first day of the rest of my life." (Paulo Coelho) In another way, we will all have to return to normality. With the perception that it will be a new and different normality, with new practices and reinvented procedures. We are all going to change something in these coming times, these strange times in which we live. We live in the strangest time in the history of mankind. We have a notion that there is more information, but we know, at least we have this feeling, that we are less informed! We are of the opinion that a newspaper and journalism can only be fully guided by the spirit of public service and obedience to a code of values ​​that goes from respect for minorities, the fight against discrimination, the defense of democracy, the state of right, freedom of expression or tolerance of the need to scrutinize powers to prevent abuse and defend citizens. Now, daily it is nothing like this, in general that we have seen, and for that reason it would be useful that, in the near future, some of these “professionals” avoided making public statements, which, by not solving any of the possible problems they present, aggravate the a state of anxiety and insecurity for a large part of the citizens, who are far from providing a service to society. How would your ethical and professional duty be. There has to be a difference between the runaway humor of social media and the attitude of institutional responsibility that the current moment demands. We can never omit that freedom means responsibility. This is perhaps why so many people are afraid of it. ” We have to do the best we can. This is our sacred human responsibility. ”(Albert Einstein)
In my opinion, in addition to merit and responsiveness, and despite advances and setbacks, government authorities have maintained a coherence far superior to that of other countries, however there are those who consider that despite the development of the past 46 years, our country still it has a tradition that dates back to the 17th century - everything arrived late in Portugal: artistic currents, knowledge, democracy, industrialization, other material goods. And viruses too! The reality is that the Portuguese, in general, have given a fantastic example of discipline throughout these long days of confinement, and that is why they will know how to wait for the right time and time for a “return to life in normalcy”. What else do we want? The return to life that we have become accustomed to and that we now dream of, but we must all know that we have to be content with what is compatible with the new times, at least until a vaccine is discovered that can free us from this invisible enemy. A call for reflection because we must know that all fruits come from the roots. Just like all good results come from a well-done homework. From one moment to the next everything changed in our life. We value things that we take for granted. It's a hard lesson in life! “We don't have the solutions for all the world's problems in our hands, but in the face of all the world's problems we have our hands.” (Friedrich Von Schiller)

Cure o passado. Viva o presente. Sonhe o futuro. (Provérbio irlandês)


Cure o passado. Viva o presente. Sonhe o futuro. (Provérbio irlandês)

“Um sentimento que nos ocupa a cabeça e nos aperta o coração.”

Houve alguém que disse que o nosso viver era feito de nostalgia, o passado faz sempre parte da nossa história, de muita emoção no modo como vivemos o presente, e de muitos sonhos, como visualizamos o futuro. Mas os tempos de hoje, não medem o mesmo desde o “aparecimento do coronavírus”. É assim que, no nosso entender a nostalgia será a única beneficiada, porque estamos sempre a puxar o tempo para trás como querendo retornar ao nosso modo de vida, é a nossa herança sentimental, como fotos do passado. Também quase sempre tentamos esticar esse tempo com previsões absurdas, como se soubéssemos os planos do covid19; ou até com “sugestões meio malucas” e até diga-se bem intencionadas. Nem sequer estamos a dar por isso que o grande prejudicado é o presente, que está suspenso, perplexo com incertezas e medos. Só me dá vontade de me esbofetear para que acorde!!!“Existe coisas que deixam marcas muito difíceis de superar. Só existe uma maneira de nos livrarmos das experiências amargas: viver o presente. Aproveite sempre o agora. Como diz a célebre frase imortalizada pelos hippies: "Hoje é o primeiro dia do resto da minha Vida".(Paulo Coelho) Duma forma o de outra todos teremos que voltar á normalidade.Com a percepção que será um nova e diferente normalidade, com novas práticas e reinventado procedimentos. Todos vamos mudar qualquer coisa, nestes próximos tempos, destes estranhos tempos em que vivemos. Vivemos o tempo mais estranho da História da Humanidade. Temos uma noção de que há mais informação, mas sabemos, pelo menos temos essa sensação, que estamos menos informados! Somos de opinião que um jornal e o jornalismo só o são plenamente se orientados pelo espírito de serviço público e pela obediência a um código de valores que vai desde o respeito pelas minorias, pela luta contra a discriminação, a defesa da democracia, do estado de direito, da liberdade de expressão ou da tolerância à necessidade de escrutinar os poderes para evitar abusos e defender os cidadãos. Ora, diariamente não é nada disto, no geral que temos assistido, e por isso seria útil que, nos tempos mais próximos, alguns destes “profissionais” evitassem fazer declarações públicas, as quais, não resolvendo nenhum dos eventuais problemas que apresentam, agravam o estado de ansiedade e de insegurança de boa parte dos cidadãos, e que estão longe de prestar um serviço à sociedade. Como seria seu dever ético e profissional. Tem de haver uma diferença entre o humor desgovernado das redes sociais e a atitude de responsabilidade institucional que o momento actual exige. Nunca podemos omitir que liberdade significa responsabilidade. É talvez por isso que tanta gente tem medo dela.” Temos de fazer o melhor que podemos. Esta é a nossa sagrada responsabilidade humana.”(Albert Einstein)
Na minha opinião para além do mérito e da capacidade de resposta e apesar dos avanços e recuos as autoridades governamentais têm mantido uma coerência muito superior à de outros países, no entanto há quem considere que apesar do desenvolvimento dos últimos 46 anos, o nosso País ainda tem uma tradição que já vêm do seculo XVII – a Portugal tudo chegou com atraso: correntes artísticas, conhecimento, democracia, industrialização, outros bens materiais. E, também os vírus! A realidade é que os portugueses, de uma maneira geral tem dado um fantástico exemplo de disciplina ao longo, destes longos dias de confinamento, e é por isso que saberão esperar pelo momento e tempo certo para um “regressar à vida em normalidade”. O que mais desejamos? O regresso à vida que nos habituámos e com que agora sonhamos, mas todos devemos saber que temos que nos contentar com o que for compatível com os novos tempos, pelo menos até que seja descoberta uma vacina que possa libertar-nos deste inimigo invisível. Um apelo à reflexão pois devemos saber  que todos os frutos vêm das raízes.  Assim como todos os bons resultados vêm de um trabalho de casa bem feito. De um momento para o outro tudo mudou na nossa vida. Damos valor a coisas que dávamos por garantidas. É uma dura lição de vida! “Não temos nas nossas mãos as soluções para todos os problemas do mundo, mas diante de todos os problemas do mundo temos as nossas mãos”.(Friedrich Von Schiller)

sexta-feira, abril 17, 2020

“The important thing is to live today. Yesterday is gone and tomorrow may not come. ”(Chico Xavier)

“The important thing is to live today. Yesterday is gone and tomorrow may not come. ”(Chico Xavier)


In these times we all live divided between the will to resist the threat of an “unknown disease”, and the growing fear of tomorrow's uncertainties. They tell us that there is more time to think, others say to reflect, as the best way to find the best solutions to problems that seem impossible, but what will it be to think about the same subject over and over again?
 The truth is that we feel that the universe has entered us at home and sat us on a sofa, which means that we have all become much more susceptible to the susceptibility of others. It seems to be a candle lit in the dark that goes inside us, and we are induced to read and sometimes to reread, everything that seems to us again, sometimes it is not so much, in these circumstances it impresses me a little, knowing the risk that we are all definitely seeing growing in our daily lives, and repeatedly, several times a day, which seem to want to “suffocate” us, every time they speak, we only hear complaints and complaints that everything is wrong, in an omission to which Seneca (philosopher) would have replied: "No wind blows in favor of those who do not know where to go". Perhaps it was, because they omit that, this is the path that we all have to continue to take, and unfortunately there are no shortcuts, such as the need for an “ethics of responsibility”, as far as possible, that such “experts and opinion makers” avoid in the near future, make public statements, which, by not solving any of the "alleged" problems they denounce, aggravate the state of anxiety and insecurity of a large part of the citizens. "Silence is worth gold when you can't find a good answer" (Muhammad Ali)
We have to go back to our lives, we cannot fail to do so, but also, we know that one of these days, the balance sheets will begin. Some will highlight good practices, others will highlight errors. But who, in the face of such unknown adversity, could take action without a margin of error in its effects? Errors? "Errare humanum est", as Confucius said: “The only way to not make mistakes is to do nothing. This, however, is certainly one of the biggest mistakes that could be made in a lifetime. ”
Let's look at the side of the glass as half full (positive): There are no absolute certainties, we need to know how to live with doubt and uncertainty. We need to lose the fear of making mistakes, of accepting our falls, of seeing what they teach us and ... Moving on or to the side ... But moving on and discovering more about us, about others, about life. Each error gives us strategic learning information, in the sense of non-repetition. We have not yet passed this stage and we are already told that, possibly, we will have a new "dose". So write down what we did well and where we went wrong, us and the others. And learn. Until then, we can only watch this up and down and not disarm our simple civic participation. And, also, we feel that anything can happen - it's just another day - and, we will be able to deal with the situation, but we started to have some perception that, everything can happen in 20 years !! 10 years! or next year… ..and it will be fatal! or in the words of Carl Jung: “Life happens in a balance between joy and pain. Whoever does not venture beyond reality will never find the truth. ”

“O importante é viver hoje. O ontem já foi e o amanhã talvez não venha.”(Chico Xavier)


“O importante é viver hoje. O ontem já foi e o amanhã talvez não venha.”(Chico Xavier)

Nestes tempos todos vivemos divididos entre a vontade de resistir à ameaça de uma “doença desconhecida”, e o medo, cada vez maior das incertezas do amanhã. Dizem-nos que há mais tempo para pensar, outros dizem para reflectir, como sendo a melhor forma de encontrar as melhores soluções para problemas que parecem impossíveis, mas o que será pensar várias vezes sobre o mesmo assunto?
 A verdade é que sentimos que o universo nos entrou em casa e nos sentou  num sofá, o que leva a que todos nós nos tornámos muito mais susceptíveis à susceptibilidade dos outros. Parece-nos ser uma vela acesa no escuro que vai dentro de nós, e somos induzidos a ler e por vezes a reler, tudo o que nos parece de novo, por vezes não é assim tanto, nestas circunstâncias impressiona-me um pouco, sabendo o risco que todos decididamente estamos a ver crescer no nosso dia a dia, e repetidamente, várias vezes ao dia, que parece que nos querem “sufocar”, de cada vez que falam ,  só lhe ouvimos queixas e denúncias de que está tudo mal,  numa omissão a que Seneca (filosofo) teria respondido:”  Nenhum vento sopra a favor de quem não sabe para onde ir”.  Talvez fosse,  porque omitem que, este é o caminho que todos temos de continuar a percorrer, e infelizmente não há atalhos, como necessidade de uma “ética de responsabilidade”, na medida do possível, que tais “sabedores e fazedores de opinião” evitassem nos tempos mais próximos fazer declarações públicas, as quais, não resolvendo nenhum dos “pretensos” problemas que denunciam, agravam o estado de ansiedade e de insegurança de  grande aparte dos cidadãos. “O silêncio vale ouro quando não se consegue achar uma boa resposta” (Muhammad Ali)
Temos de regressar às nossas vidas não podemos deixar de o fazer, mas também, sabemos que um dia destes, iniciar-se-ão os balanços. Uns enaltecerão as boas práticas, outros evidenciarão os erros. Mas quem, perante tamanha adversidade desconhecida, poderia tomar medidas sem uma margem de erro nos seus efeitos? Erros? "Errare humanum est", como disse Confúcio: ” A única maneira de não cometer erros é fazendo nada. Este, no entanto, é certamente um dos maiores erros que se poderia cometer em toda uma existência.”
Vejamos pelo lado do copo meio cheio (positivo): Não há certezas absolutas, precisamos saber conviver com a dúvida e com a incerteza. Precisamos perder o medo de errar, de aceitar as nossas quedas, de ver o que elas nos ensinam e... Seguir em frente ou para o lado... Mas seguir e descobrir mais de nós, dos outros, da vida. Cada erro dá-nos uma informação estratégica de aprendizagem, no sentido da não repetição. Ainda não ultrapassámos esta fase e já nos dizem que, possivelmente, teremos nova "dose". Anotemos então o que fizemos bem e onde errámos, nós e os outros. E aprendamos. Até lá, resta-nos ir assistindo a este sobe e desce e não desarmar a nossa singela comparticipação cívica. E, também, sentimos que tudo pode acontecer – é apenas mais um dia – e , vamos conseguir lidar com a situação, mas começamos a ter alguma percepção que, tudo pode acontecer daqui a 20 anos!! 10 anos! ou no próximo ano…..e vai ser fatal! ou no dizer de Carl Jung: “A vida acontece num equilíbrio entre a alegria e a dor. Quem não se arrisca para além da realidade jamais encontrará a verdade.”  

quinta-feira, abril 16, 2020

Vivemos um pesadelo. Mas, não podemos deixar de sonhar!


Vivemos um pesadelo. Mas, não podemos deixar de sonhar!

Nestes tempos que, de certo ninguém dirá que “são os nossos”, não será errada a afirmação de que a maior parte de nós, ainda não conseguiu aprender a viver no silêncio, pois há quem diga que a nossa  vida é puro ruído entre dois silêncios abismais. O silêncio antes de nascer e, o silêncio após a morte. Será talvez por isso, que todos somos, com maior ou menor intensidade, viciados em ruído e, apesar deste isolamento, que apesar de tudo a quase totalidade aceitou voluntariamente, nos tentar vedar todas as fontes de ruído, continuamos a procurá-lo. Na realidade precisamos de nos sentir vivos e a prova disso é que continuamos a fazer mil e uma coisa, nomeadamente a receber informações em catadupa, incluindo este escrito que espero que tenha algum interesse. De qualquer modo retemos esta frase de Alexandre Dumas
“Para todos os males, há dois remédios: o tempo e o silêncio.”
Há dias atrás, estes tempos conduzem-nos a isso, li uma frase de Spinoza (filosofo do seculo VII e filho de judeus portugueses),  que me levou a procurar mais sobre este filosofo: “Percebi que todas as coisas que temia e receava só continham algo de bom ou de mau na medida em que o ânimo se deixava afectar por elas.”
E, foi assim que na minha procura de saber mais alguma coisa sobre  este filosofo, encontrei algo interessante dos seus pensamentos sobre Deus, sendo que para Spinoza, Deus  é o único motivo da existência de todas as coisas. Eu te fiz absolutamente livre. Não há prémios nem castigos. Não há pecados nem virtudes. Ninguém leva um placar. Ninguém leva um registo. Tu és absolutamente livre para fazer da tua vida um céu ou um inferno. Não te poderia dizer se há algo depois desta vida, mas posso te dar um conselho. Vive como se não o houvesse. Como se esta fosse tua única oportunidade de aproveitar, de amar, de existir. Assim, se não há nada, terás aproveitado da oportunidade que te dei. E se houver, tem certeza que Eu não vou te perguntar se foste comportado ou não. Eu vou te perguntar se tu gostaste, se te divertiste… Do que mais gostaste? O que aprendeste?”
 Para mim ficou claro,  que um dos propósitos de sua filosofia foi o de  esclarecer a identidade existente entre nossa mente e o conjunto de todas as coisas da natureza, que resume numa sua frase:” Não há esperança sem medo, nem medo sem esperança.”
Talvez por assim ser, vivemos nestes tempos em que o mais que precisamos é de nos ajudar a adquirir firmeza e paciência diante do sofrimento, em tempos que são complexos, difíceis e imprevisíveis, para além da preocupação inicial com o vírus — que ainda por cima dizem-nos que é inteligente -  junta-se  também algum medo provocado pelas palavras, que sem qualquer despudor desprovidos de ética e responsabilidade  e que em doses regulares, como nos antibióticos, nos são ministradas, por alguns “politiqueiros” através dos media e das redes sociais, que deviam evitar, nos tempos mais próximos de fazer declarações de tais “politiquices” , as quais, não resolvendo nenhum dos problemas, agravam o estado de ansiedade e de insegurança de boa parte dos cidadãos. Como disse Mahatma Gandhi : “Há o suficiente no mundo para todas as necessidades humanas, não há o suficiente para a cobiça humana.”  

segunda-feira, abril 13, 2020

“Living is the rarest thing in the world. Most people just exist." (Oscar Wilde)

“Living is the rarest thing in the world. Most people just exist." (Oscar Wilde)

As they say, we can go on playing this game, dancing this dance, until we fool ourselves with phone calls and video calls, which sometimes increase the distances rather than reducing them. But only at the end can we tell the story. It is up to us here to emphasize, at least that is what it seems to us, that there is a gain in awareness that this isolation has led us, that more important in life that HAVING is BEING, besides that BEING does not end with time, it is eternal, but TER can end at any time. I feel that we are stronger, more patient with each other, more affectionate too, and I feel that we are now much more aware of what is fundamental.
However, this is not our time, it is indeed a time of uncertainty, but it is also a time of hope, and it is in this balance between uncertainty and hope that we have to move, uncertainty and hope even as we learn more, we are also discovering that it will not be so quick to return to normal for everyone. There is a popular phrase that says: "We only value things when we lose them". We will reflect on these times, and better manage our time, trying to use it in the healthiest way without forgetting our real priorities, aiming at a good quality of life and a life with more pleasure, bearing in mind as Albert Einstein said that “the imagination is more important than science, because science is limited, whereas imagination covers the whole world. ”
For today here are my suggestions and thoughts, about what I know or what I think I know:
1. The call now for confinement, that is, social isolation, as everyone realizes, is fundamental and essential to contain the coronavirus (covid 19);
2. In an optimistic way towards the beginning of May, in a pessimistic way towards the beginning of July, a new phase of our lives will begin, marked by a progressive resumption of activity, with observance of the rules prescribed by the health authorities;
3. We will only be returned to a way of life, more or less similar to what we had before we were invaded by COVID19, when a vaccine that radiates this virus is discovered and mass produced;
4. For now, we must appeal to discipline and resilience, that is, to our ability to face and overcome in this period of great difficulties this traumatic event, followed by times of heightened prudence so that we can envisage resuming living our life .
And, to conclude, I want to remember that it is the feeling of community, of sharing objectives, that has been what has led most to individual decisions - which, more than ever, have collective consequences. This is also why it is so important to continue to be so. Nothing is gained. But nothing is lost, too. "In the great battles of life, the first step towards victory is the desire to win." (Mahatma Gandhi)

“Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe.” (Oscar Wilde)


 “Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe.” (Oscar Wilde)

Como se costuma dizer, podemos ir jogando este jogo, dançando esta dança, até nos irmos enganando com telefonemas e videochamadas, que por vezes mais aumentam as distâncias em vez de as diminuírem. Mas só no final poderemos contar a história. Cabe-nos aqui realçar, pelo menos é isso que nos parece, que há um ganhar de consciência que este isolamento nos conduziu, que mais importante na vida que o TER é o SER, além de que o SER não se acaba com o tempo, é eterno, mas o TER pode terminar a qualquer momento. Sinto que estamos mais fortes, mais pacientes uns com os outros, mais carinhosos também, e sinto que temos agora muito mais consciência daquilo que é fundamental.
No entanto este não é o nosso tempo, é de facto um tempo de incerteza, mas também um tempo de esperança, e é neste equilíbrio entre incerteza e esperança que temos que nos mover, incerteza e esperança ainda quando à medida que vamos sabendo mais, vamos também  descobrindo  que não será tão rápido assim um regresso à normalidade para todos. Há uma frase popular que diz: "Só damos valor às coisas quando as perdemos". Vamos reflectir sobre estes tempos, e administrar melhor o nosso tempo, procurando utilizá-lo da forma mais saudável sem esquecer as nossas reais prioridades, visando uma boa qualidade de vida e uma vida com mais prazer, tendo presente como disse Albert Einstein que “a imaginação é mais importante que a ciência, porque a ciência é limitada, ao passo que a imaginação abrange o mundo inteiro.”
Por hoje aqui fica as minhas sugestões e pensamentos, sobre o que sei ou o que julgo saber:
1.     O chamado agora de confinamento, ou seja o isolamento social, assim toda a gente percebe, é fundamental e essencial para conter o coronavírus (covid 19);
2.     Em modo optimista lá para os princípios de maio, em modo pessimista lá para os princípios de julho, será dado inicio a uma nova fase das nossas vidas, marcado por um progressivo retomar da actividade, com observâncias das regras prescritas pela autoridades sanitárias;
3.     Só nos será devolvido um modo de vida, mais ou menos parecido com o que tínhamos antes de sermos invadidos pelo COVID19, quando for descoberto e produzido em massa, uma vacina que irradie este vírus;
4.     Por agora, devemos apelar à disciplina e à resiliência, isto é à nossa  capacidade de enfrentarmos e superarmos neste período de grandes dificuldades  este evento traumático, seguindo-se tempos de prudência redobrada de modo a podermos perspectivar o retomar do viver a nossa vida.
E, para finalizar quero  relembrar que é o sentimento de comunidade, de partilhar objectivos, que tem sido o que mais tem levado às decisões individuais - que, mais do que nunca, têm consequências colectivas. É também por isso, que é tão importante continuar a ser assim. Nada está ganho. Mas nada está perdido, também. ” Nas grandes batalhas da vida, o primeiro passo para a vitória é o desejo de vencer.” (Mahatma Gandhi)


domingo, abril 12, 2020

What will happen next? Anybody know? I… don't even think about it ..!

What will happen next? Anybody know? I… don't even think about it ..!

 I am even surprised, not to say shocked, that some “experts in epidemiological matters”, make predictions of anticipation of what will happen when we leave this time bracket, in which we find ourselves involved and socially isolated, and if at the economic level we are almost paralyzed, at a psychological level we feel clearly conditioned by this so-called “pandemic”, without knowing it, nobody can explain to us, if the virus will undergo mutations that make it more murderous, or we will continue to live with it until medicine manages to overcome it or, like its predecessors, it simply disappears in a short time. And all of this, while our life seems to escape us like sand in a half-open hand. As Paulo Coelho said: “It is not the explanations that take us forward; it is our desire to move forward ”.
 To sum up and conclude, it is not any “donkey like me” that can perceive these minds of inaccessible brightness. For, at this moment, when there is something invisible, that does not choose social classes, that is destroying entire families, that is destroying the economy of the countries, creating unemployment, misery and hunger, and that we don't even know if we are to prepare for a change of habits that lasts a semester, a decade or as happened with AIDS, at least a generation, all the speculations seem to me from the domain of science fiction. As a friend of mine said, “with people like this, the world is only bad for masochism.”
In the meantime, we live in days of uncertainty and distrust. We protect ourselves because we can be a threat to others and at the same time they are a danger to us. We live at a distance, but desiring the proximity of those we miss most. In these days of social detachment, ignoring what can happen or when it will all end and studies of all kinds and shapes will appear, for all tastes - everyone is an expert in anything - they are difficult choices in social networks or in the few newspapers, at any rate, it seemed to us that this study, (from the Institute of Public Health of the University of Porto (ISPUP) and the Institute of Systems and Computer Engineering, Technology and Science) has some scientific credibility, perhaps because characterizes a lot of our own vision, “it seems like a paradox, but the pandemic that is paralyzing the world is causing less fear in the elderly than in the young, when the former are most at risk of life. Older people may not have immunity to the virus, but they seem to have more immunity to respond to this new situation. They make it more relative, because they have already faced other difficulties and went through several public health crises, such as mad cow disease, bird flu, Ebola. For the youngest, this is the first major threat and major crisis in their lives, young people are more sad and anxious. The way in which this time of uncertainty is reflected in the emotional well-being of citizens is different between generations ”, observes Henrique Barros, president of ISPUP, a specialist in public health and an epidemiologist
We have the perception that social relations will not be “as before this crisis”, at least in the early days. The mistrust we have today of each one, the distance we maintain today, the fear of hugging, kissing ... will persist for some time, at least until we forget that we have already covered our faces, where even the smiles we hide. And, because we have to remember, for many of us this situation appears to us as a repetition of the situation experienced during the period 2011-2015, “when the unemployment of children and the lack of grandchildren knocked on the door of grandparents, who at the same time they saw their income being stolen, fanatical and were classified as "gray plague". Not everything will be reproduced but all of this has happened. The story, however, is open, as we all know. What will happen next? I modestly don't know. “I know that I am nothing and that I may never have everything. Apart from that, I have all the world's dreams in me. ”(Fernando Pessoa)

O que vai acontecer a seguir? Alguém sabe? Eu…nem sequer penso nisso..!


  O que vai acontecer a seguir? Alguém sabe? Eu…nem sequer penso nisso..!

 Fico até algo admirado, para não dizer chocado, que alguns “experts em assuntos de epidemiologia”, fazem previsões de antecipação com  o que acontecerá quando sairmos deste parêntesis de tempo, em que nos vimos envolvidos e socialmente isolados, e se a nível económico estamos quase paralisados, a nível psicológico sentimos claramente condicionados por esta chamada “pandemia”, sem sabermos, ninguém nos consegue explicar,  se o vírus vai sofrer mutações que o tornem mais assassino, ou vamos continuar a conviver com ele até que a medicina o consiga vencer ou, como outros seus antecessores, simplesmente desaparece em pouco tempo. E, tudo isto, enquanto a nossa vida parece escapar-nos como a areia numa mão entreaberta. Como disse Paulo Coelho: “Não são as explicações que nos levam para frente; é a nossa vontade de seguir adiante”.
 Resumindo e concluindo, não é qualquer “burro como eu” que consegue perceber estas mentes de brilho inacessível. Pois, neste momento, em que há algo invisível, que não escolhe classes sociais, que está a destruir famílias inteiras, que está a acabar com a economia dos países, a criar desemprego, miséria e fome, e que nem sequer sabemos se estamos a prepararmo-nos para uma mudança de hábitos que dura um semestre, uma década ou como aconteceu com a sida, pelo menos uma geração, todas as especulações me parecem do domínio da ficção científica. Como dizia uma amigo meu ,“com gente desta, o mundo só está mal por mero masoquismo.”
Entretanto vivemos dias de incerteza e de alguma desconfiança. Protegemo-nos porque podemos ser uma ameaça para os outros e em simultâneo  estes um perigo para nós. Vivemos à distância, mas a desejar a proximidade daqueles de quem temos mais saudades. Nestes dias de distanciamento social, ignorando o que pode acontecer ou quando é que tudo vai acabar e, vão aparecendo estudos de toda a espécie e feitio, para todos os gostos – toda a gente é especialista em qualquer coisa – são escolhas difíceis nas redes sociais ou nos poucos jornais, de qualquer modo, pareceu-nos que este estudo, (do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP) e do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência) tem alguma credibilidade cientifica, talvez porque caracteriza bastante da nossa própria visão , “parece um paradoxo, mas a pandemia que está a paralisar o mundo está a provocar menos medo nos idosos do que nos jovens, quando os primeiros são os que correm mais risco de vida. Os mais velhos podem não ter imunidade para o vírus, mas parecem ter mais imunidade para responder a esta situação nova. Relativizam mais, porque já enfrentaram outras dificuldades e passaram por várias crises de saúde pública, como a doença das vacas loucas, a gripe das aves, o ébola. Para os mais jovens, esta é a primeira grande ameaça e grande crise das suas vidas, os jovens mostram-se mais tristes e ansiosos. A forma como este tempo de incerteza se está a reflectir no bem-estar emocional dos cidadãos é diferente entre gerações”, observa Henrique Barros, presidente do ISPUP, especialista em saúde pública e epidemiologista
Temos a percepção de  que as relações sociais não vão ficar “como antes desta crise”, pelo menos nos primeiros tempos. A desconfiança que hoje temos de cada um, a distância que hoje mantemos, o receio de abraçar, beijar...vai persistir durante algum tempo, pelo menos até que nos esqueçamos que já andámos de cara tapada, onde até os sorrisos escondemos. E, porque temos de ter memória, para muitos de nós esta situação aparece-nos como uma repetição da situação vivida durante o período de 2011-2015, “em que o desemprego dos filhos e a carência dos netos bateram à porta dos avós, que em simultâneo viam os seus rendimentos ser surripiados, fanados e eram qualificados de “peste grisalha”. Nem tudo vai ser reproduzido mas tudo isto aconteceu.  A história, no entanto, é aberta, como todos sabemos. O que vai acontecer a seguir? Modestamente não sei. “Eu sei que não sou nada e que talvez nunca tenha tudo. Aparte isso, eu tenho em mim todos os sonhos do mundo.”(Fernando Pessoa)