WE ARE ABLE TO DO OUR BEST! “É das coisas, que os sonhos são feitos.” It is about things, that dreams are made." (William Shakespeare
quinta-feira, agosto 27, 2026
WE HAVE MEMORY!!! But being quiet doesn't mean being indifferent!
WE HAVE MEMORY!!! But being quiet doesn't mean being indifferent!
There are moments in life when we need to learn to be silent. Not because we have nothing to say, but because we realize that not everything deserves an answer, an explanation, or a discussion. Those who truly know us don't need explanations; those who have decided not to understand us will hardly be convinced by them. It's about knowing how to listen before speaking, observing before judging, and thinking before reacting. "There are days when I don't want to say anything! I just want the right to remain silent without having to say why I feel this way." (Father Fábio de Melo)
Learning to be quiet is also learning to respect. Respecting the other person's space, their pain, their choices, and even their silences. We don't always need to advise, correct, or show that we are right. Over time, we learn that answering everything is tiring, explaining everything is unnecessary, and discussing everything is a way to waste time and peace in our spirit. "Some say that when the sun shines, it shines for everyone, but for some people in the world, it never shines." (Bob Marley)
The Caixa Geral de Depósitos (CGD) had a fund from public employee deductions, money reserved to pay pensions for its retired workers. In 2004, under the government of Durão Barroso, the State transferred approximately 2.4 billion euros from this fund and, in exchange, the Caixa Geral de Aposentações (CGA) assumed the responsibility of paying these pensions. This money was not placed in a fund to pay these pensions, nor was it used to strengthen Social Security; it entered the public accounts and was used to reduce the State Budget deficit, as an extraordinary revenue. In other words, the State received money from employee deductions at that time and used it to solve a problem in its accounts, but remained obligated to allocate it in the budget to pay those pensions for many years. When the time comes to pay these pensions, this money is supposed to come from the State Budget and not from Social Security. (Note that the State never deducted the 23.75% from the workers' effective remuneration). "Most of the problems we have arise when you can't keep quiet." (Blaise Pascal)
But keeping quiet doesn't mean being indifferent. At most, it means knowing when to speak and, especially, when not to speak. Because there are silences that are cowardice, but there are others that are wisdom. Learning to be quiet is learning to listen to the world, to others, and, above all, to ourselves. Learning to be quiet is perhaps one of the greatest achievements of maturity: not feeling the need to respond to everything that bothers us. Sometimes, silence is not the absence of words. "If we knew how many times our words are misinterpreted, there would be much more silence in this world." (Oscar Wilde)
TEMOS MEMÓRIA!!! Mas estar calado não significa ser indiferente!
TEMOS MEMÓRIA!!! Mas estar calado não significa ser indiferente!
Há momentos na vida em que precisamos de aprender a estar calados. Não porque não tenhamos nada para dizer, mas porque percebemos que nem tudo merece uma resposta, uma explicação ou uma discussão. Quem nos conhece verdadeiramente não precisa de explicações; quem decidiu não nos compreender, dificilmente será convencido por elas. É saber ouvir antes de falar, observar antes de julgar e pensar antes de reagir. “Tenho dias que não quero dizer nada! Quero apenas o direito de ficar calado sem ter que dizer o porquê de estar assim.”(Padre Fábio de Melo)
Aprender a estar calado é também aprender a respeitar. Respeitar o espaço do outro, as suas dores, as suas escolhas e até os seus silêncios. Nem sempre precisamos de aconselhar, corrigir ou mostrar que temos razão. Com o tempo, aprendemos que responder a tudo é cansativo, explicar tudo é desnecessário e discutir tudo é uma forma de perder tempo e a paz no nosso espirito. “Há quem diga que quando o Sol brilha é para todos, mas para algumas pessoas no mundo ele nunca brilha.”(Bob Marley)
A Caixa Geral de Depósitos tinha um fundo dos descontos dos funcionários públicos, de dinheiro reservado para pagar pensões dos seus trabalhadores pensionistas. Em 2004, sob o governo de Durão Barroso, o Estado transferiu cerca de 2,4 mil milhões de euros desse fundo e, em troca, a Caixa Geral de Aposentações (CGA) assumiu a responsabilidade de pagar essas pensões . Esse dinheiro não foi colocado num fundo para pagar essas pensões, nem foi utilizado para reforçar a Segurança Social, entrou nas contas públicas e foi usado para reduzir o défice do Orçamento do Estado, como uma receita extraordinária. Ou seja, o Estado recebeu dinheiro dos descontos dos trabalhadores da função pública, naquele momento e utilizou-o para resolver um problema das suas contas, mas ficou com a obrigação de transferir no orçamento para pagar aquelas pensões durante muitos anos. Quando chega a altura de pagar essas pensões, é suposto esse dinheiro vir do Orçamento do Estado e não da Segurança Social. (observar que o Estado nunca descontou os 23,75% sobre as remunerações efectivas dos trabalhadores) .” A maior parte dos problemas que temos, surgem quando não se consegue estar calado.” (Blaise Pascal)
Mas estar calado não significa ser indiferente. Quanto muito significa saber quando falar e, sobretudo, quando não falar. Porque há silêncios que são cobardia, mas há outros que são sabedoria. Aprender a estar calado é aprender a escutar o mundo, os outros e, principalmente, a nós próprios. Aprender a estar calado é, talvez, uma das maiores conquistas da maturidade: não sentir necessidade de responder a tudo o que nos incomoda. Às vezes, o silêncio não é ausência de palavras. “Se soubéssemos quantas e quantas vezes as nossas palavras são mal interpretadas, haveria muito mais silêncio neste mundo.”(Oscar Wilde)
TER MEMÓRIA PRECISAMOS…..”
TER MEMÓRIA…..” Há pedras no caminho de todos nós. Umas são pequenas, quase impercetíveis, e obrigam-nos apenas a abrandar o passo. Outras são enormes, surgem de repente e parecem impedir-nos de continuar. Durante muito tempo, talvez pensemos que a vida seria mais fácil se o caminho fosse liso, sem obstáculos, sem perdas, sem desilusões. Mas são precisamente as pedras que nos obrigam a olhar para onde pomos os pés. Ensinam-nos a escolher, a resistir, a cair e, sobretudo, a levantar-nos.” (Helena Sacadura Cabral)
Recorrentemente, ouve-se dizer no espaço mediático, invariavelmente por comentadores de direita, que o PS teria sido “O” responsável pelos três pedidos de assistência financeira ocorridos até hoje, depois da Revolução de 1974.” Sucede que uma tal afirmação não passa de uma inequívoca exibição de má fé, uma falsidade! Uma vez que não acreditamos que possa resultar simplesmente de mera ignorância. Em todo o caso, porque há quem possa ser enganado por esses comentadores e políticos da extrema direita, que peroram nas TVs sem contraditório, convém esclarecer a verdade. Assim, desde 1974, Portugal formulou três pedidos de assistência financeira, a saber, em 1977, 1983 e 2011. Do mesmo modo que não é por o galo cantar que o sol nasce, vejamos então quais as responsabilidades dos governos de então nesses três pedidos. Desde logo, em 1977, o primeiro pedido de assistência financeira ocorreu na vigência do I Governo Constitucional, empossado em 1976. Ou seja, esse pedido é formulado pelo primeiro Governo legitimado democraticamente que surge na sequência das primeiras eleições legislativas, após a aprovação da Constituição de 1976. Antes desse I Governo Constitucional, desde abril de 1974, o país havia sido governado sucessivamente por seis governos provisórios. Foi, pois, a necessidade de correção dos desequilíbrios decorrentes do período revolucionário que motivou essa assistência financeira, e ela é feita pelo primeiro executivo a governar o país nas condições de legitimidade democrática e estabilidade institucional imprescindíveis para merecer a confiança dos credores internacionais. A “responsabilidade” por essa intervenção - leia-se, os desequilíbrios que a motivaram - não é assim do I Governo constitucional, mas obviamente do período, nomeadamente revolucionário, que o antecedeu. Sustentar o contrário é simplesmente desconhecer a história. Isto posto, diga-se que é igualmente falacioso, se não mais, pretender imputar ao IX Governo Constitucional a responsabilidade por um pedido de assistência, em 1983, quando esse pedido ocorre quase imediatamente após a posse desse Governo. Ora, quando tal sucede, é óbvio que a responsabilidade por isso só pode ser imputada aos Governos que o antecederam. Em 1983, foi exatamente isso mesmo que sucedeu: Mário Soares pediu assistência financeira quando o IX Governo estava em funções há apenas dois meses, tendo sucedido a três anos de (des)governação da Aliança Democrática (PSD/CDS), concretamente aos VI, VII e VIII Governos Constitucionais. O IX Governo tomou posse a 9 de junho de 1983 e o pedido de assistência financeira foi formalizado a 9 de agosto desse ano. Como qualquer pessoa minimamente inteligente e de boa fé reconhecerá, a necessidade de assistência financeira não surgiu desses escassíssimos dois meses do IX Governo, mas sim da necessidade de corrigir o descalabro financeiro herdado dos três Governos da AD que o precederam, chefiados por Sá Carneiro (VI Governo) e Pinto Balsemão (VII e VIII Governos), respetivamente. Já quanto à intervenção da Troika, em 2011, convém recordar que ela aconteceu porque o Plano de Estabilidade e Crescimento apresentado pelo XVIII Governo Constitucional foi então chumbado no Parlamento. Foi isso que impediu que o reajuste da nossa economia fosse feito sem intervenção formal da Troika (como, por exemplo, aconteceu aqui ao lado, em Espanha). Em termos nominais, o montante da dívida portuguesa era quase irrelevante, quando comparada com outros países europeus (ela era relevante em percentagem do nosso PIB, não em termos absolutos). Por isso mesmo, a intervenção da Troika não era então nem inevitável, nem sequer querida por muitos, a começar pela chanceler alemã que o verbalizou mesmo, discordando então publicamente de Passos Coelho, líder do PSD, que mentiu . Foi a vontade de poder de uns poucos que, fazendo chumbar o PEC, obrigou a essa intervenção em 6 de abril (depois de, em 23 de março, o PEC ter sido chumbado por uma mentira do PSD de Passos Coelho). Ou seja, antes do chumbo do PEC, teria sido possível fazer correções - que o Governo de então propusera e que a própria Merkel reconhecera serem “ajustadas e ambiciosas” - sem intervenção formal da Troika. Depois do chumbo do PEC, e por causa disso, é que o resgate passou de evitável a inevitável. Ou seja, foi o chumbo do PEC que criou as condições políticas que tornaram inevitável a intervenção formal da Troika e, com isso, o sofrimento de muitos portugueses que poderia ter sido evitado. Em jeito de adenda, convém ter também presente que é em 2019, com o PS, que o país obtém o primeiro excedente orçamental da nossa democracia e, em 2023, último ano completo de governação do PS - já após a recuperação da pandemia -, logra mesmo o maior excedente orçamental até hoje (+1,2%) e Portugal deixa enfim de figurar no inglório pódio das economias mais endividadas da Europa. Mas desses resultados, e de outros igualmente positivos, já não nos falam os tais comentadores nas TVs sem contraditório. Talvez por o contraste com o actual governo não resultar lisonjeiro para este……(já que o Montenegro aprendeu com Passos Coelho a mentir- e há portugueses que acreditam!) Talvez aquilo que chamamos de irrelevante seja apenas aquilo cujo valor ainda não conseguimos perceber! Estas “memórias” que aqui menciono, é uma maneira de procurar e destacar a importância do silêncio como forma de sabedoria e maturidade na vida. Penso que para certas pessoas as palavras não tem valor, nesta circunstância o silêncio pode ser uma escolha, opção, certa e sábia. A fake news mais perigosa não é a mentira. É a verdade truncada. Sentimos que já não sabemos em que acreditar?
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