sexta-feira, outubro 23, 2026

The clocks change on Sunday (October 25th): what effects could this have on our health? Isn't the EU (European Union) going to end the time change after all? The time change (whether to summer or winter time) messes with our routine, our sleep, and our perception of time. As Paulo Coelho said in a phrase attributed to him: "There is nothing completely wrong in the world. Even a stopped clock manages to be right twice a day." In fact, changing the time forces the body and mind to readjust. But let's get back to the facts. If you have a digital clock, it automatically updates the time! Portugal returns to winter time in the early morning of October 25th. Therefore, in the early morning of next Sunday (October 25th), Portugal will return to winter time. Clocks will go back one hour, a change that is repeated every year, although the European Union has been discussing since 2018... the possibility of ending this practice. The process continues without a decision, but the European Commission has launched a new study to assess the consequences of adopting a permanent time. 1. When does the time change and what needs to be done with the clocks? The change takes place in the early hours of Saturday, October 24, to Sunday, October 25. In mainland Portugal and Madeira, when it is 2 am, clocks should be set back one hour, returning to 1 am. In the Azores, the adjustment is made at 1 am, becoming 00:00. Most cell phones, computers and other electronic devices make the change automatically, provided the automatic time setting is activated. 2. Will we sleep an extra hour? And what happens to daylight? Yes, the clocks being set back means that Sunday has 25 hours in practice, allowing for an extra hour of sleep for those who maintain their usual wake-up time. The main difference will be felt in the distribution of natural light: the sun will rise and set earlier, according to the clock. 3. Why do we continue to change the clocks twice a year? The seasonal change was adopted in several European countries to better utilize natural light and reduce energy consumption, mainly through less use of artificial lighting. However, the energy benefits are now considered reduced. The European Commission itself acknowledged, when it proposed ending the practice in 2018, that studies pointed to marginal savings. In the European Union, the changes are harmonized to avoid calendar differences between countries, particularly in transport and economic activities. Daylight saving time begins on the last Sunday of March and ends on the last Sunday of October. 4. What effects can the time change have on health? The time change can temporarily disrupt sleep patterns and the biological clock, responsible for regulating rest and wake cycles. Some people may feel more tired or have difficulty adapting in the following days. Studies, however, point to more pronounced effects when switching to daylight saving time in March, when an hour of sleep is lost (unlike what will happen this Sunday). 5. Hadn't the European Union decided to end the time change? The proposal exists, but it has never been definitively approved. In 2018, the European Commission advocated for the end of seasonal changes, following a public consultation that received 4.6 million responses, of which 84% were in favor of the measure — but it was a voluntary consultation and not a representative survey of the European population. The following year, the European Parliament approved the end of the practice, initially scheduled for 2021. But the member states did not reach an agreement in the Council of the European Union, preventing the changes from coming into effect, and other issues, such as the Covid-19 pandemic, ended up pushing the issue to the back burner. 6. Why is it so difficult to reach an agreement? And what would be the impact on Portugal? The main problem lies in choosing the time that each country would adopt throughout the year. Permanently maintaining summer time would allow more light in the late afternoon, but would also make the sun rise later during the winter; the permanent adoption of winter time would have the opposite effect. In Portugal, a report prepared in 2018 by the Lisbon Astronomical Observatory warned that if daylight saving time were maintained throughout the year, the sun would rise between eight and nine in the morning for about four months. On the other hand, maintaining winter time in the summer would also cause the sun to rise around five in the morning, reducing the available light in the late afternoon. The Observatory therefore defended maintaining the current system. The European discussion also involves the need to avoid time zone differences that could hinder economic and transport relations between neighboring countries. 7. Is there any new development that would allow us to end the time change? The European Commission is trying to relaunch the discussion. After the Polish presidency of the Council of the European Union proposed a two-year trial period with permanent summer time in 2025, member states requested more information on the consequences of the measure. Brussels launched a study in February of this year evaluating ten different scenarios, including the permanent maintenance of summer time or winter time and the effects of possible time zone differences between countries. The analysis covers areas such as the economy, energy, transport, and public health, with completion expected by the end of this year. The results could help restart negotiations, but there is still no timetable for a decision. Until then, the rules remain. “We value things not for what they are worth, but for what they mean to us.” (Gabriel García Márquez)

A hora muda no domingo (25 de Outubro): que efeitos é que isso pode ter na nossa saúde? A UE (União Europeia) não ia afinal acabar com a mudança da hora?

A hora muda no domingo (25 de Outubro): que efeitos é que isso pode ter na nossa saúde? A UE (União Europeia) não ia afinal acabar com a mudança da hora? A mudança de hora (seja para o horário de verão ou de inverno) mexe com a nossa rotina, com o nosso sono e com a nossa perceção que temos do tempo. Como disse Paulo Coelho numa frase que lhe foi atribuída :“Não existe nada de completamente errado no mundo. Mesmo um relógio parado consegue estar certo duas vezes por dia." Na verdade mudar a hora obriga o corpo e a mente a reajustarem-se. Mas voltamos as factos . Se tem um relógios digital já atualiza automaticamente a hora! Portugal regressa ao horário de inverno na madrugada de 25 de outubro. Por isso, na madrugada do próximo domingo, (25 de outubro), Portugal volta a entrar no horário de inverno. Os relógios vão recuar uma hora, uma mudança que se repete todos os anos, apesar de a União Europeia discutir desde 2018…. a possibilidade de acabar com esta prática. O processo continua sem uma decisão, mas a Comissão Europeia lançou um novo estudo para avaliar as consequências da adoção de um horário permanente. 1. Quando muda a hora e o que é preciso fazer aos relógios? A mudança acontece na madrugada de sábado, 24 de outubro, para domingo, dia 25. Em Portugal continental e na Madeira, quando forem 2h, os relógios devem ser atrasados uma hora, voltando a marcar 1h. Nos Açores, o acerto é feito à 1h, passando a ser 00h. A maioria dos telemóveis, computadores e outros dispositivos eletrónicos fazem a alteração automaticamente, desde que esteja ativada a definição da hora automática. 2. Vamos dormir mais uma hora? E o que acontece à luz do dia? Sim, o atraso dos relógios faz com que o domingo tenha 25 horas, na prática, o que permite dormir mais uma hora, a quem mantiver o horário habitual de despertar. A principal diferença será sentida na distribuição da luz natural: o sol vai nascer e pôr-se mais cedo, de acordo com o relógio. 3. Por que é que continuamos a mudar a hora duas vezes por ano? A mudança sazonal foi adotada em vários países europeus para aproveitar melhor a luz natural e reduzir o consumo de energia, sobretudo através de uma menor utilização da iluminação artificial. No entanto, os benefícios energéticos são hoje considerados reduzidos. A própria Comissão Europeia reconheceu, quando propôs acabar com a prática em 2018, que os estudos apontavam para poupanças marginais. Na União Europeia, as mudanças estão harmonizadas para evitar diferenças de calendário entre países, nomeadamente nos transportes e nas atividades económicas. O horário de verão começa no último domingo de março e termina no último domingo de outubro. 4. Que efeitos pode ter a mudança da hora na saúde? A alteração do horário pode perturbar temporariamente os padrões de sono e o relógio biológico, responsável por regular os ciclos de descanso e de vigília. Algumas pessoas podem sentir maior cansaço ou dificuldade de adaptação nos dias seguintes. Os estudos apontam, contudo, para efeitos mais pronunciados na passagem para o horário de verão, em março, quando se perde uma hora de sono (ao contrário do que acontecerá neste domingo). 5. A União Europeia não tinha decidido acabar com a mudança da hora? A proposta existe, mas nunca chegou a ser aprovada em definitivo. Em 2018, a Comissão Europeia defendeu o fim das mudanças sazonais, na sequência de uma consulta pública que recebeu 4,6 milhões de respostas, das quais 84% foram favoráveis à medida — só que foi uma consulta voluntária e não uma sondagem representativa da população europeia. No ano seguinte, o Parlamento Europeu aprovou o fim da prática, inicialmente previsto para 2021. Mas os Estados-membros não chegaram a acordo no Conselho da União Europeia, impedindo a entrada em vigor das alterações, e outros temas, como a pandemia de covid-19, acabaram por atirar o tema para terceiro plano. 6. Porque é que é tão difícil chegar a acordo? E qual seria o impacto em Portugal? O principal problema está na escolha do horário que cada país passaria a adotar durante todo o ano. Manter permanentemente a hora de verão permitiria ter mais luz ao final da tarde, mas também faria o sol nascer mais tarde durante o inverno; já a adoção permanente da hora de inverno teria o efeito contrário. Em Portugal, um parecer elaborado em 2018 pelo Observatório Astronómico de Lisboa alertou que, se fosse mantido o horário de verão durante todo o ano, o sol nasceria entre as oito e as nove da manhã durante cerca de quatro meses. Por outro lado, manter o horário de inverno também no verão faria o sol nascer perto das cinco da manhã, reduzindo a luminosidade disponível ao final da tarde. O Observatório defendeu, por isso, a manutenção do sistema atual. A discussão europeia envolve ainda a necessidade de evitar diferenças horárias que possam dificultar as relações económicas e os transportes entre países vizinhos. 7. Há alguma novidade que permita acabar com a mudança da hora? A Comissão Europeia está a tentar relançar a discussão. Depois de, em 2025, a presidência polaca do Conselho da União Europeia ter proposto um período experimental de dois anos com a hora de verão permanente, os Estados-membros pediram mais informação sobre as consequências da medida. Bruxelas lançou, em fevereiro deste ano, um estudo que avalia dez cenários diferentes, incluindo a manutenção permanente da hora de verão ou da hora de inverno e os efeitos de eventuais diferenças horárias entre países. A análise abrange áreas como a economia, a energia, os transportes e a saúde pública, estando prevista a sua conclusão até ao final deste ano. Os resultados poderão ajudar a retomar as negociações, mas ainda não existe um calendário para uma decisão. Até lá, as regras mantêm-se. “Damos um valor as coisas, não por aquilo que valem, mas por aquilo que para nós significam.” (Gabriel García Márquez)

quinta-feira, outubro 22, 2026

They want to ban scooters…?????.

They want to ban scooters…?????. There are those who want to get rid of scooters (the mayor of Lisbon from PSD+CDS+Chega) claiming that they disrupt public space, are linked to an increase in accidents, and represent a risk to pedestrians, especially people with reduced mobility, the elderly, and children. (He forgot, or pretended to forget, the countless cars that have invaded Lisbon and other areas). Allow me to approach the problem from another perspective, namely, that of the blatant disregard for the Traffic Code (which applies to everyone) and the rules of the most basic common sense. The behaviors that underlie the serious road accidents in Portugal explain why so-called soft mobility has brought to the city streets behaviors that help explain this decision. In fact, this mobility is anything but soft: it is, in fact, wild! When a scooter rider (many of them with a driver's license) disregards a traffic light, rides against traffic, or on sidewalks, the resulting insecurity is entirely their responsibility, not the scooter's or the Brazilian Traffic Code's. When, in various places across the country, a scooter rides on the sidewalk, sometimes with two people on board, and crosses a pedestrian crossing against a red light in the presence of authorities, we are legitimizing what is prohibited and allowing infractions to become the norm. When, in these locations, in the morning and afternoon, some parents arrive carrying their children on scooters to take them to school, we are not only witnessing a violation of the rules but also setting a terrible example for younger people. In particular, in the cities of Lisbon and Porto, tourist entertainment companies promote city tours using electric bicycles and Segways as a means of transport and circulating on sidewalks. Either the Lisbon and Porto City Councils authorize this circulation (obviously wrongly and in violation of the most basic legal rules), or the company promoting the event is failing to comply with the legal rules that all citizens are obliged to respect. If an accident occurs, the insurance company is likely to raise problems with the payment of due compensation, due to the fact that the vehicle is being used in a place where it is prohibited to circulate. It is important to emphasize that tourists are equipped with helmets, that a Segway weighs about 60kg, and that, added to the weight of the tourist, the total weight never falls below 130kg. A person is completely unprotected if run over by one of these vehicles. In this sense, the ban is, above all, an acknowledgment that, in various locations, drivers do not comply with the Traffic Code and that the authorities passively witness these behaviors without acting or issuing fines. Making scooters disappear does not change the behavior of their drivers, so the objective of this measure will remain compromised; they have forgotten Montaigne's famous phrase: "To prohibit something is to awaken desire."

Querem proibir as trotinetas….?????.

Querem proibir as trotinetas….?????. Há por aí quem queira acabar com as trotinetas, ( o presidente da câmara de Lisboa do PSD+CDS+ Chega) com a alegação de que desorganizam o espaço público, estão ligadas ao aumento dos acidentes e representam um risco para os peões, em especial para as pessoas com mobilidade reduzida, os idosos e as crianças. (Esqueceu-se ou fez-se esquecido, dos inúmeros carros que invadiram Lisboa e outras áreas). Permitam-me que gostaria da abordagem do problema de outra perspectiva, nomeadamente a do desrespeito flagrante pelo Código da Estrada (aplica-se a todos) e pelas regras do mais elementar bom senso. Os comportamentos que estão na base da grave sinistralidade rodoviária portuguesa explicam por que razão a chamada mobilidade suave trouxe para as ruas da cidade comportamentos que ajudam a explicar esta decisão. fectivamente, esta mobilidade nada tem de suave: é, sim, selvagem! Quando um condutor de trotineta (muitos deles com carta de condução) não respeita um semáforo, circula em contramão ou em cima dos passeios, a insegurança que provoca é da sua inteira responsabilidade, e não do equipamento, nem das regras do Código da Estrada. Quando, nas vários locais do país, uma trotineta circula em cima do passeio, por vezes com duas pessoas, e atravessa uma passadeira com o sinal vermelho para os peões, na presença das autoridades, estamos a legitimar o que é proibido e a deixar que as infracções se transformem em regra. Quando, nesses locais, de manhã e à tarde, se assiste à chegada de alguns pais que transportam os filhos de trotineta para os deixar na escola, não só estamos a assistir ao incumprimento das regras como estamos a transmitir um péssimo exemplo aos mais jovens. Quando, em especial, nas cidade de Lisboa e Porto, empresas de animação turística promovem tours pela cidade, utilizando bicicletas eléctricas e Segways como meio de transporte e circulando nos passeios, ou a Câmara Municipal de Lisboa e Porto autoriza (obviamente mal e em violação das mais elementares regras legais) esta circulação ou a empresa promotora do evento está a incumprir as regras legais que todos os cidadãos são obrigados a respeitar. Se ocorrer um acidente, é provável que a companhia seguradora levante problemas ao pagamento das indemnizações devidas, pelo facto de o veículo estar a ser utilizado num local onde é proibido circular. É importante salientar que os turistas vão equipados com capacetes, que um Segway pesa cerca de 60kg e que, somado o peso do turista, o conjunto nunca fica abaixo dos 130kg. Uma pessoa está completamente desprotegida se for atropelado por um destes veículos. Neste sentido, a proibição é, antes de mais, o reconhecimento de que, nos vários locais, os condutores não cumprem o Código da Estrada e de que as autoridades assistem passivamente a estes comportamentos sem actuarem nem autuarem. Fazer desaparecer as trotinetas não muda os comportamentos dos seus condutores, pelo que o objectivo desta medida continuará comprometido, esueceram-se da já famosa frase de Montaigne: "Proibir algo é despertar o desejo.”

terça-feira, outubro 20, 2026

Europa está inquieta, sin liderazgo y algo confusa.

Europa está inquieta, sin liderazgo y algo confusa. Y hay muchas razones para ello. La percepción de una Europa inquieta, sin liderazgo y confusa refleja el actual momento de transición geopolítica y económica que atraviesa el continente. Varios analistas señalan que la Unión Europea se enfrenta a una crisis de liderazgo interno en un momento en que los desafíos externos exigen respuestas rápidas y firmes. Años y años de recortes y desinversión en sanidad, educación, vivienda y servicios públicos están llevando a millones de personas al límite, y su paciencia se ha agotado. La gente trabaja, paga impuestos, cumple con sus obligaciones y, a fin de mes, cada vez les queda menos dinero para vivir. Ser propietario de una vivienda se ha convertido en un privilegio, enfermar puede suponer un problema económico y llegar a fin de mes es, para muchos, una lucha diaria. Durante décadas se nos dijo que no había alternativa, que era necesario recortar el gasto público, privatizar y dejar que el mercado funcionara. Pues bien, el mercado funcionó. Simplemente no funcionó para todos. En Portugal, solo funcionó para un 10%, que se enriqueció a costa del 60% (habrá un 20% pobre y sin nada, y un 10% que se cree rico, ¡pero que es despreciado por la gente!). Y ahora, cuando la gente empieza a perder la paciencia y sale a las calles, los gobiernos se preocupan mucho por el orden público. Al parecer, una sociedad al borde del colapso no es motivo de preocupación. Lo preocupante es cuando la gente deja de aceptar todo en silencio. La debilidad interna de los líderes nacionales y sus respectivos gobiernos lleva a Europa a debatir exhaustivamente la burocracia normativa mientras sus competidores globales avanzan en el ámbito económico y geoestratégico. La falta de un liderazgo fuerte y la fragmentación política afectan directa y profundamente las decisiones económicas y de seguridad interna del continente, generando parálisis institucional y reacciones lentas ante amenazas urgentes. El impacto práctico de este "caos" europeo se refleja en dos áreas principales: 1. En la economía: Bloqueos presupuestarios y pérdida de competitividad a) Bloqueo presupuestario de la UE: El debilitamiento del eje franco-alemán ha paralizado las principales decisiones financieras. Alemania lidera una revuelta de países "frugales" (junto con los Países Bajos, Suecia, Dinamarca, Austria y Finlandia) que exigen recortes drásticos al presupuesto a largo plazo de dos billones de euros propuesto por la Comisión Europea, mientras que Francia se enfrenta a una grave crisis fiscal (con un déficit que alcanza el 5,4% del PIB y tipos de interés de la deuda disparados). Sin un acuerdo entre París y Berlín, los fondos europeos destinados a la innovación están congelados. b) Fragmentación del mercado único: El informe de la Unión Europea sobre competitividad y las propuestas para la reindustrialización del continente se topan con la resistencia egoísta de cada Estado miembro. En lugar de actuar como un bloque como Estados Unidos o China, Europa suele funcionar como 27 mercados separados. a) Falta de una verdadera Unión de Mercados de Capitales, lo que provoca que las startups tecnológicas europeas huyan a EE. UU. por la falta de financiación escalable. c) Guerra comercial sin una estrategia común: Si bien Francia y Alemania intentan proponer mecanismos rápidos de seguridad económica para responder a las amenazas comerciales de China y EE. UU., ambos países mantienen un conflicto directo sobre normas aduaneras proteccionistas (como los desacuerdos sobre las directrices de «Hecho en Europa»). 2. En materia de seguridad y defensa interna: Vulnerabilidad híbrida y reacciones tardías a) Incapacidad para centralizar la defensa: Ante la imprevisibilidad transatlántica y la agresividad rusa en sus fronteras orientales, la Comisión Europea ha intentado impulsar la creación de una Unión Europea de Defensa y un nuevo foro de seguridad. Sin embargo, dado que la UE no cuenta con un ejército permanente y depende de la unanimidad política, el rearme europeo se lleva a cabo de forma desorganizada, con cada país invirtiendo por su cuenta y «comprando» a EE. UU. (especialmente en defensa marítima y aérea) en lugar de crear una industria militar integrada. b) Amenazas híbridas y sabotaje: La seguridad interna de Europa está bajo constante escrutinio mediante métodos coercitivos que evitan la guerra convencional. La falta de un liderazgo unificado dificulta la respuesta del continente ante ciberataques masivos, interferencias satelitales, desinformación coordinada y sabotaje de infraestructuras críticas (como cables submarinos; véase el caso de la destrucción por parte de ucranianos del cable que suministraba gas a Alemania) y centros logísticos. c) Falta de control y divisiones en la gestión migratoria: Las fronteras exteriores siguen siendo un foco de inestabilidad política. Sin un liderazgo sólido que imponga una estrategia migratoria común y una mayor proximidad económica con África, los países del Sur Global se enfrentan a crisis aisladas de gestión migratoria local, mientras que los gobiernos populistas del Este utilizan este tema para vetar decisiones conjuntas en Bruselas.

L'Europe est agitée, sans leader et quelque peu désorientée !

L'Europe est agitée, sans leader et quelque peu désorientée ! Et les raisons ne manquent pas. Cette perception d'une Europe agitée, sans leader et désorientée reflète la période de transition géopolitique et économique que traverse actuellement le continent. Plusieurs analystes soulignent que l'Union européenne est confrontée à une crise de leadership interne, à un moment où les défis extérieurs exigent des réponses rapides et fermes. Des années de coupes budgétaires et de désinvestissement dans la santé, l'éducation, le logement et les services publics poussent des millions de personnes à bout, et leur patience est à bout. Les gens travaillent, paient leurs impôts, remplissent leurs obligations, et à la fin du mois, il leur reste de moins en moins d'argent pour vivre. Être propriétaire est devenu un privilège, tomber malade peut engendrer des difficultés financières, et joindre les deux bouts est, pour beaucoup, un combat quotidien. Pendant des décennies, on nous a répété qu'il n'y avait pas d'alternative, qu'il fallait réduire les dépenses publiques, privatiser et laisser faire le marché. Or, le marché a fonctionné. Simplement, pas pour tout le monde. Au Portugal, cela n'a profité qu'à environ 10 %, qui se sont enrichis au détriment de 60 % (environ 20 % sont pauvres et démunis, et environ 10 % se croient riches, mais sont méprisés !). Et maintenant, alors que la population commence à s'impatienter et descend dans la rue, les gouvernements se préoccupent beaucoup du maintien de l'ordre. Apparemment, une société au bord de l'implosion n'est pas source d'inquiétude. Ce qui est préoccupant, c'est que les gens cessent d'accepter la situation en silence. La faiblesse des dirigeants nationaux et de leurs instances dirigeantes respectives conduit l'Europe à débattre interminablement de la bureaucratie, tandis que ses concurrents internationaux progressent sur les plans économique et géostratégique. L'absence de leadership fort et la fragmentation politique affectent directement et profondément les décisions économiques et de sécurité intérieure du continent, engendrant une paralysie institutionnelle et des réactions trop lentes face aux menaces urgentes. L'impact concret de ce « chaos » européen se manifeste dans deux domaines majeurs : 1. Économie : Impasses budgétaires et perte de compétitivité a) Blocage budgétaire de l'UE : L'affaiblissement de l'axe franco-allemand paralyse les grandes décisions financières. L'Allemagne mène une fronde des pays dits « frugaux » (avec les Pays-Bas, la Suède, le Danemark, l'Autriche et la Finlande) qui exigent des coupes drastiques dans le budget à long terme de 2 000 milliards d'euros proposé par la Commission européenne, tandis que la France est confrontée à une grave crise budgétaire (avec un déficit atteignant 5,4 % du PIB et une flambée des taux d'intérêt de sa dette). Faute d'accord entre Paris et Berlin, les fonds européens destinés à l'innovation sont gelés. b) Fragmentation du marché unique : Le rapport de l'Union européenne sur la compétitivité et les propositions de réindustrialisation du continent se heurtent à l'opposition de chaque État membre. Au lieu d'agir comme un bloc à l'instar des États-Unis ou de la Chine, l'Europe fonctionne souvent comme 27 marchés distincts. a) Absence d'une véritable union des marchés de capitaux, ce qui pousse les jeunes entreprises technologiques européennes à s'installer aux États-Unis faute de financements adaptés à leur croissance. c) Guerre commerciale sans stratégie commune : Bien que la France et l'Allemagne tentent de proposer des mécanismes de sécurité économique rapides pour répondre aux menaces commerciales de la Chine et des États-Unis, elles restent en conflit direct sur la question des règles douanières protectionnistes (notamment les désaccords concernant les critères du « Made in Europe »). 2. Sécurité intérieure et défense : Vulnérabilité hybride et réactions tardives a) Incapacité à centraliser la défense : Face à l'imprévisibilité transatlantique et à l'agressivité russe à ses frontières orientales, la Commission européenne s'efforce de promouvoir la création d'une Union européenne de la défense et d'un nouveau forum de sécurité. Cependant, l'UE ne disposant pas d'armée permanente et dépendant de l'unanimité politique, le réarmement européen est mené de manière désorganisée, chaque pays investissant de son côté et achetant auprès des États-Unis (en particulier dans les domaines de la défense maritime et aérienne) au lieu de créer une industrie militaire intégrée. b) Menaces hybrides et sabotage : La sécurité intérieure de l’Europe est constamment mise à l’épreuve par des méthodes coercitives qui évitent le recours à la guerre conventionnelle. L’absence de leadership unifié rend le continent lent à réagir face aux cyberattaques massives, aux interférences satellitaires, à la désinformation coordonnée et au sabotage d’infrastructures critiques (telles que les câbles sous-marins – voir le cas de la destruction par les Ukrainiens du câble approvisionnant l’Allemagne en gaz – et les plateformes logistiques). c) Manque de contrôle et divisions dans la gestion des migrations : Les frontières extérieures demeurent un foyer d’instabilité politique. Faute d’un leadership fort capable d’imposer une stratégie migratoire commune et de proximité économique avec l’Afrique, les pays du Sud sont confrontés à des crises migratoires locales isolées, tandis que les gouvernements populistes de l’Est instrumentalisent cette question pour bloquer les décisions communes prises à Bruxelles.

Europe is restless, leaderless, and somewhat "confused"!

Europe is restless, leaderless, and somewhat "confused"! And there are plenty of reasons for this. The perception of a restless, leaderless, and "confused" Europe reflects the current moment of geopolitical and economic transition that the continent is going through. Several analysts point out that the European Union is facing an internal leadership crisis at a time when external challenges demand quick and firm responses. Years and years of cuts and disinvestment in health, education, housing, and public services are pushing millions of people to the limit, and they have run out of patience. People work, pay taxes, fulfill obligations, and at the end of the month, there is less and less money to live on. Owning a home has become a privilege, getting sick can be a financial problem, and making ends meet is, for many, a daily struggle. For decades we were told that there was no alternative, that it was necessary to cut public spending, privatize, and let the market work. Well, the market worked. It just didn't work for everyone. In Portugal, it only worked for about 10%, who got rich at the expense of 60% (there will be about 20% who are poor and have nothing and about 10% who think they are rich but these people despise them!!!) And now, when people start to lose patience and take to the streets, governments are very concerned about public order. Apparently, a society bursting at the seams is not a cause for concern. What is worrying is when people stop accepting everything in silence. The internal weakness of national leaders and their respective leaderships causes Europe to exhaustively discuss the bureaucracy of rules while its global competitors advance in the economic and geostrategic field. The lack of strong leadership and political fragmentation directly and profoundly affect the economic and internal security decisions of the continent, generating institutional paralysis and slow reactions to urgent threats. The practical impact of this European "mess" is reflected in two major areas: 1. In the Economy: Budgetary Impasses and Loss of Competitiveness a) EU Budget Deadlock: The weakening of the Franco-German axis has paralyzed major financial decisions. Germany leads a revolt of "frugal" countries (along with the Netherlands, Sweden, Denmark, Austria, and Finland) demanding severe cuts to the European Commission's proposed two trillion euro long-term budget, while France faces a serious fiscal crisis (with its deficit reaching 5.4% of GDP and debt interest rates soaring). Without an agreement between Paris and Berlin, European funds earmarked for innovation are frozen. b) Fragmentation of the Single Market: The European Union's report on competitiveness and proposals to reindustrialize the continent face selfish resistance from each member state. Instead of acting as a bloc like the US or China, Europe often operates as 27 separate markets. a) Lack of a true Capital Markets Union, which causes European tech startups to flee to the US due to a lack of scalable funding. c) Trade War Without a Common Strategy: Although France and Germany are trying to propose rapid economic security mechanisms to respond to trade threats from China and the US, the countries remain in direct conflict over protective customs rules (such as disagreements over "Made in Europe" guidelines). 2. In Internal Security and Defense: Hybrid Vulnerability and Delayed Reactions a) Inability to Centralize Defense: Faced with transatlantic unpredictability and Russian aggressiveness on its eastern borders, the European Commission has been trying to force the creation of a European Defense Union and a new security forum. However, since the EU does not have a standing army and depends on political unanimity, European rearmament is carried out in a disorganized manner, with each country investing on its own and "buying" from the USA (especially in maritime and air defense) instead of creating an integrated military industry. b) Hybrid Threats and Sabotage: Europe's internal security is under constant scrutiny through coercive methods that avoid conventional warfare. The lack of unified leadership makes the continent slow to respond to massive cyberattacks, satellite interference, coordinated disinformation, and sabotage of critical infrastructure (such as submarine cables, see the case of the destruction by Ukrainians of the cable that supplied gas to Germany, and logistics hubs). c) Lack of Control and Divisions in Migration Management: External borders remain a focus of political instability. Without strong leadership to impose a common immigration strategy and economic proximity to Africa, countries in the Global South face isolated local migration management crises, while governments Populists in the East are using the issue to veto joint decisions in Brussels.

A Europa está inquieta, sem liderança e algo “atrapalhada”!

A Europa está inquieta, sem liderança e algo “atrapalhada”! E motivos não faltam. A perceção de uma Europa inquieta, sem liderança clara e "atrapalhada" reflete o atual momento de transição geopolítica e económica que o continente atravessa. Vários analistas apontam que a União Europeia enfrenta uma crise de liderança interna num momento em que os desafios externos exigem respostas rápidas e firmes. Anos e anos de cortes e desinvestimento nos serviços de saúde, na educação, na habitação e nos serviços públicos estão a levar milhões de pessoas ao limite e não tem mais paciência. Trabalha-se, pagam-se impostos, cumprem-se obrigações e, no fim do mês, há cada vez menos dinheiro para viver. Ter uma casa tornou-se um privilégio, adoecer pode ser um problema financeiro e chegar ao fim do mês é, para muitos, uma luta diária. Durante décadas disseram-nos que não havia alternativa, que era preciso cortar na despesa pública, privatizar e deixar o mercado funcionar. Pois bem, o mercado funcionou. Só não funcionou para todos. Apenas em Portugal funcionou para cerca de 10%, que enriqueceram à custa de 60% (haverá cerca de 20% que são pobres e não tem nada e cerca de 10% que julgam que são ricos mas estes desprezam-nos!!!) E agora, quando as pessoas começam a perder a paciência e saem à rua, os governos mostram-se muito preocupados com a ordem pública. Pelos vistos, uma sociedade a rebentar pelas costuras não é motivo de preocupação. Preocupante é quando as pessoas deixam de aceitar tudo em silêncio. A fraqueza interna dos líderes nacionais e respectivas lideranças faz com que a Europa discuta exaustivamente a burocracia das regras enquanto os seus concorrentes globais avançam no terreno económico e geoestratégico. A falta de uma liderança forte e a fragmentação política afetam diretamente e de forma profunda as decisões económicas e de segurança interna do continente, gerando paralisia institucional e reações lentas perante ameaças urgentes. O impacto prático desta "atrapalhação" europeia reflete-se em duas grandes áreas: 1. Na Economia: Impasses Orçamentais e Perda de Competitividade a) Bloqueio no Orçamento da UE: A perda de força do eixo franco-alemão paralisou as grandes decisões financeiras. A Alemanha lidera uma revolta de países "frugais" (juntamente com os Países Baixos, Suécia, Dinamarca, Áustria e Finlândia) exigindo cortes severos na proposta de dois biliões de euros para o orçamento de longo prazo da Comissão Europeia, enquanto a França enfrenta uma grave crise fiscal (com o seu défice a atingir 5,4% do PIB e os juros da dívida a disparar). Sem entendimento entre Paris e Berlim, os fundos europeus destinados à inovação ficam congelados. b) Fragmentação do Mercado Único: O relatório da União Europeia sobre competitividade e as propostas para reindustrializar o continente enfrentam resistências egoístas de cada Estado-membro. Em vez de agir em bloco como os EUA ou a China, a Europa opera muitas vezes como 27 mercados separados. Falta uma verdadeira União de Mercados de Capitais, o que faz com que as startups tecnológicas europeias fujam para os EUA por falta de financiamento de escala. c) Guerra Comercial Sem Estratégia Comum: Embora a França e a Alemanha tentem propor mecanismos rápidos de segurança económica para responder a ameaças comerciais da China e dos EUA, os países continuam em choque direto sobre as regras alfandegárias de proteção (como as divergências sobre as diretrizes "Made in Europe"). 2. Na Segurança Interna e Defesa: Vulnerabilidade Híbrida e Reações Tardias a) Incapacidade de Centralizar a Defesa: Perante a imprevisibilidade transatlântica e a agressividade da Rússia nas fronteiras orientais, a Comissão Europeia tem tentado forçar a criação de uma União Europeia da Defesa e de um novo fórum de segurança. Contudo, como a UE não tem um exército permanente e depende da unanimidade política, o rearmamento europeu faz-se de forma descoordenada, com cada país a investir por si e a “comprar aos USA (sobretudo na defesa marítima e aérea) em vez de criar uma indústria militar integrada. b) Ameaças Híbridas e Sabotagem: A segurança interna da Europa está sob constante teste através de métodos de coação que evitam a guerra convencional. A falta de uma liderança unificada torna o continente lento a responder a ciberataques massivos, interferências de satélites, desinformação coordenada e sabotagem de infraestruturas críticas (como cabos submarinos , veja-se o caso da destruição pelos ucranianos do cabo que fornecia gaz à Alemanha, e nós logísticos). c) Descontrolo e Divisões na Gestão Migratória: As fronteiras externas continuam a ser um foco de instabilidade política. Sem uma liderança forte que imponha uma estratégia de imigração comum e de vizinhança económica com África, os países do Sul enfrentam crises locais de gestão migratória de forma isolada, enquanto os governos populistas do Leste utilizam o tema para vetar decisões conjuntas em Bruxelas.

domingo, outubro 18, 2026

As Albert Einstein said: “Time is an illusion. The only reason time exists is so that everything doesn't happen all at once,”

As Albert Einstein said: “Time is an illusion. The only reason time exists is so that everything doesn't happen all at once,” so let's put an end once and for all to the myth that it was ALWAYS the Socialist Party (PS) that was responsible for the IMF interventions in Portugal. This is simply false and a lie, and it's incomprehensible how the PS itself, perhaps buried in the absolute shame of always being linked to the problem, doesn't bother to demystify this supposed “narrative” like a children's story. But now let's get to the real facts and not the “false narratives” that always try to hide the millions that some have taken at the expense of the general public. (Pareto's Principle states, in a general way, that in every country 80% of citizens are exploited in favor of 20%. The concept is a tribute to the Italian economist Vilfredo Pareto, who noted the 80/20 connection in various things in 1892.) But let's get to the facts. When the first bailout happened, in 1977, the Portuguese government was effectively led by a socialist, Mário Soares. But the PSDB was also in that government. Carlos Mota Pinto was there. Even the oracle of moralists, Henrique Medina Carreira, was there. He was Minister of Finance. Didn't he also have responsibilities? Furthermore, Portugal was still recovering from 40 years of dictatorship, and the turbulent and unstable transition was still being felt. In addition to the oil crisis that violently hit Europe in the 70s. I have no interest in defending Mário Soares, I recognize that he was one of the last great politicians Portugal had and that he prevented a civil war. But I despise this kind of cheap propaganda from some old right wing, old from the times of the National Union, which is why it omits the fact that Salazar resorted to the IMF (Decree-Law 43,338, of November 21, 1960, signed by Américo Thomaz and, immediately afterwards, by the President of the Council of Ministers, António de Oliveira Salazar). Mário Soares was the Prime Minister (since July 1976) at a time when Portugal still had to deal with the consequences of decolonization and the authority of a Council of the Revolution (which was the one that actually ruled Portugal). In 1976, the deficit had been 13 percent. Goods such as bread, sugar, and rice were rationed, gasoline was scarce, and the escudo devalued by 20 percent between 1977 and 1979. The IMF (International Monetary Fund) can still be credited with the political consequence of having forced the parliamentary support agreement between the PS and the CDS, which would be reflected in the formation of the second constitutional government. The second intervention, in 1983, occurred during the period of the so-called central bloc, an alliance government between the PS and PSD, led by Mário Soares. It was almost a national emergency government, created because it was considered the best way to combat the country's serious economic situation. This second bailout further ridicules the idiots who are quick to try to blame the PS exclusively. Especially the far-right neoliberal orange idiots, almost all of whom are now in "CHEGA," but some have returned to power in the PSD. The second bailout took place in 1983, with a central bloc government that included the PS and PSD. Was Mário Soares prime minister? Yes, sir. But that doesn't erase from history the fact that the PSD was part of this government, a government that was preceded by an entirely right-wing government, which almost destroyed Portugal, with PPD/PSD, CDS and PPM, and which ended with the resignation of Prime Minister Pinto Balsemão. Doesn't that government also have responsibilities in this intervention? In short, the propagandists of the national right, particularly those affiliated with the PSD and CDS, have no shame whatsoever. Note that the following year, the Central Bloc Government fell and the PSD governed in a minority, with the PS reduced to 21 percent and the newly formed PRD reaching 18 percent. This was followed by Cavaco Silva's first absolute majority and the beginning of a period of growth that was sustained by IMF and European funds. Today we are still suffering from this misrule of Cavaco Silva. According to Miguel Cadilhe, it was during Cavaco Silva's government that the Portuguese Public Administration became the third most expensive in Europe. Between 1985 and 1994, during the Cavaco Silva era, the wage bill in the Public Service grew by 90%. The third IMF intervention is the one we can link to the Socialist Party (PS), if we exclude variables with a direct impact on the problem, such as the international crisis, which experts say was the biggest since 1929, or the legacy of decades of spending, incompetence, mismanagement, and corruption bearing the hallmarks of the PS and PSD, occasionally carried by Caldas's taxi (CDS). After all, there were 6 years of José Sócrates (considered today by many citizens as one of the best prime ministers), and still the bankers laughing, led by that sinister figure of Engineer Angelo Correia (we suffered the effects of CIRVER in Chamusca, who "presided over" another sinister figure, Passos Coelho). (everyone knows that between the ages of 25 and 37 he was in detoxification) But it's good to remember that Passos Coelho helped precipitate what some today see as inevitable, but which we will never know if it would have been or not. Even Durão Barroso and Angela Merkel applauded PEC IV, and the chancellor herself did not hold back in criticizing the irresponsible opposition of Passos Coelho/Portas for hindering the hypothetical solution. We know today that, as usual, power prevailed, and either there were elections in the country or in São Caetano (we all remember Marco Antonio Costa and his statement to Passos Coelho, who chose the party and power, betraying the Portuguese citizens). We also know the commitment of the Passos Coelho and Antonio Borges government (now deceased, but who was the true "godfather") to go beyond the Troika and the results of their choices: a continuous increase in the gap between rich and poor, mass emigration, widespread precariousness, a brutal increase in the tax burden, degradation of working conditions, deterioration of the National Health Service, disinvestment in education in parallel with increased transfers to private education, where numerous PSD and CDS and also PS government officials have interests, and an agenda for the next four years with one priority: dismantling the Welfare State. If they want to exterminate what remains of social democracy, fine, it's a party decision, and the members who don't agree can fend for themselves. The IMF in this country without the finger of the right wing. From the spectrum. Who benefited from these abuses? Some bankers, who are still in the news today, including Ricardo Salgado and a certain Sobrinho, who embezzled millions.

Como disse Albert Einstein: “O tempo é uma ilusão. A única razão para o tempo existir é para que tudo não aconteça de uma vez"

Como disse Albert Einstein: “O tempo é uma ilusão. A única razão para o tempo existir é para que tudo não aconteça de uma vez”, por isso acabemos de uma vez por todas com o mito de ter sido SEMPRE o PS (socialistas) os responsáveis pelas intervenções do FMI em Portugal. Isso é pura e simplesmente falso e uma mentira, e não se percebe como o próprio PS, talvez enterrado na vergonha absoluta de estar sempre ligado ao problema, não se preocupa em desmistificar esta pretensa “narrativa” como um conto para crianças. Mas, agora vamos aos factos reais e não “narrativas falsas” que procuram sempre esconder os milhões que alguns sacaram á custa dos “fananços” à generalidade dos cidadãos portugueses. (O Princípio de Pareto afirma, de uma maneira genérica, que em cada país 80% dos cidadãos são expoliados a favor 20% . O conceito é uma homenagem ao economista italiano Vilfredo Pareto, que notou a conexão 80/20 em diversas coisas em 1892.) Mas vamos aos factos. Quando acontece o primeiro resgate, em 1977, o governo português é efectivamente liderado por um socialista, Mário Soares. Mas o PSD também está neste governo. Carlos Mota Pinto estava lá. Até o oráculo dos moralistas, Henrique Medina Carreira lá estava. Era ministro das Finanças. Não teve também ele responsabilidades? Para além do mais, Portugal ainda recuperava de 40 anos de ditadura e a transição, conturbada e instável ainda se fazia sentir. Para além da crise petrolífera que atingiu a Europa com violência na década de 70. Não tenho qualquer interesse em fazer a defesa de Mário Soares, reconheço que foi um dos últimos grandes políticos que Portugal teve e que evitou uma guerra civil. Mas desprezo este tipo de propaganda barata de alguma direita velha , velha dos tempos da União Nacional, por isso omite que Salazar recorreu ao FMI ( Decreto-Lei 43.338, de 21 de Novembro de 1960, assinado por Américo Thomaz e, logo de seguida, pelo presidente do Conselho de Ministros, António de Oliveira Salazar). Mário Soares era o primeiro ministro (desde julho 1976) numa altura em que Portugal tinha ainda de lidar com as consequências da descolonização e com a autoridade de um Conselho da Revolução (era quem de facto mandava em Portugal). Em 1976, o défice tinha sido de 13 por cento. Bens como o pão, o açúcar e o arroz eram racionados, faltava a gasolina, o escudo desvalorizou 20 por cento entre 1977 e 1979. O FMI (Fundo Monetário Internacional) ainda pode atribui-se a consequência política de ter forçado o acordo de incidência parlamentar entre o PS e o CDS, que se reflectiria na formação do segundo Governo constitucional. A segunda intervenção, em 1983, dá-se durante o período do chamado bloco central, um Governo de aliança entre PS e PSD, liderado por Mário Soares. Foi quase um Governo de emergência nacional, criado por se considerar que seria a melhor forma de combater a grave situação económica do País . Este segundo resgate ridiculariza ainda mais os idiotas que enchem a boca para tentar responsabilizar o PS em regime de exclusividade. Principalmente os idiotas laranjas neoliberais de extrema direita, hoje quase todos nos “CHEGA”, mas alguns voltaram ao poder no PSD. O segundo resgate acontece em 1983, com um governo de bloco central que integrava PS e PSD. Mário Soares era primeiro-ministro? Era sim senhor. Mas isso não apaga da história que o PSD integrava este governo, governo esse que foi precedido por um governo integralmente de direita, que quase destruiu Portugal, com PPD/PSD, CDS e PPM e que terminou com a demissão do primeiro-ministro Pinto Balsemão. Não terá também este governo responsabilidades nesta intervenção? Enfim, os propagandistas da direita nacional, em particular os afectos ao PSD e ao CDS não têm um pingo de vergonha na cara. Anote-se que no ano seguinte, cai o Governo do Bloco Central e o PSD governará em minoria, com o PS reduzido a 21 por cento e o recém-nascido PRD a chegar aos 18 por cento. Segue-se a primeira maioria absoluta de Cavaco Silva e o início de um período de crescimento que foi sustentado pelos fundos do FMI e Europeus. Hoje ainda estamos a sofrer desse desgoverno de Cavaco Silva. Segundo Miguel Cadilhe, foi durante o governo de Cavaco Silva que a Administração Pública portuguesa se transformou na terceira mais cara da Europa. Entre 1985 e 1994, o período cavaquista, a massa salarial na Função Pública cresceu 90%. A terceira intervenção do FMI é aquela que podemos colar ao PS, isto se excluirmos as variáveis com impacto directo no problema como a crise internacional, dizem os especialistas que a maior desde 1929, ou a herança de décadas de despesismo, incompetência, má gestão e corrupção com as chancelas de PS e PSD, ocasionalmente transportadas pelo táxi do Caldas (CDS). Afinal de contas, foram 6 anos de José Sócrates (considerado hoje por muitos cidadãos como um dos melhores primeiro-ministros), e ainda os banqueiros a rir-se comandados por essa sinistra figura do Engº Angelo Correia (sofremos os efeitos do CIRVER na Chamusca, que “presidiu” outra sinistra figura Passos Coelho). (toda a gente sabe que entre os 25 e os 37 anos esteve em desintoxicação) Mas é bom lembrar que Passos Coelho ajudou a precipitar aquilo que alguns hoje vêm como inevitável mas que nunca saberemos se o seria ou não. Até Durão Barroso e Angela Merkel aplaudiram o PEC IV e a própria chanceler não poupou nas criticas à oposição irresponsável de Passos Coelho/Portas por dificultar a hipotética solução. Sabemos hoje que, como de costume, o poder falou mais alto e ou havia eleições no país ou na São Caetano.(todos nós, porque temos memória, nos lembramos de Marco Antonio Costa e da afirmação para Passos Coelho, e este escolheu o partido e o poder, traíndo os cidadãos portugueses. Também conhecemos o compromisso do governo Passos Coelho e Antonio Borges (já falecido mas que foi o verdadeiro “padrinho”) de ir além da Troika e os resultados das suas opções: aumento contínuo do fosso entre ricos e pobres, emigração em massa, precariedade generalizada, aumento brutal da carga fiscal, degradação das condições laborais, deterioração do SNS, desinvestimento na Educação em paralelo com o aumento das transferências para o ensino privado, onde inúmeros governantes do PSD e CDS e também do PS têm interesses, e uma agenda para os próximos quatro anos com uma prioridade: desmantelar o Estado Social. Se querem exterminar o que resta da social-democracia tudo bem, é uma decisão do partido e os militantes que não estiverem bem que se amanhem. Mas não aldrabem mais os portugueses. Porque não há intervenção do FMI neste país sem o dedo do lado direito do espectro. Quem ganhou com estes desmandos??? Alguns banqueiros, que ainda mesmo hoje são noticia , entre os quais Ricardo Salgado e um tal Sobrinho, que desviou muitos milhões. Por isso há quem diga que a direita politica tem que aprender a viver com isto, e deixar de acusar os outros de falsidade e mentira.

quarta-feira, outubro 14, 2026

FAÇAM CONTAS…..E DEPOIS FALEM….EU NÃO ESQUEÇO PORQUE TENHO MEMÓRIA!

FAÇAM CONTAS…..E DEPOIS FALEM….EU NÃO ESQUEÇO PORQUE TENHO MEMÓRIA! O que fanaram, surripiaram, e outras palavras portuguesas terminadas em “ …….aram” no IRS, Pedro Passos Coelho (PSD) e Paulo Portas(CDS) no desgoverno em que ambos estiveram (2012-2016): 10% sobre o total da pensão 3,5% sobretaxa sobre quem recebia mais que o salario mínimo 2% aumento da ADSE de 1,5% para 3,5% 7,14% subsidio de férias 7,14% subsidio de natal Total 29,78% O que acresce o aumento de mais 7,15% na taxa normal (1,55) e taxa média (5,65%) nos respetivos escalões Total 44,13% …. foi um surripiar bem forte!!!! EU NÃO ESQUEÇO PORQUE TENHO MEMÓRIA!

terça-feira, outubro 13, 2026

"A lie will be 'a truth' that forgot to happen." (Mario Quintana)

"A lie will be 'a truth' that forgot to happen." (Mario Quintana) There was a time when people simply lived and believed that the world could be better! They were accomplices in a time they went through together. Today that "time" no longer exists! Or when you are young, you suspend the need to judge others! I came across a book written by Luis Paixão Martins, "How Politicians Lie," which offers a lucid and, to a large extent, uncomfortable diagnosis of the times we live in. "Lying has always coexisted with politics, but for a long time with modesty. It sought to go unnoticed and did not withstand close scrutiny. It is no longer like that. We live in a time when truth and lies have the same value in the media. Facts have given way to perceptions, and leaders have simply stopped feeling the need to disguise themselves." Regarding this, the Alentejo poet António Aleixo summarized, in simple verses, the irreversibility of degradation; in politics, too, there are characters who, by their way of being and acting, have already lost the point of return. “Wine going to vinegar doesn't go back; only by a miracle can it become wine again.” In these times, most politicians have become vinegar: acidic, corrosive, and incapable of bringing anything constructive to the public sphere. There are individuals (politicians) in particular, from all sectors, who are distinguished by their political and moral indigence. Incapable of respecting even their party “friends,” they treat adversaries as enemies to be defeated. Their speeches contain no proposals, only suspicions. Everything is conspiracy, crime, and everyone is sold out. They live on inflammatory phrases, incapable of looking in the mirror and realizing that the greatest damage they cause is to the parties they claim to defend. In the end, all that remains is vinegar: an acidic environment that undermines trust, destroys bridges, and alienates citizens from politics. And, as the poet Aleixo taught, there is no miracle that can turn what has already been lost back into wine. "Lying has become a powerful asset, and citizens seem to be enjoying being deceived!" (Luis Paixão Martins). When people become fanatical, everything is said, whether in football or politics; they don't measure the offense and harm themselves. They drive away friends, they drive away their own supporters who feel bad about the slander, brutality, and bad manners. People we have always considered friends and respectful become very sad. Something is not right. We have to accept the ideas of others... that's democracy. We may not agree, but no one owns the truth. "No liar has a good enough memory to be a successful or accomplished liar." (Abraham Lincoln)

"A mentira será “uma verdade” que se esqueceu de acontecer." (Mario Quintana)

"A mentira será “uma verdade” que se esqueceu de acontecer." (Mario Quintana) Tempo houve em que as pessoas se limitavam a viver e acreditavam que o mundo poderia ser melhor! Eram cúmplices de um tempo que atravessaram juntos. Hoje já não existe esse “tempo”! Ou quando se é jovem, suspende-se a necessidade de julgar os outros! Chegou até mim um livro escrito por Luis Paixão Martins, “Como mentem os Politicos”, que traça um diagnóstico lúcido e, em grande medida, desconfortável, sobre o tempo em que vivemos. "A mentira sempre conviveu com a política, mas durante muito tempo com pudor. Procurava passar despercebida e não resistia a uma análise atenta. Já não é assim. Vivemos numa época em que a verdade e a mentira têm o mesmo valor nos media. Os factos cederam o lugar às percepções e os líderes deixaram simplesmente de sentir necessidade de disfarçar.” A propósito disso o poeta alentejano António Aleixo sintetizou, em versos simples, a irreversibilidade da degradação, também na política há personagens que, pela sua forma de estar e de agir, já perderam o ponto de retorno. “Vinho que vai pra vinagre não retrocede o caminho; só por obra de milagre pode de novo ser vinho.” Nestes tempos a maior parte dos políticos tornaram-se vinagre: ácidos, corrosivos e incapazes de trazer algo de construtivo ao espaço público. Há indivíduos (políticos) em particular, de todos os sectores, que se distinguem pela indigência política e moral. Incapazes de respeitar sequer os seus “amigos” de partido, tratam adversários como inimigos a abater. Nos seus discursos não cabem propostas, apenas suspeições. Tudo é conspiração, crime e todos são vendidos. Vivem de frases inflamadas, incapazes de se olhar ao espelho e perceber que o maior dano que causam é aos partidos que afirmam defender. No final, sobra apenas o vinagre: um ambiente ácido que mina a confiança, destrói pontes e afasta cidadãos da política. E, tal como ensinou o poeta Aleixo, não há milagre que transforme novamente em vinho aquilo que já se perdeu. “A mentira tornou-se um activo poderoso, e os cidadãos parecem estar a gostar de ser iludidos!”(Luis Paixão Martins) . Quando as pessoas se tornam fanáticas está tudo dito seja no futebol seja na política, não medem a ofensa e fazem mal a elas próprias. Afastam os amigos, afastam os próprios correligionários que se sentem mal com a maledicência e com a brutalidade e a má educação. Pessoas que consideramos sempre com amizade e respeito ficamos tristes muito tristes. Algo não está bem. Temos de admitir as ideias dos outros...isso é democracia. Podemos não concordar mas ninguém é dono da verdade. “Nenhum mentiroso tem uma memória suficientemente boa para ser um mentiroso de sucesso ou êxito.”(Abraham Lincoln)

segunda-feira, setembro 28, 2026

PROJECTO CASA-ABRIGO PARA EX-COMBATENTES DA GUERRA DO ULTRAMAR

PROJECTO CASA-ABRIGO PARA EX-COMBATENTES DA GUERRA DO ULTRAMAR. “Morrer pelo País ou por ele sacrificar o bem-estar ou a vida é um ato de bravura única, que coloca os combatentes num patamar de sacrifício que não é exigido em nenhum outra função do Estado”. (”Ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho). Neste sentido queria recordar o que aconteceu aos combatentes da I Guerra Mundial e ao seu Código de Inválidos de 1929, o qual, embora lhes tenha dado um estatuto digno após revisões sucessivas, não evitou que ficassem na miséria e chegassem ao 25 de Abril, quando já não havia provavelmente ninguém, com pensões degradadas, sem direito à assistência médica ou quaisquer regalias sociais, de certo nestes tempos de agora não se pretende que se “repita este historial pouco dignificante para os políticos portugueses”. Temos que relembrar que poder politico e os políticos em geral tem que ter plena consciência de que nosso País, há ainda uma geração inteira que viveu o sofrimento das suas memórias quase em silêncio. Muitos deles nem à família contaram por o que passaram. Quanto muito, dividiram as lembranças com os seus camaradas de armas. E há milhares de homens com mazelas físicas ou psicológicas que o País foi ignorando e, em demasiados casos, deixando no mais absoluto dos abandonos. Como cidadão com direitos e deveres e no exercício de cidadania recolhi algumas medidas de política, de aplicação mediata, cujos impactos sociais e políticos ultrapassam em muito os “mínimos impactos de custos económicos e financeiros” que provavelmente, alguns procuraram “como justificativo” para “ a burocracia” usual em vez de procurarem neste tempo a criação do suporte jurídico-constitucional para as mesmas: 1. Promover a criação de Centros de Acolhimento e Repouso exclusivo para ex-combatentes, aproveitando e adequando os aquartelamentos militares que tem sido abandonados, com uma prestação adequada ao rendimento da respetiva pensão de cada um - PROJECTO CASA-ABRIGO PARA EX-COMBATENTES DA GUERRA DO ULTRAMAR. Este projecto não só iria permitir o preenchimento de uma situação social como geraria a criação de múltiplos postos de trabalho; 2. Criação da figura de “cuidadora de um ex-combatente” e determinação da concessão do respetivo subsídio inerente a essa função; 3. Isenção total do Imposto sobre rendimento de pessoas singulares (IRS) que recai sobre o rendimento das pensões dos ex-combatentes, e a Isenção total do pagamento do imposto municipal sobre imóveis (IMI), da sua residência habitual; 4. Isenção do pagamento de qualquer verba pelos serviços prestados pelo serviço nacional de saúde, quer nos centros de saúde, quer nos hospitais públicos, para si e respetivos cônjuge, incluindo a concessão gratuita dos respetivos medicamentos, e dos meios necessários de apoio á sua saúde física e motora, não só para o próprio, mas também para a esposa; 5. Criação de uma Rede Nacional de Apoio aos ex-combatentes portugueses portadores de perturbação psicológica crónica resultante da exposição a factores traumáticos de stresse no decorrer da sua participação nas comissões militares nas guerras nas ex-províncias ultramarinas; 6. Permitir o acesso aos ex-combatentes, por meio da identificação, do cartão do combatente, a todos os serviços de saúde, exclusivo de militares, dos diversos ramos das Forças Armadas Portuguesas e permitindo o acesso, de acordo com o preçário praticado nas mesmas, aos ex-combatentes , ás respetivas messes de qualquer ramo das Forças Armadas; 7. Apoio económico e social efectivo a todos os ex-combatentes no processo de envelhecimento, com adequado apoio hospitalar, nomeadamente do hospital das Forças Armadas. 8. Direito de preferência de usufruir da utilização dos meios e recursos disponíveis nos hotéis pertencentes ao INATEL, contra o pagamento de 25% da prestação, diária, normal; 9. Isenção do imposto sobre o valor acrescentado (IVA), na aquisição de veículos próprios e apropriados para a sua locomoção, incluindo todo e qualquer veiculo elétrico; 10. Isenção de propinas para frequência de estudos universitários em estabelecimentos públicos, para filhos(as) e netos(as) do ex-combatente, incluindo a situação de preferência pelos Institutos e Academia Militar. É certamente reconhecido que até hoje, o "ex-combatente" jogou um papel meramente simbólico em todas as discussões e decisões politicas, por todos os políticos sem excepção. Não ele, propriamente dito, mas a expressão que o identifica. Trata-se de um absurdo, já que foi o "ex-combatente" que fez a revolução. Os soldados, os sargentos e os oficiais de baixa patente que fizeram a guerra foram os que nos trouxeram a liberdade - os que foram enviados para as “Guerras de África” ou os que estavam na iminência de o ser. Na verdade, a expressão "ex-combatente" foi sempre usada sem nunca se estar realmente a referir a pessoas. Ela foi um conceito político. E as pessoas concretas, com os seus dramas reais, acabaram por ser punidas por isso. Passados quase 50 anos, está chegada a hora do País fazer as pazes com a sua memória. E fazer justiça à geração da guerra. Sabendo que a “guerra do ultramar “não foi decidida por eles e que eles foram, com os povos das ex-províncias ultramarinas portuguesas, as suas principais vítimas. São eles que carregam as feridas do nosso passado. E o poder politico falhou ao ignorá-las! Tudo isto parece hoje óbvio. Mas nem sempre foi. E é natural que não fosse. Os povos também precisam de tempo para sarar as feridas da guerra e começar a falar do assunto. E quando finalmente o conseguem fazer é muitas vezes tarde demais. Esperamos que à semelhança do que aconteceu aos jovens portugueses combatentes na guerra de 2014-18 não venha acontecer o mesmo aos, ainda vivos, talvez mais de 500 mil, combatentes nas guerras de Africa. “O Estado tem obrigação de lhes dar [aos ex-combatentes] apoio e às suas famílias nas dificuldades físicas e mentais que advêm da experiência da guerra, e tem responsabilidade de o fazer ao longo de toda a sua vida”.(Ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho).

domingo, setembro 27, 2026

"Do you know where I was the other day?

"Do you know where I was the other day? In America. A guy told me to go with him to see the planes. Or maybe he was singing the Azeitonas song and I took it seriously. Anyway, it doesn't matter. I went. The car stopped at that place next to Prior Velho where you can see the planes, and we stayed there. It even surprises me that there's a place called Prior Velho. Everyone knows that priors are born old. There I was, observing that social phenomenon that no mass psychology book has yet managed to explain, when I saw Rangel getting on a plane. Then I couldn't contain myself. I opened a window on social media and followed him. This was during that part of the song where Miguel Araújo sings that one day he'll take someone to America. And it wasn't hard to get on the plane because Rangel pays for a full ticket but only uses half. Half his, half mine, nobody noticed anything. Luckily, I always carry a notebook in my bag and I took notes. Arriving in America, me always glued to Rangel, we started seeing people. Lots of people. We also saw politicians, but I can't guarantee that." who were people. Rangel doesn't even seem like a city boy. At every corner he shouted: — Point, Catarina! Point at that! And I pointed. A filigree shop. — Point! A bookstore with Uncle Scrooge books. — Point! — he said, reminding me of the other uncle, Marcelo. A café with custard tarts. — POINT! A bottle of Esporão wine. — CATARINA, ARE YOU SEEING THIS? I was. After two hours I had already pointed out three Portuguese restaurants, two Barcelos roosters, a Cristiano Ronaldo shirt, and a man named Manuel who was from Newark but had an aunt in Viseu. Everything in Portugal made him proud. More substantial things make me proud. I don't know. Salaries going up. Rents going down. People managing to book an appointment before they die. Everyone with their quirks. Between Fifth Avenue and Seventh, which, if I'm not mistaken, is On Friday, we ran into Castelo Branco. Castelo Branco is not a pastry shop. Don't confuse them. He's a gentleman. Rangel knew him, although he couldn't find out from where. The two went for lunch and I stayed there observing the city that never sleeps. I also don't understand the admiration. There are thousands of people in New York who don't sleep because they don't even have a bed. I saw a man leave a building where an apartment costs more than a village in Alentejo and step over another man who was sleeping on a piece of cardboard. I saw limousines stopped at traffic lights next to people begging for money to eat. I saw shops where a wallet costs the annual salary of the person who cleans the window display. I immediately grabbed my notebook: "When I get to Portugal, write to Mariana Leitão." Mariana probably doesn't know that. That's what happens when you get to know countries through Netflix. You see those penthouses in Manhattan, women with glasses of wine in their windows, and men jogging in Central Park, and you assume that Americans are all doing very well. After lunch, I infiltrated the Portuguese delegation and entered the United Nations. Oh yeah... You have a friend who heard António Guterres say goodbye to the world. God forbid. He's going back to Fundão now, because Fundão is where he's needed, and the man also needs to rest. Ten years trying to make humanity behave must be more tiring than picking cherries. Luís was there too. Luís, you know, wherever he is, he always has that look of someone thinking about the harvest. That's why I couldn't tell if he was worried about Gaza, Ukraine, the weather, or if they told him that this year the Touriga Nacional grapes were low in alcohol. I didn't see many people talking to him either. Rangel, for example, had things to do. He went to have lunch with Zé, to meet Portuguese people and greeting a Chinese gentleman who, as I understood it, greets his colleagues with kisses. International diplomacy has advanced immensely. In the old days, countries were invaded. Now, you give two little kisses and schedule a meeting. Meanwhile, the speeches began. One said that it was necessary to end the wars. Another agreed. Another said that it was necessary to combat hunger. Everyone agreed. Another said that it was necessary to respect international law. Everyone agreed again. I looked at the planet. Nothing was noticeable. I wrote in my notebook: “UN: humanity's WhatsApp group. Everyone reads it. Nobody answers.” Then Lula spoke. Then I closed my notebook. I didn't write anything down. I listened. That's what everyone should do from time to time. Listen to Lula. When we left it was already night. I didn't stay until the next day. It was the day Netanyahu was going to explain that Iran is 15 days away from having a nuclear bomb. He's been saying that since 1992 and I had things to do. I said goodbye to Rangel because he still wanted to look for a grocery store in Queens where they assured him there were Portuguese lupin beans and I had a plane to catch. I left the city where they say the streets don't have names. That's a lie. The city where the streets don't have names is Espinho. In New York the streets have names. I'd call them other things. Street of Misery. Avenue of Inequality. Alley of Those Who Sleep on the Ground. Square of Those Who Walk Over. Avenue of Those Who Have Too Much. Street of Those Who Have Nothing. And, way in the back, huge, illuminated and full of flags of countries that spent the whole day saying that we want to save the world: “Square of Those Who Could Do Something.” A EUROPEAN MEP AT THE UN, AN EXCELLENT UNKNOWN HUMORIST! It's worth spending 5 minutes reading this text by Ana Catarina. Absolutely sublime. Read it!!!!