quinta-feira, fevereiro 19, 2026

"¡Conócete a ti mismo!" (Sócrates, el filósofo) ¡antes de que sea demasiado tarde!

"¡Conócete a ti mismo!" (Sócrates, el filósofo) ¡antes de que sea demasiado tarde! Esta frase, inscrita en el Templo de Apolo en Delfos, tiene un origen antiguo y un profundo significado que resuena hasta nuestros días, donde muchas personas parecen desconocerse. Un día de estos nos despertamos y nos damos cuenta de que nunca, o rara vez, nos hemos hecho preguntas como: "¿Quién soy? ¿Qué considero más importante? ¿Qué me gusta? ¿Qué necesitamos?". En realidad, casi todos, casi todos los días de nuestra vida, creamos expectativas sobre algo. Sobre alguien, sobre un trabajo que hicimos, sobre una relación, sobre un logro que nos gustaría recibir, sobre la propuesta de matrimonio que idealizamos durante toda la vida, sobre lo que nos gustaría oír, lo que nos gustaría que nos dijeran, tal como lo soñamos, línea por línea, como si la otra persona pensara igual que nosotros. William Shakespeare ya dijo que "nuestras dudas son traidoras y nos hacen perder lo que a menudo podríamos ganar, simplemente porque tenemos miedo de arriesgarnos". Algunos dicen, y tienen toda la razón, que necesitamos, cada día, reducir las expectativas que se han creado para nosotros, o que creamos para nosotros mismos, para comprender que no escucharemos de la otra persona la frase exacta que esperamos escuchar, que el mérito no siempre será reconocido, y que a veces todo esto llega, pero a la manera de la otra persona, porque para cada persona cada palabra tiene un significado y un peso diferentes, y todo esto está relacionado con lo que cada persona ha vivido o está viviendo, la intensidad, el período y lo que ha visto del mundo mientras vivió o vivió. Haz lo que sea necesario para ser feliz. Pero no olvides que la felicidad es un sentimiento simple; puedes encontrarla y dejarla ir sin darte cuenta de su simplicidad. (Martha Medeiros) Todos los días nos convencemos de que las cosas deberían ser como queremos y creemos. Incluso fantaseamos con las "cosas" que nos gustaría que nos dijeran. El problema es que todas estas expectativas se construyeron con nuestro cerebro, el que nos acompaña desde que nacimos, tan único y personal, tan basado en lo que hemos visto y conocido del mundo, que no es la totalidad, ¡pero creemos que lo es! "Ningún sueño se puede contar". "Se necesitaría un lenguaje soñado para que la ensoñación fuera transmisible". (Mia Couto) No tenemos duda de que, siempre que creamos expectativas, también preparamos el terreno para la frustración. Para frustrarse menos, quizá sea mejor reducir las expectativas cada día, en cuanto te despiertas. Ten planes a medio plazo, sí (porque los planes a largo plazo son imposibles), pero vive el día a día. Haz lo mejor que puedas, pero no lo pongas todo en lo que piensas o sueñas. Vive tu vida mientras esperas la respuesta; Recuerda siempre que nadie puede pensar exactamente como tú, y que, solo por eso, nada será exactamente como deseas: aprende a valorar la forma de expresarse de la otra persona, ya que las reacciones pueden ser muy diferentes para cada persona. De esta manera, sufrirás menos, porque si las expectativas no son altas, te sorprenderás cuando la respuesta sea positiva o cercana a lo que deseas. Pero siempre debemos tener presente lo que escribió el escritor Gabriel García Márquez: «Un minuto de reconciliación vale más que toda una vida de amistad».

"Know thyself!" (Socrates the philosopher) before it's too late!

"Know thyself!" (Socrates the philosopher) before it's too late! This phrase, inscribed on the Temple of Apollo at Delphi, has an ancient origin and a profound meaning that resonates to this day, where many people seem unaware of themselves. One of these days we wake up and realize that we have never, or rarely, asked ourselves questions such as, "Who am I? What do I consider most important? What do I like? What do we need?" In reality, almost all of us, on almost every day of our lives, create expectations about something. About someone, about a job we did, about a relationship, about an achievement we would like to receive, about the marriage proposal we spend our lives idealizing, about what we would like to hear, what we would like to be told, exactly as we dreamed, line by line, as if the other person had the same mind as us. William Shakespeare already said that, "our doubts are traitors and make us lose what we could often win, simply because we are afraid to take risks." Some say, and they are absolutely right, that we need, every day, to lower the expectations that have been created for us, or that we create for ourselves, to understand that we won't hear from the other person the exact phrase we expect to hear, that merit won't always be recognized, and that sometimes all of this does come, but in the other person's own way, because for each person each word has a different meaning and weight, and all of this is related to what each person has lived or is living, the intensity, the period, and what they have seen of the world while living or have lived. Do whatever it takes to be happy. But don't forget that happiness is a simple feeling; you can find it and let it go without realizing its simplicity.” (Martha Medeiros) Every day we make ourselves believe that things should be as we want and believe. We even daydream about the “things” we would like others to tell us. The problem is that all these expectations were built with our brain, the one that has been with us since we were born, so unique and personal, so based on what we have seen and known of the world, which is not the whole, but we think it is! "No dream can be told. "It would take a dreamed language for the reverie to be transmissible." (Mia Couto) We have no doubt that whenever we create expectations, we also prepare the ground for frustration. To be less frustrated, it might be better to lower your expectations every day, as soon as you wake up. Have medium-term plans, yes (because long-term plans are impossible), but live one day at a time. Do your best, but don't put everything into what you think or dreamed. Go live your life while waiting for the answer; always remember that no one can think exactly like you, and that, for that reason alone, nothing will be exactly as you long for it to be: learn to value the other person's way of expressing themselves, as reactions can be very different for each person. And, in this way, you will suffer less, because if expectations are not high, you will be surprised when the answer is positive or close to what you would like. But we should always keep in mind what the writer Gabriel García Márquez wrote: "A single minute of reconciliation is worth more than a lifetime of friendship."

“Conhece-te a ti mesmo!”,(Sócrates o filósofo) antes que seja demasiado tarde !

“Conhece-te a ti mesmo!”,(Sócrates o filósofo) antes que seja demasiado tarde ! Esta frase, inscrita no Templo de Apolo em Delfos, tem uma origem antiga e um significado profundo que ressoa até aos nossos dias, onde, muita gente parece não ter consciência de si mesmo. Um dia destes acordamos e damos conta da inexistência ou que foi raro fazermos perguntas, tais como, “Quem sou eu? O que considero mais importante? Do que gosto? Do que precisamos?” Na realidade toda, ou quase toda, a gente, em quase todos os dias das nossas vidas, criamos expectativas sobre alguma coisa. Sobre alguém, sobre um trabalho que fizemos, sobre um relacionamento, sobre um mérito que gostaríamos de levar, sobre o pedido de namoro ou casamento que passamos a vida idealizando, sobre o que gostaríamos de ouvir, que gostaríamos que nos dissessem, exactamente como sonhamos, linha por linha, como se o outro tivesse a mesma cabeça que a nossa. Já dizia William Shakespeare que, “as nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o que, com frequência, poderíamos ganhar, por termos o simples medo de arriscar.” Há quem diga, e tem toda a razão, que precisamos, todos os dias, de uma redução das expectativas que nos foram criadas, ou que nós criamos a nós próprios, de compreender que não vamos ouvir do outro aquela frase exacta que esperamos ouvir, que nem sempre o mérito será reconhecido e que, às vezes, tudo isso vem sim, mas de um jeito próprio do outro, porque para cada pessoa cada palavra tem um significado e um peso diferente e tudo isso está relacionado com o que cada um viveu ou vive, a intensidade, o período e o que ela já viu sobre o mundo enquanto vive ou viveu.” Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade.”(Martha Medeiros) Todos os dias fazemos nós mesmos acreditar que as coisas deveriam ser como queremos e acreditamos. Chegamos a ter devaneios até sobre as “coisas” que gostaríamos que o outro nos dissesse. O problema é que todas essas expectativas foram construídas com o nosso cérebro, este que nos acompanha desde que nascemos, tão próprio e único, tão baseado no que vimos e conhecemos do mundo, que não é o todo, mas pensamos que sim! "Nenhum sonho se pode contar. Seria preciso uma língua sonhada para que o devaneio fosse transmissível."( Mia Couto) Não temos dúvidas, que sempre que criamos expectativas, também preparamos o terreno para termos frustrações. Para se frustrar menos, todos os dias talvez seja melhor fazer uma redução de expectativas, assim que acordar. Tenha planos a médio prazo sim (porque a longo, é impossível), mas viva um dia de cada vez. Faça o melhor, mas não deposite tudo naquilo que pense ou sonhou. Vá viver a sua vida enquanto a resposta não vem, sempre deve lembrar-se que ninguém pode pensar exactamente como a sua cabeça e que, só por isso, nada será exactamente como anseia que seja: aprenda a valorizar o jeito do outro se expressar, as reações podem ser bem diferentes para cada pessoa. E, assim, sofrerá menos, porque se as expectativas não forem altas, vai-se surpreender quando a resposta for positiva ou próxima do que gostaria. Mas devemos ter sempre presente o que o escritor Gabriel García Márquez escreveu: “Um único minuto de reconciliação vale mais do que toda uma vida de amizade.”

quinta-feira, fevereiro 05, 2026

Para exigir tem que se ser exemplar!

Para exigir tem que se ser exemplar! Há uma ditado popular que diz que “só podemos exigir aos outros aquilo que cumprimos!” Se os pais para exigirem aos filhos tem que ser um exemplo para eles, se um governo para exigir aos cidadãos tem que ser exemplar no cumprimento da lei, isto é, uma completa hipocrisia estar a exigir aos outros o que não se pratica! Tudo isto a propósito das estradas municipais inundadas por não terem as valetas ou será que as causas são os agricultores que “tiraram as valetas e até as linhas de água!” Na verdade e na realidade não só os agricultores acabaram com as “valas de água” pelas suas terras e arrasaram as valetas das estradas, como as câmaras municipais agora alcatroam estradas sem valetas!!!!Esquecendo do provérbio popular: "Para exigir o máximo dos outros, precisamos de ser o exemplo." E aqui chegámos ao dia de hoje, parecemos que estamos desnorteados, confusos, com dificuldades em resolver um problema ou sem saber o que fazer, isto é parece que “andamos todos aos papeis!” Se assim for e se tem andado aos papéis, pare um pouco e… pense nisto. Em suma, “a integridade de uma exigência reside na capacidade de quem a faz em cumpri-la primeiro.”

quarta-feira, fevereiro 04, 2026

Are our memories real or just an illusion?

Are our memories real or just an illusion? I'm from a time when politicians who lied and swore were still forced to resign, but that's no longer the case! (and it wasn't that long ago…!) that age is another story, because history is always life, regardless of duration, perhaps that's one of the reasons why our memories always seem to be oriented towards the past and not the future. That's why Jorge Luis Borges (Argentine writer) said that "physics suggests that consciousness can be sustained by memories that do not necessarily correspond to a real past." Someone exemplified it as a "time arrow"—that is, we all go through moments of having a "feeling" that time flows from the past to the future—it's a long-standing mystery, both in physics and philosophy. As far as we know, many physical laws are symmetrical in time, but we experience time as moving forward. "Reality is merely an illusion; albeit a very persistent one." (Albert Einstein). Believe me, I have some very personal reasons for writing this post. People's true colors appear when they are not in the spotlight. Unfortunately, some friends are about to click "like" or rather "thumbs up," but they don't really read because they take a long time to read this "writing," and when they see that it's long, they skip it. But, "they forget what Albert Einstein said: 'If, at first, an idea is not absurd, then there is no hope for it. Imagination is more important than knowledge, because knowledge is limited, while imagination encompasses the entire world.'" The phrase "Growing old is the only way to live a long time," often attributed to Charles Saint-Beuve or to Albert Camus' poem, reflects the inevitability of the passage of time as a condition for longevity. This perspective sees aging not as a loss, but as a natural process of accumulating experience, wisdom, and maturity, overcoming the obsession with youth. "Growing old is the only way to live a long time." Many people don't reach eighty because they waste too much time trying to stay in their forties. We all wish to reach old age and we all deny that we have arrived. I don't understand this about years: that it is good to live them, but not to have them.” (Albert Camus)

As nossas memórias são reais ou serão apenas uma ilusão?

As nossas memórias são reais ou serão apenas uma ilusão? Sou do tempo em que os políticos que mentiam e insultavam ainda eram obrigados a demitir-se, hoje já não é assim! ( e não foi assim há tanto tempo…!) que a idade é outra história, pois a história é sempre a vida, não relevando a duração, talvez seja uma das razões pela qual as nossas memórias parecem estar sempre orientadas para o passado e não para o futuro. Por isso, é que talvez Jorge Luis Borges,(escritor argentino) disse que “a física sugere que a consciência pode ser sustentada por memórias que não correspondem necessariamente a um passado real.” Alguém exemplificou como uma “flecha do tempo” — isto é, todos nós passamos por momentos de ter uma “sensação” de que o tempo flui do passado para o futuro — é um mistério de longa data, tanto na física quanto na filosofia. Tanto quanto se sabe muitas leis físicas são simétricas no tempo, mas nós experimentamos o tempo como o mesmo a mover-se para a frente. “A realidade é meramente uma ilusão; apesar de ser uma ilusão muito persistente.”(Albert Einstein). Acreditem que tenho alguns motivos muito pessoais para escrever este post. As verdadeiras cores das pessoas aparecem quando não há foco nelas. Infelizmente, alguns amigos estão prestes a clicar em "curtir"ou melhor por um “gosto”, mas eles realmente não leem porque demoram para ler este “escrito” e, quando veem que é longo, pulam daqui. Mas, “esquecem-se como disse Albert Einstein:“ Se, a princípio, uma ideia não é absurda, então não há esperança para ela. A imaginação é mais importante que o conhecimento, porque o conhecimento é limitado, ao passo que a imaginação abrange o mundo inteiro.” A frase "Envelhecer é o único meio de viver muito tempo", frequentemente atribuída a Charles Saint-Beuve ou ao poema de Albert Camus, reflete a inevitabilidade da passagem do tempo como condição para a longevidade. Esta perspectiva encara o envelhecimento não como uma perda, mas como um processo natural de acumulação de experiência, sabedoria e amadurecimento, superando a obsessão pela juventude. “Envelhecer é o único meio de viver muito tempo. Muitas pessoas não chegam aos oitenta porque perdem muito tempo, tentando ficar nos quarenta. Todos desejamos chegar à velhice e todos negamos que tenhamos chegado. Não entendo isso dos anos: que, todavia, é bom vivê-los, mas não tê-los.”(Albert Camus)

sexta-feira, janeiro 30, 2026

é pena que no recordemos o que no tengamos memoria!

Qué pena que no recordemos o que no tengamos memoria! Lo más interesante no es el contraste entre lo que nos queda y lo que hemos dejado, sino cómo cada uno de nosotros carga con lo que nos sucede. Vivimos en tiempos en los que algunos, muchos, dicen alto y claro: «Sé que algunos lo hacen «silenciosamente», es decir, discretamente, ¡o en silencio, sin llamar la atención!». ¡Qué pena que no recordemos o, como dicen, que «no tengamos memoria»! Como dijo José Saramago: «Estamos destruyendo el planeta, y el egoísmo de cada generación no se molesta en preguntar cómo vivirán los que vengan después. Lo único que importa es el triunfo del presente. Eso es lo que yo llamo la ceguera de la razón». Algunos dicen que lo que queda del «conocimiento en nuestra memoria» es lo que ocurre después de olvidar todo lo aprendido. A esta afirmación, considerada de gran sabiduría, solo cabe responder: "¿Qué podemos hacer?". Decir que lo que queda cuando olvidamos lo aprendido en la escuela es una glorificación fascista del olvido. Incluso Einstein lo dijo. Pero lo dijo sin decir dónde había leído esta idea —¿quizás la olvidó?— y el resultado es que mucha gente la atribuye al propio Einstein, o mejor dicho, como dijo Friedrich Nietzsche: "La ventaja de tener mala memoria es disfrutar de las mismas cosas buenas muchas veces como si fuera la primera vez". A veces dejamos de lado lo que no nos interesa para aferrarnos a lo que nos parece verdaderamente importante; es como decir o afirmar: "¡No sabemos por qué olvidamos algunas cosas y no otras!". Pero una cosa es cierta: "A veces, o a menudo, olvidamos cosas hermosas y buenas que habría sido agradable recordar, o recordamos cosas feas y aburridas que sería un alivio olvidar". Nos engañamos al pensar que siempre habrá una nueva oportunidad, pero el mundo da muchas vueltas y no siempre, o casi nunca, vuelve al mismo lugar, por eso debemos tener memoria, y como dijo Walt Disney: «Y así, después de esperar mucho tiempo, un día como cualquier otro, decidí no esperar oportunidades, sino ir a buscarlas yo mismo. Decidí ver cada problema como una oportunidad para encontrar una solución. Y desde entonces, he aprendido que los sueños existen para hacerse realidad».

It's a shame we don't remember or don't have a memory!

It's a shame we don't remember or don't have a memory! What's most interesting isn't the contrast between what's stayed with us and what's been left behind, but the way each of us carries what's happening to us. We live in times that some, many, say loud and clear, I know some do it "quietly," that is, they do it discreetly, or silently without drawing attention! It's a shame we don't remember or, as they say, "don't have a memory"! As José Saramago said: “We are destroying the planet, and the selfishness of each generation doesn't bother to ask how those who come after will live. The only thing that matters is the triumph of the present. That's what I call the 'blindness of reason'.” Some say that what remains of “knowledge in our memory” is what happens after we forget everything we learned. To this statement, which is considered to be of great wisdom, one only wants to respond: "What can we do..." To say that what remains when we forget what we learned in school is a fascist glorification of forgetfulness. Even Einstein said that. But he said it without saying where he had read this idea – perhaps he forgot? – and the result is that many people attribute the idea to Einstein himself, or rather, as Friedrich Nietzsche said: "The advantage of having a terrible memory is enjoying the same good things many times as if it were the first time." Sometimes we set aside what doesn't interest us so that we can cling to what seems truly important to us; it's like saying or affirming that "We don't know why we forget some things and not others!" But one thing is certain: "Sometimes, or often, we forget beautiful and good things that it would have been nice to remember, or we remember ugly and boring things that it would be a relief to forget." We deceive ourselves when we think there will always be a new opportunity, but the world turns many times and doesn't always, or almost never, return to the same place, so we must have a memory, and as Walt Disney said, "And so, after waiting a long time, on a day like any other, I decided not to wait for opportunities but to go and find them myself. I decided to see each problem as an opportunity to find a solution. And since that time, I have learned that dreams exist to become reality."

É uma pena não nos lembrarmos ou não termos memória!

É uma pena não nos lembrarmos ou não termos memória! O que é mais interessante não é o contraste entre o que ficou connosco e o que ficou pelo caminho, mas a maneira como cada um de nós transporta o que nos vai acontecendo. Vivemos tempos que alguns muitos, dizem alto e bom som, bem sei que alguns é em “surdina”, isto é, fazem-no discretamente, ou em silêncio sem chamar a atenção! É uma pena não nos lembrarmos ou como quem diz “não termos memória”! Como disse José Saramago: ”Estamos a destruir o planeta e o egoísmo de cada geração não se preocupa em perguntar como é que vão viver os que virão depois. A única coisa que importa é o triunfo do agora. É a isto que eu chamo a «cegueira da razão”. Alguns dizem, o que fica do “saber na nossa memória” é depois de nos termos esquecido de tudo o que aprendemos. A esta afirmação, que passa por ser de grande sabedoria, só apetece responder: "Que remédio..." Dizer que o que nos sobra quando nos esquecemos do que aprendemos na escola é uma glorificação fascista do esquecimento. Até Einstein o disse. Mas disse-o sem dizer onde tinha lido essa ideia – se calhar esqueceu-se? – e o resultado é que muita gente atribui a ideia ao próprio Einstein ou melhor como disse Friedrich Nietzsche: "A vantagem de ter péssima memória é divertir-se muitas vezes com as mesmas coisas boas como se fosse a primeira vez." Por vezes pomos de parte o que não nos interessa, para nos podermos agarrar ao que nos parece realmente importante, é como dizer ou afirmar que “sabemos lá porque é que nos esquecemos de algumas coisas e de outras não!” Mas uma coisa é certa: “por vezes ou muitas vezes esquecemo-nos de coisas bonitas e boas, que teria sido bom poder recordar, ou e lembramo-nos de coisas feias e aborrecidas que seria um alívio poder esquecer.“ Enganamo-nos quando pensamos que sempre haverá uma nova oportunidade, mas o mundo dá muitas voltas e nem sempre, ou quase nunca volta ao mesmo lugar, por isso devemos ter memória, e como Walt Disney disse .” E assim, depois de muito esperar, num dia como outro qualquer, decidi não esperar as oportunidades e sim, eu mesmo ir buscá-las. Decidi ver cada problema como uma oportunidade de encontrar uma solução. E desde esse tempo, aprendi que os sonhos existem para tornarem-se realidade. E desde aquele dia já não durmo para descansar... simplesmente durmo para sonhar.”

domingo, dezembro 28, 2025

Last Tuesday, after work!

Last Tuesday, after work, I stopped at the supermarket. She was tired, tense, and irritable. The cart I grabbed creaked so loudly with every step that people turned to look. I thought about changing it, but I didn't. I kept pushing it anyway. At the end of the bread aisle, I saw an elderly gentleman trying to handle some cans. One fell from his hands. Then another. I ran to help him, mainly because everyone else pretended not to see. When I returned the cans, he smiled slightly and said to me: "My hands don't obey me like they used to." I noticed his worn coat, faded cap, and swollen fingers. His cart contained only inexpensive products—store brands, nothing beyond the essentials. Something about him touched me. He thanked me again and added in a low voice: "My daughter works two jobs. My son lives far away. I tell them I'm fine… but lately that 'fine' is very far from the truth." My throat tightened… I asked if she needed help with the rest of the groceries. He shook his head. “I don’t want to bother anyone.” We went our separate ways. At the checkout, he was in front of me. He counted the money slowly, apologizing to the cashier: “Sorry… I thought that would be enough.” It wasn’t. He started taking out some of the groceries—beans, flour, eggs—one by one. I stepped forward and said: “I’ll pay.” He panicked. “No, no. I don’t accept charity.” So I lied. “There’s a senior citizen discount today that I can apply with my loyalty card. If I take out these items, it won’t work.” It wasn’t true, but he believed me. His shoulders relaxed. “God bless you,” he whispered. Outside, he turned to me. “You remind me of my daughter. She’s also very good… I just don’t want her to worry about me.” I asked if she knew he was going through a hard time. He looked away. “Parents don’t like to admit it. We want our children to live—not to feel guilty.” I watched as he loaded the groceries into an old car with a cracked bumper. He waved and drove away. On the way home, the guilt hit me hard… I felt suffocated. That morning, my own father had called me. I didn’t answer—I was too busy and out of time. He left a message: “I hope you’re eating well. I miss you.” I turned the car around and went straight to my parents’ house. My father opened the door in slippers and an old sweater. His smile was tired, but full of affection. “Hi, daughter… what a surprise!” The refrigerator was almost empty. Not because there was a lack of food—but because there was a lack of energy. I asked why he never told me he felt lonely. He shrugged. “I don’t want to bother you. You have your own life.” I thought of the man at the supermarket. Of the creaking cart. Of all the lost connections. Then I prepared dinner. We ate together at the little table where I grew up. He told old stories I had forgotten. He laughed at jokes that weren’t funny. He hugged me twice before I left. And I realized something important: Parents don’t stay silent because they stop loving. They stay silent because they don’t want to burden us. They downplay their needs. They hide their loneliness. They say “I’m fine” even when they’re falling apart. Our task is to listen beyond the words. To be present before the refrigerator is empty. To answer the calls. To visit—even when we’re tired. Because one day, the chair in front of us will be empty. So, if you’re reading this, call your parents today. Not because they asked you to. But that's because they'll never ask. They just don't want to bother!
Na última terça-feira, depois do trabalho, parei no supermercado. Estava cansada, tensa e irritada. O carrinho que peguei rangia tão alto a cada passo que as pessoas se viravam para olhar. Pensei em trocá-lo, mas não troquei. Continuei empurrando assim mesmo. No fim do corredor do pão, vi um senhor idoso tentando lidar com algumas latas. Uma caiu de suas mãos. Depois outra. Corri para ajudá-lo, principalmente porque todos os outros fingiam não ver.Quando lhe devolvi as latas, ele sorriu de leve e disse-me: “As minhas mãos já não obedecem como antes.” Reparei no casaco gasto, no boné desbotado, nos dedos inchados. No carrinho dele havia apenas produtos baratos — marcas próprias, nada além do essencial. Algo nele me tocou. Ele agradeceu novamente e acrescentou em voz baixa: “Minha filha trabalha em dois empregos. Meu filho mora longe. Digo a eles que estou bem… mas ultimamente esse ‘bem’ está muito longe da verdade.” Minha garganta apertou-se….. Perguntei se precisava de ajuda com o resto das compras. Ele balançou a cabeça. “Não quero incomodar ninguém.” Seguimos caminhos diferentes. No caixa, ele estava à minha frente. Contava o dinheiro devagar, pedindo desculpas à caixa: “Desculpe… achei que seria suficiente.” Não era. Começou a retirar algumas das compras — feijão, farinha, ovos — um por um. Dei um passo à frente e disse: “Eu pago.” Ele entrou em pânico. “Não, não. Eu não aceito caridade.” Então menti. “Hoje há um desconto para idosos que posso aplicar com meu cartão de fidelidade. Se retirar esses itens, ele não funciona.” Não era verdade, mas ele acreditou. Seus ombros relaxaram. “Que Deus a abençoe”, sussurrou. Lá fora, ele virou-se para mim. “A senhora me lembra a minha filha. Ela também é muito boa… só não quero que ela se preocupe comigo.” Perguntei se ela sabia que ele estava a passar dificuldades. Ele desviou o olhar. “Os pais não gostam de admitir isso. Queremos que nossos filhos vivam — não que se sintam culpados.” Observei enquanto ele colocava as compras num carro velho com o para-choque rachado. Ele acenou e foi-se embora. No caminho da minha casa, a culpa atingiu-me com força….senti-me sufocada. Naquela manhã, o meu próprio pai havia me ligado. Eu não atendi — estava sem tempo e “ocupada demais”. Ele deixou uma mensagem: “Espero que esteja alimentando-se bem. Estou com saudades.” Virei o carro e fui direto para a casa dos meus pais. Meu pai abriu a porta de pantufas e com um suéter velho. Seu sorriso estava cansado, mas cheio de carinho. “Oi, filha… que surpresa!” O frigorifico estava quase vazio. Não porque faltasse comida — mas porque faltava energia. Perguntei por que ele nunca me disse que se sentia sozinho. Ele deu de ombros. “Não quero te incomodar. Tens a tua vida.” Pensei no homem do supermercado. No carrinho rangendo. Em todas as ligações perdidas. Então preparei o jantar. Comemos juntos à pequena mesa onde cresci. Ele contou histórias antigas que eu havia esquecido. Riu de piadas que não eram engraçadas. Abraçou-me duas vezes antes de eu ir embora. E percebi algo importante: Os pais não ficam em silêncio porque deixam de amar. Ficam em silêncio porque não querem nos sobrecarregar. Diminuem suas necessidades. Escondem a solidão. Dizem “estou bem” mesmo quando estão despedaçando-se. A nossa tarefa é ouvir além das palavras. Estar presente antes que o frigorifico fique vazio. Atender as ligações. Visitar — mesmo quando estamos cansados. Porque um dia, a cadeira à nossa frente estará vazia. Então, se está a ler isto, ligue para os seus pais hoje. Não porque eles pediram. Mas porque nunca pedirão. Eles apenas não querem incomodar!

domingo, dezembro 21, 2025

"To live is the rarest thing in the world. Most people just exist." (Oscar Wilde)

"To live is the rarest thing in the world. Most people just exist." (Oscar Wilde) People "talk a lot" but "say very little," or in other words, "those who talk a lot can do little"; but there are quiet people who do nothing at all! True love doesn't need a stage; it appears in simple actions, in sincere gestures, in the "I'm here"* when no one else is. Life is too short, so value those who add to your life in silence, those who are present without warning, even without needing to be seen. As José Saramago said, "Let's not be in a hurry, but let's not waste time," and the idea of ​​the Roman poet Horace (1st century BC) in his Odes, in the complete phrase carpe diem, quam minimum credula postero ("seize the day, trusting as little as possible in tomorrow"). The expression carpe diem becomes a motto for our lives, which warns that life is short and should be enjoyed intensely at every moment. Horace's advice can be summarized in the famous "Carpe Diem," which means "seize the day," emphasizing the importance of living intensely in the present, focusing on the opportunities and pleasures of the now, because the future is uncertain and life is short, making the most of the potential of the present moment instead of worrying excessively about tomorrow or lamenting the past—a philosophy of enjoying life as it happens, according to the Roman thinker. "There are only two days in the year when nothing can be done. One is called yesterday and the other is called tomorrow, therefore today is the right day to love, believe, do, and above all, live." (Dalai Lama)

“Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe.”(Oscar Wilde)

“Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe.”(Oscar Wilde) As pessoas “falam muito” mas “dizem muito pouco”, ou de outro modo “quem fala muito pode fazer pouco”; mas, existem pessoas caladas que não fazem mesmo nada! O amor verdadeiro não precisa de palco ele aparece nas atitudes simples, nos gestos sinceros, no “estou aqui”* quando ninguém mais fica. A vida é muito curta por isso, valoriza quem te acrescenta em silêncio, quem sem avisar está presente mesmo sem precisar ser visto. Como disse José Saramago; "Não tenhamos pressa, mas não percamos tempo" e a ideia do poeta romano Horácio (século I a.C.) nas suas Odes, na frase completa carpe diem, quam minimum credula postero ("aproveita o dia, confiando o mínimo possível no amanhã"). A expressão carpe diem torna-se um lema para a nossa vida, que alerta que a vida é breve e deve ser aproveitada intensamente a todo momento. O conselho de Horácio resume-se ao famoso "Carpe Diem", que significa "aproveita o dia" ou "colhe o dia", enfatizando a importância de viver intensamente o presente, focar nas oportunidades e prazeres do agora, pois o futuro é incerto e a vida é breve, aproveitando ao máximo as potencialidades do momento actual em vez de se preocupar excessivamente com o amanhã ou lamentar o passado, uma filosofia de aproveitar a vida enquanto ela acontece, segundo o pensador romano. “Só existem dois dias no ano que nada pode ser feito. Um se chama ontem e o outro se chama amanhã, portanto hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e principalmente viver.”(Dalai Lama)

sábado, dezembro 13, 2025

"What would your age be if you didn't know how old you are?" (Confucius)

"What would your age be if you didn't know how old you are?" (Confucius) We all have the perception that respect for the elderly has decreased in today's society, and this is shared by many. Data confirms that age discrimination, or ageism, is a real and structural problem. A study by the World Health Organization (WHO) indicated that 60% of the population believes that the elderly are not respected. As Eça de Queiros said: "Don't be afraid to think differently from others, be afraid to think the same and discover that everyone is wrong." Sometimes we forget that true greatness lies in the ability to treat everyone with equal consideration and respect, but respect should not be confused with tolerance, since no one is obliged to accept everything. A phrase attributed to Oscar Wilde says that, "old people believe everything, middle-aged people suspect everything, young people know everything." Some say, and it's true, that self-esteem is essential at all stages of life. From youth to old age, how we see ourselves influences our health, well-being, and relationships. For many people, aging can be challenging in terms of self-confidence – whether due to physical changes or the loss of some autonomy. But aging can also be synonymous with strength, wisdom, and beauty. Therefore, respect and admire the elderly, because if you are lucky, very lucky indeed, one day you may be one of them. And don't forget that, as Abraham Lincoln said, "In the end, it's not the years in your life that count. It's the life in your years."

“Qual seria a sua idade se não soubesse quantos anos tem?” (Confúcio)

“Qual seria a sua idade se não soubesse quantos anos tem?” (Confúcio) Todos temos a perceção de que o respeito pelos idosos diminuiu na sociedade actual e é partilhada por muitos, e os dados confirmam que a discriminação por idade, ou etarismo, é um problema real e estrutural. Um estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicou que 60% da população considera que os idosos não são respeitados. Como disse Eça de Queiros:“Não tenha medo de pensar diferente dos outros, tenha medo de pensar igual e descobrir que todos estão errados.” Por vezes esquecemo-nos que a verdadeira grandeza reside na habilidade de tratar todos com igual consideração e respeito, mas o respeito não deve ser confundido com a tolerância, uma vez que ninguém é obrigado a aceitar tudo. Uma frase que é atribuída a Oscar Wilde diz que, “os velhos acreditam em tudo, as pessoas de meia idade suspeitam de tudo, os jovens sabem tudo.” Há quem diga e é a verdade que a autoestima é essencial em todas as fases da vida. Desde a juventude até à velhice, a forma como nos vemos influencia a nossa saúde, o nosso bem-estar e as nossas relações. Para muitas pessoas, o envelhecimento pode ser desafiante relativamente à autoconfiança – quer seja pelas mudanças físicas, quer pela perda de alguma autonomia. Mas envelhecer também pode ser sinónimo de força, sabedoria e beleza. Por isso, respeite e admire os idosos, pois se tiver sorte, mas muita sorte mesmo, um dia poderá ser um deles. E não esqueça que como disse Abraham Lincoln:“No fim, não são os anos na tua vida que contam. É a vida nos teus anos”.