domingo, março 08, 2026

Podemos diferir nas eventuais soluções, mas não neste diagnóstico! E eu não sou um “liberal”….

Podemos diferir nas eventuais soluções, mas não neste diagnóstico! E eu não sou um “liberal”…. Tudo isto a propósito da “noticia” de hoje em diversos jornais e nas tvs da intervenção do ex-primeiro ministro do PSD Passos Coelho, numa conferência do Instituto Liberdade (sábado, dia 28 de Fevereiro de 2026) para dar uma aula e mostrar que “continua com ideias para reformar o nosso País.” Entre outras coisas, apresentou um “eventual diagnóstico” com o qual é merecedor da nossa concordância e certamente de outras pessoas, mas não apresentou soluções, e aí talvez, uma das nossas diferenças!!! Muitos dos políticos, ou quase todos, fazem “excelentes” diagnósticos das situações, no entanto quando chegam ao “poder” rapidamente se “esquecem ou fazem-se esquecidos” do que prometeram. Como disse Séneca, o filósofo:”É necessário calcular a própria capacidade, pois muitas vezes, suportamos mais do que devíamos, ou tentamos fazer mais do que podemos." 1. Todos devíamos saber que dificilmente daqui a 10/15 anos, cerca de 90% dos cidadãos não conseguem viver com o nível das reformas ou pensões actuais!!! É um facto indesmentível….mas que soluções??? 2. O nosso Serviço Nacional de Saúde, (SNS) tornou-se um serviço publico para os pobres!!! …mas e as soluções? 3. No estado não há pessoas a mais!!! mas os serviços públicos prestados aos cidadãos, para além da enorme burocracia, cada vez demoram mais tempo ou não resolvem as situações… e a solução ou soluções? 4. Estamos a perder ou a ficarmos de fora da Inteligência Artificial, (IA) com enorme influência numa transformação tecnológica que é considerada como uma oportunidade estratégica. Mas que soluções? 5. Num país marcado pelo envelhecimento dos cidadãos devemos e temos de reconhecer uma grande necessidade da imigração, defendendo um modelo mais estruturado e orientado para as necessidades do mercado de trabalho, “que não levante problemas de instabilidade social, nem de insegurança pública”, em que a integração eficaz é vista como condição para evitar tensões sociais futuras…. falta é uma solução ou soluções politicas e estratégicas para estas situações. Não subestimamos as capacidades do ex-primeiro ministro, da mesma maneira não deve ser subestimada a capacidade dos cidadãos, devemos cultivar essa capacidade para podermos julgar com rigor e honestidade. As discussões sobre estes temas podem e devem ser feitas, com factos, até podem ser mais acesas mas jamais usando a violência, seja ela física, verbal ou psicológica, isso não é liberdade, é falta de educação e é abuso da liberdade que nos foi concedida e que tanto custou a adquirir. Uma coisa é a discussão emotiva outra é a agressão….

Sem comentários: