WE ARE ABLE TO DO OUR BEST! “É das coisas, que os sonhos são feitos.” It is about things, that dreams are made." (William Shakespeare
quinta-feira, outubro 22, 2026
Querem proibir as trotinetas….?????.
Querem proibir as trotinetas….?????.
Há por aí quem queira acabar com as trotinetas, ( o presidente da câmara de Lisboa do PSD+CDS+ Chega) com a alegação de que desorganizam o espaço público, estão ligadas ao aumento dos acidentes e representam um risco para os peões, em especial para as pessoas com mobilidade reduzida, os idosos e as crianças. (Esqueceu-se ou fez-se esquecido, dos inúmeros carros que invadiram Lisboa e outras áreas).
Permitam-me que gostaria da abordagem do problema de outra perspectiva, nomeadamente a do desrespeito flagrante pelo Código da Estrada (aplica-se a todos) e pelas regras do mais elementar bom senso. Os comportamentos que estão na base da grave sinistralidade rodoviária portuguesa explicam por que razão a chamada mobilidade suave trouxe para as ruas da cidade comportamentos que ajudam a explicar esta decisão. fectivamente, esta mobilidade nada tem de suave: é, sim, selvagem!
Quando um condutor de trotineta (muitos deles com carta de condução) não respeita um semáforo, circula em contramão ou em cima dos passeios, a insegurança que provoca é da sua inteira responsabilidade, e não do equipamento, nem das regras do Código da Estrada. Quando, nas vários locais do país, uma trotineta circula em cima do passeio, por vezes com duas pessoas, e atravessa uma passadeira com o sinal vermelho para os peões, na presença das autoridades, estamos a legitimar o que é proibido e a deixar que as infracções se transformem em regra. Quando, nesses locais, de manhã e à tarde, se assiste à chegada de alguns pais que transportam os filhos de trotineta para os deixar na escola, não só estamos a assistir ao incumprimento das regras como estamos a transmitir um péssimo exemplo aos mais jovens. Quando, em especial, nas cidade de Lisboa e Porto, empresas de animação turística promovem tours pela cidade, utilizando bicicletas eléctricas e Segways como meio de transporte e circulando nos passeios, ou a Câmara Municipal de Lisboa e Porto autoriza (obviamente mal e em violação das mais elementares regras legais) esta circulação ou a empresa promotora do evento está a incumprir as regras legais que todos os cidadãos são obrigados a respeitar. Se ocorrer um acidente, é provável que a companhia seguradora levante problemas ao pagamento das indemnizações devidas, pelo facto de o veículo estar a ser utilizado num local onde é proibido circular. É importante salientar que os turistas vão equipados com capacetes, que um Segway pesa cerca de 60kg e que, somado o peso do turista, o conjunto nunca fica abaixo dos 130kg. Uma pessoa está completamente desprotegida se for atropelado por um destes veículos. Neste sentido, a proibição é, antes de mais, o reconhecimento de que, nos vários locais, os condutores não cumprem o Código da Estrada e de que as autoridades assistem passivamente a estes comportamentos sem actuarem nem autuarem. Fazer desaparecer as trotinetas não muda os comportamentos dos seus condutores, pelo que o objectivo desta medida continuará comprometido, esueceram-se da já famosa frase de Montaigne: "Proibir algo é despertar o desejo.”
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