WE ARE ABLE TO DO OUR BEST! “É das coisas, que os sonhos são feitos.” It is about things, that dreams are made." (William Shakespeare
sexta-feira, outubro 23, 2026
The clocks change on Sunday (October 25th): what effects could this have on our health? Isn't the EU (European Union) going to end the time change after all?
The time change (whether to summer or winter time) messes with our routine, our sleep, and our perception of time. As Paulo Coelho said in a phrase attributed to him: "There is nothing completely wrong in the world. Even a stopped clock manages to be right twice a day." In fact, changing the time forces the body and mind to readjust. But let's get back to the facts. If you have a digital clock, it automatically updates the time! Portugal returns to winter time in the early morning of October 25th. Therefore, in the early morning of next Sunday (October 25th), Portugal will return to winter time. Clocks will go back one hour, a change that is repeated every year, although the European Union has been discussing since 2018... the possibility of ending this practice. The process continues without a decision, but the European Commission has launched a new study to assess the consequences of adopting a permanent time.
1. When does the time change and what needs to be done with the clocks?
The change takes place in the early hours of Saturday, October 24, to Sunday, October 25. In mainland Portugal and Madeira, when it is 2 am, clocks should be set back one hour, returning to 1 am. In the Azores, the adjustment is made at 1 am, becoming 00:00. Most cell phones, computers and other electronic devices make the change automatically, provided the automatic time setting is activated.
2. Will we sleep an extra hour? And what happens to daylight?
Yes, the clocks being set back means that Sunday has 25 hours in practice, allowing for an extra hour of sleep for those who maintain their usual wake-up time. The main difference will be felt in the distribution of natural light: the sun will rise and set earlier, according to the clock.
3. Why do we continue to change the clocks twice a year?
The seasonal change was adopted in several European countries to better utilize natural light and reduce energy consumption, mainly through less use of artificial lighting. However, the energy benefits are now considered reduced. The European Commission itself acknowledged, when it proposed ending the practice in 2018, that studies pointed to marginal savings. In the European Union, the changes are harmonized to avoid calendar differences between countries, particularly in transport and economic activities. Daylight saving time begins on the last Sunday of March and ends on the last Sunday of October.
4. What effects can the time change have on health?
The time change can temporarily disrupt sleep patterns and the biological clock, responsible for regulating rest and wake cycles. Some people may feel more tired or have difficulty adapting in the following days. Studies, however, point to more pronounced effects when switching to daylight saving time in March, when an hour of sleep is lost (unlike what will happen this Sunday).
5. Hadn't the European Union decided to end the time change?
The proposal exists, but it has never been definitively approved. In 2018, the European Commission advocated for the end of seasonal changes, following a public consultation that received 4.6 million responses, of which 84% were in favor of the measure — but it was a voluntary consultation and not a representative survey of the European population. The following year, the European Parliament approved the end of the practice, initially scheduled for 2021. But the member states did not reach an agreement in the Council of the European Union, preventing the changes from coming into effect, and other issues, such as the Covid-19 pandemic, ended up pushing the issue to the back burner.
6. Why is it so difficult to reach an agreement? And what would be the impact on Portugal?
The main problem lies in choosing the time that each country would adopt throughout the year. Permanently maintaining summer time would allow more light in the late afternoon, but would also make the sun rise later during the winter; the permanent adoption of winter time would have the opposite effect. In Portugal, a report prepared in 2018 by the Lisbon Astronomical Observatory warned that if daylight saving time were maintained throughout the year, the sun would rise between eight and nine in the morning for about four months. On the other hand, maintaining winter time in the summer would also cause the sun to rise around five in the morning, reducing the available light in the late afternoon. The Observatory therefore defended maintaining the current system. The European discussion also involves the need to avoid time zone differences that could hinder economic and transport relations between neighboring countries.
7. Is there any new development that would allow us to end the time change?
The European Commission is trying to relaunch the discussion. After the Polish presidency of the Council of the European Union proposed a two-year trial period with permanent summer time in 2025, member states requested more information on the consequences of the measure. Brussels launched a study in February of this year evaluating ten different scenarios, including the permanent maintenance of summer time or winter time and the effects of possible time zone differences between countries. The analysis covers areas such as the economy, energy, transport, and public health, with completion expected by the end of this year. The results could help restart negotiations, but there is still no timetable for a decision. Until then, the rules remain. “We value things not for what they are worth, but for what they mean to us.” (Gabriel García Márquez)
A hora muda no domingo (25 de Outubro): que efeitos é que isso pode ter na nossa saúde? A UE (União Europeia) não ia afinal acabar com a mudança da hora?
A hora muda no domingo (25 de Outubro): que efeitos é que isso pode ter na nossa saúde? A UE (União Europeia) não ia afinal acabar com a mudança da hora?
A mudança de hora (seja para o horário de verão ou de inverno) mexe com a nossa rotina, com o nosso sono e com a nossa perceção que temos do tempo. Como disse Paulo Coelho numa frase que lhe foi atribuída :“Não existe nada de completamente errado no mundo. Mesmo um relógio parado consegue estar certo duas vezes por dia." Na verdade mudar a hora obriga o corpo e a mente a reajustarem-se. Mas voltamos as factos . Se tem um relógios digital já atualiza automaticamente a hora! Portugal regressa ao horário de inverno na madrugada de 25 de outubro. Por isso, na madrugada do próximo domingo, (25 de outubro), Portugal volta a entrar no horário de inverno. Os relógios vão recuar uma hora, uma mudança que se repete todos os anos, apesar de a União Europeia discutir desde 2018…. a possibilidade de acabar com esta prática. O processo continua sem uma decisão, mas a Comissão Europeia lançou um novo estudo para avaliar as consequências da adoção de um horário permanente.
1. Quando muda a hora e o que é preciso fazer aos relógios?
A mudança acontece na madrugada de sábado, 24 de outubro, para domingo, dia 25. Em Portugal continental e na Madeira, quando forem 2h, os relógios devem ser atrasados uma hora, voltando a marcar 1h. Nos Açores, o acerto é feito à 1h, passando a ser 00h. A maioria dos telemóveis, computadores e outros dispositivos eletrónicos fazem a alteração automaticamente, desde que esteja ativada a definição da hora automática.
2. Vamos dormir mais uma hora? E o que acontece à luz do dia?
Sim, o atraso dos relógios faz com que o domingo tenha 25 horas, na prática, o que permite dormir mais uma hora, a quem mantiver o horário habitual de despertar. A principal diferença será sentida na distribuição da luz natural: o sol vai nascer e pôr-se mais cedo, de acordo com o relógio.
3. Por que é que continuamos a mudar a hora duas vezes por ano?
A mudança sazonal foi adotada em vários países europeus para aproveitar melhor a luz natural e reduzir o consumo de energia, sobretudo através de uma menor utilização da iluminação artificial. No entanto, os benefícios energéticos são hoje considerados reduzidos. A própria Comissão Europeia reconheceu, quando propôs acabar com a prática em 2018, que os estudos apontavam para poupanças marginais. Na União Europeia, as mudanças estão harmonizadas para evitar diferenças de calendário entre países, nomeadamente nos transportes e nas atividades económicas. O horário de verão começa no último domingo de março e termina no último domingo de outubro.
4. Que efeitos pode ter a mudança da hora na saúde?
A alteração do horário pode perturbar temporariamente os padrões de sono e o relógio biológico, responsável por regular os ciclos de descanso e de vigília. Algumas pessoas podem sentir maior cansaço ou dificuldade de adaptação nos dias seguintes. Os estudos apontam, contudo, para efeitos mais pronunciados na passagem para o horário de verão, em março, quando se perde uma hora de sono (ao contrário do que acontecerá neste domingo).
5. A União Europeia não tinha decidido acabar com a mudança da hora?
A proposta existe, mas nunca chegou a ser aprovada em definitivo. Em 2018, a Comissão Europeia defendeu o fim das mudanças sazonais, na sequência de uma consulta pública que recebeu 4,6 milhões de respostas, das quais 84% foram favoráveis à medida — só que foi uma consulta voluntária e não uma sondagem representativa da população europeia. No ano seguinte, o Parlamento Europeu aprovou o fim da prática, inicialmente previsto para 2021. Mas os Estados-membros não chegaram a acordo no Conselho da União Europeia, impedindo a entrada em vigor das alterações, e outros temas, como a pandemia de covid-19, acabaram por atirar o tema para terceiro plano.
6. Porque é que é tão difícil chegar a acordo? E qual seria o impacto em Portugal?
O principal problema está na escolha do horário que cada país passaria a adotar durante todo o ano. Manter permanentemente a hora de verão permitiria ter mais luz ao final da tarde, mas também faria o sol nascer mais tarde durante o inverno; já a adoção permanente da hora de inverno teria o efeito contrário. Em Portugal, um parecer elaborado em 2018 pelo Observatório Astronómico de Lisboa alertou que, se fosse mantido o horário de verão durante todo o ano, o sol nasceria entre as oito e as nove da manhã durante cerca de quatro meses. Por outro lado, manter o horário de inverno também no verão faria o sol nascer perto das cinco da manhã, reduzindo a luminosidade disponível ao final da tarde. O Observatório defendeu, por isso, a manutenção do sistema atual. A discussão europeia envolve ainda a necessidade de evitar diferenças horárias que possam dificultar as relações económicas e os transportes entre países vizinhos.
7. Há alguma novidade que permita acabar com a mudança da hora?
A Comissão Europeia está a tentar relançar a discussão. Depois de, em 2025, a presidência polaca do Conselho da União Europeia ter proposto um período experimental de dois anos com a hora de verão permanente, os Estados-membros pediram mais informação sobre as consequências da medida. Bruxelas lançou, em fevereiro deste ano, um estudo que avalia dez cenários diferentes, incluindo a manutenção permanente da hora de verão ou da hora de inverno e os efeitos de eventuais diferenças horárias entre países. A análise abrange áreas como a economia, a energia, os transportes e a saúde pública, estando prevista a sua conclusão até ao final deste ano. Os resultados poderão ajudar a retomar as negociações, mas ainda não existe um calendário para uma decisão. Até lá, as regras mantêm-se. “Damos um valor as coisas, não por aquilo que valem, mas por aquilo que para nós significam.” (Gabriel García Márquez)
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