“THE BIGGER THE DREAM IS, THE LONGER IS THE WAIT!”
(Suh Yoon Lee)
"Nobody dares to predict how it will be going forward.”
Life experience tells us that to make big dreams come true it will take great sacrifices and, in some cases, a long wait. Perhaps it is so or not everyone believes it to be so.
I belong to a generation, like many of us who lived most of their lives in a state of emergency: the emergency of going to the overseas war, the dictatorship, the end of the empire, the construction of a new regime resulting from the "revolution" , new relationships with the world, etc. A generation that left home, around the age of 20, that came to life in Africa for each other around the world to which they emigrated. We have to admit that many life projects fell apart like a deck of cards, many courses remained unfinished, but many of us, we have to consider that we were lucky because we went and came back, which did not happen to thousands of other young people who gave your life for nothing and for nothing! That's why, and maybe we know that not all dreams come true, but we can always dream new dreams, being aware that dreams are not impossible, only people don't know how to make them come true. “Our biggest weakness is giving up. The surest way to win is to try again. ” (Thomas Edison)
In fact, if we stand in the same place, we will never be able to achieve what we desire. We have to be inspired and find the courage to realize our biggest dreams, regardless of the fears that surround us! We need a lot of willpower to take enough chances! As Michelle Obama said: “We will not always have a comfortable life and we will not always be able to find solutions to our problems at once. But never underestimate its importance, because history has already shown us that courage can be contagious and that hope can have a life of its own ”.
I believe I have already written it, that this is not mine and that of many others our time. Time calls for time. And while we ask, day by day, how long time can take, I think it depends on everyone to stop the epidemic of misinformation. It depends on everyone to stop the covid-19. Whether we like it or not, the so-called “new coronavirus” enters us, at all times, at home without asking for permission, on television, on social media, by the messages we receive and by any call or video call we make, in the management of our time and to endure loneliness and isolation. There are many unanswered questions, and news that at every moment changes what it was before. We all feel that the conditions for social panic are in place and it is becoming increasingly difficult to trust the information or decisions and directions we receive. “In the difficult moments of my life, I remembered that in the history of humanity, love and truth have always won. “(Mahatma Gandhi)
We can and must exercise an effective citizenship right by “becoming” public health agents by questioning, investigating, choosing the best sources of information. We are public health agents by keeping an eye on information and not sharing and spreading messages from unofficial sources. We are public health agents when consulting official media such as WHO and DGS, and whenever any of our friends have doubts, share reliable information with them.
The time has come to stop. We are in pause mode. Life goes on in moments. “What really matters is not the night itself, it is dreams. Dreams that man always dreams, everywhere, at all times of the year, sleeping or awake. ”(William Shakespeare)
WE ARE ABLE TO DO OUR BEST! “É das coisas, que os sonhos são feitos.” It is about things, that dreams are made." (William Shakespeare
segunda-feira, março 23, 2020
“QUANTO MAIOR É O SONHO, MAIS LONGA É A ESPERA!” (Suh Yoon Lee)
“QUANTO MAIOR É O SONHO, MAIS LONGA É A ESPERA!”
(Suh
Yoon Lee)
"Ninguém se atreve a prever como
vai ser daqui para a frente.”
A experiência de vida diz-nos que para
realizarmos grandes sonhos será preciso grandes sacrifícios e, em alguns casos,
uma longa espera. Talvez assim seja ou nem todos acreditam que seja assim.
Sou de uma geração, como muitos de nós que viveu boa parte da sua vida
em estado de emergência: a emergência de ir para a guerra do ultramar, da ditadura, do fim do
império, da construção de um novo regime resultante da “revolução”, de novas
relações com o mundo etc. Uma geração que saiu de casa, por volta dos 20 anos,
que se fez à vida em África uns e outros
pelo mundo para onde emigrou. Temos que
admitir que muitos projectos de vida caíram por terra como um baralho de
cartas, muitos cursos ficaram por terminar, mas muitos de nós, temos que considerar que tivemos sorte porque fomos e
voltamos, o que não aconteceu a milhares de outros jovens que deram a sua vida
por nada e para nada! É por isso, e talvez que sabemos que nem todos os sonhos se realizam, mas podemos sempre
sonhar novos sonhos, tendo a consciência que os sonhos não são impossíveis, só as pessoas é que
não sabem como realizá-los. “A nossa maior fraqueza está em desistir. O
caminho mais certo de vencer é tentar mais uma vez.” (Thomas Edison)
Na verdade se ficarmos parados no mesmo lugar, nunca seremos capazes de
alcançar aquilo que desejamos. Temos que nos inspirar e encontrar a coragem
para realizar os nossos maiores sonhos, independentemente dos medos que nos cercam!
Precisamos de muita força de vontade para nos arriscarmos o bastante! Como terá dito Michelle
Obama: “Nem sempre teremos uma vida confortável e nem sempre estaremos aptos
a encontrar soluções para os nosso problemas de uma vez. Mas nunca subestimem a
sua importância, porque a história já nos mostrou que a coragem pode ser
contagiosa e que a esperança pode ter vida própria”.
Creio que já o escrevi, que este não é o meu e de
muitos outros o nosso tempo. O tempo pede tempo. E enquanto perguntamos, dia a
dia, quanto tempo o tempo pode ter, penso que depende de todos travar a
epidemia da desinformação. Depende de todos travar a covid-19. Quer
queiramos quer não o chamado “novo coronavírus” entra-nos, a toda a hora, em casa sem pedir licença, pela televisão, pelas
redes sociais, pelas mensagens que recebemos e por qualquer chamada ou
videochamada que fazemos, na gestão do nosso tempo e para aguentar a solidão e o
isolamento. Existem muitas perguntas sem respostas, e notícias que a cada
instante mudam o que era antes. Todos sentimos que estão criadas as condições para o pânico social e
torna-se cada vez mais difícil confiar na informação ou nas decisões e
indicações que recebemos. “Nos momentos de dificuldade de minha vida,
lembrei-me que na história da humanidade o amor e a verdade sempre venceram. “(Mahatma
Gandhi)
Podemos e devemos exercer um efectivo direito de
cidadania ao “tornar-nos” agentes de saúde pública ao questionar, investigar,
ao escolher as melhores fontes de informação. Somos agentes de saúde pública ao
mantermo-nos atentos à informação e ao não partilhar e propagar mensagens de
fontes não oficiais. Somos agentes de saúde pública ao consultar os meios de
informações oficiais como a OMS e DGS, e sempre que algum dos nossos amigos tenha
dúvidas partilhar com eles a informação fidedigna.
Chegou o tempo de parar. Estamos em modo de
pausa. A vida segue dentro de momentos. “O que interessa mesmo não é a noite
em si, são os sonhos. Sonhos que o homem sonha sempre, em todos os lugares, em
todas as épocas do ano, dormindo ou acordado.”(William Shakespeare)
sexta-feira, março 20, 2020
NOS MOMENTOS DIFICEIS É QUE APARECEM OS VERDADEIROS JORNALISTAS!
NOS MOMENTOS DIFICEIS É QUE APARECEM OS VERDADEIROS JORNALISTAS!
A função prioritária de um jornalista é relatar
os factos de interesse público colectivo, transformando essa informação rigorosa,
de modo a que a mesma seja credível e entendível pelas pessoas. O que temos assistido
na generalidade dos órgãos de imprensa portuguesa, em especial nas tvs, “é o
vale tudo pelas audiências”.
Por isso hoje ao ouvir na TSF a cronica de Paulo Baldaia
– jornalista da chamada velha guarda – entendi que tinha que contribuir para o
seu conhecimento publico, embora em abono da verdade , hesitei em partilhá-lo,
porque ele é mais do que todos os outros.
“Salvar-se para
merecer ser salvo. a opinião de Paulo Baldaia
O negócio
da comunicação social, que já estava em crise, vai sofrer de modo particular
com a quase paralisação da economia, provocada pela pandemia do novo
coronavírus. Não podemos ficar indiferentes ao facto desta machadada atingir de
forma muito dura um sector que é crucial neste combate e que mantém os seus
custos, mas que está a perder grande parte das suas receitas. Nunca os jornais,
rádios, televisões e os seus online tiveram tanta audiência e nunca a
informação rigorosa foi tão necessária. Quando a economia para, as receitas
publicitárias são as primeiras a desaparecer. Garantir a viabilidade económica
das empresas de comunicação social, proposta altamente impopular nas redes
sociais, numa situação altamente crítica como a que vivemos, é uma obrigação de
qualquer governo em Democracia, mas salvar o jornalismo continua a ser uma
tarefa exclusiva dos jornalistas. O que vimos, lemos e ouvimos nos últimos
tempos deu sinais altamente contraditórios. Se, por um lado, a utilidade e o
rigor da informação dos órgãos de comunicação social fez contraponto com a
inutilidade e falsidade de muita informação das redes sociais, por outro lado,
fez-nos desperdiçar o tempo numa corrida em que procuravam adivinhar o que o
governo ia decidir. E quando falharam, a culpa foi sempre da realidade. Pior,
em muitos casos, foi notório o ressabiamento dos jornalistas com o governo pelo
facto de o governo não ter decretado proibições que os jornalistas garantiam
que iam acontecer. No deve e haver, nada supera a utilidade dos órgãos de
comunicação social na capacidade de dar aos portugueses informação útil e
rigorosa. Por agora, é preciso que os jornalistas abdiquem de correrias sem
sentido e que o poder político comece a elaborar um plano para salvar as
empresas de comunicação social que demonstrarem que merecem ser salvas.”
Como cidadão que pago e paguei sempre todos os meus
impostos nunca concordarei com um governo que “possa vir dar ou subsidiar com o dinheiro pago pelos
portugueses a imprensa e as tvs” – na generalidade, com muito raras excepções a
imprensa, e em especial as TVS tem sido a “erva daninha” do nosso estado de
direito e prejudicado seriamente os cidadãos e o interesse publico que deviam
prosseguir .
Em Portugal, há alguns bons jornalismo e há bons
profissionais. Mas aquilo a que assistimos recentemente, designadamente em
reportagens nas TVs, não é jornalismo de investigação. É, apenas, uma negação
do jornalismo, que violam a liberdade e a dignidade, de pessoas e das instituições.
E o que fez ou faz a Procuradoria Geral da Republica? Tanto que se saiba ,
somos um estado de direito, e ninguém está acima da Lei?
quarta-feira, março 18, 2020
Fear, the unknown, uncertainty and survival.
Fear, the unknown, uncertainty and survival.
Today it came to my mind that there are still more than 400 thousand Portuguese people who know from experience what fear, the survival instinct, the unknown and the uncertainty of tomorrow are. If we are told that we have to be patient, but at the same time sympathetic and responsible, the time has come to pass on to our children, grandchildren and all our friends this experience, which knocked on our door in certain moment of our life and how we survived a war, where “young people like us did the work of adults… and where we were one for all and all for one!”
As popular wisdom says: "Fear erodes and destroys!" And the human being, as something imperfect that he is and always will be, is naturally a being frightened and full of uncertainty when faced with the unknown. But it is not a shame to be afraid! We can and must learn to live with all this, to fight and to overcome, but we will never get rid of everything that leaves us with doubts, suspicions and fears.
Let's be very clear, it is socially irresponsible - absurd negligence - to say and think “it won't affect me”, “I won't change my life because of this” or “I'm not part of high-risk groups, so I'm good". It is everyone's responsibility to raise our voices when we see this type of speech and correct it immediately.
We are nostalgic, unsettled ... The labels are many, but how do we behave today? What about the mood of the Portuguese? Are we even more pessimistic? Annoying or cautious? And what more can be said about the mood of the Portuguese, going beyond the labels of inveterate nostalgic, hospitable but sullen, people trapped by nostalgia for fado? Increasingly accelerated lives, stress, burnout, connected, digital ... What characterizes the collective behavior of the Portuguese today will not be much different from what happens throughout the Western world. If these are unlikely to be exclusive Portuguese brands, there is some irony: being unkempt, one of the Portuguese brand images, may not be a good help in the face of “strange” times “We really are unkempt. But doing things, in some ways, discourages people from thinking about what they can do to change ”. We are shaped by others. We are completely dependent on technological means. Respect gave way to cynicism. The balance between panic and inertia is difficult to get right, as we have never experienced a situation like this in the contemporary era. We need to be willing to radically change our ways of life - and perhaps even the way we think about the society in which we live. And the reason, probably, is not to protect yourself, but to help society as a whole and the most fragile and exposed people. It is time to think of others in fact.
Stay at home, don’t hoard consumer goods, follow the technical instructions issued by health agencies, contact them but don’t go in person, think about your family and the others who also have a family to better take care of others, and think that no one needs either of dead heroes.
I want to make it very clear that the daydreams of irresponsibility apply to those who stroll along beaches, terraces, discos or shopping centers, in flocks of sparrows on the loose, on the basis of instinct, without the ability to think like human beings.
And those who consider people over 60 years old or patients with other chronic diseases (co-morbidities) to be disposable, is an objectionable attitude that reminds Nazism, in absolute contempt for life, an attitude that should deserve ours. discontent, our revolt, our contempt, in praise of life and humanism.
We will have to reflect on the day after the virus was defeated… .we just don't know, nor does anyone know when that day comes !!! only state powers are able to impose a state of exception. We have to accept it because there are absolutely no alternatives. That is why measures are called for to stop abuses - that is, more social control. So let us stop the witch hunt, ask whose fault it is or why all this happened, and ask first what we can learn from this. I think we all have a lot to think about and do. We started today because tomorrow may be late! Sometimes we say that “we have to pay a price”… .maybe it is correct!
Today it came to my mind that there are still more than 400 thousand Portuguese people who know from experience what fear, the survival instinct, the unknown and the uncertainty of tomorrow are. If we are told that we have to be patient, but at the same time sympathetic and responsible, the time has come to pass on to our children, grandchildren and all our friends this experience, which knocked on our door in certain moment of our life and how we survived a war, where “young people like us did the work of adults… and where we were one for all and all for one!”
As popular wisdom says: "Fear erodes and destroys!" And the human being, as something imperfect that he is and always will be, is naturally a being frightened and full of uncertainty when faced with the unknown. But it is not a shame to be afraid! We can and must learn to live with all this, to fight and to overcome, but we will never get rid of everything that leaves us with doubts, suspicions and fears.
Let's be very clear, it is socially irresponsible - absurd negligence - to say and think “it won't affect me”, “I won't change my life because of this” or “I'm not part of high-risk groups, so I'm good". It is everyone's responsibility to raise our voices when we see this type of speech and correct it immediately.
We are nostalgic, unsettled ... The labels are many, but how do we behave today? What about the mood of the Portuguese? Are we even more pessimistic? Annoying or cautious? And what more can be said about the mood of the Portuguese, going beyond the labels of inveterate nostalgic, hospitable but sullen, people trapped by nostalgia for fado? Increasingly accelerated lives, stress, burnout, connected, digital ... What characterizes the collective behavior of the Portuguese today will not be much different from what happens throughout the Western world. If these are unlikely to be exclusive Portuguese brands, there is some irony: being unkempt, one of the Portuguese brand images, may not be a good help in the face of “strange” times “We really are unkempt. But doing things, in some ways, discourages people from thinking about what they can do to change ”. We are shaped by others. We are completely dependent on technological means. Respect gave way to cynicism. The balance between panic and inertia is difficult to get right, as we have never experienced a situation like this in the contemporary era. We need to be willing to radically change our ways of life - and perhaps even the way we think about the society in which we live. And the reason, probably, is not to protect yourself, but to help society as a whole and the most fragile and exposed people. It is time to think of others in fact.
Stay at home, don’t hoard consumer goods, follow the technical instructions issued by health agencies, contact them but don’t go in person, think about your family and the others who also have a family to better take care of others, and think that no one needs either of dead heroes.
I want to make it very clear that the daydreams of irresponsibility apply to those who stroll along beaches, terraces, discos or shopping centers, in flocks of sparrows on the loose, on the basis of instinct, without the ability to think like human beings.
And those who consider people over 60 years old or patients with other chronic diseases (co-morbidities) to be disposable, is an objectionable attitude that reminds Nazism, in absolute contempt for life, an attitude that should deserve ours. discontent, our revolt, our contempt, in praise of life and humanism.
We will have to reflect on the day after the virus was defeated… .we just don't know, nor does anyone know when that day comes !!! only state powers are able to impose a state of exception. We have to accept it because there are absolutely no alternatives. That is why measures are called for to stop abuses - that is, more social control. So let us stop the witch hunt, ask whose fault it is or why all this happened, and ask first what we can learn from this. I think we all have a lot to think about and do. We started today because tomorrow may be late! Sometimes we say that “we have to pay a price”… .maybe it is correct!
O medo, o desconhecido, a incerteza e a sobrevivência.
O medo, o desconhecido, a incerteza e a sobrevivência.
Hoje surgiu no meu pensamento que ainda há mais
de 400 mil portugueses que sabem, por experiência própria o que é o medo, o
instinto de sobrevivência, o desconhecido e a incerteza do amanhã. Se nos dizem
que temos de ser pacientes, mas ao mesmo tempo solidários e responsáveis é
chegado o momento de transmitir aos filhos(as),netos(as) e a todos os amigos (as) essa nossa
experiência, que nos bateu à porta em determinado momento da nossa de vida e
como sobrevivemos numa guerra, onde “jovens como nós fizemos o trabalho de
graúdos…e onde eramos um por todos e todos por um!”
Como diz a sabedoria popular: “O medo corrói e
destrói!”. E o ser humano, como algo imperfeito que é e sempre será, é
naturalmente um ser amedrontado e cheio de incertezas quando perante o
desconhecido. Mas, não é vergonha ter medo! Podemos e devemos aprender a viver
com tudo isso, a combater e a ir ultrapassando, mas nunca nos livraremos em
definitivo de tudo o que nos deixa com dúvidas, desconfianças e medos.
Vamos ser muito claros , é socialmente
irresponsável – uma negligência absurda – dizer e pensar “isso não vai me afectar”,
“eu não vou mudar a minha vida por causa disso” ou “não faço parte de grupos de
alto risco, então estou de boas”. É responsabilidade de todos levantar as nossas
vozes quando vemos esse tipo de discurso e corrigi-lo de imediato.
Somos saudosistas, desenrascados... Os rótulos
são muitos, mas como nos comportamos hoje? Que dizer do estado de espírito dos
portugueses? Estamos mesmo mais pessimistas ? Irritantes ou cautelosos? E que
mais se pode dizer do estado de espírito dos portugueses, indo além dos rótulos
de inveterados saudosistas, hospitaleiros mas soturnos, povo preso à nostalgia
do fado? Vidas cada vez mais aceleradas, stresse, burnout, ligados, digital...
O que marca hoje o comportamento colectivo dos portugueses não será muito
diferente do que acontece um pouco por todo o mundo ocidental. Se estas
dificilmente serão marcas exclusivas portuguesas, há alguma ironia: ser
desenrascado, uma das imagens de marca lusas, pode não ser um bom auxílio face
a tempos “estranhos” “Somos mesmo desenrascados. Mas o desenrascar, em certos
aspectos, desmotiva as pessoas de pensar no que podem fazer para mudar”. Somos
formatados pelos outros. Estamos completamente dependentes dos meios
tecnológicos. O respeito deu lugar ao cinismo. O balanço entre pânico e inércia
é difícil de acertar, pois nunca vivemos uma situação assim na era
contemporânea precisamos estar dispostos a mudar radicalmente os nossos modos
de vida – e talvez até o jeito que pensamos sobre a sociedade em que vivemos. E
a razão, provavelmente, não é para proteger a si mesmo, mas para ajudar a
sociedade como um todo e as pessoas mais frágeis e expostas. É hora de pensar
nos outros de facto.
Fiquem em casa, não açambarquem bens de consumo,
cumpram as indicações técnicas emitidas pelos órgãos de saúde, contactem-mas não
vão presencialmente, pensem na vossa família e nos outros que também têm
família para melhor cuidarmos dos outros, e pensem que também ninguém precisa
de heróis mortos.
Quero deixar bem claro que os devaneios de irresponsabilidade
aplica-se àqueles que se passeiam por praias, esplanadas, discotecas ou centros
comerciais, em bandos de pardais à solta, na base do instinto, sem capacidade
de pensar como seres humanos.
E, aqueles que consideram as pessoas que têm mais
de 60 anos ou os doentes com outras doenças crónicas (co-morbilidades) como
descartáveis, é uma atitude censurável que faz lembrar o nazismo, em absoluto
desprezo pela vida, atitude que deve merecer o nosso descontentamento, a nossa
revolta, o nosso desprezo, em louvor à vida e ao humanismo.
Vamos ter de reflectir sobre o dia seguinte à
derrota do vírus….só não sabemos, nem ninguém sabe quando chega esse dia!!! só os poderes do Estado conseguem impor um estado
de excepção. Temos de o aceitar por absoluta inexistência de alternativas. Por isso se pedem medidas para travar abusos – ou
seja, mais controlo social. Por isso, deixemo-nos da caça às bruxas, de
perguntar de quem é a culpa ou porque é que tudo isto aconteceu, e perguntemos
antes o que podemos aprender com isto. Creio que temos todos muito para reflectir
e fazer. Começamos hoje porque amanhã pode ser tarde! Por vezes dizemos que “é
preciso pagar um preço”….talvez esteja correcto!
sexta-feira, março 13, 2020
These are times that are not ours! “These are dark times, there is no denying it…” (Albus Dumbledore -Harry Potter)
These are times that are not ours! “These are dark times, there is no denying it…” (Albus Dumbledore -Harry Potter)
These times are very demonstrative as the current society is completely vulnerable to an event that comes out of the predictability of the “ordinary things of the day” and we are led to think that all this is nothing more than “the power of nature”!
Being sure that nature, over the centuries, has been a source of observation and inspiration for the most creative and even in the way we manage our health, we must also have the perception, which does not always happen, that there are other forces of energy that destroys and devastates us, caused by our inability to change the inertia that settles in our lives.
And so, suddenly, this “crisis of lack of technical means” that involves people's health, and which already reaches gigantic proportions, started to determine our day to day influencing and in what way all our personal relationships. How long will all this last?
This morning a friend said to me: “I did not stop giving my daughter a kiss when I took her to school!”, Or when “in conversation with the group of everyday friends, we did not shake hands like this greeting is usual! ” That is, whether we like it or not, our daily lives are strongly conditioned, schools close, shows are canceled, “we have adopted” a defensive “choreography” in personal relationships, we live in a kind of “war” atmosphere, with the strange feeling that people's rights have come to the background, conditioned by what appears as an unavoidable imperative. We entered a visible “state of exceptionality”.
“They took away the“ handshake ”that is a formal greeting or greeting in our culture, wants to take away a simple gesture, but full of feelings, the hug that means affection, love, affection and friendship, and a terrible prohibition of a show of affection between people as it is a kiss used by family, friends, parents and children, couples and that means affection, respect and affection for another person, being considered as the greatest gesture of affection, love and passion between a couple . What remains for us humans? In fact, there is something terribly fascinating about nature, which we have yet to glimpse !!!
Are we overreacting with all of our fears? It may be, but it may not. In reality we have to “face”, because it enters into our lives inside without asking for authorization, the countless “opinions” of people “dressed up” as specialists that flood our written and spoken press, especially the televisions, being obvious that nobody you know, for sure, for how long and with what dimensions, the present crisis will ultimately mark our lives. It is curious to observe now, these attitudes comparing them with the “political motivations that fanned us and stole the pockets, years ago” with some more shameless comments, with a cold cruelty of differentiation of age risks: the “so-called“ gray plague ” they will be the hardest hit, as they say "the law of life", intimately adopting a kind of terminal justice judgment, which, like the "so-called financial crisis", affects them!
It is certain that many people are stunned by the unknowns, which gives us the observation of the alien images of this new “time of the plague”, with the intimate hope that everything is just an exaggeration, that we can avoid this virus, us and our . After all, we think, there have been crises of this nature in the past - and here we are to count them. “There will be nothing”, say the most optimistic, convinced that, with the heat, the virus will leave the scene. "This could be the devil", the skeptics will grumble, I would say that perhaps it is "in the midst of virtue". For the end I can't help but ask this question: Who is laughing at these games?
These times are very demonstrative as the current society is completely vulnerable to an event that comes out of the predictability of the “ordinary things of the day” and we are led to think that all this is nothing more than “the power of nature”!
Being sure that nature, over the centuries, has been a source of observation and inspiration for the most creative and even in the way we manage our health, we must also have the perception, which does not always happen, that there are other forces of energy that destroys and devastates us, caused by our inability to change the inertia that settles in our lives.
And so, suddenly, this “crisis of lack of technical means” that involves people's health, and which already reaches gigantic proportions, started to determine our day to day influencing and in what way all our personal relationships. How long will all this last?
This morning a friend said to me: “I did not stop giving my daughter a kiss when I took her to school!”, Or when “in conversation with the group of everyday friends, we did not shake hands like this greeting is usual! ” That is, whether we like it or not, our daily lives are strongly conditioned, schools close, shows are canceled, “we have adopted” a defensive “choreography” in personal relationships, we live in a kind of “war” atmosphere, with the strange feeling that people's rights have come to the background, conditioned by what appears as an unavoidable imperative. We entered a visible “state of exceptionality”.
“They took away the“ handshake ”that is a formal greeting or greeting in our culture, wants to take away a simple gesture, but full of feelings, the hug that means affection, love, affection and friendship, and a terrible prohibition of a show of affection between people as it is a kiss used by family, friends, parents and children, couples and that means affection, respect and affection for another person, being considered as the greatest gesture of affection, love and passion between a couple . What remains for us humans? In fact, there is something terribly fascinating about nature, which we have yet to glimpse !!!
Are we overreacting with all of our fears? It may be, but it may not. In reality we have to “face”, because it enters into our lives inside without asking for authorization, the countless “opinions” of people “dressed up” as specialists that flood our written and spoken press, especially the televisions, being obvious that nobody you know, for sure, for how long and with what dimensions, the present crisis will ultimately mark our lives. It is curious to observe now, these attitudes comparing them with the “political motivations that fanned us and stole the pockets, years ago” with some more shameless comments, with a cold cruelty of differentiation of age risks: the “so-called“ gray plague ” they will be the hardest hit, as they say "the law of life", intimately adopting a kind of terminal justice judgment, which, like the "so-called financial crisis", affects them!
It is certain that many people are stunned by the unknowns, which gives us the observation of the alien images of this new “time of the plague”, with the intimate hope that everything is just an exaggeration, that we can avoid this virus, us and our . After all, we think, there have been crises of this nature in the past - and here we are to count them. “There will be nothing”, say the most optimistic, convinced that, with the heat, the virus will leave the scene. "This could be the devil", the skeptics will grumble, I would say that perhaps it is "in the midst of virtue". For the end I can't help but ask this question: Who is laughing at these games?
São tempos que não são os nossos! “São tempos sombrios, não há como negar....”( Albus Dumbledore -Harry Potter)
São tempos que não são os nossos! “São tempos sombrios, não há como negar....”(
Albus
Dumbledore -Harry Potter)
Estes tempos são bem demonstrativos como a
sociedade actual é completamente vulnerável a um acontecimento que saia fora da
previsibilidade das “coisas comuns do dia a dia “ e somos
levados para pensar que tudo isto nada mais é que “ o poder da natureza”!
Sendo certo que a natureza, ao longo dos séculos,
tem sido uma fonte observação e de inspiração para os mais criativos e até na
forma como gerimos a nossa saúde, também devemos ter a percepção, o que nem
sempre acontece, que existem
outras forças de energia que nos destroem e nos devastam, causadas pela nossa
incapacidade de mudar a inércia que se instala nas nossas vidas.
E assim de súbito, esta “ crise da falta de meios
técnicos” que envolve a saúde das
pessoas, e que atinge já proporções gigantescas, passou a sobre determinar o
nosso dia a dia influenciando e de que maneira todas as nossas relações
pessoais. Por quanto tempo é que tudo isto vai durar?
Hoje logo pela manhã uma pessoa amiga disse-me : “não
deixei de dar um beijo à minha filha quando a fui levar à escola!”, ou quando
em “conversação com o grupo de amigos de todos os dias, não apertámos a mão
como é usual esse cumprimento!” Isto é, quer queiramos quer não o nosso dia a
dia está fortemente condicionado, as escolas fecham, espectáculos são
cancelados, “adoptámos” uma “coreografia” defensiva nas relações pessoais,
vivemos numa espécie de clima “de guerra”, com a estranha sensação de que os
direitos das pessoas passaram para segundo plano, condicionados por aquilo que
surge como um imperativo incontornável. Entrámos num visível “estado de excepcionalidade”.
“Tiraram-nos o “aperto de mão” que é um cumprimento ou saudação formal na nossa
cultura, quer tirar-nos um gesto simples, porém carregado de sentimentos, o abraço que significa carinho, amor, afecto e
amizade, e uma terrível proibição de uma
demonstração de afecto entre as pessoas como é um beijo usado por familiares, amigos, pais e filhos, casais e
que significa carinho, respeito e afecto por outra pessoa, sendo considerado
como o maior gesto de carinho, amor e paixão entre um casal. O que fica para nós
humanos? De facto, há qualquer coisa de terrivelmente fascinante na natureza,
que ainda não vislumbramos!!!
Será que estamos a exagerar com todos estes nossos medos? Pode ser que sim, mas também
pode ser que não. Na realidade temos que “enfrentar”, pois entra-nos pela nossa
vida dentro sem pedir autorização, os inúmeras “opiniões” de gente “travestida”
de especialistas que inundam a nossa imprensa escrita e falada, em
especial as televisões, sendo óbvio que ninguém sabe, de ciência certa, por
quanto tempo e com que dimensões, a presente crise acabará por marcar as nossas
vidas. É curioso observar já, estas atitudes comparando-as com as “motivações
politicas que nos fanaram e surripiaram os bolsos, há anos atrás” com alguns comentários
mais despudorados, com uma fria crueldade da diferenciação dos riscos etários: os
“chamados “peste grisalha” serão os mais atingidos, como dizem eles “manda a lei da vida”, adoptando
intimamente uma espécie de juízo de justiça terminal, que tal como a “chamada
crise financeira” atinge os mesmos!
Ao certo é que muita gente fica aturdida pelas
incógnitas, que nos dá a observação das imagens alheias deste novo “tempo da
peste”, com a íntima esperança que tudo não passe de um exagero, que possamos
evitar o tal vírus, nós e os nossos. Afinal, pensamos, já houve crises desta
natureza no passado – e aqui estamos para contá-las. “Não há-de ser nada”,
dirão os mais optimistas, convencidos de que, com o calor, o vírus sairá de
cena. “Isto pode ser o diabo”, resmungarão, por seu turno, os cépticos, eu
diria que talvez seja “no meio que está a virtude”. Para o fim não posso deixar
de colocar esta questão: Quem se está a rir com estas partidas?
terça-feira, janeiro 21, 2020
“Se o sonho é já por si uma memória, sem memória poderá o indivíduo sonhar?” (José Cardoso Pires)
“Se o sonho é já por si uma memória, sem
memória poderá o indivíduo sonhar?” (José Cardoso Pires)
“Sonhe seus sonhos e acorde para realizá-los.”
(anónimo)
Quero esclarecer que não tenho, nem nunca tive a
intenção de “chocar” os sentimentos de qualquer um, ou uma, amiga ou amigo que
ler os meus escritos , o que não consigo é abdicar de dizer o que penso, mesmo
que por vezes não sejam as coisas mais agradáveis, ou de deixar de lado as
minhas dissertações escritas porque na realidade escrevo para mim próprio. Não me façam ser quem não sou. Não me
convidem a ser igual, por que sinceramente sou diferente. Não sei amar, ou ser
amigo no sentido de uma profunda amizade pela metade. Não sei viver de mentira.
Não sei voar de pés no chão. Sou sempre eu mesmo, mas com certeza não serei a
mesmo para sempre. “Não me dêem fórmulas certas, pois não espero acertar
sempre. Não me mostrem o que esperam de mim, pois vou seguir meu
coração.” (Clarice Lispector).
A realidade que aparece á nossa frente, leva-nos
mais tarde ou mais cedo a passar “alguns obstáculos”, que nem sempre são
visíveis ou fáceis de ultrapassar, no entanto, todos temos ou devemos ter a
percepção de que para as coisas
importantes, nunca é tarde demais, ou no nosso caso, muito cedo, para sermos
quem queremos. Não há um limite de tempo, podemos começar quando quisermos. Nós
podemos mudar ou não. Não há regras. Podemos fazer o melhor ou o pior. Todos
esperamos que façamos sempre o melhor.
Esperamos ver sempre as coisas que nos
podem assustar. Esperamos sentir as
coisas que nunca sentimos antes. Esperamos conhecer pessoas com diferentes opiniões.
Esperamos viver uma vida da qual nos possamos orgulhar. “Uma das lições com as quais eu cresci foi
a de sempre permanecer verdadeira comigo mesma e nunca deixar que as palavras
de alguém me distraia dos meus objetivos”.
(Michele Obama)
Acho alguma piada quando ouvimos dizer que não
compreendem, ou até mesmo que tivessem sido excluídos de um determinado
circulo, precisamente por dizer o que pensavam, ou por ter “rabiscado”, nas
redes sociais, algumas historias e experiências de vida. Talvez seja por isso que
hoje tenho a necessidade de fazer estas ”pequenas correcções”. Devemos ter a
noção que não são as nossas palavras ou os nossos riscos e rabiscos que fazem
com que possamos pensar que fomos ou seremos
excluídos de determinados círculos, somos nós que nos
auto-excluímos”!!! Porque na
verdade preferimos rodear-nos de pessoas que tenham a capacidade de domar a sua
autonomia, e conquista-la sem que para isso seja necessário aparentar ser uma
pessoa que não se é. Como disse Augusto Cury : “Ser feliz é não ter medo dos
próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um
“não”. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.”
Uma coisa não é verdadeira somente porque estamos
a pensar que é. Aqui reside praticamente todo o sucesso e praticamente todo o
fracasso. Pensa nisto, pois esta é a realidade tal como a vejo: Temos a
nossa mente contra nós quando desejamos uma coisa e começamos a inventar
desculpas para não a realizar. Se temos um desejo, temos que descobrir uma
forma de o realizar. Cada desejo vem com a sua solução agarrada, porém, essa
solução está por detrás de todas as desculpas. Precisamos de passar pela floresta densa das desculpas para
encontrarmos as soluções. “Depois de tudo e qualquer tempestade a vida
devolve-nos sempre uns dias de Sol. Das poucas (raras) certezas absolutas que guardamos no
peito e nos nossos dias, há duas que são como um mapa para tudo o que ainda
queremos ser e fazer : ter coragem não é igual a não ter medo. E, ser feliz não
é igual a ter dias menos bons” (Sofia Castro Fernandes - in livro
descomplicar pág. 131)
quinta-feira, janeiro 09, 2020
“Ainda bem que eu posso sonhar com o amanhã.” (Clarice Lispector)
“Ainda bem que eu posso sonhar com o amanhã.” (Clarice
Lispector)
“Nunca
tenha certeza de nada, porque a sabedoria começa com a dúvida”.(Sigmund
Freud)
Todos
nós certamente em determinados momentos da vida nos interrogamos sobre o que é
que na nossa vida nos “torna orgulhosos?” Todos nós conseguimos muitos feitos
na vida, alguns até podem ter pouca importância para os outros, mas tem muita
importância ou muito significado para
nós, embora não reconheçamos isso na
maioria das vezes. Quantas vezes, ou se já alguma vez, nos interrogamos sobre o
que já alcançámos? Há quem aconselhe a
treinar incansavelmente o seu cérebro
com essa pergunta e mantenha-a sempre na frente de seus pensamentos. “O mundo é um livro, e quem fica sentado em
casa lê somente uma página.”(Santo Agostinho)
Todos nós, em certos momentos na nossa vida já, pusemos “para detrás das
costas” ”mil coisas que deixamos para amanhã”, com o sentido de as
viver depois. Quantas vezes já pensámos: “eu devia ter feito isso antes…” ou "hoje vou falar com … "? Mil vontades a que não damos
ouvidos. Ou porque não achamos certo, ou porque achamos que não tem de ser. E,
depois passou o tempo e nada aconteceu! Não podemos deixar a felicidade para
amanhã, pois o amanhã pode nunca chegar… Assim como também não devemos nos
queixar constantemente das coisas que deixamos de fazer! Todos nós temos
momentos menos bons ou menos felizes, momentos de fraqueza, de dúvida, de
insegurança, de "não sei se deva"
ou de "será que faço bem?",
momentos em que nada parece ter sentido e em que nos sentimos perdidos, num
mundo que não é o nosso. Por vezes precisamos apenas de alguns segundos, para
respirar fundo e voltar a caminhar em frente, mas, outras vezes precisamos
mesmo de uma pausa, de descansar do mundo, de parar. Como disse Tolentino
Mendonça: “Estamos ali como se estivéssemos
num qualquer lugar perdido, rebuscando entre silêncio e escombros”.
Chega um momento que a vida adquire um
significado, que os segundos se tornam importantes .Chega um momento que nos
cansamos de estar de braços cruzados, de
ouvir as mesmas coisas, da tristeza, da solidão, da falta de perspectiva, da
falta de sonhos, de interesse, do vulgar. Chega um momento que não queremos
mais só ficar, não queremos mais festas, não queremos deitar-nos sozinho
sonhando com alguém. Ou seja, vai chegar um momento em que nos cansamos de ser
insignificantes e vamos começar a ser alguém. “Momentos de fraqueza na vida qualquer um os poderá ter, e, se hoje
passámos sem eles, tenhamo-los por certos amanhã”.(José Saramago)
Ora tudo isto não é mostrar fraqueza nem tão
pouco significa baixar os braços. É preciso ter coragem e gritar bem alto para
ser imperfeito. Aceitar e abraçar as nossas fraquezas e amá-las. E deixar de
lado a imagem da pessoa que devia ser, para aceitar a pessoa que realmente
somos. É preciso esperar - sim, porque as coisas vêm no tempo certo e o tempo
certo não é quando tu queres e decides!
“Aliás, é muitas das vezes em
momentos assim que nos reencontramos, que nos damos aos outros e arriscamos
dizer "preciso de ti", que sorrimos ao ser abraçados por quem nos
quer bem independentemente de tudo, que falamos sem receio de ser julgados, que
ganhamos coragem e recuperamos forças, que fazemos as pazes com a vida e até
connosco. Que somos nós mesmos, sem rodeios. Que sentimos mais. E que
recomeçamos. De coração cheio e alma firme.”(por aesperaparavoar)
quarta-feira, dezembro 18, 2019
“Procurar o sonho é pois procurar a verdade, visto que a única verdade para mim sou eu próprio.” (Fernando Pessoa)
“Procurar o
sonho é pois procurar a verdade, visto que a única verdade para mim sou eu
próprio.” (Fernando Pessoa)
“Aprenda as regras e quebre
algumas.” (Dalai Lama)
Quantas pessoas gastam o seu “tempo de vida” a
escalar uma montanha para depois de chegarem ao cume se darem conta que andaram
a escalar a montanha errada? Por isso não sejas tu uma dessas pessoas! Levante a cabeça, saiba o que quer e procure o
caminho para chegar até lá, e antes de tudo comece a caminhar! Tenha coragem de
seguir seus sonhos, sem medo de ser feliz, sem medo de arriscar, são os teus
sonhos e tens de segui-los, não importa o que digam. Não vá atrás dos ideais dos
outros, busca os teus próprios ideais. Não ligues para o que falam ou deixam de
falar, a vida é isso e tu só tens que aprender a seguir o teu caminho “ a
única sabedoria que uma pessoa pode esperar adquirir é a sabedoria da
humildade” (T.S. Elliot)
Há quem diga que é, e será sempre mais divertido quebrar
as regras que segui-las, pois viver não é apenas seguir regras, é aprender a
criar novas e destruir as velhas se necessário, mas, também se aconselha a ter como regra na vida nunca se arrepender e nunca
olhar para trás. Pois, todos devíamos ter a consciência que o arrependimento é
um terrível desperdício de energia, já que
errar é mais uma
daquelas regras da vida que ficam nas entrelinhas, dado que há sempre aquele velho ditado popular sobre “palavras
certas em curvas tortas”. “Não me importo que me olhem dos pés a cabeça,
pois sei que nunca chegaram aos meus pés e nunca terão a minha cabeça”.( Bob Marley) Temos
de ter por convicção de que somos livres, e mesmo que não acredites, mesmo que
te façam sentir de outra forma, mesmo que pareça que o mundo foi feito para
todos menos para ti... Ainda assim és
tão livre como qualquer outra pessoa e podes fazer o que quiseres com a tua
liberdade, pois ela não tem de ser conquistada, é tua por direito desde o dia
em que nasceste. Não precisamos de todas as certezas antes de começar. Não precisamos
de um plano perfeito. Não precisamos de saber como vai ser. Precisamos dar o
passo seguinte. Isso sim. Porque mesmo sem ver o chão, mesmo sem saber
exactamente o que vai acontecer, as pessoas, recursos, oportunidades vão ser
colocadas no nosso caminho. “A escrita tem as suas próprias leis de
perspectiva, de luz e de sombras, como a pintura e a música. Se nasces com
elas, perfeito. Se não, aprende-as. Em seguida, reorganiza as regras à tua
maneira.”(Truman Capote)
Devemos, no entanto admitir que porém, certos
erros são realmente erros, mas são
nesses momentos que percebemos o quanto não podemos lidar com algumas coisas,
mesmo tendo certeza que tudo está no nosso controlo. Temos certos momentos que gostaríamos
que alguém tomasse as rédeas das decisões certas na nossa vida, mostrando que
foi ali que erramos, ali que deixámos de fazer o que tínhamos que fazer…No
entanto, observemos a vida de um ângulo diferente, nem que seja de cabeça para
baixo, vamos reflectir e descobrir novas opiniões em relação ao mesmo meio.
Inspiramo-nos, motivamo-nos e aprendamos que a luta é mais importante que a
vitória, pois é na luta que se absorve em seu âmago e a essência para vencer. É
sendo diferente que nos tornamos únicos,
é vivendo impulsionado pelo nosso coração que encontramos a felicidade, mas é
alienando-se que vamos ser apenas mais um no meio da multidão. Mude, sorria,
cante, experimente ser feliz, experimente coisas novas, ouse, busque mais além,
arrisque-se sonhando em dar certo, tente como se fosse possível, sonhe como se
fosse viver o sonho. Creia, cultive no seu coração o que deseja para sua vida,
tudo o que desejamos, atraímos para nós. Não se importe tanto com opiniões,
elas mudam. Não se desespere tanto, a não ser que esteja a beira da morte, se
não estiver, seja feliz, pois ainda há tempo. ”Vive
a tua vida. Não sejas vivido por ela. Na verdade e no erro, na dor e no
bem-estar, sê o teu próprio ser. Só poderás fazer isso sonhando porque a tua
vida-real, a tua vida humana é aquela que não é tua, mas dos outros. Assim,
substituirás o sonho à vida e cuidarás apenas em que sonhes com perfeição. Em
todos os teus actos da vida-real, desde o nascer até ao de morrer, tu não ages:
és agido; tu não vives; és vivido apenas.“ (Fernando Pessoa)
segunda-feira, dezembro 09, 2019
" Espero-te no mesmo sonho de sempre... não chegues tarde." (anónimo)
" Espero-te no mesmo
sonho de sempre... não chegues tarde."
(anónimo)
“A vida já
é curta, mas nós tornamo-la ainda mais curta, desperdiçando tempo.”(Victor Hugo)
Nunca desistas dos teus sonhos, pois o mundo está
nas mãos daqueles que tem coragem de sonhar e correr o risco de viver os seus
sonhos. Lembra-te disto: Nem todas as coisas que nos aparecem na nossa vida
são boas. Das que são boas, nem todas são boas para nós, mas talvez sejam
para outra pessoa. A realidade é que muitas pessoas, e isso acontece com toda a
gente, não conseguem dizer não a coisas menos
boas. Sabem que são coisas menos boas e mesmo assim dizem sim. Imagina para
onde vai a vida de uma pessoa que diz sim a coisas menos boas? “Por mais que os pensamentos
voem é melhor sonhar com os pés no chão….é
escusado sonhar que se bebe; quando a sede aperta, é preciso acordar
para beber.” (Sigmund Freud)
É por
isso, que um compromisso é não precisar voltar a decidir sobre coisas já
decididas. Imagina quanta energia aproveitada em avançar se não andares sempre
a tomar as mesmas decisões... voltar atrás... decidir de novo... e estar sempre
a começar do princípio, somente porque não entendes o poder de um compromisso. Porém
penso que a maioria de nós diz não a coisas menos boas com relativa facilidade (talvez não seja assim
tão relativa, mas nesses momentos não temos bem a noção do que está a acontecer).
Para a grande maioria a dificuldade não é dizer não a coisas menos boas, mas
sim dizer não a coisas que podem ser boas, mas não são boas para nós, mas podem
ser para outra pessoa. Na verdade também há quem afirme que dizer não a coisas
boas, mas que não são boas para nós, é determinado pela clareza da nossa visão, da missão e do alinhamento com os nossos
valores e sentimentos. “As pessoas sabem aquilo que elas fazem;
frequentemente sabem por que fazem o que fazem; mas o que ignoram é o efeito
produzido por aquilo que fazem.”(Michel Foucault)
Faz parte da vida arriscar-se por um sonho... Porque
se não fosse assim, nunca teríamos sonhado! Costumo dizer que falar é
completamente fácil, quando se tem palavras em mente que expressem a nossa
opinião. Difícil é expressar por gestos e atitudes o que realmente queremos
dizer, o quanto queremos dizer, antes que a pessoa nos deixe de ouvir.. ou
melhor escutar, pois queremos ou desejamos transformar um pequeno momento num
grande instante, pois devemos ter a percepção e a consciência de que pessoas entram nas nossas vidas por acaso, mas
não é por acaso que elas permanecem! Tudo começa na hora
certa, nem antes nem depois. Quando estamos prontos para iniciar algo novo nas
nossas vidas, é que as coisas acontecem. “As pessoas mais felizes não tem as melhores
coisas, elas sabem fazer o melhor das oportunidades que aparecem em seus
caminhos.”(Clarice Lispector).
Não será novidade para ninguém que a maior parte
das pessoas não têm a coragem de desafiar os seus limites e, no final, acabaram
por gastar a vida subindo a mesma montanha que toda a gente. A sua própria
montanha está ali ao lado, virgem, porque não tiveram a coragem de fazer o que muita
gente faz: ser eles próprios. Isto significa revelar o seu próprio
potencial, desenvolvê-lo, expressá-lo. Fazer o que poucos fazem, percorrer a
estrada menos concorrida, fazer o quilómetro extra. Aqui não há
engarrafamentos, porque quase toda a gente está lá atrás, na segurança aparente
da multidão, fazendo as mesmas coisas, da mesma maneira e no mesmo tempo. "Tu
não és somente quem tu és, tu és em quem te transformas. Independentemente da
tua personalidade, das tuas aptidões, tu podes transformar-te em qualquer coisa
que tu realmente queiras."(anónimo)
sábado, dezembro 07, 2019
Apenas um cão (por Richard Biby)
O poema, em prosa, é originalmente em inglês, mas deixamos a tradução para
português:
Muitas
horas passaram sendo minha única empresa “apenas um cachorro”, mas não por um
único momento eu me senti desprezado. Alguns dos meus momentos mais tristes
foram para “apenas um cachorro”, e naqueles dias cinzentos, o toque suave de
“apenas um cachorro” me deu o conforto e a razão para passar o dia.
Se você também pensa “é apenas um cachorro”,
então você provavelmente entenderá frases como “apenas um amigo”, “apenas um
nascer do sol” ou “apenas uma promessa”. “Somente um cão” traz à minha vida a
própria essência da amizade, da confiança e da alegria pura e desenfreada.
“Somente um cão” traz a compaixão e paciência que me tornam uma pessoa melhor.
Por “apenas um cão”, vou me levantar cedo, vou
fazer longas caminhadas e ansioso para o futuro. Então, para mim, e para
pessoas como eu, não é “apenas um cão”, mas uma encarnação de todas as
esperanças e sonhos do futuro, as lembranças do passado e a alegria absoluta do
momento. “Somente um cão” traz o bem em mim e desvia meus pensamentos para
longe de mim e das preocupações diárias.
Espero que um dia você possa entender que não é
“apenas um cachorro”, mas o que me dá a humanidade e me impede de ser “apenas
um humano”. Então, na próxima vez que você ouvir a frase “apenas um cachorro”,
apenas sorria porque “simplesmente não entende”.
(Richard A. Biby)
Just a Dog- by Richard Biby
From time to time people tell me, "Lighten
up. It's just a dog." or "That's a lot of money for just a dog."
They don't understand the distance traveled, time spent or costs involved for
"Just a dog".
Some of my proudest moments have come about with
"Just a dog". Many hours have
passed with my only company being "Just a dog"and not once have I
felt slighted.
Some of my saddest moments were brought about by
"just a dog". In those days of darkness , he gentle touch of
"Just a dog" provided comfort and purpose to overcome the day. If
you, too, think it's "Just a dog", you will probably understand
phrases like
"Just a friend" or "just a
sunrise" or "Just a promise". "Just a dog" brings into
my life the very essence of friendship, trust,and pure unbridled joy.
"Just a dog" brings out the compassion and patience that make me a
better person. Because of "Just a dog" I will rise early,take long
walks, and look longingly to the future.
For me and folks like me, it's not "Just a
dog".
It's an embodiment of all the hopes and dreams of
the future,
the fond memories of the past, and the pure joy
of the moment.
"Just a dog" brings out what's good in
me and diverts my thoughts
away from myself and the worries of the day.
I hope that someday people can understand it's
not "Just a dog."
It's the thing that gives me humanity and keep me
from being
"Just a man " or "Just a
woman". So the next time you hear the phrase "Just a dog", Smile
because they "Just don't understand"..
terça-feira, dezembro 03, 2019
“ Sonhe com a Lua, para poder pisar as montanhas.”(Augusto Cury)
“ Sonhe com a Lua, para poder
pisar as montanhas.”(Augusto Cury)
“Um dia de cada vez, que é para não perder as
boas surpresas da vida.”(Clarice Lispector)
Nunca permitas que alguém te diga que não
consegues, porque sem sonhos a vida não pode brilhar. Nunca deixe que alguém te
diga que não podes fazer algo, porque sem prioridades os sonhos não se tornam
reais. Se tens um sonho luta por ele. Acredita em ti, porque se não acreditares
ninguém acredita, mas se te disserem que algo é impossível, arrisca sempre e continua
a acreditar em ti porque estás no caminho certo. “Os sonhos precisam de
persistência e coragem para serem realizados. Nós os regamos com os nossos
erros, fragilidades e dificuldades. Quando lutamos por eles, nem sempre as
pessoas que nos rodeiam nos apoiam e nos compreendem. Às vezes somos obrigados
a tomar atitudes solitárias, tendo como companheiros apenas nossos próprios
sonhos”.(Augusto Cury)
Somos levados a acreditar que nada acontece por
acaso, falem o que quiserem, apresentem os argumentos mais bonitos, poetizem o
destino. Mas, a verdade é que não somos frutos de acaso algum. Tudo o que
acontece nas nossas vidas tem um motivo, um tempo e uma aprendizagem. É por
isso, que todos, embora nem todos o percebam, algumas vezes na vida encontramos um ou uma amiga(o) especial.
Alguém que muda a nossa vida simplesmente por estar nela. Alguém que nos faz
rir até não poder mais parar. Alguém que
nos faz crer que realmente tem algo bom no mundo. Alguém que te convence que há
sempre uma porta destrancada só espera que vamos abri-la. Isto é uma amizade
para sempre. “Quando estamos por
baixo e o mundo parece escuro e vazio, os seus amigos(as) para sempre
põe-te para cima e faz com que o mundo escuro e vazio fique bem claro. É nos momentos difíceis que percebemos que os
amigos são o que de mais importante temos na vida. “( Marilyn Monroe)
Que a gente conviva com outras pessoas, encontre
muitas amigas(os), desenvolva espaços de abertura em que possamos falar sem
regras, sem medos, sem culpas, sobre nossas dores, sobre nossos descaminhos.
Que a gente encontre amparo nos outros corações humanos, colo daqueles que nos
deixam ser quem a gente realmente é, sem ter que fingir, sem ter que esconder,
sem ter que sentir vergonha das nossas ‘fraquezas’ e dúvidas. Costuma-se dizer
que “Quem não tem nada a perder também não tem medo.” Quando uma pessoa pensa que não tem nada a
perder, na realidade tem muito a perder também. Nós temos sempre muito mais do
que aquilo que pensamos e o medo de perder está sempre presente.” “O que
sabemos é uma gota, o que ignoramos é um oceano.” (Isaac Newton)
Que a
gente aprenda a não acreditar em tudo que nos dizem a respeito de nós mesmos.
Que a gente saiba valorizar-se ao ponto de nenhuma palavra de outrem nos
denegrir ou repercutir negativamente no nosso interior. Que saibamos do nosso
valor, que diariamente renovemos esses votos como humanos que somos. Que a gente saiba diferenciar elogios de
chantagens emocionais (às vezes eles estão no mesmo saco), carinho de
contactos, trocas de obrigações. AGIR sem ter todas as respostas. DECIDIR sem
saber como as coisas vão acontecer exactamente. Podes não saber como as coisas vão
terminar mas sabes como começar. Podes não saber exactamente aquilo que queres,
para onde queres ir, mas sabes exactamente aquilo que não queres, se onde
queres sair. Conserva os olhos fixos num ideal sublime, e luta sempre pelo que
deseja, pois só os fracos desistem e só quem luta é digno de vida.“ Se
cheguei onde cheguei e consegui fazer tudo o que fiz, foi porque tive a
oportunidade de crescer bem, num bom ambiente familiar, de viver bem, sem
problemas económicos e de ser orientado no caminho certo nos momentos decisivos
de minha vida.”(Ayrton Senna)
Sabe que existem sete emoções que são
consideradas universais? Ou seja, independentemente do sítio onde nascemos, da
forma como crescemos, da educação que recebemos, há sete emoções que irá
sentir, pelo simples facto de ser humano: alegria, tristeza, medo, surpresa,
aversão, raiva e desprezo. E depois existe tudo aquilo que cada um de nós tem
como experiência de viver a vida, aquilo que cada um de nós faz com as
experiências vividas. Por isso temos todos mentes diferentes. Porque as nossas
experiências são diferentes, aquilo que fizemos com elas é diferente, as nossas
crenças são diferentes. Somos responsáveis pelos nossos sentimentos e
emoções, por isso cabe a todos tomar a decisão de sermos sempre alegres e
positivos. “Somos o que pensamos. Tudo o que somos surge com nossos
pensamentos. Com nossos pensamentos, fazemos o nosso mundo."(Buda
Subscrever:
Mensagens (Atom)



