WE ARE ABLE TO DO OUR BEST! “É das coisas, que os sonhos são feitos.” It is about things, that dreams are made." (William Shakespeare
quinta-feira, outubro 07, 2010
ALMEIRIM – A ESCOLA DOS CHARCOS!
Estou estupefacto com o “nome” com que foi baptizada este denominado, como “o primeiro centro escolar de Almeirim foi inaugurado em ambiente de festa envolvendo crianças deste novo estabelecimento, que adoptou o nome de Escola dos Charcos, bem como pais de alunos e professores”. Na verdade sempre pensei que um edifício público, que tem como objectivo o do educar as mulheres e os homens de amanhã, o seu nome devia significar, como um forte impulso para o orgulho de ser um cidadão ou cidadã que respeita o passado e as suas raízes – que tocasse bem fundo o significado da Educação – será que não há nenhum nome de “mestre escola” que signifique e seja o orgulho das gentes de Almeirim? Será que não há nenhum cidadão ou cidadã almeirinense a que visse neste “centro escolar” perpetuado o seu nome, que fosse dado como exemplo aos nossos jovens de hoje?
De facto, em nossa opinião, esta desagradável e inqualificável situação reflecte, antes de mais, a ausência dos valores, de respeito pelo passado e pelas nossas raízes e HISTÓRIA que enfermam os nossos políticos locais, a ausência de ideias e projectos para o futuro do nosso Concelho – o nosso Município está de facto nos charcos!- em que não se vê respeito pelas raízes, pelos nossos antepassados e pelos valores da nossa História, apenas vemos a ânsia de poder. Será que estas “cabeças pensantes” dos políticos da nossa terra não sabem o significado de Charco? (s.m. Água estagnada e imunda; pântano, brejo, paul) Serão estes os valores éticos e educacionais dos responsáveis políticos na Câmara de Almeirim?
Será que dignifica esta denominação a educação básica escolar em Almeirim? Tentem sonorizar esta afirmação. Vou levar a minha filha ou filho, neto ou neta aos "charcos"! Como soa aos nosso s ouvidos?
Quem deveria ser encharcado todos sabemos quem e com quê? Temos o que merecemos... Ai temos, temos....segunda-feira, outubro 04, 2010
ALMEIRIM - Comicio Republicano contra a ditadura
1849 - Nasce Anselmo Braancamp Freire, filho do 1º Barão de Almeirim. Republicano ilustre, autor de várias obras e director do "Archivo Histórico Portuguez"
1864-Nasce Guilherme Nunes Godinho. Médico, agricultor, deputado republicano, presidente da Câmara Municipal por várias vezes entre 1902 e 1921.
O comício de 13 de Junho de 1907, como tantos outros, foi organizado pelo Dr. Joaquim Romão e teve como ponto alto, as adesões formais ao Partido Republicano por parte de José Relvas e José Malhou.
“Erguer um clamoroso protesto contra a ditadura que envergonha o país” (Discurso de José Relvas em Almeirim)
A comitiva partiu a meio da tarde para Almeirim, para um comício presidido por José Relvas, tendo ele próprio pronunciado o seguinte discurso:
“Falo hoje perante o povo desta localidade de Almeirim em condições diferentes daquelas que se verificaram quando aqui usei da palavra pela última vez. Então tratava-se de reclamar providências para a grave crise vinícola que afecta esta região. Agora trata-se de erguer um clamoroso protesto contra a ditadura que envergonha o país e nos envergonha a todos com os seus processos. Praticamos um acto cívico o qual mostra a nossa repulsa pela forma como está Pátria que é de todos. A ditadura fez mais republicanos em poucos meses do que muitos anos de administração monárquica que suportámos com resignação e demasiada paciência do passado recente”. Ainda não se tinham apagado as chamas do Verão quente de 1907 em Alpiarça e já se realizavam novas manifestações endurecendo posições contra a ditadura de João Franco. Era uma luta sem tréguas, esta a que os republicanos moviam a uma monarquia cada vez mais desacreditada e, por isso mesmo, mais enfraquecida politicamente. Alpiarça continuava a estar na primeira fila desta luta entre republicanos e monárquicos, não como assistente, mas com um grande poder de intervenção.
Entretanto a organização do Partido Republicano ganhava consistência, tanto a nível local, como regional e nacional. Em Coruche, a Comissão Municipal do Partido Republicano é encabeçada por Mário Augusto de Mendonça, acompanhado por Henrique Guisado, João Patrício, Mário Mendonça, Júlio Mário de Sousa, Folgado Moreno, João da Costa Lopes e Alfredo Horta. Em Almeirim, a Comissão Concelhia era liderada pelo Dr. Guilherme Nunes Godinho; no Cartaxo, por Francisco José Pereira; em Constância, por José Eugénio Nunes Godinho; em Santarém, por Abílio Nobre e em Benavente, pelo Dr. Anselmo Xavier. Entretanto para culminar estas ramificações do Partido Republicano é eleita no dia 8 de Março de 1908 a Comissão Distrital de Santarém que integra os nomes de José Relvas, Dr. Anselmo Xavier, Dr. Guilherme Nunes Godinho, Dr. Ramiro Guedes e Dr. José Montez. José Relvas recebeu muitos e variados apoios para a sua entrada na Comissão, sendo que o apoio mais entusiasta foi enviado por um grupo de liberais republicanos do Cartaxo, cuja comunicação foi lida durante a reunião que elegeu a Comissão.
Vão ser estes os homens, de reputação inquestionável, que no distrito de Santarém darão o maior impulso à causa republicana.
ALMEIRIM - As eleições municipais de 1 de Novembro de 1908
“Adiadas durante o ministério de João Franco, as eleições para os órgãos administrativos tornaram-se um tema central do debate político e, consequentemente, motivador da crispação social que caracterizou este período. Abafado pelo ruído do Regicídio e de toda a recomposição governativa que daí adveio, o assunto volta a dar que falar logo que as Cortes, resultantes das eleições 5 de Abril de 1908, iniciam os seus trabalho. De harmonia com a política de «acalmação» que vem prosseguindo, o Presidente do ministério, Ferreira Amaral defende a realização das eleições em Novembro. No dia 3 de Outubro, o Diário de Governo faz público o decreto que manda proceder às eleições das Câmaras Municipais no primeiro Domingo de Novembro e às das Juntas Paroquiais no último domingo do mesmo mês” Decretadas as eleições, o Governo envia em Outubro uma nota aos Governadores Civis sobre as próximas eleições municipais de Novembro. Entendia o Governo que as eleições municipais deveriam servir «não para tratarem da política geral do País”, mas dos interesses e melhoramentos do Concelho, através de homens de bem, sob pena de continuar a ruína financeira dos concelhos.
A Lei Eleitoral, em vigor desde 1901, estabelecia como eleitores todos os cidadãos portugueses maiores de 21 anos e domiciliados em território nacional, que soubessem ler e escrever ou, em alternativa, fossem colectados em quantia não inferior a 500 réis em uma ou mais contribuições directas do Estado. Estava excluída do processo eleitoral a população feminina.
Também o Código Administrativo de 1896 determinava, no Título VI, Eleições dos corpos administrativos, artigo 216.º: “As câmaras municipais e as juntas de paróquia são eleitas directamente pelos cidadãos, cuja capacidade eleitoral esteja para esse efeito verificada no respectivo recenseamento político, feito segundo a lei eleitoral.
§ único. São elegíveis os eleitores dos concelhos ou das paróquias que, sabendo ler, escrever e contar, como tais estejam inscritos no mesmo recenseamento”.
A respeito da legislação eleitoral, a campanha dos republicanos insistia no sufrágio universal e no recenseamento obrigatório. Desde 1905 que desenvolviam uma activa campanha de propaganda, apelando à inscrição da população no recenseamento eleitoral.
A 1 de Novembro de 1908, realizam-se as eleições municipais em todo o País.
sexta-feira, outubro 01, 2010
Almeirim -um municipio onde nada acontece (5)!
MAS ATÉ ACONTECE …..Assembleia Municipal de Almeirim impõe lei da rolha para fazer alteração ao PDM!
“A poucos dias da comemoração do centenário da República, a Assembleia Municipal de Almeirim mostrou ao vivo e a cores como subverter as regras democráticas para impedir a discussão pública de um assunto polémico. O presidente deste órgão, José Marouço, cortou literalmente a palavra a uma eleita da CDU que levantava graves suspeitas sobre o ponto mais controverso da ordem de trabalhos, uma alteração ao PDM que, segundo a mesma, foi proposta “à medida” dos interesses de uma grande casa agrícola do concelho.”
A Assembleia Municipal é o órgão fiscalizador da actuação da Câmara Municipal e isso, é um direito constitucionalmente garantido aos cidadãos e é saudável para a Democracia. O modo de funcionamento da assembleia municipal e o respeito democrático entre os seus membros é uma garantia de realização deste do direito de cidadania. Os eleitores só se sentirão bem representados se todos os eleitos tiveram uma participação construtiva no processo de deliberação, a que todos são chamados a intervir e votar, de acordo com o respeito pelos interesses dos munícipes, e não em defesa dos interesses particulares ou de grupos.O que se passou nesta Assembleia Municipal do nosso Concelho é duma enorme gravidade e pôs em causa o regular funcionamento deste órgão autárquico.
A poucos dias da comemoração do centenário da República, a Assembleia Municipal de Almeirim mostrou ao vivo e a cores como subverter as regras democráticas ...
www.oribatejo.pt/.../assembleia-municipal-de-almeirim-impoe-lei-da-rolha-para-nao-se-discutir-alteracao-ao-pdm/
quarta-feira, setembro 29, 2010
Porque razão os cortes da despesa tem que afectar sempre os mais pobres?
A redução do défice orçamental é também uma questão de direitos sociais. Se a mesma deve traduzir um encargo global sobre toda a população, este deverá ser repartido de modo a que não recaia insidiosamente sobre os que têm menos independência económica. Seria o que aconteceria se a redução se concretizasse apenas pela contenção da despesa. O aumento da receita é um imperativo ético que permitirá a correção dessa redução, tornando-a socialmente mais equilibrada. Temos que reconhecer aqui que há algum “desnorte nas politicas Governativas” onde “parece ressaltar a ausência de uma estratégia de futuro, sem inovação e sem ideias que não sejam as já muito “estafadas”, “politicas liberais” de aumento de imposto, corte nos benefícios sociais e congelamento de salários - é a prioridade do controlo orçamental sobre o relançamento da economia – o que o Governo não explica porque razão os cortes da despesa tem que afectar sempre os mais pobres, como sendo o mais lógico cortar nos apoios sociais do que taxar as transacções financeiras, “especulativas”, que permitem a alguns poucos arrecadar milhões de euros, sem qualquer beneficio para o País. Exemplo simples como funciona o “círculo virtuoso do sistema bancário e a negociata especulativa com os títulos de dívida publica”. Como V.Exa bem sabe o (i) BCE empresta aos Bancos à taxa de 1%, que é a taxa mais baixa de sempre desde o arranque do euro em 1999. (como garantia os títulos de divida pública) (ii) Os Bancos utilizam esse dinheiro, á taxa de 1% para adquirir a divida pública, por exemplo à taxa de 6,7% a 10 anos, no caso do nosso País. (iii) Estes títulos de divida pública, á taxa de 6,7% vão ser usados como garantia, em novos financiamentos junto do BCE, obtendo assim os Bancos um lucro especulativo de 5,2%, sem qualquer tipo de risco – como é possível isto acontecer? Porque não são taxadas estas mais valias especulativas?


