SERÁ QUE É ASSIM TÃO DIFÍCIL .........


WE ARE ABLE TO DO OUR BEST! “É das coisas, que os sonhos são feitos.” It is about things, that dreams are made." (William Shakespeare
Vale a pena resistir contra a mediocridade”
Francisco Moita Flores manifestou a sua “tremenda alegria” por ver, “encerrado um capítulo iniciado há três anos”, quando Santarém decidiu sair do projecto Águas do Ribatejo (AR). “Vale a pena resistir contra a mediocridade”, declarou o autarca, criticando, uma vez mais, os responsáveis da CULT – Comunidade Urbana da Lezíria do Tejo (actual CIMLT), contra os quais tem uma acção judicial no Tribunal de Leiria. “Vão sentar-se no banco dos réus”, disse Moita Flores. O presidente da Câmara considera que abandonar o projecto intermunicipal Águas do Ribatejo, gerido pela CULT, foi “a decisão mais acertada para Santarém”, pois tratava-se de “um negócio danoso”.
Moita Flores sublinhou que “só alguém muito estúpido é que não perceberia o prejuízo” que o dossier Águas do Ribatejo representava para Santarém – concelho que possui cerca de 32 por cento dos activos de rede de abastecimento de água e de saneamento de toda a sub-região da Lezíria do Tejo. “Entrar naquele negócio implicava entregar o património dos serviços municipalizados de Santarém, avaliado em 30 milhões de euros; passar os activos, sem contrapartidas para a tutela de um privado; entregar à sorte os trabalhadores, e receber em troca o direito a um voto, dezasseis avos da empresa e, apenas, 6,7 milhões de investimentos”, afirmou.
“Entregávamos uma vara de porcos e recebíamos dois ou três chouriços”, concluiu. Moita Flores acusou os responsáveis da CULT de “cumplicidades devassas” com vista a “roubar os fundos comunitários de Santarém”. Confessou que viveu momentos de angústia e sofrimento e que foi muitas vezes a Bruxelas, em segredo, determinado a “devolver ao concelho o que lhe foi roubado”. Por tudo isso, “o dia de hoje é de uma profunda alegria e vale por
todos os desgostos”, frisou, mostrando bem-humorado, a Bandeira da União Europeia que levou debaixo do braço para a sala da conferência de Imprensa.
A empresa municipal Águas de Santarém (AS) viu aprovada uma candidatura a fundos comunitários no valor total de 9 milhões de euros para obras de saneamento básico. A empresa vai obter de apoios da União Europeia 6,8 milhões de euros e já contratou com o BPI um empréstimo no valor de três milhões de euros para assegurar a sua parte no custo das obras.O montante de financiamento europeu agora obtido é superior ao que a Águas do Ribatejo, empresa intermunicipal liderada pela Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo (CIMLT), pretendia dar a Santarém se a autarquia não tivesse saído deste sistema.
Para Moita Flores, a aprovação da candidatura é a prova de que a Câmara de Santarém estava certa quando decidiu abandonar o projecto das Águas do Ribatejo, criticando quem questionou a decisão. Aproveitou a oportunidade para mais uma vez tecer duras críticas aos responsáveis da CIMLT. “Conseguiram com cumplicidades devassas no Ministério do Ambiente que fosse forjado um despacho falso que informava o senhor ministro do ambiente de que Santarém e o Cartaxo tinham saído da comunidade e por isso não havia sustentação para receberem fundos comunitários”.
"Compreende-se que desta vez a direita não esteja interessada em discutir corrupção, o debate conduziria directamente aos que hoje lideram o PSD e, pior do que isso, ao próprio Cavaco Silva. Depois do estranho negócio de acções com preço de compra e de venda fixados arbitrariamente por Oliveira e Costa e da declaração de confiança na inocência de Dias Loureiro, é impossível deixar Cavaco Silva de fora do Caso BPN."
Como sabem, pelo menos aqueles que, regularmente, nos visitam neste espaço, raramente transcrevo aqui o que esses “leitores” entendem responder ou tomar posição sobre determinados assuntos que eu entendo aqui abordar.
O meu conceito de favorecimento do interesse público, enquadra-se na garantia do acesso aos cidadãos a um serviço acessível e de qualidade, dentro das regras das boas práticas, e não naturalmente defender os interesses instalados, contrariando as regras da concorrência e os formalismos legais obrigatórios.
No caso da “proposta de arrendamento de um espaço a um privado, para a “pretensa colocação do CDOS”, tais regras de legalidade estiveram muito longe de serem cumpridas, estando em causa o fundamento para “pagamento de quase 50 mil euros a uma entidade privada”, esta é a situação que está em causa e que os autarcas que votaram favoravelmente a utilização destes dinheiros públicos, mais tarde ou mais cedo terão que assumir essa responsabilidade. (Regime da Responsabilidade Civil Extracontratual do Estado e Demais Entidades Públicas) - Lei 67/2007 de 31 de Dezembro.
Embora “anónimo” foi remetido para o meu mail, este escrito de “alguém” - incompreensível num regime democrático que haja um cidadão que para exprimir o que pensa se sinta obrigado a utilizar o anonimato – embora haja quem afirme que a denuncia anónima constitui, muitas vezes, uma das formas de participação cívica dos cidadãos.
Aqui transcrevo o que anonimamente me enviaram e que reflecte, claramente, uma manifestação de utilização de um serviço público, para fins políticos pessoais.
“Um Bombeiro Voluntário de Almeirim Diz :
Estou nos Bombeiros de Almeirim já há Alguns Anos ... Assiti ao Nascimento do CCO Santarém Ribeirinho nos Bombeiros de Almeirim, assisti há construção do Edificio para o Albergar no Quartel dos Bombeiros, e INFELIZMENTE assiti há sua Saida para Tomar sem Perceber bem porquê (Talvez Politica)...
Só existem dois Distritos onde o CDOS não Funciona na capital de distrito, que são Setubal e Santarém ...
Eu sempre defendi que o CDOS (Centro Distrital de Operações de Socorro)devia de Funcionar na Capital de Distrito, mas não houve nenhum consenço nem interesse em Instalar o CDOS em Santarém ... Logo como o CCO Santarém Ribeirinho, já funcionou em Almeirim e há Abertura por parte das Entidades Municipais para instalar o CDOS em Almeirim, Acho muito bem que façam tudo ao seu alcance para ele vir para cá, até porque Almeirim está numa situação privelegiada em que se encontra no Centro Rodovirio de Portugal e com muito boas acessebilidades ...
Quanto há questão das Instalações no Quartel dos Bombeiros de Almeirim para Albergar o CDOS, só se for na Parada do Quartel, porque nas Velhas Instalações do CCO agora funcionam as Salas de Formação dos Bombeiros de Almeirim, onde são ministradas as acções de formação da Recruta e a Formação Continua de Quadros, e estas já são Exiguas para as necessidades. E Até porque com as Novas Exigências para as Salas de Operações com Protecção Civil, Bombeiros, GNR e PSP no mesmo Espaço Fisico, não é facil conseguir arranjar um espaço Condigno ...
Já Agora Convido os Interessados em Falar, e Falar dos Bombeiros sem nada Saber para Irem lá fazer uma VISITA GUIADA as Instalações e falarem com a Rapaziada ... Assim ficam a conhecer a realidade dos Bombeiros de Almeirim ...
Não Sou Politico nem Estou Filiado em nenhum Partido Politico, mas uma Verdade lhes Digo o Sr. Pedro Ribeiro já fez mais pelos Bombeiros de Almeirim em 3 Anos que muitas Direcções Anteriores e Outras Personagens da Terra juntas alguma vez Fizeram ..”
Como sempre as imitações são sempre piores que os originais. Será que é assim tão difícil de compreender, que o que está em causa é mais uma das decisões, do executivo municipal, sem fundamentação e sem cumprir os formalismos legais, numa clara violação, mais uma ….da Lei, ao pretender “dar” cerca de 50 mil euros, pode vir a ser muito mais…”a uma entidade privada”?
Será que não constitui uma completa ausência de ética politica, talvez até uma das formas que se pode tipificar como administração danosa de dinheiros públicos, o assumir compromissos que sabem que já não vão cumprir, tanto mais que, se houver a referida transferência a mesma será já no próximo mandato?
Nada pode justificar uma ILEGALIDADE. Trata-se tão só de uma “perversa” forma de propaganda politica e de utilização abusiva de uma instituição pública, para fins políticos exclusivamente pessoais e partidários, numa tentativa de omissão das RESPONSABILIDADES, pela perda irreparável para Almeirim, em 2003. Talvez nessa altura tenha falado”mais alto o interesse” partidário em detrimento dos interesses de Almeirim?
Não nos calaremos, temos o direito de saber qual a razão e fundamento para esta despesa de quase 50 mil euros em beneficio de uma entidade privada?
Será que não temos o direito de saber quem fala a VERDADE, se o senhor presidente da câmara municipal de Tomar se o senhor vereador que até é o presidente da Associação de Bombeiros?
Finalmente seria muito interessante que nos dissessem onde e como funciona hoje este serviço em Tomar, quem vai suportar os seus custos? Quem vai suportar os seus compromissos?
Na verdade há para aí uns senhores “pseudo politicos profissionais”, que a única coisa que tem feito, e que sabem fazer, é desperdiçar os recursos escassos e disponíveis em coisas que sabem muito bem que não vão fazer. A politica diz respeito a todos. A participação de todas as pessoas enriquece o debate, traz novas ideias e abre novas perspectivas, é esta uma das razões que tudo temos que fazer para dotar os executivos municipais com os mais capazes, apenas pelo seu próprio mérito e não por compadrio dos directórios políticos concelhios.
Acredito que mais cedo ou mais tarde, serão as ideias, e não os interesses instalados, que serão vencedores.
Na última reunião do executivo municipal de Almeirim realizada em 29 de Julho, não aberta a público, foram aprovadas algumas decisões, em que, e de acordo com a perspectiva de avaliação do vereador Francisco Maurício, as mesmas careciam de legalidade e assim com a legitimidade que lhe advêm do voto da população de Almeirim e de acordo com o previsto na Lei, votou contra e fez voto de vencido. Tudo isto a propósito do constante do ponto nº 6 “Apreciação e votação da proposta de aluguer de instalações no "Lezíria Retail Park" para instalação do CDOS”, em que foi proposto e aprovado, “por um período de 18 meses, o pagamento de 6 euros, por metro quadrado, por uma área de 453 metros quadrados”.
Não foi surpresa ver uma noticia, no jornal o Mirante, que mais não constitui um tipo de “ameaça velada característica de “tempos idos”, como no nosso País o livre exercício de direitos constitucionais não fosse permitido, constituindo uma enorme falsidade, de omissões propositadas e repugnantes e imbuídas de intenções políticas marginais à actuação de legalidade, a que deve ser obrigado quem exerce cargos público, e que só um conturbado momento político, conjugado com alguma má-fé e o interesse pessoal e político de algumas pessoas, o podem explicar.
Por isso vejamos:
Não podemos calar-nos e sermos coniventes com estas situações, mas não contem que os brandos costumes durem sempre, face ao acumular de situações com que nos deparamos diariamente, de quebra de valores, que têm a ver com a moralização da vida pública e com a forma ética que ela deve ter para que o cidadão, e não esta irresponsabilidade e impunidade generalizada, alimentando a população “com propaganda de promessas que sabem que não podem ou NÃO VÃO CUMPRIR. O dia 11 de Outubro será uma boa altura para acabarmos com os pequeninos poderes que esmagam o cidadão e põem em causa os direitos de cidadania.