sexta-feira, fevereiro 04, 2011

Serviço Publico de Transporte de passageiros em greve na próxima semana

A gestão de uma empresa pública devia obedecer ao mesmo princípio de uma privada - o da eficiência e eficácia da gestão e de responsabilização dos gestores. Uma forma do Estado mudar este triste e caro destino é o de promover, na sua própria orgânica e nas empresas que tutela, o espírito empreendedor, enquanto prática que premeia o mérito e a capacidade de criar riqueza. Quer queiramos quer não as empresas públicas “são o espelho de um Estado que muitos consideram amorfo” e ambos deviam ter lições do empreendedorismo que o Governo tanto elogia na iniciativa privada. Os bons exemplos, afinal, são para copiar. E era bom para que o Estado, as empresas públicas e os seus gestores o fizessem.

A declaração de “greve” é um direito de garantia constitucional, o mesmo não pode ser considerado uma problema, mas sim uma oportunidade para os gestores das empresas, públicas ou privadas mostrarem a sua capacidade e conhecimento de instrumentos de gestão empresarial. “Um gestor é um individuo, com um completo domínio das ferramentas teóricas de gestão, capaz de identificar as vantagens competitivas (pontos fortes e fracos) da sua organização, as ameaças e as oportunidades do meio envolvente, estabelecer programas estratégicos de intervenção em interacção com uma visão estratégica capaz de conciliar a multifuncionalidade, no caso concreto, de uma prestação de serviço público de transportes e implementar as medidas adequadas, liderando as pessoas da organização de modo eficaz e eficiente” de modo a alcançar a competitividade económica dos respectivos sistemas de transportes, como forma de vir a assegurar a sustentabilidade económica, ambiental e social, nas empresas.

Sem dúvida que estas situações reflecte desconhecimento, por parte destes “gestores” de que “a empresa em si mesma não tem vontade própria”, sendo que vontade da empresa é constituída pela vontade ou vontades dos seus gestores. Logo, “tudo o que se passa na empresa é da sua responsabilidade”, cabendo-lhe organizá-la “e criar condições de vigilância e controlo para que no desenvolvimento da actividade empresarial não sejam cometidos erros graves de gestão que geram danos irreparáveis na sua actividade, na imagem pública, geradora de prejuízos na actividade e “indisciplina juslaboral, como prestadora de serviços públicos – que responsabilidades foram apuradas? Ou por outro lado, como foi e é mais uma vez provável e possível que uma greve de transportes públicos possa “encerrar uma actividade” e deixar os passageiros seus clientes sem transportes ? Como foi e é possível que os responsáveis da gestão destas empresas de transporte não tenham tido a capacidade e a responsabilidade de “preparar adequadamente” a resposta a esta situação?

Como sabemos o direito de greve, enquanto direito fundamental, sofre os limites resultantes da necessária conciliação com outros direitos constitucionalmente protegidos, com afloração no artigo 57º, nº 3, da Constituição da Republica, sendo que as associações sindicais e os trabalhadores em greve devem assegurar a prestação dos serviços mínimos indispensáveis à satisfação de necessidades sociais impreteríveis, e sempre que a greve se realize em empresa incluída em algum dos sectores previstos neste art.º 598º, nº 2, que portanto se consideram satisfazer as tais ‘necessidades sociais impreteríveis’, deve o pré-aviso respectivo, dirigido pela entidade sindical que decidiu do recurso à greve ao empregador ou associação de empregadores, e ao ministério responsável pela área laboral, conter desde logo uma proposta de definição de serviços mínimos – art.º 595º, nº 3, do Código do Trabalho – porque não é cumprido este normativo legal ? Se é verdade que participar numa greve é um direito democrático, não participar e ir trabalhar é igualmente um direito democrático. Paralisar o País, paralisando os transportes públicos e obrigando as pessoas a ficar em casa, tira-lhes este direito de ir trabalhar, ou não será assim?

EVOLUÇÃO DO ENDIVIDAMENTO DAS EMPRESAS DE TRANSPORTE

2001

2002

2003

2004

2005

2006

2007

2008

2009

TOTAL

6.348.712

6.812.917

8.087.117

9.035.795

9.035.795

12.015.469

12.884.990

14.263.392

16.251.086

REFER

1.967.257

2.576.688

3.044.734

3.550.234

3.990.787

4.474.938

4.775.483

5.282.034

5.747.529

TRANSPORES

4.381.455

4.236.229

5.042.383

5.485.561

5.487.760

7.540.531

8.109.507

8.981.358

10.503.557




2001

2002

2003

2004

2005

2006

2007

2008

2009

EMPRÉSTIMOS

5.088.255

5.488.495

6.669.778

7.823.394

8.280.231

10.658.229

11.068.648

13.849.655

15.422.375

Longo/Médio prazo

3.634.032

4.287.076

5.511.820

6.078.883

6.337.786

9.404.532

9.358.415

11.430.126

13.703.126

Curto Prazo

1.454.223

1.201.419

1.157.958

1.744.511

1.942.445

1.253.697

1.710.233

2.419.529

1.719.249

Fonte: SEE Relatório 2008 DGTF









Indemnizações compensatórias









2001

2002

2003

2004

2005

2006

2007

2008

2009

TOTAL

57.436

58.152

128.044

137.660

140.793

149.152

167.454

176.255

175.194

REFER

13.218

10.816

29.385

28.356

27.121

28.998

31.032

33.613

33.613

TRANSPORES

44.218

47.336

98.659

109.304

113.672

120.154

136.422

142.642

141.581

Fonte: SEE Relatório 2008 DGTF









RESULTADOS DO EXERCICIO









2001

2002

2003

2004

2005

2006

2007

2008

2009

TOTAL

-740.491

-687.762

-731.329

-726.932

-678.525

-758.894

-780.196

-812.432

-762.882

REFER

-120.334

-160.242

-154.654

-181.186

-160.389

-201.746

-222.989

-230.590

-230.602

TRANSPORES

-620.157

-527.520

-576.675

-545.746

-518.136

-557.148

-557.207

-581.842

-532.280

Fonte: SEE Relatório 2008 DGTF



















RESULTADOS SEM INDEMNIZAÇÕES COMPENSATÓRIAS







2001

2002

2003

2004

2005

2006

2007

2008

2009

TOTAL

-797.927

-745.914

-859.373

-864.592

-819.318

-908.046

-947.650

-988.687

-938.076














quarta-feira, fevereiro 02, 2011

Falta-lhes coragem e determinação!

Na última semana foi noticia na imprensa que, o presidente da Câmara de Cascais pediu a suspensão do seu mandato de autarca, assumindo o seu lugar o até agora vice-presidente”. Isto é, mais um autarca, a seguir ao de Coimbra e Gaia que anuncia a “saída”, no seu tempo e pelos seus próprios pés”, dando assim oportunidade a outro político autarca para poder, em tempo, mostrar a sua valia politica para continuar a gerir os interesses das populações do respectivo Município.

É uma atitude que merece ser realçada, quando assistimos, infelizmente para as populações, alguns políticos que desempenham funções de presidentes de câmara, e nas mesmas condições destes autarcas acima referidos, não tenham a visão, a capacidade e a coragem de tomar decisões idênticas, na defesa dos interesses das respectivas populações e persistam em ocupar um lugar que objectivamente já não tem condições, nem motivação nem autonomia e independência para desempenhar tais funções, nem defender os interesses das suas populações, da sua região e do seu município.

Falta-lhes empenho, falta-lhes coragem para tomar tal decisão.

sábado, janeiro 29, 2011

ALMEIRIM - Ou suspende a aposentação ou a remuneração do cargo?

De acordo com a Lei do Orçamento do Estado (OE) os titulares de cargos políticos, entre os quais os presidentes de câmara e vereadores, que estão na situação de aposentados, tem que optar por suspender a pensão ou a remuneração correspondente ao cargo político desempenhado, isto é não podem continuar a acumular as remunerações a partir de 1 de Janeiro de 2011.

Tanto quanto nos é dado saber, os titulares de cargos políticos, como os presidentes de câmara e vereadores têm optado por receber o valor da aposentação em detrimento do valor da remuneração do cargo politico que exercem, a questão é saber como tal é possível, dado que de acordo com o regime legal o direito à remuneração é intrinseco do exercício da função autárquica em regime de permanência, não podendo haver renúncia ao seu recebimento por parte dos titulares de cargos políticos? Ainda há quem acredite que estamos num Estado de direito?

Ou deixam de receber o valor da aposentação ou da remuneração do cargo. Receber as duas isso não pode?

segunda-feira, janeiro 24, 2011

ALMEIRIM- ONTEM FOI O DIA DAS ELEIÇÕES!

ALMEIRIM- ONTEM FOI O DIA DAS ELEIÇÕES!

Ontem foi o dia das eleições! Votar é uma espécie de “arma do povo”, para alguns a derradeira, sendo entendido como o último direito de cidadania a que ainda, temos direito. Abdicar dele, significa para o cidadão desistir de participar. Mesmo que pouco se acredite na sua eficácia o exercício de “ir votar”, é não só um direito como um dever. Mas na verdade, há também quem diga que, “no fim de votar o povo fica desarmado”!

"Os que votaram, votaram porquê?" Bem sei que há perguntas que são incomodas e não se devem fazer!

Nº total de inscritos 9 629 630

Nº de votantes 4 490 147 ou seja votaram apenas 46,6% dos inscritos

Nº de Abstenções 5 139 483 ou seja cerca de 53,4% dos cidadãos não votaram

Brancos 191 167

Nulos 86 545

Cavaco Silva (52,94%) 2230240

Manuel Alegre (19,75%) 832021

Fernando Nobre (14,1%) 593886

Francisco Lopes (7,14%) 300845

José Coelho (4,5%) 189351

Defensor Moura (1,57%) 66092

E NO CONCELHO DE ALMEIRIM? (pode ver aqui)

No concelho de Almeirim, com um total de 19 939 inscritos, apenas exerceram esse direito 7 885 cidadãos, ou seja 39,55%, tendo as abstenções totalizado 11 536 cidadãos ou seja cerca de 57,86%, a mais alta taxa de abstenção do distrito de Santarém, e uma das mais elevadas no nosso País. PORQUÊ?

RESUMO



Total inscritos

19.939

100,00%

Total Votantes

7.885

39,55%

Total Brancos

357

1,79%

Nulos

161

0,81%

Abstenção

11.536

57,86%







Cavaco Silva

3.493

17,52%

Manuel Alegre

1.958

9,82%

Fernando Nobre

1.204

6,04%

Francisco Lopes

826

4,14%

José Coelho

308

1,54%

Defensor Moura

96

0,48%

VOTANTES

7.885

39,55%