sábado, março 06, 2021

“A verdade dificilmente está do lado de quem mais grita.”(Rabindranath Tagore)

“A verdade dificilmente está do lado de quem mais grita.”(Rabindranath Tagore) Nestes tempos em que ninguém escapa de momentos de insegurança, somos surpreendidos como num acto de respirar, em que a gente transfere para algo que tem de fazer coisas que temos cá dentro. Como disse Rabindranath Tagore,:“se fechares a porta a todos os erros, a verdade ficará na rua.” Não será surpresa para ninguém que tudo o que mete “a politica” ou o “fanatismo da clubite futebolística”, começa sempre por pequenas nuvens de desacordo e passa com enorme rapidez a tempestades de conflitos, alguns irreversíveis, afastando os amigos uns dos outros, porque conversar sobre qualquer destes assuntos torna-se intolerável, ainda estamos muito longe de encontrar um meio termo nas relações sociais, que vimos, em cada dia, aumentar o desvalorizar das relações familiares e de amizades, em que passamos o tempo a mover-nos mecanicamente, sem esforço, numa espécie de transe…..e assim a nossa memória vai “esquecendo” que como disse Michel de Montaigne, um escritor francês:” “Entre nossos maiores prazeres neste mundo estão os pensamentos agradáveis, e a grande arte da vida consiste em tê-los no maior número possível.” Na realidade todos nós, no geral, já não sabemos se estamos deprimidos ou desanimados, mas de certo modo algo ansiosos, num quadro de alguma infelicidade e angustia, sendo que bem no fundo talvez estejamos conformados e viver no nosso circulo muito restrito de contactos sociais, em que a memória das nossas outras rotinas nos parece cada dia mais distante, em que os dias se sucedem sem expectativas de mudanças, numa espécie de adaptação que nos atinge como um “torpor” confrontável, num tempo que passa e já nos vamos sentindo emocionalmente mais preparados para lidar com estas situações de crise. “Se não podemos fazer algo bem, pelo menos façamos o que tenha uma boa aparência. A vida não é justa… Acostumemo-nos a isso.”(”(Bill Gates) Temos que ter a percepção e a aceitação que estamos em tempos de transição para um novo modelo de vivência e experiências na sociedade, com múltiplas implicações, para o bem e para o menos bem nas várias dimensões da nossa existência e que mesmo nos momentos de interacção social, quase sempre à distância, há dimensões que se esvaziam, pois como alguém já disse, “ quando se está a obter informações apenas através dos ouvidos e dos olhos, há uma série de coisas que não nos chega ao nível da pele, do toque ou do cheiro”. No fundo há uma ambiguidade entre o presente e o ausente, entre o estar e não estar, talvez nesses momentos, temos que ter uma percepção que a melhor maneira de nos prepararmos para os “novos e diferentes tempos”, é ter a imaginação que como as raposas velhas, de “ saber as manhas para superar as pancadas.” Como disse Albert Einstein:“A imaginação é mais importante que o conhecimento. O conhecimento é limitado. A imaginação dá a volta o mundo. O conhecimento vem, mas a sabedoria tarda. Tudo deveria se tornar o mais simples possível, mas não simplificado.”

terça-feira, março 02, 2021

“We tell ourselves stories to be able to live.” (Joan Didion) Almost without realizing it, our lives are rapidly changing. Life changes in an instant. We sit down to lunch, and that life we ​​knew suddenly ends. We all have to admit that we are always looking for solutions, that we have not found. Maybe we didn't even want to end the year !!! Especially because we know that, as the days go by, March is already there and it becomes April and then summer arrives, and we are there again at the end of the year…. and life disappears like a thread !!! “We know why we try to keep the dead alive: we do this to keep them with us. We also know that if we want to live, there comes a point when we must abandon the dead, let them go, keep them dead. ”(Joan Didion) the lack of a “public voice”, which, in my opinion, has been felt, defending, in the name of the elders, the need (and simple decency) to be vaccinated first, if the first objective is, as it is established, that the priority is “saving lives” and not the so-called “state resilience”. I am well aware that decency is not included in a country's development indexes. It is even difficult to measure, and even more so in these times when we are moving on terrains of human uncertainty. But, poorer or richer, a more decent and more supportive country is certainly a better country. As Bill Gates said, “intelligence is the ability to absorb information in real time. To ask questions that make sense. It is having a good memory. It is to draw bridges between subjects that do not seem to be related and to innovate in making these connections. ” Here I have to underline that every day, at different hours of the day, the so-called “spokespersons” of the most varied classes and professional orders claim their right to the primacy in accessing the vaccine, regardless of any criteria regarding risk of life. These groups have orders, unions and associations to speak for them. Older people do not, although they suffer from a specific form of discrimination that even has a designation created by the American psychiatrist Robert Butler in 1969 - "ageism" - which means discrimination against the elderly. The scientifically based and well-founded reality is that older, more fragile and vulnerable people must be vaccinated first, and then deflation can be faster and safer. “People who are good at making excuses are rarely good at anything else. The tragedy of life is that we get old too soon. And wise, too late. Don't anticipate problems, or worry about what might never happen. Enjoy the sunlight. ”(Benjamin Franklin)

“Contamos histórias a nós mesmos para poder viver.”(Joan Didion)

“Contamos histórias a nós mesmos para poder viver.”(Joan Didion) Quase sem darmos por isso a nossa vida transforma-se rapidamente. A vida muda num instante. Sentamo-nos para almoçar, e aquela vida que conhecíamos acaba de repente. Todos nós temos de admitir que andamos sempre à procura de soluções, que não encontramos. Talvez até não quiséssemos terminar o ano!!! Até porque sabemos que, à medida que os dias vão passando, Março já aí está e torna-se Abril e depois chega o verão, e lá estamos novamente no fim do ano…. e a vida desaparece como um fio!!! “Nós sabemos por que tentamos manter os mortos vivos: fazemos isso para mantê-los connosco. Também sabemos que, se quisermos viver, chega um ponto em que devemos abandonar os mortos, deixá-los ir, mantê-los mortos.”(Joan Didion) Isto tudo vêm a propósito de hoje só querer (tentar), chamar a atenção para a falta de uma “voz pública”, que, no meu entender, se tem feito sentir, a defender, em nome dos mais velhos, a necessidade (e simples decência) de serem eles a serem vacinados primeiro, se o primeiro objectivo é, como está assente, que a prioridade é “salvar vidas” e não a chamada “resiliência do Estado”. Bem sei que a decência não consta dos índices de desenvolvimento de um País. É até difícil de medir e, muito mais nestes tempos em que nos movemos em terrenos de incertezas humanas. Mas, mais pobre ou mais rico, um País mais decente e mais solidário é certamente um País melhor. Tal como disse Bill Gates a “inteligência é a capacidade de absorver informação em tempo real. De fazer perguntas que façam sentido. É ter boa memória. É traçar pontes entre assuntos que não parecem estar relacionados e inovar ao fazer essas conexões.” Aqui chegados tenho de sublinhar que todos os dias, às várias horas do dia, os “ denominados porta-vozes” das mais variadas classes e ordens profissionais reivindicam o seu direito à primazia no acesso à vacina, independentemente de qualquer critério que diga respeito ao risco de vida. Esses grupos têm ordens, sindicatos e associações para falarem por eles. Os mais velhos não têm, embora sofram de uma forma específica de discriminação que até tem uma designação criada pelo psiquiatra americano Robert Butler em 1969 – “ageism”- que significa discriminação contra os idosos. A realidade assente e fundamentada cientificamente é que e as pessoas idosas, mais frágeis e vulneráveis devem ser vacinadas primeiro, e então o desconfinamento pode ser mais rápido e mais seguro. “Pessoas que são boas em arranjar desculpas raramente são boas em qualquer outra coisa. A tragédia da vida é que ficamos velhos cedo demais. E sábios, tarde demais. Não antecipe os problemas, nem se preocupe com o que talvez nunca aconteça. Aproveite a luz do Sol.”(Benjamin Franklin)

sábado, fevereiro 27, 2021

Patience is one of the key elements for success.” (Bill Gates)

Patience is one of the key elements for success.” (Bill Gates) We all need people who can give us “the feeling of success or failure” of any action taken, (return of information about the result of a job done) whether it is in “political practice” or in any other activity of citizens, because only then can we improve. But don't give us the story that any “vaccination rules will do”. No, they don't. That is why it is essential that everyone respect the criteria that have been defined, certainly in accordance with the best international practices on how to face this pandemic. It sounds like cheap politics to the tone of hysteria with which some politicians, and especially in TVS, because we all know that there is a pandemic caused by SARS-CoV-2, but we also know that there is a difference between information, speculation and spectacle. We criticize the manifest political agenda, legitimate - but never assumed - on private channels but, absolutely, unacceptable on public television. We are indeed, as someone said, “a bizarre country”. “Try once, twice, three times and if possible try the fourth, fifth and as many times as necessary. Just don't give up in the first few attempts, persistence is a friend of conquest. If you want to get to where most people don't, do what most people don't. ”(Bill Gates). There are many reasons for indignation whenever the previously set rules are changed or altered, although it should not be surprising to anyone that certain decisions related to the Covid-19 pandemic have to be reviewed regularly, since knowledge is always unfinished work. We must be convinced that no one wants to overtake anyone and, understanding that we are all anxious to get our vaccine turn, we must wait. It is like when we take the bus, or to the supermarket: sometimes it is boring to have to wait for the people in front of us, but nobody has the right to overtake others and we have to respect each other. “It is in times of crisis that we realize that the greatest enemy of democracy and knowledge is not uncertainty, it is a lie, because the lie is always assertive and categorical, never doubts, because it is based on ignorance, it is easy, it is simplistic and explores the fragility of the other ”(Alexandre Quintanilha- full professor) As citizens who exercise their citizenship rights and duties, we must have a clear perception that when challenges are complex and require responses from several domains simultaneously, as is the case with the pandemic, the work becomes gigantic, and that a A lie hides powerful economic, political and ideological interests and, for this reason, it is widely financed, even at the international level, and the “certainties”, which generate uncertainty and insecurity, are easier to be transmitted on social networks and the media. because they take up less space and require less explanation, as it must be clear to everyone to repeat the same lie many times over and because insecurity and fear are easy to sell. Perhaps that is why we need to be patient, in essence, to have the ability not to lose our cool, maintaining the balance of emotional control in these times, and also to have the ability to tolerate errors or unwanted facts, in addition to enduring difficulties and annoyances of all kinds. The ability to persist, calmly, believing that we will get what we want, to listen to other people carefully, unhurriedly and calmly, trying to understand the vision they want to convey to us, and thus being able to get rid of anxiety. “We can live in a house more or less, on a street more or less, in a city more or less, and even have a government more or less. We can sleep in a bed more or less, eat more or less, have more or less transportation, and even be forced to believe more or less in the future. We can look around and feel that everything is more or less ....... What we cannot really ... ..is dreaming more or less, loving and being loved, more or less, being and having friends more or less , have more or less faith, and believe more or less. Because if so, we run the risk of becoming a more or less person. ”(Chico Xavier)

“A paciência é um dos elementos chave para o sucesso.”(Bill Gates)

“A paciência é um dos elementos chave para o sucesso.”(Bill Gates) Todos precisamos das pessoas que nos possam dar “o sentir do sucesso ou insucesso” de qualquer acção desenvolvida, (retorno da informação sobre o resultado de um trabalho efectuado) quer ela seja na “prática politica”, quer em qualquer outra actividade dos cidadãos, pois só assim podemos melhorar. Mas não nos venham com a história que quaisquer “regras de vacinação servem”. Não, não servem. É por isso que é fundamental que todos respeitem os critérios que foram definidos, certamente de acordo com as melhores práticas internacionais sobre como enfrentar esta pandemia. Soa-nos a politiquice barata o tom de histeria com que alguns políticos, e em especial nas TVS, pois todos sabemos que há uma pandemia causada pelo SARS-CoV-2, mas também sabemos que há uma diferença entre informação, especulação e espectáculo. Criticamos a manifesta agenda política, legítima – mas nunca assumida – nos canais privados mas, em absoluto, inaceitável na televisão pública. Somos de facto, como alguém disse “um país bizarro”. “Tente uma, duas, três vezes e se possível tente a quarta, a quinta e quantas vezes for necessário. Só não desista nas primeiras tentativas, a persistência é amiga da conquista. Se queres chegar a onde a maioria não chega, faz o que a maioria não faz.”(Bill Gates).
Há muitas razões para a indignação sempre que se mudam ou alteram as regras previamente fixadas, embora não deveria surpreender ninguém que certas decisões relacionadas com a pandemia de Covid-19 tenham de ser revistas regularmente, já que o conhecimento é sempre um trabalho inacabado. Devemos ter a convicção de que ninguém quer ultrapassar ninguém e, compreendendo que todos estamos ansiosos de chegar a nossa vez da vacina, devemos aguardar. É como quando vamos apanhar o autocarro, ou ao supermercado: às vezes é chato ter de esperar pelas pessoas que estão à nossa frente, mas ninguém tem o direito de ultrapassar os outros e temos de se respeitar. “É em momentos de crise que percebemos que o maior inimigo da democracia e do conhecimento não é a incerteza, é a mentira, porque a mentira é sempre assertiva e categórica, nunca tem dúvidas, porque se baseia na ignorância, é fácil, é simplista e explora a fragilidade do outro”(Alexandre Quintanilha- professor catedrático) Como cidadãos que exercem os seus direitos e deveres de cidadania temos de ter uma clara percepção de que quando os desafios são complexos e requerem respostas de vários domínios em simultâneo, como é o caso da pandemia, o trabalho torna-se gigantesco, e que uma mentira esconde poderosos interesses económicos, políticos e ideológicos e, por isso mesmo, é amplamente financiada, mesmo a nível internacional, sendo que as “certezas”, que geram a incerteza e insegurança, são mais fáceis de ser transmitidas nas redes sociais e nos média, porque ocupam menos espaço e exigem menos explicação , como deve ser claro para todos repetir muitas vezes a mesma mentira funciona e porque a insegurança e o medo são fáceis de vender. Talvez seja por isso que temos necessidade de ser pacientes, em essência, termos a capacidade de não perder a calma, mantendo o equilíbrio do controle emocional, nestes tempos, e também termos a capacidade de tolerar erros ou factos indesejados, além de suportar dificuldades e incómodos de todos os tipos. A capacidade de persistir, tranquilamente, acreditando que conseguiremos o que queremos, ouvirmos as outras pessoas com toda a atenção, sem pressa e com calma, procurando entender a visão que nos querem transmitir, e assim termos capacidade de mos livrarmo-nos da ansiedade. “Podemos morar numa casa mais ou menos, numa rua mais ou menos, numa cidade mais ou menos, e até ter um governo mais ou menos. Podemos dormir numa cama mais ou menos, comer mais ou menos, ter um transporte mais ou menos, e até ser obrigado a acreditar mais ou menos no futuro. Podemos olhar em volta e sentir que tudo está mais ou menos.......O que nós não podemos mesmo…..é sonhar mais ou menos, amar e ser amado ,mais ou menos, ser e ter amigos mais ou menos, ter fé mais ou menos, e acreditar mais ou menos. Pois se assim for corremos o risco de nos tornarmos numa pessoa mais ou menos.”(Chico Xavier)

quinta-feira, fevereiro 25, 2021

“We all have the right to live a happy life.” (Dalai Lama)

“We all have the right to live a happy life.” (Dalai Lama) As citizens who fulfill citizenship duties, we demand information that respects ethical principles, sobriety and restraint. And, above all, that it respects our way of life in the society where we live. As Saint Augustine said. ” Even if you flee from the countryside to the city, or from the street to your home, your conscience will always go with you ... From your home you can only escape to your heart. But where will you flee from yourself? " Nowadays we have a duty to know that there is a pandemic - and that the so-called SARS-CoV-2 virus, instead of letting itself be decimated by people in the so-called Third World, decided to be more egalitarian and make heavy casualties in less developed countries. accustomed to these health crises. We also know that there are no magic potions - vaccines are not made at the desired speed and pharmaceuticals are powerful entities that, deep down, aim to profit from the “misfortune of others”. "The deepest root of failure in our lives is to think," how useless and weak we are! " It is essential to think powerfully and firmly, "we made it", but without ostentation or concern. " (Dalai Lama)
Also on these days, which are not ours, we have to be aware that, even if we take care of so many times repeated - physical distance, mask covering mouth and nose, insistent hand washing, maximum confinement -, any of us , or one of our family and friends, may be a victim of this virus and that all of this causes fear for everyone, including journalists, opinion makers and those responsible for the media. We also know that the entire press, both written and spoken, is in crisis, suffering from the threat of social networks, competition for audiences, missing newsrooms, the fast paces of work imposed on those who remain in them, the precarious work conditions of many journalists and others who “look” like journalists. “Let us speak the truth, whatever it may be, clearly and objectively, using a quiet and pleasant voice, free from any prejudice or hostility. If our dreams are in the clouds, don't worry, they are in the right place; now let us build the foundations. ”(Dalai Lama) But even knowing all this, we cannot accept the aggressive, almost inquisitorial tone, used mainly in TVS, conditioning thinking and responses, even those who are chosen “finger” to be interviewed. We do not accept the opinionated obsession, designed to condition the reception of the news, to the detriment of a healthy pedagogical concern to inform. And we cannot admit the accusatory style with which several journalists and, pseudo-journalists, rebel against government officials, scientists and even the indefatigable health personnel because, allegedly, they did not know how to predict the unpredictable - unknown diseases, viral mutations - nor foresee definitive measures, solutions that would allow us, happy to be unaware of the hardships of the scientific method, to take to the streets without a mask and without fear, in order to envision a future that no one knows how to predict, nor can know. "In the past 20 years, we have had six significant threats: SARS, MERS, Ebola, bird flu and swine flu," University of Liverpool professor Matthew Baylis told BBC News. "We escaped five bullets, but the sixth caught us. And this is not the last pandemic we are going to face. So we need to look more closely at diseases in wild animals." And to finish, nothing better than remembering Fernando Pessoa. ” “I know that for some time I will keep oscillating between reason and desire. Some decisions are made with a restless heart and the thought taken by many things that have happened and happen, all mixed up. I also know that time will be my friend for these things in life. With courage I follow, at that speed that I do not fear, not even to dare to be happy. ”

“Nós todos temos o direito de levar uma vida feliz.”(Dalai Lama

“Nós todos temos o direito de levar uma vida feliz.”(Dalai Lama) Como cidadãos que cumprimos os deveres de cidadania, exigimos uma informação que respeite princípios éticos, sobriedade e contenção. E, sobretudo, que respeite o nosso modo de vida na sociedade onde vivemos. Como disse Santo Agostinho.” Ainda que fujas do campo para a cidade, ou da rua para a tua casa, a tua consciência vai sempre contigo... Da tua casa só podes fugir para o teu coração. Porém, para onde fugirás de ti mesmo?" Nos tempos de hoje temos o dever de saber que há uma pandemia – e que o chamado vírus SARS-CoV-2, em vez de se deixar ficar a dizimar pessoas no chamado Terceiro Mundo, resolveu ser mais igualitário e fazer pesadas baixas em países menos habituados a essas crises sanitárias. Também sabemos que não há poções mágicas – as vacinas não se fazem à velocidade desejada e as farmacêuticas são poderosas entidades que, lá bem no fundo, visam lucrar com a “desgraça alheia”. “A mais profunda raiz do fracasso nas nossas vidas é pensar, “como somos inúteis e fracos!”. É essencial pensar poderosa e firmemente, “nós conseguimos”, mas sem ostentação ou preocupação.” ( Dalai Lama) Também nestes dias, que não são os nossos temos, temos de ter a consciência de que, mesmo cumprindo os cuidados tantas vezes repetidos – distância física, máscara a tapar boca e nariz, lavagem insistente das mãos, confinamento máximo –, qualquer um de nós, ou um dos nossos familiares e amigos, pode ser vítima deste virus e que tudo isso causa medo a todos, incluindo a jornalistas, fazedores de opinião e responsáveis de órgãos de informação. Sabemos também que toda a imprensa, escrita e falada, está em crise, que sofrem a ameaça das redes sociais, a competição por audiências, as redacções desfalcadas, os ritmos de trabalho acelerados impostos aos que nelas restam, a precariedade laboral de muitos jornalistas e outros que se “parecem” com jornalistas. “Falemos a verdade, seja ela qual for, clara e objectivamente, usando um toque de voz tranquilo e agradável, liberto de qualquer preconceito ou hostilidade. Se os nosso sonhos estiverem nas nuvens, não nos preocupemos, pois eles estão no lugar certo; agora construamos os alicerces.”(Dalai Lama) Mas mesmo sabendo tudo isto, não podemos aceitar o tom agressivo, quase inquisitorial, usado principalmente nas TVS, condicionando o pensamento e a respostas, mesmo daqueles que são escolhidos a “dedo” para ser entrevistados. Não aceitamos a obsessão opinativa, destinada a condicionar a recepção da notícia, em detrimento de uma saudável preocupação pedagógica de informar. E não podemos admitir o estilo acusatório com que vários jornalistas e, pseudojornalistas, se insurgem contra governantes, cientistas e até o infatigável pessoal de saúde por, alegadamente, não terem sabido prever o imprevisível – doenças desconhecidas, mutações virais – nem antever medidas definitivas, soluções que nos permitissem, a nós, felizes desconhecedores das agruras do método científico, sair à rua sem máscara e sem medo, para perspectivar um futuro que ninguém sabe prever, nem pode saber. "Nos últimos 20 anos, tivemos seis ameaças significativas: Sars, Mers, Ebola, gripe aviária e gripe suína", disse à BBC News o professor Matthew Baylis, da Universidade de Liverpool. "Escapamos de cinco balas, mas a sexta nos apanhou. E esta não é a última pandemia que vamos enfrentar. Por isso, precisamos olhar mais de perto as doenças em animais selvagens." E para finalizar nada melhor que relembrar Fernando Pessoa.” “Eu sei que por algum tempo vou-me manter oscilante entre a razão e o desejo. Algumas decisões são tomadas com o coração inquieto e o pensamento tomado por muitas coisas que aconteceram e acontecem, tudo misturado. Sei também que o tempo vai ser meu amigo para essas coisas da vida. Com coragem eu sigo, nessa velocidade que não temo, nem mesmo de ousar ser feliz.”

segunda-feira, fevereiro 22, 2021

We can sell our time, but we cannot buy it back. ”(FERNANDO PESSOA)

We can sell our time, but we cannot buy it back. ”(FERNANDO PESSOA) We can sell our time, but we cannot buy it back. ”(FERNANDO PESSOA) What we see in these times that are not ours is a society where there is no future everyone scolds about the past, or as if a country that does not have confidence in your future ends up arguing between various versions of the past. The truth is that I feel really fed up with our social communication, and our “so-called social networks”, with a scandalous emphasis on the various television stations, certainly captured by undeniable interests, therefore not assumed, and that has distinguished itself for walking looking for the man who bit the dog, because that's the news! They only know how to look for the error, the failure, the scandal - which unfortunately happen more than the desirable and even the admissible - to make a loud noise of all sizes, hiding what is well done, disregarding the positive effects that its dissemination could have among citizens. I can no longer see or read and hear so many “know everything, especially…” to paraphrase Miguel Torga (Diário XVI) “Nobody asked me for the sermon, but I needed to vent publicly. I can't do so much with so much economics, so much megalomania, so short a vision of what we were, can and should be… (...). ” Well, you can tell me that we are not democrats, and we don't want to do like them, in my view that doesn't work, I don't want to either, and the vast majority of Portuguese people also don't want a social communication that only says well everything, what we what we want is a social communication from the exempt state, which communicates with truth, and not a social communication that manipulates and lies to the Portuguese. The reality is that we try to install in the citizens the fear, the dread, that we are lost, if we do not change political leaders! Let us be clear: if these attitudes are naturally expected from non-democratic forces, from forces that challenge the democratic regime and seek to lead us to new dictatorships, of a neoliberal nature, with a fascist tendency, they are unacceptable in forces that are assumed as democratic, as defenders of the values ​​of freedom and respect for the values ​​of democracy! ”Determination, courage and self-confidence are decisive factors for success. If we are possessed by unshakable determination, we will be able to overcome them. Regardless of the circumstances, we must always be humble, modest and stripped of pride. ”(Dalai Lama Someone will have asked if“ with this pandemic, we are already better prepared for any future threat ”, being the reality in these times when, at a moment emergency, like what we live, we can’t say yes to everything and we don’t want to say yes to everything anymore. But for that and for that reason, we will have to be more attentive to everything around us, the fact is that it’s not necessary to give up one's own positions, the freedom to criticize, to point out mistakes, is that there are also mistakes, because only those who do not do not make mistakes! To make mistakes, but one cannot help but think, but one cannot help risking "I am not ashamed to correct my mistakes and change my mind, because I am not ashamed to reason and learn." (Alexandre Herculano)

Podemos vender nosso tempo, mas não podemos comprá-lo de volta.”(FERNANDO PESSOA)

“Podemos vender nosso tempo, mas não podemos comprá-lo de volta.”(FERNANDO PESSOA) O que assistimos nestes tempos que não são os nossos é uma sociedade onde não há futuro todos ralham sobre o passado, ou como quem diz um País que não tenha confiança no seu futuro acaba a discutir entre várias versões do passado. A verdade é que me sinto mesmo farto da nossa comunicação social, e da nossa “chamadas redes sociais”, com realce escandaloso para as várias estações de televisão, certamente capturadas por interesses inconfessáveis, por isso não assumidos, e que se tem distinguido por andar à procura do homem que mordeu o cão, porque essa é que é a notícia! Só sabem procurar o erro, a falha, o escândalo – que infelizmente acontecem mais do que o desejável e mesmo o admissível –, para com isso fazer um alarido de todo o tamanho, escondendo o que é bem feito, desprezando os efeitos positivos que a sua divulgação poderia ter nos cidadãos. Não posso mais ver ou ler e ouvir tantos “sabem tudo sobretudo…” parafraseando Miguel Torga (Diário XVI )“Ninguém me encomendou o sermão, mas precisava de desabafar publicamente. Não posso mais com tanta lição de economia, tanta megalomania, tão curta visão do que fomos, podemos e devemos ser ainda…(...).” Bem podem dizer-me que não somos democratas, e não queremos fazer como eles, na minha perspectiva isso não colhe, eu também não quero e a grande maioria dos portugueses também não querem uma comunicação social que só diga bem de tudo, aquilo que nós queremos é uma comunicação social do estado Isenta, que informe com verdade, e não uma comunicação social que manipula e mente aos portugueses. A realidade é que se procura instalar nos cidadãos o medo, o pavor, o de que estamos perdidos, se não mudarmos de dirigentes políticos! Sejamos claros: se estas atitudes são expectáveis, por naturais, da parte de forças não democráticas, de forças que contestam o regime democrático e procuram levar-nos para novas ditaduras, de natureza neoliberal, com pendor fascista, são inadmissíveis em forças que se assumem como democráticas, como defensoras dos valores da liberdade e respeito pelos valores da democracia! ”Determinação, coragem e autoconfiança são factores decisivos para o sucesso. Se estamos possuídos por uma inabalável determinação, conseguiremos superá-los. Independentemente das circunstâncias, devemos ser sempre humildes, recatados e despidos de orgulho.”(Dalai Lama Alguém já terá perguntado se “com esta pandemia, já estamos mais bem preparados para qualquer ameaça futura”, sendo a realidade nestes tempos em que, num momento de emergência, como o que vivemos, não podemos dizer sim a tudo e também já não queremos dizer sim a tudo. Mas, para isso e por isso, teremos de ser mais atenciosos a tudo que nos rodeia, o facto é que não é necessário abdicar das posições próprias de cada um, da liberdade de criticar, para apontar erros, é que também há erros, pois só não erra quem não faz! Errar, mas não se pode deixar de acertar. Pensar, mas não se pode deixar de arriscar. “Eu não me envergonho de corrigir os meus erros e mudar de opinião, porque não me envergonho de raciocinar e aprender.”(Alexandre Herculano)

sábado, fevereiro 20, 2021

"The meaning of life is that it ends." (Franz Kafka).

 "The meaning of life is that it ends." (Franz Kafka).

In a way, it happens to most people, when using our memory we are led to remember happy situations in these sad days, and we also remember that those days are built of good times and it is impossible for someone to spend their whole life without a single visit of sadness. We may never discover the real meaning of life, but it is very likely that we can find some ways to live better along our path. “From a certain point onwards there is no return. This is the point that must be reached. The meaning of life is that it ends. ” Franz Kafka wrote. This is what sometimes leads us to forget that there is only one cycle: being born, living and dying.


This all comes about because it suddenly seems that the country has woken up to a sudden urgency: discussion about the war overseas. What for many will be nothing more than ideas from the past as ghosts of the present. In fact, this theme was raised after the “death of Lieutenant Colonel Marcelino da Mata, who was only the most decorated military officer in our Armed Forces”! What led to the appearance not only in the press but especially in social networks of a whopping of opinions that as people use to say "that social networks usually shoot stray dogs". The reality is that in our opinion those who say they want to discuss “the colonial war” - me and many have never been in a colonial war, but “were in an overseas war” - just want the novelty of a new stage in order to show their ignorance itself. They forget that only History can discuss “war” and not half a dozen enlightened people who don't even know what they “write and talk about”! And for fifty years history is not too much! “Life is meaningless. We are the ones who make sense of it. The meaning of life is what we attribute to it. Being alive is the meaning. ” (Joseph Campbell)

Perhaps that is why I am almost always in great doubt: do people write lies in the public space with statements that are somewhat empty of content, in some way cunning, with the aim of deceiving, because they are mistaken or because they want to "bring humor" to the debate? If this is so, “this is all talk for an ox to sleep!” But, in any case, they do not fail to offend the honor and dignity of many hundreds of thousands of young people, and even today there are many alive, who gave everything even their lives! Everything else is instruments, pieces within a circumstance that do not dominate, do not even have the slightest idea, because they have never been there! Let it be made very clear here that it is not a matter of discussing the “colonial war”, or “the overseas war”, or whatever you want to call it. What bothers most is the resourcefulness with which the living and the dead are judged and condemned, and even the memory that the living have of the dead. “Owning does not exist, there is only being: that being that aspires to the last breath, until suffocation. Solidarity is the feeling that best expresses respect for human dignity. ”(Franz Kafka)

As we should all have the perception that our collective memory is made up of ordinary people, with their greatness and misery. Discussing it is fascinating. Judging her this way is miserable. As René Descartes said: “Common sense is the best distributed thing in the world: we all think we have it in such a way that even the most difficult to be content with other things do not usually want more common sense than what they have.” OR MAYBE WRONG!

“O Sentido da vida é que ela termina.” ( Franz Kafka)

“O Sentido da vida é que ela termina.” ( Franz Kafka)  .

 De certo modo acontece com a generalidade das pessoas, quando no recurso à nossa memória somos levados a recordar a situações felizes nestes dias tristes, e também nos lembramos que esses dias são construídos de bons momentos e é impossível alguém passar a vida inteira sem uma única visita da tristeza. Talvez nunca venhamos a descobrir o real sentido da vida, mas é muito provável que possamos encontrar algumas formas para viver melhor através do nosso caminho. “De um certo ponto adiante não há mais retorno. Esse é o ponto que deve ser alcançado. O Sentido da vida é que ela termina.” Escreveu Franz Kafka. É isso que nos leva por vezes a esquecer que há apenas um ciclo: nascer, viver e morrer.

Isto tudo vem a propósito de que de repente parece que o País acordou para uma súbita urgência: discussão sobre a guerra no ultramar. O que para muitos nada mais será do que ideias do passado como fantasmas do presente. Na realidade esta temática foi levantada após a “morte do tenente coronel Marcelino da Mata que foi só o militar mais condecorado das nossas Forças Armadas”! O que levou ao aparecimento não só na imprensa mas em especial nas redes sociais de um chorrilho de opiniões avulsas que como o povo usa dizer “ que as redes sociais costumam atirar aos cães vadios”. A realidade é que na nossa opinião aqueles que dizem querer discutir “ a guerra colonial” – eu e muitos nunca estivemos numa guerra colonial, mas sim “estivemos numa guerra do ultramar” – apenas querem a novidade de um novo palco para poderem exibir a sua própria ignorância. Esquecem-se que só a Historia pode discutir a “guerra” e não meia dúzia de iluminados que nem sequer sabem sobre o que “escrevem e falam”! E para a Historia cinquenta anos não é demais! “A vida é desprovida de sentido. Somos nós que lhe  damos sentido. O sentido da vida é aquilo que nós lhe atribuímos. Estar vivo é o sentido.” (Joseph Campbell)

Talvez por isso fico quase sempre numa grande dúvida: as pessoas escrevem mentiras no espaço público com afirmações de certo modo vazias de conteúdo, de certa forma astuciosa, com o objectivo de enganar, porque se enganam ou porque querem “trazer humor” ao debate?  Se assim é “isto tudo não passa de conversa para boi dormir!” Mas, de qualquer modo não deixam de ofender a honra e a dignidade de muitas centenas de milhares de jovens, e ainda hoje há muitos vivos, que tudo deram inclusive a própria vida! Tudo o  resto são instrumentos, peças no interior de uma circunstância que não dominam, nem sequer fazem a mais leve ideia, porque nunca lá estiveram! Que aqui fique bem claro de que não se trata de discutir a “guerra colonial”, ou a “ a guerra do ultramar”, ou como lhe queiram chamar . O que mais  incomoda é a desenvoltura com que,  se julgam e condenam os vivos e os mortos, e até a memória que os vivos têm dos mortos. “O possuir não existe, existe somente o ser: esse ser que aspira até ao último alento, até à asfixia. A solidariedade é o sentimento que melhor expressa o respeito pela dignidade humana.”(Franz Kafka)

Como todos devíamos ter a percepção de que a nossa memória colectiva é feita de pessoas comuns, com suas grandezas e misérias. Discuti-la é fascinante. Julgá-la desta forma é miserável. Como disse René Descartes: “O bom senso é a coisa do mundo mais bem distribuída: todos pensamos tê-lo em tal medida que até os mais difíceis de contentar nas outras coisas não costumam desejar mais bom senso do que aquele que têm.” OU TALVEZ ESTIVESSE ERRADO!

terça-feira, fevereiro 16, 2021

"Without hope, sacrifice loses its meaning" (Doctor Marcelo Rebelo de Sousa, President of the Republic)

 "Without hope, sacrifice loses its meaning" (Doctor Marcelo Rebelo de Sousa, President of the Republic)

We all have the capacity to be able to overcome our destiny, in these extraordinary times when extraordinary solutions are called for, which is why we must have the perception and strength that in fighting the pandemic the time has not yet come to let our arms down, although we have the psychological “impression” that in the rest of the world, it seems to remain suspended. It is often said that for those who are "exhausted", the last steps are always the worst. As we walk the path towards our goals, we face a thousand and one barriers and each "step" becomes more demanding. And it is when things start to tighten and the urge to give up becomes unbearable that we must strengthen our firmness and determination. It is not and will not be an easy task, we know ... but we also know that it is only with great boldness and willpower that we achieve our goals! As Friedrich Nietzsche said: “Life is getting harder and harder near the top.”

In these times of uncertainty we all find someone who tells us “that everything will be fine”, which helps us not give up on something that we cannot spend a day without thinking about, because in the reality of our life this new confinement, combined with changes in routines and lifestyles, it has aggravated and prolonged the psychological suffering of all humans, since the "big problem" was not to return home to a new confinement, but to change routines that have prevailed in the last few months, in which we have been changing routines and trying to recover them for over a year, although we must emphasize that human beings "adapt by nature" to circumstances, but only do so because they "know the reality". As Theodore Roosevelt said: “We are face to face with our destiny, and we must meet it with great courage and resolve. For us it is the life of action, of the strenuous performance of duty; let us live on the harness, striving vigorously; let us run the risk of getting worn out from rusting. ”

In view of this, it is essential to accept that we are not going to feel so well in these times when the "prolongation" of confinement, coupled with the "uncertainty of the moment" will be "causing anxiety in people", depressive symptoms, anxious and, alongside losses financial disruption, day-to-day disruption, loss of freedom, sleep disturbances and physical inactivity may also be risk factors for emotional well-being and mental illness, in some cases, traumatic 'stress' , are some of the ailments that experts admit to intensify in this quarantine in which isolation has aggravated psychological suffering, because it has touched some important facets of mental health, such as personal freedom and our daily movements " Given that it’s one thing to have a near horizon that we know ends, another thing is to have a near horizon that expands indefinitely without knowing when the end will be. In order to mitigate some of these negative effects, we consider it desirable to try to maintain some routines, even if this does not ensure that people do not experience the situation with great anxiety, frustration and exhaustion. But maintaining these routines is important, first because it helps to manage time and then because it distracts us from ourselves. As Miguel Torga said: “Start over ... if you can, without anguish and without haste and the steps you take, on this hard path of the future, give them freedom, as long as you don't reach rest, from any fruit you want only half.”

Pandemics, although they may be of some duration, have historically ended, and when the pandemic ends, will we go back to socializing without barriers? History tells us that, in principle, yes, but it will always be different, we have to “adapt to a new” normal way of living our life ”. It is a retreat that repositiones us in our human condition and that shows us that we do not have the means and strength to stop something so big. We have more scientific knowledge and more advanced technologies, but we are not prepared, and this time it will also be traumatic, as it was with the pneumonic flu in 1918 and 1919. “In fact, throughout the year, the world has gained the notion of how much science you need, due to the Covid-19 virus, which forced us to radically change our way of life, which shows the importance of investigating to overcome the barrier of the unknown. Thanks to science we will surely be able to overcome this crisis, because science will find an effective treatment or a vaccine that will immunize ”. (Dr. António Costa Prime Minister)

"Sem esperança, o sacrifício perde sentido".(Doutor Marcelo Rebelo de Sousa, presidente da República)

 "Sem esperança, o sacrifício perde sentido".(Doutor Marcelo Rebelo de Sousa, presidente da República)

 Todos nós temos a capacidade de poder superar o nosso destino, nestes tempos extraordinários em que se pedem soluções extraordinárias, é por isso, que temos de ter a percepção e a força que no combate à pandemia ainda não chegou a hora de baixarmos os braços, apesar de termos a “impressão” psicológica de que no resto do mundo, a mesma parece continuar em suspenso. Costuma-se dizer que para quem está "exausto", os últimos passos são sempre os piores. Ao trilharmos o caminho rumo aos nossos objectivos, enfrentamos mil e uma barreiras e cada "passo" se torna mais exigente. E é quando as coisas começam a apertar e a vontade de desistir se torna insuportável que  devemos fortalecer a nossa firmeza e determinação. Não é nem será uma  tarefa fácil, sabemos... mas também sabemos que é apenas com muita ousadia e força de vontade é que atingimos os nossos objectivos ! Como disse Friedrich Nietzsche: “A vida vai ficando cada vez mais dura perto do topo.”

Nestes tempos de incerteza todos nós encontramos alguém que nos diz “que tudo vai ficar bem”, o que nos ajuda a não desistir de uma coisa na qual  não conseguimos passar um dia sequer sem pensar, pois na realidade da nossa vida este novo confinamento, aliado a alterações das rotinas e do estilo de vida, veio agravar e prolongar o sofrimento psicológico de todos os humanos, pois o     "grande problema" não foi voltar a casa para um novo confinamento, mas sim a alteração de rotinas que têm prevalecido nos últimos meses, em que andamos  a alterar rotinas e tentar recuperá-las há mais de um ano, embora devemos  salientar que o ser humano se "adapta por natureza" às circunstâncias, mas só o faz porque "conhece a realidade". Como disse Theodore Roosevelt:” Estamos face a face com nosso destino, e devemos encontrá-lo com muita coragem e resolução. Para nós é a vida de acção, da extenuante performance do dever; deixe-nos viver nos arreios, esforçando-nos vigorosamente; deixe-nos correr o risco de nos desgastarmos do que enferrujarmos.

Perante isto, é fundamental aceitarmos que não nos vamos sentir tão bem nestes tempos em que o "prolongamento" do confinamento, aliado à "incerteza do momento" serão "causadores de ansiedade nas pessoas", sintomas depressivos, ansiosos e, a par das perdas financeiras, a disrupção do dia-a-dia, a perda de liberdade, as perturbações de sono e o sedentarismo também poderão ser fatores de risco para um bem-estar emocional e para a doença mental,  em alguns casos, de 'stress' traumático, são algumas das mazelas que os especialistas admitem que se intensifiquem nesta quarentena em que o isolamento veio agravar o sofrimento psicológico, porque veio mexer com algumas facetas importantes da saúde mental, como a liberdade pessoal e os nossos movimentos no dia-a-dia". Dado que uma coisa é termos um horizonte próximo que sabermos que termina, outra, é termos um horizonte próximo que se alarga indefinidamente sem sabermos quando será o fim.  Para se poder  mitigar alguns destes  efeitos negativos,   consideramos desejável que se tente manter algumas rotinas, ainda que isso , não assegure que as pessoas não vivam a situação com grande ansiedade, frustração e desgaste. Mas manter essas as rotinas é importante, primeiro porque ajuda a gerir o tempo e, depois, porque nos distraem de nós próprios. Como disse Miguel Torga: Recomeça... se puderes, sem angústia e sem pressa e os passos que deres, nesse caminho duro do futuro, dá-os em liberdade, enquanto não alcances não descanses, de nenhum fruto queiras só metade.”

As pandemias, embora possam ter alguma duração, historicamente acabaram,  E quando acabar a pandemia, será que vamos voltar a socializar sem barreiras? A história diz-nos que, em princípio, sim, mas será sempre diferente, temos que nos “adaptar a um novo ”normal de viver a nossa vida”.  É um recuo que nos reposiciona na nossa condição humana e que nos mostra que não temos os meios e forças para deter algo tão grande. Temos mais conhecimento científico e tecnologias mais avançadas, mas não estamos preparados,  e desta vez também vai ser traumático, tal como foi com a gripe pneumónica em 1918 e 1919. “De facto, o mundo ganhou, ao longo deste ano, a noção de quanto precisa da ciência, devido ao vírus da Covid-19, que nos obrigou a mudar radicalmente o nosso modo de vida, o que mostra a importância de investigar a vencer a barreira do desconhecido. Graças à ciência vamos conseguir seguramente vencer esta crise, porque a ciência vai encontrar um tratamento eficaz ou uma vacina que imunize”. (Dr. António Costa  primeiro-Ministro )

 

quinta-feira, fevereiro 11, 2021

“The world of reality has its limits. The world of imagination has no borders. ” (Jean-Jacques Rousseau)

 “The world of reality has its limits. The world of imagination has no borders. ” (Jean-Jacques Rousseau)

 A friend of mine used to tell me that "we can never confuse the" right to freedom of expression "as a synonym for" anything goes "because when anything goes, it means digging a gap so that our freedom does not exist." Whoever keeps memories does not live in the past, makes the past a present and future time. To look at the roots of time is to understand better what is and what will come, with wisdom, with affection, and never its opposite. One of the difficulties we have is that we know very little about reality, we don't know what is coming and we don't know how long it will last. As Albert Einstein said: “There is one thing that a long existence has taught me: all of our science, compared to reality, is primitive and innocent; and therefore it is the most valuable thing we have. ”

In these times when we live in dangerous days, this warned advice came to mind, which is not only at stake in the effectiveness of fighting the pandemic, but also the model of social relations with each other and with the law. Impatience, suffering, the hardships of crises have always been opportunities for ruptures and the prolongation of confinement, coupled with the "uncertainty of the moment", is being one of the "causes of anxiety in people". We have to accept that we are more nervous, sadder at times, more irritable, more tense and that this is normal. “To make reality bearable, we all have to cultivate certain small insanities within us. If dreaming a little is dangerous, the solution is not to dream less but to dream more. ”(Marcel Proust)

The so-called “uncontrolled pandemic” that has an echo in the constant disinformation that the press, in particular, the television echo (which, fortunately, seems to have its days numbered), the cases of vaccines taken abusively, of course there were failures, the opportunism of the opposition , which never presents alternatives, the exaggerations of the press and, above all, tiredness start to contaminate confidence, promote nihilism and instigate extreme behaviors, I remember the observation of HL Mencken: “For every complex problem, there is an answer that is clear, simple and wrong ”.

We have to admit that we are still a long way from winning this battle, even further from winning the war, and that is why it is not yet time to drop our arms, relaxing would be the worst symptom at this moment. Whoever keeps memories looks at the events and sees in them an extended thread, which comes from so far and can project itself so far. Citizens must remain at home and comply with telework wherever possible. This regime is mandatory, even if, when we look at the level of traffic on certain roads, it seems only optional. The reality that surrounds us has been so extreme in recent times that satire has become almost impossible. Everything that we could imagine really happens. Let us not be discouraged, let there be positive thoughts. But there is above all conscious individual and collective action, so that things do not go from bad to good performance, but to serve citizens. Whoever keeps memories inhabits the world with knowledge made from others, from the deep land, from the community, and all this passes on to us, it is provided to us, giving us with dedication this immense world made of life. In reality, perhaps none of our natural passions are as difficult to subdue as pride. Disguise him, fight him, take him down, choke him, humiliate him as much as you wish, and he is still alive, and he will appear from time to time and show himself. ”(Benjamin Franklin)

“O mundo da realidade tem seus limites. O mundo da imaginação não tem fronteiras.” (Jean-Jacques Rousseau)

  “O mundo da realidade tem seus limites. O mundo da imaginação não tem fronteiras.” (Jean-Jacques Rousseau)

 Um amigo meu costumava dizer-me que nunca “podemos confundir o “direito à liberdade de expressão” como sinónimo de “vale tudo” porque quando vale tudo significa cavar um fosso para que a nossa liberdade não exista.” Quem guarda memórias não vive no passado, faz do passado um tempo presente e futuro. Olhar para as raízes do tempo é compreender melhor o que está e o que virá, com sabedoria, com afectividade, e nunca o seu contrário. Uma das dificuldades que temos é que conhecemos muito pouco da realidade, não sabemos bem o que aí vem e não sabemos bem quanto tempo vai ainda durar. Como disse Albert Einstein: “Existe uma coisa que uma longa existência me ensinou: toda a nossa ciência, comparada a realidade, é primitiva e inocente; e, portanto, é o que temos de mais valioso.”

Nestes tempos em que vivemos dias perigosos, veio-me à memória este avisado conselho, em que está não apenas em jogo a eficácia no combate à pandemia, como o modelo de relação social de uns com os outros e de todos com a lei. A impaciência, o sofrimento, as agruras das crises sempre foram oportunidades para rupturas e o prolongamento do confinamento, aliado à "incerteza do momento", está ser um dos  "causadores de ansiedade nas pessoas". Temos de aceitar que andamos mais nervosos, mais tristes à vezes, mais irritados, mais tensos e que isso é normal. “Para tornar a realidade suportável, todos temos de cultivar em nós certas pequenas loucuras. Se sonhar um pouco é perigoso, a solução não é sonhar menos é sonhar mais.”(Marcel Proust)

O chamado “descontrolo da pandemia” que tem ecos na desinformação constante que a imprensa em especial as tvs fazem eco (que, felizmente, parece ter os dias contados), os casos das vacinas tomadas abusivamente, claro que houve falhas , os oportunismos da oposição, que nunca apresenta alternativas, os exageros da imprensa e, principalmente, o cansaço começam a contaminar a confiança, a promover o niilismo e a instigar comportamentos extremos, lembro-me da observação de HL Mencken: “Para cada problema complexo, há uma resposta que é clara, simples e errada”.

Temos de admitir que estamos ainda muito longe de ganhar esta batalha, mais distantes ainda de vencer a guerra e, é por isso que ainda não será hora de baixar os braços, relaxar seria o pior sintoma neste momento. Quem guarda memórias olha para os acontecimentos e vê neles um fio estendido, que vem de tão longe e pode projectar-se para tão longe. Os cidadãos devem manter-se em casa e cumprir, sempre que possível, o teletrabalho. Este regime é obrigatório, mesmo que, quando olhamos para o nível de tráfego em certas estradas, nos pareça apenas facultativo. A realidade que nos envolve tem sido tão extrema nos últimos tempos que a sátira se tornou quase impossível. Tudo quanto se pudéssemos imaginar acontece mesmo. Não desanimemos, haja pensamentos positivos. Mas haja sobretudo acção individual e colectiva consciente, para as coisas não irem de menos mal para uma boa prestação, mas sim para servir os cidadãos. Quem guarda memórias habita o mundo com um saber feito dos outros, da terra funda, da comunidade, e tudo isso passa para nós, é-nos proporcionado, dando-nos com dedicação esse mundo imenso feito de vida.” Na realidade, talvez não exista nenhuma de nossas paixões naturais tão difícil de subjugar como o orgulho. Disfarce-o, lute com ele, derrube-o, sufoque-o, humilhe-o tanto quanto desejar, e ele ainda está vivo, e aparecerá de vez em quando e se mostrará.”(Benjamin Franklin)