sábado, março 09, 2019

De sonhar ninguém se cansa, porque sonhar é esquecer, e esquecer não pesa e, é um sono sem sonhos em que estamos despertos”. (Fernando Pessoa)


De sonhar ninguém se cansa, porque sonhar é esquecer, e esquecer não pesa e, é um sono sem sonhos em que estamos despertos”. (Fernando Pessoa)   

 Como disse Fernando Pessoa Ano Novo de tudo, ficaram três coisas: A certeza de que estamos sempre começando... A certeza de que precisamos continuar... A certeza de que seremos interrompidos antes de terminar... Portanto devemos: Fazer da interrupção um caminho novo... Da queda um passo de dança... Do medo, uma escada... Do sonho, uma ponte... Da procura, um encontro..” 
Tenho de reconhecer que entendo que há quem diga que a  “ fé move montanhas”, mas respeito todos aquelas(es) que assim não pensam. Porque assim penso, na realidade nem que todas as estrelas estejam ao nosso alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente a paciência, porém, preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer qualquer tipo de “sucesso” na nossa vida. Para os nossos erros haja sempre perdão; para os nossos fracassos, haja sempre uma segunda oportunidade; para os amores considerados impossíveis, (nada é impossível nesta vida….) precisamos sempre de tempo, sendo verdade que o tempo é bem escasso na nossa vida, embora muito raramente ou tarde demais chegamos a essa conclusão. Alguém disse que denada adiantava cercar um coração vazio ou economizar na sua alma”.(Sarah Westphal)
Há também quem diga que a Vida não cabe numa qualquer Teoria, seja ela qual for – estamos bem certos disso. No entanto, cada vez que dizemos “ a vida”…. Somos levados a pensar nas quantas maravilhosas teorias que os filósofos arquitectaram na severidade das suas e de nas “escuras bibliotecas”, nos quantos belos poemas os poetas rimaram na pobreza das suas vidas, ou em quantos fechados dogmas os teólogos não entenderam na solidão das celas. Nisto, ou então na conta do sapateiro, na degradação moral do século, ou na triste pequenez de tudo, a começar por nós.
 Estou naqueles dias, a que chamo “ entre os meus dias” e a pensar em como estou e me sinto orgulhoso de todos meus e as minhas amigas/amigos todos os dias. Estou deveras impressionado com eles, é deles que vêm esta minha “parca inspiração”. Fico até impressionado com qualquer pessoa que escolha prestar atenção e analisar a sua postura na vida de todos os dias que “denomino saúde emocional”, seja por recurso a meios de terapia ou por outras vias. Reconhecer que somos humanos e, por isso sujeitos ao erro, mas também a reconhecê-lo, nunca deve ser algo que possamos vir a sentir e pelo qual somos feitos (existimos e vivemos) para nos sentirmos envergonhados. 
No contexto de uma vida feliz, uma mesa desarrumada ou um armário cheio de roupa que já não usamos é, de facto um problema, mas que consideramos “trivial” - e por isso cheguei a uma conclusão que ao obter mais controlo sobre as nossas coisas, sobre o que nos move no dia a dia, faz-nos sentir mais no controlo das nossas vidas. Ao livrar-nos de coisas que não usamos, já não precisamos ou já não sentimos nada, assim como as coisas que não funcionam, não se encaixam ou não combinam, nós libertamos a nossa mente (e as nossas prateleiras) pelo que realmente valorizamos  na nossa vida.
À medida que o tempo passa, percebemos cada vez mais que NUNCA somos capazes de ser essas tantas coisas, que por vezes gostávamos de ser - não porque não nos esforçamos o suficiente, mas porque somos apenas humanos. A vida não tem a ver com ultrapassar o que é difícil, apenas abrindo espaço para o que é bom, ou alcançando um estado de completa felicidade. Em vez disso, a vida é aprender que podemos realmente, realmente, criar espaço para tudo isso: para a dor e a alegria, para a confiança e a dúvida, para a facilidade e o desafio. É tudo valioso, tudo importa, e tudo tem algo a ensinar-nos quando deixamos essa “fase da vergonha” e permitimos o que dói apenas estar lá sem qualquer tipo de “pseudo auto-julgamento”. "Sonhar mesmo que seja impossível/Lutar mesmo que o inimigo seja invencível/Suportar a dor, mesmo que seja insuportável/Correr, mesmo onde o bravo não ouse ir/Transformar no bem o que é mal,/mesmo que o caminho seja de mil milhas/Amar o puro e o inocente,/mesmo que seja insistente/Persistir, mesmo quando/o corpo não mais resista/E, afinal, tocar aquela estrela,/mesmo que seja impossível." (Fernando Pessoa)

domingo, março 03, 2019

If we are given a second chance to live, we must grasp it with all our might, for not everyone has this privilege

If we are given a second chance to live, we must grasp it with all our might, for not everyone has this privilege.

 But all this is still unknown, and we do not even have a faint idea of ​​what really happened and why it happened? As Augusto Cury said, "Fate is a matter of choice." And that is why we have to have the ability and the perception to make the right choice not to repent in the future, and the fundamental question is and will always be that we do not know what the "right choice" is in fact?

We have to admit that in life these things happen and will always happen. No one has ever said it was easy, so I always try to learn from my mistakes and try to improve every day. For me and certainly for many people giving up will never be an option, although we have to recognize that sometimes "falling" is also allowed, but getting up is and will always be our obligation. But here there are no secrets, just a lot of work, a lot of humility, patience with our weaknesses, living life without haste, living moments, participating in the stages, completing the cycles, forgetting weaknesses and taking advantage of opportunities, and a lot of perseverance. There is still much to live for. "Perhaps he would hold the secret of the good life, never stop, never look back, live each day with momentum, vivacity, curiosity, and adolescent disposition. If we think that we are young, then perhaps we are, no matter what I say over the years. " (John Grogan) - in Marley and Me

As someone once told me, some time ago "that I might", through these writings, "made me realize that I reject happiness," what I really wanted today was to find the words to explain myself and defend myself or that thought that does not correspond to what I feel. After all that has happened in my life, I am at a point where I know that some things have been lost along the way. I probably will not feel the full joy again, as I have already said, I write to myself and if I decided to make these "writings public" was in the conviction that perhaps "their reading may also, to a certain extent, support and help others "Went through the same" - and it even seems that I "am the only one who is genuinely good about it." We can not reject the joy of living, we must and must be open to what comes, but also, we must face our own reality. And that already seems much better than denying every moment of our lives. That we can always recognize the value of each awakening, that we do not miss the opportunity to make it worth every new day, that we do not let petty and devoid things make our "head", that we do not discouraged in the face of difficulties and we can apprehend that we can not wait until everything is perfect, or until what we create is perfect, or until our words "resonate," are heard and understood by all the people who read or live with us. If we wait for this, we will always be waiting!

Someone has said that "we are made up of unspoken words and lost opportunities, we are made of laughter, tears, faith, hope and despair, we are made of small attitudes and small memories that captivate our smile and the brightness of our eyes , we are made only of uncertainties and doubts, imperfect human being incapacitated, sometimes to be right, for the simple fear of taking the risk of making a decision - a new day, another opportunity to live life, why not try in this new dawn? ".

 And because time wants us to like it or not it flies and I already seem to come from the depths of time (the time I've been here to reach), that embrace for everyone who wants to receive it in time, and that's why I come today to thank all and all of my heart, the messages of support, which demonstrate the greatness and solidarity "of this sea of ​​living life! "And that I apologize for a very special reference to my daughters, my sons-in-law to my grandson and granddaughter, who are the source and the greatest cause for me to have to seize this new opportunity, a privilege given to me.

"I'm not sure I thought anything original in my life. I am a dreammaker. "(José Luis Borges)

Se nos dão uma segunda oportunidade de viver, temos de a agarrar com toda a força, pois nem todos tem esse privilégio.


Se nos dão uma segunda oportunidade de viver, temos de a agarrar com toda a força, pois nem todos tem esse privilégio.


Mas tudo isto ainda é uma incógnita, e nem sequer temos uma leve ideia do que realmente aconteceu e porque aconteceu? Como disse  Augusto Cury, "O destino é uma questão de escolha" . E é por isso que temos que ter a capacidade e a percepção de fazer  a escolha certa para não nos arrependermos no futuro, sendo que a questão fundamental é e será sempre,  o de não sabermos qual é de facto a “escolha certa”?  
Temos que admitir que na vida estas coisas acontecem e sempre acontecerão. Nunca ninguém disse que era fácil, e por isso tento sempre aprender com os meus erros e tentar melhorar todos os dias. Para mim e certamente para muitas pessoas desistir nunca será uma opção, embora tenhamos que reconhecer que, por vezes “cair” também nos é permitido, mas levantar-nos é e será sempre a nossa obrigação. Mas aqui não há segredos, só muito trabalho, muita humildade, ter paciência com as nossas fraquezas, viver a vida sem pressas, viver os momentos, participar nas etapas, completar os ciclos, esquecer as fraquezas e aproveitar as oportunidades,  e muita perseverança. É que ainda há muito para viver.  Talvez ele detivesse o segredo da boa vida, nunca se deter, nunca olhar para trás, viver cada dia com impulso, vivacidade, curiosidade e disposição adolescente. Se pensarmos que somos jovens, então talvez o sejamos, não importa o que diga o passar dos anos”. (John Grogan)- in Marley e Eu
Como alguém já me disse, há algum tempo atrás “ que eu talvez” , através destes escritos, “desse a perceber que rejeito a felicidade”, o que de facto hoje eu gostaria era de encontrar as palavras para me explicar e me defender dessa opinião ou desse pensamento que não corresponde aquilo que eu sinto. Depois de tudo o que aconteceu na minha vida, estou num ponto em que sei que algumas coisas se perderam ao longo desse caminho. Eu provavelmente já não vou sentir a alegria completa novamente, como já disse escrevo para mim próprio e se decidi tornar publico “estes escritos” foi na convicção de que porventura “a sua leitura pode também, até certo ponto, apoiar e ajudar outras pessoas que “passaram pelo mesmo” - e parece até que eu “sou o único que está genuinamente bem com isso”. Nós não podemos rejeitar a alegria de viver, nós devemos e temos de estar abertos para o que vier, mas também, devemos encarar a nossa própria realidade. E isso já nos parece muito melhor que negação de cada momento da nossa vida. Que nós possamos sempre reconhecer o valor de cada despertar, que nós não percamos a oportunidade de fazer valer a pena cada novo dia, que nós não deixemos que coisas mesquinhas e sem conteúdo façam a “nossa cabeça”, que nós não desanimemos perante as dificuldades  e possamos apreender  que não podemos esperar até que tudo esteja perfeito, ou até que o que nós criamos seja perfeito, ou até que as nossas palavras “ressoem”, sejam escutadas e entendidas  por todas as pessoas que nos lêem ou convivem connosco. Se nós esperarmos por isso, vamos ficar sempre á espera!
Já alguém disse que “ nós somos feitos de palavras não ditas,  e oportunidades perdidas, somos feitos de risos, choros, fé, esperança e desespero, somos feitos de pequenas atitudes e de pequenas lembranças que cativam o nosso sorriso e o brilho dos nossos olhos, somos feitos apenas de incertezas e dúvidas, ser humano imperfeito incapacitado, por vezes de ter razão, pelo simples medo de assumir o risco de tomar uma decisão – um novo dia, outra oportunidade de viver a vida, porque não tentar nesse novo amanhecer?”.
 E porque o tempo quer queiramos ou não voa e eu já parece que venho do fundo do tempo (o tempo que já andei para aqui chegar), aquele abraço para todos e todas que o queiram receber, em tempo, e é por isso que venho hoje agradecer a todos e a todas  de coração, as mensagens de apoio, que demonstram a grandeza  e solidariedade “deste mar de viver a vida! “, e que me desculpem uma referência muito especial ás minhas filhas, aos meus genros ao meu neto e neta que no fundo são a origem e a maior causa para eu ter de agarrar esta nova oportunidade, um privilégio que me foi dado.
“Não estou certo de ter pensado nada de original na minha vida. Sou um fazedor de sonhos.” (José Luis Borges)

"I would have spent my life tormented and alone if my dreams did not come to show me the way" (Agostinho da Silva)

"I would have spent my life tormented and alone if my dreams did not come to show me the way" (Agostinho da Silva)

 Sometimes we are not aware that time is limited and so it does not even help anything to spend time in fear of tomorrow. Time is all we have. And, perhaps the day will come, sooner or later everyone will discover that we have less than we judge!

"In the solitude of darkness, I could almost feel the finitude of life and its preciousness. We do not give value, but it is fragile, precarious, uncertain, able to end at any moment without warning. " (John Grogan in Marley and Me)

What's the point of people hugging the trees? What's the point of people talking to a dog? What's the point of people admiring the flowers? The answer is the same for all situations described. Meaning is communion with life. Someone said that "living and living with what surrounds us in a harmonious way is establishing the good in the world." For all this, what makes me feel much better is to look at my dog ​​and think about what he says: Give me some time to understand what you want from me.I am irrational, but able to reciprocate your esteem and patience. "And for that very reason, when we have to make a decision , which can be a "life decision", we should ponder and reflect on it.We must have the perception that "the important thing about friendship is not knowing the friend, but knowing what is inside him or her ! ... "Every new friend we gain in life improves and enriches us as people, not by what they give us, but by how much we discover of ourselves. Being a friend is not a thing of They are gestures, words, feelings that solidify in time and never fade. The friend reveals, unveils, comforts. It's an open door in every situation. "

Difficult times happen to and with ALL of us in our lives, no matter how many tools we "use", tricks, practices or rituals we practice - no matter how many times or if we do yoga or other similar practices or how many self-help books we read or therapy sessions we attended.

We sometimes can not or do not feel able to work around the difficulties as much as we might wish and "give up" trying. In fact they are effects, called collaterals of being human. We grow, not just in ways and ways we want or "we dream to grow," and so we never escape difficult times, or that sometimes not everyone can overcome. Here again it turns out we give our dog a little more attention: "Do not be angry with me for long. And do not hold me anywhere as a punishment. You have your work, the friends, the amusements .... I only have you. Talk to me once in a while. Even if I do not understand your words, I understand your voice very well and the mere sound of it makes me happy. "

In reality, I see and feel that people nowadays focus more on wanting to avoid or escape from difficulties, which have almost as their only objective of life, as opposed to wanting to learn how to become more tolerant and of greater and better compassion towards the others. What we can and must do is work not to let hard times define who we are, what our value is, or whether we are enough or not, and we are able to overcome the difficulties that we face in our lives. Our best option is to be able to change the way we respond to difficult times and the way we think about ourselves as they arise, which really changes everything. To do so requires some practice and a lot of patience, and does not mean that our inner criticism is completely involved, but choosing to change our self-perception during some of our "struggle" is one of the deepest acts of kindness we can offer ourselves. The less shame we have to "carry on this phase of struggle," the more space we have to practice compassion as we move through it, and the more space we have to grow.

 Have you ever thought that we can all forgive ourselves for not knowing what we know now? And if we still do not know it, can we forgive ourselves for it too? Difficult decision to give up dreams and people because you can not fight alone ... because life is an immense thing, which does not fit in a theory, a poem, a dogma, not even the whole despair at certain moments of the life of any person, and so it does not help us anything at all, to pass the time in fear of tomorrow !!!

"Life is what I see: a majestic and naked morning on these mountains covered with snow and sun, a pancho blanket where a lamb has just given birth to a lamb, and two children - a boy and a girl - silent , stunned, to watch the miracle still smoking. " (Miguel Torga, in "Diary (1941)")

“Teria passado a vida atormentado e sozinho se os sonhos me não viessem mostrar qual é o caminho“ (Agostinho da Silva)


  “Teria passado a vida  atormentado e sozinho  se os sonhos me não viessem  mostrar qual é o caminho(Agostinho da Silva)


Por vezes não temos consciência que o tempo é limitado e por isso não ajuda mesmo nada passar o tempo com medo do amanhã. O tempo é tudo o que temos. E, talvez chegue o dia, a todos mais tarde ou mais cedo isso acontece, que venhamos a descobrir de que temos menos do que julgamos!
“Na solidão da escuridão, quase consegui sentir a finitude da vida e sua preciosidade. Não damos valor, mas ela é frágil, precária, incerta, capaz de terminar a qualquer momento, sem aviso”. (John Grogan in Marley e Eu)
Qual o sentido das pessoas abraçarem as árvores? Qual o sentido de pessoas conversarem com um cachorro? Qual o sentido das pessoas admirarem as flores? A resposta é a mesma para todas as situações descritas. O sentido é a comunhão com a vida. Disse alguém que  “viver e conviver com o que nos cerca de forma harmoniosa é estabelecer o bem no mundo." Por tudo isto, o que me faz sentir muito melhor é o olhar para o meu cachorro e pensar perceber o que ele me diz:” Tem confiança em mim. Eu sou leal. Dá-me algum tempo para entender o que queres de mim. Sou irracional, mas capaz de retribuir a tua estima e paciência”. E, por isso mesmo, que quando temos que tomar uma decisão, que pode ser uma “decisão da vida”, devemos ponderar e reflectir sobre a mesma. Temos de ter a percepção de que “o importante da amizade não é conhecer o amiga (o); mas sim saber o que há dentro dele ou dela!...” Cada amigo (a) novo(a) que ganhamos na vida, melhora e   enriquece-nos como pessoas, não pelo que nos dão, mas pelo  quanto descobrimos de nós mesmos. Ser amigo(a) não é coisa de um dia. São gestos, palavras, sentimentos que se solidificam no tempo  e não se apagam jamais. O ou a amigo(a) revela, desvenda, conforta. É uma porta sempre aberta em qualquer situação.”
Tempos difíceis acontecem a e com TODOS nós na nossa vida, não importa quantas ferramentas “utilizamos”, truques, práticas ou rituais que tenhamos como prática - não importa quantas vezes ou se fazemos ioga ou outras práticas similares  ou quantos livros de auto-ajuda nós lemos ou sessões de terapia que frequentamos.
Nós por vezes, não podemos ou não nos sentimos com capacidade para contornar as dificuldades, tanto quanto poderíamos desejar e “desistimos” de tentar. Na verdade são efeitos, denominados colaterais de se ser humano. Crescemos, e não apenas de modo e maneiras como queremos ou “sonhamos crescer”, e por isso nunca escapamos a tempos difíceis, ou que por vezes, nem todos conseguem superar. Mais uma vez aqui resulta darmos um pouco mais de atenção ao nosso cão:Não fiques zangado comigo por muito tempo. E não me prendas num qualquer lugar como uma punição. Tu tens o teu trabalho, os amigos, as diversões…. Eu só te tenho a ti. Fala comigo de vez em quando. Mesmo que eu não entenda as tuas palavras, compreendo muito bem a tua voz e o simples som dela me deixa feliz.”
Na realidade vejo e sinto que actualmente as pessoas se “focam” mais   em querer evitar ou escapar das dificuldades, que tem quase como seu único objectivo de vida, ao contrário  de querer aprender como se tornar mais tolerante e de maior e melhor compassividade para com os outros. O que podemos e temos de fazer é trabalhar para não deixar que os tempos difíceis definam quem somos, qual é o nosso valor ou se somos ou não suficientes e temos capacidade para superar as dificuldades que se atravessam na nossa vida. A nossa melhor opção é poder mudar a forma como reagimos aos tempos difíceis e à maneira como pensamos sobre nós mesmos à medida que eles surgem, o que realmente e de facto muda tudo. Para isso tal requer alguma prática e muita paciência, e não significa que nossa crítica interior esteja completamente envolvida, mas escolher mudar a nossa autopercepção durante alguns momentos da nossa “ luta” é um dos mais profundos actos de bondade que podemos oferecer a nós mesmos. Quanto menos vergonha nós tivermos por ter “carregar nessa fase de lutar”, mais espaço temos para praticar a compaixão à medida que nos movemos através dela, e mais espaço temos para crescer. 
 Já alguma vez pensou que todos nós podemos perdoar-nos por não sabermos o que sabemos agora? E, se nós ainda não o sabemos, podemos perdoar-nos por isso também? Decisão difícil essa de abrir mão de sonhos e pessoas porque não se pode lutar sozinho(a)...pois a vida é uma coisa imensa, que não cabe numa teoria, num poema, num dogma, nem mesmo no desespero inteiro em certos momentos da vida de qualquer pessoa , e por isso não nos adianta mesma nada, passar o tempo com medo do amanhã!!!
“A vida é o que eu estou a ver: uma manhã majestosa e nua sobre estes montes cobertos de neve e de sol, uma manta de panasco onde uma ovelha acabou de parir um cordeiro, e duas crianças — um rapaz e uma rapariga — silenciosas, pasmadas, a olhar o milagre ainda a fumegar”. (Miguel Torga, in "Diário (1941)")

terça-feira, fevereiro 19, 2019

"There are people who" expect "their dreams to happen ... But there are others who" make "them happen ..." (anonymous)

"There are people who" expect "their dreams to happen ... But there are others who" make "them happen ..." (anonymous)



We do not choose people, we just live our destinies. We choose our attitudes and our destiny is drawn by virtue of them. That is why I have always tried to follow that advice, "surround yourself with people whom you trust and love", because trust is won over several and several conversations, but can be lost by a single word - the disillusion arises in an instant, and will be like the "visit of the truth." Very simplistically, delusion is simply stopping to trust and believe in what one has thought about the "being" of other people. For what it is used to say "no one deceives himself with those he knows, but with those he thinks he knows!" The disappointment is nothing more than the observation of the obvious, and that in our eyes, the curtain of illusion, at certain moments , did not allow us to see. As Dostoevsky said, "an act of trust gives peace and serenity."

In fact I have to admit that over time I try to learn to go back to living one day at a time, not to create expectations about things or people, I acquired more patience and also, less haste to live, always having, at least try that "it is possible to learn good manners to deal with people, but it is not possible to learn to trust people. And you have to trust to be comfortable with them. " (Peter Drucker)

 We do not always give the right weight and importance to what is, in fact, important to us. Every day of our lives is full of events and during all time things happen that we like or dislike, that we attach importance to or not. In reality time passes and we end up realizing that we do not like the person, but the image we made of it without our realizing it.

When we change our attitude from the conscious change of our feelings and thoughts, we begin to create a new reality in our life. Some emotions are not easy to deal with and understand, there are some that are even very difficult to change and "seem to constantly cry out for your presence within us." I know, I fully realize that these things are difficult to speak of I also feel that I am apprehending), in fact, I think that many of us, by a mere cultural question, were taught to ignore all these situations. Many of us forget that not everyone has the same experiences, access or support that we do, which makes sense; because it is difficult to perceive the reality in which many people are living. But, we "have to" look at this if we want things to change. We have to do this if we really want to show ourselves fully to those with whom we talk and with whom we live. And, we have to do if we want to be competent people, informed about the traumas and the much needed support to people. As Florbela Espanca said "Life is always the same for everyone: a network of illusions and disappointments. The picture is unique, the frame is different. "

 When we avoid wanting to "know or live" with the realities of the environment in which we live, our friends, our neighbors, in our social and human community, we miss the opportunity to really see people and distance ourselves from local life in society. Someone recently asked me that maybe I should not be writing about sociopsychological issues, since people read very little today, and they talk even less, to which I replied that for me it becomes clearer with each passing day, that choosing to stay in silence or refraining from addressing these issues (whether in social networks or in real life) means choosing to ignore the very realities with which our friends and acquaintances live or coexist everyday.

 "There are people who wish to know only by knowing, and this is curiosity, others to gain fame, and that is vanity, others to enrich with their science, and this is an awkward business, others to be built, and this it is prudence, others to build up others, and this is charity. " (St. Thomas Aquino)

“Há pessoas que "esperam" que seus sonhos aconteçam... Mas, há outras que os "fazem" acontecer...” (anónimo)



 “Há pessoas que "esperam" que seus sonhos aconteçam...  Mas, há outras que os "fazem" acontecer...” (anónimo)

Nós não escolhemos as pessoas, apenas vivemos os nossos destinos. Escolhemos sim as nossas atitudes e o nosso destino é traçado em virtude delas. Por isso é que desde sempre tentei seguir aquele conselho, “rodeia-te de pessoas em quem confias e das que amas”, pois a confiança é conquistada durante várias e várias conversas, mas pode ser perdida por uma única palavra – a ilusão constrói-se com o tempo, a desilusão surge num instante, e será como a “visita da verdade”. Muito simplisticamente a desilusão é simplesmente parar de confiar e  acreditar no que se pensou sobre o “ser” de outras pessoas. Pois como é uso dizer-se “ninguém se ilude com aqueles que conhece, mas sim com os que pensa conhecer!” A desilusão nada mais é que a constatação do óbvio, e que aos nossos olhos, a cortina da ilusão, em certos momentos, não nos permitiu ver. Como disse Dostoievski, “um acto de confiança dá paz e serenidade.” 
Na verdade tenho que admitir que com o tempo, tento aprender novamente voltar a viver um dia de cada vez, a não criar expectativas em cima de coisas ou pessoas, adquiri mais paciência e também, menos pressa de viver, tendo sempre, pelo menos tento isso, presente que “ é possível aprender boas maneiras para lidar com as pessoas, mas não é possível aprender a confiar nas pessoas. E é preciso confiar para nos sentirmos confortáveis com elas”. (Peter Drucker)
 Nem sempre damos o peso certo e importância para o que é, de facto, importante para nós. Todos os dias das nossas vidas são repletos de acontecimentos e durante todo tempo acontecem coisas que gostamos ou não, que damos importância ou não. Na realidade o tempo passa e a gente acaba por perceber que não gostamos da pessoa e sim da imagem que fizemos dela sem de isso nos  apercebermos.
Quando mudamos de atitude a partir da mudança consciente de nossos sentimentos e pensamentos, começamos a criar uma nova realidade na nossa vida. Algumas emoções não são fáceis de lidar e compreender, existem algumas que são mesmo muito difíceis de mudar e “ parece que gritam constantemente a sua presença dentro de nós.” Eu sei, tenho a noção plenamente disso, que essas coisas são difíceis de falar (eu também sinto que estou a apreender), na verdade, acho que muitos de nós, por uma mera questão cultural, fomos ensinados a ignorar todas estas situações. Muitos de nós esquecemos que nem todos têm as mesmas experiências, acesso ou apoio que fazemos, o que faz sentido; pois é difícil perceber a realidade em que muitas pessoas estão a viver. Mas, nós "temos que" olhar para isso se queremos que as coisas mudem. Nós temos que fazer isso se quisermos realmente mostrar-nos plenamente para aqueles com quem conversamos e com quem convivemos. E, temos que fazer se quisermos ser pessoas competentes, informadas sobre os traumas e do apoio tão necessário às pessoas. Como disse Florbela Espanca “A vida é sempre a mesma para todos: rede de ilusões e desenganos. O quadro é único, a moldura é que é diferente”.
 Quando evitamos querer “conhecer ou conviver” com as realidades do meio onde vivemos, dos nossos amigos, dos nossos vizinhos, na nossa comunidade social e humana, perdemos a oportunidade de realmente ver as pessoas e nos distanciamos da vida local em sociedade. Alguém recentemente me interpelou que talvez eu não devesse estar escrever sobre questões sociopsicológicas, dado que hoje as pessoas lêem muito pouco, e conversam ainda menos, a que eu respondi que, para mim  se torna mais claro a cada dia que passa, que escolher ficar em silêncio ou renunciar a abordar estas questões (seja nas redes sociais ou na vida real) significa escolher ignorar as próprias realidades com as quais os nossos amigos e conhecidos  vivem ou convivem todos os dias.
 "Há pessoas que desejam saber só por saber, e isso é curiosidade; outras, para alcançarem fama, e isso é vaidade; outras, para enriquecerem com a sua ciência, e isso é um negócio torpe; outras, para serem edificadas, e isso é prudência; outras, para edificarem os outros, e isso é caridade." (S. Tomás de Aquino)

domingo, fevereiro 17, 2019

HOJE DIA 17 DE FEVEREIRO DE 2019 Partiste…há um ano e cinco meses

HOJE DIA 17 DE FEVEREIRO DE 2019
Partiste…há um ano e cinco meses
A morte deveria ser assim: um céu que pouco a pouco anoitecesse e a gente nem soubesse que era o fim.”(Mario Quintana)
É preciso encontrar forças, mesmo que por dentro não consigamos acreditar que elas existem.   Apesar da dor e do sofrimento, não podemos ignorar que é realmente necessário seguir em frente. Cremos que será permitido guardar a tristeza, e as lembranças boas; e que podemos confessar que às vezes se temos saudades . Houve momentos perfeitos que passaram, mas não se perderam, porque ficaram na nossa vida; que a lembrança deles nos faz sentir maior a nossa solidão; mas que essa solidão ficou menos infeliz: que importa que uma estrela já esteja morta se ela ainda brilha no fundo de nossa noite e dos nossos  sonhos?
 “Sonhamos com os nossos sonhos
Sonhos feitos à medida da nossa cabeça!
Sonhamos com amores
Amores feitos à medida dos nossos corações.
Não vamos deixar voar os sonhos.
Vamos segura-los com a mão,
Com Ternura, com Paixão…
Não vão eles fugir…
Mas… Se partirem, se isso acontecer,
Vamos então deixar que partam mas apenas
Com um suspiro!
Por isso não vamos deixar morrer o sonho.
Vamos lutar à nossa medida!
...e se não conseguirmos aprender a sonhar
Mesmo depois de tanto tentar
O mais importante é saber que esse dia
"um dia vai chegar" … e que vais PODER SONHAR...!
(SONHAR À TUA MEDIDA!(Florbela Espanca)

 Queremos que todos saibam que existem seres humanos capazes de criar magia só com olhar, como tu sempre fizeste.  SAUDADE É O AMOR QUE FICA”.  (recordatória da neta, do neto, dos genros, das filhas e do marido) 

sábado, fevereiro 16, 2019

I'm lonely and I miss it "(Fernando Pessoa)

I'm lonely and I miss it "(Fernando Pessoa)

"We are the memory that we have and the responsibility that we assume. Without memory we do not exist, without responsibility perhaps we do not deserve to exist. "(Cadernos de Lanzarote (1994) - José Saramago).



 "I need to be alone" .... will it be a question or an answer? All of us at certain moments in our lives have already "expressed" this desire. There comes an hour in the life of any person, in which above all what we most want and what many of us need, but most of the time we do not know "how to ask", is to be alone, we and our thoughts ! Have space and time to think, to understand, to dream, to try to reflect and, above all, to be able to process all of this. "There are times when the greatest wisdom is to seem to know nothing." (Sun Tzu)

The theme of the sense of losing someone, who is very dear to us, has arisen in its multiple aspects, in different ways in our life, and very recently, and it is not something that people want to talk about. However, it is such a challenging experience for us to understand, because it means abandoning the reality that we had before that loss, to make room for a new one that can be incredibly disturbing and even very frightening. We often think of a loss in terms of death, but there are also losses related to all the changes we go through in our lives, both negative and positive.

 The "cycle of the life of humanity" leads us to have to face not only the loss of the people we love; but we also lost the ideas we had about how our future would be. We lose the aspects of our identity and our way of living. We lose the familiarity and comfort of what is known to us. We lost bits of who we were once to become who we are today. We lose family structure and routines and patterns of our daily living. We lose parts of ourselves.

 While the loss that we have to face according to our ability to live, is very painful and often seems to be impossible for us to understand, it will also be a kind of propeller for new ideas, and a new attitude toward living life . Loss forces us to change what we thought we know, which creates space for integrating new parts of the world and ourselves. The loss also gives us the opportunity to rely on our values ​​and beliefs to live anew in a more intentional and authentic way. Loss reminds us of what really matters in the midst of the "chaos and confusion that sometimes invades our mind." Loss amplifies our whole life in a thousand different ways and tends to distort the time we have to face and makes us feel totally incapable of altering the past.

 I believe that each of us has the ability to grow through what we have been through and to show ourselves more in accordance with the full reality of our lives and to be kind and loving to ourselves, no matter what happens externally and , at the same time, I believe with all my heart. I believe because I felt, I saw, and I continue to feel and see inside of me and around me. I have seen this in all people of all who go through the same situation in their lives, overcoming all sorts of traumas, living with all sorts of challenges. The resilience of human beings surprises me every day.

But I can not help but remember that in the midst of the loss, there is no problem in not being well, and having the prospect that soon, we will realize that we will feel a little better than the day before. But until then, we have to take care of ourselves, breathe and always remember that we are not alone. Perhaps the thoughts are not about how to get to a particular place or a "process of moving forward," perhaps it is about treating ourselves smoothly in this process and knowing that we will feel better in a few moments, and savor those moments as they are in the reality and not how we think as they should be.

To miss is absolutely normal and common, but we have to understand, that the past does not come back. We have to be able to look forward! Living life, tomorrow may not exist, the past will never come back! Today maybe the time has come to change ... to "turn the page" !? (... to change course and start over)



"It is not true that people stop chasing dreams because they are getting old, they are getting old because they have stopped chasing dreams." (Gabriel Garcia Marquez)

Estou só e sonho saudade” ( Fernando Pessoa)



 Estou só e sonho saudade” ( Fernando Pessoa)
Somos a memória que temos e a responsabilidade que assumimos. Sem memória não existimos, sem responsabilidade talvez não mereçamos existir.”(Cadernos de Lanzarote (1994)- José Saramago).

 “Eu preciso ficar sozinho”…. será uma pergunta ou uma resposta? Todos nós em determinados momentos da nossa vida já “exprimimos” este desejo. Chega uma hora na vida de qualquer pessoa, em que acima de tudo o que  mais  queremos e de que muitos de nós precisamos, mas na maior parte das vezes não sabemos “como o pedir”, é poder ficar sozinhos, nós e os nossos pensamentos! Ter espaço e tempo para pensar, para entender, para sonhar, para tentar reflectir e, acima de tudo para poder processar tudo isso. “Há momentos em que a maior sabedoria é parecer não saber nada.” ( Sun Tzu)
A temática do sentido da perda de alguém, que nos é muito querida, surgiu nos seus múltiplos aspectos, de formas diferentes na nossa vida, e muito recentemente, e não é algo que as pessoas queiram falar. No entanto, é uma experiência tão desafiante para nós entendermos, porque significa abandonar a realidade que tínhamos antes dessa perda, para abrir espaço para uma nova, que pode ser incrivelmente inquietante e até muito assustadora. Muitas vezes pensamos numa perda em termos da morte, mas também há perdas relacionadas com todas as mudanças pelas quais passamos na nossa vida, tanto negativas quanto positivas.
 O “ciclo da vida da humanidade” leva-nos a ter que enfrentar não só a perda da pessoas que amamos; mas também perdemos as ideias que tivemos sobre como seria nosso futuro. Nós perdemos os aspectos da nossa identidade e do nosso modo de viver. Perdemos a familiaridade e conforto do que nos é conhecido. Perdemos pedaços de quem nós éramos uma vez para nos tornarmos quem somos hoje. Perdemos estrutura da família e rotinas e padrões do nosso viver diário. Nós perdemos partes de nós mesmos.
 Enquanto a perda que temos que enfrentar de acordo com a nossa capacidade de viver, é muito  dolorosa e muitas vezes parece que nos é impossível de entender, será também uma espécie de propulsor para termos novas ideias, e uma nova atitude perante o viver a vida.  A perda obriga-nos a mudar o que pensávamos saber, o que cria espaço para integrar novas partes do mundo e de nós mesmos. A perda também nos dá a oportunidade de contar com nossos valores e crenças para viver de novo uma maneira mais intencional e autêntica. A perda lembra-nos o que realmente importa no meio do “caos e da confusão que por vezes invade a nossa mente”. A perda amplifica toda a nossa vida de mil maneiras diferentes e tende a distorcer o tempo que temos que enfrentar e nos faz sentir total incapazes de alterar o passado.
 Eu, acredito que cada um de nós tem a capacidade de crescer através do que passamos, e de nos mostrarmos mais de acordo com a  plena realidade das nossas vidas e de sermos bondosos e amorosos com nós mesmos, não importando o que esteja acontecer externamente e, ao mesmo tempo, acredito com todo o meu coração. Eu acredito porque eu senti, eu vi, e eu continuo a sentir e ver dentro de mim e ao meu redor. Eu já vi isso em todas pessoas de todas que passam pela mesma situação na sua vida, superando todos os tipos de traumas, vivendo com todos os tipos de desafios. A resiliência dos seres humanos   surpreende-me todos os dias.
Mas, não posso deixar de lembrar de que, no meio da perda, não há qualquer problema em não ficar bem e, ter a perspectiva de que em breve, perceberemos  que nos vamos  sentir um pouco melhor do que no dia anterior.   Mas até lá, temos de nos cuidar, de respirar e lembrar-nos sempre de que nós não estamos sozinhos. Talvez os pensamentos não sejam sobre como chegar a um determinado lugar ou um “processo de seguir em frente”, talvez seja sobre o tratar-nos suavemente neste processo e saber que nos sentiremos melhor em alguns momentos, e saborear esses momentos como eles são na realidade e não como nós pensamos como eles deveriam ser. 
Sentir saudades é absolutamente  normal e comum, mas temos de entender, que o passado não volta mais. Temos de ter capacidade de olhar em  frente! Viver a vida , o amanhã talvez não exista, o passado já não volta mais! Hoje talvez tenha chegado a hora de mudar…de “virar a página”!? (… de mudar o rumo e começar de novo)

“Não é verdade que as pessoas param de perseguir os sonhos porque estão a ficar velhas, elas estão a ficar velhas porque pararam de perseguir os sonhos.” (Gabriel Garcia Márquez)

HEARING CHRISTMAS - Good Year Votes 2019

HEARING CHRISTMAS - Good Year Votes 2019
Me and Junior we saw in this final of 2018 because it is perhaps the moment to remember the joys and sorrows that we live during the year and to wish that everything good happens to us in 2019. But it is also the time in our personal life to feel that we live, in a community, increasingly global and that the past does not return, there remain our memories that integrate our identity, our roots, our existence. May we all continue to cultivate good feelings and pursue those dreams that have not yet been achieved with an extra dose of motivation and ever stronger union around all of us who are dear to us! May peace, health and love be present in all our days of this year that is now beginning. So let's not look too far back, let's not look far ahead. Let's live the present! A Happy Year 2019 for all our friends and our Family! Let us honor the memory of your mother, grandmother and mother-in-law. I would like to wish you so many things ... But nothing would be enough ... So I just wish that everyone has many desires. And allow me to wish each one of them the best of the best, so let us toast to LIFE without ever forgetting our past, for without it our present did not exist! Kisses for the daughters, granddaughter and granddaughter and a big hug for the sons-in-law. I am very proud of my Family. Armindo Bento



Dear friends, I and my Junior have seen this end of 2018 because it is perhaps the moment to remember the joys and sorrows that we live during the year and wish that everything good happens to us in 2019. But it is also the height of our personal life we ​​feel that we live in a community, increasingly global and that the past does not come back, there are our memories that integrate our identity, our roots, our existence. May we all continue to cultivate good feelings and pursue those dreams that have not yet been achieved with an extra dose of motivation and ever stronger union around all of us who are dear to us! May peace, health and love be present in all our days of this year that is now beginning. So let's not look too far back, let's not look far ahead. Let's live the present! I would like to wish you so many things ... But nothing would be enough ... So I just wish that everyone has many desires. And let me wish each one of you the best, so let us toast to LIFE without ever forgetting our past, for without it our present did not exist.

Very best regards, kisses and hugs

SAUDAÇÃO NATALICIA-Votos de Bom Ano 2019

 SAUDAÇÃO NATALICIA-Votos de Bom Ano 2019

Eu e o Júnior vimos neste final de 2018 pois é talvez, o momento de recordar as alegrias e as tristezas que vivemos durante o  ano e desejar que tudo de bom nos aconteça em 2019. Mas, é também a altura de  no nossa vida pessoal sentirmos que vivemos,numa comunidade, cada vez mais global e que o passado não volta mais, ficam as nossas memórias que integram a nossa identidade, as nossas raízes , a nossa existência. Que todos nós possamos continuar a cultivar os bons sentimentos e perseguir os sonhos que ainda não foram alcançados com uma dose extra de motivação e união cada vez mais forte  em torno de todos os que nos são queridos! Que a paz, a saúde e o amor estejam presentes em todos os nossos dias deste ano que agora se inicia. Por isso não olhemos muito para trás, nem olhemos muito para frente. Vivamos o presente! Um Feliz ano  2019 para todos os nossos amigos e a nossa Família! Saibamos honrar a memória da vossa mãe, avó e sogra. Gostaria de lhe desejar tantas coisas… Mas nada seria suficiente… Então, desejo apenas que todos(as) tenham muitos desejos. E permitam-me que deseja a cada um(a) tudo do melhor, por isso brindemos á VIDA, sem nunca esquecer o nosso passado, pois sem ele não existia o nosso presente! Beijinhos para as filhas, neta e neta e uma grande abraço para os genros. Tenho muito orgulho na minha Família. Armindo Bento

Caros amigas (os).Eu e o meu Júnior vimos neste final de 2018 pois é talvez, o momento de recordar as alegrias e as tristezas que vivemos durante o ano e desejar que tudo de bom nos aconteça em 2019. Mas, é também a altura de na nossa vida pessoal sentirmos que vivemos, numa comunidade, cada vez mais global e que o passado não volta mais, ficam as nossas memórias que integram a nossa identidade, as nossas raízes , a nossa existência. Que todos nós possamos continuar a cultivar os bons sentimentos e perseguir os sonhos que ainda não foram alcançados com uma dose extra de motivação e união cada vez mais forte em torno de todos os que nos são queridos! Que a paz, a saúde e o amor estejam presentes em todos os nossos dias deste ano que agora se inicia. Por isso não olhemos muito para trás, nem olhemos muito para frente. Vivamos o presente! Gostaria de lhe desejar tantas coisas… Mas nada seria suficiente… Então, desejo apenas que todos (as)tenham muitos desejos. E permitam-me que deseje a cada um(a)tudo do melhor, por isso brindemos á VIDA, sem nunca esquecer o nosso passado, pois sem ele não existia o nosso presente.
Saudações muito amigas beijos e abraços

WHAT IS THE NEXT "THING" BETTER THAN I CAN DO?

WHAT IS THE NEXT "THING" BETTER THAN I CAN DO?

" Easy is to dream every night. Difficult is to fight for a dream "(anonymous)

Have we, at certain times in our lives, felt somewhat tired and even overwhelmed with so much to do, that we are not able to act? And even many eager to make a decision? Not willing to do anything? First of all, we have to think that we are not the only ones, that we are not alone and that these moments of "apparent paralysis" are very difficult moments, and one of the most difficult parts is to feel ashamed to think that we are not capable, or simply " leaving "or even" overcoming "this situation. In reality, this state of "lethargy" and "shame" permeates the situation, and amplifies the feelings of which we want to get rid in the first place, and in the time that we think reasonable, which leaves us in a very difficult situation.

 So I thought and I want to share a question with all those who please read these my "daydreams" which, in a way, I even found to be of some use, that the next time you feel trapped in one of these difficult states of (sadness, depression, anxiety, fear, worry, oppression), you can ask yourself, or even ask: WHAT IS THE NEXT THING I CAN DO?

By this, I mean: WHAT IS THE NEXT TOP THING I CAN DO, NOW? What is the next best action, decision, "play on our board of life" what can I do now? We may be getting up in the morning from our bed; we can be dressing up; we may be changing the way we talk to ourselves; we may be preparing to go for a walk or a walk; we may even want to ask for help; we may be preparing to make a decision, even if we are not sure if it is the right one; can be as simple as putting the phone down and breathing deeply.

In fact, we must be aware that we can not always change everything at once, but we can usually change something in a piecemeal fashion, not as large as our desire. When we focus on doing something better, next time, instead of looking at the overall picture, let's look at the piecemeal way of things and so it may even seem a bit more manageable, make or realize our desires. We may even feel a sense of a greater sense of control over our experiences. Thinking about the next best thing that we can do allows each of us to feel more and more capable of doing something that until that moment did not seem possible to us - even the minor things - that causes a certain shake in our experience of life and offers an opportunity to face the change that we think and consider necessary.

 So my suggestion is when you meet, in one of those difficult times, why all of us have ever gone, try asking yourself the question, "Okay, what's the next best thing I can do?" Even if we still can not do the next best thing, just thinking about it takes us back to the present, and back to our power to live life. Because sometimes, the next best thing is enough to have one foot ahead of the other. The key to this "enigma" is to be able to rejoice in what we accomplish and which, in turn, allows us to overcome ourselves, discover our experiences and make us gain confidence and self-esteem. Therefore, even if the will is not on our side, we must put one foot ahead of the other, often ignoring the way we feel at that moment.

"If there is a path between the one who marches and the objective for which he tends, there is hope of reaching it; if there is no way, what is the purpose? "(St. Augustine - Against Academicians 1,3,19)

QUAL É A PRÓXIMA “COISA” MELHOR QUE POSSO FAZER? “ Fácil é sonhar todas as noites. Difícil é lutar por um sonho” (anónimo


QUAL É A PRÓXIMA “COISA” MELHOR QUE POSSO FAZER?
Fácil é sonhar todas as noites. Difícil é lutar por um sonho” (anónimo)  
Todos nós, em certos momentos da nossa vida, já nos sentimos algo cansados e até sobrecarregados de tanta coisa para fazer, que não somos capazes de agir? E até muitos ansiosos para tomar uma decisão? Sem vontade para fazer alguma coisa? Primeiro de tudo, temos que pensar que não somos os únicos, que não estamos sozinhos e que estes momentos de “aparente paralisia” são momentos muito difíceis, e uma das partes mais difíceis é sentirmos vergonha de pensarmos que não somos capazes, ou simplesmente “sair” ou até de “ultrapassar” essa situação. Na realidade esse estado de “letargia” e de “vergonha” permeia a situação, e amplifica os sentimentos dos quais nos queremos livrar em primeiro lugar, e no tempo que achamos razoável, o que nos deixa numa situação bastante difícil.
 Por isso pensei e quero compartilhar uma pergunta, com todos aqueles(as) que fazem o favor de ler estes meus “devaneios” que, de certo modo, até achei ser de alguma utilidade,  que da próxima vez que se sentir  preso a um desses estados difíceis de (tristeza, depressão, ansiedade, medo, preocupação, opressão), possa colocar a si próprio ou até perguntar:   QUAL É A PRÓXIMA COISA MELHOR QUE POSSO FAZER ?
Com isto, quero dizer: QUAL É A PRÓXIMA COISA MELHOR QUE POSSO FAZER, AGORA ?  Qual é a próxima melhor acção, decisão, “jogada no nosso tabuleiro da vida” que posso fazer agora? Podemos  estar a levantar-se de manhã da nossa cama; podemos estar a vestir-se; podemos estar a mudar a maneira como falamos connosco próprios; podemos estar a prepararmos para ir dar uma volta ou fazer um passeio; podemos até tencionar pedir ajuda; podemos estar a preparar a  tomada de uma decisão, mesmo que  não tenhamos a certeza se é a mais  acertada; pode ser tão simples como pousar o telefone  e respirar bem fundo.
Na verdade, devemos ter a consciência de que nem sempre podemos mudar tudo de uma vez, mas geralmente podemos mudar algo coisa de uma forma parcelar e não de tão grande amplitude como era nosso desejo. Quando nos concentramos em realizar uma qualquer coisa melhor,  na próxima vez  , no lugar de atendermos ao quadro geral, vamos olhar para o modo parcelar das coisas e assim até pode parecer um pouco mais administrável, fazer ou tornar realidade os nossos desejos. Podemos até sentir um sentimento de um maior senso de controle sobre nossas experiências. Pensar na próxima coisa melhor que podemos fazer permite, a cada um de nós sentir-se com mais e maior capacidade para fazer “algo” que até aquele momento não nos parecia possível - até mesmo as  coisas menores - que provoca uma certo abanão na nossa experiência de vida e oferece uma oportunidade para enfrentarmos a mudança que achamos e julgamos necessária.
 Assim a minha sugestão é quando se encontrar, num desses momentos difíceis, por que todos nós alguma vez passamos, tente colocar a si próprio a pergunta: "Ok, qual é a próxima coisa melhor que posso fazer?" Mesmo se ainda não poder fazer a próxima coisa melhor, o facto de apenas pensar sobre isso leva-nos de volta ao presente, e de volta ao nosso poder de viver a vida. Porque ás vezes, a próxima coisa melhor é suficiente para ter um pé à frente do outro. A chave deste “enigma” está em poder regozijar-se com o que realizamos e que, por sua vez, nos permite superar a nós mesmos, descobrir as nossas experiências e fazer-nos ganhar a confiança e autoestima. Portanto, mesmo que a vontade não esteja do nosso lado, é preciso colocar um pé à frente do outro, ignorando muitas vezes a forma como nos sentimos naquele momento.
Se houver um caminho entre aquele que marcha e o objectivo para o qual tende, há esperança de o atingir; se faltar o caminho, de que serve o objectivo?” (Santo Agostinho - Contra os Académicos 1,3,19)