terça-feira, fevereiro 16, 2021

"Sem esperança, o sacrifício perde sentido".(Doutor Marcelo Rebelo de Sousa, presidente da República)

 "Sem esperança, o sacrifício perde sentido".(Doutor Marcelo Rebelo de Sousa, presidente da República)

 Todos nós temos a capacidade de poder superar o nosso destino, nestes tempos extraordinários em que se pedem soluções extraordinárias, é por isso, que temos de ter a percepção e a força que no combate à pandemia ainda não chegou a hora de baixarmos os braços, apesar de termos a “impressão” psicológica de que no resto do mundo, a mesma parece continuar em suspenso. Costuma-se dizer que para quem está "exausto", os últimos passos são sempre os piores. Ao trilharmos o caminho rumo aos nossos objectivos, enfrentamos mil e uma barreiras e cada "passo" se torna mais exigente. E é quando as coisas começam a apertar e a vontade de desistir se torna insuportável que  devemos fortalecer a nossa firmeza e determinação. Não é nem será uma  tarefa fácil, sabemos... mas também sabemos que é apenas com muita ousadia e força de vontade é que atingimos os nossos objectivos ! Como disse Friedrich Nietzsche: “A vida vai ficando cada vez mais dura perto do topo.”

Nestes tempos de incerteza todos nós encontramos alguém que nos diz “que tudo vai ficar bem”, o que nos ajuda a não desistir de uma coisa na qual  não conseguimos passar um dia sequer sem pensar, pois na realidade da nossa vida este novo confinamento, aliado a alterações das rotinas e do estilo de vida, veio agravar e prolongar o sofrimento psicológico de todos os humanos, pois o     "grande problema" não foi voltar a casa para um novo confinamento, mas sim a alteração de rotinas que têm prevalecido nos últimos meses, em que andamos  a alterar rotinas e tentar recuperá-las há mais de um ano, embora devemos  salientar que o ser humano se "adapta por natureza" às circunstâncias, mas só o faz porque "conhece a realidade". Como disse Theodore Roosevelt:” Estamos face a face com nosso destino, e devemos encontrá-lo com muita coragem e resolução. Para nós é a vida de acção, da extenuante performance do dever; deixe-nos viver nos arreios, esforçando-nos vigorosamente; deixe-nos correr o risco de nos desgastarmos do que enferrujarmos.

Perante isto, é fundamental aceitarmos que não nos vamos sentir tão bem nestes tempos em que o "prolongamento" do confinamento, aliado à "incerteza do momento" serão "causadores de ansiedade nas pessoas", sintomas depressivos, ansiosos e, a par das perdas financeiras, a disrupção do dia-a-dia, a perda de liberdade, as perturbações de sono e o sedentarismo também poderão ser fatores de risco para um bem-estar emocional e para a doença mental,  em alguns casos, de 'stress' traumático, são algumas das mazelas que os especialistas admitem que se intensifiquem nesta quarentena em que o isolamento veio agravar o sofrimento psicológico, porque veio mexer com algumas facetas importantes da saúde mental, como a liberdade pessoal e os nossos movimentos no dia-a-dia". Dado que uma coisa é termos um horizonte próximo que sabermos que termina, outra, é termos um horizonte próximo que se alarga indefinidamente sem sabermos quando será o fim.  Para se poder  mitigar alguns destes  efeitos negativos,   consideramos desejável que se tente manter algumas rotinas, ainda que isso , não assegure que as pessoas não vivam a situação com grande ansiedade, frustração e desgaste. Mas manter essas as rotinas é importante, primeiro porque ajuda a gerir o tempo e, depois, porque nos distraem de nós próprios. Como disse Miguel Torga: Recomeça... se puderes, sem angústia e sem pressa e os passos que deres, nesse caminho duro do futuro, dá-os em liberdade, enquanto não alcances não descanses, de nenhum fruto queiras só metade.”

As pandemias, embora possam ter alguma duração, historicamente acabaram,  E quando acabar a pandemia, será que vamos voltar a socializar sem barreiras? A história diz-nos que, em princípio, sim, mas será sempre diferente, temos que nos “adaptar a um novo ”normal de viver a nossa vida”.  É um recuo que nos reposiciona na nossa condição humana e que nos mostra que não temos os meios e forças para deter algo tão grande. Temos mais conhecimento científico e tecnologias mais avançadas, mas não estamos preparados,  e desta vez também vai ser traumático, tal como foi com a gripe pneumónica em 1918 e 1919. “De facto, o mundo ganhou, ao longo deste ano, a noção de quanto precisa da ciência, devido ao vírus da Covid-19, que nos obrigou a mudar radicalmente o nosso modo de vida, o que mostra a importância de investigar a vencer a barreira do desconhecido. Graças à ciência vamos conseguir seguramente vencer esta crise, porque a ciência vai encontrar um tratamento eficaz ou uma vacina que imunize”. (Dr. António Costa  primeiro-Ministro )

 

quinta-feira, fevereiro 11, 2021

“The world of reality has its limits. The world of imagination has no borders. ” (Jean-Jacques Rousseau)

 “The world of reality has its limits. The world of imagination has no borders. ” (Jean-Jacques Rousseau)

 A friend of mine used to tell me that "we can never confuse the" right to freedom of expression "as a synonym for" anything goes "because when anything goes, it means digging a gap so that our freedom does not exist." Whoever keeps memories does not live in the past, makes the past a present and future time. To look at the roots of time is to understand better what is and what will come, with wisdom, with affection, and never its opposite. One of the difficulties we have is that we know very little about reality, we don't know what is coming and we don't know how long it will last. As Albert Einstein said: “There is one thing that a long existence has taught me: all of our science, compared to reality, is primitive and innocent; and therefore it is the most valuable thing we have. ”

In these times when we live in dangerous days, this warned advice came to mind, which is not only at stake in the effectiveness of fighting the pandemic, but also the model of social relations with each other and with the law. Impatience, suffering, the hardships of crises have always been opportunities for ruptures and the prolongation of confinement, coupled with the "uncertainty of the moment", is being one of the "causes of anxiety in people". We have to accept that we are more nervous, sadder at times, more irritable, more tense and that this is normal. “To make reality bearable, we all have to cultivate certain small insanities within us. If dreaming a little is dangerous, the solution is not to dream less but to dream more. ”(Marcel Proust)

The so-called “uncontrolled pandemic” that has an echo in the constant disinformation that the press, in particular, the television echo (which, fortunately, seems to have its days numbered), the cases of vaccines taken abusively, of course there were failures, the opportunism of the opposition , which never presents alternatives, the exaggerations of the press and, above all, tiredness start to contaminate confidence, promote nihilism and instigate extreme behaviors, I remember the observation of HL Mencken: “For every complex problem, there is an answer that is clear, simple and wrong ”.

We have to admit that we are still a long way from winning this battle, even further from winning the war, and that is why it is not yet time to drop our arms, relaxing would be the worst symptom at this moment. Whoever keeps memories looks at the events and sees in them an extended thread, which comes from so far and can project itself so far. Citizens must remain at home and comply with telework wherever possible. This regime is mandatory, even if, when we look at the level of traffic on certain roads, it seems only optional. The reality that surrounds us has been so extreme in recent times that satire has become almost impossible. Everything that we could imagine really happens. Let us not be discouraged, let there be positive thoughts. But there is above all conscious individual and collective action, so that things do not go from bad to good performance, but to serve citizens. Whoever keeps memories inhabits the world with knowledge made from others, from the deep land, from the community, and all this passes on to us, it is provided to us, giving us with dedication this immense world made of life. In reality, perhaps none of our natural passions are as difficult to subdue as pride. Disguise him, fight him, take him down, choke him, humiliate him as much as you wish, and he is still alive, and he will appear from time to time and show himself. ”(Benjamin Franklin)

“O mundo da realidade tem seus limites. O mundo da imaginação não tem fronteiras.” (Jean-Jacques Rousseau)

  “O mundo da realidade tem seus limites. O mundo da imaginação não tem fronteiras.” (Jean-Jacques Rousseau)

 Um amigo meu costumava dizer-me que nunca “podemos confundir o “direito à liberdade de expressão” como sinónimo de “vale tudo” porque quando vale tudo significa cavar um fosso para que a nossa liberdade não exista.” Quem guarda memórias não vive no passado, faz do passado um tempo presente e futuro. Olhar para as raízes do tempo é compreender melhor o que está e o que virá, com sabedoria, com afectividade, e nunca o seu contrário. Uma das dificuldades que temos é que conhecemos muito pouco da realidade, não sabemos bem o que aí vem e não sabemos bem quanto tempo vai ainda durar. Como disse Albert Einstein: “Existe uma coisa que uma longa existência me ensinou: toda a nossa ciência, comparada a realidade, é primitiva e inocente; e, portanto, é o que temos de mais valioso.”

Nestes tempos em que vivemos dias perigosos, veio-me à memória este avisado conselho, em que está não apenas em jogo a eficácia no combate à pandemia, como o modelo de relação social de uns com os outros e de todos com a lei. A impaciência, o sofrimento, as agruras das crises sempre foram oportunidades para rupturas e o prolongamento do confinamento, aliado à "incerteza do momento", está ser um dos  "causadores de ansiedade nas pessoas". Temos de aceitar que andamos mais nervosos, mais tristes à vezes, mais irritados, mais tensos e que isso é normal. “Para tornar a realidade suportável, todos temos de cultivar em nós certas pequenas loucuras. Se sonhar um pouco é perigoso, a solução não é sonhar menos é sonhar mais.”(Marcel Proust)

O chamado “descontrolo da pandemia” que tem ecos na desinformação constante que a imprensa em especial as tvs fazem eco (que, felizmente, parece ter os dias contados), os casos das vacinas tomadas abusivamente, claro que houve falhas , os oportunismos da oposição, que nunca apresenta alternativas, os exageros da imprensa e, principalmente, o cansaço começam a contaminar a confiança, a promover o niilismo e a instigar comportamentos extremos, lembro-me da observação de HL Mencken: “Para cada problema complexo, há uma resposta que é clara, simples e errada”.

Temos de admitir que estamos ainda muito longe de ganhar esta batalha, mais distantes ainda de vencer a guerra e, é por isso que ainda não será hora de baixar os braços, relaxar seria o pior sintoma neste momento. Quem guarda memórias olha para os acontecimentos e vê neles um fio estendido, que vem de tão longe e pode projectar-se para tão longe. Os cidadãos devem manter-se em casa e cumprir, sempre que possível, o teletrabalho. Este regime é obrigatório, mesmo que, quando olhamos para o nível de tráfego em certas estradas, nos pareça apenas facultativo. A realidade que nos envolve tem sido tão extrema nos últimos tempos que a sátira se tornou quase impossível. Tudo quanto se pudéssemos imaginar acontece mesmo. Não desanimemos, haja pensamentos positivos. Mas haja sobretudo acção individual e colectiva consciente, para as coisas não irem de menos mal para uma boa prestação, mas sim para servir os cidadãos. Quem guarda memórias habita o mundo com um saber feito dos outros, da terra funda, da comunidade, e tudo isso passa para nós, é-nos proporcionado, dando-nos com dedicação esse mundo imenso feito de vida.” Na realidade, talvez não exista nenhuma de nossas paixões naturais tão difícil de subjugar como o orgulho. Disfarce-o, lute com ele, derrube-o, sufoque-o, humilhe-o tanto quanto desejar, e ele ainda está vivo, e aparecerá de vez em quando e se mostrará.”(Benjamin Franklin)

domingo, fevereiro 07, 2021

“A mentira hoje no mundo é mais poderosa que a verdade.“ (Padre António Vieira)

“A mentira hoje no mundo é mais poderosa que a verdade.“ (Padre António Vieira)

 “ Uma mentira pode dar a volta ao mundo, enquanto a verdade ainda calça seus sapatos.“ Assim terá escrito Mark Twain, mas a autoria é incerta. Vivemos num Mundo, e em Portugal não se foge a essa “cultura politica”, em que a vida politica é feita de muitas mentiras, grandes boatos e somente muitas pequenas verdades, assim como de rumores pseudo-cientificos, disfarçados de uma rara sabedoria, que são, no geral, inventados por “gente que se considera esperta,” e que  são depois retomados nas redacções dos jornais e nos canais de televisão, e também porque nas redes sociais, e em geral na internet, circula muita mentira e muito poucas verdades. “As mentiras são muitas e estão umas contra as outras, enquanto não lutarem não se saberá onde está a verdade.“ ( José Saramago)

A este propósito e ainda que a mentira, a deturpação dos factos, a falta de isenção, ou a propaganda, se encontrem, repetidamente, ao longo da História, somos hoje envolvidos por uma certeza de que a pandemia tem potencialidades para “os políticos da nossa praça” inesperadas, basta ter alguma atenção ao ler, ver e ouvir o que se passa na nossa imprensa e como os tais “xicos espertos da politiquice” já começaram  a pensar que é preciso agir depressa para aproveitar o momento, e  de imediato começam a fazer cálculos para as mais insensatas aventuras, para o que políticos portugueses rapidamente se prepararam, fiados naquele ditado popular, muito português, de que ,“em terra de cegos, quem tem um olho é rei”.

Alguém já escreveu que em tempos como este, se estabelece a ideia “nos politiqueiros” de que “quanto pior melhor”, ou dito de outro modo,, “perde o governo e ganha quem está na oposição!”. E o cidadãos? Esses ficam sujeitos às ambições dos políticos e das politiquices…..! Há também quem  considere, por isso, um perigo para a democracia, para a cidadania, e para o mundo em que vivemos. É esta a consequência de uma verdade dos tempos modernos: a mentira está presente e é partilhada, distribuída e assimilada como um facto que constrói opiniões e define decisões. ”O futuro é construído pelas nossas decisões diárias, inconstantes e mutáveis, e cada evento influencia todos os outros. A pergunta certa é geralmente mais importante do que a resposta certa à pergunta errada.”(Alvin Tofller)

No meu entender houve algum exagero nas facilidades e no optimismo, quando devia haver muita firmeza nas regras e nos costumes, o que de certo modo terá gerado muita confusão naqueles que apenas e só pretendem cumprir as regras emanadas dos órgãos próprios de saúde. Faça-se o que tem de ser feito neste maldito ano, e sobretudo vacine-se os cidadãos! Claro que estamos todos muito preocupados, até porque hoje há para aí muita gente, que criticam a abordagem que foi feita, em especial da “falta de rapidez na tomada de decisões”. Mas teria sido possível ser mais rápido? A  essa “dita alternativa” não nos dão qualquer resposta, por isso digo :“acabe-se com este desfasamento entre os políticos e os cidadãos”.

 Estes tempos de pandemia é um momento muito difícil, para Portugal e os portugueses, mas também para todo o Mundo, e por isso devemos estar juntos nesta luta e permanecer unidos, contra um inimigo comum -  o vírus – tendo consciência que o mais importante agora é manter a esperança e conter uma certa avidez e alguma ansiedade. A corrida que importa é a credibilização do “plano de vacinação” e a aceleração das vacinas. Precisamos de confiar em ambos, sobretudo, vacine-se os cidadãos deste País!” Não existe meio de verificar qual é a decisão acertada, pois não existe termo de comparação. Tudo é vivido pela primeira vez e sem preparação. Como se um actor entrasse em cena sem nunca ter ensaiado.”(Milan Kundera)

“The lie today in the world is more powerful than the truth.“ (Father António Vieira)

 “The lie today in the world is more powerful than the truth.“ (Father António Vieira)

“A lie can go around the world, while the truth still wears your shoes.” So Mark Twain wrote, but the authorship is uncertain. We live in a World, and in Portugal this “political culture” is not shied away, in which political life is made up of many lies, great rumors and only many small truths, as well as pseudo-scientific rumors, disguised as a rare wisdom, which are, in general, invented by “people who consider themselves smart,” and which are later taken up in the newsrooms of newspapers and on television channels, and also because on social networks, and in general on the internet, many lies circulate and very few truths. “The lies are many and they are against each other, until they fight they will not know where the truth is.” (José Saramago) In this regard and even if the lie, the misrepresentation of the facts, the lack of exemption, or the propaganda, are found, repeatedly, throughout History, we are today involved by a certainty that the pandemic has potential for “the politicians of our square ”unexpected, just have some attention when reading, seeing and hearing what is going on in our press and how the so-called“ smart politicians of politics ”already started to think that it is necessary to act quickly to seize the moment, and immediately start making calculations for the most senseless adventures, for which Portuguese politicians quickly prepared themselves, based on that popular saying, very Portuguese, that "in the land of the blind, whoever has an eye is king". Someone has already written that in times like this, the idea is established "in the politicians" that "the worse the better", or to put it another way, "loses the government and wins who is in opposition!". What about citizens? These are subject to the ambitions of politicians and politiquices… ..! There are also those who consider it, therefore, a danger to democracy, to citizenship, and to the world in which we live. This is the consequence of a truth of modern times: the lie is present and is shared, distributed and assimilated as a fact that constructs opinions and defines decisions. ”The future is built by our daily, changing and changing decisions, and each event influences all others. The right question is usually more important than the right answer to the wrong question. ”(Alvin Tofller) In my opinion, there was some exaggeration in the facilities and optimism, when there should be a lot of firmness in the rules and customs, which in a way will have generated a lot of confusion in those who only and only intend to comply with the rules emanating from the health organs themselves. Do what has to be done this damn year, and above all vaccinate the citizens! Of course, we are all very concerned, not least because today there are a lot of people out there who criticize the approach that was taken, especially the “lack of speed in decision making”. But was it possible to be faster? This “so-called alternative” does not give us any answer, so I say: “end this gap between politicians and citizens”. 

These pandemic times are a very difficult time, for Portugal and the Portuguese, but also for the whole world, and that is why we must be together in this fight and remain united, against a common enemy - the virus - with the awareness that the most important now it is to maintain hope and contain a certain greed and some anxiety. The race that matters is the credibility of the “vaccination plan” and the acceleration of vaccines. We need to trust both, above all, vaccinate the citizens of this country! ” “There is no way of checking which decision is correct, as there is no comparison term. Everything is experienced for the first time and without preparation. As if an actor enters the scene without ever having rehearsed. ”(Milan Kundera)   

sexta-feira, fevereiro 05, 2021

“I HAVE, LIKE ALL OF US, THE FEAR THAT THIS WILL NOT END.” (Marta Temido - ministra da saúde de Portugal)

 “I HAVE, LIKE ALL OF US, THE FEAR THAT THIS WILL NOT END.” (Marta Temido - ministra da saúde de Portugal)

 We all feel that in these times a degree of great uncertainty invades us in our lives, it is a reality that we cannot, nor can we stop thinking about. But none of this can surprise us! The reality is that in these times we are increasingly intoxicated by another “pandemic virus”, the one that Mr. Trump, and now his partners and successors that are out there, everywhere, including “wizards in the press and in politics ”, where everyone is an“ expert ”in health and is the true injector of the virus - pseudo-neoliberalism - when postulating that" there is no such thing as society ... "? Nothing that scares us !!! ” The good ones I always saw passing / In the world serious torments; And to amaze me more / The bad ones I always saw swimming / In a sea of ​​contentments. (Luis de Camões)

In our country, as in the whole world, we are facing a war as complicated as the one with an almost invisible virus as an enemy, but with devastating effects on the lives of the people affected by it, and so it would be natural for everyone to concentrate their forces on the its combat, relying on science and scientists and on the leadership of those who fight and govern us, to overcome this new storms, which we must and must overcome. “After a stormy storm, a night shadow and a hissing wind, the morning brings serene clarity, hope of port and rescue. You can't be patient with anyone who does what you don't do. Who does not know art, does not esteem it. ”(Luís de Camões)

In these times, and not only now in the “time of confinement” it is unfortunate as the whole press is focused on what appears to be negative and devalues ​​the very positive that is happening. Every day, we saw with a certain astonishment, the commitment of the “so-called journalists” to make us immerse ourselves in the play they interpret in various movements (danger, disaster, apocalypse tragedy), in a bet on the details to which they give unjustified emphasis, as if the sins of the “smart kids” always ready to take advantage of the peculiarities of the situations to reap the best benefit from them, it is certain that they leave us obtuse, anesthetized, irritated or terrified, according to our degree of permeability and “media literacy”, as they say today, but they do not fail to “directly or indirectly leave the fault of all this” to those who govern us, not recognizing that we all contribute, with our actions and omissions, to this catastrophe that oppresses us and fight. The reality, in which no serious and honest person can dispute that the current pandemic situation, has been accompanied by "a pandemic of false news". Now, against this “pandemic of false news, there is a vaccine - called a critical spirit.” The Portuguese child is excessively alive, intelligent and imaginative. In general, we, the Portuguese, only started to be idiots - when we reached the age of reason. We all have a little bit of genius in small children. ”(José Maria Eça de Queirós)

We do not deny the seriousness of this pandemic, we must realize that the more this obese journalism and with the blindness of the enumeration applies to show less it shows, the more images it provides us the more vision confiscates us, the more it wants to convince us that it touches reality and the truth mostly produces fiction and lies. This journalism of sameness - of the same facts, of the same people and of the same tone - which enacts through the redundancy an illusion of wholeness, puts us before an enigma: journalists do it by genuine conviction, by conviction induced through a coercive mechanism , or without any conviction, but as pragmatic employees? We would learn something useful and more in-depth if they were willing to talk about their profession and the circumstances in which they work other than to sing hymns and celebrate the successes of the institution that employs them. John Maynard Keynes once said of his peers: "Economists are at the wheel of our society, but they should be in the back seat". It is fair and reasonable to think that Keynes was right in 1946, when he made that statement, and continues to be right today. The credits go to him if we say more or less the same of those who are behind the wheel of this journalism that is served to us daily on television (and I haven't even mentioned the newspapers where the vast majority of buyers stopped doing it). And finally, I feel like saying that between the dismay of some and the anguish of others, we risk our lives in the perception of how much we still have to build. Because as they say "Life goes on". And it continues to demand from everyone creativity, resilience and emotional stability to reinvent ourselves every moment, even from home. "Nothing in life has zero risk!" “I know that I am nothing and that I may never have everything. Apart from that, I have all the world's dreams in me. ”(Fernando Pessoa)

“TENHO, COMO TODOS NÓS, O RECEIO DE QUE ISTO NÃO ACABE.” (Marta Temido)

 “TENHO, COMO TODOS NÓS, O RECEIO DE QUE ISTO NÃO ACABE.” (Marta Temido)

 Sentimos todos que nestes tempos nos invade um grau de grande incerteza nas nossa vidas, é uma realidade que não podemos, nem conseguimos deixar de pensar.

Mas nada disto nos pode espantar! A realidade é que nestes tempos somos cada vez mais intoxicados por outro “vírus pandémico”, aquele de que o senhor Trump, e agora os seus parceiros e sucessores que por aí pululam, por todo o lado, incluindo os “feiticeiros na imprensa e  na política”, onde todos são “experts” em saúde e são  os verdadeiros  injectores do vírus - o pseudo-neoliberalismo - ao postular que "não existe essa coisa de sociedade ..."? Nada que nos espante!!!” Os bons vi sempre passa/No mundo graves tormentos;E para mais me espantar/Os maus vi sempre nadar/Em mar de contentamentos.”(Luís de Camões)

 No nosso País, como em todo o Mundo, estamos  a enfrentar uma guerra tão complicada quanto a que tem por inimigo um vírus quase invisível, mas de efeitos devastadores na vida das pessoas por ele afectadas, e por isso seria natural que todos concentrassem forças no seu combate, confiando na ciência e nos cientista e na liderança de quem o combate e nos  governa, levar de vencida este novo cabo das tormentas, que deveremos e temos de dobrar. “Depois de procelosa tempestade, Nocturna sombra e sibilante vento, traz a manhã serena claridade, Esperança de porto e salvamento. Não se pode ter paciência com quem quer que lhe façam o que não faz. Quem não sabe a arte, não a estima.”(Luís de Camões)

 Nestes tempos, e não só agora no “tempo de confinamento” é lamentável como toda a imprensa está focalizada no que aparenta ser negativo e desvaloriza o muito que de positivo vai acontecendo. Todos os dias, vimos com certo espanto, o empenho dos “ditos jornalistas” em nos fazer imergir na peça que eles interpretam em vários andamentos (perigo, desastre, tragédia apocalipse), numa aposta nas minudências a que dão injustificado ênfase, como se os pecados dos “chicos espertos” sempre prontos a aproveitarem-se das peculiaridades das situações para delas colherem o melhor proveito, ao certo é que nos deixam obtusos, anestesiados, irritados ou aterrorizados, conforme o nosso grau de permeabilidade e de “literacia mediática”, como se diz hoje, mas não deixam de “deixar directa ou indirectamente que a culpa de tudo isto” é de quem nos governa, no não reconhecimento que todos nós contribuímos, com as nossas acções e omissões, para esta catástrofe que nos oprime e nos enluta. A realidade, em que ninguém sério e honesto pode contestar de que a actual situação de pandemia, tem sido acompanhada de “uma pandemia de noticias falsas”. Ora contra esta “pandemia de noticias falsas há uma vacina –chamada espirito critico.” A criança portuguesa é excessivamente viva, inteligente e imaginativa. Em geral, nós outros, os Portugueses, só começamos a ser idiotas - quando chegamos à idade da razão. Em pequenos temos todos uma pontinha de génio.”(José Maria Eça de Queirós)

 Não negamos a gravidade desta pandemia, devemos perceber que quanto mais este jornalismo obeso e com a cegueira da enumeração se aplica a mostrar menos dá a ver, quanto mais imagens nos fornece mais visão nos confisca, quanto mais nos quer convencer de que toca a realidade e a verdade mais produz ficção e mentira. Este jornalismo da mesmice — dos mesmos factos, das mesmas pessoas e do mesmo tom — que encena pela redundância uma ilusão de totalidade,  coloca-nos perante um enigma: os jornalistas fazem-no por genuína convicção, por convicção induzida através de um mecanismo coercivo, ou sem nenhuma convicção, mas enquanto funcionários pragmáticos? Ficaríamos a saber alguma coisa de útil e mais aprofundada se eles se dispusessem a falar da sua profissão e das circunstâncias em que trabalham sem ser para cantar hinos e celebrar os sucessos da instituição que lhes dá emprego. John Maynard Keynes disse uma vez dos seus pares: “Os economistas estão ao volante da nossa sociedade, mas deviam estar no banco de trás”. É justo e razoável achar que Keynes tinha razão em 1946, quando fez essa afirmação, e continua a tê-la hoje. Vão para ele os créditos se dissermos mais ou menos o mesmo de quem vai ao volante deste jornalismo que nos é servido diariamente na televisão (e não falei sequer dos jornais onde a grande maioria dos compradores o deixaram de fazer) . E, finalmente apetece-me dizer que entre o desalento de uns e a angústia de outros, arriscamos a vida na percepção do muito que ainda temos para construir. Porque como se costuma dizer “A vida continua”. E continua a exigir de todos a criatividade, resiliência e estabilidade emocional para nos reinventarmos a cada momento, mesmo a partir de casa. “Nada na vida tem risco zero!” “Eu sei que não sou nada e que talvez nunca tenha tudo. À parte isso, eu tenho em mim todos os sonhos do mundo.”(Fernando Pessoa)

terça-feira, fevereiro 02, 2021

"The only man who never makes mistakes is the one who never does anything.” (Theodore Roosevelt)

 "The only man who never makes mistakes is the one who never does anything.” (Theodore Roosevelt)

 I am not far from reality in the statement that, in general, the Portuguese “consider themselves very good at pointing out the mistakes of others.” But studying and understanding what is going on to correct these errors, this is already the case with others. All of us, deep down, have the notion that we are going through very difficult times, and what matters most was to know as accurately as possible, and not in fantasies, the reality of what surrounds us, and not, although it is natural, to hear the stories, rumors and the very “smart guys” who are sure about everything and know a little about everything to do. We know that it is very difficult to study the realities. But it is necessary to treat everyone without looking at whom. It is necessary to save lives without knowing the name. But it’s also good to know what’s going on to be able to act and prevent. ” The first law of nature is tolerance - since we have a lot of mistakes and weaknesses. ”(Voltaire)

It is increasingly clear that there will be no return to “normal”, as many people still dream. The pandemic has changed, and will change even more, our living conditions, although we still don't know if Covid-19 is just an event or the beginning of a process involving different types of transmissible viruses. That’s why we should all have the perception that the simplest way to criticize, and that is usual in social networks, but not only, because unbelievably the press, whether written or spoken, uses this model, (they do not comply, in general, the role of the journalist who would have to be informative about this virus, in face of the avalanche of data, facts and events published on the internet, which generates a lot of disorientation and is the favorable environment for the spread of false news, the controversial fake news), practice, in the general, also “target shooting”. “The world of before never returns. Now try to go back a little bit to the 1970s. But on the other hand, you never start from scratch. History is never a blank page. Whoever believes that everything will remain the same is wrong. Whoever believes that everything is going to change is also mistaken. ”(André Comte-Sponville- French philosopher)

The truth is that this pandemic is like a shooting range, any novice in the sport always gets it right. Shot in both directions. Some try to reach the government, with what they affirm “to be delays in the measures that they took,” due to the obvious difficulties of the technicians who map the contact chains, due to the insufficiency of the confined decree, but they never present what the alternatives were. Others return the blame, drawing attention to the irresponsibility of some, who put everyone at risk. These are shots with successive ricochets. The degree of uncertainty has been decreasing, but there are still some who are against more muscular measures. If science is anything but certain, science as a predictive model is even more uncertain. But what is certain, more than certain, is that target shooting does not really solve anything. And in the ICUs (intensive care units) you don't hear the gunshots, just the respirators filling and emptying! ” The most important thing in life is not the situation we are in, but the direction in which we are moving. ” (Oliver Wendell Holmes)

“O único homem que nunca comete erros é aquele que nunca faz coisa alguma.”(Theodore Roosevelt)

“O único homem que nunca comete erros é aquele que nunca faz coisa alguma.”(Theodore Roosevelt)

 Não ando longe da realidade na afirmação que, no geral, os portugueses “consideram-se muito bons a apontar os erros dos outros.” Mas estudar e perceber o que se passa para corrigir esses erros, isso já é com os outros. Todos nós, bem no fundo, temos a noção que atravessamos tempos muito difíceis, e o que mais importa era saber com todo o rigor possível, e não em fantasias, a realidade do que nos rodeia, e não, embora sendo natural, ouvir as histórias, os boatos e os muito “sabichões” que em tudo tem certezas e sabem de tudo um pouco sobre o que há a fazer. Bem sabemos que é muito difícil estudar as realidades. Mas é necessário tratar de todos sem olhar a quem. É preciso salvas vidas sem conhecer o nome. Mas também é bom saber o que se passa  para se poder agir e prevenir.” A primeira lei da natureza é a tolerância – já que temos uma porção de erros e fraquezas”.(Voltaire)

Está cada vez mais claro que não haverá uma volta “ao normal”, como ainda sonham muitas  pessoas. A pandemia mudou, e ainda vai mudar mais, as nossas condições de vida, embora ainda não saibamos se a Covid-19 é apenas um evento ou o início de um processo envolvendo diferentes tipos de vírus transmissíveis. É por isso que todos devíamos ter  a percepção de que a forma mais simples de criticar, e que é usual nas redes sociais, mas não só, pois inacreditavelmente a imprensa quer escrita quer falada, usa este modelo, (não cumprem, no geral, o papel do jornalista  que teria de ser informativo sobre este vírus, perante a avalanche de dados, factos e eventos publicados na internet, que gera muita desorientação e é o ambiente favorável à disseminação de notícias falsas, as polémicas fake news), praticam, no geral, também    “o tiro ao alvo”. “O mundo de antes nunca volta. Tente agora voltar um pouco para a década de 1970. Mas, por outro lado, você nunca começa do zero. A história nunca é uma página em branco. Quem acredita que tudo continuará igual está errado. Quem acredita que tudo vai mudar também está enganado.”(André Comte-Sponville- filosofo francês)

A verdade é que esta pandemia é como uma carreira de tiro, qualquer principiante na modalidade acerta sempre. Tiro nos dois sentidos. Alguns tentam atingir o governo, com o que afirmam“ ser atrasos nas medidas que tomou,” pelas manifestas dificuldades dos técnicos que mapeiam as cadeias de contacto, pela insuficiência do confinamento decretado, mas nunca apresentam quais eram as alternativas. Outros devolvem as culpas, chamando a atenção para a irresponsabilidade de alguns, que põem em risco todos. São tiros com sucessivos ricochetes.  O grau de incerteza tem vindo a diminuir, mas ainda há alguns que são contra medidas mais musculadas. Se a ciência é tudo menos certa, a ciência como modelo de previsão ainda é mais incerta. Mas o que é certo, mais que certo, é que o tiro ao alvo não resolve mesmo nada. E nas UCI (unidades cuidados intensivos) não se ouvem os tiros, só os respiradores a encherem e a esvaziarem!” O mais importante da vida não é a situação em que estamos, mas a direcção para a qual nos movemos.” (Oliver Wendell Holmes) 

domingo, janeiro 31, 2021

“Although the paths may be different, the objective is only one.” (Rumi)

 “Although the paths may be different, the objective is only one.” (Rumi)

We are facing times that are not ours, and that is why we must realize that a pandemic is not only fought with health professionals. We have to be all. Grandparents, parents, children, family, friends all can and should be heroes. If I may, I can recall a phrase from a poet, a stranger in our Western culture Rumi: “In addition to the ideas of right or wrong, there is a garden. I will meet there with you. ”

With the sickle cut I have no doubt that many of the voters in Ventura, but not only, found in social networks a fertile ground to release their discontent, others, on the contrary, lost the shame of saying what was previously unpronounceable. Without safe reading elements to support the substance of writing, all this stinks of extremist fanaticism and ignorance. There is undoubtedly a situation of “information terrorism that“ the Attorney General's Office and the Public Ministry, which have exclusive competence and responsibility, do not dare to terminate. Why? There are those who say that the first step in asking any kind of question is to know what we are asking, because otherwise if we do not understand what we are asking, the answers will certainly be wrong. I must also say that I have some hope is that, soon, many of these people will come to realize that they will not find in the “adventures that go around” not a single solution. “Yesterday I was smart, so I wanted to change the world. Today I am wise, so I am changing myself. ”(Rumi)

In my opinion and understanding, it has been a very serious and even incomprehensible mistake not to take action by the Attorney General's Office and the Public Ministry when it does not act against all those who advocate not using masks or vaccines, as these are crimes offense to physical integrity that provoke social disapproval, and had to be very clear, as a sign to the intolerability of the practice of such crimes, but it is also incomprehensible that health authorities, let “run such rumors” and “ hunches ”, not being assertive in the answers and to restore the truth based on the scientists. Why is this behavior? Is it out of ignorance? Complicities? Perhaps we will one day learn what or what are the reasons for these inappropriate behaviors? Certainly, there are those who write that, “
democracy does not endure so many disparities. People withdraw their support for the system and legitimacy is eroded. I see many young people saying that they do not believe in democracy, capitalism or liberalism.
” (Grace Blakeley)

“Ainda que os caminhos possam ser diferentes, o objectivo é um só.”( Rumi)

 Ainda que os caminhos possam ser diferentes, o objectivo é um só.”( Rumi)

 Estamos perante tempos que não são os nossos, e por isso, devemos ter a percepção que uma pandemia não se combate só com os profissionais de saúde. Temos de ser todos. Os avós, os pais, os filhos, a família, os amigos todos podem e devem ser heróis. Se me permitem posso relembrar uma frase dum poeta, um desconhecido na nossa cultura ocidental Rumi :“Para além das ideias de certo ou errado, existe um jardim. Eu me encontrarei lá contigo.”

A talhe de foice não tenho dúvidas que muitos dos votantes no Ventura, mas não só, encontraram nas redes sociais um terreno fértil para dar largas ao seu descontentamento, outros pelo contrário perderam a vergonha de dizer o que antes era impronunciável. Sem elementos seguros de leitura a apoiarem a substância do escrito, tudo isto tresanda a fanatismo extremista e ignorância. Há sem dúvidas uma situação de “ terrorismo de informação que “ a Procuradoria Geral da República e o Ministério Público, que têm a competência e responsabilidade exclusiva, não ousam por termo. Porquê? Há quem diga que o primeiro passo para formular qualquer tipo de pergunta, consiste em sabermos sobre o que perguntamos, pois caso contrário se não percebemos o que perguntamos as respostas serão certamente erradas. Também devo dizer que tenho alguma esperança é que, em breve, muitas desta gente, venha a perceber que não vão encontrar nos “venturas que por aí andam” nem uma só solução.Ontem eu era inteligente, então eu queria mudar o mundo. Hoje eu sou sábio, então eu estou mudando a mim mesmo.”(Rumi)

Na minha opinião e entendimento tem sido um erro muito grave e até incompreensível a não acção da Procuradoria Geral da República e do Ministério Publico quando não actua, contra todos aqueles que preconizam o não uso das máscaras ou das vacinas, pois trata-se de crimes  de ofensa à integridade física que provocam reprovação social, e tinham de ser muito claros, como um sinal à  intolerabilidade da prática de tais crimes, mas também não deixa de ser incompreensível que as autoridades de saúde, deixem “correr tais boatos” e os “palpites”, não sendo assertivas nas respostas e a repor a verdade fundamentada pelos cientistas. Porque razão é este comportamento? Será por ignorância? Cumplicidades? Talvez venhamos um dia a saber qual ou quais as razões para estes comportamentos impróprios? Ao certo é que há quem escreva que, “a democracia não aguenta tantas disparidades. As pessoas tiram o seu apoio ao sistema e a legitimidade sofre uma erosão. Vejo muitos jovens a dizer que não acreditam na democracia, no capitalismo ou no liberalismo.” (Grace Blakeley)

 

segunda-feira, janeiro 25, 2021

”Roma traditoribus non premiae”(Roma não paga a traidores).

”Roma traditoribus non premiae”(Roma não paga a traidores).

Reza a História, que em 139 AC. depois de uma longa guerra contra os romanos, Viriato enviou Audax, Ditalcus e Minurus (que não eram Lusitanos) para negociar os termos do tratado de paz. Mas, tendo sido subornados pelos romanos, apunhalaram à traição Viriato enquanto este dormia. Após o crime, dirigiram-se os três a Roma onde pretendiam receber a recompensa prometida. Porém, segundo a mesma história, o general romano Servilius Caepio, em vez de pagar o suborno, ordenou a sua execução na praça pública ficando os corpos expostos com a seguinte inscrição: ”Roma traditoribus non premiae” – (Roma não paga a traidores).

Isto tudo vêm a propósito das eleições presidências realizadas ontem, antes de mais faço a minha “declaração de interesses”, como cidadão de pleno direito exerci o meu direito a voto, e também julgo que posso “fazer a minha análise dos resultados eleitorais”, e não ficar dependente dos “muitos pseudo-analistas, pseudo jornalista que proliferam por aí, quer nas redes sociais quer na dominada imprensa escrita falada e televisa, sem qualquer credibilidade, com muita arrogância como fazedores de opinião e qualificados como uns “sabem tudo”!

Ontem e hoje continuo a “fartar-me de rir”com  os "analistas políticos" que chegam a conclusões hilariantes, querendo fazer, reconheço que, em muitos casos  até fazem…dos cidadãos “seres vegetativos” sem memória nem vontade própria.

 Senão vejamos: 1. A votação no Ventura só pode ser surpresa para quem anda distraído: a) Então não há e sempre houve cidadãos e filhos desses cidadãos que suportaram o regime de Salazar? b) Então não há cidadãos que são “anticigamos” e antirendimento mínimo c) então não há fanáticos que proliferam nas ditas “claques” de futebol dos chamados “clubes grandes”? A questão é o de saber quanto tempo vai durar esta tendência, porque muitos destes cidadãos, ou não votavam ou votavam em vários partidos, reconheço que maioritariamente talvez na chamada direita. 2. Vamos agora aos grandes derrotados. A) O senhor Louça e o seu BE (bloco de esquerda) foi talvez o maior derrotado, perdeu quase um milhão de votos, na minha opinião porque a sua estratégia era o de “fazer cair o governo do PS”. B) O Dr. Rui Rio porque passou a ter um grande problema para resolver, a votação em Ventura. C) O CDS que desapareceu do “horizonte politico português.  D) A oposição dentro do PS a António Costa que ao apoiar a senhora embaixadora, que teve maioritariamente o apoio do BE, pelos mesmos motivos, tentava criar problemas políticos a António Costa  C) A comunicação social, no seu todo, mas em especial a das TVS que pretendia “criar dificuldades ao governo do PS, aliás ontem até deixou d falar em “eleições antecipadas” para se centrar em eleições daqui a dois anos.

E agora na minha opinião os grandes vencedores. 1. Os cidadãos portugueses que resistiram ao incitamento da dita imprensa para não irem votar, e  demonstraram que o “voto ainda é  a arma do povo”. 2. Marcelo Rebelo de Sousa que teve mais votos do que da primeira vez, e teve muito mais votos que Cavaco Silva e sem sombra de dúvida a estratégia politiza (ou a visão politica) de António Costa definida um ano antes aquando da visita à Autoeuropa, ao mesmo tempo viu claramente derrotada a chamada “oposição interna e externa” em especial do BE, e o resto são cantigas para "boi preto ver”.

E, agora que cada um de nós durma sossegado no seu travesseiro e que o tempo, esse grande juiz como escrevia Marguerit Yourcenar, traga lucidez e ajude a tomar as decisões acertadas. Na verdade nas redes sociais à respostas para todos os gostos.

Por cá eu e o Júnior continuamos tranquilos! E, vocês façam o mesmo….”carpem diem”, o mesmo que dizer aproveite ao máximo o dia, não apenas no sentido literal da palavra, mas sim o de  desfrutar a vida. Não deixe de fazer algo que gosta devido à falta de tempo; a única falta que terá, será desse tempo que não voltará jamais.”(Mário Quintana)

quinta-feira, janeiro 21, 2021

“A different world cannot be built by indifferent people.”

“A different world cannot be built by indifferent people.” (Peter Marshall)  

The windows of my room, early in the morning, bring me to life outside. The sounds of life. I got used to listening to them like someone who breathes. But today is different. How was it yesterday. On this cold night, I have the windows closed. And yet, I can't help but hear life out there. The struggle for life. “Life… is never the way to be imagined. It surprises us, and haunts us, and makes us laugh or cry when we least expect it. ”(Niki de Saint Phalle 1930 - 2002)An ambulance march breaks the silence of the almost deserted streets. One and then another. Who will go inside? Minutes later, another ambulance. Who will go inside? In no time, more sirens. Who will go inside? It is impossible to remain indifferent.

Tomorrow, it could be me. Anyone of us. In fact, it is the entire country that goes there. Tonight, I don't like hearing the sounds of the city. In these strange times, death hovers around. It is everywhere. Closer and closer. It is no longer something that happens only to others. “What doesn't cause my death makes me stronger.” (Friedrich Nietzsche)

Statistics are increasingly macabre, fear is a second skin. We live the longest night. A night that seems to have no end. This pandemic started almost a year ago. But it looks like it was yesterday. These days, we live with our hearts in our hands. There is a black cloud that hovers over the sky. Before finishing his speech, Joe Biden (President of the United States) quoted the Bible, namely Psalm 30, recalled that “crying can persist one night, but in the morning joy breaks out”. It's never tomorrow!

 “Um mundo diferente não pode ser construído por pessoas indiferentes.”(Peter Marshall)

 As janelas do meu quarto, logo pela manhã, trazem-me a vida lá fora. Os sons da vida. Habituei-me a ouvi-los como quem respira. Mas hoje é diferente. Como foi ontem. Nesta noite fria, tenho as janelas fechadas. E, ainda assim, não consigo deixar de ouvir a vida lá fora. A luta pela vida. “A vida… nunca é o caminho que se imagina. Ele nos surpreende, e nos assombra, e faz rir ou chorar quando menos espera.“   (Niki de Saint Phalle 1930 – 2002)

Uma marcha de ambulâncias rompe o silêncio das ruas quase desertas. Uma e logo outra. Quem irá lá dentro? Minutos depois, outra ambulância. Quem irá lá dentro? Daqui a nada, mais sirenes. Quem irá lá dentro? É impossível ficar indiferente.

Amanhã, posso ser eu. Qualquer um de nós. Na verdade, é o país inteiro que lá vai. Esta noite, não gosto de ouvir os sons da cidade. Nestes tempos estranhos, a morte ronda por aí. Está em todo o lado. Cada vez mais perto. Já não é algo que acontece apenas aos outros. “O que não provoca minha morte faz com que eu fique mais forte.”(Friedrich Nietzsche)

As estatísticas são cada vez mais macabras, o medo é uma segunda pele. Vivemos a noite mais longa. Uma noite que parece não ter fim. Esta pandemia começou há quase um ano. Mas parece que foi ontem. Nestes dias, vivemos com o coração nas mãos. Há uma nuvem negra que paira sobre o céu. Antes de terminar o seu discurso Joe Biden (presidente dos Estados Unidos) citou a Bíblia, nomeadamente o Salmo 30, recordou que “o choro pode persistir uma noite, mas de manhã irrompe a alegria”. Nunca mais é o amanhã!

quarta-feira, janeiro 20, 2021

O início de uma coisa é quase sempre o fim de outra.

 O início de uma coisa é quase sempre o fim de outra.

 Não temos quaisquer duvidas que estamos a atravessar momentos bastante dramáticos, há muitas pessoas que “nadam com a cabeça, aqui e ali fora de água, na medida certa para evitar o afogamento”, por outro lado todos o que estão em casa, permite-lhe usufruir dum espaço  que nos aproxima da normalidade, como contributo importante para que o equilíbrio psicológico não seja ainda mais atacado.

Apesar de tudo isto infelizmente há aqueles que não mantêm a prudência e a racionalidade e mostram o seu lado “horriblis” com vários protagonistas com o olhar apenas para a árvore que julgam lhes pertencer, colocando em risco a floresta que é de todos nós. “A história está repleta de pessoas que, como resultado do medo, ou por ignorância, ou por cobiça de poder, destruíram conhecimentos de imensurável valor que em verdade pertenciam a todos nós. Nós não devemos deixar isso acontecer de novo.”(Carl Sagan)

 Nestes tempos aparecem-nos em todos os momentos os “sabichões de tudo”. Se não vejamos: Os virologistas fechavam tudo. Os economistas mantinham tudo a funcionar. Os psicólogos diriam que os idosos também morrem de tristeza e solidão e os caritativos diriam que a fome e miséria eram problema maior. E já nem falo dos cuidadores da alma e da fé sempre prontos a defender o seu lado das coisas. A juntar a isto descobrimos um exército de especialistas e “outro de chicos espertos”, e mais as suas conclusões inatacáveis, e o mais intolerável é ver “homens da ciência médica” eles próprios jogadores por interesses privados das corporações, ou dos partidos, quando o mais natural era a sua ajuda quando se trata de nos confrontar com os problemas que não conseguimos ver. “Suba o primeiro degrau com fé. Não é necessário que veja toda a escada. Apenas dê o primeiro passo. Se não puder voar, corra. Se não puder correr, ande. Se não puder andar, rasteje, mas continue em frente de qualquer jeito. O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons”.(Martin Luther King)

Há um mundo que não conhecemos e que se esconde atrás do mundo em que vivemos. Não é bonito, mas isso não é razão para o ignorarmos. Enfim, tem sido um "fartar vilanagem". Tudo é uma escolha e todas as escolhas têm consequências. Cada um a olhar por si tem sido o pecado capital dos portugueses, um tipo de comportamento que há muito outros povos já erradicaram. Se, mesmo perante esta desgraça pandémica insistem em não ver para além do próprio umbigo, é porque estamos a voar sobre um ninho de cucos….esquecendo-se que há um provérbio japonês que diz:” Antes de olhar para a cabeça, observe o coração. Onde há determinação, há caminho .Um pássaro nunca faz seu ninho em uma árvore seca.”