sexta-feira, agosto 14, 2020

The surest sign of wisdom is constant serenity.” (Montaigne)

 The surest sign of wisdom is constant serenity.” (Montaigne)

 We should be as sensible as adults, but curious as children. We must reflect like the elderly, but explore the world like teenagers It is necessary to have serenity and lucidity to know how to wait. We have reached a point where, thanks to democracy in the 20th century, “humans who consider themselves modern” think that all points of view, even if diametrically opposed, are equivalent and respectable. That is, as if reality did not exist, as if the simple fact that we thought something made it true. This multiplicity of perspectives may seem like a precious asset, but, in fact, it leads to a generation of people who cannot agree on anything ... they don't even evolve in society, as we know there is a hatred machine impossible to stop, which remains active and whose model is followed worldwide by parties, football clubs, social movements and everything that lives from polarization and division. "... and I don't align with that….!" Above all, be true to yourself, and from there it will follow, as surely as the night follows the day, that no man can be false. ” (Shakespeare)

In these times that we are now passing by, there are some “enlightened ones” who I consider to be shameless and despicable beings, who “seem” not to know on what planet these creatures live, who debit about everything, but without realizing anything? And, are they like this because they understand that others think they are more intelligent if they are “militants” of the “down-down” brigade? In reality it never has, nor does it have anything positive that can contribute to society, and are only able to survive in a context of scorn and curse? There are those who do, and there are those who speak. I am as always with the first ……! As Bernard Shaw said, "It is impossible to progress without change, and those who do not change their minds cannot change anything."

May we have the courage to change the things that can be changed, serenity to accept the things that cannot be changed and wisdom to distinguish one from the other. Being patient and knowing how to wait is not an easy task, but you must learn to deal with that time. It seems that, in general, we have more to do in a single day, so that we may not be able to conclude it, so we are always in a hurry. As writer John Maxwell said: "The pessimist complains about the wind, the optimist expects him to change and the sage arranges the sails."

However, there is no other way out when it comes to waiting, because it is part of human life, and practically all of us are waiting for something to live in a world of turmoil. The search for a moment of peace and tranquility in this chaotic world is more than necessary. Here I feel like paraphrasing Socrates, (the philosopher) "I know I know nothing, because everything I know denounces how much I don't know and reveals my ignorance."

“O sinal mais seguro da sabedoria é a constante serenidade.”( Montaigne)

 “O sinal mais seguro da sabedoria é a constante serenidade.”( Montaigne)

 Devemos ser sensatos como os adultos, mas curiosos como as crianças. Devemos reflectir como os idosos, mas explorar o mundo como os adolescentes É preciso ter serenidade e lucidez de saber esperar. Chegámos a um ponto em que, graças à democracia do século XX, “os humanos que se consideram modernos” acham que todos os pontos de vista, ainda que diametralmente opostos, são equivalentes e respeitáveis. Isto é, como se a realidade não existisse, como se o simples facto de pensamos uma coisa a tornasse verdade. Esta multiplicidade de perspectivas pode parecer um trunfo precioso, mas, na verdade, conduz a uma geração de pessoas que não conseguem chegar a acordo sobre nada …nem sequer evoluem na sociedade, como sabemos há par aí nas redes sociais uma máquina de ódio impossível de parar, que continua activa e cujo modelo é seguido mundo fora por partidos, clubes de futebol, movimentos sociais e tudo o que vive da polarização e divisão."...e eu não alinho nisso….!“Acima de tudo sê verdadeiro para  ti mesmo, e daí se seguirá, tão certo como a noite segue o dia, que homem nenhum poderá ser falso.” (Shakespeare)

Nestes tempos que agora passamos, aparecem por aí uns “iluminados” que considero seres sem vergonha e desprezíveis, que “parecem” não saber em que planeta vivem tais criaturas, que debitam sobre tudo, mas sem nada perceberem? E, são assim porque entendem que os outros acham que são mais inteligentes se forem “militantes” da brigada do “bota-abaixo”? Na realidade nunca tem, nem apresentam nada de positivo que possam aportar à sociedade, e só são capazes de sobreviver num contexto de escárnio e maldizer? Há os que fazem, e há os que falam. Estou como sempre estive com os primeiros……! Como disse Bernard Shaw:“É impossível progredir sem mudança, e aqueles que não mudam suas mentes não podem mudar nada”.

Que tenhamos coragem para mudar as coisas que podem ser mudadas, serenidade para aceitar as coisas que não podem ser mudadas e sabedoria para distinguir umas das outras. Ser paciente e saber esperar não é uma tarefa fácil, mas é preciso aprender a lidar com esse tempo. Parece que, em geral, temos mais o que fazer num só dia , de tal modo que talvez o não possamos concluir, por isso, andamos sempre apressados. Como disse o escritor John Maxwell: “O pessimista reclama sobre o vento, o optimista espera que ele mude e o sábio organiza as velas.”

Entretanto, não há outra saída quando o assunto é espera, porque ela faz parte da vida humana, e praticamente todos nós estamos a esperar alguma coisa vivemos num  mundo de agitações. A busca por um momento de paz e tranquilidade nesse mundo caótico é mais que necessária. Aqui apetece-me parafrasear Sócrates, ( o filósofo) “eu sei que nada sei, pois tudo o que sei denuncia o quanto não sei e revela a minha ignorância.”

terça-feira, agosto 11, 2020

Só os olhos que vêem para além do que se vê.”(Mário Dionísio- poeta português)

“Só os olhos que vêem para além do que se vê.”(Mário Dionísio- poeta português)

Não tenho a pretensão de pensar que “isto só me acontece a mim!” Quando vamos de carro ou na rua de óculos escuros e máscara, já tivemos de acenar muitas vezes a conhecidos para que nos  reconhecessem. Tempos novos, a nossa imagem mudou. E, claro, também já tirámos fotografias  de máscara prontos para o mundo, que pusemos no Instagram.! Hoje conhecemos a nossa imagem e devolvemo-la ao outro, aos outros. À espera dos ecos. Há quem diga que nós somos donos do nosso próprio destino, cabe a nós decidirmos como queremos que ele seja escrito. Pois como disse Séneca:” Quando se navega sem destino, nenhum vento é favorável.”

Como diz o ditado popular os nossos olhos apenas vêem o que a mente está preparada para compreender, ou que teus olhos possam ver o que os meus te querem  mostrar? Sempre fui assim, não me lembro de pensar de outra maneira, de só conseguir lembrar-me dos bons momentos,......pois a vida é feita de momentos, aqueles momentos em que as palavras se tornam desnecessárias, porque acabam com a magia do silêncio. Como disse Nicolas de Chamfort.”De todos os que não tem nada a dizer,os mais agradáveis são os que fazem isso em silêncio.”

Por vezes, ou quase sempre precisamos de praticar e ter consciência dos pensamentos que vem à mente, para observar como nos estamos a sentir, e o que esses pensamentos nos estão a dizer, como eles vão influenciar o nosso dia, são momentos que temos que passar, uns bons e outros menos bons, mas todos contribuem para a nossa formação e aprender a viver a vida, sem nunca esquecer o mais importante: Nada nesta vida acontece por acaso, absolutamente nada. Por isso, temos que nos preocupar em fazer a nossa parte, da melhor forma possível. A vida nem sempre segue a nossa vontade, mas ela é perfeita naquilo que tem que ser. “É necessário abrir os olhos e perceber que as coisas boas estão dentro de nós, onde os sentimentos não precisam de motivos nem os desejos de razão. O importante é aproveitar o momentos e aprender sua duração, pois a vida está nos olhos de quem souber ver.”(Gabriel Garcia Marquez)

quinta-feira, agosto 06, 2020

“Temos o destino que merecemos. O nosso destino está de acordo com os nossos méritos.”(Albert Einstein)

 “Temos o destino que merecemos. O nosso destino está de acordo com os nossos méritos.”(Albert Einstein)

 Creio que muitos de nós, com raras excepções, somos levados a pensar, em certos momentos da nossa vida, que somos “imortais”-  não temos a percepção de que de modo algum “somos eternos” – e que em poucos anos passamos ao rol dos “esquecidos” ou até “inexistentes”. Na realidade todos somos mortais e todos somos  iguais, com os mesmos sonhos, desejos, medos e frustrações, no entanto, cada um de nós  tem o seu lema de vida. Nestes tempos, que não são os nossos, e diante de uma ameaça invisível e traiçoeira, que pode levar de nossa presença tantos entes queridos, fica na boca o amargo sabor da impotência. Percebemo-nos como verdadeiramente somos: finitos e pequenos.

No entanto ao contrário do que disse Platão: “não espere por uma crise para descobrir o que é importante na  sua vida,” temos de reconhecer que fomos surpreendidos por estes “tempos” que nos fizeram “olhar” para as coisas simples que nos escapavam, pois a  criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura. Estes são os tempos e os momentos de muitas oportunidades. Winston Churchill disse uma dia. ”Nunca desperdice uma boa crise…já que um optimista vê uma oportunidade em cada calamidade. Um pessimista vê uma calamidade em cada oportunidade.

 Vivemos uma nova fase da nossa vida, e quer queiramos quer não a forma como aprendermos a viver nesta fase pode ditar o nosso futuro, seja qual for o ponto de vista e em múltiplos aspectos não será do nosso inteiro agrado. Temos que admitir que uma das grandes lições, deste período “chamado distanciamento social”, foi o de dar mais valor às pessoas de quem gostamos e valorizar mais aquilo que gostamos de fazer. No dizer de Bob Marley:”Não viva para que a sua presença seja notada, mas para que a sua falta seja sentida.”

Ao contrário de outras ameaças colectivas, como as climáticas, esta tem a particularidade de nos fazer sentir muito rapidamente e com grande proximidade as consequências de não sermos todos os dias participantes disciplinados no seu combate. A solução final para esta crise vai basear-se na ciência e tomará a forma de uma terapêutica ou de uma vacina. Até essa solução chegar, sabemos o que é necessário fazer para mitigar a crise, estamos mais bem preparados e mais informados, é indispensável usarmos o conhecimento que adquirimos. Como disse o padre Antonino Vieira: “Somos o que fazemos. Nos dias em que fazemos, realmente existimos; nos outros, apenas duramos.”


domingo, agosto 02, 2020

“Eu sou eu e minha circunstância, e se não salvo a ela não salvo a mim” (Ortega y Gasset, 1914/1966

Eu sou eu e minha circunstância, e se não salvo a ela não salvo a mim” (Ortega y Gasset, 1914/1966

 Chegámos a uma altura em que ninguém nos dá uma resposta credível a um grande número de questões, é que já estamos algo baralhados e por vezes somos levados a pensar que este chamado novo vírus, talvez não seja nada de novo, ou nem sequer é um coronavírus, ou até talvez estas situações que são geradoras de pânico sejam infundadas, mas não temos duvidas que todas estas situações são alimentadas por aqueles que estão interessados e que assim procuram “ganhar” milhões!  “Conhecimento vem, mas a sabedoria tarda. A imaginação é mais importante que a ciência, porque a ciência é limitada, ao passo que a imaginação abrange o mundo inteiro.”(Albert Einstein)

Nesta matéria como noutras procura-se sempre arranjar culpados. Sempre assim foi, está na “génese humana” o tiro ao alvo é o desporto favorito dos adivinhos de ontem. Na verdade isto tudo está relacionado ao que na psicologia e  se “chama de projecção”. Ou seja, atribuímos o erro aos outros, para não nos responsabilizarmos por nada! No caso desta pandemia, em que o vírus viaja de um lugar para o outro, a tendência é que as pessoas façam isso. Aquela pessoa que vem de fora é vista como uma ameaça. Isso para a economia psíquica é fácil, eu acuso alguém e aí livro-me do problema, a responsabilidade é do outro. Como dizia Almada Negreiros “não sou  forte em ciência, de modo que tudo quanto ficar escrito não terá absolutamente nada de científico. Será exactamente nem científico nem falso, ao mesmo tempo”.  A tudo isto e por mais confusa ou absurda que possa parecer, temos que juntar agora a “teoria da panspermia” que ainda não foi refutada e causa fascínio, principalmente naqueles que gostam de ficção científica e já agora, os defensores dessa teoria dizem que no “principio, a vida biológica tinha a forma de bactérias e de vírus e chegou à Terra vinda de cosmos distantes”  (Anotamos que um dos muitos defensores desta teoria,  Francis Crick, conquistou um prémio Nobel (juntamente com James Watson e Maurice Wikins) pelas suas descobertas sobre a estrutura molecular do DNA.)

 Mais uma vez vemos as coisas que não são tão simples como parecem ser, e isto não é  sobre ser inconsequente, mas compreender que nem tudo na vida precisa fazer sentido. Nós queremos as nossas vidas de volta! Mas temos  de saber, aceitar e entender que isto é a vida, não podemos ter medo de arriscar, e as experiências estão aí para serem vividas. Todos nós somos iguais e mortais, com os mesmos sonhos, desejos, medos e frustrações, e cada um de nós tem o seu lema de vida. Como argumentou o líder sul-africano Nelson Mandela :“Aprendi que coragem não era a ausência de medo, mas o triunfo sobre ela. O corajoso não é aquele que não sente medo, mas aquele que vence esse medo ”.  

 

 

 

sábado, agosto 01, 2020

“A única história que temos é a nossa e ela não nos pertence.”(Ortega y Gasset)

“A única história que temos é a nossa e ela não nos pertence.”(Ortega y Gasset)

Por vezes temos um “entendimento” que a vida é sobre os outros e não sobre nós. E talvez por isso, passamos tanto tempo na vida dos outros que por vezes até nos esquecemos de cuidar da nossa própria vida, e quase sem darmos por isso a nossa memória fica entorpecida entre as brumas do último devaneio, num estado de espirito

de quem se deixa levar por lembranças, sonhos e imagens ."Pois tudo que é verdadeiramente grandioso, como o universo, não tem começo. Aparece, de repente, na nossa frente, sem se anunciar, como se tivesse existido sempre ou caísse do céu." (Boris Pasternak, Doutor Jivago)

Quando escolhemos aceitar uma coisa como verdadeira…. nenhum facto poderá contradizer esse modelo mental e percepção do mundo, que entretanto, nem sempre corresponde à realidade, trata-se de uma escolha que nada tem a ver com factos!. Acreditamos em algo e isso torna-se real, mesmo que não o seja. É por isso que devemos escolher bem o que queremos acreditar, pois é nessa escolha de ideias que vamos poder moldar as nossas decisões." Qualquer um pode contar as sementes numa maçã, Mas não podemos contar as maçãs numa semente. “(Robert H. Schuller)

 Todos devíamos ter em mente que temos um “actual inimigo comum” que é o vírus (Covid19) e que este não é o momento para outras “disputas” nomeadamente as politicas. A minha opinião, para não dizer convicção, é que a vida é mesmo assim, com altos e baixos e muitas “conquistas” e “derrotas” pela vida fora, mas o segredo é mesmo nunca desistir, devemos sempre escutar e até aceitar o conselho dos outros, mas nunca desistir da nossa própria opinião. Como disse o Engº António Guterres: “ou lutamos juntos ou somos derrotados. Estamos todos no mesmo mar, mas enquanto alguns navegam em iates, outros agarram-se aos destroços”.

A pandemia de “covid-19” é  um acontecimento extremo para o qual não nos preparámos. A nossa incapacidade de pensar prospectivamente é directamente proporcional à incerteza e vulnerabilidade que estamos a sentir. Chegados aqui perguntarão a razão porque decidi hoje abordar este tema? A resposta mais simples é porque na verdade sinto uma enorme inquietação e alguma “instabilidade psicológica”, ligada a esta situação de “viver nos tempos do coronavírus”, e notar que há muitas perguntas sem resposta, ou as respostas são tão contraditórias  que já não sabemos em que “cientistas” acreditar, ou até se as “estatísticas” são assim tão rigorosas? Do que devemos ter medo? A isto tudo há que juntar todas as informações “falsas” e a questão essencial sem resposta, como pode neste mundo de hoje, uma verdadeira tragédia transformar-se, literalmente diante dos nossos olhos, numa “história” que “parece” estar na moda e em relação à qual não vemos o seu fim….? Hoje estamos às cegas, esperando um regresso a uma nova normalidade que não sabemos qual é …mas que temos a nítida sensação que já nada será como dantes.  O que talvez já saibamos é que vamos querer, primeiro, a saúde pública e não a saúde do lucro, mas logo depois empregos dignos e não precários, casas para habitar e não para lucrar, educação universal e gratuita não elitizada. Vamos ainda querer viver num mundo de igualdade, não de exploração; de cooperação entre os povos, não de guerra ou competição. Vamos querer o ambiente e não a sua destruição, o tempo e não a submissão, a sociedade — não o poder ou populismo. Ambicionaremos outras coisas das quais nem sequer nos lembrámos ainda. Ao vírus do medo contrapomos este: o da esperança, para o qual, ao contrário da covid-19, esperemos que não haja vacina nem imunidade. “A lição é a seguinte: nunca desista, nunca, nunca, nunca. Em nada. Grande ou pequeno, importante ou não. Nunca desista. Nunca se renda à força, nunca se renda ao poder aparentemente esmagador do inimigo.” (Nunca se Renda -Winston Churchill)

 


terça-feira, julho 21, 2020

“Podemos vender o nosso tempo, mas não podemos comprá-lo de volta.” (Fernando Pessoa)


Podemos vender o nosso tempo, mas não podemos comprá-lo de volta.” (Fernando Pessoa)

Temos que ter essa noção do tempo, e um dia, quando tudo isto passar, porque há-de seguramente passar, dificilmente haverá símbolo visível mais marcante da pandemia de covid-19 que vivemos do que as máscaras de protecção social, que se tornaram parte integrante das nossas vidas de um dia para o outro, e em todo o planeta. “Não vamos voltar à antiga normalidade nos próximos tempos. Repito: não vamos voltar à antiga normalidade nos próximos tempos”.( Tedros Adhanom, director-geral da Organização Mundial de Saúde)
A História não é feita para julgar, mas sim para aprofundar e compreender. É essa a boa norma no que diz respeito ao conhecimento do passado. E é nesse sentido que essas máscaras serão a arqueologia deste período. Nada simboliza melhor este tempo que vivemos que aqueles pedaços de pano que nos cobrem o rosto quando saímos de casa. Mas a máscara vai ficar também como símbolo dos debates, dúvidas e contradições que se viveram nestes tempos (quem já esqueceu a discussão sobre se se devia ou não usar, que chegou a envolver a Organização Mundial de Saúde?).
Como nos ensinou nos seus sermões o padre António Vieira, tem de se combinar com o tempo e que “não há poder maior no mundo que o do tempo: tudo sujeita, tudo muda, tudo acaba …… “A razão natural de toda esta diferença é porque o tempo tira a novidade às coisas, descobre-lhe os defeitos, enfastia-lhe o gosto, e basta que sejam usadas para não serem as mesmas.”
Na realidade e no geral ainda nem percebemos bem o que é que perdemos. É certo que alguns perderam a paciência para estar em casa, outros perderam quase a sanidade mental com a gestão do teletrabalho, da telescola dos filhos e mais um mar de “telechatices” por resolver, outros perderam a conta ao número de pessoas que viram morrer, muitos perderam os abraços e os afectos das pessoas de quem mais gostam, demasiados perderam o emprego, muitos perderam o tecto e perderam a capacidade de dar de comer à sua família, enquanto outros perderam as vidas sozinhos nos hospitais, longe dos seus, directos para baixo da terra sem a devida homenagem às suas memórias. O Tempo passa rápido mas deixa as  suas marcas para que nós possamos relembrar alguns momentos de nossas vidas que não voltam mais. Como disse Buda:” Não viva no passado, não sonhe com o futuro, concentre a mente no momento presente.”
São momentos em que temos consciência em que o tempo, tal como o conhecemos, passa velozmente sem parar.  Queremos que ele pare! Talvez não seja bem uma paragem, mas sim a suspensão do tempo que corre…e termos tempo para mudar dentro do que recebemos. Entre o pause e o play, o filme das nossas vidas mudou. O luto do que ficou para trás existirá sempre nas nossas memórias como parte de nós, mas só há uma forma de ultrapassar: aceitar o que perdemos e olhar para o que ainda temos. Já vimos lutos em todas as partes do mundo. Não há fórmulas mágicas, mas  fomo-nos apercebendo que tão importante como valorizar a vida é aceitar a morte. É um desafio por vezes quase perturbador em que nos perdemos aos rodopios em filosofias entre duas premissas que parecem ser contraditórias, mas que precisamos que sejam complementares: valorizar a vida e aceitar a morte. Valorizar o que temos e aceitar o que perdemos. “Deixa partir o que não te pertence mais, deixa seguir o que não poderá voltar, deixa morrer o que a vida já despediu...O que foi já não serve... é passado, e o futuro ainda está do outro lado, e o presente é o presente que o tempo quer te entregar.” (padre Fábio de Melo)

sexta-feira, julho 17, 2020

"Patience is a fundamental element of success." (Bill Gates)

"Patience is a fundamental element of success." (Bill Gates)

All of us as human beings tend to be immediate, but it is fundamental, and much more in these times that are not ours, when we have moments that we no longer know if we are dreaming, or if it was a dream before, to be very patients, as certain objectives to be achieved take more time and require more efforts. The important thing is not to give up and stay focused, because with each passing day, we can be closer, and never let ourselves be overcome by the pessimistic tone of considering the pandemic as the end of time, or at least our time. Challenges exist for everyone, whether to a lesser or greater degree, but they must be viewed in a positive way. When faced with a problem, we must know how to think that it is a beautiful opportunity to demonstrate our knowledge, experiences and experiences. As John Kennedy said: "We all have different talents, but we would all like to have equal opportunities to develop our talents."

We have to admit that we continue to have many doubts in this age of many uncertainties, no longer in relation to a distant future, but in the near future, uncertainties that are deeply disturbing. We have to accept that fear is linked to uncertainty. It is evident that almost everyone, or even everyone, is afraid to say that we are afraid, but we are really afraid. We are afraid in the sense that these times everything is new and uncertain, and it has so affected our lives, with everything we took for granted, that it will in fact change our values ​​and our behaviors and will leave “marks” for all generations. “There is a time when it is necessary to abandon the used clothes, which already have the shape of our body, and forget about our paths, which always take us to the same places. It is the time of the crossing: and if we do not dare to do it, we will have been, forever, on the edge of ourselves. ”(Fernando Pessoa)

I learned a long time ago that, on the path to success, there are many more things that we have to put down than we have to learn, and what we really are is what interests us most. Many circumstances in life are beyond our control, and we need to know how to adapt in order to take advantage of opportunities. Saying NO to some things is just as important as saying YES to other things. It may be that no matter how much our effort, the results do not seem to be close. However, it must not be forgotten that every attitude, however small, has its value. We must know how to perceive changes and “seek” adaptation in the healthiest way possible. So don't give up! Being confident and hardworking is not always easy, but both skills are essential to be able to improve every day and act as the “fuel” we need to face the challenges of everyday life. "Change is the law of life. Those who look only to the past or the present will be forgotten in the future ”(John F. Kennedy)

“A paciência é um elemento fundamental do sucesso.” (Bill Gates)


A paciência é um elemento fundamental do sucesso.” (Bill Gates)

Todos nós como seres humanos tendemos a ser imediatistas, mas é fundamental , e muito mais nestes tempos que não são os nossos, em que temos momentos que já não sabemos se estamos a sonhar, ou se antes é que era um sonho, de ser muito pacientes, pois certos objectivos para serem alcançados demoram mais tempo e exigem mais esforços. O importante é não desistir e manter o foco, pois a cada dia que passa, podemos estar mais perto, e nunca se deixar vencer pelo tom pessimista de considerar a pandemia como o fim dos tempos, ou pelo menos dos nossos tempos. Desafios existem para todos, seja em menor ou maior grau, mas eles devem ser encarados de uma maneira positiva. Ao depararmos com um problema, temos de saber pensar que ele é uma bela oportunidade para demonstrar os nossos conhecimentos, experiências e vivências. Como disse John Kennedy: ”Todos nós temos talentos diferentes, mas todos nós gostaríamos de ter iguais oportunidades para desenvolver os nossos talentos.”
Temos que admitir que continuamos com muitas dúvidas nesta época de muitas incertezas, já não em relação a um futuro longínquo, mas a um futuro próximo, incertezas que são profundamente perturbadoras. Temos que aceitar que o medo está ligado às incertezas. É evidente que quase todos, ou mesmo todos, temos medo de dizer que temos medo, mas temos mesmo medo. Temos medo no sentido que estes tempos tudo é novo e incerto, e mexeu de tal maneira com a nossa vida, com tudo o que tomávamos como garantido, que vai de facto mudar os nossos valores e os nossos comportamentos e vai deixar ”marcas” para todas as gerações. “Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.”(Fernando Pessoa)  
Aprendi há muito tempo que, no caminho do sucesso, são muitas mais as coisas que temos de largar do que as que temos de aprender, e aquilo que realmente somos é o que mais nos interessa. Muitas circunstâncias da vida fogem de nosso controle, e é preciso que saibamos como nos adaptar para poder aproveitar as oportunidades. Dizer NÃO a algumas coisas é tão importante como dizer SIM as outras coisas. Pode ser que por maior que seja nosso esforço, os resultados não pareçam estar próximos. Porém, não se pode esquecer que toda atitude, mesmo que pequena, possui o seu valor. Temos de saber perceber as mudanças e “buscarmos” a  adaptação da maneira mais saudável possível.  Por isso, não desistas! Ser confiante e esforçado nem sempre é fácil, mas as duas habilidades são imprescindíveis para poder melhorar a cada dia e actuam como o “combustível” que precisamos para encarar os desafios do quotidiano. “A mudança é a lei da vida. Aqueles que olham apenas para o passado ou para o presente serão esquecidos no futuro”(John F. Kennedy)

terça-feira, julho 14, 2020

“A persistência realiza o impossível.” (Provérbio Chinês)


A persistência realiza o impossível.” (Provérbio Chinês)
 
Todos nós passamos por momentos da nossa vida em que temos de ter sempre muita firmeza nas nossas  atitudes e persistência nos nossos ideais, mas temos, o que nem sempre acontece,  de ser pacientes. Não podemos querer que tudo nos chegue de imediato. Há tempo para todo propósito!  O que nós sabemos é que quanto mais fortes estivermos mais pedras vão colocar no nosso caminho, como disse Augusto Cury:”Sem sonhos, as pedras do caminho tornam-se montanhas, os pequenos problemas são insuperáveis, as perdas são insuportáveis, as decepções transformam-se em golpes fatais e os desafios em fonte de medo.”
Nestes tempos que não são os nossos em que vivemos neste lago de vidas paradas, com uma imensas reticências  que nos obrigam a viver , sem sabermos quando e como acaba, embora tendo a consciência plena de que somos  todos parte de um mesmo mundo e, quando um de nós fica melhor, todos melhoramos. Há um provérbio oriental que diz:”Quando se busca o cume da montanha, não se dá importância às pedras do caminho". Por tudo isto precisamos de perseguir os nossos mais belos sonhos. Desistir é uma palavra que tem de ser eliminada do dicionário de quem sonha e deseja conquistar, ainda que nem todas as metas sejam atingidas. Voltaire disse que os sonhos e a esperança foram-nos dado como compensação às dificuldades da vida. Os sonhos são bússolas do coração, são projectos de vida. Os desejos não suportam o calor das dificuldades. Os sonhos resistem às mais altas temperaturas dos problemas. Renovam a esperança quando o mundo desaba sobre nós. “Teria passado a vida  atormentado e sozinho  se os sonhos me não viessem  mostrar qual é o caminho.”(Agostinho da Silva)
A realidade é que mesmos que quiséssemos no dia de hoje, já nenhum de nós seria capaz de reproduzir com exactidão o que sentimos e como vivemos os primeiros tempos da situação que nos foi imposta de “confinamento”. Há claramente um antes e um depois, embora seja ainda cedo para definir quais as tendências,  sentimos que o tempo veio demonstrar que este vírus veio pôr as nossas vidas de pernas para o ar e mexer com os nossos valores e  comportamentos e ao “tentarmos”,  aceitar o querer transformar esta actual situação na “nossa nova normalidade” é um completo disparate que não corresponde a uma realidade que queremos viver, onde a única coisa que ficou até hoje foi o medo, o que não nos parece muito saudável, pois para prevenir a dor daquilo que é imprevisível , não podemos também entrar na dor da resignação. Porque a vida é efémera e esta pandemia veio lembrar-nos disso mesmo. Como disse Augusto Cury : “Apesar dos nossos defeitos, precisamos de ver que somos pérolas únicas no teatro da vida e compreender que não existem pessoas de sucesso ou pessoas fracassadas. O que existe são pessoas que lutam pelos seus sonhos ou desistem deles.”

quinta-feira, julho 09, 2020

"As long as life lasts, let's continue with the story." (Carmen Martín Gaite)

"As long as life lasts, let's continue with the story."
  (Carmen Martín Gaite)

We live in a context of total uncertainty, with a new virus and unpredictable behavior, indefinitely. Nothing is more terrible for citizens and especially for politicians, those in charge and others. To speak is almost always to speak too soon. To declare victory is to allow time for defeat in the next corner. To affirm is to make fingers crossed. Guiding is trying to keep things moving. Like many, I thought the pandemic would give me plenty of time to read. Like many, I ended up littered with texts and books about the virus and all its declines, social, political, economic, all matters that are already overwhelming me and do not give me any kind of "enjoyment". “The book has the advantage that we can be alone and at the same time accompanied.” (Mario Quintana)
Sometimes we can think that life is simpler in black and white, however it is much more complex than the answer to the question: whose fault is it? Perhaps that is why, in these moments of great discomfort, we recall what Marie Curie (the first woman to win the Nobel Prize) said: “Nothing in life should be feared, it must be understood only. Now is the time to understand more, to be able to fear less ”.
We have to be aware that sadness and depression are not the same, as we all feel sad at one time or another and that sadness usually has a limited duration and with appropriate emotional reactions to the situation. If we lose someone we love, if there is a separation or separation from someone or something we like, it is expected that we will be sad for a while, but little by little, our mood will improve and we will again want to do things that we give pleasure. It is different in depression. Negative feelings and symptoms do not disappear after a while and even intensify. As Friedrich Nietzsche said: "What does not cause my death makes me stronger." The philosopher's idea is to show how we are able to learn and become stronger emotionally from our life experiences, including (and especially) the most difficult and painful ones.
 Throughout my life I have always recognized that football was for me “a school of learning for life”, as Albert Camus wrote his most famous phrase about sport: “Everything I know with greater certainty about morality and the obligations of men owe it to football ”. Don't think of yourself first. Think of everyone. It is the only way for everyone to think about you. Neither panic nor relaxation. Just awareness of the seriousness of the situation. I quote here a sentence I read a few days ago: “This is a scary moment. But we have lived in scary times before. ”
And just as the use of reading helps us to relativize everything, this certainty also gives us a strange tranquility in such uncertain times. Perhaps because, as Alberto Caeiro (in the skin of Fernando Pessoa) said, better than anyone: "When spring comes, if I am already dead, the flowers will bloom in the same way and the trees will be no less green than last spring. "Reality doesn't need me. I feel enormous joy when I think that my death is of no importance. If I knew that tomorrow would die and spring was the day after tomorrow, I would die happy, because it was the day after tomorrow. If that's yours time, when would she come if not in her time? "

"Enquanto a vida durar, vamos continuar com a história". (Carmen Martín Gaite)


"Enquanto a vida durar, vamos continuar com a história".
  (Carmen Martín Gaite)

Vivemos num contexto de total incerteza, com um vírus novo e de comportamento imprevisível, por tempo indeterminado. Nada é mais terrível para os cidadãos e m especial para os políticos, os que dirigem e os outros. Falar é quase sempre falar cedo demais. Declarar vitória é dar tempo à derrota na curva seguinte. Afirmar é fazer figas. Orientar é tentar manter as coisas a andar. Como muitos, achei que a pandemia me ia dar tempo de sobra para ler. Como muitos, acabei atulhado em textos e livros sobre o vírus e todas suas declinações, sociais, políticas, económicas, tudo matérias que já me estafam e não me dão qualquer tipo de “gozo”. “O livro traz a vantagem de a gente poder estar só e ao mesmo tempo acompanhado.”(Mario Quintana)
Por vezes podemos pensar que a vida é mais simples a preto e branco, no entanto ela é bem mais complexa do que a  resposta à pergunta: a culpa de quem é? Talvez por isso, nestes momentos de muito desconforto, rememoramos o que disse Marie Curie (primeira mulher a ganhar o Prémio Nobel):  “Nada na vida deve ser temido, deve ser entendido apenas. Agora é a hora de entender mais, de poder temer menos ”.
Temos que ter a noção de que tristeza e depressão não são a mesma coisa, na medida em que todos nos sentimos tristes num momento ou noutro e essa tristeza tem geralmente uma duração limitada e com reacções emocionais adequadas à situação. Se perdemos alguém que amamos, se há uma separação ou afastamento de alguém ou de alguma coisa de que gostamos, é esperado que fiquemos tristes durante algum tempo, mas, aos poucos, o nosso humor vai melhorando e ganhamos novamente vontade de fazer coisas que nos dão prazer. Na depressão é diferente. Os sentimentos e sintomas negativos não desaparecem ao fim de algum tempo e até se intensificam. Como disse Friedrich Nietzsche:” O que não provoca minha morte faz com que eu fique mais forte.”  A ideia do filósofo é mostrar como somos capazes de aprender e ficar mais fortes emocionalmente a partir das nossas experiências de vida, incluindo (e principalmente) as mais difíceis e dolorosas .
 Ao longo dos meus tempos de vida sempre reconheci que o futebol foi para mim “uma escola de aprendizagem para a vida”, tal como Albert Camus escreveu a sua frase mais famosa sobre o desporto: “Tudo quanto sei com maior certeza sobre a moral e as obrigações dos homens devo-o ao futebol”. Não pense primeiro em si. Pense em todos. É a única forma de todos pensarem em si. Nem pânico, nem descontracção. Apenas consciência da gravidade da situação. Cito aqui uma frase que li à dias: “Este é um momento assustador. Mas já vivemos tempos assustadores antes.
E tal como o recurso á leitura nos ajuda a relativizar tudo, também esta certeza nos dá uma estranha tranquilidade em tempos tão incertos. Talvez porque, como Alberto Caeiro (na pele de Fernando Pessoa) disse, melhor do que ninguém: "Quando vier a primavera, se eu já estiver morto, as flores florirão da mesma maneira e as árvores não serão menos verdes que na primavera passada. A realidade não precisa de mim. Sinto uma alegria enorme ao pensar que a minha morte não tem importância nenhuma. Se soubesse que amanhã morria e a primavera era depois de amanhã, morreria contente, porque ela era depois de amanhã. Se esse é o seu tempo, quando havia ela de vir senão no seu tempo?"

quarta-feira, julho 08, 2020

“Quem quer só o que pode, pode tudo quanto quer.”( Proverbio português.)


“Quem quer só o que pode, pode tudo quanto quer.”( Proverbio português.)

Há um ditado popular que diz que “ a vida é a esperança nas linhas da palma das mãos.” Não tenho tantas certezas que me permitam dar alguma credibilidade a este dito popular, tanto mais que nestes tempos que agora passamos, as incertezas decorrentes de uma maior imprevisibilidade nos comportamentos individuais fazem aumentar os riscos. Somos campeões olímpicos da variação colectiva de estados de alma. Ainda assim, não devemos render-nos a esta fatalidade. Estamos a colher o que semeámos. No que gerámos de expectativas não cumpridas, no que não acautelámos no passo decisivo rumo ao desconfinamento que muitos consideraram com uma “libertação colectiva”, esquecendo-se o que era obvio , quando sentimos que ficamos sem chão, embora sentindo com o corpo todo, mas não temos medo de voar e o para sempre é muito pouco tempo. A vida é um relâmpago, passa num instante. E o tempo não sabe esperar. “A forma mais elevada da inteligência humana é a capacidade de observar sem julgar” (J.Krishnamurti)
Tenho a convicção que grande parte das pessoas se consciencializou da sua vulnerabilidade perante a vida, pelo que agora, quando tudo tende a estar mais tranquilo, pode ter a tendência de querer viver de forma mais intensa e imediata. Ultrapassando o receio da infecção, da morte, surge o desejo da vida, do prazer e inevitavelmente alguns excessos. Não tenha pressa de viver, tem tempo. Pratique uma atitude mais humana e empática. Não queira ser super-herói. Não queira voltar a fazer tudo nas primeiras semanas. É humanamente impossível. Pede-se responsabilidade e sublinhe-se que não é só em Portugal que há novos surtos e medidas de reconfinamento. Que atire a primeira pedra quem respeitou TODAS as regras ao longo de quatro meses – e não devemos precipitar-nos a estigmatizar quem contrai o vírus –, mas um surto com origem em situações deste tipo pode pôr em risco toda uma comunidade e a economia de um país. Este parece ser o novo normal: o vírus não vai desaparecer tão cedo e é provável que, até que esteja amplamente disponível uma vacina (ou um antivírico), os surtos de covid-19 vão desparecer da região ou país x para reaparecerem acolá, na localidade y. Que essa viagem não ocorra pelo menos por mera negligência. Divirta-se na jornada da vida, em que a alegria e a boa-disposição são fundamentais. Não deixe que nada nem ninguém lhe roube o sorriso. (…)Foque-se nas soluções e siga com tenacidade rumo à concretização dos seus sonhos. Não deixe que um obstáculo o/a derrube. “Feliz quem não exige da vida mais do que ela espontaneamente lhe dá, guiando-se pelo instinto dos gatos, que buscam o sol quando há sol”.(Fernando Pessoa)

sábado, julho 04, 2020

"Anyone who has something to live for is capable of supporting anything." (Friedrich Nietzsche)

"Anyone who has something to live for is capable of supporting anything." (Friedrich Nietzsche)

Some say that time is a sieve. It disperses the noise, makes all secondary things fall and leaves us what really matters. As I have already written, in these times that are not our times, sometimes we feel, in general, in a phase of a certain existentialism, in which we can never lose sense and be aware of our age, and it is in these moments that do we think strongly about what we are doing here? The reality is that regardless of the scientific issues, it is of elementary common sense to conclude that “many situations of gravity” are linked to situations of despair, frustrated expectations, lack of horizons, inability to overcome difficulties or as an attempt to escape from circumstances of life that he himself refuses to face. It is therefore reasonable to think of this statement attributed to Sun Tzu: "In the midst of chaos there is always an opportunity", which in many cases, it might have been possible to avoid the realization of tragic and irreversible outcomes, if someone had managed to mitigate the causes of so much We are in a time of crisis as a result of a pandemic that has turned the world inside out. As a result, we are at the door of an economic crisis that will turn the lives of many families inside out. behind every door or every cloth we use to hide our weaknesses?
What have we learned from this pandemic? This is an exercise that we probably all did and are still doing, because there will be no one who has not learned something that they will not forget, for the rest of their lives. A pandemic broke out in our lives and a feeling of fear and anxiety hit us. Which means that this is not for fun, we still cling to a chronic optimism that allows us to see the less dark side of these days full of uncertainty, but we live “one day at a time”, managing the routines and emotions of best way we know, but not always sure to be the best way. Perhaps for this reason, it will be very useful to recall here some of the teachings of Buddhism: “Do not live in the past, do not dream about the future, focus your mind on the present moment.” (Buddha)
We have the perception that income, or the lack of it, is certainly one of the biggest causes of suffering and despair within families and leads to extreme situations. In this society facing economic growth, where individual success is closely linked to the ability to accumulate wealth, and where loneliness is a journey that we cannot take on each other, situations of despair related to unemployment, precarious work or low wages are usually seen as collateral damage that the State, always he, can eventually help correct, having the ability to always bear in mind that loneliness is also part of life's experience, and that living life makes us feel well, that happiness of each one of us, cannot be full while the unhappiness is, and we without knowing it, right there beside us. That is why it is very good to have in mind what Eloi Laurent, an American economist, said: "Economic growth is a deadly paradox and it is also an illusion. Huge growth can hide human poverty, as we see in the USA"

“Quem tem algo por que viver, é capaz de suportar qualquer coisa.” (Friedrich Nietzsche)


“Quem tem algo por que viver, é capaz de suportar qualquer coisa.” (Friedrich Nietzsche) 

Há quem diga que o tempo é uma peneira. Dispersa o ruído, faz cair todas as coisas secundárias e deixa-nos o que realmente importa. Como já tenho escrito, nestes tempos que não são os nossos tempos, por vezes sentimo-nos, no geral, numa fase de certo existencialismo, em que nunca podemos perder o sentido e ter alguma consciência da idade que temos, e é nesses momentos que pensamos fortemente sobre o que andamos a fazer aqui? A realidade é que independentemente das questões científicas, é de elementar bom senso concluir que “muitas situações de gravidade” estão ligadas a situações de desespero, de frustração de expectativas, de falta de horizontes, de incapacidade de superar dificuldades ou como tentativa de fuga a circunstâncias de vida que o próprio se recusa a enfrentar. É por isso razoável pensar nesta afirmação atribuída a Sun Tzu: No meio do caos há sempre uma oportunidade", o que em muitos  casos, talvez fosse possível evitar a concretização dos desfechos trágicos e irreversíveis, caso alguém tivesse conseguido atenuar as causas de tanto sofrimento. Estamos num tempo de crise em resultado de uma pandemia que virou o mundo do avesso. Em consequência, estamos à porta de uma crise económica que irá virar do avesso a vida de muitas famílias. Quando e onde conseguimos destapar a realidade que está por detrás de cada porta ou de cada pano que usamos para esconder as nossas fragilidades?
O que aprendemos com esta pandemia? Este é um exercício que provavelmente todos nós fizemos e ainda estamos a fazer, porque não haverá quem não tenha aprendido algo que não irá esquecer, para o resto da vida. Uma pandemia entrou de rompante nas nossas vidas e abateu-se sobre nós um sentimento de medo e ansiedade. O que quer dizer que isto não está para brincadeiras, agarramo-nos ainda a um optimismo crónico que nos permite ver o lado menos negro destes dias carregados de incertezas, mas  vivemos “um dia de cada vez”, gerindo as rotinas e as emoções da melhor forma que sabemos, mas nem sempre certos de ser o melhor caminho. Talvez por isso, será de muita utilidade recordar aqui alguns dos ensinamentos do budismo: “Não viva no passado, não sonhe com o futuro, concentre a mente no momento presente.”(Buda)
Temos a percepção de que os rendimentos, ou a falta deles, é certamente uma das maiores causas de sofrimento e de desespero no seio das famílias e conduz a situações limite. Nesta sociedade virada para o crescimento económico em que o sucesso individual está muito ligado à capacidade de acumular riqueza, e em que a solidão é uma jornada que não podemos fazer uns aos outros, as situações de desespero relacionadas com o desemprego, a precariedade laboral ou as baixas remunerações são normalmente vistas como danos colaterais que o Estado, sempre ele, poderá eventualmente ajudar a corrigir, tendo a capacidade de ter sempre bem presente que a solidão também é parte da experiência da vida, e para que viver a vida nos faça sentir bem, essa felicidade de cada um de nós, não pode ser plena enquanto a infelicidade estiver, e nós sem o saber, ali mesmo ao nosso lado. Por isso, é muito bom termos presente aquilo que disse Eloi Laurent ,um economista, norte americano "O crescimento económico é um paradoxo mortal e também é uma ilusão. Um gigantesco crescimento pode esconder a pobreza humana, como vemos nos EUA"