WE ARE ABLE TO DO OUR BEST! “É das coisas, que os sonhos são feitos.” It is about things, that dreams are made." (William Shakespeare
segunda-feira, março 29, 2021
“The only certainty is that I doubt it! And if I doubt it, I think, and if I think right away I exist. ”(René Descartes)
Times have changed, every time I meet a young man, who seems to me to be familiar, I no longer ask him whose son he is, but whose grandson he is? These are times that are not "our times", among other changes, a new type of silence has settled in our daily lives. We all feel that even the air looks cleaner! The birds, who prefer quietness, venture further into places they had never met before. It even gives us the impression that, more or less, this “happens to everyone” - because it does and there is no escape from our inexorable languishing - is that a certain tiredness descends on people who report vivid dreams. Others struggle to sleep. As Paulo Coelho said, “The world is in the hands of those who have the courage to dream and take the risk of living their dreams.” This sudden change weighs on all of us and our minds are already fumbling, revolving around our new reality with the heavy slowness of a cruise ship. Perhaps this is why "we look at ships", when you wait a lot for something, but then something happens to the contrary. It is legitimate, albeit wrong, to think that there will certainly be things that seem less, shall we say, institutionally boring and not so worthy of people's mental health. And that is perhaps why we must keep these Buddha's teachings in mind. ” The secret of mental and bodily health is not to mourn the past, not to worry about the future, nor to get ahead of problems, but to live knowingly and seriously the present. ” In this new reality, we have to “give a helping hand” because our lives are short, and in view of the various studies that have shown that, over the course of a year of confinement, people's mental health has been seriously impaired throughout the world . “A dream dreamed alone is a dream. A dream dreamed together is reality. We will strongly hope that one day we will be able to say that we are cured, and that, by curing ourselves, we will have cured the world. ”(Yoko Ono) Today, in our understanding, there are only three possible endings to this whole story : a new wave or another pandemic outbreak, the containment of it or even its elimination. But, on second thought, if the first happens, it will be terrible. The latter was very good, considering all things. None of them is guaranteed? Perhaps the time has come to "see things in pink", this is a way of looking at the world from a point of view, which some consider unduly cheerful, in the optimistic or favorable sense in the hope of better days. ” Hope is the dream of the waking man. Culture is the best comfort for old age. The wise man never says everything he thinks, but he always thinks everything he says. ”(Aristotle)
“A única certeza é que eu duvido! E se duvido eu penso, e se penso logo existo.”(René Descartes
“A única certeza é que eu duvido! E se duvido eu penso, e se penso logo existo.”(René Descartes)
Os tempos mudaram, cada vez que encontro um jovem, que me parece conhecido, já não lhe pergunto de quem é filho, mas de quem é neto? São tempos que não são os “nossos tempos” entre outras mudanças, um novo tipo de silêncio instalou-se no nosso dia a dia. Todos sentimos que até o ar parece mais limpo! Os pássaros, que preferem o sossego, aventuram-se ainda mais em locais que antes não se encontravam. Até nos dá a parecer que, mais dia menos dia, isto “calha a todos”- pois calha e não há como escapar ao nosso definhar inexorável – é que um certo cansaço desce sobre as pessoas que relatam sonhos vívidos. Outros lutam para dormir. Como disse Paulo Coelho “O mundo está nas mãos daqueles que têm a coragem de sonhar e correr o risco de viver seus sonhos.”
Esta mudança repentina pesa sobre todos nós e as nossas mentes já se atrapalham, girando em torno de nossa nova realidade com a lentidão pesada de um navio de cruzeiro. Talvez seja por isso que "ficamos a ver navios", quando se espera muito por uma coisa, mas depois algo acontece em contrário. É legítimo, ainda que errado, pensar que haverá certamente coisas que pareçam menos, digamos, institucionalmente aborrecidas e não tão dignas para a saúde mental das pessoas. E é talvez por isso que devemos ter presente estes ensinamentos de Buda.” O segredo da saúde mental e corporal está em não se lamentar pelo passado, não se preocupar com o futuro, nem se adiantar aos problemas, mas viver sabia e seriamente o presente.”
Nesta nossa nova realidade temos “ de dar o braço a torcer” porque a nossa vida é curta, e perante os vário estudos que têm demonstrado que, ao longo de um ano de confinamento, a saúde mental das pessoas , tem sido seriamente prejudicada em todo o mundo . “Um sonho sonhado sozinho é um sonho. Um sonho sonhado junto é realidade. Vamos desejar fortemente que um dia sejamos capazes de dizer que nós nos curamos, e que, nos curando, teremos curado o mundo.”(Yoko Ono)
Nos tempos de hoje, no nosso entendimento, existem apenas três finais possíveis para toda a esta história: uma nova vaga ou um outro surto pandémico, a contenção deste ou até a sua eliminação. Mas, pensando melhor , a acontecer o primeiro será terrível. O último era muito bom, considerando todas as coisas. Nenhum deles é garantido? Talvez tenha chegado o momento de "ver as coisas cor-de-rosa", isto é um modo de ver o mundo de um ponto de vista, que alguns consideram indevidamente alegre, no sentido optimista ou favorável na esperança de melhores dias.” A esperança é o sonho do homem acordado. A cultura é o melhor conforto para a velhice. O sábio nunca diz tudo o que pensa, mas pensa sempre tudo o que diz.”(Aristóteles)
sexta-feira, março 26, 2021
“I revolt, therefore I am.” (Albert Camus)
“I revolt, therefore I am.” (Albert Camus)
All of us sometimes have days when we wake up and feel cold, rude, in a way stupid, so without feelings, so disgusted with everything and everyone. But we have other days that we wake up just needing a hug, a smile that will calm us down, a company that will make our day different. As Florbela Espanca said: “I am a skeptic who believes in everything, a disillusioned person full of illusions, a revolt who accepts, smiling, all the ills of life, an indifferent one overflowing with tenderness.”
But in these times we found ourselves surrounded by a certain “sense of revolt”, although we recognize its existence, both before and after this “confinement pandemic”, or with or without states of emergency, these phenomena of “revolt”, the images protests have been filling the TV news for months and months, and have been transversal, in recent years, in almost all countries of the World, as a global phenomenon that promises to be lasting. And we find ourselves in a few moments thinking that “if only these revolts, these anxieties, something that came out would be worthwhile ?. “Only a sense of invention and an intense need to create lead man to revolt, to discover and to discover himself lucidly.” (Pablo Picasso)
Perhaps, that is why we can understand, however, that “feeling the revolt” is mainly a “political disorder of global disorder” in this world in which we live, but at the outset, the future seems somewhat encouraging, but after year of confinement, - with a few breaks in between, to be sure - there are those who feel nervous about getting back together more often. Some experts say it is normal, taking into account the time that you have been deprived of meetings, dinners and other gatherings, but also because of the fear of becoming infected. In fact, during times of confinement there are some variables that we can control, such as the number of people with whom we relate and the hygiene of our space. We feel that we have an active role in protecting against the disease. When we return to social life, it will cause the variable “others” to appear and it is at that moment that anxiety and nervousness can arise. We do not control the behavior of others, so we feel more vulnerable. The reality is that “deep down” we think that this “feeling of revolt expresses a certain imprecise malaise, expresses a vague but tormenting unease, even reveals some disappointed expectations. It is necessary to understand the “revolt” to be able to understand the world in which we live, as “flooding our hearts with hope”, but not letting ourselves drown in them. “The greatest glory in living is not in never falling, but in getting up every time we fall. After climbing a very high mountain, we discovered that there are many other mountains to climb ”. (Nelson Mandela)
“Revolto-me, logo existo.”(Albert Camus)
“Revolto-me, logo existo.”(Albert Camus)
Todos nós por vezes temos dias em que acordamos e nos sentimos frios, grosseiros, de certo modo estúpidos , tão sem sentimentos, tão revoltados com tudo e com todos. Mas temos outros dias que acordamos apenas precisando de um abraço, de um sorriso que nos acalmará, de uma companhia que fará com que o nosso dia venha a ser diferente. Como disse Florbela Espanca: “Sou uma céptica que crê em tudo, uma desiludida cheia de ilusões, uma revoltada que aceita, sorridente, todo o mal da vida, uma indiferente a transbordar de ternura.”
Mas nestes tempos vimo-nos rodeados por um certo “sentido de revolta”, embora reconheçamos a sua existência, quer antes e depois desta “pandemia de confinamentos”, quer com ou sem estados de emergência, estes fenómenos de “revolta”, as imagens de protestos enchem os noticiários das tvs, há meses e meses, e têm sido transversais, nos últimos anos, em quase todos os países do Mundo, como um fenómeno global que promete ser duradouro. E damos por nós em alguns momentos a pensar que “se ao menos destas revoltas, destas angústias, saísse alguma coisa que prestasse?. “ Só um sentido de invenção e uma necessidade intensa de criar levam o homem a revoltar-se, a descobrir e a descobrir-se com lucidez.”(Pablo Picasso)
Talvez, por isso possamos entender no entanto que o “sentir a revolta” seja principalmente, uma manifestação “politica de desordem global” neste mundo em que vivemos, mas à partida, o futuro parece-nos de certo modo animador mas, depois de um ano de confinamento, – com algumas pausas pelo meio, é certo -, há quem se sinta nervoso por voltar a conviver com mais frequência. Alguns especialistas dizem que é normal, tendo em conta o tempo que se ficou privado de encontros, jantares e outros convívios, mas também pelo medo de se ficar infectado. Na verdade durante os tempos de confinamento há algumas variáveis que podemos controlar, como o número de pessoas com quem nos relacionamos e a higienização do nosso espaço. Sentimos que temos algum papel activo na protecção contra a doença. Quando retomamos a vida social, vai fazer com que a variável “outros” apareça e é nesse momento que podem surgir a ansiedade e o nervosismo. O comportamento dos outros nós não controlamos, daí sentirmo-nos mais vulneráveis . A realidade é que lá “bem no fundo” pensamos que este “sentir de revolta exprime um certo mal-estar impreciso, manifesta uma inquietação vaga mas atormentadora, revela até algumas expectativas defraudadas. É preciso compreender a “revolta” para poder entender o Mundo em que vivemos, como um “alagar do nosso coração de esperança”, mas não deixar que nos afoguemos nelas. “A maior glória de viver não está em nunca cair, mas em nos levantar toda vez que caímos. Depois de escalar uma montanha muito alta, descobrimos que há muitas outras montanhas por escalar”. (Nelson Mandela)
domingo, março 21, 2021
"Homesickness is what makes things stop in time.” (Mário Quintana)
"Homesickness is what makes things stop in time.” (Mário Quintana)
We live in times of some nostalgia, and maybe for that reason, sometimes I feel that I miss “my future”, because I don't know, nor do I know if anyone knows, if these pandemic times will “force us to take a step back towards the past "or will it be an opportunity for this present" to take that step towards the future "?. In reality, we all have to continue to do our part, while the government does everyone's part. We have to understand that we have to be very cautious, especially since we are a country with very limited resources, knowing that with each passing day confinement makes us poorer. If we want to continue within the plan that safeguards people's health, it is good that everyone does their part. As Mário Quintana said: “Allow yourself to laugh and get to know other hearts. Learn to live, learn to love people with solidarity, learn to do good things, learn to help others, learn to live your own life. ”
What we have to be aware of is that this time, with little time, brings about a reality, in which it happens that sometimes it is necessary to stop and look away, in order to be able to see what is close to us, or to put it another way as one said friend of mine, "One day when we lose this reality of ours, we will miss you for sure." Whether or not we understand it, the world revolves around people, their ideas and their interventions, and in any circumstance of life, people needed other people, because no one is born alone, and the human being lives for live in society, because it is there that you grow, learn and develop, whether as a child or as an adult …… .. “Among our greatest pleasures in this world are pleasant thoughts, and the great art of life consists in having them in the greatest possible number. ”(Michel de Montaigne, French writer)
In this time without time, popular wisdom says that there is nothing good or bad except these two things: wisdom that is good and ignorance that is evil, and that is why there is nothing like a little bit of madness. to agitate the doldrums, and sometimes we feel that we are “somewhat numb” without knowing how to have an answer to such a situation. And, perhaps in those moments, José Saramago's words have meaning: “What gives the encounter the true meaning is the search, and it is necessary to walk a lot to reach what is close. I feel that what happens to me must have a meaning, some sense, I feel that I should not stop halfway through without finding out what it is about.
“A saudade é o que faz as coisas pararem no tempo.”(Mário Quintana)
“A saudade é o que faz as coisas pararem no tempo.”(Mário Quintana)
Vivemos tempos de alguma nostalgia, e talvez por isso, por vezes sinta que tenho saudades do “meu futuro”, porque não sei, nem sei se alguém sabe, se estes tempos de pandemia nos vai “obrigar a dar um passo atrás em direcção ao passado” ou será uma oportunidade para neste presente “dar esse passo em direcção ao futuro”?. Na realidade todos nós temos de continuar a fazer a nossa parte, enquanto o governo faz a parte de todos. Temos que entender que temos que ser mesmo muito cautelosos, especialmente na medida em que somos um País com recursos muito limitados, sabendo que a cada dia que passa o confinamento nos torna mais pobres. Se queremos continuar dentro do plano que salvaguarda a saúde das pessoas, é bom que cada um faça a sua parte. Como disse Mário Quintana: “Permita-se rir e conhecer outros corações. Aprenda a viver, aprenda a amar as pessoas com solidariedade, aprenda a fazer coisas boas, aprenda a ajudar os outros, aprenda a viver sua própria vida.”
O que temos que ter consciência é que este tempo com pouco tempo, perspectiva uma realidade, em que acontece que por vezes é preciso parar e olhar para longe, para podermos enxergar o que está perto de nós, ou dizendo de outro modo como disse uma amigo meu, “Um dia quando perdermos esta nossa realidade, de certo vamos ter muitas saudades.” Quer seja ou não o nosso entendimento, o mundo gira em torno das pessoas, das suas ideias e de suas intervenções, e em qualquer circunstância da vida, as pessoas precisaram de outras pessoas, pois ninguém nasce sozinho, sendo que o ser humano vive para viver em sociedade, porque é nela que cresce, aprende e se desenvolve, quer enquanto criança quer enquanto adulto……..“Entre nossos maiores prazeres neste mundo estão os pensamentos agradáveis, e a grande arte da vida consiste em tê-los no maior número possível.”(Michel de Montaigne, escritor francês)
Neste tempo sem tempo diz a sabedoria popular que não há nada bom nem de mau a não ser estas duas coisas: a sabedoria que é um bem e a ignorância que é um mal, e é por isso que não há nada como um bocadinho de loucura para agitar o marasmo, e por vezes sentimos que ficamos “de certo modo entorpecidos” sem saber ter uma resposta para tal situação. E, talvez nesses momentos as palavras de José Saramago tenho sentido: “O que dá o verdadeiro sentido ao encontro é a busca, e é preciso andar muito para se alcançar o que está perto. Sinto que o que me acontece deve ter um significado, um sentido qualquer, sinto que não devo parar a meio do caminho sem descobrir do que se trata".
sábado, março 20, 2021
"Bem prega Frei Tomás, olha para o que ele diz, não olhes para o que ele faz."
"Bem prega Frei Tomás, olha para o que ele diz, não olhes para o que ele faz."
O que sempre me incomoda e me deixa alguma perplexidade é que não competindo aos jornalistas tornarem-se porta vozes de qualquer interesse , nem deixar-se instrumentalizar-se pelos mesmos, se deixam influenciar pelos media audiovisuais e, pelos grupos de pressão que existem por todo o lado numa subserviência a interesses económicos ou políticos. “Esquecendo-se que o maior risco do jornalismo é a sua “descredibilização aos olhos do público e das audiências, e tornar-se irrelevante e perder a sua influência”.
Esta semana foi noticia da imprensa, em especial nas tvs, que o primeiro ministro inglês e o primeiro ministro francês iriam ser vacinados com a vacina Astrazeneca, nesta sexta feira, omitindo que o primeiro ministro português, já tomou a primeira dose desta vacina há mais tempo, a juntar a esta “manipulação noticiosa” – em que claramente se omite para dar a entender que em Portugal não é assim – hoje é noticia, “sem que os jornais ou tvs façam qualquer referência” que “Utentes com apneia do sono foram incluídos nos grupos prioritários por lapso para vacinação em vários locais do país.”. Claro que não se assume o erro que já tinha sido verificado (eu diria denunciado) em fins de Fevereiro…talvez não fosse erro….mas é logo dado como desculpa, que uma vez “ que já tinham sido vacinadas várias pessoas e outras já tinham sido convocadas.”
Digamos que talvez tenha sido um “pequeno lapso language”, mas cuidado que há quem diga que lapsos de memória é sinal de demência precoce”. No entanto seria uma boa altura para ouvir um pedido de desculpa do senhor Dr. Guimarães ( Ordem dos médicos) ou do senhor Dr Roque (sindicatos dos médicos) talvez seja pedir muito, e é por isso, que mais uma vez a “culpa vai morrer solteira”! Na realidade em Portugal a culpa não morre solteira; na verdade, ela não morre, vive solteira!. Tanto mais que nos limites talvez estejamos sobre um suposto “crime de tráfico de influências”! Mas, até ao momento não li nem ouvi em lado nenhum que a Procuradoria Geral da Republica estava a avaliar esta situação?
sábado, março 13, 2021
“Se não temo o erro, é porque estou sempre disposto a corrigi-lo.” (Frase do matemático português Bento de Jesus Caraça)
“Se não temo o erro, é porque estou sempre disposto a corrigi-lo.” (Frase do matemático português Bento de Jesus Caraça)
Todos nós cometemos erros, somos humanos! Esquecemos por vezes, que talvez, a felicidade não esteja em “sermos divinos”, porque na verdade é suficiente sermos humanos. Admitir os erros é, afinal, uma oportunidade excepcional de crescimento e melhoria e termos a percepção de que os problemas não estão nas ferramentas mas sim nas pessoas. As redes sociais são uma ferramenta e as ferramentas são aquilo que fazemos delas. “O único homem que não erra é aquele que nunca faz nada”.(Goethe)
Todos nós, no geral, sabemos que a memória é a capacidade humana de reter factos e experiências do passado e retransmiti-los às novas gerações através de diferentes suportes empíricos (voz, música, imagem, textos, etc.) mas, também através das tradições familiares, e como noutras gerações talvez fosse aí que errámos ao não saber “transmitir” o nosso passado, as nossas raízes, a nossa História… etc. “Toda a nossa História só nos deve servir para a transformarmos em lição, de modo a não repetirmos no futuro os erros que cometemos no passado. E sobretudo ter a persistência – que muitas vezes nos falta- de seguir o caminho certo” ( Dr. António Costa – primeiro ministro de Portugal – entrevista ao jornal Publico de 5 de Fevereiro de 2021, pág 6).
Existe uma memória individual que é aquela guardada por todas as pessoas e refere-se às suas próprias vivências e experiências, mas que contém também aspectos da memória do grupo social onde ele se formou, isto é, onde essa pessoa foi socializada. “Quando se gosta da vida, gosta-se do passado, porque ele é o presente tal como sobreviveu na memória humana.”(Marguerite Yourcenar) É verdade, nós não nos lembramos de tudo, porque a nossa memória não o retém, o que aconteceu ou que nos foi ensinado ao longo de nossa vida. Como disse Platão : “Não espere por uma crise para descobrir o que é importante na sua vida. Só devemos à história aquilo que lhe podemos acrescentar.....” E, por isso talvez fosse útil seguirmos o conselho do Dr. António Costa:“Recomendo sempre vivamente a leitura, “ Das Causas da Decadência dos Povos Peninsulares”, de Antero de Quental, que ajuda bastante a explicar tudo o que nos aconteceu e tudo o que ainda hoje nos acontece.” ( Dr. António Costa – primeiro ministro de Portugal – entrevista ao jornal Publico de 5 de Fevereiro de 2021, pág 6).
Todos nós precisamos de sentir vínculos profundos com a nossa memória ancestral, com as referências que nos dão sustentação do viver e uma identidade na nossa vida, por vezes, acontece a todas as pessoas, ser até certo ponto perturbante, mas a nossa memória, o que é até uma coisa engraçada, esquecemo-nos de tudo que precisamos lembrar-nos, e lembramo-nos de tudo que queríamos esquecer. É talvez por isso que é sempre melhor errar e dar de mais, do que errar a dar de menos. Talvez, seja naquela fase em que nos devemos lembrar do que disse Platão: “Quando a mente está a pensar, está a falar consigo mesma. A palavra precisa concordar com o facto. Errar é humano, mas também é humano perdoar. Perdoar é próprio de almas generosas.”
sábado, março 06, 2021
“The truth is hardly on the side of the screamer.” (Rabindranath Tagore)
“The truth is hardly on the side of the screamer.” (Rabindranath Tagore)
In these times when no one escapes moments of insecurity, we are surprised as if in an act of breathing, when we transfer to something that has to do things that we have inside. As Rabindranath Tagore said, "if you close the door to all mistakes, the truth will remain on the street."
It will not be a surprise to anyone that everything that puts in “politics” or “fanaticism of the football club” always begins with small clouds of disagreement and passes with great speed to storms of conflict, some irreversible, driving friends away from each other, because talking about any of these matters becomes intolerable, we are still a long way from finding a middle ground in social relations, which we have seen, every day, increasing the devaluation of family and friendships, in which we spend time moving mechanically, effortlessly, in a kind of trance ... ..and so our memory goes on “forgetting” that as Michel de Montaigne, a French writer, said: ““ Among our greatest pleasures in this world are pleasant thoughts, and the great art of life consists of having them as many as possible. ”
In reality, all of us, in general, no longer know if we are depressed or discouraged, but somewhat anxious, in a context of some unhappiness and anguish, and deep down we may be resigned and live in our very restricted circle of social contacts. , in which the memory of our other routines seems to us more and more distant, in which the days follow each other without expectations of changes, in a kind of adaptation that affects us as a confrontational “torpor”, in a time that passes and we are already feeling emotionally better prepared to deal with these crisis situations. “If we can't do something well, at least do what looks good. Life is not fair ... Get used to it. ”(” (Bill Gates)
We have to have the perception and acceptance that we are in times of transition to a new model of living and experiences in society, with multiple implications, for good and for less well in the various dimensions of our existence and that even in moments of interaction social, almost always at a distance, there are dimensions that empty themselves, because as someone has said, “when you are obtaining information only through the ears and eyes, there are a number of things that do not reach the level of the skin, the touch or the smell ”. Basically, there is an ambiguity between the present and the absent, between being and not being, perhaps in those moments, we have to realize that the best way to prepare for “new and different times” is to have the imagination that as the old foxes, "to know the ways to overcome the blows." As Albert Einstein said: “Imagination is more important than knowledge. Knowledge is limited. Imagination goes around the world. Knowledge comes, but wisdom takes time. Everything should be made as simple as possible, but not simplified. ”
“A verdade dificilmente está do lado de quem mais grita.”(Rabindranath Tagore)
“A verdade dificilmente está do lado de quem mais grita.”(Rabindranath Tagore)
Nestes tempos em que ninguém escapa de momentos de insegurança, somos surpreendidos como num acto de respirar, em que a gente transfere para algo que tem de fazer coisas que temos cá dentro. Como disse Rabindranath Tagore,:“se fechares a porta a todos os erros, a verdade ficará na rua.”
Não será surpresa para ninguém que tudo o que mete “a politica” ou o “fanatismo da clubite futebolística”, começa sempre por pequenas nuvens de desacordo e passa com enorme rapidez a tempestades de conflitos, alguns irreversíveis, afastando os amigos uns dos outros, porque conversar sobre qualquer destes assuntos torna-se intolerável, ainda estamos muito longe de encontrar um meio termo nas relações sociais, que vimos, em cada dia, aumentar o desvalorizar das relações familiares e de amizades, em que passamos o tempo a mover-nos mecanicamente, sem esforço, numa espécie de transe…..e assim a nossa memória vai “esquecendo” que como disse Michel de Montaigne, um escritor francês:” “Entre nossos maiores prazeres neste mundo estão os pensamentos agradáveis, e a grande arte da vida consiste em tê-los no maior número possível.”
Na realidade todos nós, no geral, já não sabemos se estamos deprimidos ou desanimados, mas de certo modo algo ansiosos, num quadro de alguma infelicidade e angustia, sendo que bem no fundo talvez estejamos conformados e viver no nosso circulo muito restrito de contactos sociais, em que a memória das nossas outras rotinas nos parece cada dia mais distante, em que os dias se sucedem sem expectativas de mudanças, numa espécie de adaptação que nos atinge como um “torpor” confrontável, num tempo que passa e já nos vamos sentindo emocionalmente mais preparados para lidar com estas situações de crise. “Se não podemos fazer algo bem, pelo menos façamos o que tenha uma boa aparência. A vida não é justa… Acostumemo-nos a isso.”(”(Bill Gates)
Temos que ter a percepção e a aceitação que estamos em tempos de transição para um novo modelo de vivência e experiências na sociedade, com múltiplas implicações, para o bem e para o menos bem nas várias dimensões da nossa existência e que mesmo nos momentos de interacção social, quase sempre à distância, há dimensões que se esvaziam, pois como alguém já disse, “ quando se está a obter informações apenas através dos ouvidos e dos olhos, há uma série de coisas que não nos chega ao nível da pele, do toque ou do cheiro”. No fundo há uma ambiguidade entre o presente e o ausente, entre o estar e não estar, talvez nesses momentos, temos que ter uma percepção que a melhor maneira de nos prepararmos para os “novos e diferentes tempos”, é ter a imaginação que como as raposas velhas, de “ saber as manhas para superar as pancadas.” Como disse Albert Einstein:“A imaginação é mais importante que o conhecimento. O conhecimento é limitado. A imaginação dá a volta o mundo. O conhecimento vem, mas a sabedoria tarda. Tudo deveria se tornar o mais simples possível, mas não simplificado.”
terça-feira, março 02, 2021
“We tell ourselves stories to be able to live.” (Joan Didion)
Almost without realizing it, our lives are rapidly changing. Life changes in an instant. We sit down to lunch, and that life we knew suddenly ends. We all have to admit that we are always looking for solutions, that we have not found. Maybe we didn't even want to end the year !!! Especially because we know that, as the days go by, March is already there and it becomes April and then summer arrives, and we are there again at the end of the year…. and life disappears like a thread !!! “We know why we try to keep the dead alive: we do this to keep them with us. We also know that if we want to live, there comes a point when we must abandon the dead, let them go, keep them dead. ”(Joan Didion) the lack of a “public voice”, which, in my opinion, has been felt, defending, in the name of the elders, the need (and simple decency) to be vaccinated first, if the first objective is, as it is established, that the priority is “saving lives” and not the so-called “state resilience”. I am well aware that decency is not included in a country's development indexes. It is even difficult to measure, and even more so in these times when we are moving on terrains of human uncertainty. But, poorer or richer, a more decent and more supportive country is certainly a better country. As Bill Gates said, “intelligence is the ability to absorb information in real time. To ask questions that make sense. It is having a good memory. It is to draw bridges between subjects that do not seem to be related and to innovate in making these connections. ” Here I have to underline that every day, at different hours of the day, the so-called “spokespersons” of the most varied classes and professional orders claim their right to the primacy in accessing the vaccine, regardless of any criteria regarding risk of life. These groups have orders, unions and associations to speak for them. Older people do not, although they suffer from a specific form of discrimination that even has a designation created by the American psychiatrist Robert Butler in 1969 - "ageism" - which means discrimination against the elderly. The scientifically based and well-founded reality is that older, more fragile and vulnerable people must be vaccinated first, and then deflation can be faster and safer. “People who are good at making excuses are rarely good at anything else. The tragedy of life is that we get old too soon. And wise, too late. Don't anticipate problems, or worry about what might never happen. Enjoy the sunlight. ”(Benjamin Franklin)
“Contamos histórias a nós mesmos para poder viver.”(Joan Didion)
“Contamos histórias a nós mesmos para poder viver.”(Joan Didion)
Quase sem darmos por isso a nossa vida transforma-se rapidamente. A vida muda num instante. Sentamo-nos para almoçar, e aquela vida que conhecíamos acaba de repente. Todos nós temos de admitir que andamos sempre à procura de soluções, que não encontramos. Talvez até não quiséssemos terminar o ano!!! Até porque sabemos que, à medida que os dias vão passando, Março já aí está e torna-se Abril e depois chega o verão, e lá estamos novamente no fim do ano…. e a vida desaparece como um fio!!! “Nós sabemos por que tentamos manter os mortos vivos: fazemos isso para mantê-los connosco. Também sabemos que, se quisermos viver, chega um ponto em que devemos abandonar os mortos, deixá-los ir, mantê-los mortos.”(Joan Didion)
Isto tudo vêm a propósito de hoje só querer (tentar), chamar a atenção para a falta de uma “voz pública”, que, no meu entender, se tem feito sentir, a defender, em nome dos mais velhos, a necessidade (e simples decência) de serem eles a serem vacinados primeiro, se o primeiro objectivo é, como está assente, que a prioridade é “salvar vidas” e não a chamada “resiliência do Estado”. Bem sei que a decência não consta dos índices de desenvolvimento de um País. É até difícil de medir e, muito mais nestes tempos em que nos movemos em terrenos de incertezas humanas. Mas, mais pobre ou mais rico, um País mais decente e mais solidário é certamente um País melhor. Tal como disse Bill Gates a “inteligência é a capacidade de absorver informação em tempo real. De fazer perguntas que façam sentido. É ter boa memória. É traçar pontes entre assuntos que não parecem estar relacionados e inovar ao fazer essas conexões.”
Aqui chegados tenho de sublinhar que todos os dias, às várias horas do dia, os “ denominados porta-vozes” das mais variadas classes e ordens profissionais reivindicam o seu direito à primazia no acesso à vacina, independentemente de qualquer critério que diga respeito ao risco de vida. Esses grupos têm ordens, sindicatos e associações para falarem por eles. Os mais velhos não têm, embora sofram de uma forma específica de discriminação que até tem uma designação criada pelo psiquiatra americano Robert Butler em 1969 – “ageism”- que significa discriminação contra os idosos. A realidade assente e fundamentada cientificamente é que e as pessoas idosas, mais frágeis e vulneráveis devem ser vacinadas primeiro, e então o desconfinamento pode ser mais rápido e mais seguro. “Pessoas que são boas em arranjar desculpas raramente são boas em qualquer outra coisa. A tragédia da vida é que ficamos velhos cedo demais. E sábios, tarde demais. Não antecipe os problemas, nem se preocupe com o que talvez nunca aconteça. Aproveite a luz do Sol.”(Benjamin Franklin)
sábado, fevereiro 27, 2021
Patience is one of the key elements for success.” (Bill Gates)
Patience is one of the key elements for success.” (Bill Gates)
We all need people who can give us “the feeling of success or failure” of any action taken, (return of information about the result of a job done) whether it is in “political practice” or in any other activity of citizens, because only then can we improve. But don't give us the story that any “vaccination rules will do”. No, they don't. That is why it is essential that everyone respect the criteria that have been defined, certainly in accordance with the best international practices on how to face this pandemic. It sounds like cheap politics to the tone of hysteria with which some politicians, and especially in TVS, because we all know that there is a pandemic caused by SARS-CoV-2, but we also know that there is a difference between information, speculation and spectacle. We criticize the manifest political agenda, legitimate - but never assumed - on private channels but, absolutely, unacceptable on public television. We are indeed, as someone said, “a bizarre country”. “Try once, twice, three times and if possible try the fourth, fifth and as many times as necessary. Just don't give up in the first few attempts, persistence is a friend of conquest. If you want to get to where most people don't, do what most people don't. ”(Bill Gates).
There are many reasons for indignation whenever the previously set rules are changed or altered, although it should not be surprising to anyone that certain decisions related to the Covid-19 pandemic have to be reviewed regularly, since knowledge is always unfinished work. We must be convinced that no one wants to overtake anyone and, understanding that we are all anxious to get our vaccine turn, we must wait. It is like when we take the bus, or to the supermarket: sometimes it is boring to have to wait for the people in front of us, but nobody has the right to overtake others and we have to respect each other. “It is in times of crisis that we realize that the greatest enemy of democracy and knowledge is not uncertainty, it is a lie, because the lie is always assertive and categorical, never doubts, because it is based on ignorance, it is easy, it is simplistic and explores the fragility of the other ”(Alexandre Quintanilha- full professor)
As citizens who exercise their citizenship rights and duties, we must have a clear perception that when challenges are complex and require responses from several domains simultaneously, as is the case with the pandemic, the work becomes gigantic, and that a A lie hides powerful economic, political and ideological interests and, for this reason, it is widely financed, even at the international level, and the “certainties”, which generate uncertainty and insecurity, are easier to be transmitted on social networks and the media. because they take up less space and require less explanation, as it must be clear to everyone to repeat the same lie many times over and because insecurity and fear are easy to sell. Perhaps that is why we need to be patient, in essence, to have the ability not to lose our cool, maintaining the balance of emotional control in these times, and also to have the ability to tolerate errors or unwanted facts, in addition to enduring difficulties and annoyances of all kinds. The ability to persist, calmly, believing that we will get what we want, to listen to other people carefully, unhurriedly and calmly, trying to understand the vision they want to convey to us, and thus being able to get rid of anxiety. “We can live in a house more or less, on a street more or less, in a city more or less, and even have a government more or less. We can sleep in a bed more or less, eat more or less, have more or less transportation, and even be forced to believe more or less in the future. We can look around and feel that everything is more or less ....... What we cannot really ... ..is dreaming more or less, loving and being loved, more or less, being and having friends more or less , have more or less faith, and believe more or less. Because if so, we run the risk of becoming a more or less person. ”(Chico Xavier)
“A paciência é um dos elementos chave para o sucesso.”(Bill Gates)
“A paciência é um dos elementos chave para o sucesso.”(Bill Gates)
Todos precisamos das pessoas que nos possam dar “o sentir do sucesso ou insucesso” de qualquer acção desenvolvida, (retorno da informação sobre o resultado de um trabalho efectuado) quer ela seja na “prática politica”, quer em qualquer outra actividade dos cidadãos, pois só assim podemos melhorar. Mas não nos venham com a história que quaisquer “regras de vacinação servem”. Não, não servem. É por isso que é fundamental que todos respeitem os critérios que foram definidos, certamente de acordo com as melhores práticas internacionais sobre como enfrentar esta pandemia. Soa-nos a politiquice barata o tom de histeria com que alguns políticos, e em especial nas TVS, pois todos sabemos que há uma pandemia causada pelo SARS-CoV-2, mas também sabemos que há uma diferença entre informação, especulação e espectáculo. Criticamos a manifesta agenda política, legítima – mas nunca assumida – nos canais privados mas, em absoluto, inaceitável na televisão pública. Somos de facto, como alguém disse “um país bizarro”. “Tente uma, duas, três vezes e se possível tente a quarta, a quinta e quantas vezes for necessário. Só não desista nas primeiras tentativas, a persistência é amiga da conquista. Se queres chegar a onde a maioria não chega, faz o que a maioria não faz.”(Bill Gates).
Há muitas razões para a indignação sempre que se mudam ou alteram as regras previamente fixadas, embora não deveria surpreender ninguém que certas decisões relacionadas com a pandemia de Covid-19 tenham de ser revistas regularmente, já que o conhecimento é sempre um trabalho inacabado. Devemos ter a convicção de que ninguém quer ultrapassar ninguém e, compreendendo que todos estamos ansiosos de chegar a nossa vez da vacina, devemos aguardar. É como quando vamos apanhar o autocarro, ou ao supermercado: às vezes é chato ter de esperar pelas pessoas que estão à nossa frente, mas ninguém tem o direito de ultrapassar os outros e temos de se respeitar. “É em momentos de crise que percebemos que o maior inimigo da democracia e do conhecimento não é a incerteza, é a mentira, porque a mentira é sempre assertiva e categórica, nunca tem dúvidas, porque se baseia na ignorância, é fácil, é simplista e explora a fragilidade do outro”(Alexandre Quintanilha- professor catedrático)
Como cidadãos que exercem os seus direitos e deveres de cidadania temos de ter uma clara percepção de que quando os desafios são complexos e requerem respostas de vários domínios em simultâneo, como é o caso da pandemia, o trabalho torna-se gigantesco, e que uma mentira esconde poderosos interesses económicos, políticos e ideológicos e, por isso mesmo, é amplamente financiada, mesmo a nível internacional, sendo que as “certezas”, que geram a incerteza e insegurança, são mais fáceis de ser transmitidas nas redes sociais e nos média, porque ocupam menos espaço e exigem menos explicação , como deve ser claro para todos repetir muitas vezes a mesma mentira funciona e porque a insegurança e o medo são fáceis de vender. Talvez seja por isso que temos necessidade de ser pacientes, em essência, termos a capacidade de não perder a calma, mantendo o equilíbrio do controle emocional, nestes tempos, e também termos a capacidade de tolerar erros ou factos indesejados, além de suportar dificuldades e incómodos de todos os tipos. A capacidade de persistir, tranquilamente, acreditando que conseguiremos o que queremos, ouvirmos as outras pessoas com toda a atenção, sem pressa e com calma, procurando entender a visão que nos querem transmitir, e assim termos capacidade de mos livrarmo-nos da ansiedade. “Podemos morar numa casa mais ou menos, numa rua mais ou menos, numa cidade mais ou menos, e até ter um governo mais ou menos. Podemos dormir numa cama mais ou menos, comer mais ou menos, ter um transporte mais ou menos, e até ser obrigado a acreditar mais ou menos no futuro. Podemos olhar em volta e sentir que tudo está mais ou menos.......O que nós não podemos mesmo…..é sonhar mais ou menos, amar e ser amado ,mais ou menos, ser e ter amigos mais ou menos, ter fé mais ou menos, e acreditar mais ou menos. Pois se assim for corremos o risco de nos tornarmos numa pessoa mais ou menos.”(Chico Xavier)
quinta-feira, fevereiro 25, 2021
“We all have the right to live a happy life.” (Dalai Lama)
“We all have the right to live a happy life.” (Dalai Lama)
As citizens who fulfill citizenship duties, we demand information that respects ethical principles, sobriety and restraint. And, above all, that it respects our way of life in the society where we live. As Saint Augustine said. ” Even if you flee from the countryside to the city, or from the street to your home, your conscience will always go with you ... From your home you can only escape to your heart. But where will you flee from yourself? "
Nowadays we have a duty to know that there is a pandemic - and that the so-called SARS-CoV-2 virus, instead of letting itself be decimated by people in the so-called Third World, decided to be more egalitarian and make heavy casualties in less developed countries. accustomed to these health crises. We also know that there are no magic potions - vaccines are not made at the desired speed and pharmaceuticals are powerful entities that, deep down, aim to profit from the “misfortune of others”. "The deepest root of failure in our lives is to think," how useless and weak we are! " It is essential to think powerfully and firmly, "we made it", but without ostentation or concern. " (Dalai Lama)
Also on these days, which are not ours, we have to be aware that, even if we take care of so many times repeated - physical distance, mask covering mouth and nose, insistent hand washing, maximum confinement -, any of us , or one of our family and friends, may be a victim of this virus and that all of this causes fear for everyone, including journalists, opinion makers and those responsible for the media. We also know that the entire press, both written and spoken, is in crisis, suffering from the threat of social networks, competition for audiences, missing newsrooms, the fast paces of work imposed on those who remain in them, the precarious work conditions of many journalists and others who “look” like journalists. “Let us speak the truth, whatever it may be, clearly and objectively, using a quiet and pleasant voice, free from any prejudice or hostility. If our dreams are in the clouds, don't worry, they are in the right place; now let us build the foundations. ”(Dalai Lama)
But even knowing all this, we cannot accept the aggressive, almost inquisitorial tone, used mainly in TVS, conditioning thinking and responses, even those who are chosen “finger” to be interviewed. We do not accept the opinionated obsession, designed to condition the reception of the news, to the detriment of a healthy pedagogical concern to inform. And we cannot admit the accusatory style with which several journalists and, pseudo-journalists, rebel against government officials, scientists and even the indefatigable health personnel because, allegedly, they did not know how to predict the unpredictable - unknown diseases, viral mutations - nor foresee definitive measures, solutions that would allow us, happy to be unaware of the hardships of the scientific method, to take to the streets without a mask and without fear, in order to envision a future that no one knows how to predict, nor can know. "In the past 20 years, we have had six significant threats: SARS, MERS, Ebola, bird flu and swine flu," University of Liverpool professor Matthew Baylis told BBC News. "We escaped five bullets, but the sixth caught us. And this is not the last pandemic we are going to face. So we need to look more closely at diseases in wild animals."
And to finish, nothing better than remembering Fernando Pessoa. ” “I know that for some time I will keep oscillating between reason and desire. Some decisions are made with a restless heart and the thought taken by many things that have happened and happen, all mixed up. I also know that time will be my friend for these things in life. With courage I follow, at that speed that I do not fear, not even to dare to be happy. ”
Subscrever:
Mensagens (Atom)



