WE ARE ABLE TO DO OUR BEST! “É das coisas, que os sonhos são feitos.” It is about things, that dreams are made." (William Shakespeare
quarta-feira, setembro 16, 2020
segunda-feira, setembro 14, 2020
“Somos responsáveis por aquilo que fazemos, o que não fazemos e o que impedimos de fazer.”(Albert Camus)

A este
propósito com a chamada “pandemia da covid19” veio ao de cima “o problema dos
velhos nos lares”, mas não sejamos hipócritas a pandemia apenas destapou uma
realidade escondida há muito tempo, sendo que se não fosse a cegueira do mundo,
talvez os que, no presente não são velhos tivessem tempo para pensar que um dia
chegará a sua vez em qualquer “casa do empacotamento”. A pandemia confina,
fecha, mas pode abrir os olhos. É certo que os olhos só vêem o que querem, mas
se olharem e virem no presente o futuro aprenderão muito. A cegueira é a arma
dos donos destes tempos muito agitados. Outros tempo virão. O que mais tem o
tempo é tempo; os velhos, não. Os velhos não são “os que têm mais idade” mas os
que têm “idade a mais”. Como disse Julian
Barnes: “Quando somos jovens, inventamos diferentes
futuros para nós mesmos; quando somos velhos, inventamos diferentes passados
para os outros.”
É neste
contexto, e está na “moda” potenciado pela “imprensa que temos” onde a
“tentação” é apontar o dedo aos governantes, às autoridades de saúde, aos municípios,
às administrações dos próprios lares e à segurança social por todas as
situações, desde as mortes até às das más condições que se vive nos lares.
Claro que todos eles têm aqui colossais
responsabilidades, no entanto parece-nos inexplicável que , esta tragédia não
tenha inspirado reflexões nem criticas a todos aqueles que consideramos os
responsáveis por estas situações: os familiares que depositam e abandonam os velhos nos lares, como no
passado o faziam nos “asilos”! Porque
nunca se questiona a responsabilidade moral de quem pôs os velhos nos lares
nem se aponta o egoísmo das famílias como causa principal dessas tragédias?
É evidente
que haverá sempre situações em que o recurso a lares será a única ou a melhor
solução para muitos casos. Mas não são esses que estão em causa, até porque não
representam a maioria. A maioria dos velhos vão para lares porque os familiares
não estão disponíveis para sacrificar minimamente o seu estilo de vida,
desculpando-se com a distância ou com os afazeres profissionais para justificar
o alheamento de situações que também deveriam ser do seu conhecimento e a
sociedade passou a considerar esta solução como moralmente aceitável. Hoje os mais velhos estão mais sozinhos do que
nunca nos lares que os acolhem. Precisamos, pois, de políticas mais
consistentes para a terceira idade, de instituições mais confortáveis para os
utentes, de profissionais mais habilitados para cuidar dos mais velhos e de uma
família que olhe para os idosos como um bem precioso que deve merecer todos os
cuidados, relembrando o que foi dito por Søren Kierkegaard: “A vida só pode
ser compreendida, olhando-se para trás; mas só pode ser vivida, olhando-se para
frente.”
Sempre temi os últimos anos de vida, no sentido que
lhe foi dado por Augusto Cury, “não tenha medo da vida, tenha medo de não vivê-la”,
talvez porque esta “modernidade líquida suspensa” na juventude despreza os mais
velhos, porque os filhos há muito deixaram de ter disponibilidade para cuidar
dos pais, porque as instituições sociais vocacionadas para amparar a terceira
idade mais parecem deteriorados sótãos para onde se atiram velharias que
raramente revisitamos. Como escreveu no seu livro , “ANOS”, Annie Ernaux, faz-nos
relembrar que por vezes, não construímos sequer
uma recordação de um «nós», num relato sobre o que fica quando o tempo
passa: “Tudo se apagará num segundo [...] Nem eu nem mim. A língua
continuará a pôr o mundo em palavras. Nas conversas à volta de uma mesa em dia
de festa seremos apenas um nome, cada vez mais sem rosto, até desaparecermos na
multidão anónima de uma geração distante.”
quinta-feira, setembro 10, 2020
"No meio das dificuldades escondem-se as oportunidades."( Albert Einstein)
Estes tempos chamados “da pandemia de Covid-19” assusta a todos, mesmos os que dizem que não se assustam. É que todos podemos ser infectados. Ninguém está isento. Não importa qual seja sua posição na vida, o seu status, o seu poder ou a sua popularidade, o vírus ainda pode sempre “agarrá-lo”. Esta possibilidade evoca um sentimento primordial de fragilidade e vulnerabilidade que a todos atinge. Esta frase atribuída a Albert Einstein que, titula esta “crónica”, pareceu-nos ser o lema ideal para repetir-se quando o desânimo, após vários dias de urgência de confinamento nos “visitou”, no reconhecimento que tudo isto nos causa alguma ansiedade e até frustração. Como disse Oliver Wendell Holmes : “O mais importante da vida não é a situação em que estamos, mas a direcção para a qual nos movemos.”
Talvez nesta altura seja útil esclarecer, que a
forma como escrevo é aquilo que sou, ou melhor dizendo naquilo eu me tornei,
sinto uma enorme vontade de encontrar palavras que possam exprimir numa leitura
precisa do que sinto e do que penso, no fundo dirão que “quero ser visto na minha
coerência” ou como dizia Jean Paul Sartre: “O importante não é aquilo que fazem de nós, mas
o que nós mesmos fazemos do que os outros fizeram de nós.”
No entanto, para mim coerência é uma coisa muito
mais séria e profunda – acima de tudo é viver de acordo com os valores em que
acreditamos –com verdade, honestidade, integridade e lealdade. No fundo ser
para os outros como somos para nós mesmos. E é claro que podemos por vezes meter
“a pata na poça” e não chegar, nem de perto, nem de longe, às metas, aos
objectivos que nos propomos, mas acreditamos que é essa honestidade,
integridade e lealdade para connosco
próprios e com o conteúdo dos “sermões” que lhes damos, que vai ajudar a que se
definam como pessoas. E, para terminar, regresso aos medos, que li em qualquer
lado, confessados no “ Questionário de Proust”, onde o dramaturgo Ricardo Alves confessa: “O medo
de já não ter desejos, de não sentir inquietação. O medo de cumprir as ânsias e
os desejos desaparecerem.” Que a coerência, a inquietação e os desejos não
desapareçam nunca! Ou no dizer de Max Weber:“O homem não teria alcançado o
possível se, repetidas vezes, não tivesse tentado o impossível.”
E, nada melhor como “termino” destas “palavras
de hoje”, como este poema de José Jorge
Letria.” Esta ausência não foi
por nós pedida,/este silêncio não é da nossa lavra,/já nem Pessoa conversa com
Pessoa,/com o feitiço sempre imenso da palavra./Este tempo só é o nosso
tempo./porque é nossa a dor que nos sufoca;/e faz de cada dia a ferida
entreaberta;/do assombro que esquivando-se nos toca,/Esta ausência é dos netos,
dos filhos, dos avós,/é a casa alquebrada pelo medo,/é a febre a arder na nossa
voz,/por saber que o mal a magoa em segredo,/Este silêncio é um sussurro tão
antigo;/que mata como a peste já matava;/vem de longe sem nada ter de
amigo/,com a mesma angústia que nos castigava,/Esta ausência é uma pátria
revoltada,/que se fecha em casa sempre à espera,/que a febre não a vença nem
lhe roube,/a luz mansa que lhe traz a Primavera,/Esta casa somos nós de
sentinela,/à espera que a rua de novo nos console,/e que festeje debruçada à
janela,/a alegria que só nasce com o sol,/Esta ausência mais tarde há-de ter
fim,/por nada lhe faltar nem inocência;/que se escute o desejo de
saúde,/anunciando que vai pôr fim à inclemência,/Que se abram as portas e as
janelas,/que o medo, derrotado, parta sem destino,/por ser esse o sonho
colorido/que ilumina o riso de um menino."(José Jorge
Letria - 20 de Março de 2020)
terça-feira, setembro 01, 2020
“NÃO ENCONTRO DEFEITOS. ENCONTRO SOLUÇÕES. QUALQUER UM SABE QUEIXAR-SE!“ (Henry Ford)
“NÃO ENCONTRO DEFEITOS. ENCONTRO SOLUÇÕES. QUALQUER UM SABE QUEIXAR-SE!“ (Henry Ford)
Todos sabemos que o dia tem 24 horas, o Sol aparece, há quem diga“nasce” todas as manhãs, a água ferve a 100 graus e nós….talvez por isso se diga, ou pense que a “nossa busca espiritual é satisfazer as saudades da alma”. Mas é bom relembrar que a vida pode ser linda quando valorizamos as pequenas coisas que já temos! E sentimo-nos muito bem, estivermos onde estivermos porque acreditamos que as coisas acontecem cada uma a seu tempo. Nestes tempos, que não são os “nossos tempos” e nas actuais circunstâncias, ninguém se pode dar ao luxo de acreditar que seus eventuais problemas, vão ser solucionados pelos outros. Cada um de nós tem a responsabilidade de ajudar a levar a sociedade onde vive para o rumo certo. Ter boa vontade não é o suficiente, é preciso envolvermos de forma activa e participativa.” Os problemas significativos que enfrentamos não podem ser resolvidos no mesmo nível de pensamento em que estávamos quando os criámos.”(Albert Einstein)
O que assistimos nestes tempos é que, no geral,
grande parte das pessoas, por motivações diversas, que muitos deles nem sequer
sabem quais são, o problema das pessoas é que só querem ver em tudo problemas,
antes de qualquer solução, fixam-se nos erros mais do que no que está certo e
vivem mais o passado do que o presente.
Ora, vejamos o que está a acontecer!
Os professores queixam-se, os médicos queixam-se,
os enfermeiros queixam-se, os funcionários públicos queixam-se, todos apontam
erros, todos clamam “que vergonha” , isto
é “abrimos a televisão, lemos os jornais ou vemos as redes sociais, equase
toda a gente só sabe é queixar-se? E soluções? Parece que todos acordaram agora para a situação vergonhosa de
muitos lares de idosos. Lamentam as mortes, mas não lamentam o abandono a que
muitos foram votados depois de ali despejados como se de lixo se tratasse. Leio
as críticas e fico sem perceber nada. Afinal os professores querem ou não que
as escolas abram? Os médicos e enfermeiros querem ou não que os hospitais
voltem à normalidade?
Agora também está na “moda” criticar uma “festa
politica” como o “apocalypse” que a todos infectará, mas nada vejo sobre os
“encontros jantares” de um “ideário politico” cuja profecia é proibida na nossa
constituição da república, todos querem retomar a ida aos campos de futebol, à
prática de todos os desportos, realização de touradas e concertos públicos etc
etc. Reclama-se, protesta-se, exige-se, lamenta-se, diz-se tantos disparates
que dava para encher milhares de “estádios de futebol”. Mas …soluções, há alguém
que apresente algumas?
Como muitos dizem, errar é humano! Sim, todos nós
cometemos erros em algum momento de nossas vidas. É impossível fugir de falhas,
elas fazem parte de nós e só nos resta aceitá-las. Além dos nossos próprios
erros, também precisamos lidar com os erros de outras pessoas. Estamos
passíveis a errar mas também vulneráveis a sermos magoados e decepcionados.
Então, se temos que conviver diariamente com isso, porque não tirar experiência
e sabedoria dessas situações?
Será que acham que é com “ladainhas” para inglês ver que controlam a epidemia? Cada um
rema de acordo com as suas conveniências, pessoais, politicas, sociais ou
simplesmente ignorantes, mas todos temos a vantagem de criticar o facto da “embarcação”
não seguir o rumo por si “desejado” e hoje o que interessa de facto é
criticar.. ganhar uns “likes” e “matando a fome a egos famintos”. É por isso
que os macacos andam confusos! “Tirar conclusões precipitadas é eficaz se há
grande probabilidade de que as conclusões estejam corretas e se o custo de um
ocasional erro for aceitável.” (Daniel Kahneman)
De uma
coisa já tenho a certeza….... quanto mais confusão, quanta mais desinformação,
quanta mais “estupidez espalharmos” mais difícil será é retomarmos as nossas vidas para um patamar que
as aproxime do que eram antes da pandemia, porque tenho a convicção que nada
mais vai ser igual. Se para uns é a situação perfeita para jogadas politicas
que a partidarite inibe de não usarem (bloqueados como se de um vírus se
tratasse) para outros não passa de mera parvoíce e uma ignorância assustadora. “Se
o problema tem solução, não tenha “dores” de cabeça, porque tem solução. Se o
problema não tem solução, não tenha “dores” de cabeça, porque não tem solução.”
(Provérbio Chinês)
sábado, agosto 29, 2020
“É melhor fazer pouco e bem, do que muito e mal.” (Sócrates- o filósofo)
Li em qualquer lado que “a vida não era a mesma depois que se penetra no reino das palavras”. A realidade é que depois de um tempo sozinho, cada coisa ganha um novo nome e cada momento vem com um novo sentido. Temos que ter a percepção de que as pessoas que se importam connosco são as que estão cá até hoje. Sentimos que o tempo é cada vez mais longo, que as distâncias são cada vez mais curtas, tudo isto leva-nos a ter de continuar a encontrar coisas para estarmos ocupados. Umas das grandes lições que estes tempos do “covid19” nos deu é que não somos, como por vezes julgávamos, infalíveis. Hoje, todos temos a percepção de que somos muito mais frágeis do que pensávamos. Como há dias disse um amigo meu “o Covid19 tem sido para muitas e muitos de nós o grande medo das nossas vidas.”
Um dos sintomas da sociedade moderna que todos
nós já encaramos um dia, é que somos todos “muito bons a criticar”, mas poucos
temos a coragem de apresentar alternativas. Quando ouvimos que uma atitude vale mais que
mil palavras, em geral deixamos essa frase passar como um sintoma de “fala barato”, mas se pararmos para
pensar, ter atitude faz toda diferença na nossa vida! Expressar
a gratidão com palavras e atitudes e a nossa vida mudará muito de modo
positivo. Como disse o Dalai Lama: Ӄ durante as fases de maior adversidade
que surgem as grandes oportunidades de se fazer o bem a si mesmo e aos outros.”
Ao
contrário do que dizem “os profetas da desgraça” que por aí proliferam, hoje
vivemos mais tempo e melhor. E no futuro
podemos talvez prever, ou será esse o nosso sonho, de que será muito
mais o hospital ao domicilio, os cuidados continuados de saúde ao domicilio,
isto é tentar cuidar das pessoas na sua própria casa. Acima de tudo devemos respeito
aos nossos velhos, a maior parte da vezes, tão maltratados em lares, muitas
vezes pagos a peso de ouro, e que apostar no vale-tudo é um sinal das desgraças
que podem chegar. Há que pensar no modo como hoje a sociedade no seu conjunto
trata os velhos, levando-os para as diversas despensas para “os empacotar” . Não
quero ficar por aqui nestas palavras “talvez fortes e injustas para alguns”, mas responsabilidade é colectiva, é da sociedade que
estamos a criar e cujas consequências fingimos não ver ou até não saber!
“Quando próximo, fingimos estar longe; quando
longe, fingimos estar próximo.”(SUN TZE)
Há homens e mulheres que de tudo se servem para
atingir os seus fins, o que até pode não o fazer por mal, mas
quando para atingir um fim enveredam por certas condutas tornam-se tão ou mais
rasteiros que os repteis. Há momentos da nossa vida que julgamos estar acima de
tudo e de todos, não ouvimos nada, nem ninguém e seguimos em frente como nada
conseguisse parar-nos nos nossos objectivos. E, a certa altura, caímos que nem
tordos! Tinha razão o filósofo Heraclito, há dois milénios: “não é possível
um homem banhar-se duas vezes nas águas do mesmo rio, porque já não é o mesmo
rio nem o mesmo homem”.
Hoje já temos a noção de que a epidemia de
Covid-19, na sua intensa estranheza e nas consequências nefastas que temos
presenciado, forçará uma inevitável e até necessária alteração substancial no
nosso modo de viver, dado que todos nós, ao nascer, somos, como naturalmente
constatou Hannah Arendt, recebidos pelos mais velhos que nos protegem e educam.
É esta a única harmonia possível, na vida de todo o ser humano – uma estreita
intimidade entre Passado, Presente e Futuro. O horizonte parece
cinzento e incerto e só nos resta sobreviver e ultrapassar esse ano que para nós,
nesta altura “parece perdido”, ou talvez assim não seja?.
Todos nós elegemos
uma forma de agir em relação às circunstâncias da vida, e, em qualquer tempo
histórico, os homens escolhem entre as possibilidades que se lhes apresentam. Ainda
bem que o mundo está a acordar e a perceber que investir na saúde é investir na
segurança e na estabilidade. “A vida não cessa. A vida é fonte eterna e a
morte é jogo escuro das ilusões. O grande rio tem seu trajecto, antes do mar
imenso. Copiando-lhe a expressão, a alma percorre igualmente caminhos variados
e etapas diversas, também recebe afluentes de conhecimentos, aqui e ali,
avoluma-se em expressão e purifica-se em qualidade, antes de encontrar o Oceano
Eterno da Sabedoria.” (Chico Xavier)
sábado, agosto 22, 2020
“Se choras porque perdeste o Sol, as lágrimas não te deixarão ver as estrelas.“(Rabindranath Tagore)
“Se choras porque perdeste o Sol, as lágrimas não te deixarão ver as estrelas.“(Rabindranath Tagore)
Todos nós conhecemos palavras que se tornam estigmas, ou por condenações ou por simples atitudes, mas que se fixam como tabuletas na testa de quem subitamente é forçado a viver com elas. Conviver todos os dias com palavras e os seus significados, podem ainda deixar de fora a ideia, na premissa de que as palavras são todas iguais. Para muita surpresa nossa não o são. “Por vezes, acontece acordar com uma palavra mais na vida, e falamos dela como se fosse uma palavra mais, mas rapidamente a ilusão desaparece - como se na verdade alguma vez tivesse existido.”( Não Respire de Pedro Rolo Duarte)
Há quem diga que a maior riqueza duma pessoa é perder todos os preconceitos instalados
na vida. São as pessoas que tem que se acostumar e adaptar aos “novos modos de
viver” e aprender que não são esses “tempos” que se adaptam a nós, mas nós que temos que nos adaptar a eles. Temos que
saber reconhecer os acontecimentos de um conjunto de dolorosas
circunstâncias de uma pandemia, que a todos nos obrigou a soluções atípicas
para podermos continuar em frente com as nossas vidas. Ninguém sabe ao certo o
que nos espera nas próximas semanas e nos próximos meses. “Um dos efeitos do
medo é perturbar os sentidos e fazer que as coisas não pareçam o que são”.
Com esta frase do poeta castelhano Miguel de Cervantes não estou nem quero
realçar a palavra “medo” e defender que
devemos deixar de temer tal perigo. Nada disso. Já escrevi outras vezes e vou
repetir: ter medo é absolutamente normal. O que eu pretendo e quero é passar a mensagem de que devemos agir
e avançar apesar do “medo”. Precisamos reverter a influência negativa do temor
para alcançarmos resultados positivos. Como disse Augusto Cury: “Os
problemas nunca vão desaparecer, mesmo na mais bela existência. Problemas
existem para serem resolvidos, e não para perturbar-nos.”
Se algum dia renasceres para a vida como eu
renasci, e teres a consciência que será uma “nova oportunidade que te é dada
para viver a vida” aprende com o passado e não tentes copiar a vida de ninguém.
Faz as tuas escolhas, conscientes, responsáveis, mas ousadas e loucas como
sempre quiseste fazer. Na senda dos teus sonhos, vai fazendo o que sempre quiseste
fazer, faz a arte que inspira, escreve tudo o que transpira e embrenha-te no
que sentires que é de valor. Procura estar em paz contigo, ser uno, autêntico,
verdadeiro, tu és o teu melhor amigo e confia na vida e nas oportunidades que
ela te dá. Todos devemos ter prioridades na vida, no desejo, e no coração, mas
nunca devemos fazer coisas que nada têm
a ver com esse propósito. “Recomeça... se puderes, sem angústia e sem pressa
e os passos que deres, nesse caminho duro do futuro, dá-os em liberdade,
enquanto não alcances não descanses, de nenhum fruto queiras só metade.”(Miguel
Torga)
Mas relembro que a vida não é formatada, a vida
não segue nenhum padrão, a vida acontece a cada um como tem de acontecer. Por
isso podemos afirmar, a todos os que querem realmente mudar, que não tenham
medo de o fazer, não é preciso muitos planos, tudo estudado ao pormenor sem
deixar espaço ao imprevisto, porque da surpresa vêm muitas vezes a oportunidade
e a alegria de poder fazer um dia aquilo que sempre sonhaste e não ousaste
acreditar. E termino nesta imensa solidão, que poderia dizer que, talvez com
lágrimas que podem ser de tristeza, de raiva, de instabilidade emocional ou de
alegria. As lágrimas são úteis para nos libertarmos ocitocina e endorfinas que
aliviam a dor física e emocional, como lembram Ana e Isabel Stilwell, numa das
suas crónicas. “Decididamente as minhas favoritas são as lágrimas de
alegria. Já reparaste que são as mais difíceis de explicar a uma criança? Hoje
em dia choro mais nas chegadas do que nas partidas, e nos filmes comovo-me
muito mais com a bondade do que com a crueldade e a violência. Deve ser da
idade!”
terça-feira, agosto 18, 2020
“A curiosidade é a última paixão das pessoas velhas.”(Paul Charles Bourget)
“A curiosidade é a última paixão das pessoas velhas.”(Paul Charles Bourget)
Há dias um amigo observou-me que uma das grandes mudanças no comportamento, em geral, das pessoas, nestes tempos que não são os nossos, foi e é que hoje temos muito mais curiosidade em conhecer os rostos por detrás das máscaras. Por isso, os observamos com muita atenção. Concentramo-nos nos olhos e descobrimos que a maioria de nós os tem muito bonitos! Cada olhar tem o seu segredo. Por isso se diz que os olhos são as janelas da alma. Não nos podemos espantar ao ver neles o nosso reflexo! Habituamo-nos a viver a vida que temos e levamos tempo a perceber se nos falta alguma coisa.
Todos nós temos a percepção de que a vida é um percurso cheio de altos e baixos, e que se torna mais fácil quando temos um verdadeiro amigo ao nosso lado. Saber valorizar cada momento da vida ao lado de um alguém especial é poder cativar cada vez mais o sentimento que um sente pelo outro………..na percepção de que não há momentos altos nem momentos baixos, mas somente “momentos”, e que é a forma como se vivem esses momentos, que é determinante do nosso sentir de “viver a vida” e que depende do facto de se ver ou não a oportunidade que eles nos trazem. Como nos ensinam os textos Judaicos, “o bem estar na vida obtém-se com o aperfeiçoamento da convivência entre os homens.”
A vida é feita de momentos, e há pessoas
que fazem desses momentos, momentos de entusiasmo pelo facto de não só serem especiais neste mundo tão vasto, mas também pelo facto de sabermos aproveitar e viver ao máximo essa oportunidade, e no qual nos sentimos que somos tão pequenos, mas unidos pela amizade, somos gigantes… ….e, talvez seja por isso, que todos nós queremos viver esses momentos. Como disse Simone Weil : “A amizade não se busca, não se sonha, não se deseja; ela exerce-se (é uma virtude).Nós renascemos para a vida no dia em que percebemos
que nos foi dada uma nova oportunidade de viver. Acreditar que podemos fazer
mais do que nos ensinaram que podíamos fazer porque só assim faz sentido
realmente viver. Como diz a voz popular “com saúde seremos
donos da nossa própria vida!”, mas não nos pode servir de consolação ao pensar que alguém
na nossa situação está pior do que nós nos sentimos! Assim sendo talvez seja o
momento para relembrar que alguém disse que, “conhecer os outros é mera
curiosidade, mas conhecer-se a si mesmo é uma virtude.” “O
que mais me surpreende na humanidade, são os "homens". Porque perdem
a saúde para juntar dinheiro. Depois perdem dinheiro para recuperar a saúde. E
por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem do presente de tal forma que
acabam por não viver nem o presente nem o futuro. E vivem como se nunca fossem
morrer... ... E morrem como se nunca tivessem vivido.”(Dalai Lama)
sexta-feira, agosto 14, 2020
The surest sign of wisdom is constant serenity.” (Montaigne)
The surest sign of wisdom is constant serenity.” (Montaigne)
We should be as sensible as adults, but curious as children. We must reflect like the elderly, but explore the world like teenagers It is necessary to have serenity and lucidity to know how to wait. We have reached a point where, thanks to democracy in the 20th century, “humans who consider themselves modern” think that all points of view, even if diametrically opposed, are equivalent and respectable. That is, as if reality did not exist, as if the simple fact that we thought something made it true. This multiplicity of perspectives may seem like a precious asset, but, in fact, it leads to a generation of people who cannot agree on anything ... they don't even evolve in society, as we know there is a hatred machine impossible to stop, which remains active and whose model is followed worldwide by parties, football clubs, social movements and everything that lives from polarization and division. "... and I don't align with that….!" Above all, be true to yourself, and from there it will follow, as surely as the night follows the day, that no man can be false. ” (Shakespeare)
In these times that we are now passing by, there are some “enlightened ones” who I consider to be shameless and despicable beings, who “seem” not to know on what planet these creatures live, who debit about everything, but without realizing anything? And, are they like this because they understand that others think they are more intelligent if they are “militants” of the “down-down” brigade? In reality it never has, nor does it have anything positive that can contribute to society, and are only able to survive in a context of scorn and curse? There are those who do, and there are those who speak. I am as always with the first ……! As Bernard Shaw said, "It is impossible to progress without change, and those who do not change their minds cannot change anything."
May we have the courage to change the things that can be changed, serenity to accept the things that cannot be changed and wisdom to distinguish one from the other. Being patient and knowing how to wait is not an easy task, but you must learn to deal with that time. It seems that, in general, we have more to do in a single day, so that we may not be able to conclude it, so we are always in a hurry. As writer John Maxwell said: "The pessimist complains about the wind, the optimist expects him to change and the sage arranges the sails."
However, there is no other way out when it comes to waiting, because it is part of human life, and practically all of us are waiting for something to live in a world of turmoil. The search for a moment of peace and tranquility in this chaotic world is more than necessary. Here I feel like paraphrasing Socrates, (the philosopher) "I know I know nothing, because everything I know denounces how much I don't know and reveals my ignorance."
“O sinal mais seguro da sabedoria é a constante serenidade.”( Montaigne)
“O sinal mais seguro da sabedoria é a constante serenidade.”( Montaigne)
Nestes tempos que agora passamos, aparecem por aí
uns “iluminados” que considero seres sem vergonha e desprezíveis, que “parecem”
não saber em que planeta vivem tais criaturas, que debitam sobre tudo, mas sem
nada perceberem? E, são assim porque entendem que os outros acham que são mais
inteligentes se forem “militantes” da brigada do “bota-abaixo”? Na realidade
nunca tem, nem apresentam nada de positivo que possam aportar à sociedade, e só
são capazes de sobreviver num contexto de escárnio e maldizer? Há os que fazem,
e há os que falam. Estou como sempre estive com os primeiros……! Como disse
Bernard Shaw:“É impossível progredir sem mudança, e aqueles que não mudam
suas mentes não podem mudar nada”.
Que tenhamos coragem para mudar as coisas que
podem ser mudadas, serenidade para aceitar as coisas que não podem ser mudadas
e sabedoria para distinguir umas das outras. Ser paciente e saber
esperar não é uma tarefa fácil, mas é preciso aprender a lidar com esse tempo.
Parece que, em geral, temos mais o que fazer num só dia , de tal modo que
talvez o não possamos concluir, por isso, andamos sempre apressados. Como disse
o escritor John Maxwell: “O pessimista reclama sobre o vento, o optimista
espera que ele mude e o sábio organiza as velas.”
Entretanto, não há outra saída quando o assunto é
espera, porque ela faz parte da vida humana, e praticamente todos nós estamos a
esperar alguma coisa vivemos num mundo
de agitações. A busca por um momento de paz e tranquilidade nesse mundo caótico
é mais que necessária. Aqui apetece-me parafrasear Sócrates, ( o filósofo) “eu
sei que nada sei, pois tudo o que sei denuncia o quanto não sei e revela a
minha ignorância.”
terça-feira, agosto 11, 2020
Só os olhos que vêem para além do que se vê.”(Mário Dionísio- poeta português)
“Só os olhos que vêem para além do que se vê.”(Mário Dionísio- poeta português)
Não tenho a pretensão de pensar que “isto só me acontece a mim!” Quando vamos de carro ou na rua de óculos escuros e máscara, já tivemos de acenar muitas vezes a conhecidos para que nos reconhecessem. Tempos novos, a nossa imagem mudou. E, claro, também já tirámos fotografias de máscara prontos para o mundo, que pusemos no Instagram.! Hoje conhecemos a nossa imagem e devolvemo-la ao outro, aos outros. À espera dos ecos. Há quem diga que nós somos donos do nosso próprio destino, cabe a nós decidirmos como queremos que ele seja escrito. Pois como disse Séneca:” Quando se navega sem destino, nenhum vento é favorável.”
Como diz o ditado popular os nossos olhos apenas
vêem o que a mente está preparada para compreender, ou que teus olhos possam
ver o que os meus te querem mostrar?
Sempre fui assim, não me lembro de pensar de outra
maneira, de só conseguir lembrar-me dos bons momentos,......pois a vida é feita
de momentos, aqueles momentos em que as palavras se tornam desnecessárias,
porque acabam com a magia do silêncio. Como disse Nicolas de Chamfort.”De
todos os que não tem nada a dizer,os mais agradáveis são os que fazem isso em
silêncio.”
Por vezes, ou quase sempre precisamos de praticar
e ter consciência dos pensamentos que vem à mente, para observar como nos
estamos a sentir, e o que esses pensamentos nos estão a dizer, como eles vão
influenciar o nosso dia, são momentos que temos que passar, uns bons e outros
menos bons, mas todos contribuem para a nossa formação e aprender a viver a
vida, sem nunca esquecer o mais importante: Nada nesta vida acontece por
acaso, absolutamente nada. Por isso, temos que nos preocupar em fazer a
nossa parte, da melhor forma possível. A vida nem sempre segue a nossa vontade,
mas ela é perfeita naquilo que tem que ser. “É necessário abrir os olhos e
perceber que as coisas boas estão dentro de nós, onde os sentimentos não
precisam de motivos nem os desejos de razão. O importante é aproveitar o
momentos e aprender sua duração, pois a vida está nos olhos de quem souber ver.”(Gabriel
Garcia Marquez)
quinta-feira, agosto 06, 2020
“Temos o destino que merecemos. O nosso destino está de acordo com os nossos méritos.”(Albert Einstein)
No entanto ao contrário do que disse Platão: “não
espere por uma crise para descobrir o que é importante na sua vida,” temos de reconhecer que fomos
surpreendidos por estes “tempos” que nos fizeram “olhar” para as coisas simples
que nos escapavam, pois a criatividade
nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura. Estes são os tempos e os
momentos de muitas oportunidades. Winston Churchill disse uma dia. ”Nunca
desperdice uma boa crise…já que um optimista vê uma oportunidade em cada
calamidade. Um pessimista vê uma calamidade em cada oportunidade.”
Vivemos
uma nova fase da nossa vida, e quer queiramos quer não a forma como aprendermos
a viver nesta fase pode ditar o nosso futuro, seja qual for o ponto de vista e
em múltiplos aspectos não será do nosso inteiro agrado. Temos que admitir que
uma das grandes lições, deste período “chamado distanciamento social”, foi o de
dar mais valor às pessoas de quem gostamos e valorizar mais aquilo que gostamos
de fazer. No dizer de Bob Marley:”Não viva para que a sua presença seja
notada, mas para que a sua falta seja sentida.”
Ao contrário de outras ameaças colectivas, como
as climáticas, esta tem a particularidade de nos fazer sentir muito rapidamente
e com grande proximidade as consequências de não sermos todos os dias
participantes disciplinados no seu combate. A solução final para esta crise vai
basear-se na ciência e tomará a forma de uma terapêutica ou de uma vacina. Até
essa solução chegar, sabemos o que é necessário fazer para mitigar a crise,
estamos mais bem preparados e mais informados, é indispensável usarmos o
conhecimento que adquirimos. Como disse o padre Antonino Vieira: “Somos o
que fazemos. Nos dias em que fazemos, realmente existimos; nos outros, apenas
duramos.”
domingo, agosto 02, 2020
“Eu sou eu e minha circunstância, e se não salvo a ela não salvo a mim” (Ortega y Gasset, 1914/1966
“Eu sou eu e minha
circunstância, e se não salvo a ela não salvo a mim” (Ortega y Gasset,
1914/1966
Chegámos a uma altura em que ninguém nos dá uma resposta credível a um grande número de questões, é que já estamos algo baralhados e por vezes somos levados a pensar que este chamado novo vírus, talvez não seja nada de novo, ou nem sequer é um coronavírus, ou até talvez estas situações que são geradoras de pânico sejam infundadas, mas não temos duvidas que todas estas situações são alimentadas por aqueles que estão interessados e que assim procuram “ganhar” milhões! “Conhecimento vem, mas a sabedoria tarda. A imaginação é mais importante que a ciência, porque a ciência é limitada, ao passo que a imaginação abrange o mundo inteiro.”(Albert Einstein)
Nesta matéria como noutras procura-se sempre
arranjar culpados. Sempre assim foi, está na “génese humana” o tiro ao alvo é o
desporto favorito dos adivinhos de ontem. Na verdade isto tudo está relacionado
ao que na psicologia e se “chama de
projecção”. Ou seja, atribuímos o erro aos outros, para não nos
responsabilizarmos por nada! No caso desta pandemia, em que o vírus viaja de um
lugar para o outro, a tendência é que as pessoas façam isso. Aquela pessoa que
vem de fora é vista como uma ameaça. Isso para a economia psíquica é fácil, eu
acuso alguém e aí livro-me do problema, a responsabilidade é do outro. Como
dizia Almada Negreiros “não sou forte
em ciência, de modo que tudo quanto ficar escrito não terá absolutamente nada
de científico. Será exactamente nem científico nem falso, ao mesmo tempo”. A tudo isto e por mais confusa ou absurda que
possa parecer, temos que juntar agora a “teoria da panspermia” que ainda
não foi refutada e causa fascínio, principalmente naqueles que gostam de ficção
científica e já agora, os defensores dessa teoria dizem que no “principio, a
vida biológica tinha a forma de bactérias e de vírus e chegou à Terra vinda de
cosmos distantes” (Anotamos
que um dos muitos defensores desta teoria,
Francis Crick, conquistou um prémio Nobel (juntamente com James Watson e
Maurice Wikins) pelas suas descobertas sobre a estrutura molecular do DNA.)
Mais uma
vez vemos as coisas que não são tão simples como parecem ser, e isto não é sobre ser inconsequente, mas compreender que
nem tudo na vida precisa fazer sentido. Nós queremos as nossas vidas de volta!
Mas temos de saber, aceitar e entender
que isto é a vida, não podemos ter medo de arriscar, e as experiências estão aí
para serem vividas. Todos nós somos iguais e mortais, com os mesmos sonhos,
desejos, medos e frustrações, e cada um de nós tem o seu lema de vida. Como
argumentou o líder sul-africano Nelson Mandela :“Aprendi que coragem não era
a ausência de medo, mas o triunfo sobre ela. O corajoso não é aquele que não
sente medo, mas aquele que vence esse medo ”.
sábado, agosto 01, 2020
“A única história que temos é a nossa e ela não nos pertence.”(Ortega y Gasset)
“A única história que temos é a nossa e ela não nos pertence.”(Ortega y Gasset)
Por vezes temos um “entendimento” que a vida é sobre os outros e não sobre nós. E talvez por isso, passamos tanto tempo na vida dos outros que por vezes até nos esquecemos de cuidar da nossa própria vida, e quase sem darmos por isso a nossa memória fica entorpecida entre as brumas do último devaneio, num estado de espirito
de quem se deixa levar por lembranças, sonhos e
imagens ."Pois tudo que é verdadeiramente grandioso, como o universo,
não tem começo. Aparece, de repente, na nossa frente, sem se anunciar, como se
tivesse existido sempre ou caísse do céu." (Boris Pasternak, Doutor
Jivago)
Quando escolhemos aceitar uma coisa como
verdadeira…. nenhum facto poderá contradizer esse modelo mental e percepção do
mundo, que entretanto, nem sempre corresponde à realidade, trata-se de uma
escolha que nada tem a ver com factos!. Acreditamos em algo e isso torna-se
real, mesmo que não o seja. É por isso que devemos escolher bem o que queremos
acreditar, pois é nessa escolha de ideias que vamos poder moldar as nossas
decisões." Qualquer um pode contar as sementes numa maçã, Mas
não podemos contar as maçãs numa semente. “(Robert H. Schuller)
Todos
devíamos ter em mente que temos um “actual inimigo comum” que é o vírus
(Covid19) e que este não é o momento para outras “disputas” nomeadamente as
politicas. A minha opinião, para não dizer convicção, é que a vida é mesmo
assim, com altos e baixos e muitas “conquistas” e “derrotas” pela vida fora,
mas o segredo é mesmo nunca desistir, devemos sempre escutar e até aceitar o
conselho dos outros, mas nunca desistir da nossa própria opinião. Como
disse o Engº António Guterres: “ou lutamos juntos ou somos derrotados.
Estamos todos no mesmo mar, mas enquanto alguns navegam em iates, outros
agarram-se aos destroços”.
A pandemia de “covid-19” é um
acontecimento extremo para o qual não nos preparámos. A nossa incapacidade de
pensar prospectivamente é directamente proporcional à incerteza e
vulnerabilidade que estamos a sentir. Chegados aqui perguntarão a razão porque
decidi hoje abordar este tema? A resposta mais simples é porque na verdade
sinto uma enorme inquietação e alguma “instabilidade psicológica”, ligada a
esta situação de “viver nos tempos do coronavírus”, e notar que há muitas
perguntas sem resposta, ou as respostas são tão contraditórias que já não sabemos em que “cientistas”
acreditar, ou até se as “estatísticas” são assim tão rigorosas? Do que devemos
ter medo? A isto tudo há que juntar todas as informações “falsas” e a questão
essencial sem resposta, como pode neste mundo de hoje, uma verdadeira tragédia
transformar-se, literalmente diante dos nossos olhos, numa “história” que
“parece” estar na moda e em relação à qual não vemos o seu fim….? Hoje estamos
às cegas, esperando um regresso a uma nova normalidade que não sabemos qual é
…mas que temos a nítida sensação que já nada será como dantes. O que talvez já saibamos é que vamos querer, primeiro, a saúde pública e não a saúde do lucro,
mas logo depois empregos dignos e não precários, casas para habitar e não para
lucrar, educação universal e gratuita não elitizada. Vamos ainda querer viver
num mundo de igualdade, não de exploração; de cooperação entre os povos, não de
guerra ou competição. Vamos querer o ambiente e não a sua destruição, o tempo e
não a submissão, a sociedade — não o poder ou populismo. Ambicionaremos outras
coisas das quais nem sequer nos lembrámos ainda. Ao vírus do medo contrapomos
este: o da esperança, para o qual, ao contrário da covid-19, esperemos que
não haja vacina nem imunidade. “A lição é a seguinte: nunca desista, nunca, nunca,
nunca. Em nada. Grande ou pequeno, importante ou não. Nunca desista. Nunca se
renda à força, nunca se renda ao poder aparentemente esmagador do inimigo.” (Nunca se Renda -Winston Churchill)
terça-feira, julho 21, 2020
“Podemos vender o nosso tempo, mas não podemos comprá-lo de volta.” (Fernando Pessoa)
sexta-feira, julho 17, 2020
"Patience is a fundamental element of success." (Bill Gates)
All of us as human beings tend to be immediate, but it is fundamental, and much more in these times that are not ours, when we have moments that we no longer know if we are dreaming, or if it was a dream before, to be very patients, as certain objectives to be achieved take more time and require more efforts. The important thing is not to give up and stay focused, because with each passing day, we can be closer, and never let ourselves be overcome by the pessimistic tone of considering the pandemic as the end of time, or at least our time. Challenges exist for everyone, whether to a lesser or greater degree, but they must be viewed in a positive way. When faced with a problem, we must know how to think that it is a beautiful opportunity to demonstrate our knowledge, experiences and experiences. As John Kennedy said: "We all have different talents, but we would all like to have equal opportunities to develop our talents."
We have to admit that we continue to have many doubts in this age of many uncertainties, no longer in relation to a distant future, but in the near future, uncertainties that are deeply disturbing. We have to accept that fear is linked to uncertainty. It is evident that almost everyone, or even everyone, is afraid to say that we are afraid, but we are really afraid. We are afraid in the sense that these times everything is new and uncertain, and it has so affected our lives, with everything we took for granted, that it will in fact change our values and our behaviors and will leave “marks” for all generations. “There is a time when it is necessary to abandon the used clothes, which already have the shape of our body, and forget about our paths, which always take us to the same places. It is the time of the crossing: and if we do not dare to do it, we will have been, forever, on the edge of ourselves. ”(Fernando Pessoa)
I learned a long time ago that, on the path to success, there are many more things that we have to put down than we have to learn, and what we really are is what interests us most. Many circumstances in life are beyond our control, and we need to know how to adapt in order to take advantage of opportunities. Saying NO to some things is just as important as saying YES to other things. It may be that no matter how much our effort, the results do not seem to be close. However, it must not be forgotten that every attitude, however small, has its value. We must know how to perceive changes and “seek” adaptation in the healthiest way possible. So don't give up! Being confident and hardworking is not always easy, but both skills are essential to be able to improve every day and act as the “fuel” we need to face the challenges of everyday life. "Change is the law of life. Those who look only to the past or the present will be forgotten in the future ”(John F. Kennedy)
