WE ARE ABLE TO DO OUR BEST! “É das coisas, que os sonhos são feitos.” It is about things, that dreams are made." (William Shakespeare
sexta-feira, junho 28, 2013
sexta-feira, maio 10, 2013
Perseguição”, “fixação” e “crueldade” contra os pensionistas e reformados!
Perseguição”, “fixação” e “crueldade”
contra os pensionistas e reformados!
A ex-ministra Manuela Ferreira Leite
considera que “há uma falta de respeito sobre os pensionistas” por parte de
Passos Coelho, fala mesmo em “perseguição”, “fixação” e “crueldade” com os
reformados. “Quando há falta de dinheiro vai-se aos pensionistas e reformados.”
Há
coisas que nem vale a pena comentar - a arrogância, o desprezo, a selvajaria
deste governo perante a lei e perante os mais fracos é tal que só admira o
senhor presidente da República permite que passos coelho continue a destruir o
País.
Quando um primeiro
ministro de um governo procede continuamente assim, a perversidade estende-se a
todas as soluções governativas, dado que em vez de procurar soluções sérias,
legais e portanto sólidas e credíveis, procuram-se soluções fáceis, soluções
ilegais, soluções estapafúrdias que não podem congregar os cidadãos e só podem
lançar o descrédito nos políticos e nas instituições e portanto na democracia.
Quem ouve passos coelho não
compreende que as pensões do regime contributivo não são pagas com dinheiro do
orçamento de estado mas sim com as transferências feitas a partir das
contribuições para o sistema. Foi referido que “Fraudes na Segurança Social
ameaçam as reformas: faltam 52 mil milhões”.Mas quem cometeu as fraudes? Não
foram os reformados da CGA nem tiveram alguma intervenção nesse acto. Pergunto:
por que hão-de ser os reformados e pensionistas a pagar as fraudes que outros
cometeram? Como aliás já estamos a pagar: BPN, BPP, Estradas de Portugal, PPP e
os milhares de assessores, ditos especialistas que passos coelho e acólitos,
com dinheiro publico têm gasto!
Este primeiro
ministo deste governo é portanto o coveiro de todos os valores de justiça, de
segurança, de legalidade, de respeito, enfim de democracia.
quarta-feira, abril 24, 2013
ALMEIRIM INCUMPRIMENTO DA LEI DOS COMPROMISSOS E DE PAGAMENTOS EM ATRASO
INCUMPRIMENTO DA LEI DOS COMPROMISSOS E
DE PAGAMENTOS EM ATRASO
De
acordo com o parecer do revisor oficial de contas, anexo ao Relatorio e Contas
de 2012 da Câmara Municipal de Almeirim, o valor das facturas de fornecedores
não registadas a que corresponde despesas não cabimentadadas, e provavelmente não autorizadas, atingem o valor de 801 122,85 euros! Quem é
que vai agora pagar este valor aos fornecedores? Quem se vai responsabilizar
por esta despesa?
A
regularização extraordinária dos pagamentos aos fornecedores do sector púbico
administrativo e empresarial decorre, para o ano de 2012, do artigo 208º na Lei
n.º 64-B/2011 de 30 de Dezembro (Orçamento de Estado).
Nessse
sentido e com esse objectivo, foi criado o Programa de Apoio à Economia Local,
doravante designado por PAEL, instituído pela Lei n.º 43/2012, de 28 de agosto
e regulamentado pela Portaria n.º 281-A/2012, de 14 de setembro, que,
concretizando aquela determinação, tem como objeto a regularização do pagamento
de dívidas vencidas há mais de 90 dias, registadas na DGAL a 31.03.2012, seja
dívida administrativa ou comercial.
Trata-se,
naquele Programa, de concretizar um regime excepcional e transitório de concessão
de crédito aos municípios, que decorre da atual situação económica e financeira
do País e da execução em curso do Programa de Ajustamento Económico e
Financeiro, que estabelece metas de consolidação orçamental das contas públicas
nacionais em especial do montante dos pagamentos em atraso.
O
PAEL abrange todos os pagamentos dos municípios em atraso há mais de 90 dias,
tendo o Estado disponibilizado para esse efeito no Orçamento de Estado para
2012, como decorre do artigo 208º n.º 1 da lei n.º 64-B/2011 de 30 de
Dezembro, um fundo no montante de € 1 000 000 0000,00. O montante elegível para cada autarquia
aderente corresponde à diferença entre o montante dos pagamentos em atraso a 31
de março de 2012 e a soma dos montantes correspondentes à redução prevista nos
n.ºs 3 e 4 do artigo 65º da Lei do Orçamento de Estado para 2012 e às dívidas
abatidas com a utilização de verbas do Fundo de Regularização Municipal,
conforme se estabelece no artigo 3º n.º 3 da lei n.º 43/2012, de 28 de agosto.
segunda-feira, abril 08, 2013
A CONSTITUIÇÃO NÃO PODE SER O BODE EXPIATÓRIO DA INCOMPETÊNCIA?
OS NOSSOS POLÍTICOS NÃO APRENDEM NADA!
A CONSTITUIÇÃO NÃO PODE SER O BODE EXPIATÓRIO DA INCOMPETÊNCIA!
Só mesmo no
nosso País!
O que se está a passar com a “leitura
interpretativa” do ACORDÃO DO TRIBUNAL CONSTITUCIONAL em que os “apoiantes
deste governo” descrevem a decisão como
tendo sido "radical" e que,
com o intuito de manterem credibilidade externa necessitam de culpas internas e á oposição que, consideram a ilegitimidade do governo e
apresentam o Tribunal Constitucional
como o último recurso de manter o regime democratica e o nosso Estado de
direito. Mas neste acórdão deve ser interpretado o que lá está escrito, não o
que uns e outros queiram fazer dele para esconderem as suas próprias
incapacidades e interesses. E quer o acórdão quer as declarações de voto são,
em grande medida, aquilo que nos tem faltado: uma conversa séria sobre o nosso
passado recente e sobre o nosso futuro próximo, e uma conversa em que, para
variar, quer os juízes cuja opinião venceu quer aqueles que sairam derrotados
nos tratam a nós e à nossa Constituição como de facto soberanos.
Na verdade ao
longo deste fim de semana, nas redes sociais, nos editoriais dos jornais e nas
colunas de opinião, pode-se ler repetidamente que o acórdão 187/2013 basicamente
implica que, em Portugal, e com este Tribunal Constitucional, é impossível
fazer consolidação orçamental pelo lado da despesa, nomeadamente cortando
salários à função pública. O próprio Primeiro Ministro, no seu discurso afirmou que “não
aceita aumentar mais os impostos, que parece ser a solução que o Tribunal
Constitucional favorece nas suas interpretações.”
Aqui fica a
minha interpretação:
1.
Páginas 116
a 121, pontos 33 a 35: os juízes
do TC (todos, maioria e vencidos) acham que é perfeitamente legítimo ao
legislador tratar os funcionários públicos de forma diferente dos trabalhadores
do sector privado. Isso incluireduzir os seus salários. O legislador
democrático tem eventualmente outras opções, mas reduzir as remunerações de
quem é pago por verbas públicas não é, em si mesmo, uma arbitrariedade.
2.
Páginas 122
a 123, pontos 37 e 38: o TC acha
que, apesar de ser aceitável diferenciar trabalhadores do sector privado de
trabalhadores do sector público, e apesar de o princípio da igualdade exigir
mesmo que o que é desigual seja desigualmente tratado, é também preciso que o
tratamento diferenciado seja proporcionado, i.e. que não seja excessivamente
desigual.
3.
Páginas 127
a 129, ponto 41: a maioria
dos juízes do TC nota que o legislador já argumentou várias vezes, seja para o
OE 2011 seja para o OE 2012, que o corte de salários era a única maneira de, a
curto prazo, cumprir compromissos com instâncias internacionais. Mas à medida
que o tempo passa, essa invocação de excepcionalidade, feita agora novamente
para o OE2013, vai-se tornando cada vez menos válida. É cada vez mais
exigível ao legislador que encontre soluções alternativas ao tratamento
excessivamente diferenciado de diferentes categorias de trabalhadores,
nomeadamente tomando outras medidas de redução da despesa pública. Por
outras palavras, quando mais tempo passa, menos toleráveis se tornam possíveis
excessos de diferenciação entre diferentes categorias de trabalhadores.
4.
Páginas 129
a 139: a maioria dos juízes do TC acha
que a suspensão de pagamento de subsídio de férias ou equivalente e a redução
de compensação de trabalho extraordinário, subsídio doença e ajudas de custo, medidas
que se acrescentam às reduções de 3.5% a 10% para salários na função
pública acima de 1500 euros, à proibição de valorizações remuneratórias
decorrentes de promoções ou progressões, e à proibição de prémios de gestão a
gestores de empresas públicas (OE 2011 e 2012), assim como ao aumento
generalizado da carga fiscal a todos os trabalhadores (OE 2013), configuram, no
seu conjunto, um tratamento excessivamente desigual dos trabalhadores pagos
com verbas públicas.
Finalmente a declaração dos cinco
juízes que votaram vencidos também é interessante. Nela se defende que a
situação orçamental do País mudou consideravelmente em relação ao acórdão
anterior, que esta matéria sobre a qual o TC se está a pronunciar exige um
escrutínio menos intenso (dando mais latitude ao legislador) sobre
desigualdades de tratamento do que em matérias sobre as quais a Constituição explicitamente
proibe desigualdades de tratamento, e que, no seu juízo de
inconstitucionalidade, o TC se fundou em dados indemonstráveis (no ponto 3
acima) e se atribuiu uma competência que devia ser do legislador (ao fazer o
juízo do ponto 4 acima).
Contudo, é
preocupante que um governo - este ou qualquer outro - num Estado democrático,
perante uma decisão do Tribunal Constitucional, em linha com jurisprudência já
firmada, sacuda a água do capote e atribua a outros responsabilidades que só ao
governo cabem, como se o Orçamento tivesse sido elaborado no Palácio Ratton ou
como se a nossa Carta Magna fosse alinhavada nas reuniões da troika com o
ministro das Finanças. A encenação dramática feita pelo governo, no sábado,
correndo para Belém, e a declaração do primeiro-ministro, no Domingo à tarde,
atribuindo ao Tribunal Constitucional todos os males dos insucessos do governo,
revelam bem a incapacidade do governo reconhecer o falhanço das suas políticas
e de ter ignorado, com arrogância, por mais de uma vez, a Constituição da
República, numa tentativa de a alterar por “facto consumado”.
A
Constituição, interpretada de forma autêntica pelo Tribunal Constitucional, é
um pressuposto do exercício de funções governativas. Não pode nunca ser
apresentada como um obstáculo à governação, um entrave ao cumprimento de metas
ou um alibi para falhanços.
O Governo é
um órgão constituído, no sentido em que exerce as suas funções sob a autoridade
e no quadro delimitado pela Constituição. Se um concreto Governo não está
preparado ou não é capaz de governar com a atual Constituição, então pura e
simplesmente não pode ser Governo.
Fazer da
Constituição o bode expiatório, ou do Tribunal Constitucional o alvo não é
admissível numa democracia consolidada, em que cada órgão de soberania exerce
as suas funções com respeito pelo espaço próprio de intervenção dos demais. E
de nada vale invocar que há constitucionalistas com uma opinião diferente,
porque Tribunal Constitucional só há um e é a ele – e só a ele – que compete
proceder à fiscalização abstrata das leis. O Governo tem mais é que terfair-play democrático,
não pode amuar e vir para a televisão fazer queixinhas dos juízes.
terça-feira, março 26, 2013
No que consiste este troikismo ao quadrado?
No que consiste este troikismo
ao quadrado?
É uma política económica que combina o ultra-liberalismo com o
estalinismo. É ultra liberal no ódio ao Estado, a tudo o que cheire a social, a
direitos sociais, a princípios constitucionais que interfiram com a economia. É
estalinista porque tem pouca consideração pelos mercados e decide ao nível
central quais os sectores que devem ser salvos e quais os que devem ser
eliminados.
A economia do País foi sujeita a um verdadeiro plano quinquenal
estalinista em que se pretendia reformatar tudo e todos no pressuposto de que
no fim do plano quem estava a mais no país teria emigrado, os empresários de
sectores considerados inúteis estariam falidos, as empresas consideradas
necessárias seriam salvas com o dinheiro cobrado aos contribuintes.
Destruíram-se sectores inteiros como a restauração, o pequeno retalho ou a
construção civil, ao mesmo tempo cortaram-se subsídios a todos os portugueses
para com esse dinheiro tapar o buraco do BPN e emprestaram-se milhões aos
bancos emprestados com dinheiro da troika cuja garantia é dada por uma política
brutal para o cidadão comum.
O Portugal do Gaspar faz lembrar a China estalinista de Mo-Tse-Tung.
(retirado de
www.jumento.blogspot.com)
As teses de Mário Murteira,
economista íntegro e digno, falecido à muito poucos dias, onde divulga o seu
pensamento mais recente sobre a "crise" que nos ameaça:
Primeira
tese: esta crise
não tem precedentes comparáveis. A presente crise tem contornos específicos sem
precedente na história do capitalismo. É ilusório, por exemplo, compará-la com
a «Grande Depressão» dos anos 30 do século passado. A «novidade» essencial
reside na dimensão colossal dum capitalismo financeiro globalizado, que sem
apelo submete à sua lógica a chamada economia real, ficando esta entregue à
ganância da acumulação mercantil, sem regulação digna desse nome.
Segunda
tese: a economia é
importante, os economistas, não.O pensamento económico dominante, de feição
«neo-liberal», é irrelevante para a análise da presente crise, embora possa
servir – como no passado recente serviu– de justificação ideológica para uma
política de «mais do mesmo».
Terceira
tese: a «Ciência
Económica» passa ao lado da crise. Um paradoxo da presente conjuntura reside na
irrelevância da «Ciência»Económica dominante, contrastando com o implacável
domínio do «económico» no funcionamento das sociedades actuais. Daí o
descrédito da classe profissional dos economistas na interpretação do que
acontece na economia real. O autor destas linhas sabe bem como era prestigiado
o «economista» nos anos 60/70 do século
passado, mesmo em Portugal, ao contrário do que hoje sucede
Quarta tese:
Marx e
Schumpeter enganaram-se ambos sobre o destino do capitalismo e, tal como eles,
ninguém pode prevê-lo. Joseph Schumpeter, nascido no ano da morte de Karl Marx
(1883), foi talvez o maior economista da primeira metade do século passado e
considerava Marx um dos maiores economistas de sempre. Pela amplitude da sua
«visão» da História, Schumpeter tinha também grande admiração pelo capitalismo,
fundada no seu processo de inovação ou «destruição criadora», o grande papel
histórico do empresário empreendedor. Grandes economistas com visões opostas do
capitalismo tinham todavia algo em comum: observavam-no como um processo
histórico em
movimento, uma totalidade em que o «económico» é a dimensão porventura condicionante do todo.
movimento, uma totalidade em que o «económico» é a dimensão porventura condicionante do todo.
Quinta tese:
é preciso
criar nova concepção de regulação do capitalismo, nova nos meios como nos fins.
Diz-se que alguém «não regula bem», quando apresenta sintomas de distúrbio ou
perturbação mental. Quando hoje observamos os comportamentos de entidades como
o FMI, o Banco Mundial ou o Banco Central Europeu, podemos dalgum modo reconhecer
que por vezes não regulam bem, ainda nesse sentido. Observe-se por exemplo, o
tom solene com que se fazem previsões (até às décimas!) sobre a variação anual
do PIB ou se apela para o respeito dos «Fundamentals» da Economia.
Como se apenas os governadores dos bancos centrais, literalmente,
penetrassem no segredo dos deuses.”Quando observamos os comportamentos do FMI,
Banco Mundial ou Banco Central Europeu, podemos dalgum modo reconhecer que por
vezes não regulam bem”.
Sexta tese: sim, não sabemos para onde
vamos, mas ao menos importa saber donde viemos, para procurar outros sítios.
Não viemos apenas dum sistema económico dominado pela especulação financeira.
Viemos também de um mundo de tremendas desigualdades, de generalizada corrupção
a todos os níveis, de declínio dos valores éticos em contraste com o predomínio
dos valores bolsistas, onde terrorismos desesperados emergem, em particular
junto de jovens que não encontram outras formas de dar sentido às suas vidas. A
«crise» é, sem dúvida, económica, mas também civilizacional e cultural
terça-feira, março 12, 2013
O governo da “bravata” que não passa do faz de conta!
O governo da “bravata”
que não passa do faz de conta!
Já todos percebemos que o governo faz de conta
que não se passa nada. Enquanto o primeiro-ministro declara que não governa para
a rua (o que é bem certo, pois governa para a banca e para a troika), o
Presidente da República, que já tantas vezes se esqueceu do seu juramento e dos
seus deveres, desculpa-se invocando os limites da sua acção, (mas
convém, no entanto salientar ainda, a porção de vezes que Cavaco afirmou
solenemente, que havia limites para os
sacrifícios exigidos aos portugueses, chegando mesmo a sugerir que esses
limites já tinham sido ultrapassados – isto no Governo anterior), de modo a
“fugir” a não ter que avaliar os brutais sacrifícios a que os portugueses estão
hoje a ser submetidos, impiedosa e iniquamente, por este Governo neoliberal!
. Enquanto a senhora “troika”, nos
vai “deixando” algumas declarações, do alto da sua sapiência, que é o governo que
falha na comunicação da “sentença de morte aos portugueses”
Na
verdade esta “desgovernação” com uma
perspectiva de curto prazo, pratica a navegação à vista, não sabendo que para
mal dos seus (e dos nossos) pecados, em alturas de tempestade, a navegação à
vista não augura nada de bom. Os tempos não lhes vão, pois, de feição, sendo
muito provável que a santíssima
trindade composta por Passos, Gaspar e Relvas, essa entidade una e indivisível,
não tenha consciência do mal que está a fazer ao País e da catástrofe que está
a semear. O Presidente da República também ainda não percebeu que está a ser
conivente por acções ou omissões da dita trindade, e que os cidadãos entendem
que ele é parte integrante da equipa que está a destruir a classe média, a
condenar gente, sobretudo de meia-idade (que não mais vai conseguir arranjar
emprego) à miséria e a fazer regredir social e economicamente o País muitas
dezenas de anos. Entretanto,
o País vai de mal a pior, e até já parece como normal estarmos perante um
governo que apresentou os piores resultados económicos, desde o já longínquo
ano de 1975 No tocante à população, os mais pobres e os que já foram “remediados”
estão cada vez mais exasperados com os impostos
crescentes e a baixa de rendimentos, com o desemprego, a fome e a miséria a
alastrar, mostram claramente que não querem esta política e este governo. Quanto
aos que se “julgavam ricos” começam a sentir cada vez mais dificuldades em suster as vagas
alterosas duma “luta popular” que tenderá a alastrar e a crescer.
Ora aqueles que os poderiam aguentar estão em
polvorosa. “Estamos solidários com os
anseios de uma vida melhor”, dizem os soldados. “Somos filhos deste povo e não nos podemos dissociar dele”, garantem
os sargentos. “Questionamos o rumo do país de que fazemos parte”, afirmam os
oficiais. E todos eles garantem que não servirão de “instrumento de repressão”
sobre o povo. Como resultado já a previsível degradação da situação
económica e social, a correlação de forças terá tendência para se alterar
aceleradamente em favor do já enorme campo que se opõe à troika e ao desgoverno
de passos, relvas, gaspar. “Não sairemos”, garantem os governantes. Claro que
sairão. A única dúvida está em saber se sairão a bem ou a mal. Se persistirem
em manter-se, o correr do tempo avolumará o descontentamento, o ódio, o
desespero. Depois, bastará uma pequena faúlha para atear um fogo de enormes
proporções, com uma violência imprevisível nas suas consequências. Não é preciso ser mago para
adivinhar o que vai acontecer. Como já se escreveu: “Está escrito nas estrelas”. “E quando as pessoas perdem a esperança e a confiança na democracia, tudo é
possível acontecer. Os resultados das eleições em Itália já deram um sinal
significativo. Ao contrário do que o senhor Presidente da República escreveu no
prefácio aos seus discursos do ano passado, neste momento, a demissão do
governo e a convocação de eleições significavam uma renovação da minguada
confiança dos portugueses no “regime” e produziria menos custos económicos e
financeiros do que a demissão do último governo promovida silenciosamente por
Belém.”( Tomás Vasques, Transparência,
precisa-se)
sexta-feira, março 08, 2013
A PROPÓSITO DO DENOMINADO SALÁRIO MÍNIMO
A PROPÓSITO DO DENOMINADO SALÁRIO MÍNIMO
Trata-se
não só de um erro, mas também um disparate político, económico e social a
afirmação de que uma redução do salario mínimo iria “criar postos de trabalho” .
Por que
carga de água deveriam os empresários contratar desempregados se depois não
conseguem escoar o aumento da produção por falta de procura interna? Como os
inquéritos do INE têm mostrado, a principal preocupação dos empresários não é o
custo do trabalho , para além da falta de credito, juntou-se a quebra violenta
da procura interna. Sem haver quem compre produtos,
não haverá razão para os produzir.
Não será que o aumento do salário mínimo
seria um contributo para a reanimação do mercado interno, até porque os seus
beneficiários não consomem, no essencial, bens importados?
|
Salario minimo
|
||||
|
|
|
|
||
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Salario minimo
|
|
485,00
€
|
500,00
€
|
3,09%
|
|
Contribuição Patronal
|
23,75%
|
115,19
€
|
118,75
€
|
3,09%
|
|
Seg.Social
|
11%
|
53,35
€
|
55,00
€
|
3,09%
|
|
Salario Liquido
|
|
431,65
€
|
445,00
€
|
3,09%
|
|
Total Seg. Social
|
|
168,54
€
|
173,75
€
|
3,09%
|
|
|
||||
|
Nº
Trabalh. Abrangidos
|
|
600.000
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
Total Custos Salariais
|
360.112.500,00
€
|
371.250.000,00
€
|
3,09%
|
|
|
Segurança Social
|
101.122.500,00
€
|
104.250.000,00
€
|
3,09%
|
|
|
Total receb. Trabalhad.
|
258.990.000,00
€
|
267.000.000,00
€
|
3,09%
|
|
|
80% bens alimentares
|
207.192.000,00
€
|
213.600.000,00
€
|
3,09%
|
|
|
IVA 23%
|
|
47.654.160,00
€
|
49.128.000,00
€
|
3,09%
|
Isto é o aumento de 15 euros no "salario minimo" iria permitir uma pequena reanimação no nosso "mercado interno", as pessoas compravam mais, as empresas vendiam mais, tinham que produzir mais e daqui resultava a necessidade de criar mais postos de trabalho! E, ainda o Estado arrecadava mais impostos!!!
E concluindo, sabendo que
a maioria das pessoas vivem, ou melhor, sobrevivem, com salários de miséria diria que o que se requer é bom
senso e inteligência. Predicados que, manifestamente, não abundam nas pobres
cabecinhas formatadas dos integrantes deste Governo.
quarta-feira, fevereiro 27, 2013
VIVEMOS NUM PAÍS DE TRETAS! O QUE É ISSO DE IMPUNIDADE?
VIVEMOS NUM
PAÍS DE TRETAS! O QUE É ISSO DE IMPUNIDADE?
Alterar as metas do défice depois de corrigir as previsões do
crescimento implica concluir que o governo aldrabou o Orçamento de Estado, isto
é, que andou a gozar com o parlamento e com os portugueses ao propor para a
gestão do Estado um documento sem qualidade e cheio de erros. Alguém acredita
que os irresponsáveis deixaram de o ser e que não vamos ter um novo OE de dois
em dois meses?
Aqueles que estão convictos
de que têm o poder e o País nas mãos, acompanham o novo paradigma com uma
encenação para “gente estúpida”, olhando para o povo com soberba e arrogância,
e lá vão trilhando o percurso para o desmantelamento do Estado Social e de desregularização
do mercado de trabalho, na esperança de alterar a Constituição e a partir daí,
ter o caminho totalmente livre para que a doutrina se instale e o “novo futuro”
emerja pela mão desta “elite de iluminados”.
A alteração das metas do défice depois de corrigir as
previsões do crescimento implica concluir que o governo aldrabou o Orçamento de
Estado, isto é, que andou a gozar com o parlamento e com os portugueses ao
propor para a gestão do Estado um documento sem qualidade e cheio de erros. Alguém acredita que os irresponsáveis deixaram de o ser e que não vamos
ter um novo OE de dois em dois meses?
Este caminho que se
faz com a “brutal subida de impostos” de Passos e Gaspar, dos cortes dos
subsídios de férias, da desvalorização do trabalho à custa do desemprego e da emigração, mina a confiança, mina a
esperança, cria desalento e posiciona os portugueses e as portuguesas para serem
subjugados por quem manda, denominada elite de “new age” misturada com
“aristocracia da treta”, que se julgam acima dos outros, até que um dia o povo compreenda
, mesmo espartilhado, um dia enche e tudo pode acontecer– a pobreza
envergonhada dos remediados que comem e calam e que, como disse o banqueiro
Fernando Urlich, membro da casta e emissário da superioridade da elite - ai
aguenta, aguenta! Até que a “corda rebenta mesmo” e este Governo que tenta
distrair-nos dos seus falhanços com mais falhanços, será corrido, mas pela
primeira vez também responsabilizado e criminalizada a sua actividade que pode claramente
ser enquadrada como crime.
Ministros deixam de ter direito a carro
para uso pessoal ou fora da agenda oficial, acabam os cartões de crédito para
despesas de representação e passa a haver limites salariais para os
requisitados.
“Passos Coelho decidiu acabar com as regalias nos
ministérios. O primeiro-ministro (PM) quer que seja o Governo a dar o exemplo e
vai cortar a eito nas despesas dos vários gabinetes. Assim, proibiu os
ministros e todos os membros do Governo de usarem viaturas oficiais ao
fim-de-semana ou nas deslocações pessoais – aliás, o próprio chefe do Governo
compromete-se a usar o seu carro pessoal sempre que não estejam em causa
deslocações no âmbito do cumprimento da sua agenda oficial de primeiro-ministro”
- http://sol.sapo.pt/inicio/Politica/Interior.aspx?content_id=23588
O crime de
peculato de uso previsto no art° 376° n° l do Cód. Penal consuma-se com a
utilização, pelo funcionário, de veículo ou outra coisa móvel de valor
apreciável, para fins alheios àqueles a que se destinam, independentemente de o
fim visado pelo agente se ter ou não concretizado
Nestes termos, impõe-se saber se a referida conduta preenche o
ilícito criminal que lhes é imputado.
Dispõe o nº 1 do artigo 376º do CP.
Dispõe o nº 1 do artigo 376º do CP.
O funcionário que fizer uso ou permitir que outra pessoa faça uso,
para fins alheios àqueles a que se destinam, de veículo ou de outras coisas,
móveis de valor apreciável, públicos ou particulares, que lhe forem entregues,
estiverem na sua posse ou lhe forem acessíveis em razão das suas funções, é
punido com pena de prisão até um ano ou com pena de multa até 120 dias.
A conduta ilícita consagrada consiste em fazer uso ou permitir que outra pessoa faça uso, neste caso da viatura militar, para fim alheio a que se destina
A conduta ilícita consagrada consiste em fazer uso ou permitir que outra pessoa faça uso, neste caso da viatura militar, para fim alheio a que se destina
A prática
do crime de peculato de uso no artº 376º nº 1 do Cód. Penal, imputado na
acusação pública.
De acordo com o disposto no referido preceito, pratica o crime de peculato de uso “o funcionário que fizer uso ou permitir que outra pessoa faça uso, para fins alheios àqueles a que se destinem, de veículos ou de outras coisas móveis de valor apreciável, públicos ou particulares, que lhe forem entregues, estiverem na sua posse ou lhe forem acessíveis em razão das suas funções”.
Os bens jurídicos protegidos com a incriminação são a integridade do exercício das funções públicas pelo funcionário e, acessoriamente, o património alheio (público ou privado). Trata-se de um crime específico próprio, face à qualidade do agente, que tem necessariamente de ser um funcionário e se encontrar investido nas respetivas funções quando pratica os atos típicos objetivos.
Leal Henriques /Simas Santos oferecem uma expressiva definição de peculato de uso - «… a utilização momentânea e precária, sem animus domini, de coisa fungível que, posteriormente, é reposta, intacta, no seu lugar».
De acordo com o disposto no referido preceito, pratica o crime de peculato de uso “o funcionário que fizer uso ou permitir que outra pessoa faça uso, para fins alheios àqueles a que se destinem, de veículos ou de outras coisas móveis de valor apreciável, públicos ou particulares, que lhe forem entregues, estiverem na sua posse ou lhe forem acessíveis em razão das suas funções”.
Os bens jurídicos protegidos com a incriminação são a integridade do exercício das funções públicas pelo funcionário e, acessoriamente, o património alheio (público ou privado). Trata-se de um crime específico próprio, face à qualidade do agente, que tem necessariamente de ser um funcionário e se encontrar investido nas respetivas funções quando pratica os atos típicos objetivos.
Leal Henriques /Simas Santos oferecem uma expressiva definição de peculato de uso - «… a utilização momentânea e precária, sem animus domini, de coisa fungível que, posteriormente, é reposta, intacta, no seu lugar».
Lei n.º 34/87, de 16 de Julho
Artigo 21.º
Peculato de uso |
1 - O titular de cargo político que
fizer uso ou permitir a outrem que faça uso, para fins alheios àqueles a que
se destinam, de veículos ou outras coisas móveis de valor apreciável que lhe
tenham sido entregues, estiverem na sua posse ou lhe forem acessíveis em
razão das suas funções será punido com prisão até dezoito meses ou multa de
20 a 50 dias.
2
- O titular de cargo político que der a dinheiro público um destino para uso
público diferente daquele a que estiver legalmente afectado será punido com
prisão até dezoito meses ou multa de 20 a 50 dias.
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“É evidente que no meio de toda esta confusão já ninguém se
incomoda que a política económica se assemelhe a um anúncio da aguardente
Aldeia Velha. No anúncio o cliente perguntava no café se havia Aldeia Velha,
como não havia respondeu “então dê-me um pastel de bacalhau”. Vítor Gaspar fez
mais ou mesmo com a TSU, “i não querem a golpada TSU? Então levam com um golpe
no IRS”. E se nenhuma previsão económica bate certo não há nada de mal nisso, o
Gaspar é o nosso João Pinto da política económica, previsões para 2013? Sim,
mas só lá para Março de 2014!”.
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