Já estamos em condições de informar que o Almoço/Convívio para este ano (2010), terá lugar no próximo dia 22 de Maio, no Restaurante "OS SOUSAS", em Santiago de Bougado - TROFA, e como Organizadores
WE ARE ABLE TO DO OUR BEST! “É das coisas, que os sonhos são feitos.” It is about things, that dreams are made." (William Shakespeare
Trata-se de facto de uma “obscenidade de gastos sumptuários”,quando se sabe existir uma grande crise económica e social , no nosso Concelho, que ultrapassa já os mais de mil desempregados, quando os aumentos brutais da água, do saneamento e do lixo, mais que duplicaram os seus custos, o senhor presidente da câmara decide “fazer uma festa de inauguração dum serviço” que há muitos anos já existia em Almeirim – aliás não nos podemos admirar já que a “gestão deste presidente da câmara municipal de Almeirim” de acordo com o que consta no “Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses 2008” , publicado no dia 26 de Abril, no qual são dados destaques ao melhores e piores de Portugal, o Município de Almeirim é referido por duas vezes por maus motivos: por fazer parte dos “Municípios que não apresentam proveitos diferidos” (que respeita à contabilização dos subsídios ou transferências recebidas e destinadas à aquisição de bens de investimento (que devem ser registadas como proveitos diferido se não como proveitos do exercício e por ocupar o 14º lugar (17º no ano anterior) lugar na lista dos “Municípios com piores resultados económicos”, ou seja a lista dos municípios “ com piores resultados negativos na sua gestão”, em 308 municípios de Portugal, Almeirim tem apenas e só 13 (treze) piores que ele – será que esta situação não nos envergonha?
(declaração de interesses – a partir de 16 de Abril e até 31 de Dezembro de 2010, em regime de substituição, exerço funções de deputado municipal na Assembleia Municipal de Almeirim)
De acordo com as noticias na imprensa de hoje (3ªfeira, 11 de Maio), ontem na bolsa portuguesa, as empresas cotadas obtiveram ganhos de 10,73%!, isto é qualquer coisa como 5,3 mil milhões de euros! Numa primeira reacção isto só pode mesmo ser uma “brincadeira de mau gosto”, ou caso não o seja, tanto mais que a União Europeia terá decidido investigar a “especulação na bolsa portuguesa e espanhola”, temos aqui, se de facto o Governo quiser ampliar a receita fiscal, uma alternativa ao aumento do IVA e dos cortes nos subsídios de Natal, basta tão só “taxar” estes ganhos em 20% - uma receita fiscal para o Estado, de mais de mil milhões de euros, uma contribuição especial e justa do sector financeiro para os planos de salvação financeira do País, tanto mais que foi, precisamente o sector financeiro o grande beneficiário das “ajudas” do Estado.
Quero desde já, aqui relembrar que o senhor primeiro-ministro José Sócrates, recusou liminarmente o agravamento fiscal na legislatura (que acaba em 2013) pois este colidiria com a retoma da economia e do emprego. "A principal preocupação da política económica do governo é a recuperação económica e o emprego. Nesse sentido, não é compaginável com esses dois objectivos um aumento de impostos", posição correcta e que melhor defende os interesses da população e do País, pois todos sabemos, ou devíamos saber que não é o aumento dos impostos, que corrige o deficit, já passámos por situação idêntica em 1983, que como vimos não foi, nem é solução.
Enquanto o IVA é um imposto cego sobre o consumo, afectando todos por igual, uma taxa sobre o subsídio de Natal pode distribuir o sacrifício de forma proporcional pelos contribuintes, sendo não só duma enorme injustiça, sendo caso para dizer, que nada foi corrigido, pois vamos voltar a pedir sacrifícios a quem menos tem e a quem não podem ser assacadas culpas pela incapacidade da gestão das políticas públicas e de aplicação de medidas de politica saneadoras da economia e das finanças públicas do País. Ora vejamos: A taxa normal deste imposto (IVA) está hoje em20%. Caso suba um ou dois pontos percentuais, obter-se-ia previsivelmente aumentos entre 500 a 700 milhões de euros anuais para as finanças públicas. Se a medida entrar em vigor este ano, só deverá ter efeitos no segundo semestre, pelo que a receita poderá ficar-se pelos 250 a 400 milhões de euros. Ainda não se conhece o plano para o subsídio de natal. Mas, por hipótese, se a proposta for a da duplicação do IRS sobre o subsídio, conseguia-se arrecadar outros 600 milhões. Os 350 milhões em falta podem vir de reduções nas prestações sociais, do congelamento das obras públicas e do último (e novo) escalão do IRS. Mas serão estas as politicas acertadas para a difícil situação do País?
No nosso entendimento, se de facto o Governo quiser, no âmbito da justiça fiscal ampliar a receita fiscal para o próximo ano, há outras alternativas, como por exemplo a subida do IRC para o sector financeiro (que deveria contribuir especialmente para os planos de salvação financeira que o favorecem acima de tudo) e o restabelecimento do imposto sobre sucessões e doações, a que se acresceria outras medidas com efeitos imediatos:
Nós até somos capazes! Mas será que queremos?
Como cidadão, não temo qualquer tipo de coacção à liberdade de me expressar. Mas como leitor, ouvinte e tele-espectador, tenho cada vez menos confiança na "informação" que me servem, os ditos "órgãos de informação", pois cada vez mais constatamos mais confusões, comentários, opiniões, opiniões de comentários, comentários de opiniões, cenários e projecções de cenários, contra-informação, maledicência e pura invenção a "coberto" da dita "segurança das fontes",onde cada vez mais impera “um clima de intransigência em que “os jornalistas têm sempre razão e são os detentores supremos de conhecimento, e são sempre a voz de julgamento, mesmo quando não fazem a mínima ideia do seu código deontológico”
Na nossa vivência diária, cada vez se torna mais difícil encontrar um jornalismo sério e necessário, baseado na transcrição/relato de factos, comentário e investigação de provas irrefutáveis. Assim se existe algum perigo na Liberdade de Informação, ela resulta muito mais da falta de profissionalismo e ética dos seus interpretes, que se deixam levar pelos seus baixos princípios e se deslumbram pelo efeito mágico do sensacionalismo nas tiragens, do que de um espaço livre de comunicação.
Se há falta de liberdade de expressão só pode ser pela incompetência dos jornalistas. Ou porque não sabem escrever ou não sabem ler a informação sobre as noticias, querem dar nas vistas e são uns ignorantes quando deveriam ser gente de cultura.
De certeza que esta época vai ser das mais divertidas que os historiadores do futuro vão analisar.