sexta-feira, fevereiro 05, 2021

“TENHO, COMO TODOS NÓS, O RECEIO DE QUE ISTO NÃO ACABE.” (Marta Temido)

 “TENHO, COMO TODOS NÓS, O RECEIO DE QUE ISTO NÃO ACABE.” (Marta Temido)

 Sentimos todos que nestes tempos nos invade um grau de grande incerteza nas nossa vidas, é uma realidade que não podemos, nem conseguimos deixar de pensar.

Mas nada disto nos pode espantar! A realidade é que nestes tempos somos cada vez mais intoxicados por outro “vírus pandémico”, aquele de que o senhor Trump, e agora os seus parceiros e sucessores que por aí pululam, por todo o lado, incluindo os “feiticeiros na imprensa e  na política”, onde todos são “experts” em saúde e são  os verdadeiros  injectores do vírus - o pseudo-neoliberalismo - ao postular que "não existe essa coisa de sociedade ..."? Nada que nos espante!!!” Os bons vi sempre passa/No mundo graves tormentos;E para mais me espantar/Os maus vi sempre nadar/Em mar de contentamentos.”(Luís de Camões)

 No nosso País, como em todo o Mundo, estamos  a enfrentar uma guerra tão complicada quanto a que tem por inimigo um vírus quase invisível, mas de efeitos devastadores na vida das pessoas por ele afectadas, e por isso seria natural que todos concentrassem forças no seu combate, confiando na ciência e nos cientista e na liderança de quem o combate e nos  governa, levar de vencida este novo cabo das tormentas, que deveremos e temos de dobrar. “Depois de procelosa tempestade, Nocturna sombra e sibilante vento, traz a manhã serena claridade, Esperança de porto e salvamento. Não se pode ter paciência com quem quer que lhe façam o que não faz. Quem não sabe a arte, não a estima.”(Luís de Camões)

 Nestes tempos, e não só agora no “tempo de confinamento” é lamentável como toda a imprensa está focalizada no que aparenta ser negativo e desvaloriza o muito que de positivo vai acontecendo. Todos os dias, vimos com certo espanto, o empenho dos “ditos jornalistas” em nos fazer imergir na peça que eles interpretam em vários andamentos (perigo, desastre, tragédia apocalipse), numa aposta nas minudências a que dão injustificado ênfase, como se os pecados dos “chicos espertos” sempre prontos a aproveitarem-se das peculiaridades das situações para delas colherem o melhor proveito, ao certo é que nos deixam obtusos, anestesiados, irritados ou aterrorizados, conforme o nosso grau de permeabilidade e de “literacia mediática”, como se diz hoje, mas não deixam de “deixar directa ou indirectamente que a culpa de tudo isto” é de quem nos governa, no não reconhecimento que todos nós contribuímos, com as nossas acções e omissões, para esta catástrofe que nos oprime e nos enluta. A realidade, em que ninguém sério e honesto pode contestar de que a actual situação de pandemia, tem sido acompanhada de “uma pandemia de noticias falsas”. Ora contra esta “pandemia de noticias falsas há uma vacina –chamada espirito critico.” A criança portuguesa é excessivamente viva, inteligente e imaginativa. Em geral, nós outros, os Portugueses, só começamos a ser idiotas - quando chegamos à idade da razão. Em pequenos temos todos uma pontinha de génio.”(José Maria Eça de Queirós)

 Não negamos a gravidade desta pandemia, devemos perceber que quanto mais este jornalismo obeso e com a cegueira da enumeração se aplica a mostrar menos dá a ver, quanto mais imagens nos fornece mais visão nos confisca, quanto mais nos quer convencer de que toca a realidade e a verdade mais produz ficção e mentira. Este jornalismo da mesmice — dos mesmos factos, das mesmas pessoas e do mesmo tom — que encena pela redundância uma ilusão de totalidade,  coloca-nos perante um enigma: os jornalistas fazem-no por genuína convicção, por convicção induzida através de um mecanismo coercivo, ou sem nenhuma convicção, mas enquanto funcionários pragmáticos? Ficaríamos a saber alguma coisa de útil e mais aprofundada se eles se dispusessem a falar da sua profissão e das circunstâncias em que trabalham sem ser para cantar hinos e celebrar os sucessos da instituição que lhes dá emprego. John Maynard Keynes disse uma vez dos seus pares: “Os economistas estão ao volante da nossa sociedade, mas deviam estar no banco de trás”. É justo e razoável achar que Keynes tinha razão em 1946, quando fez essa afirmação, e continua a tê-la hoje. Vão para ele os créditos se dissermos mais ou menos o mesmo de quem vai ao volante deste jornalismo que nos é servido diariamente na televisão (e não falei sequer dos jornais onde a grande maioria dos compradores o deixaram de fazer) . E, finalmente apetece-me dizer que entre o desalento de uns e a angústia de outros, arriscamos a vida na percepção do muito que ainda temos para construir. Porque como se costuma dizer “A vida continua”. E continua a exigir de todos a criatividade, resiliência e estabilidade emocional para nos reinventarmos a cada momento, mesmo a partir de casa. “Nada na vida tem risco zero!” “Eu sei que não sou nada e que talvez nunca tenha tudo. À parte isso, eu tenho em mim todos os sonhos do mundo.”(Fernando Pessoa)

terça-feira, fevereiro 02, 2021

"The only man who never makes mistakes is the one who never does anything.” (Theodore Roosevelt)

 "The only man who never makes mistakes is the one who never does anything.” (Theodore Roosevelt)

 I am not far from reality in the statement that, in general, the Portuguese “consider themselves very good at pointing out the mistakes of others.” But studying and understanding what is going on to correct these errors, this is already the case with others. All of us, deep down, have the notion that we are going through very difficult times, and what matters most was to know as accurately as possible, and not in fantasies, the reality of what surrounds us, and not, although it is natural, to hear the stories, rumors and the very “smart guys” who are sure about everything and know a little about everything to do. We know that it is very difficult to study the realities. But it is necessary to treat everyone without looking at whom. It is necessary to save lives without knowing the name. But it’s also good to know what’s going on to be able to act and prevent. ” The first law of nature is tolerance - since we have a lot of mistakes and weaknesses. ”(Voltaire)

It is increasingly clear that there will be no return to “normal”, as many people still dream. The pandemic has changed, and will change even more, our living conditions, although we still don't know if Covid-19 is just an event or the beginning of a process involving different types of transmissible viruses. That’s why we should all have the perception that the simplest way to criticize, and that is usual in social networks, but not only, because unbelievably the press, whether written or spoken, uses this model, (they do not comply, in general, the role of the journalist who would have to be informative about this virus, in face of the avalanche of data, facts and events published on the internet, which generates a lot of disorientation and is the favorable environment for the spread of false news, the controversial fake news), practice, in the general, also “target shooting”. “The world of before never returns. Now try to go back a little bit to the 1970s. But on the other hand, you never start from scratch. History is never a blank page. Whoever believes that everything will remain the same is wrong. Whoever believes that everything is going to change is also mistaken. ”(André Comte-Sponville- French philosopher)

The truth is that this pandemic is like a shooting range, any novice in the sport always gets it right. Shot in both directions. Some try to reach the government, with what they affirm “to be delays in the measures that they took,” due to the obvious difficulties of the technicians who map the contact chains, due to the insufficiency of the confined decree, but they never present what the alternatives were. Others return the blame, drawing attention to the irresponsibility of some, who put everyone at risk. These are shots with successive ricochets. The degree of uncertainty has been decreasing, but there are still some who are against more muscular measures. If science is anything but certain, science as a predictive model is even more uncertain. But what is certain, more than certain, is that target shooting does not really solve anything. And in the ICUs (intensive care units) you don't hear the gunshots, just the respirators filling and emptying! ” The most important thing in life is not the situation we are in, but the direction in which we are moving. ” (Oliver Wendell Holmes)

“O único homem que nunca comete erros é aquele que nunca faz coisa alguma.”(Theodore Roosevelt)

“O único homem que nunca comete erros é aquele que nunca faz coisa alguma.”(Theodore Roosevelt)

 Não ando longe da realidade na afirmação que, no geral, os portugueses “consideram-se muito bons a apontar os erros dos outros.” Mas estudar e perceber o que se passa para corrigir esses erros, isso já é com os outros. Todos nós, bem no fundo, temos a noção que atravessamos tempos muito difíceis, e o que mais importa era saber com todo o rigor possível, e não em fantasias, a realidade do que nos rodeia, e não, embora sendo natural, ouvir as histórias, os boatos e os muito “sabichões” que em tudo tem certezas e sabem de tudo um pouco sobre o que há a fazer. Bem sabemos que é muito difícil estudar as realidades. Mas é necessário tratar de todos sem olhar a quem. É preciso salvas vidas sem conhecer o nome. Mas também é bom saber o que se passa  para se poder agir e prevenir.” A primeira lei da natureza é a tolerância – já que temos uma porção de erros e fraquezas”.(Voltaire)

Está cada vez mais claro que não haverá uma volta “ao normal”, como ainda sonham muitas  pessoas. A pandemia mudou, e ainda vai mudar mais, as nossas condições de vida, embora ainda não saibamos se a Covid-19 é apenas um evento ou o início de um processo envolvendo diferentes tipos de vírus transmissíveis. É por isso que todos devíamos ter  a percepção de que a forma mais simples de criticar, e que é usual nas redes sociais, mas não só, pois inacreditavelmente a imprensa quer escrita quer falada, usa este modelo, (não cumprem, no geral, o papel do jornalista  que teria de ser informativo sobre este vírus, perante a avalanche de dados, factos e eventos publicados na internet, que gera muita desorientação e é o ambiente favorável à disseminação de notícias falsas, as polémicas fake news), praticam, no geral, também    “o tiro ao alvo”. “O mundo de antes nunca volta. Tente agora voltar um pouco para a década de 1970. Mas, por outro lado, você nunca começa do zero. A história nunca é uma página em branco. Quem acredita que tudo continuará igual está errado. Quem acredita que tudo vai mudar também está enganado.”(André Comte-Sponville- filosofo francês)

A verdade é que esta pandemia é como uma carreira de tiro, qualquer principiante na modalidade acerta sempre. Tiro nos dois sentidos. Alguns tentam atingir o governo, com o que afirmam“ ser atrasos nas medidas que tomou,” pelas manifestas dificuldades dos técnicos que mapeiam as cadeias de contacto, pela insuficiência do confinamento decretado, mas nunca apresentam quais eram as alternativas. Outros devolvem as culpas, chamando a atenção para a irresponsabilidade de alguns, que põem em risco todos. São tiros com sucessivos ricochetes.  O grau de incerteza tem vindo a diminuir, mas ainda há alguns que são contra medidas mais musculadas. Se a ciência é tudo menos certa, a ciência como modelo de previsão ainda é mais incerta. Mas o que é certo, mais que certo, é que o tiro ao alvo não resolve mesmo nada. E nas UCI (unidades cuidados intensivos) não se ouvem os tiros, só os respiradores a encherem e a esvaziarem!” O mais importante da vida não é a situação em que estamos, mas a direcção para a qual nos movemos.” (Oliver Wendell Holmes) 

domingo, janeiro 31, 2021

“Although the paths may be different, the objective is only one.” (Rumi)

 “Although the paths may be different, the objective is only one.” (Rumi)

We are facing times that are not ours, and that is why we must realize that a pandemic is not only fought with health professionals. We have to be all. Grandparents, parents, children, family, friends all can and should be heroes. If I may, I can recall a phrase from a poet, a stranger in our Western culture Rumi: “In addition to the ideas of right or wrong, there is a garden. I will meet there with you. ”

With the sickle cut I have no doubt that many of the voters in Ventura, but not only, found in social networks a fertile ground to release their discontent, others, on the contrary, lost the shame of saying what was previously unpronounceable. Without safe reading elements to support the substance of writing, all this stinks of extremist fanaticism and ignorance. There is undoubtedly a situation of “information terrorism that“ the Attorney General's Office and the Public Ministry, which have exclusive competence and responsibility, do not dare to terminate. Why? There are those who say that the first step in asking any kind of question is to know what we are asking, because otherwise if we do not understand what we are asking, the answers will certainly be wrong. I must also say that I have some hope is that, soon, many of these people will come to realize that they will not find in the “adventures that go around” not a single solution. “Yesterday I was smart, so I wanted to change the world. Today I am wise, so I am changing myself. ”(Rumi)

In my opinion and understanding, it has been a very serious and even incomprehensible mistake not to take action by the Attorney General's Office and the Public Ministry when it does not act against all those who advocate not using masks or vaccines, as these are crimes offense to physical integrity that provoke social disapproval, and had to be very clear, as a sign to the intolerability of the practice of such crimes, but it is also incomprehensible that health authorities, let “run such rumors” and “ hunches ”, not being assertive in the answers and to restore the truth based on the scientists. Why is this behavior? Is it out of ignorance? Complicities? Perhaps we will one day learn what or what are the reasons for these inappropriate behaviors? Certainly, there are those who write that, “
democracy does not endure so many disparities. People withdraw their support for the system and legitimacy is eroded. I see many young people saying that they do not believe in democracy, capitalism or liberalism.
” (Grace Blakeley)

“Ainda que os caminhos possam ser diferentes, o objectivo é um só.”( Rumi)

 Ainda que os caminhos possam ser diferentes, o objectivo é um só.”( Rumi)

 Estamos perante tempos que não são os nossos, e por isso, devemos ter a percepção que uma pandemia não se combate só com os profissionais de saúde. Temos de ser todos. Os avós, os pais, os filhos, a família, os amigos todos podem e devem ser heróis. Se me permitem posso relembrar uma frase dum poeta, um desconhecido na nossa cultura ocidental Rumi :“Para além das ideias de certo ou errado, existe um jardim. Eu me encontrarei lá contigo.”

A talhe de foice não tenho dúvidas que muitos dos votantes no Ventura, mas não só, encontraram nas redes sociais um terreno fértil para dar largas ao seu descontentamento, outros pelo contrário perderam a vergonha de dizer o que antes era impronunciável. Sem elementos seguros de leitura a apoiarem a substância do escrito, tudo isto tresanda a fanatismo extremista e ignorância. Há sem dúvidas uma situação de “ terrorismo de informação que “ a Procuradoria Geral da República e o Ministério Público, que têm a competência e responsabilidade exclusiva, não ousam por termo. Porquê? Há quem diga que o primeiro passo para formular qualquer tipo de pergunta, consiste em sabermos sobre o que perguntamos, pois caso contrário se não percebemos o que perguntamos as respostas serão certamente erradas. Também devo dizer que tenho alguma esperança é que, em breve, muitas desta gente, venha a perceber que não vão encontrar nos “venturas que por aí andam” nem uma só solução.Ontem eu era inteligente, então eu queria mudar o mundo. Hoje eu sou sábio, então eu estou mudando a mim mesmo.”(Rumi)

Na minha opinião e entendimento tem sido um erro muito grave e até incompreensível a não acção da Procuradoria Geral da República e do Ministério Publico quando não actua, contra todos aqueles que preconizam o não uso das máscaras ou das vacinas, pois trata-se de crimes  de ofensa à integridade física que provocam reprovação social, e tinham de ser muito claros, como um sinal à  intolerabilidade da prática de tais crimes, mas também não deixa de ser incompreensível que as autoridades de saúde, deixem “correr tais boatos” e os “palpites”, não sendo assertivas nas respostas e a repor a verdade fundamentada pelos cientistas. Porque razão é este comportamento? Será por ignorância? Cumplicidades? Talvez venhamos um dia a saber qual ou quais as razões para estes comportamentos impróprios? Ao certo é que há quem escreva que, “a democracia não aguenta tantas disparidades. As pessoas tiram o seu apoio ao sistema e a legitimidade sofre uma erosão. Vejo muitos jovens a dizer que não acreditam na democracia, no capitalismo ou no liberalismo.” (Grace Blakeley)

 

segunda-feira, janeiro 25, 2021

”Roma traditoribus non premiae”(Roma não paga a traidores).

”Roma traditoribus non premiae”(Roma não paga a traidores).

Reza a História, que em 139 AC. depois de uma longa guerra contra os romanos, Viriato enviou Audax, Ditalcus e Minurus (que não eram Lusitanos) para negociar os termos do tratado de paz. Mas, tendo sido subornados pelos romanos, apunhalaram à traição Viriato enquanto este dormia. Após o crime, dirigiram-se os três a Roma onde pretendiam receber a recompensa prometida. Porém, segundo a mesma história, o general romano Servilius Caepio, em vez de pagar o suborno, ordenou a sua execução na praça pública ficando os corpos expostos com a seguinte inscrição: ”Roma traditoribus non premiae” – (Roma não paga a traidores).

Isto tudo vêm a propósito das eleições presidências realizadas ontem, antes de mais faço a minha “declaração de interesses”, como cidadão de pleno direito exerci o meu direito a voto, e também julgo que posso “fazer a minha análise dos resultados eleitorais”, e não ficar dependente dos “muitos pseudo-analistas, pseudo jornalista que proliferam por aí, quer nas redes sociais quer na dominada imprensa escrita falada e televisa, sem qualquer credibilidade, com muita arrogância como fazedores de opinião e qualificados como uns “sabem tudo”!

Ontem e hoje continuo a “fartar-me de rir”com  os "analistas políticos" que chegam a conclusões hilariantes, querendo fazer, reconheço que, em muitos casos  até fazem…dos cidadãos “seres vegetativos” sem memória nem vontade própria.

 Senão vejamos: 1. A votação no Ventura só pode ser surpresa para quem anda distraído: a) Então não há e sempre houve cidadãos e filhos desses cidadãos que suportaram o regime de Salazar? b) Então não há cidadãos que são “anticigamos” e antirendimento mínimo c) então não há fanáticos que proliferam nas ditas “claques” de futebol dos chamados “clubes grandes”? A questão é o de saber quanto tempo vai durar esta tendência, porque muitos destes cidadãos, ou não votavam ou votavam em vários partidos, reconheço que maioritariamente talvez na chamada direita. 2. Vamos agora aos grandes derrotados. A) O senhor Louça e o seu BE (bloco de esquerda) foi talvez o maior derrotado, perdeu quase um milhão de votos, na minha opinião porque a sua estratégia era o de “fazer cair o governo do PS”. B) O Dr. Rui Rio porque passou a ter um grande problema para resolver, a votação em Ventura. C) O CDS que desapareceu do “horizonte politico português.  D) A oposição dentro do PS a António Costa que ao apoiar a senhora embaixadora, que teve maioritariamente o apoio do BE, pelos mesmos motivos, tentava criar problemas políticos a António Costa  C) A comunicação social, no seu todo, mas em especial a das TVS que pretendia “criar dificuldades ao governo do PS, aliás ontem até deixou d falar em “eleições antecipadas” para se centrar em eleições daqui a dois anos.

E agora na minha opinião os grandes vencedores. 1. Os cidadãos portugueses que resistiram ao incitamento da dita imprensa para não irem votar, e  demonstraram que o “voto ainda é  a arma do povo”. 2. Marcelo Rebelo de Sousa que teve mais votos do que da primeira vez, e teve muito mais votos que Cavaco Silva e sem sombra de dúvida a estratégia politiza (ou a visão politica) de António Costa definida um ano antes aquando da visita à Autoeuropa, ao mesmo tempo viu claramente derrotada a chamada “oposição interna e externa” em especial do BE, e o resto são cantigas para "boi preto ver”.

E, agora que cada um de nós durma sossegado no seu travesseiro e que o tempo, esse grande juiz como escrevia Marguerit Yourcenar, traga lucidez e ajude a tomar as decisões acertadas. Na verdade nas redes sociais à respostas para todos os gostos.

Por cá eu e o Júnior continuamos tranquilos! E, vocês façam o mesmo….”carpem diem”, o mesmo que dizer aproveite ao máximo o dia, não apenas no sentido literal da palavra, mas sim o de  desfrutar a vida. Não deixe de fazer algo que gosta devido à falta de tempo; a única falta que terá, será desse tempo que não voltará jamais.”(Mário Quintana)

quinta-feira, janeiro 21, 2021

“A different world cannot be built by indifferent people.”

“A different world cannot be built by indifferent people.” (Peter Marshall)  

The windows of my room, early in the morning, bring me to life outside. The sounds of life. I got used to listening to them like someone who breathes. But today is different. How was it yesterday. On this cold night, I have the windows closed. And yet, I can't help but hear life out there. The struggle for life. “Life… is never the way to be imagined. It surprises us, and haunts us, and makes us laugh or cry when we least expect it. ”(Niki de Saint Phalle 1930 - 2002)An ambulance march breaks the silence of the almost deserted streets. One and then another. Who will go inside? Minutes later, another ambulance. Who will go inside? In no time, more sirens. Who will go inside? It is impossible to remain indifferent.

Tomorrow, it could be me. Anyone of us. In fact, it is the entire country that goes there. Tonight, I don't like hearing the sounds of the city. In these strange times, death hovers around. It is everywhere. Closer and closer. It is no longer something that happens only to others. “What doesn't cause my death makes me stronger.” (Friedrich Nietzsche)

Statistics are increasingly macabre, fear is a second skin. We live the longest night. A night that seems to have no end. This pandemic started almost a year ago. But it looks like it was yesterday. These days, we live with our hearts in our hands. There is a black cloud that hovers over the sky. Before finishing his speech, Joe Biden (President of the United States) quoted the Bible, namely Psalm 30, recalled that “crying can persist one night, but in the morning joy breaks out”. It's never tomorrow!

 “Um mundo diferente não pode ser construído por pessoas indiferentes.”(Peter Marshall)

 As janelas do meu quarto, logo pela manhã, trazem-me a vida lá fora. Os sons da vida. Habituei-me a ouvi-los como quem respira. Mas hoje é diferente. Como foi ontem. Nesta noite fria, tenho as janelas fechadas. E, ainda assim, não consigo deixar de ouvir a vida lá fora. A luta pela vida. “A vida… nunca é o caminho que se imagina. Ele nos surpreende, e nos assombra, e faz rir ou chorar quando menos espera.“   (Niki de Saint Phalle 1930 – 2002)

Uma marcha de ambulâncias rompe o silêncio das ruas quase desertas. Uma e logo outra. Quem irá lá dentro? Minutos depois, outra ambulância. Quem irá lá dentro? Daqui a nada, mais sirenes. Quem irá lá dentro? É impossível ficar indiferente.

Amanhã, posso ser eu. Qualquer um de nós. Na verdade, é o país inteiro que lá vai. Esta noite, não gosto de ouvir os sons da cidade. Nestes tempos estranhos, a morte ronda por aí. Está em todo o lado. Cada vez mais perto. Já não é algo que acontece apenas aos outros. “O que não provoca minha morte faz com que eu fique mais forte.”(Friedrich Nietzsche)

As estatísticas são cada vez mais macabras, o medo é uma segunda pele. Vivemos a noite mais longa. Uma noite que parece não ter fim. Esta pandemia começou há quase um ano. Mas parece que foi ontem. Nestes dias, vivemos com o coração nas mãos. Há uma nuvem negra que paira sobre o céu. Antes de terminar o seu discurso Joe Biden (presidente dos Estados Unidos) citou a Bíblia, nomeadamente o Salmo 30, recordou que “o choro pode persistir uma noite, mas de manhã irrompe a alegria”. Nunca mais é o amanhã!

quarta-feira, janeiro 20, 2021

O início de uma coisa é quase sempre o fim de outra.

 O início de uma coisa é quase sempre o fim de outra.

 Não temos quaisquer duvidas que estamos a atravessar momentos bastante dramáticos, há muitas pessoas que “nadam com a cabeça, aqui e ali fora de água, na medida certa para evitar o afogamento”, por outro lado todos o que estão em casa, permite-lhe usufruir dum espaço  que nos aproxima da normalidade, como contributo importante para que o equilíbrio psicológico não seja ainda mais atacado.

Apesar de tudo isto infelizmente há aqueles que não mantêm a prudência e a racionalidade e mostram o seu lado “horriblis” com vários protagonistas com o olhar apenas para a árvore que julgam lhes pertencer, colocando em risco a floresta que é de todos nós. “A história está repleta de pessoas que, como resultado do medo, ou por ignorância, ou por cobiça de poder, destruíram conhecimentos de imensurável valor que em verdade pertenciam a todos nós. Nós não devemos deixar isso acontecer de novo.”(Carl Sagan)

 Nestes tempos aparecem-nos em todos os momentos os “sabichões de tudo”. Se não vejamos: Os virologistas fechavam tudo. Os economistas mantinham tudo a funcionar. Os psicólogos diriam que os idosos também morrem de tristeza e solidão e os caritativos diriam que a fome e miséria eram problema maior. E já nem falo dos cuidadores da alma e da fé sempre prontos a defender o seu lado das coisas. A juntar a isto descobrimos um exército de especialistas e “outro de chicos espertos”, e mais as suas conclusões inatacáveis, e o mais intolerável é ver “homens da ciência médica” eles próprios jogadores por interesses privados das corporações, ou dos partidos, quando o mais natural era a sua ajuda quando se trata de nos confrontar com os problemas que não conseguimos ver. “Suba o primeiro degrau com fé. Não é necessário que veja toda a escada. Apenas dê o primeiro passo. Se não puder voar, corra. Se não puder correr, ande. Se não puder andar, rasteje, mas continue em frente de qualquer jeito. O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons”.(Martin Luther King)

Há um mundo que não conhecemos e que se esconde atrás do mundo em que vivemos. Não é bonito, mas isso não é razão para o ignorarmos. Enfim, tem sido um "fartar vilanagem". Tudo é uma escolha e todas as escolhas têm consequências. Cada um a olhar por si tem sido o pecado capital dos portugueses, um tipo de comportamento que há muito outros povos já erradicaram. Se, mesmo perante esta desgraça pandémica insistem em não ver para além do próprio umbigo, é porque estamos a voar sobre um ninho de cucos….esquecendo-se que há um provérbio japonês que diz:” Antes de olhar para a cabeça, observe o coração. Onde há determinação, há caminho .Um pássaro nunca faz seu ninho em uma árvore seca.”

segunda-feira, janeiro 18, 2021

"The reason we can't find rest is because we look for where it is not." (Father António Vieira)

 
"The reason we can't find rest is because we look for where it is not." (Father António Vieira)

We must realize that we are now installed in this “new normal” and that it is in function of this reality that we have to live our life. Many of us have spent all these months with the precautions that are and were determined by the rules of public health, (such as the use of a mask, physical distance, hand hygiene and respiratory etiquette) but we must not, nor can we fail to look at the forest as a whole and not just as a tree, because many of us do not miss many cases of friends and even acquaintances, who did not exempt themselves, at “dinner parties”, either during the Christmas season or on New Year's Eve , with many people beyond what was advisable, and unbelievable as it may seem, even in these times now it happens. How is all this possible to be happening, with all the information more than enough to know the risks involved? It will make no sense that what is decided by others, by those who act according to the individualistic principle that only evils happen to others, that after all, sooner or later they end up not only coming to knock on the door, but reaching other people. people who were compliant !? Perhaps it is good to remember what Clarice Lispector said: "Life is short, but the emotions that we can leave last an eternity." This is a difficult time for everyone, but it is not the time to let your guard down. The time has come to be more supportive in the exercise of citizenship, if we do not realize and practice this, we will not be up to the challenge in our lives, nor set an example for our children, or our grandchildren, for a supportive and confident country that we have future. We are not just a mere spectator of our life, our attitudes are responsible for making our life wonderful and extraordinary. As Plato said. "Do not wait for a crisis to find out what is important in your life." (Plato) Whoever lives in this bubble of amnesia, selfishness and indifference to the common good, pretends not to know that, just at the weekend, thousands were infected due to not complying with health rules. Between a coffee and another, as if it were cheese, they erase from their memory the responsibility that they do not want to assume their real responsibility. In these times or society perceives (and changes behaviors), it is unacceptable that at the same time, in a world to the contrary, there are those who make exceptions the most important part of the rules to follow. “To close is to close, to confine is to confine, it is not to confine more or less, it is not to pretend to confine.” (Marcelo Rebelo de Sousa, President of the Republic). We have no doubt that there is an urgent need in our country to impose more shackles to obey the rules of flattening the deaths, so that we must evaluate the exceptional situations foreseen much more rigorously and reduce them “because people are having very creative interpretations ”. If in doubt, do not invent: STAY AT HOME. “We are putting all the means that exist in the country to work, but there is a limit and we are very close to the limit. And the Portuguese need to know that. ”(Marta Temido, Minister of Health) “To see is to be seen. By whom? For everything. As if things have a sunflower in the middle. Even the most opaque. Without that, we wouldn't see anything. We are not the Sun. Just a look where, by meditating on things, everything becomes solar. Until the night. ” (Eduardo Lourenço, in Da Pintura)

"A razão porque não achamos o descanso é porque buscamos onde não está.”(Padre António Vieira)

 "A razão porque não achamos o descanso é porque buscamos onde não está.”(Padre António Vieira)

 Há que perceber que agora estamos instalados neste “novo normal” e que é em função desta realidade que temos de viver a nossa vida. Muitos de nós tem passado todos estes meses com as cautelas que são e foram determinadas pelas regras de saúde publica, (como a utilização de máscara, a distância física, a higienização das mãos e a etiqueta respiratória) mas não devemos, nem podemos deixar de olhar para a floresta como um todo e não apenas como uma árvore, porque muitos de nós não deixa de conhecer muitos casos de amigos e até de conhecidos, que não se eximiram , às “jantaradas”  quer no período natalício, quer na passagem de ano, com muitas pessoas para além do que era aconselhável, e por mais inacreditável que nos pareça, mesmo nestes tempos de agora isso acontece. Como tudo isto é possível estar a acontecer, com toda a informação mais do que bastante para conhecerem os riscos em causa? Fará sentido algum que o decidido pelos outros, por aqueles que agem de acordo com o princípio individualista de que só aos outros acontecem os males, que afinal, mais tarde ou mais cedo acabam não só por lhes virem bater à porta, mas por atingirem outras pessoas que foram cumpridoras!? Talvez seja bom relembrar o que disse Clarice Lispector:” A vida é curta, mas as emoções que podemos deixar duram uma eternidade.”

Este é um momento difícil para todos, mas não é altura para baixar a guarda. Chegou a hora de sermos mais solidários no exercício da cidadania, se não percebermos e praticarmos isso, não estaremos à altura neste desafio das nossas vidas, nem dar um exemplo as nossos filhos, ou aos nossos netos, por um país solidário e confiante que temos futuro. Não sejamos apenas um mero espectador da nossa  vida, as nossas atitudes são responsáveis por tornar a nossa vida maravilhosa e extraordinária. Como disse Platão. ”Não espere por uma crise para descobrir o que é importante na  sua vida.”(Platão)

 Quem vive nessa bolha de amnésia, egoísmo e indiferença pelo bem comum, finge não saber que, só no fim-de-semana, foram milhares os infectados por não cumprirem as regras de saúde. Entre um café e outro, como se de queijo se tratasse, apagam da memória a responsabilidade que não querem assumir a sua real responsabilidade. Nestes tempos ou a sociedade percebe (e muda os comportamentos), sendo inadmissível que  em simultâneo, num mundo ao contrário, há quem faça das excepções a parte mais importante das regras a cumprir.Fechar é fechar, confinar é confinar, não é confinar mais ou menos, não é fingir que confina.”(Marcelo Rebelo de Sousa, presidente da República) .

Não temos dúvidas que há toda urgência no nosso  país impor mais grilhetas para obedecer às regras do achatamento das mortes, por isso à que avaliar com muito mais rigor as situações excepcionais previstas e a diminuí-las “porque as pessoas estão a ter interpretações muito criativas”. Em caso de dúvida, não invente: FIQUE EM CASA. Estamos a pôr todos os meios que existem no país a funcionar, mas há um limite e estamos muito próximos do limite. E os portugueses precisam de saber disso.”(Marta Temido, ministra da Saúde)

 “Ver é ser visto. Por quem? Por tudo. Como se as coisas tivessem um girassol no meio. Mesmo as mais opacas. Sem isso não veríamos nada. Nós não somos o Sol. Apenas um olhar onde, pela meditação das coisas, tudo se torna solar. Até a noite.”  (Eduardo Lourenço, in Da Pintura)

domingo, janeiro 17, 2021

“Preso por ter cão e por não o ter cão”(proverbio português)

 “Preso por ter cão e por não o ter cão”(proverbio português)

 Este é um bem conhecido provérbio português que é usado quando alguém é acusado ou criticado, de qualquer modo, haja o que houver, faça ele ou deixe de fazer alguma coisa. Vem isto a propósito dos que andam agora a querer zurzir no governo, dizem por ter sido demasiado brando nas medidas restritivas tomadas durante a época natalícia e que justificam os atuais, mais 10 mil novos casos diários de contágios e mortes acima dos 150. É uma completa hipocrisia! Pois nessa altura toda a gente queria mais e mais “alivio das medidas”. Podemos imaginar o sururu que se levantaria se o confinamento agora imposto tivesse sido obrigatório nessa quadra natalicia? Quantos políticos da oposição bradariam contra a falta de sensibilidade do primeiro-ministro para com os portugueses culturalmente formatados para celebrar a data na companhia de tantos familiares e amigos quantos em volta de si gostam de congregar? Correu mal? Pois correu! Mas alguém, para além dos urubus do costume, especialistas na previsão dos mais infaustos apocalipses, prediziam a dimensão do que agora se comprova? Houve algum político a propor que se tomassem as medidas que, agora, muitos se apressam a considerar que deveriam ter sido impostas? A verdade é esta: na vontade de tudo maldizer, os que se opõem ao governo querem-no sempre prender por ter cão ou por o não ter.

“Não consigo encontrar esperança neste momento. A grande desvantagem de ser velho é perceber que pouco ou nada muda” (John Le Carré)

Se comer e dormir é meio sustento, como nos diz a sabedoria popular, a interação social surge agora como o mais recente elemento de uma tríade essencial para a vida do Homem. Porque, de facto, a pandemia veio activar o medo, desencadeando uma resposta emocional automatizada face a uma ameaça eminente e que, se não for devidamente erradicada – tal como se procura fazer com o vírus – as consequências podem ser, sem sombra de dúvida, devastadoras. “Ninguém vai bater mais forte do que a vida. Não importa como você bate e sim o quanto aguenta apanhar e continuar lutando; o quanto pode suportar e seguir em frente. Assim é a vida.” ( Frase do filme Rocky Balboa)

sexta-feira, janeiro 15, 2021

“Acima de tudo está a vida das pessoas!” ( Dr. Antonio Costa –primeiro ministro de Portugal)

 Acima de tudo está a vida das pessoas!” ( Dr. Antonio Costa –primeiro ministro de Portugal)

 “E lembre-se: o coronavírus transmite-se de pessoa para pessoa. Ao isolar-se está a proteger-se a si e aos outros. Cuidar de si é cuidar de todos!” (Direcção Geral de Saúde)

Todos devemos ter a consciência que hoje é o primeiro dia da segunda vaga do confinamento, esta é a normalidade possível, até que nos vejamos livres destes tempos impossíveis, a realidade é que “só chegamos a estes momentos difíceis”, porque alguns não “quiseram cumprir um mínimo de regras para viver em sociedade”. “É próprio da natureza humana, lamentavelmente, sentir necessidade de culpar os outros dos nossos desastres e das nossas desventuras.”( Pirandello , Luigi) No entanto, são as nossas atitudes que escrevem o nosso destino. Nós somos responsáveis pela vida que temos. Culpar os outros pelo que nos acontece é cultivar a ilusão. Quanto mais depressa aprendermos isso, menos sofreremos, e o que devem e podem faze é culpar a vossa ignorância por não ter compreendido e pedir desculpa pelos erros que cometeram. Como alguém disse: “Um ser humano sem palavra é como um livro sem páginas...Não serve para nada!”.

Hoje podemos dizer que a pandemia deu-nos a todos uma visão sobre a natureza fundamentalmente do tempo, no geral todos temos a noção que  o “tempo” não é hoje o mesmo do passado. O ano que passou , chamamos ou vamos chamar o “ano da pandemia”, todo o tempo  foi muito parecido com o actual. O tempo dos calendários medindo dias e semanas tornou-se irrelevante - a duração do tempo que vivíamos “temos que reconhecer que não tinha fim ou julgávamos que o mesmo era infinito”.  

Da mesma forma, se olharmos para o futuro, nossos sentimentos sobre os trechos de tempo entre agora e o futuro serão distorcidos. Quando vamos sair de férias? Quanto tempo vai demorar para vermos nossos entes queridos? Sem sinalizações no tempo objectivo, sentimos que o tempo passa - mas porque nada acontece, ele passa muito mais devagar e estamos presos no presente. Se soubéssemos com certeza agora que o mundo voltaria ao normal em alguns meses, a duração do tempo passaria mais rápido. Mas como não sabemos isso ,tudo se arrasta - embora as coisas, o que será muito difícil, mas podemos ir “sonhando”, possam, no final, quando for esse final, voltar ao normal e no mesmo período de tempo, talvez esse seja o nosso  objectivo. “As pessoas com altos níveis de esperança têm certos traços comuns, entre eles o poder de se auto motivar, e sentir-se com recursos suficientes para encontrar meios de atingir os seus objectivos, ter flexibilidade bastante para encontrar meios diferentes de chegar às metas, e ter o senso de decompor uma tarefa formidável em outras menores, mais manejáveis.”(Daniel Goleman)

quarta-feira, janeiro 13, 2021

 "
We always arrive at the place where they are waiting for us." (José Saramago)

Tomorrow we will return to a past of “confined” with the promise that only then will we have a future. But we cannot fail to remind you that, perhaps, these measures were not necessarily so rigid if we all followed the health rules. Or is it not so? There is a Swedish proverb that says: “Fear attributes great shadows to small things”, in these winter times of our existence, at this time of life, when for some, or for all, it is said “of a certain age”, everyone, we can try to hide, we are afraid, because there is no easier feeling to detect than fear. Words are not necessary, fear is read on the body, and it is read clearly on the body of those, “of a certain age”, the reality is that nobody should know what it is to be afraid of ending up being a victim of negligent behavior of others or of himself. Having and feeling fear and anxiety are useful to fulfill isolation and will be blockers when it comes to going out again. The idea that in a while everything will be the same as it was, is completely false, we must have the notion that the reopening of life is a new experience. Here in my corner, where I am now and suddenly an idea came to me: “What if I could write a sentence that everyone understood? The reality is that this phrase would not be mine, but from someone who once said to me “my statistic is living.” To explain the size of important things to us and sometimes we also need to think about others, because we live in society, and we have a duty to respect and safeguard the health of those around us. It is necessary to respect all those who, in order to live, have to work, so it is our duty to stay at home and take all precautions in compliance with health rules, and not out of negligence, bravado, inattention or false sense of security, do not measure the consequences of violating the rules. I remember having read this sentence, anywhere: "Don't want to be the person who will contribute so that a doctor has to decide who will stay with the last ventilator". We have to be aware of this, our statistic has to be living, and we like this statistic so much that we will comply with all health rules. As a friend of mine wrote: ”With the days going by, with the hair whitening, with the wrinkles giving" the air of your grace ", in a path that teaches me ... there is time, space and a learning experience that calls attention to take care of me, look at me and do for me, without forgetting others. ” In "Viagem do Elefante", a last book by José Saramago, it is written: "We always arrive at the place where we are expected". Is this the truth? Is there a certain place, at a certain moment, where someone is waiting for us, regardless of the turns we can take to get there and how long it will take us to do it? Like everything in life there are the most and the least "credulous", life is probably and often sending us messages that, in the end, we end up hearing and recognizing as ours. “I don't think anything happens by chance, you know? That in the end things have their secret plan, although we don't understand. ”(Carlos Ruiz Zafón) There are also those who say that we have two certainties in this life, when we are born and die. In this interval we have to live in the moment, because life is made of those moments. And from moment to moment, we will arrive at the place where they are waiting for us. But we always have to “give a little help”. So, let us think about it, if it were not so, then would life be made only of chance and coincidence without real meaning? As Richard Bach wrote: “Nothing happens by chance. There is no luck. There is a meaning behind every small act. It may not be seen clearly immediately, but it will be before much time has passed. ”

“Sempre chegamos ao sítio aonde nos esperam." (José Saramago)

“Sempre chegamos ao sítio aonde nos esperam." (José Saramago)

Amanhã vamos regressar a um passado de “confinados” com a promessa que só assim teremos futuro. Mas não podemos deixar de aqui relembrar que, talvez, estas medidas não fossem necessariamente tão rígidas se, todos cumpríssemos as regras de saúde. Ou não será assim?  

Há um provérbio sueco que diz que :“O medo atribui a pequenas coisas grandes sombras”, nestes tempos de inverno da nossa existência, nesta altura de vida, em que para alguns, ou para todos, que se diz “de certa idade”, todos, podemos tentar esconder, temos medo, pois não há sentimento mais fácil de detectar de que o medo. Não são precisas palavras, o medo lê-se no corpo, e lê-se com toda clareza no corpo daqueles , “de certa idade”, a realidade é que ninguém deve saber o que é ficar com medo de  acabar  por ter sido vítima de comportamentos negligentes de outros ou dele próprio. Ter e sentir o  medo e a ansiedade são úteis para cumprir o isolamento e vão ser bloqueadores na hora de voltar a sair. A ideia de que daqui a uns tempos tudo será igual ao que era, é  completamente falsa, devemos ter a noção que a reabertura da vida é uma experiência nova.

Aqui no meu canto, onde estou agora e assim de repente surgiu-me um ideia: “e se pudesse escrever uma frase que todos entendessem? A realidade é que essa frase não seria minha, mas de alguém que uma vez me disse ‘a minha estatística é viver.’ Para nos explicar o tamanho das coisas importantes e às vezes também é preciso   pensarmos nos outros, pois vivemos em sociedade, e temos o dever de respeitar e acautelar a saúde de quem nos rodeia. É preciso respeitar todos aqueles que para podermos viver, tem que trabalhar, por isso cumpre-nos  o dever de ficar em casa e tomar todas as precauções cumprindo as regras de saúde, e não , por incúria, por bravata, por desatenção ou por falso sentido de segurança,  não medir as consequências de violar as regras. Lembro-me de já ter lido, em qualquer lado, esta frase :”Não queiras ser a pessoa que vai contribuir para que um médico tenha de decidir quem vai ficar com o último ventilador”. Temos de ter consciência disso, a nossa estatística tem de ser viver, e de gostarmos tanto dessa estatística que vamos cumprir todas as regras de saúde. Como escreveu uma amiga minha: ”Com os dias a passar, com os cabelos a esbranquiçar, com as rugas a dar "o ar da sua graça", num caminho que me vai ensinando...há tempo, espaço e uma aprendizagem que me chama a atenção para cuidar de mim, olhar para mim e fazer por mim, sem esquecer os outros.

Na  "Viagem do Elefante", um último livro de José Saramago, vem escrito: "Sempre chegamos ao sítio aonde nos esperam". Será esta a verdade? Será que, há um certo lugar, num certo momento, onde existe alguém à nossa espera, independentemente das voltas que possamos dar para lá chegar e do tempo que demoraremos a fazê-lo?

Como tudo na vida há os mais e os menos “crédulos”, a vida está, provavelmente e com frequência, a enviar-nos mensagens que, no fim, acabamos por ouvir e reconhecer como nossas. “Acho que nada acontece por acaso, sabe? Que no fundo as coisas têm seu plano secreto, embora nós não entendamos.”(Carlos Ruiz Zafón)

Há , também, quem diga que  temos duas certezas nesta vida, quando nascemos e morremos. Neste intervalo temos que viver o momento, porque a vida é feita desses momentos. E de momento em momento lá chegaremos ao sítio aonde nos esperam. Mas temos sempre que “dar uma ajudazinha”. Por isso, pensemos bem, se assim não fosse, seria então a vida feita somente de acasos e coincidências sem verdadeiro significado? Como escreveu Richard Bach: ”Nada acontece por acaso. Não existe a sorte. Há um significado por detrás de cada pequeno acto. Talvez não possa ser visto com clareza imediatamente, mas sê-lo-á antes que se passe muito tempo.”