terça-feira, dezembro 15, 2020

“Se uma imagem vale mais que mil palavras, então diga isso com uma imagem”.( Millôr Fernandes)

 “Se uma imagem vale mais que mil palavras, então diga isso com uma imagem”.( Millôr Fernandes)

 Todos nós, de um modo geral, gostamos de conviver com outras pessoas, nomeadamente todas aquelas que consideramos muito especiais, temos experiências e personalidades diferentes, trocamos diferentes ideias, tudo isso nos deve fazer reflectir o quanto somos importantes uns para os outros e como  é rica a nossa historia de vida com estas personagens e assim, vamos  escrevendo mais um capitulo deste maravilhoso livro chamado vida. Mas temos e devemos sempre ter presente que somos lembrados pelo que somos e não pelo que temos. Para podermos recuperar um pouco da nossa liberdade temos de ser todos a  seguir e cumprir as regras mais essenciais, que são tão simples: como manter a distância física, usar a máscara e a lavagem frequente das mãos. Só sendo responsáveis conseguimos combater esta pandemia, porque o que efectivamente vai valer é o comportamento de todos nós! Como disse Peter Drucker :“O conhecimento e a informação são os recursos estratégicos para o desenvolvimento de qualquer país. Os portadores desses recursos são as pessoas.”

 Tudo o que é imprevisível para o ser humano é gerador de  stress e causa alguma sensação de medo. Na verdade, nada na nossa vida  é previsível. Se pensarmos, antes destes tempos de  pandemia também não sabíamos o que ia acontecer no dia seguinte, mas todos nós achávamos que sabíamos. Talvez por isso no nosso dia-a-dia, para nos protegermos, devemos ter várias actividades porque isso dá-nos um controlo, ou pelo menos uma sensação de controlo, muito grande sobre a nossa vida, o que nos ajuda na nossa saúde mental e a baixar os níveis de ansiedade , dando-nos o   parecer que conseguimos gerir tudo e sabemos perfeitamente o que vai acontecer. “Um livro aberto é um cérebro que fala; Fechado, um amigo que espera; Esquecido, uma alma que perdoa; Destruído, um coração que chora.”(Rabindranath Tagore)

Nestes tempos que agora correm partimos do principio que, na generalidade, todos temos a noção que o mundo onde vivemos é uma “pequena aldeia” (segundo Marshall McLuhan), que recorrendo aos meios e recursos tecnológicos, todos podem falar com todos e o mais insignificante dos rumores poder ganhar uma dimensão incontrolável. A internet veio permitir que todos pudéssemos estar ligados a qualquer hora e em qualquer lugar. As redes sociais tornaram-se o novo espaço público, no qual todos podem participar livremente e expressarem a sua opinião sem estarem sujeitos a hierarquias ou julgamentos cara a cara. De comentários deliberados e nada construtivos a discursos de ódio e xenofobia, muitas vezes a liberdade que o espaço virtual oferece não é nada mais nada menos do que uma utopia dos tempos modernos.  ”Não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças.”(Leon C. Megginson)

Temos a percepção de nada é mais forte para a expressão e comunicação humana do que as palavras. Uma frase é capaz não só de se imortalizar um momento como mudar a história. Em discursos, livros, peças de teatro, poemas ou entrevistas, grandes frases foram capazes de iniciar e encerrar guerras, alterar para sempre nossa forma de pensar, aprofundar a maneira como nos entendemos enquanto ser humano e muito mais. Contar com o apoio de frases, livros, músicas, filmes, entre outros materiais e conteúdos, que tenham o poder de animar e afastar de vez os momentos tristes, de angústia e ansiedade de nosso dia a dia, é essencial para que nos sintamos motivados a continuar a nossa jornada, em busca da realização de nossos sonhos  e alcançar os resultados extraordinários que tanto desejamos na nossa vida. Como disse Augusto Cury : “Um livro revela que a vida é o maior de todos os livros, mas é pouco útil para quem não souber ler nas entrelinhas e descobrir o que as palavras não disseram...  As grandes ideias surgem da observação dos pequenos detalhes.”

sexta-feira, dezembro 11, 2020

“A vida não é tão longa que alguém possa se cansar dela.“(Amin Maalouf)

“A vida não é tão longa que alguém possa se cansar dela.“(Amin Maalouf)

Como alguém já disse a nossa vida é como um livro, cada dia uma página nova, cada hora uma vírgula. Mas “nem o lápis pode escrever o futuro e nem a borracha apagar o passado”. Nos dias de hoje confundimos informação conhecimento e saber. Na realidade temos muita informação nos mais diversos meios de acesso, mas essa hipertrofia leva-nos a uma paralisia. Acumulamos muito conhecimento técnico, mas muito raramente sabemos convertê-lo num tipo de saber que dialogue com a vida no sentido mais amplo. E é isso que tantas vezes nos faz falta! A teoria e a prática fazem parte da mesma respiração, o pensar pode ser pensarmos juntos para que possamos criar os saberes e as práticas que dialoguem com a vida com a simples intenção de poder cuidar melhor do nosso colectivo. Como dizia o escritor Amin Maalouf, o “desejo de saber pode ser infinito, sendo algo a que todos nós poderíamos entregar, porque é um universo inesgotável, ao contrário dos recursos do nosso planeta. Não somos apenas visitantes neste planeta, ele pertence a nós assim como pertencemos a ele. O seu passado é nosso, assim como o seu futuro Até chegarmos aos tempos de agora  com esta grave pandemia que todo o mundo enfrenta, as notícias falsas raramente tiveram a capacidade de provocar a morte de milhares de pessoas. Mas agora, caso um número significativo de pessoas acreditar que usar uma máscara reduz a circulação do ar nos pulmões ou caso acreditem noutras mentiras que não vamos aqui reproduzir, é possível que o número de infectados se torne incontrolável. “Isto é tudo de uma magnitude nunca vista. Costumávamos falar do perigo da desinformação para a saúde da democracia, é uma coisa abstrata, agora não, agora são as vidas das pessoas que estão em perigo. Estamos a olhar para o um momento único que é o desenvolvimento da vacina e mesmo assim um há pessoas que dizem não confiar na ciência”, disse Adrienne LaFrance, editora executiva da “Atlantic”, na sessão “O perigo das Fake News em 2020”.

Porque é que “uma mentira já deu a volta ao mundo antes de a verdade ter calçado as sapatilhas”? As” fake news” ou notícias falsas ganharam destaque nos últimos tempos, principalmente por duas razões: devido à facilidade e velocidade de disseminação, e pelo impacto que podem gerar, sendo exemplo na influência eleitoral de alguns políticos, casos de Trump Bolsonaro e Johnson. Só que a  manipulação e as notícias falsas, as citações truncadas e mesmo inventadas, tudo isto tem muitas décadas - para não dizer mais de um século, quando no século XIX a “yellow press” fazia o que fosse preciso para vender jornais. Havia até um certo Joseph Pulitzer, que hoje dá nome ao prémio de jornalismo mais importante do mundo, que na altura, com o seu “New York World”, publicava alguma desinformação.  A desinformação é tão contagiosa e tão problemática como o vírus porque há pessoas que não escolhem as fontes de informação às quais têm acesso. Esta é uma questão muito séria e preocupante, devido às possíveis consequências nos cidadãos.”(Rasmus Kleis Nielsen, Director of the Reuters Institute for the Study of Journalism)

A nossa visão do mundo envolve aquilo que o mundo nos parece ser e como os outros pensam e agem. Todos nós somos constantemente influenciados pelo ambiente em que estamos inseridos. Um misto de informações que surgem da cultura local, da nossa família e de outras pessoas. Mas nestes tempos “as viroses”  de informações falsas influenciam de forma directa na consciência colectiva   que nos bombardeiam com mensagens diariamente, com enorme velocidade com que elas se espalham, principalmente se seu criador as promove e as compartilha de várias contas e redes ao mesmo tempo. É importante observar que as consequências de compartilhar ou ser levado por informações falsas podem ser muito graves, não apenas por causa das campanhas maliciosas por trás dessas mensagens falsas e que, em alguns casos, procuram roubar informações e atacar a privacidade, mas também para aquelas que afectam directamente a saúde. Embora, às vezes, esse tipo de informação possa expressar as nossas próprias ideias, isso não implica que seja uma informação confiável e verdadeira.“ Determinação, coragem e autoconfiança são factores decisivos para o sucesso. Se estamos possuídos por uma inabalável determinação, conseguiremos superá-los. Independentemente das circunstâncias, devemos ser sempre humildes, recatados e despidos de orgulho.”(Dalai Lama)

quarta-feira, dezembro 09, 2020

“Mais importante que o destino é a viagem.”(Eduardo Lourenço)

“Mais importante que o destino é a viagem.”(Eduardo Lourenço)

Alguém disse que errar é mais uma daquelas regras da vida que ficam nas entrelinhas, e somos levados a pensar que, há momentos na nossa vida em que tentamos corrigir os erros que julgamos ter cometido, na nossa ânsia de acertar e , tudo isso apesar de sempre tentarmos ou julgarmos ter poder sobre tudo no nossa vida, mas sempre acabamos por reconhecer que temos alguns deslizes diversos em que há algumas coisas, sobre as quais não temos qualquer tipo de controlo.  O homem é um ser ficcionante. Independentemente do que seja o objecto dessa ficção. Nós estamos sempre ficcionando. A nossa relação com o real é uma relação imaginária. O homem é, por essência, alguém que vive dos sonhos maiores do que ele.” (Eduardo Lourenço) 

 Tudo tem uma razão de ser, nada na vida acontece por acaso, apesar de que por vezes não vemos o lado bom das coisas, só o lado pessimista, no entanto o destino também nos guarda coisas boas. Devemos aprender a lição e seguir em frente com a consciência tranquila de quem fez o melhor que poderia ter feito naquele momento. A vida é assim, altos e baixos, acertos e erros, alegria e dor, tudo faz parte da nossa caminhada, a diferença é a forma como encaramos cada coisa que nos acontece. Saibamos ser gratos pelos momentos difíceis também, pois contribuíram para nos tornar um ser humano melhor. O que mais me surpreende nos outros: a autenticidade. Cada pessoa é um mundo. Mesmo as pessoas que têm momentos de menos visibilidade e relevo, as pessoas são um mistério a que nunca daremos a volta.”(Eduardo Lourenço)

Todos nós achamos, se pensarmos bem que a nossa  experiência com o tempo foi um pouco diferente este ano. Mesmo que os nossos relógios tenham funcionado como deveriam, os dias pareceram-nos maiores e alguns meses pareceram-nos até durar para sempre. Todos nós sabemos que há 60 segundos num minuto e 60 minutos numa hora, mas 2020  tornou-nos conscientes de como podemos experimentar a passagem do tempo de forma um pouco diferente e a entender por que “estes tempos” parecem tão estranhos no ano da pandemia, em que somos “obrigados” a viver cada vez mais à distância de uns dos outros e, com isso, ficamos de certo modo mais empobrecidos. Como disse Eduardo Lourenço:” Hoje podemos estar uma vida inteira a ver cinema, televisão ou um ecrã e morrer sem ter entrado na vida”.  

Nestes tempos que não são os nossos olhamos para o passado em que desvalorizamos tantas e pequenas coisas, e hoje descobrimos como nos fazem falta, às vezes até para lá do que as palavras conseguem exprimir. Talvez por isso tiramos destes tempos que a vida é feita de tentativas... de acertos e de erros, de esperanças com surpresas e decepções, de alegrias e tristezas, algumas vezes de sofrimentos que não valem a pena, mas que o coração insiste em esperar e sofrer... mas o que realmente importa é não desistir de viver, não desistir dos nossos sonhos e olhar para o que está à nossa volta e poder viver intensamente o melhor que a vida tem a oferecer! Tudo me parece mais enigmático do que aquilo que eu pudesse sonhar que fosse. Estamos confrontados com qualquer coisa para a qual não há espécie nenhuma de resposta, ou se há é de uma outra natureza que as pessoas têm pudor de confessar, aquilo que não pode ser dito.” (Eduardo Lourenço) 

domingo, dezembro 06, 2020

A CHALLENGE: FIGHT FOR YOUR DREAMS, AND KNOW YOU ARE ABLE!

 A CHALLENGE: FIGHT FOR YOUR DREAMS, AND KNOW YOU ARE ABLE!

We all have the perception that sometimes dreaming is very good, but our dreams should not, nor can they be left only in our imagination, but we must always be “down to earth”, as some dreams come true and others do not, like this is life! As Confucius said: “What we know, knowing that we know it. What we do not know, knowing that we do not know, that is the true knowledge. ”

 We've been thinking for days, about all the excuses we give for not doing so much. You have to think about everything we don't say waiting for the right time that may not come up again. Think about all the nons we said, when we should have said yes, and the moment comes when we can only learn that nothing in this life we ​​live is guaranteed, neither freedom, nor health nor the time we live and share our life with those and those who are most dear to us, things that we only miss when we are deprived of them.

“Despite all our faults, we need to realize that we are“ unique gems in the theater of life ”and understand that there are no successful people or failed people. What exists are people who fight for their dreams or give up on them. ”(Augusto Cury)

Now that we know, in time and in time, the rules we can count on for this Christmas and for the New Year's Eve of this singular and very extraordinary year of our lives, with the lifting of some restrictions on important days of our family experience is our convenience with those closest to us, we must responsibly, have added cautions in the coming weeks, and with a sense of community, help to control this pandemic that affects and conditions our whole life, which disturbs us and anguishes in our way of living.

As Eduardo Lourenço said: “Man is, in essence, someone who lives from dreams bigger than him.” Phrase that can be completed with that of Galileo Galilei: “You cannot teach anyone anything, but you can help people discover for themselves”.

Increasingly, both in social networks and in the press, especially foreign, we read "articles" that call our attention to the "serious problems of disinformation" - which in these times dominated by this virus, can have potentially fatal consequences. I must confess that I sometimes feel that I do not understand the country where I live, or I can also add the world now - or why there is another country or world living in a different place. It seems that we exist in different universes, as I have read elsewhere: some believe it is day while others believe that, at the same time, it is in fact night. One day we will tell the story of these pandemic times, but today we are inspired by a single vision: it is so simple to follow the rules! “Never let anyone tell you that you can't do anything. If you have a dream, you have to protect it. People who cannot do it themselves will say that they cannot do it. If you want something, go and fight for it. Full stop. ”(Quote from the film - In Search of Happiness- A film by Gabriele Muccino with Will Smith)

 UM DESAFIO: LUTE PELOS SEUS SONHOS, E SAIBA QUE É CAPAZ !

 Todos temos a percepção que, por vezes sonhar é muito bom, mas os nossos sonhos não devem, nem podem ficar só na nossa imaginação, mas devemos ter sempre os “pés no chão”, pois alguns sonhos realizam-se e outros não, assim é a vida! Como disse Confúcio: “O que sabemos, saber que o sabemos. Aquilo que não sabemos, saber que não o sabemos, eis o verdadeiro saber.”

 Há dias que ficamos a pensar, em todas as desculpas que  damos para não fazer tanta coisa. Dá que pensar em tudo o que não dizemos à espera da altura certa que pode não voltar a surgir. Dá que pensar em todos os nãos que dissemos, quando devíamos ter dito sim, e chega o momento em que apenas nos resta aprender que nada, nesta vida que vivemos é garantido, nem a liberdade, nem a saúde nem o tempo que vivemos e partilhamos a nossa vida com aqueles e aquelas que nos são mais queridos, coisas que só damos pela falta quando somos privados das mesmas.

“Apesar de todos os  nossos defeitos, precisamos de ter a percepção de  que somos “pérolas únicas no teatro da vida” e de entender que não existem pessoas de sucesso ou pessoas fracassadas. O que existe são pessoas que lutam pelos seus sonhos ou desistem deles.”(Augusto Cury)

Agora que já sabemos, a tempo e com tempo as regras com que podemos contar para este Natal e para a passagem de ano deste ano singular e bem extraordinário das nossas vidas, com o levantamento de algumas restrições em dias marcantes da nossa vivência familiar é de nossa conveniência com os que nos são mais próximos, devemos com responsabilidade, ter acrescidas cautelas nas próxima semanas, e com sentido de comunidade, ajudar a controlar esta pandemia que nos afecta e condiciona toda a nossa vida, que nos perturba e angustia no nosso modo de viver.

Como disse Eduardo Lourenço: “O homem é, por essência, alguém que vive dos sonhos maiores do que ele.” Frase que pode ser completada com a de Galileu Galilei: “Tu não podes ensinar nada a ninguém, mas podes ajudar as pessoas a descobrirem por si mesmas”.

Cada vez mais, quer nas redes socias quer na imprensa, especialmente estrangeira, lemos “artigos” que nos chamam a atenção para os “graves problemas da desinformação” – que nestes tempos dominados por este vírus, pode ter consequências potencialmente fatais. Devo confessar que por vezes sinto não entender o país onde vivo, ou também posso acrescentar já agora o mundo - ou por que razão há outro país ou mundo a viver num sítio diferente. Parece que existimos em universos distintos, como já li num lugar qualquer: uns acreditam que é dia enquanto outros acreditam que, naquela mesma hora, de facto é de noite. Um dia vamos contar a história destes tempos de pandemia, mas hoje inspira-nos uma única visão: é tão simples cumprir as regras! Nunca deixe que alguém lhe diga que não pode fazer algo. Se tem um sonho, tem que protegê-lo. As pessoas que não podem fazer por si mesmas, dirão que não consegue. Se quer alguma coisa, vá e lute por ela. Ponto final.”(Frase do filme - À Procura da Felicidade- Um filme de Gabriele Muccino com Will Smith)

sexta-feira, dezembro 04, 2020

 Nós somos a nossa vida, não temos outra!” (prof. Eduardo Lourenço)

 Somos seres de hábitos e estamos constantemente a ser confrontados com a mudança e com a transformação, o que permite simultaneamente que larguemos tudo o que já não nos serve, reinventando novas formas de ser e estar, abrindo espaço para novas ideias e oportunidades. Temos que admitir que todos temos altos e baixos na nossa vida, o que por vezes, até pode ser assustador, é por isso que alguém já disse que  “não nascemos com um "guia" de como viver e nem sabemos o caminho exacto para nos mantermos a viver a nossa vida”, ou como disse Edgar Allen Poe, que se  interrogava-se no clássico "Dream within a dream" se "Tudo aquilo que vemos ou nos parece / Nada mais é do que um sonho dentro de um sonho".

Nestes tempos que correm, temos de relembrar que no início era só mais um vírus, mas à medida que o tempo foi passando, o desconhecimento e a incerteza impregnaram as sociedades do mundo inteiro que, subitamente, nos levou a ficar em suspenso, apreensivos, cautelosos e contidos num isolamento que ditou o distanciamento daqueles que nos eram mais próximos. Nós acreditamos  que tudo acontece por uma razão e  mas ninguém disse que seria fácil, apenas “temos a promessa" que valeria a pena viver a vida .  Temos de saber e sentir que a viagem no nosso passado apenas começou. E que o futuro desse passado está confiado à nossa guarda.” ( prof. Eduardo Lourenço – Nós como futuro.)

Nestes tempos que não são os nossos “tempos” com mais ou menos convicção e força de vontade, já nos vamos habituando a um novo normal, que no nosso dia  a dia  que tem ditado novos modelos que vamos adaptando ao nosso viver, sendo certo que os  tempos que vivemos têm sido intensos na forma como “nos impingiram” o viver em  sociedade a nível global, impondo a nós todos um “ajustar de velas” para conduzir um barco numa nova direcção, apesar da turbulência da viagem e do destino ser, de certo modo ainda incerto. Tente a sua sorte! A vida é feita de oportunidades. O homem que vai mais longe é quase sempre aquele que tem coragem de arriscar.”(Dale Carnegie)

Mas como criamos novos hábitos, até de certa  de forma, na maioria dos casos, mais saudáveis, embora tenhamos que reconhecer que vivemos a meio gás, num mundo temporariamente encerrado, e apesar de tudo movemo-nos com a atenção voltada para o copo meio cheio, porque afinal de contas temos a capacidade extraordinária de, através da percepção, encontrar a chave para a concretização dos nossos desígnios, não obstante as circunstâncias limitadoras ou totalmente adversas. A questão de hoje e do amanhã é a de  como podemos aceitar estas mudanças, integrando, as novas regras, no nosso quotidiano uma nova dinâmica de relacionamento interpessoal, que já não permite o toque, o cheiro, o abraço e o  com o outros a que estávamos acostumados?   "A própria vida produz sentido sem nos pedir explicações. Não há uma determinação e um projecto concertado de atingir um tal fim ou tal objectivo, ou ter aquilo a que se costuma chamar de carreira, de correr para uma meta específica. Tenho vivido deixando-me surpreender. "(Entre Nós", Universidade Aberta, 2002- prof. Eduardo Lourenço)

segunda-feira, novembro 30, 2020

" How good to live, how good to dream.” (Charlie Brown Jr)

" How good to live, how good to dream.” (Charlie Brown Jr)

We have always had plans to set our goals in our life, goals to reach and dreams to dream and live. When, at times, we talk about what we still need to do, we know and feel that we do it with a “shine in our eyes”, and with a feeling of enormous intensity in our hearts. It will not be nonconformity for the life we ​​have, it is a desire to do better and to go further. It is a desire to double our time to do everything that "boils" within us. It is wanting to know more, do better and grow stronger. “I have all the world's dreams in me” is a phrase that defines us. When we have all the dreams in the world, it is because there is certainty that dreaming is possible at the same time to be healthy ”(Fernando Pessoa)

We have to be aware that we are going through different times and where we have to learn how to reorganize our life and how we are going to live from now on. In these times that are not "our times", perhaps the time has come to recognize what is part of us and not what we recognize in others of ourselves. After all, we always knew that mirrors only reflect what we want to see. We may not believe it, but what we see in front of us is a reflection of what we want to think about ourselves. We can have no doubt that our best dreams are those around us, those that hold us to the earth and that happen when we are awake, those that we reach and that are the reality in our daily lives, those that we embrace and embrace. they cherish and say they love us, they are the ones we have. Our best dreams are our life! As Cora Coralina said: "True courage is to go after your dreams even when everyone says they are impossible."

Suddenly we saw our freedom compromised, between doing or not doing, between going and not going, or when to go, they were decisions that were ours alone and it stopped being like that, nobody knows for how long. Perhaps because of this, it happens to everyone that every now and then, the desire to “go in search of lost time” arises in our minds, an expression called to explain the impulse that we all have from time to time, in the physical impossibility of going back in time, remedy things, amend the hand, recover what was not done in due time, chase the loss, before it's too late. Did we really do everything we could to avoid getting here? “Give us the courage to change what I can, serenity to accept what I cannot change and wisdom to understand the difference.” This well-known prayer shows quite simply how much the ability to make good judgments is valued. "They say that what we look for is a meaning for life. I think what we look for are experiences that make us feel alive." (Joseph John Campbell)

The reality is that we don't all age equally. The marks of time change according to the individual, and his genetic heritage, habits and environmental conditions. So we all have two ages: the one in the identity document or chronological age, and the one in our organism or biological age. We have to accept that there were times, when in a mirror, we saw our defects first. Today, we see our eyes. Just it. I think we understand that our soul lives there. In other words. What we no longer want to leave behind. We know that we do not live forever, but we can and must fulfill the promise to live in the best conditions. “If things are unattainable, why! There is no reason not to want them. How sad the paths would be if it weren't for the distant presence of the stars …… To live is to cherish dreams and hopes, making faith our greatest inspiration. It is looking for small things, a great reason to be happy! ” (Mário Quintana)

“Que bom viver, como é bom sonhar.”(Charlie Brown Jr)

“Que bom viver, como é bom sonhar.”(Charlie Brown Jr)

 Todos nós sempre tivemos planos para traçar no nossa vida, objectivos onde chegar e sonhos para sonhar e viver. Quando, por vezes, falamos do que nos  falta fazer, sabemos e sentimos que o fazemos  com um “brilhar no nosso  olhar”, e com um sentir de enorme intensidade no nosso  coração. Não será  inconformismo pela vida que temos , é uma vontade de fazer melhor e de chegar mais longe. É uma vontade de duplicar o nosso tempo para fazer tudo o que "fervilha "dentro de nós. É querer conhecer mais, fazer melhor e crescer mais forte. “Tenho em mim todos os sonhos do mundo” é uma frase que nos define. Quando temos todos os sonhos do mundo é porque há certeza que sonhar é possível ao mesmo tempo de ter saúde” (Fernando Pessoa)

Temos de ter a noção de que estamos a passar por tempos diferentes e onde temos de aprender a reorganizar a nossa vida e como vamos viver daqui para a frente. Nestes tempos que não são os “nossos tempos” talvez tenha chegado o momento de reconhecer o que faz parte de nós e, não pelo que reconhecemos nos outros de nós próprios. Afinal nós sempre soubemos  que os espelhos  só reflectem aquilo que nós  queremos ver. Podemos até não acreditar, mas o que vemos  à nossa frente é um reflexo do que queremos pensar sobre nós mesmo. Não podemos ter dúvidas que os nossos melhores sonhos são os que temos por perto, são aqueles que nos prendem à terra e que acontecem quando estamos acordados, aqueles que alcançamos e que são a realidade no nosso dia a dia, são aqueles que abraçamos e nos acarinham e dizem que nos amam, são aqueles que temos. Os nossos melhores sonhos são a nossa vida! Como disse Cora Coralina : A verdadeira coragem é ir atrás de seus sonhos mesmo quando todos dizem que eles são impossíveis.”

De repente vimos a nossa liberdade comprometida, entre fazer ou não fazer, entre ir e não ir, ou quando ir, eram decisões que eram apenas nossas e deixou de ser assim, ninguém sabe durante quanto tempo. Talvez por isso, acontece a todos que de volta e meia, surge na nossa mente a vontade de “ ir em busca do tempo perdido”, expressão convocada para explicar o impulso que de vez em quando todos temos de, na impossibilidade física de voltar atrás no tempo, remediar as coisas, emendar a mão, recuperar o que não se fez na devida altura, correr atrás do prejuízo, antes que seja tarde demais. Será que fizemos mesmo tudo o que se podia para evitar chegar aqui? “Dai-nos coragem para mudar o que posso, serenidade para aceitar o que não posso mudar e sabedoria para perceber a diferença.” Esta conhecida prece  mostra com bastante simplicidade o quanto a capacidade de fazer bons julgamentos é valorizada.  "Dizem que o que procuramos é um sentido para a vida. Penso que o que procuramos são experiências que nos façam sentir vivos."(Joseph John Campbell)

A realidade é que nós não envelhecemos todos por igual. As marcas do tempo mudam de acordo com o indivíduo, e sua herança genética, hábitos e condições ambientais. De modo que todos nós temos duas idades: a que está no documento de identidade ou idade cronológica, e a de nosso organismo ou idade biológica. Temos de aceitar que houve tempos, em que num espelho, vimos os nosso defeitos em primeiro lugar. Hoje, vemos os nossos olhos. Nada mais. Acho que entendemos que é neles que mora a nossa  alma. Dito de outra forma. Aquilo que não queremos mais deixar para trás. Sabemos que não vivemos eternamente, mas podemos e devemos cumprir a promessa de viver nas melhores condições. Se as coisas são inatingíveis, ora! Não é motivo para não querê-las. Que tristes seriam os caminhos se não fora a presença distante das estrelas…… Viver é acalentar sonhos e esperanças, fazendo da fé a nossa inspiração maior. É buscar nas pequenas coisas, um grande motivo para ser feliz!” ( Mário Quintana) 

sexta-feira, novembro 27, 2020


 

“Fools multiply when the wise are silent.” (Nelson Mandela)

 “Fools multiply when the wise are silent.” (Nelson Mandela)

 There is a popular saying that "things can always be better, we have the right dose of patience to know how to wait." Maybe that's why, I always associate patience with what I really want and what I like. Patience is a virtue admired by many, but that not everyone can apply in life. That's because it takes a lot of self-control to keep calm when things are bothering us or when things don't go the way we imagine. So don't let anxiety take over your life and take away our “soul” peace. All the good things that have to happen in our life, will happen at the right time, just be patient and wait. “Knowing how to wait is a virtue! To accept, without question, that each thing has a certain time to happen ... is to have Faith! ” (Quote from the film “Waiting for a miracle”)

Descending to the land and to the minutiae of our life, I think very clearly that the fight against the pandemic is not, nor can be seen as a political question, nor of the opinion of laypeople who speak and opine about everything and about anything, in a confusing cacophony, it misinforms, disuns and even becomes dangerous due to the absurd narcissistic exercise of searching for a few minutes of glory, quickly converted into the grayest irrelevance. I feel like recalling a phrase by Voltaire here: “We must judge a man more by his questions than by his answers. While the sages speak because they have something to explain; the fools speak because they like to hear their own voice! ”These“ people ”forget that there are a thousand and one measures, these policies, of support for the economy, social protection of the poorest, support for thousands of micro / small / medium-sized companies, on the best way to relaunch the economy in post COVID that these can and should be criticized! But, in these times of a “new normality” we will all be together, in solidarity, trying to do our best to get out of this struggle. This is the only possible attitude for every decent and responsible human being, with a sense of belonging to a community. The numbers will drop, the second wave will pass and we will be here to rebuild our lives. The rest is an unpleasant background noise, of mad souls on the loose, hoarse from the hysteria of their screams as ridiculous as they are irrelevant. The dark and psychotic side of so much human being that he never found the meaning of life. And you will probably never find ... and now, here is a final word for those who have more time, I suggest reading Daniel Defoe's Year of the Plague Journal, originally published in 1719. It is an impressive account of the plague that hit London in 1665. When much is discussed about the lessons we must learn from a pandemic, it may be worth reading this short passage from the introduction by João Gaspar Simões: “(…) the truth is that life, after that, started with even more vigor. , and men did not even gain moral experience from the punishment that hit them all. Dead and alive, they learned nothing from the “judgment of God” (…) that victimized their fellow citizens ”.

“Os tolos multiplicam-se quando os sábios ficam em silêncio”.(Nelson Mandela)

 “Os tolos multiplicam-se quando os sábios ficam em silêncio”.(Nelson Mandela)

 Há uma ditado popular que diz que “as coisas podem ser sempre melhores, tenhamos nós a dose certa de paciência para as saber esperar.” Talvez seja por isso, que associo sempre a paciência ao que quero muito e ao que gosto. A paciência é uma virtude admirada por muitos, mas que nem todas as pessoas conseguem aplicar na vida. Isso porque é necessário muito autocontrole para mantermos a calma nos momentos em que algo nos está incomodando ou quando as coisas não saem do jeito que imaginamos. Por isso não deixe que a ansiedade tome conta da sua vida ae nos tire a nossa paz de “alma”. Todas as coisas boas que tiverem de acontecer na nossa vida, vão acontecer na hora certa, basta ter paciência e aguardar. “Saber esperar é uma virtude! Aceitar, sem questionar, que cada coisa tem um tempo certo para acontecer… é ter Fé!” (Frase do filme “À espera de um milagre”)

Descendo à terra e às minudências da nossa vida, penso muito claramente que o combate  à pandemia não é, nem pode ser visto como uma questão política, nem de opinião de leigos que falam e opinam sobre tudo e sobre nada, numa cacofonia que confunde, desinforma, desune e chega a ser perigosa pelo absurdo exercício narcisista de procura de poucos minutos de glória, rapidamente convertidos na mais cinzenta irrelevância. Apetece-me aqui relembrar uma frase de Voltaire:” Devemos julgar um homem mais pelas suas perguntas do que pelas suas respostas. Enquanto os sábios falam porque têm alguma coisa para explicar; os tolos, falam  porque gostam de ouvir a sua própria voz!”Esquecem-se estas “gentes” que há mil e uma medidas, essas sim políticas, de apoios à economia, protecção social dos mais pobres, apoio a milhares de micro/pequenas/médias empresas, sobre a melhor forma de relançar a economia no pós COVID que essas sim podem e devem ser criticadas! Mas, nestes tempos de uma “nova normalidade” será todos juntos, de forma solidária a tentar darmos o nosso melhor para sairmos deste sufoco. Esta é a única atitude possível para todo o ser humano decente e responsável, com sentido de pertencer a uma comunidade. Os números irão baixar, a segunda vaga passará e cá estaremos para reconstruir as nossas vidas. O resto é um ruido de fundo desagradável, de almas loucas à solta, roucas pela histeria dos seus gritos tão ridículos como irrelevantes. O lado negro e psicótico de tanto ser humano que nunca encontrou o sentido da vida. E provavelmente nunca encontrará... e agora , aqui fica uma palavra final para quem tiver mais tempo, sugiro a leitura do Diário do Ano da Peste, de Daniel Defoe, publicado originalmente em 1719. É um relato impressionante da peste que assolou Londres em 1665. Quando muito se discute sobre as lições que devemos tirar de uma pandemia, talvez valha a pena ler esta curta passagem da introdução de João Gaspar Simões:“(…) o certo é que a vida, depois disso, recomeçou com mais pujança ainda, e os homens nem sequer ganharam experiência moral com o castigo que a todos atingiu. Mortos e vivos não aprenderam nada com o “julgamento de Deus” (…) que vitimou os seus concidadãos”.

quarta-feira, novembro 25, 2020

In the midst of chaos there is always an opportunity" (Sun Tzu)

 In the midst of chaos there is always an opportunity" (Sun Tzu)

 We live in these times a “new normality”, in a race against time, patience and anxiety, which forced us and obliges everyone to reinvent ourselves… .nothing remains or has remained the same. Will we ever be able to be together again, sit at the table, give hugs or even scream without the sound being muffled by a mask? Or is it that on the contrary is the story of everything that stays with us for the rest of our lives, and that it will not be locked in a drawer, but that will help us understand where we came from and where we are going? As Confucius said in this sentence. ”Humility is the only solid foundation of all virtues. Not correcting our faults is the same as making new mistakes. The greatest glory is not to stand, but to get up each time you fall. “What really matters in our life is not the way we live, but the way we feel about everything we live in these times “a new normality”, being that as experienced as we are or become, we will never be fully prepared to face unexpected or unprecedented things, although all of us, to a greater or lesser degree, have skills and have accumulated experiences throughout our lives . For all these reasons, we must be aware that wisdom is something more advanced and, therefore, we never know too much, we are never fully ready, there will always be something more to learn, and in these times nothing better than to remember this phrase from Confucius. “The experience is a flashlight hanging from the back that only illuminates the path already taken.”

The way we see things directly influences our lives, after all our eyes are the mirror of our soul! There are times when there are no words that can express what a look can say in just a second, but we deserve to pursue our dreams, in this life that is not easy, it is essential to find the strength to be able to overcome the “confinements”, and then , after we survive we live again, and for that reason, we need more and more reasons why, when we look at a glass and only see it halfway through, we have the conviction that it is half full and not half empty. As the general director of the general health directorate said a few days ago, “the virus has shaped our lives in recent months, it is time for us to shape the dynamics of the virus.” This is one of the characters I like to remember, because it reinforces our faith in a better future and that, the fight is not yet halfway through, that giving up is not an option! There is a right time not to doubt the voice that insists on telling you that the path only appears when we start walking, to get up, to try, to move forward and to start over. “True intelligence works silently. Calm is where creativity and problem solving are found. ”(Eckhart Tolle)

"No meio do caos há sempre uma oportunidade"(Sun Tzu)

 "No meio do caos há sempre uma oportunidade"(Sun Tzu)

 Vivemos nestes tempos uma “uma nova normalidade”, numa corrida contra o tempo, a paciência e a ansiedade, que nos obrigou e obriga a todos a reinventarmo-nos….nada fica ou ficou igual. Será que algum dia vamos poder voltar a estar juntos, a sentarmo-nos à mesa, a dar abraços ou até gritar sem que o som seja abafado por uma máscara? Ou será que pelo contrário fica a história de tudo o que fica connosco para o resto da vida e, que não irá ficar fechado numa gaveta, mas que nos irá ajudar a perceber de onde vimos e para onde vamos? Como disse nesta frase Confúcio. A humildade é a única base sólida de todas as virtudes. Não corrigir as nossas faltas é o mesmo que cometer novos erros. A maior glória não é ficar de pé, mas levantar-se cada vez que se cai.“  O que realmente importa na nossa vida, não é o modo como vivemos, mas  o modo como nos sentimos em relação a tudo o que vivemos nestes tempos de “uma nova normalidade”, sendo que por mais experientes que sejamos ou nos tornemos, nunca estaremos totalmente preparados para enfrentar coisas inesperadas ou inéditas, embora todos nós, em maior ou menor grau, possuímos competências e conseguimos acumular experiências ao longo da nossa vida. Por todas estas razões, devemos ter a consciência de que a sabedoria é algo mais avançado e , por isso  nunca sabemos em demasia, nunca estamos totalmente prontos, sempre haverá algo mais a aprender, e nestes tempos nada melhor que a este propósito, relembrar esta frase de Confúcio. “A experiência é uma lanterna dependurada nas costas que apenas ilumina o caminho já percorrido.”

O nosso modo de ver as coisas influencia directamente nas nossas vidas, afinal os nossos olhos são o espelho da nossa alma! Há momentos que não existem palavras que possam expressar aquilo que um olhar pode dizer em apenas um segundo, mas nós merecemos perseguir os nossos sonhos, nesta vida que não está fácil, sendo essencial encontrar forças para podermos superar os “confinamentos”, e a seguir, depois de sobrevivermos voltarmos a viver, e  por isso, precisamos cada vez mais, de motivos para que, quando olharmos para um copo e só o virmos  a meio, termos a convicção de que está meio cheio e não meio vazio. Como disse há dias a senhora directora geral da direcção geral de saúde, o vírus tem moldado as nossas vidas nos últimos meses, está na hora de sermos nós a moldar a dinâmica do vírus.” Esta é uma das  personagens que gosto de recordar, porque nos reforça a fé num futuro melhor e que, a luta ainda não vai a meio, que desistir não é opção! Há um tempo certo para não duvidares da voz que insiste em dizer-te que o caminho só aparece quando começamos a caminhar, para levantar, para tentar, para avançar e para recomeçar.“A verdadeira inteligência actua silenciosamente. A calma é o lugar onde a criatividade e a solução dos problemas são encontrados.”(Eckhart Tolle)

segunda-feira, novembro 23, 2020

 Usar máscara não é "medo" ou "fraqueza", é "respeito pelos outros".

“Em entrevista ao The Guardian, um dos porta-vozes da agência de turismo de Berlim disse que a intenção era usar o humor típico dos berlinenses para passar uma mensagem clara sobre a importância das medidas de protecção. “Usamos uma linguagem adequada ao carácter de Berlim, enfatizando a dramática situação de pandemia. Conseguimos!!!”  É isso mesmo deixar-nos de “paninhos quentes”…”criminosos á solta exigem medidas de excepção…não era só uma sanção pecuniária , a todos aqueles que não querem usar máscara, era também o direito a perderem os subsídios que eventualmente estão a receber!!..vivemos num estado de direito, quem não quer cumprir as normas legais põe em causa a vida em sociedade. Usar máscara não é "medo" ou "fraqueza", é "respeito pelos outros". Portugal e os portugueses só podem ser bem-sucedidos se as pessoas se protegerem pensando no bem dos outros.  O  estado de emergência deve ser encarado pelos portugueses com a mesma responsabilidade que fez deles “um exemplo” até aqui.

O sucesso das medidas está dependente de as encararmos não como um comportamento individual, mas antes como um comportamento colectivo. Temos de perceber que se todos nós fizermos o que nos apetece o resultado não vai ser bom. Por isso, devemos permanecer em casa grande parte do tempo e adoptar uma série de comportamentos novos quando saímos, não porque estejamos com medo, mas por respeito para com os outros.“Para o triunfo do mal só é preciso que os bons homens não façam nada.”(Edmund Burke)

  

sábado, novembro 21, 2020

"Nada vai embora até que tenha nos ensinado, o que precisamos saber!" (Pema Chödrön)

A experiência porque estamos a passar, irá constar em livros de História, certamente como uma das grandes adversidades que a Humanidade teve de superar, estes tempos estão a mudar-nos e obriga-nos a ter de colocar muitas das coisas que tínhamos por certas em perspectiva e, força-nos a reflectir sobre uma invulnerabilidade  que desconhecíamos e, que nos leva a viver a vida nestes dias “escuros” à espera que um amanhã nos devolva a leveza do ser com que, afinal, vivíamos. Será que sairemos mais fortes deste traumática experiência que todos estamos a passar? Mas devemos ter consciência que a “a nossa vida não é como um rascunho, a gente não pode simplesmente amassar o papel e começar tudo novamente.”(Milan Kundera)

Todos temos de admitir que há certos momentos da nossa vida que a ansiedade faz-nos sentir um nó na garganta a cada momento em que, temos a percepção que nos está a ser dado uma nova fase, eu diria até oportunidade, de viver a nossa  vida.  Por vezes, ao não conseguir explicar o que não conseguimos controlar, coisas que nos parecem tão simples – o porquê de jovens não quererem usar uma máscara? -  o que me faz sempre pensar nos piores cenários, pois sendo uma das prioridades não se percebe que não somos ninguém e pensar que isso não está certo e que tal comportamento caminha para um momento desastroso que irá acontecer,  e nada melhor que  relembrar-me de uma frase de Albert Einstein: ”Só há duas maneiras de viver a vida: a primeira é vivê-la como se os milagres não existissem. A segunda é vivê-la como se tudo fosse milagre.”

Sentimos que há um vazio que nem sabíamos que cá estava e que nos leva a pensar, que nestes tempos que não são os nossos que a vida se está a “desfazer-se”, que a cada dia ela se afasta mais e mais, que nos veio trazer a incerteza e mostrar que não temos garantia de nada, o que apesar de sentirmos  o medo do agora, do amanhã, temos de  reconhecer os nossos limites. Mas nunca duvidemos das nossas capacidades. Não desistimos de viver a vida!  “ A vida não é fácil para nenhum de nós. Temos que ter persistência e, acima de tudo, confiança em nós mesmos.” (Marie Curie)