terça-feira, outubro 20, 2020

“Viver é enfrentar um problema atrás do outro. O modo como se encara é que faz a diferença.”(Benjamin Franklin)


“Viver é enfrentar um problema atrás do outro. O modo como se encara é que faz a diferença
.”(Benjamin Franklin)

 Não percebemos e custa-nos a aceitar, que as medidas de combate a este “desconhecido vírus” que MATA AS  PESSOAS, estejam a ser discutidas na praça pública, numa autêntica “chicana política”, como se houvesse nesta matéria medidas de “esquerda” ou de “direita”. Um dos grandes erros, segundo o meu ponto de vista,  perante este fenómeno global com o qual o mundo Ocidental não consegue até hoje lidar, são os  governos considerarem-se responsáveis pelo aumento do número de contágios, internamentos e até as mortes, a que saliento um outro segundo erro que é o deixar criar a convicção de que o problema do dinheiro não existe. Ou seja, o que fica para os destinatários destas mensagens explícitas ou subliminares é de que tudo não passa de um problema de competência de quem manda!!!. “Enquanto houver perguntas sem respostas continuarei sonhando com o futuro do meu jeito, ou enquanto houver perguntas sem respostas continuarei fazendo o meu futuro do jeito que sonhei.”(anónimo)

Não nos podemos me sentir como se "o governo nos estivesse a controlar". Eu sinto-me como um adulto que contribui para a segurança da nossa sociedade e quero ensinar, dentro das minhas possibilidades de meios e recursos, da mesma forma aos outros. Se todos pudéssemos viver com um pouco mais de atenção aos outros, o mundo seria um lugar melhor. Nesta frase atribuída ao Dalai Lama encerra muito, ou quase tudo que devemos reflectir:” Só existem dois dias no ano que nada pode ser feito. Um se chama ONTEM e o outro se chama AMANHÃ, portanto HOJE é o dia certo para amar, acreditar, fazer e principalmente viver.”

Chegados aqui talvez pareça que “só estou” interessado na defesa do Governo? A resposta é simples. Estes comportamentos levam a uma ”derrota” e eu já não tenho condições psicológicas para voltar a suportar um governo como o que tivemos entre 2011 e 2015, dos chamados neoliberais, com todas as privações que isso implicou, em especial para os idosos, nem para assistir ao imenso cortejo de adesões caninas, por covardia ou convicção, num comportamento como “baratas tontas”, que a aparente, mas falsa voz forte, “autoritária e austeritária” desses “pseudos políticos” fará crescer à sua volta, principalmente entre aqueles que agora mais protestam, e que ficaram em silêncio, quando deveriam protestar, numa transformação “ de homens em covardes”. “Têm-se manifestado muitas e poderosas atitudes manipuladoras, populistas e interesseiras, sem remorso de usar e manipular o sofrimento, o desconcerto e a desorientação para daí tirar dividendos políticos (...) Esse é o monstro de que nos fala o quadro do Apocalipse".(D.José Ornelas, presidente da Conferência Episcopal no domingo passado)

 

domingo, outubro 18, 2020

" A man who doesn't eat his dreams, gets old early.

" A man who doesn't eat his dreams, gets old early." (WilliamShakespeare)

I don't know if it is cultural or not, or if we are not a country used to great deeds, not least because we have a press that only “opines” about what is negative, or if it will be something else, but I notice in the Portuguese a curious inclination to look for great meaning in things that are not that great. As Maya Angelou said, a civil rights activist who summed up her constant aim of struggle and claim: “My mission in life is not just to survive, but to prosper; do it with a certain passion, a certain compassion, a little humor and a little style ”.

It is really strange that many of us are so irritated with our elders when we all get older, every day. What it looks like is that we don't have the “stomach” to see our future “me”…. for those who get there! But if we look at the new reality, we need not be so scared, because it seems to me that it is enough for us to have the feeling of not being so obsessed with age - all interviews with celebrities talk about age - but, in In fact, our chronological age - the number of years we live - has less and less to do with our biological age - how healthy and energetic we are. It is not old age that is getting longer, it is middle age. And we need to be much, much more ambitious about what it means in our lives. ” How old would we be if we didn't know how old we are? (Confucius)

Thankfully, there are things that sometimes hurt, and not only in these times of great risks and uncertainties, without them we would have no way of identifying the problems. It is the pain that makes us go to the doctor and, so often, diagnose an illness in time to be cured. It is the pain that shows us that that relationship is no longer for us. It is the pain that makes us want to change careers. It is the pain that makes us switch to healthier habits. And it is when we embrace it and accept that it starts to hurt less. Deep down, the goal of pain was never to make us suffer, but to free us from suffering. “And let me tell you something that is very close to my heart: take the opportunity to share and enjoy a good“ face to face ”with everyone, but especially with your grandparents, with the elderly in your community. Perhaps some of you have heard me say it, but I think it is an antidote against all those who want to lock you up in the present, drowning you and suffocating you with the pressures and demands of supposed happiness, where the world seems to be end and everything must be done and lived immediately. Over time, this generates a lot of anxiety, dissatisfaction and resignation. Friends, spend time with your elders, with your elders; listen to their long stories, which sometimes seem fanciful, but in reality they are full of precious experience, eloquent symbols and hidden wisdom that must be discovered and valued. These are the stories that take time. (cf. Francis, Exort. post-synodal Christus vivit, 195).

“Um homem que não se alimenta de seus sonhos, envelhece cedo.” (WilliamShakespeare)

“Um homem que não se alimenta de seus sonhos, envelhece cedo.” (WilliamShakespeare)

 Não sei se é ou não cultural ou se é de não sermos um país habituado a grandes feitos, até porque temos uma imprensa que apenas “opina” sobre o que é negativo, ou  se será de outra coisa qualquer, mas noto nos portugueses uma curiosa inclinação para procurar grandes significados em coisas que não são assim tão grandes. Como disse Maya Angelou activista dos direitos civis que resumiu seu objectivo constante de luta e reivindicação: “A minha missão na vida não é apenas sobreviver, mas prosperar; faça isso com uma certa paixão, uma certa compaixão, um pouco de humor e um pouco de estilo ”.

Não deixa de ser realmente estranho que muitos de nós se irritem tanto com os mais velhos quando todos envelhecemos, todos os dias. O que parece  é que não temos “estômago” para ver o nosso futuro “eu”…. para aqueles que lá chegam! Mas se olharmos para a nova realidade, não precisamos de assustar-nos assim tanto, pois parece-me que para tanto basta-nos ter a sensação de não ser tão obcecados pela idade - todas as entrevistas a celebridades falam da idade - mas, na verdade, a nossa idade cronológica - o número de anos que vivemos - tem cada vez menos relação com nossa idade biológica - quão saudáveis e enérgicos somos. Não é a velhice que está a ficar mais longa, é a meia-idade. E precisamos ser muito, muito mais ambiciosos sobre o que isso significa nas nossas vidas.” Qual seria a nossa idade se não soubéssemos quantos anos temos? (Confúcio)

Ainda bem que há coisas que, por vezes, doem, e não só nestes tempos de grandes riscos e incertezas, sem elas não teríamos forma de identificar os problemas. É a dor que nos faz ir ao médico e, tantas vezes, diagnosticar uma doença a tempo de ser curada. É a dor que nos mostra que aquela relação já não é para nós. É a dor que nos faz querer mudar de carreira. É a dor que nos faz mudar para hábitos mais saudáveis. E é quando a abraçamos e aceitamos que ela começa a doer menos. No fundo, o objectivo da dor nunca foi fazer-nos sofrer, mas sim libertar-nos do sofrimento. “E deixai que vos diga uma coisa que me está muito a peito: aproveitai a oportunidade de partilhar e gozar de um bom «face a face» com todos, mas sobretudo com os vossos avós, com os idosos da vossa comunidade. Talvez algum de vós já me tenha ouvido dizê-lo, mas penso que é um antídoto contra todos aqueles que vos querem encerrar no presente, afogando-vos e sufocando-vos com pressões e exigências duma suposta felicidade, onde parece que o mundo está para acabar e é preciso fazer e viver tudo imediatamente. Com o passar do tempo, isto gera muita ansiedade, insatisfação e resignação. Amigos, passai tempo com os vossos idosos, com os vossos anciãos; escutai as suas longas histórias, que às vezes parecem fantasiosas, mas na realidade estão cheias duma preciosa experiência, de símbolos eloquentes e sabedoria escondida que é preciso descobrir e valorizar. São estas histórias que requerem tempo. (cf. Francisco, Exort. ap. pós-sinodal Christus vivit, 195).

quarta-feira, outubro 14, 2020

“Freedom begins where ignorance ends.” (Victor Hugo)

 “Freedom begins where ignorance ends.” (Victor Hugo)

As Alexis de Tocqueville said: "Nothing is as wonderful as the art of being free, but nothing is more difficult to learn to use than freedom." It is, perhaps because of this, that there are always those who confuse “democracy” with “debauchery”.

First of all, it is necessary to bear in mind that in order to live well in the community, we must, necessarily, govern ourselves according to certain rules. Thus, it is as important to respect the freedom of others as our own freedom, in short it is important that each individual respects the freedom of others so that theirs are equally respected. In addition, each one has to impose limits on their own actions so that it is possible to live in community. As is commonly said through the famous phrase "The freedom of each ends where the freedom of the other begins", which is attributed by many people to the English philosopher Herbert Spencer, indicates that true freedom respects others, and their rights.

We have to conclude that if in our rule of law, there are many so-called "citizens" who understand that they have only gained rights and have failed to know what their duties and responsibilities were. We feel that respect for old values ​​has been lost, which have been replaced by others that in no way endorse human beings. We gained in ambition what we lost in respect for the other, and “freedom with debauchery” is confused. This act that was performed by one or more energumes in a pure act of debauchery, and as someone said, it becomes "horrible to have to breathe the same air that these energies are soiling". As Winston Churchill said, “Nobody wants democracy to be perfect or flawless. Democracy has been said to be the worst form of government, except for all other forms that have been tried from time to time. ”

But those who act with this debauchery, reveal that they do not care about the consequences that their behavior can have, and it is the result of a wrong use of freedom, because it demonstrates irresponsibility. For this “mob”, “democracy is the art of managing the circus from the monkey cage.” (H. L. Mencken)

 In this regard I will also turn to the Bible, more specifically in 1 Corinthians 6:12, the apostle Paul says: "Everything is permitted to me, but not everything is suitable. Everything is permitted to me, but I will not be dominated by anything." This passage reveals that we have the capacity to do many things, but that not everything we can do should be done, because our actions have consequences. "If a picture is worth a thousand words, then say it with a picture", was a phrase by the great comedian Millôr Fernandes and which I leave here portrayed. Dumping debris directly derived from the works, such as bricks, pieces of cement and wood etc. into a private land, is an environmental crime that continues to make up for it and most prevaricators escape the law, although there are even drones to detect these criminals today .I just have to know who was or were, because as soon as possible I will take charge of sending all this garbage to your door!

 “A liberdade começa onde acaba a ignorância.”(Victor Hugo)

 



Como afirmou Alexis de Tocqueville: ”Nada é tão maravilhoso que a arte de ser livre, mas nada é mais difícil de aprender a usar do que a liberdade.” É, talvez por isso que há sempre quem confunda “democracia” com “libertinagem”.

Antes de mais, é necessário ter em conta que para viver bem em comunidade temos, obrigatoriamente, que nos reger segundo determinadas regras. Assim, torna-se tão importante o respeito pela liberdade dos outros como a nossa própria liberdade, em resumo é importante que cada indivíduo respeite a liberdade alheia para que a sua seja igualmente respeitada. Para além disso, cada um tem de impor limites às suas próprias acções para que seja possível viver em comunidade. Como se diz vulgarmente através da famosa frase "A liberdade de cada um termina onde começa a liberdade do outro" que é atribuída por muitas pessoas ao filósofo inglês Herbert Spencer, indica que a verdadeira liberdade respeita o próximo, e o seus  direitos.

Temos que concluir que se no nosso estado de direito, há muitos ditos “cidadãos” que entende que apenas ganhou direitos e deixou de saber quais  eram os seus deveres e as suas responsabilidades. Sentimos que se perdeu o respeito pelos velhos valores, que foram sendo substituídos por outros que em nada abonam o ser humano. Ganhámos em ambição o que perdemos em respeito pelo outro, e confunde-se “liberdade com libertinagem”. Este acto que foi praticado por um ou mais energumes num puro acto de libertinagem, e como disse alguém torna-se “horrível termos de respirar o mesmo ar que estes energumes vão conspurcando”. Como disse Winston Churchill “Ninguém pretende que a democracia seja perfeita ou sem defeito. Tem-se dito que a democracia é a pior forma de governo, salvo todas as demais formas que têm sido experimentadas de tempos em tempos.”

Mas quem age com esta libertinagem, revela não se importar com as consequências que o seu comportamento pode ter, e é fruto de um uso errado da liberdade, porque demonstra irresponsabilidade. Para esta “gentalha” a  democracia é a arte de, da gaiola dos macacos, gerir o circo.”(H. L.Mencken)

 A este propósito vou também recorrer à Bíblia, mais concretamente em 1 Coríntios 6:12, o apóstolo Paulo afirma: "Tudo me é permitido, mas nem tudo convém. Tudo me é permitido, mas eu não me deixarei dominar por coisa alguma." Esta passagem revela que nós temos a capacidade de fazer muitas coisas, mas que nem tudo o que podemos fazer deve ser feito, porque as nossas acções têm consequências. “Se uma imagem vale mais que mil palavras, então diga isso com uma imagem”, foi uma frase do grande humorista Millôr Fernandes e que aqui deixo retratada. Despejar entulhos directamente derivados das obras, como tijolos, pedaços de cimento e madeiras etc num terreno privado, é um crime ambiental que continua a compensar e a maioria dos prevaricadores que escapa às malhas da lei, apesar de actualmente até haver drones para detectar estes crinminosos.Apenas me resta saber quem foi ou foram, pois assim que tal seja possível me encarregarei de enviar para a sua porta todo este lixo!

segunda-feira, outubro 12, 2020

“If we can dream, we can also make our dreams come true.” (Tom Fitzgerald)

 “If we can dream, we can also make our dreams come true.” (Tom Fitzgerald)

 We live in times when an animal, so small that it cannot even be dazzled by the most powerful of human optics, alone challenges each and every one of our lives, at the same time that millions of euros are proclaimed in an unpayable cadence "Predictable and desired cure". There is only one problem that remains in this utopia: successes are dreams that are only shown in sleep, that is while we sleep, a time when nothing can be done! In reality, no one knows their destiny and no one can guarantee us what the future will be, and therefore we have an effort to know our past and vibrate with our present. In Epicurus' words: "Happy people remember the past with gratitude, rejoice in the present and face the future without fear."

All of us at certain times in our lives have the illusion that well-being was something that came from the outside in. We believed that first we needed to shape the exterior, to our beautiful pleasure, and then, yes, then, live the ultimate and eternal happiness! Quickly, life took charge of showing us that it was not so. There are millions of factors that we do not control, nor do we have to control. All we have left is to change what depends on ourselves: our attitude, our outlook and our choices. It is not for us to decide what is best for others, not least because we do not even have the capacity to do so. “It's really good to go to the fight with determination, embrace life with passion, lose with class and win boldly, because the world belongs to those who dare and life is too short, to be insignificant”. (Charlie Chaplin)

In our way of life there is a “societal” pressure to “be someone” that so often does not match who we really are. We suffer, fight and make unnecessary sacrifices, until we realize that it is not there. At that moment, if we know how to accept, take the time it takes, it will certainly hurt less, because "accepting" is often placed in the same bag as "conformism" and "apathy". All of this leads us to have the “impression” that we live in the era of “hitting a fist”, entrepreneurship and productivity, in which “giving up is for the weak”, and we feel that sometimes they want us to be overly ambitious, there, bordering on greed, they tell us that we have to be leaders and be able to inspire others. But we all know or we have to be aware, sooner or later that this is not always better. “We have all had difficult experiences. This is part of our journey through Earth. There are things that leave marks very difficult to overcome. There is only one way to get rid of bitter experiences: to live in the present. Always enjoy now. As the famous phrase immortalized by hippies says: "Today is the first day of the rest of my life". (Paulo Coelho)

 “Se podemos sonhar, também podemos tornar nossos sonhos realidade.”(Tom Fitzgerald)

 


Vivemos tempos em que um bicho, de tão pequeno que não pode sequer ser deslumbrado pela mais potente das ópticas humanas, desafia sozinho todas e cada uma das nossas vidas, ao mesmo tempo que são enunciadas, em cadência impagável, milhões de euros na aquisição da “previsível e desejada cura”. Há só um problema que subsiste nesta utopia: os sucessos são sonhos que só se mostram nos sonos, isto é  enquanto dormimos, tempo em que nada pode ser feito! Na realidade ninguém conhece o seu destino e ninguém nos pode garantir qual vai ser o futuro, e assim sendo resta-nos um esforço para conhecer o nosso passado e vibrar com o nosso presente. No dizer de Epicuro:” As pessoas felizes lembram o passado com gratidão, alegram-se com o presente e encaram o futuro sem medo.”

Todos nós em certos momentos da nossa vida temos a  ilusão de que o bem-estar era algo que vinha de fora para dentro. Acreditávamos que primeiro precisávamos de moldar o exterior, ao nosso belo prazer, para depois, aí sim, vivermos a derradeira e eterna felicidade! Rapidamente a vida encarregou-se de nos mostrar que não era bem assim. Há milhões de factores que nós não controlamos, nem temos de controlar. Tudo o que nos resta é mudarmos o que depende de nós próprios: a nossa atitude, o nosso olhar e as nossas escolhas. Não nos cabe decidir o que é melhor para os outros, até porque nem temos capacidades para tal. “Bom mesmo é ir à luta com determinação, abraçar a vida com paixão, perder com classe e vencer com ousadia, porque o mundo pertence a quem se atreve e a vida é muito curta, para ser insignificante”.( Charlie Chaplin)

No nosso modo de vida há  uma pressão “societária” para “ser alguém” que tantas vezes não condiz com quem realmente somos .Sofremos, lutamos e fazemos sacrifícios desnecessários, até que percebemos que não é por ali. Nesse instante, se soubermos aceitar, leve o tempo que levar, certamente que irá doer menos, porque o  “aceitar” é muitas vezes colocado no mesmo saco do “conformismo” e da “apatia”. Tudo isso leva-nos a ter a “impressão” que vivemos na era do “bater punho”, do empreendorismo e da produtividade, em que “desistir é para os fracos”, e sentimos que por vezes, querem que  todos sejamos excessivamente ambiciosos, ali a roçar a ganância, dizem-nos que temos de ser líderes e conseguir inspirar os outros. Mas todos sabemos ou temos de ter a consciência, mais tarde ou mais cedo que nem sempre isto é melhor. “Todos já tivemos experiências difíceis. Isto faz parte de nossa passagem pela Terra. Existem coisas que deixam marcas muito difíceis de superar. Só existe uma maneira de nos livrarmos das experiências amargas: viver o presente. Aproveite sempre o agora. Como diz a célebre frase imortalizada pelos hippies: "Hoje é o primeiro dia do resto da minha Vida". (Paulo Coelho)

domingo, outubro 11, 2020

“Vivo sempre no presente. O futuro, não o conheço. O passado, já o não tenho.” Fernando Pessoa


“Vivo sempre no presente. O futuro, não o conheço. O passado, já o não tenho.”
Fernando Pessoa

Vivemos o dia-a-dia numa que, pensamos ser sempre boa e atarefada corrida! Possivelmente agora menos acelerada devido à pandemia que nos imobilizou em muitas das nossas apressadas responsabilidades! Mas, nesta corrida do dia-a-dia, mais ou menos acelerada, certamente todos devíamos reservar alguns minutos para pensar, sendo certo que, no geral, temos a noção que toda a importância é dada à vida…..que nada mais é que um conjunto de gestos e gritos, uma certa ordenação de impulsos e desejos, um equilíbrio do sim e do não, um movimento de paixão que não precisa de comentários. “Há encontros na vida em que a verdade e a simplicidade são o melhor artifício do mundo.”(Jean de la Bruyere)

 Por outro lado, há estudos que confirmam que a felicidade aumenta a esperança média de vida. Neste contexto, já o sábio Aristóteles na sua obra Ética a Nicómaco nos diz que “a felicidade é como o bem supremo que pode ser obtido através da acção humana.” Devemos ter a percepção de que os erros e arrependimentos partem de nós, e das escolhas que fazemos. Se algo ou alguém nos desilude, somos nós que escolhemos colocar expectativas nisso. Nos momentos em que nos sentimos que algo injusto nos acontece, é justo que assim que seja, mas a vida continua a não nos dever absolutamente nada. “Verificamos que, na prática, se somos incapazes de nos comunicar com os outros, se não conseguimos ao menos imaginar o impacto potencial de nossas acções sobre os outros, não temos meios de distinguir entre certo e errado, entre o que é correto e o que não é, entre o que é prejudicial e o que não é.” (Dalai-Lama).

Todos nós nos consideramos seres sábios e somos seres de relações. Somos humanos e a nossa felicidade depende muito das relações que estabelecemos ao longo da vida. Criar e estabelecer boas relações com as pessoas que nos rodeiam são excelentes preditores de uma vida longa e feliz.  Portanto, a receita é simples. Na boa e atarefada corrida da vida, procure estabelecer boas relações com a sua família, com os seus amigos e demais pessoas com que se cruza… e preserve essas relações! Elas ajudarão a preservar a sua saúde e serão certamente prelúdios de uma vida longa, mais saudável (pelo menos mentalmente) e feliz! “O segredo da saúde mental e corporal está em não se lamentar pelo passado, não se preocupar com o futuro, nem se adiantar aos problemas, mas viver sabia e seriamente o presente.”(Buda)

quinta-feira, outubro 08, 2020

“Vivemos num tempo de meios perfeitos e de fins confusos.”(Albert Einstein)

 “Vivemos num tempo de meios perfeitos e de fins confusos.”(Albert Einstein)

Nem sempre temos a noção que toda a nossa vida é feita de momentos. Momentos que todos temos que passar, sendo bons ou menos bons, para a nossa próprio aprendizagem, e nunca devemos esquecer o mais importante: Nada nesta vida acontece por acaso, pois tudo tem um motivo e uma solução. Mas absolutamente nada, pois tudo na vida tem um propósito. É por isso,  que temos que nos preocupar em fazer a nossa parte, da melhor forma possível.  A vida nem sempre segue a nossa vontade, mas ela é perfeita naquilo que tem que ser.” Embora nós não entendamos. Nada acontece por acaso, no fundo as coisas têm os seus planos secretos.”(Carlos Ruiz Zafón)

Entre muitos e avisados conselhos, Maquiavel ensinou, nomeadamente, que o maus acontecimentos devem acontecer de uma vez só, enquanto os bons são para acontecerem aos bocadinhos. Nestes tempos em que tudo temos de tentar fazer para nos adaptar a um novo e diferente modelo de viver a vida, temos de ter consciência que o desafio é admitir que temos medo, suficiente para aderirmos às medidas de protecção, mas sem se tornar obsessivo ou até paralisante, porque a vida não pára, temos é de saber viver com inteligência e, sem correr riscos desnecessários, sendo necessário manter bem os pés na realidade, pois a desinformação que nos rodeia causa um maior sofrimento. "Todo conhecimento é interessante para um homem sábio, e o conhecimento da natureza é interessante para todos os homens."( Matthew Arnold)

Também admito que cresci, como muitos de nós, com essa ingénua crença de que o mundo devia ser como nós achávamos que devia ser e, quando as coisas não eram como queria tentava sempre replicar, o que me levou a criar um “ retracto  mental daquilo que, teoricamente seria o mundo ideal”, e é nesse sentido que a tolerância da incerteza, tem a ver com a capacidade de sentir que aconteça o que acontecer, tudo vai ficar bem, porque há uma mão que nos ampara por dentro. “Os momentos especiais de hoje, são as memórias de amanhã.”(Aladdin)

 Entretanto, todos temos de crescer e ver as coisas como elas são e não como nós gostávamos que elas fossem, e de um modo geral somos levados a considerar como uma excelente estratégia para preservarmos a nossa saúde mental e enriquecer a nossa felicidade de viver, que é não só criar, mas também manter boas relações ao longo da vida ,e  como beneficio aumentar a nossa esperança média de vida! Existem coisas piores que estar sozinho (o pior é sentir-se sozinho!), mas geralmente leva décadas para entender isso e quase sempre quando entendemos é tarde demais. E não há nada pior que só venhamos a compreender as coisas  tarde demais! “Neste mundo nada pode ser dado como certo, à excepção da morte e dos impostos…..A tragédia da vida é que ficamos velhos cedo demais. E sábios tarde demais.” (Benjamin Franklin)

domingo, outubro 04, 2020

Dedica-se a esperar o futuro apenas quem não sabe viver o presente”.(Sêneca)

 Dedica-se a esperar o futuro apenas quem não sabe viver o presente”.(Sêneca)

 Todos nós gostamos, em determinados momentos da nossa vida, de nos apegar a expectativas, opiniões e idealismos que nem sempre estão de acordo com a realidade que nos rodeia, e quando não conseguimos atingir esses objectivos ficamos de certo modo desiludidos ou até entramos naquela “fase de viver em negação, já dizia  Jean-Jacques Rousseau, que  tudo crer é de um ingénuo. Tudo negar é de um tolo.

É interessante observar como, ao desistir de que as coisas sejam, como se costuma dizer, mesmo ao “nosso jeito", começamos a ver oportunidades que não víamos antes. Há uma  busca de um equilíbrio entre os atributos ideais que perseguimos e as probabilidades reais de consegui-los, é uma tarefa determinante no momento de “criarmos uma imagem que cada um tem de si mesmo. Como disse Dale Carnegie: “A vida é feita de oportunidades. O homem que vai mais longe é quase sempre aquele que tem coragem de arriscar.” Talvez assim seja e em vez de lutarmos para termos razão e tentar provar que a verdade está do nosso lado, a alternativa seja seguir pelos caminhos de menor resistência. O importante é focarmo-nos nos  resultados que realmente desejamos, encontrarmos saídas alternativas em vez de perder tempo e energia resistindo a algo que não podemos mudar. Não há segredo, nem mistério, há sim, uma força além do normal, um estado de confiança que ultrapassa as dificuldades, pois quem espera que a vida seja feita de pétalas, acaba se picando no primeiro espinho, e a sagrar desiste, chora e lamenta.” Quem quiser levar a rosa para sua vida, terá de saber que com elas vão inúmeros espinhos. Não se preocupe, a beleza da rosa vale o incómodo dos espinhos…”(Padre Fábio de Melo)

 Temos que ter por principio de que a persistência realiza o impossível e, por isso temos de  seguir os caminhos que traçamos, sabendo que qualquer montanha tem duas faces, e que, logo depois de uma difícil e cansativa subida vem a descida, e se está muito calor, logo vem a chuva, e depois do longo inverno, a primavera traz o renascer. A vida nas suas circunstâncias e singularidade, as preocupações do dia a dia, a velhice a espiritualidade, e o não confundir o ser-se feliz, com o estar-se feliz! E, tenha sempre presente aquela famosa frase: ”Insista, persista mas nunca desista, porque um dia conquista!” Talvez assim não seja tão simples, mas não perdemos nada em tentar…!

“A RETER: (GRIPE…COVID19)

 “A RETER: (GRIPE…COVID19)

  • A partir de Outubro será mais do que provável a circulação, entre nós, do vírus da gripe sazonal e de SARS-CoV-2, cujas consequências são imprevisíveis.
  • A despeito da menor ou maior gravidade da gripe, na próxima estação sazonal, a presença de SARS-CoV- 2 poderá ampliar, significativamente, os casos de doenças respiratórias agudas e a pressão sobre os recursos do sistema de saúde.
  • Para distinguir a gripe da COVID-19 é necessária a disponibilidade de testes rápidos de diagnóstico para o vírus da gripe e para SARS-CoV-2, dado que o quadro clínico é semelhante, mas as intervenções terapêuticas e as medidas de prevenção são diferentes.
  • As medidas adoptadas de prevenção para a COVID-19 (distanciamento social, uso de máscaras e lavagem das mãos) podem minimizar a transmissão de outras doenças respiratórias, incluindo a gripe.
  • A vacinação contra a gripe, em grupos populacionais mais vulneráveis (> 65 anos de idade, portadores de doenças crónicas e trabalhadores da saúde), poderá reduzir a morbi-mortalidade dos doentes com COVID-19, mas não protege da infecção por SARS-CoV-2.
  • A vacinação contra a gripe, independentemente da sua eficácia na prevenção da doença, reduz a sua gravidade e previne a hospitalização.
  • Tendo em conta o mais que provável aumento da procura da vacinação contra a gripe, torna-se prudente o aumento da acessibilidade a centros de vacinação, para além das unidades de saúde, por forma a evitar aglomerações e a desmobilização.
  • O aumento provável dos casos de doenças respiratórias agudas e a maior pressão sobre os recursos do sistema de saúde obrigam a maior disseminação da informação para a mobilização da população, com mensagens fortes acerca da importância da vacinação contra a gripe, naqueles grupos mais vulneráveis.
  • As mensagens devem, também, dar ênfase a: i) a vacina da gripe não aumenta o risco de se contrair a COVID-19; ii) a vacina da gripe não protege contra a COVID-19; iii) apesar do distanciamento social, de uso de máscaras e da lavagem das mãos, tal não dispensa a vacinação contra a gripe.”

           (Prof. Doutor Francisco Antunes)

 

terça-feira, setembro 29, 2020

“THE BEAUTY OF THINGS EXISTS IN THE SPIRIT OF THOSE WHO CONTEMPLATE THEM!”David Hume)

 “THE BEAUTY OF THINGS EXISTS IN THE SPIRIT OF THOSE WHO CONTEMPLATE THEM!”David Hume)

Some say that the greatness of a human being is not in how much he knows, but in how much he is aware that he does not know, perhaps that is why we are led to believe that it is with effort and work that we move from dreams to reality. What matters is how close we get to where we really want to go, and the person we become during the whole process, in these times that are not ours. As Paulo Coelho said. “Whoever wants to go a long way, has to learn that the first lesson is to overcome the disappointments at the beginning.”

Trust and a sense of security are built every day, in this “new and different normal” that includes living day to day with the “sense and perception that there is a virus that can be fatal”, but that we cannot let go of living. The paradox of all this is that we also realize that alone we will not go far, and that together we will have more resources and be stronger. Believing in people is to be grateful for the past, which is our life story, to live the present at all times and to relearn how to live life with wisdom in remembering how someone said that “people lose their health to save money, then they lose the money to regain health. And because they think anxiously about the future, they forget about the present so that they end up living neither in the present nor in the future. And they live as if they would never die ... and they die as if they had never lived. ”

 Never as today did we have a sense of responsibility that we will have to change the way we live on this planet. If we don't, we will pay a very high price, in these times that are difficult for everyone, when we are going through uncertain times and when we are “told” that we need to “avoid the street and human contacts in order to guarantee the control of this virus ”, because as someone said“ we will have to be aware that there are only two ways to face this pandemic: comply with hygiene rules and the appearance of a vaccine. ” And for now, only one of them is still within reach! “None of us knows what exists and what doesn't. We live by words …… There are times when we encounter another larger figure, who frightens us. Is that just life? ” (Raúl Brandão)

If we still don't know, nor does anyone know, how long this will last, but we cannot let fear occupy our minds. It is time to have hope and to believe that the better days will come, and we will all adapt to the “new model of living”. In the meantime, let's get the necessary strength - that corner we choose as our own - that comforts us and gives us security. We will call friends, the people we love and constantly remind them of how much we admire them and how important it is for everyone to take care of themselves and abide by health rules. Well, we have no doubt that all of this will be passed on and will be part of a history lived by our generations. May we make learning about life and ourselves in these difficult days. “Determination, courage and self-confidence are decisive factors for success. If we are possessed by unshakable determination, we will be able to overcome them. Regardless of the circumstances, we must always be humble, modest and stripped of pride. ”(Dalai Lama)

 “A BELEZA DAS COISAS EXISTE NO ESPIRITO DE QUEM AS CONTEMPLA!”(
David Hume)

Há quem diga que a grandeza de um ser humano não está no quanto ele sabe, mas no quanto ele tem consciência que não sabe, talvez por isso somos levados a acreditar que é com esforço e trabalho que passamos dos sonhos à realidade. O que importa é o quanto nos aproximamos onde realmente queremos chegar, e na pessoa em que nos transformamos durante todo processo, nestes tempos que não são os nossos. Como disse Paulo Coelho. “Quem deseja percorrer um caminho longo, tem que aprender que a primeira lição é superar as decepções do início.”

A confiança e sensação de segurança constroem-se todos os dias, neste “novo e diferente normal” que inclui viver o dia a dia com o “sentido e a percepção de que há um vírus que pode ser fatal”, mas que não podemos deixar de viver. O paradoxo de tudo isto é que também percebemos que sozinhos não iremos longe, e que unidos teremos mais recursos e seremos mais fortes. Acreditar nas pessoas é estar grato pelo passado, que é a nossa história de vida, viver o presente em todos os momentos e reaprender a viver a vida com sabedoria no relembrar como alguém disse que “as pessoas  perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem o dinheiro para recuperar a saúde. E por pensarem ansiosamente no futuro esquecem do presente de forma que acabam por não viver nem no presente nem no futuro. E vivem como se nunca fossem morrer... e morrem como se nunca tivessem vivido.”

 Nunca como hoje tivemos o sentido da responsabilidade de que teremos de mudar a forma como vivemos neste planeta. Se não o fizermos, vamos pagar um preço muito alto, nestes tempos que são difíceis para todos, em que estamos a atravessar momentos incertos e em que nos “dizem” que precisamos de “evitar a rua e os contactos humanos de modo a garantir o controlo deste vírus”, pois como alguém disse “teremos que ter consciência que só há duas maneiras de enfrentarmos esta pandemia: cumprir as regras de higiene e aparecimento de uma vacina.” E por agora, só ainda uma delas está ao nosso alcance! “Nenhum de nós sabe o que existe e o que não existe. Vivemos de palavras…… Há momentos em que deparamos com outra figura maior, que nos mete medo. A vida é só isto?” (Raúl Brandão)

Se  ainda não sabemos, nem ninguém sabe,  quanto tempo isto irá durar, mas não podemos deixar o medo ocupar as nossas mentes. É tempo de ter esperança e de acreditar que os  dias melhores irão chegar,  e todos nós nos iremos adaptar ao “novo modelo de viver”. Enquanto isso, vamos buscar as forças necessárias - aquele canto que escolhemos como nosso – que nos conforta e nos dá segurança. Vamos ligar para os amigos, as pessoas que amamos e lembrá-las constantemente do quanto as admiramos e de como é importante que todas se cuidem e cumpram as regras de saúde. Pois, não tenhamos dúvidas que tudo isto irá ser passado e fará parte de uma história vivida pelas nossas gerações. Que façamos destes dias difíceis uma aprendizagem sobre a vida e nós mesmos.“ Determinação, coragem e autoconfiança são factores decisivos para o sucesso. Se estamos possuídos por uma inabalável determinação, conseguiremos superá-los. Independentemente das circunstâncias, devemos ser sempre humildes, recatados e despidos de orgulho.”(Dalai Lama)

segunda-feira, setembro 28, 2020

“Os números governam o mundo.” (Platão)

 “Os números governam o mundo.” (Platão)

 Um número só por si nada significa, quando se junta a outra qualquer coisa carece sempre de interpretação o seu significado, e nada é mais forte para a expressão e comunicação humana do que as palavras convertidas em números. Como afirmou Pierre Laplace: “É notável uma ciência que começou com” jogos de azar” se tenha tornado o mais importante objecto do conhecimento humano.”

Nestes tempos que não são os nossos tempos, em que “nos é dito” que “estamos no principio do principio”, mas que nos pode demostrar que tantas vezes e em tantas circunstâncias o bem comum (o melhor interesse da sociedade) deve prevalecer sobre o bem individual (melhor interesse do indivíduo), e talvez por isso, por vezes apetece-me adaptar o conceito de Winston Churchill,  que quando os aliados ficaram eufóricos com a vitória na batalha de El Alamein, disse:” Não é o principio do fim, não é sequer o fim, é apenas e só o fim do principio”.


A este propósito hoje Portugal registou 899 infectados confirmados o que me deixou, não digo “pasmado” mas algo apreensivo, porque tenho a percepção que as pessoas  estão informadas e algumas só correm os riscos porque querem, põe em causa eles próprios,, mas o mais grave é colocar os outros! Assim com recurso aos dados estatísticos conhecidos até 23 de Setembro, podemos concluir que:

 

·        Foram registados um total de 71005 infectados com o coronavírus, para uma população total de 10 286 268 residentes em 2019 (com um grau de incidência global da infecção de 0,69%);

·        O maior numero global de infectados  11 706 ,situa-se no nível etário 30-39 anos, que representa cerca de 16,49% do total dos infectados e 12,16% do total da população residente, com um grau de incidência da infecção de 0.94%;

·        O maior e mais grave grau de incidência de infectados (1,04%) situa-se no nível etário de 20-29 anos, que representa 16,05% do total dos infectados e 10,62% do total da população residente em Portugal;

·        É no nível etário 70-79 anos (9,46% do total dos residentes em Portugal), que representam 6,73% do total dos infectados e o mais baixo grau de incidência 0,49%;

 

Em resumo podemos constatar que cerca de 48,9% do total dos infectados, até 23 de Setembro de 2020, quase metade, encontram-se no nível etário 20-49 anos e representam apenas cerca de 38% dos residentes em Portugal. E porque como disse Emile Lemoine: “Uma verdade matemática não é simples nem complicada por si mesma. É uma verdade. “

Também queremos deixar bem claro que não temos nenhuma recomendação específica, a não ser aquela que é as próprias pessoas fazerem a automonitorização dos seus sintomas, entre eles a temperatura, antes de se deslocarem para a escola ou para o trabalho”. Alguém já me disse que o que conta a inspiração que lhe surgiu  sobre como poderia usar “os três elementos mais importantes: a máscara, o sabonete e o álcool”. E, aqui quero relembrar que não  se ponha em causa o papel da escola  na oferta de conhecimentos que habilitem o jovem a formar, livremente, opinião sobre aquilo que o rodeia. Se a escola o não fizer, lá estará a Internet, lá estarão as redes sociais para ocuparem o seu lugar.

Sem dúvida que não se pode deixar estas ditas “ maleitas” sem qualquer tratamento, mas vamos dosear a medicação que conta, com peso e medida. Há muito medo e muita ansiedade nestes tempos de incerteza, como dizia Platão, “a coisa mais indispensável a um ser humano é reconhecer o uso que deve fazer do seu próprio conhecimento”. A este propósito não deixo de dizer que até há um estudo que também nos descansa: cantar não contribui para a propagação do vírus, já o volume… O importante é respeitar as regras de distanciamento. Na minha opinião e para finalizar não podemos esquecer que serão necessárias duas coisas para controlar o vírus, este ou outro qualquer: medidas de higiene e uma vacina. A questão é que  não podemos ter uma sem o outra!  Haruki Murakami  também deixou uma afirmação para a posteridade: “Quando sairmos da tempestade, não seremos mais a mesma pessoa que havia entrado nela. É disso que  tratam as tempestades”

sexta-feira, setembro 25, 2020

TODOS DEPENDEMOS UNS DOS OUTROS….!”(Viriato Soromenho Marques)

 TODOS DEPENDEMOS UNS DOS OUTROS….!”(Viriato Soromenho Marques)

No meu entendimento a grande oportunidade nestes tempos de “instabilidade emocional” que todos sentimos, é podermos interrogarmo-nos  se conseguimos deixar ás gerações seguintes um “mundo” onde possam sonhar o futuro, do mesmo modo que as gerações do passado nos deixaram um “mundo” onde fomos capazes de sonhar o nosso futuro. Eu diria mais tivemos essa sorte na qual não estamos a ser dignos! Temos de merecer este planeta, pois não conhecemos outro, nem no sistema solar nem na galáxia, salvando-o para o futuro. Chegou o momento de pensarmos se somos capazes de deixar como herança a possibilidade de sonhar com o futuro para as gerações seguintes? Como disse Fernando Pessoa: “Para ser grande sê inteiro:  Nada teu exagera ou exclui. Sê todo em cada coisa. Põe quanto és. No mínimo que fazes. Assim em cada lago a lua toda brilha, porque alta vive.

Chegou o momento de percebermos que um dos maiores erros que cometemos foi a arrogância do controle, a arrogância do saber, a arrogância de que nós resolvemos tudo, não podemos agora substituir a arrogância de um optimismo idiota pela arrogância de um pessimismo sem esperança. Temos de ter a percepção não só do saber e do ser, mas e fundamentalmente o saber ser optimista critico, o saber ter um optimismo voluntarista, o saber ser um optimista activo e um saber ter um optimismo transformador da sociedade onde vivemos. Temos de saber e querer acreditar no futuro através de actos que acompanhem e realizem as palavras. ”Temos de mudar de vida. Não temos de mudar apenas o modo como fazemos as coisas. Temos de mudar as coisas que fazemos.”(Viriato Soromenho Marques-filósofo)

Devemos ter em atenção de que o  que fazemos para os outros define quem somos, e o que  os outros fazem para nós depende do nosso ponto de vista, por isso a criação de oportunidades depende apenas de nós, mas se esperamos  que as mesmas apareçam é, na realidade depender dos outros, e que a melhor forma de vivermos nestes tempos é percebermos as nossas limitações.  A criação de uma oportunidade é uma libertação da nossa intuição criativa, esperar que apareçam é depender da sorte! Já li em qualquer lado que “não dependemos da opinião dos outros para conquistarmos os nossos ideais; dependemos é de nós mesmos para conquistarmos nossos sonhos”. Temos de saber viver  aceitando a nossa falta de controlo sobre a nossa própria vida, e percebendo que não controlamos tudo, ou no dizer do padre brasileiro Fábio de Melo: “ O que nos faz amigos é essa capacidade de sermos muitos, mesmo quando somos dois. É bom ter amigos. Eles são pontes que nos fazem chegar aos lugares mais distantes de nós mesmos.”