segunda-feira, outubro 12, 2020

“If we can dream, we can also make our dreams come true.” (Tom Fitzgerald)

 “If we can dream, we can also make our dreams come true.” (Tom Fitzgerald)

 We live in times when an animal, so small that it cannot even be dazzled by the most powerful of human optics, alone challenges each and every one of our lives, at the same time that millions of euros are proclaimed in an unpayable cadence "Predictable and desired cure". There is only one problem that remains in this utopia: successes are dreams that are only shown in sleep, that is while we sleep, a time when nothing can be done! In reality, no one knows their destiny and no one can guarantee us what the future will be, and therefore we have an effort to know our past and vibrate with our present. In Epicurus' words: "Happy people remember the past with gratitude, rejoice in the present and face the future without fear."

All of us at certain times in our lives have the illusion that well-being was something that came from the outside in. We believed that first we needed to shape the exterior, to our beautiful pleasure, and then, yes, then, live the ultimate and eternal happiness! Quickly, life took charge of showing us that it was not so. There are millions of factors that we do not control, nor do we have to control. All we have left is to change what depends on ourselves: our attitude, our outlook and our choices. It is not for us to decide what is best for others, not least because we do not even have the capacity to do so. “It's really good to go to the fight with determination, embrace life with passion, lose with class and win boldly, because the world belongs to those who dare and life is too short, to be insignificant”. (Charlie Chaplin)

In our way of life there is a “societal” pressure to “be someone” that so often does not match who we really are. We suffer, fight and make unnecessary sacrifices, until we realize that it is not there. At that moment, if we know how to accept, take the time it takes, it will certainly hurt less, because "accepting" is often placed in the same bag as "conformism" and "apathy". All of this leads us to have the “impression” that we live in the era of “hitting a fist”, entrepreneurship and productivity, in which “giving up is for the weak”, and we feel that sometimes they want us to be overly ambitious, there, bordering on greed, they tell us that we have to be leaders and be able to inspire others. But we all know or we have to be aware, sooner or later that this is not always better. “We have all had difficult experiences. This is part of our journey through Earth. There are things that leave marks very difficult to overcome. There is only one way to get rid of bitter experiences: to live in the present. Always enjoy now. As the famous phrase immortalized by hippies says: "Today is the first day of the rest of my life". (Paulo Coelho)

 “Se podemos sonhar, também podemos tornar nossos sonhos realidade.”(Tom Fitzgerald)

 


Vivemos tempos em que um bicho, de tão pequeno que não pode sequer ser deslumbrado pela mais potente das ópticas humanas, desafia sozinho todas e cada uma das nossas vidas, ao mesmo tempo que são enunciadas, em cadência impagável, milhões de euros na aquisição da “previsível e desejada cura”. Há só um problema que subsiste nesta utopia: os sucessos são sonhos que só se mostram nos sonos, isto é  enquanto dormimos, tempo em que nada pode ser feito! Na realidade ninguém conhece o seu destino e ninguém nos pode garantir qual vai ser o futuro, e assim sendo resta-nos um esforço para conhecer o nosso passado e vibrar com o nosso presente. No dizer de Epicuro:” As pessoas felizes lembram o passado com gratidão, alegram-se com o presente e encaram o futuro sem medo.”

Todos nós em certos momentos da nossa vida temos a  ilusão de que o bem-estar era algo que vinha de fora para dentro. Acreditávamos que primeiro precisávamos de moldar o exterior, ao nosso belo prazer, para depois, aí sim, vivermos a derradeira e eterna felicidade! Rapidamente a vida encarregou-se de nos mostrar que não era bem assim. Há milhões de factores que nós não controlamos, nem temos de controlar. Tudo o que nos resta é mudarmos o que depende de nós próprios: a nossa atitude, o nosso olhar e as nossas escolhas. Não nos cabe decidir o que é melhor para os outros, até porque nem temos capacidades para tal. “Bom mesmo é ir à luta com determinação, abraçar a vida com paixão, perder com classe e vencer com ousadia, porque o mundo pertence a quem se atreve e a vida é muito curta, para ser insignificante”.( Charlie Chaplin)

No nosso modo de vida há  uma pressão “societária” para “ser alguém” que tantas vezes não condiz com quem realmente somos .Sofremos, lutamos e fazemos sacrifícios desnecessários, até que percebemos que não é por ali. Nesse instante, se soubermos aceitar, leve o tempo que levar, certamente que irá doer menos, porque o  “aceitar” é muitas vezes colocado no mesmo saco do “conformismo” e da “apatia”. Tudo isso leva-nos a ter a “impressão” que vivemos na era do “bater punho”, do empreendorismo e da produtividade, em que “desistir é para os fracos”, e sentimos que por vezes, querem que  todos sejamos excessivamente ambiciosos, ali a roçar a ganância, dizem-nos que temos de ser líderes e conseguir inspirar os outros. Mas todos sabemos ou temos de ter a consciência, mais tarde ou mais cedo que nem sempre isto é melhor. “Todos já tivemos experiências difíceis. Isto faz parte de nossa passagem pela Terra. Existem coisas que deixam marcas muito difíceis de superar. Só existe uma maneira de nos livrarmos das experiências amargas: viver o presente. Aproveite sempre o agora. Como diz a célebre frase imortalizada pelos hippies: "Hoje é o primeiro dia do resto da minha Vida". (Paulo Coelho)

domingo, outubro 11, 2020

“Vivo sempre no presente. O futuro, não o conheço. O passado, já o não tenho.” Fernando Pessoa


“Vivo sempre no presente. O futuro, não o conheço. O passado, já o não tenho.”
Fernando Pessoa

Vivemos o dia-a-dia numa que, pensamos ser sempre boa e atarefada corrida! Possivelmente agora menos acelerada devido à pandemia que nos imobilizou em muitas das nossas apressadas responsabilidades! Mas, nesta corrida do dia-a-dia, mais ou menos acelerada, certamente todos devíamos reservar alguns minutos para pensar, sendo certo que, no geral, temos a noção que toda a importância é dada à vida…..que nada mais é que um conjunto de gestos e gritos, uma certa ordenação de impulsos e desejos, um equilíbrio do sim e do não, um movimento de paixão que não precisa de comentários. “Há encontros na vida em que a verdade e a simplicidade são o melhor artifício do mundo.”(Jean de la Bruyere)

 Por outro lado, há estudos que confirmam que a felicidade aumenta a esperança média de vida. Neste contexto, já o sábio Aristóteles na sua obra Ética a Nicómaco nos diz que “a felicidade é como o bem supremo que pode ser obtido através da acção humana.” Devemos ter a percepção de que os erros e arrependimentos partem de nós, e das escolhas que fazemos. Se algo ou alguém nos desilude, somos nós que escolhemos colocar expectativas nisso. Nos momentos em que nos sentimos que algo injusto nos acontece, é justo que assim que seja, mas a vida continua a não nos dever absolutamente nada. “Verificamos que, na prática, se somos incapazes de nos comunicar com os outros, se não conseguimos ao menos imaginar o impacto potencial de nossas acções sobre os outros, não temos meios de distinguir entre certo e errado, entre o que é correto e o que não é, entre o que é prejudicial e o que não é.” (Dalai-Lama).

Todos nós nos consideramos seres sábios e somos seres de relações. Somos humanos e a nossa felicidade depende muito das relações que estabelecemos ao longo da vida. Criar e estabelecer boas relações com as pessoas que nos rodeiam são excelentes preditores de uma vida longa e feliz.  Portanto, a receita é simples. Na boa e atarefada corrida da vida, procure estabelecer boas relações com a sua família, com os seus amigos e demais pessoas com que se cruza… e preserve essas relações! Elas ajudarão a preservar a sua saúde e serão certamente prelúdios de uma vida longa, mais saudável (pelo menos mentalmente) e feliz! “O segredo da saúde mental e corporal está em não se lamentar pelo passado, não se preocupar com o futuro, nem se adiantar aos problemas, mas viver sabia e seriamente o presente.”(Buda)

quinta-feira, outubro 08, 2020

“Vivemos num tempo de meios perfeitos e de fins confusos.”(Albert Einstein)

 “Vivemos num tempo de meios perfeitos e de fins confusos.”(Albert Einstein)

Nem sempre temos a noção que toda a nossa vida é feita de momentos. Momentos que todos temos que passar, sendo bons ou menos bons, para a nossa próprio aprendizagem, e nunca devemos esquecer o mais importante: Nada nesta vida acontece por acaso, pois tudo tem um motivo e uma solução. Mas absolutamente nada, pois tudo na vida tem um propósito. É por isso,  que temos que nos preocupar em fazer a nossa parte, da melhor forma possível.  A vida nem sempre segue a nossa vontade, mas ela é perfeita naquilo que tem que ser.” Embora nós não entendamos. Nada acontece por acaso, no fundo as coisas têm os seus planos secretos.”(Carlos Ruiz Zafón)

Entre muitos e avisados conselhos, Maquiavel ensinou, nomeadamente, que o maus acontecimentos devem acontecer de uma vez só, enquanto os bons são para acontecerem aos bocadinhos. Nestes tempos em que tudo temos de tentar fazer para nos adaptar a um novo e diferente modelo de viver a vida, temos de ter consciência que o desafio é admitir que temos medo, suficiente para aderirmos às medidas de protecção, mas sem se tornar obsessivo ou até paralisante, porque a vida não pára, temos é de saber viver com inteligência e, sem correr riscos desnecessários, sendo necessário manter bem os pés na realidade, pois a desinformação que nos rodeia causa um maior sofrimento. "Todo conhecimento é interessante para um homem sábio, e o conhecimento da natureza é interessante para todos os homens."( Matthew Arnold)

Também admito que cresci, como muitos de nós, com essa ingénua crença de que o mundo devia ser como nós achávamos que devia ser e, quando as coisas não eram como queria tentava sempre replicar, o que me levou a criar um “ retracto  mental daquilo que, teoricamente seria o mundo ideal”, e é nesse sentido que a tolerância da incerteza, tem a ver com a capacidade de sentir que aconteça o que acontecer, tudo vai ficar bem, porque há uma mão que nos ampara por dentro. “Os momentos especiais de hoje, são as memórias de amanhã.”(Aladdin)

 Entretanto, todos temos de crescer e ver as coisas como elas são e não como nós gostávamos que elas fossem, e de um modo geral somos levados a considerar como uma excelente estratégia para preservarmos a nossa saúde mental e enriquecer a nossa felicidade de viver, que é não só criar, mas também manter boas relações ao longo da vida ,e  como beneficio aumentar a nossa esperança média de vida! Existem coisas piores que estar sozinho (o pior é sentir-se sozinho!), mas geralmente leva décadas para entender isso e quase sempre quando entendemos é tarde demais. E não há nada pior que só venhamos a compreender as coisas  tarde demais! “Neste mundo nada pode ser dado como certo, à excepção da morte e dos impostos…..A tragédia da vida é que ficamos velhos cedo demais. E sábios tarde demais.” (Benjamin Franklin)

domingo, outubro 04, 2020

Dedica-se a esperar o futuro apenas quem não sabe viver o presente”.(Sêneca)

 Dedica-se a esperar o futuro apenas quem não sabe viver o presente”.(Sêneca)

 Todos nós gostamos, em determinados momentos da nossa vida, de nos apegar a expectativas, opiniões e idealismos que nem sempre estão de acordo com a realidade que nos rodeia, e quando não conseguimos atingir esses objectivos ficamos de certo modo desiludidos ou até entramos naquela “fase de viver em negação, já dizia  Jean-Jacques Rousseau, que  tudo crer é de um ingénuo. Tudo negar é de um tolo.

É interessante observar como, ao desistir de que as coisas sejam, como se costuma dizer, mesmo ao “nosso jeito", começamos a ver oportunidades que não víamos antes. Há uma  busca de um equilíbrio entre os atributos ideais que perseguimos e as probabilidades reais de consegui-los, é uma tarefa determinante no momento de “criarmos uma imagem que cada um tem de si mesmo. Como disse Dale Carnegie: “A vida é feita de oportunidades. O homem que vai mais longe é quase sempre aquele que tem coragem de arriscar.” Talvez assim seja e em vez de lutarmos para termos razão e tentar provar que a verdade está do nosso lado, a alternativa seja seguir pelos caminhos de menor resistência. O importante é focarmo-nos nos  resultados que realmente desejamos, encontrarmos saídas alternativas em vez de perder tempo e energia resistindo a algo que não podemos mudar. Não há segredo, nem mistério, há sim, uma força além do normal, um estado de confiança que ultrapassa as dificuldades, pois quem espera que a vida seja feita de pétalas, acaba se picando no primeiro espinho, e a sagrar desiste, chora e lamenta.” Quem quiser levar a rosa para sua vida, terá de saber que com elas vão inúmeros espinhos. Não se preocupe, a beleza da rosa vale o incómodo dos espinhos…”(Padre Fábio de Melo)

 Temos que ter por principio de que a persistência realiza o impossível e, por isso temos de  seguir os caminhos que traçamos, sabendo que qualquer montanha tem duas faces, e que, logo depois de uma difícil e cansativa subida vem a descida, e se está muito calor, logo vem a chuva, e depois do longo inverno, a primavera traz o renascer. A vida nas suas circunstâncias e singularidade, as preocupações do dia a dia, a velhice a espiritualidade, e o não confundir o ser-se feliz, com o estar-se feliz! E, tenha sempre presente aquela famosa frase: ”Insista, persista mas nunca desista, porque um dia conquista!” Talvez assim não seja tão simples, mas não perdemos nada em tentar…!

“A RETER: (GRIPE…COVID19)

 “A RETER: (GRIPE…COVID19)

  • A partir de Outubro será mais do que provável a circulação, entre nós, do vírus da gripe sazonal e de SARS-CoV-2, cujas consequências são imprevisíveis.
  • A despeito da menor ou maior gravidade da gripe, na próxima estação sazonal, a presença de SARS-CoV- 2 poderá ampliar, significativamente, os casos de doenças respiratórias agudas e a pressão sobre os recursos do sistema de saúde.
  • Para distinguir a gripe da COVID-19 é necessária a disponibilidade de testes rápidos de diagnóstico para o vírus da gripe e para SARS-CoV-2, dado que o quadro clínico é semelhante, mas as intervenções terapêuticas e as medidas de prevenção são diferentes.
  • As medidas adoptadas de prevenção para a COVID-19 (distanciamento social, uso de máscaras e lavagem das mãos) podem minimizar a transmissão de outras doenças respiratórias, incluindo a gripe.
  • A vacinação contra a gripe, em grupos populacionais mais vulneráveis (> 65 anos de idade, portadores de doenças crónicas e trabalhadores da saúde), poderá reduzir a morbi-mortalidade dos doentes com COVID-19, mas não protege da infecção por SARS-CoV-2.
  • A vacinação contra a gripe, independentemente da sua eficácia na prevenção da doença, reduz a sua gravidade e previne a hospitalização.
  • Tendo em conta o mais que provável aumento da procura da vacinação contra a gripe, torna-se prudente o aumento da acessibilidade a centros de vacinação, para além das unidades de saúde, por forma a evitar aglomerações e a desmobilização.
  • O aumento provável dos casos de doenças respiratórias agudas e a maior pressão sobre os recursos do sistema de saúde obrigam a maior disseminação da informação para a mobilização da população, com mensagens fortes acerca da importância da vacinação contra a gripe, naqueles grupos mais vulneráveis.
  • As mensagens devem, também, dar ênfase a: i) a vacina da gripe não aumenta o risco de se contrair a COVID-19; ii) a vacina da gripe não protege contra a COVID-19; iii) apesar do distanciamento social, de uso de máscaras e da lavagem das mãos, tal não dispensa a vacinação contra a gripe.”

           (Prof. Doutor Francisco Antunes)

 

terça-feira, setembro 29, 2020

“THE BEAUTY OF THINGS EXISTS IN THE SPIRIT OF THOSE WHO CONTEMPLATE THEM!”David Hume)

 “THE BEAUTY OF THINGS EXISTS IN THE SPIRIT OF THOSE WHO CONTEMPLATE THEM!”David Hume)

Some say that the greatness of a human being is not in how much he knows, but in how much he is aware that he does not know, perhaps that is why we are led to believe that it is with effort and work that we move from dreams to reality. What matters is how close we get to where we really want to go, and the person we become during the whole process, in these times that are not ours. As Paulo Coelho said. “Whoever wants to go a long way, has to learn that the first lesson is to overcome the disappointments at the beginning.”

Trust and a sense of security are built every day, in this “new and different normal” that includes living day to day with the “sense and perception that there is a virus that can be fatal”, but that we cannot let go of living. The paradox of all this is that we also realize that alone we will not go far, and that together we will have more resources and be stronger. Believing in people is to be grateful for the past, which is our life story, to live the present at all times and to relearn how to live life with wisdom in remembering how someone said that “people lose their health to save money, then they lose the money to regain health. And because they think anxiously about the future, they forget about the present so that they end up living neither in the present nor in the future. And they live as if they would never die ... and they die as if they had never lived. ”

 Never as today did we have a sense of responsibility that we will have to change the way we live on this planet. If we don't, we will pay a very high price, in these times that are difficult for everyone, when we are going through uncertain times and when we are “told” that we need to “avoid the street and human contacts in order to guarantee the control of this virus ”, because as someone said“ we will have to be aware that there are only two ways to face this pandemic: comply with hygiene rules and the appearance of a vaccine. ” And for now, only one of them is still within reach! “None of us knows what exists and what doesn't. We live by words …… There are times when we encounter another larger figure, who frightens us. Is that just life? ” (Raúl Brandão)

If we still don't know, nor does anyone know, how long this will last, but we cannot let fear occupy our minds. It is time to have hope and to believe that the better days will come, and we will all adapt to the “new model of living”. In the meantime, let's get the necessary strength - that corner we choose as our own - that comforts us and gives us security. We will call friends, the people we love and constantly remind them of how much we admire them and how important it is for everyone to take care of themselves and abide by health rules. Well, we have no doubt that all of this will be passed on and will be part of a history lived by our generations. May we make learning about life and ourselves in these difficult days. “Determination, courage and self-confidence are decisive factors for success. If we are possessed by unshakable determination, we will be able to overcome them. Regardless of the circumstances, we must always be humble, modest and stripped of pride. ”(Dalai Lama)

 “A BELEZA DAS COISAS EXISTE NO ESPIRITO DE QUEM AS CONTEMPLA!”(
David Hume)

Há quem diga que a grandeza de um ser humano não está no quanto ele sabe, mas no quanto ele tem consciência que não sabe, talvez por isso somos levados a acreditar que é com esforço e trabalho que passamos dos sonhos à realidade. O que importa é o quanto nos aproximamos onde realmente queremos chegar, e na pessoa em que nos transformamos durante todo processo, nestes tempos que não são os nossos. Como disse Paulo Coelho. “Quem deseja percorrer um caminho longo, tem que aprender que a primeira lição é superar as decepções do início.”

A confiança e sensação de segurança constroem-se todos os dias, neste “novo e diferente normal” que inclui viver o dia a dia com o “sentido e a percepção de que há um vírus que pode ser fatal”, mas que não podemos deixar de viver. O paradoxo de tudo isto é que também percebemos que sozinhos não iremos longe, e que unidos teremos mais recursos e seremos mais fortes. Acreditar nas pessoas é estar grato pelo passado, que é a nossa história de vida, viver o presente em todos os momentos e reaprender a viver a vida com sabedoria no relembrar como alguém disse que “as pessoas  perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem o dinheiro para recuperar a saúde. E por pensarem ansiosamente no futuro esquecem do presente de forma que acabam por não viver nem no presente nem no futuro. E vivem como se nunca fossem morrer... e morrem como se nunca tivessem vivido.”

 Nunca como hoje tivemos o sentido da responsabilidade de que teremos de mudar a forma como vivemos neste planeta. Se não o fizermos, vamos pagar um preço muito alto, nestes tempos que são difíceis para todos, em que estamos a atravessar momentos incertos e em que nos “dizem” que precisamos de “evitar a rua e os contactos humanos de modo a garantir o controlo deste vírus”, pois como alguém disse “teremos que ter consciência que só há duas maneiras de enfrentarmos esta pandemia: cumprir as regras de higiene e aparecimento de uma vacina.” E por agora, só ainda uma delas está ao nosso alcance! “Nenhum de nós sabe o que existe e o que não existe. Vivemos de palavras…… Há momentos em que deparamos com outra figura maior, que nos mete medo. A vida é só isto?” (Raúl Brandão)

Se  ainda não sabemos, nem ninguém sabe,  quanto tempo isto irá durar, mas não podemos deixar o medo ocupar as nossas mentes. É tempo de ter esperança e de acreditar que os  dias melhores irão chegar,  e todos nós nos iremos adaptar ao “novo modelo de viver”. Enquanto isso, vamos buscar as forças necessárias - aquele canto que escolhemos como nosso – que nos conforta e nos dá segurança. Vamos ligar para os amigos, as pessoas que amamos e lembrá-las constantemente do quanto as admiramos e de como é importante que todas se cuidem e cumpram as regras de saúde. Pois, não tenhamos dúvidas que tudo isto irá ser passado e fará parte de uma história vivida pelas nossas gerações. Que façamos destes dias difíceis uma aprendizagem sobre a vida e nós mesmos.“ Determinação, coragem e autoconfiança são factores decisivos para o sucesso. Se estamos possuídos por uma inabalável determinação, conseguiremos superá-los. Independentemente das circunstâncias, devemos ser sempre humildes, recatados e despidos de orgulho.”(Dalai Lama)

segunda-feira, setembro 28, 2020

“Os números governam o mundo.” (Platão)

 “Os números governam o mundo.” (Platão)

 Um número só por si nada significa, quando se junta a outra qualquer coisa carece sempre de interpretação o seu significado, e nada é mais forte para a expressão e comunicação humana do que as palavras convertidas em números. Como afirmou Pierre Laplace: “É notável uma ciência que começou com” jogos de azar” se tenha tornado o mais importante objecto do conhecimento humano.”

Nestes tempos que não são os nossos tempos, em que “nos é dito” que “estamos no principio do principio”, mas que nos pode demostrar que tantas vezes e em tantas circunstâncias o bem comum (o melhor interesse da sociedade) deve prevalecer sobre o bem individual (melhor interesse do indivíduo), e talvez por isso, por vezes apetece-me adaptar o conceito de Winston Churchill,  que quando os aliados ficaram eufóricos com a vitória na batalha de El Alamein, disse:” Não é o principio do fim, não é sequer o fim, é apenas e só o fim do principio”.


A este propósito hoje Portugal registou 899 infectados confirmados o que me deixou, não digo “pasmado” mas algo apreensivo, porque tenho a percepção que as pessoas  estão informadas e algumas só correm os riscos porque querem, põe em causa eles próprios,, mas o mais grave é colocar os outros! Assim com recurso aos dados estatísticos conhecidos até 23 de Setembro, podemos concluir que:

 

·        Foram registados um total de 71005 infectados com o coronavírus, para uma população total de 10 286 268 residentes em 2019 (com um grau de incidência global da infecção de 0,69%);

·        O maior numero global de infectados  11 706 ,situa-se no nível etário 30-39 anos, que representa cerca de 16,49% do total dos infectados e 12,16% do total da população residente, com um grau de incidência da infecção de 0.94%;

·        O maior e mais grave grau de incidência de infectados (1,04%) situa-se no nível etário de 20-29 anos, que representa 16,05% do total dos infectados e 10,62% do total da população residente em Portugal;

·        É no nível etário 70-79 anos (9,46% do total dos residentes em Portugal), que representam 6,73% do total dos infectados e o mais baixo grau de incidência 0,49%;

 

Em resumo podemos constatar que cerca de 48,9% do total dos infectados, até 23 de Setembro de 2020, quase metade, encontram-se no nível etário 20-49 anos e representam apenas cerca de 38% dos residentes em Portugal. E porque como disse Emile Lemoine: “Uma verdade matemática não é simples nem complicada por si mesma. É uma verdade. “

Também queremos deixar bem claro que não temos nenhuma recomendação específica, a não ser aquela que é as próprias pessoas fazerem a automonitorização dos seus sintomas, entre eles a temperatura, antes de se deslocarem para a escola ou para o trabalho”. Alguém já me disse que o que conta a inspiração que lhe surgiu  sobre como poderia usar “os três elementos mais importantes: a máscara, o sabonete e o álcool”. E, aqui quero relembrar que não  se ponha em causa o papel da escola  na oferta de conhecimentos que habilitem o jovem a formar, livremente, opinião sobre aquilo que o rodeia. Se a escola o não fizer, lá estará a Internet, lá estarão as redes sociais para ocuparem o seu lugar.

Sem dúvida que não se pode deixar estas ditas “ maleitas” sem qualquer tratamento, mas vamos dosear a medicação que conta, com peso e medida. Há muito medo e muita ansiedade nestes tempos de incerteza, como dizia Platão, “a coisa mais indispensável a um ser humano é reconhecer o uso que deve fazer do seu próprio conhecimento”. A este propósito não deixo de dizer que até há um estudo que também nos descansa: cantar não contribui para a propagação do vírus, já o volume… O importante é respeitar as regras de distanciamento. Na minha opinião e para finalizar não podemos esquecer que serão necessárias duas coisas para controlar o vírus, este ou outro qualquer: medidas de higiene e uma vacina. A questão é que  não podemos ter uma sem o outra!  Haruki Murakami  também deixou uma afirmação para a posteridade: “Quando sairmos da tempestade, não seremos mais a mesma pessoa que havia entrado nela. É disso que  tratam as tempestades”

sexta-feira, setembro 25, 2020

TODOS DEPENDEMOS UNS DOS OUTROS….!”(Viriato Soromenho Marques)

 TODOS DEPENDEMOS UNS DOS OUTROS….!”(Viriato Soromenho Marques)

No meu entendimento a grande oportunidade nestes tempos de “instabilidade emocional” que todos sentimos, é podermos interrogarmo-nos  se conseguimos deixar ás gerações seguintes um “mundo” onde possam sonhar o futuro, do mesmo modo que as gerações do passado nos deixaram um “mundo” onde fomos capazes de sonhar o nosso futuro. Eu diria mais tivemos essa sorte na qual não estamos a ser dignos! Temos de merecer este planeta, pois não conhecemos outro, nem no sistema solar nem na galáxia, salvando-o para o futuro. Chegou o momento de pensarmos se somos capazes de deixar como herança a possibilidade de sonhar com o futuro para as gerações seguintes? Como disse Fernando Pessoa: “Para ser grande sê inteiro:  Nada teu exagera ou exclui. Sê todo em cada coisa. Põe quanto és. No mínimo que fazes. Assim em cada lago a lua toda brilha, porque alta vive.

Chegou o momento de percebermos que um dos maiores erros que cometemos foi a arrogância do controle, a arrogância do saber, a arrogância de que nós resolvemos tudo, não podemos agora substituir a arrogância de um optimismo idiota pela arrogância de um pessimismo sem esperança. Temos de ter a percepção não só do saber e do ser, mas e fundamentalmente o saber ser optimista critico, o saber ter um optimismo voluntarista, o saber ser um optimista activo e um saber ter um optimismo transformador da sociedade onde vivemos. Temos de saber e querer acreditar no futuro através de actos que acompanhem e realizem as palavras. ”Temos de mudar de vida. Não temos de mudar apenas o modo como fazemos as coisas. Temos de mudar as coisas que fazemos.”(Viriato Soromenho Marques-filósofo)

Devemos ter em atenção de que o  que fazemos para os outros define quem somos, e o que  os outros fazem para nós depende do nosso ponto de vista, por isso a criação de oportunidades depende apenas de nós, mas se esperamos  que as mesmas apareçam é, na realidade depender dos outros, e que a melhor forma de vivermos nestes tempos é percebermos as nossas limitações.  A criação de uma oportunidade é uma libertação da nossa intuição criativa, esperar que apareçam é depender da sorte! Já li em qualquer lado que “não dependemos da opinião dos outros para conquistarmos os nossos ideais; dependemos é de nós mesmos para conquistarmos nossos sonhos”. Temos de saber viver  aceitando a nossa falta de controlo sobre a nossa própria vida, e percebendo que não controlamos tudo, ou no dizer do padre brasileiro Fábio de Melo: “ O que nos faz amigos é essa capacidade de sermos muitos, mesmo quando somos dois. É bom ter amigos. Eles são pontes que nos fazem chegar aos lugares mais distantes de nós mesmos.”  

segunda-feira, setembro 21, 2020

THE “SOCIAL FANATISM” - A “VIRUS” MUCH WORST THAN COVID19!

 THE “SOCIAL FANATISM” - A “VIRUS” MUCH WORST THAN COVID19!

Nowadays, “the so-called social fanaticism” appeared with the creation on social networks, which is nothing more than the combination of the different “classes of fanaticism” - religious, political and football ”. The fanatic has no thoughts or ideas of his own, it absorbs from others who in turn have absorbed them from others, and so on. For fanatics, he is not interested in the real facts or their origin and makes the ideas and thoughts of others as his own. Fanaticism generates hatred and does not limit it before it expands it, and it never cares or accepts the explanation of the real facts or the search for the truth since it has “assembled” its own narrative and there is no other “truth” other than his and , which he considers more convenient for his interests, does not change his mind, nor does he change the subject. "Fanaticism is the only form of will that can be instilled in the weak and the timid." (Friedrich Nietzsche)

The basis of fanaticism are the "so-called conspiracy theories" that always start from real facts, to distort, distort or "falsify" them according to what they believe to be "their thinking" and interests that foment anger and hatred in the society, based on the now wider use of social networks, where there is more and more time online, dependent on “likes” and ready to consume information that is neither verified nor confirmed, with terrible effects on society.

We can even accept that, in fact, new technologies have opened and expanded our minds, led to believe that the internet and social networks could serve to unite people and resolve disagreements, but today we feel trapped by the problems caused by the use intensive social networks, namely: addiction, deconcentration, isolation, falsification, misrepresentation, polarization and misinformation.

Some characteristics of the human being, which is based, in general, on some ideas of intolerance, which in confronting the opinions of others who dislike him, lead them to a greater conviction of their “reality” and which, in the end, generate fear, can only be modeled with the time. The amount of information circulating on the network is such that each group can find the facts and data they need to set up their own narrative. Today we have seen that people are less willing to listen and learn, less willing to give in, less willing to cooperate. This is "fanaticism" makes people much worse. That is why the best fight we can do against fanaticism is through knowledge. But, we must not forget that we are facing a question of Humanity and Life, where, ignorance of things and ignorance and opportunism in the same cry for knowledge and solutions that nobody has. As Jean-Jacques Rosseau said: “Generally those who know little speak a lot and those who know a lot speak little.”

We have a false notion that the use of social networks is free, but someone is paying for it: advertisers. They are, therefore, the real customers of these companies. And we think we are using a tool, but we are actually being sold. This is an old maxim of the market: "If you are not paying for the product, it is because you are the product." That social networks want to buy their users' data is something we should all be more or less aware of. But what some experts tell us goes a little further: this product is "the gradual change in our behavior and perception"; what social networks want is to "change what we do, what we think, what we are", gradually and imperceptibly, in an omission that citizenship solidarity, combined with shared knowledge, is the great civilizational trait in combating exclusions and building fairer societies. “One generation goes, and another generation comes; but the land remains forever. The sun rises, the sun sets, and hurries and returns to the place where it was born. ”(Ecclesiastes 1: 4,5) Biblical version Frederico Lourenço)

While it is true that not everyone has the same desires, and that life does not always make sense, personally, I think I am very attentive, I think I follow a kind of recreational game, as happened in primary schools, of my time: the "blind goat" . I try to continue, looking for the light that, I am aware that does not exist for anyone yet. I am concerned with those who walk and help without seeing credible solutions, I also know that the “boast” belongs to the manipulation of the media. We and ours are not even a cog. We are a zero on the left in the universe of such billions that have no soul, emotions or even a hint of humanity. “Never give up on being happy, always fight for your dreams. Be deeply passionate about life, because life is an unmissable show, even though there are dozens of factors showing the opposite ”. (Augusto Cury)

O “FANATISMO SOCIAL” – UM “VIRUS” MUITO PIOR QUE O COVID19!

 O “FANATISMO SOCIAL” – UM “VIRUS” MUITO PIOR QUE O COVID19!

 Nos tempos de hoje “apareceu” com a criação nas redes sociais o “chamado fanatismo social” que nada mais é que a junção das diversas “classes de fanatismo”- religioso, político e futebolístico”.O fanático não tem pensamento nem ideias próprias, absorve de outros que por sua vez já as absorveram de outros, e assim sucessivamente. Para os fanáticos não lhe interessa os factos reais, nem a sua origem e torna como suas as ideias e pensamentos de outrem. O fanatismo gera o ódio e não o limita antes o expande, e nunca lhe importa ou aceita a explicação dos factos reais ou a procura da verdade já que “montou” a sua própria narrativa e não existe outra “verdade” que não a dele  e, que julga mais conveniente para os seus interesses, não muda de ideia, nem muda de assunto. ”O fanatismo é a única forma de vontade que pode ser incutida nos fracos e nos tímidos.”(Friedrich Nietzsche)

A base do fanatismo são as” chamadas teorias da conspiração”  que partem sempre de factos reais, para os distorcer, deturpar ou “falsificar” de acordo com o que julgam ser o “seu pensamento” e interesses que fomentam a raiva e o ódio na sociedade, tendo como base, agora mais alargada a utilização das redes sociais, onde se está cada vez mais tempo online, dependentes de “likes” e prontos a consumir informação que não é verificada, nem confirmada, com efeitos terríveis na sociedade.

Podemos até aceitar que de facto, as novas tecnologias abriram e expandiram as nossas mentes, levados até a acreditar que a internet e as redes sociais poderiam servir para unir as pessoas e solucionar discordâncias, mas hoje sentimo-nos aprisionados com os problemas causados pelo uso intensivo das redes sociais, nomeadamente: vício, desconcentração, isolamento, falsificação, deturpação, polarização e a  desinformação.

Algumas características do ser humano, que assenta no geral em algumas ideias de intolerância, que na confrontação com opiniões alheias que  lhe desagradam os leva a uma maior convicção  da sua “realidade” e   que no fundo são geradoras do medo, só podem ser modeladas com o tempo. A quantidade de informação que circula na rede é tamanha que dá para cada grupo encontrar os factos e os dados de que precisa para montar sua própria narrativa. Hoje vimos que as pessoas estão menos dispostas a ouvir e aprender, menos dispostas a ceder, menos dispostas a cooperar. Isto é o “fanatismo” torna as pessoas muito piores. É por isso que o melhor combate que podemos fazer ao fanatismo é através do conhecimento. Mas, não podemos esquecer que estamos perante uma questão da Humanidade e da Vida, onde, a ignorância das coisas e a ignorância e o oportunismo na mesma clama por conhecimentos e soluções que ninguém tem. Como dizia Jean-Jacques Rosseau:Geralmente aqueles que sabem pouco falam muito e aqueles que sabem muito falam pouco.”

Temos uma falsa noção de que a utilização das redes sociais é gratuita,  mas alguém está a pagar por ela: os anunciantes. Eles são, portanto, os verdadeiros clientes destas empresas. E nós achamos que estamos a utilizar uma ferramenta, mas na verdade estamos a ser vendidos. Esta é uma velha máxima do mercado: "Se não estás a pagar pelo produto é porque tu és o produto." Que as redes sociais querem comprar os dados dos seus utilizadores é algo para o qual todos devemos estar mais ou menos despertos. Mas o que alguns especialistas nos dizem vai um pouco mais longe: este produto é "a mudança gradual no nosso comportamento e na nossa percepção"; o que as redes sociais querem é "mudar o que fazemos, o que pensamos, o que somos", gradualmente e de forma imperceptível, numa omissão de que a  solidariedade de  cidadania, aliada ao saber partilhado, é o grande traço civilizacional no combate às exclusões e na construção de sociedades mais justas. “Uma geração vai, e outra geração vem; mas a terra para sempre permanece. Nasce o sol, e o sol se põe, e apressa-se e volta ao seu lugar de onde nasceu.”(Eclesiastes 1:4,5) versão Biblica Frederico Lourenço)

Sendo certo que nem todos possuem os mesmos anseios, e que  a vida nem sempre tem sentido, pessoalmente, julgo  estar muito atento, acho que sigo num jogo tipo de recreio , como acontecia nas escolas primárias, do meu tempo: a  "cabra cega". Tento seguir, procurando a luz que, tenho a consciência que ainda  não existe para ninguém. Preocupo-me com os que vão caminhando e ajudando sem visualizar soluções credíveis, também sei que a “ bazófia” pertence à manipulação dos media. Nós e os nossos nem somos sequer um dente da engrenagem. Somos um zero à esquerda no universo dos tais biliões que não têm alma, emoções ou, sequer, uma pontinha de humanidade. “Jamais desista de ser feliz, lute sempre pelos seus sonhos. Seja profundamente apaixonado pela vida, pois a vida é um espectáculo imperdível, ainda que se apresentem dezenas de factores a demonstrarem o contrário”. (Augusto Cury)

domingo, setembro 20, 2020

“And still what we are worth are the words, so that we have to hold on.” (Raul Brandão)

 “And still what we are worth are the words, so that we have to hold on.” (Raul Brandão)

Today I also decided to write what I think, in reality not everything, about the “football” news, I did not mean sports because that is another activity. And as in all things in life, in this area when “we have the courage” to move forward, we also have to take into account that it is dominated, at all levels, by the same fanaticism, whether it be political, religious or “football”, things get much worse when in an area as important to citizenship as justice, its employees decide to want to “become vigilantes”.

This all comes to the point and given that at a certain point in my life and professional activity I also received some invitations from football clubs, from what I see now, in these times it would be considered a “crime of undue receipt of advantages”, by the president of these clubs and duly "accused by the prosecutors of the public prosecutor", although as it becomes clear, after some years, such accusations would never reach any conviction in court, but in the "scope of football fanaticism" it had already produced its effects on those affected.

As stated in the “Strategic Vision Plan” for Portugal, one of the main problems we are facing is the “low technical competence” of the public services to which citizens are entitled, and in this specific case, the “public justice services that integrate the prosecutors of the public prosecutor ”, who, unlike other public servants, has salaries and others well above the average in Portugal, that is, they are highly paid. That is why it is not understandable the technical errors, which we want to think because of incompetence and incapacity and not for anything else. I leave here only two examples and each one thinks what he wants, but “first” I advise you to “get rid of any kind of fanaticism”. 1) How is it possible to attribute a crime of undue receipt of advantage, for having “offered” tickets for a football game, something that all clubs do? And for the other shows? (bullfighting, theaters, cinemas, etc.) 2) We all know that imputation of facts, which must have means of proof, is fundamental in any situation, much more when one wants to “do justice”, so it is not understood when one “mentions that a Portuguese football club was a finalist in the European Cup in 2014? Or as Mr. Álvaro Sobrinho, who was responsible for the payment of certain sums to Judge Rangel, the main accused, by the public prosecutor in this case, is no longer part of it, is it because he is the main and largest shareholder and investor in SAD do Sporting Club of Portugal?

 It is for this reason that one of the main indicators of backwardness and investment difficulties in Portugal is the Justice System and the credibility of its actions, which is very important from the point of view of social recognition of the functioning of our justice system and of which the Public Prosecution Service is an integral part, which is an organ of administration of justice, integrated in the judicial function of the State.

Once it is clear, it is the Courts who judge, and the Judges decide on them. As Plato said. ” The judge is not appointed to do favors with justice, but to judge according to the law. ” Not to mention the immense difficulty in answering the following question: what expectations should the judge live up to when deciding on a “case” years after it “has already been tried by the press”? Should it live up to the popular-punitivist expectations created, namely by the "press"? Are you responsible for "fighting impunity"? For "social cleansing"? Should it meet the political expectations created? Or should it correspond to constitutional expectations, as a guarantee of the effectiveness of the system of individual guarantees established by the Constitution?

Therefore, it is necessary to respect the Public Ministry as an accusing party. Not to mention that it will have to be a serious and solid institution, formed by people very well prepared and competent to accuse and prove their thesis. Furthermore, behind the MP there is still the entire judicial police to assist in the production of evidence. So, if the judicial police plus the prosecutor are not able to prove the accusation, should the judge "get down" in the dialectical structure to help them? The answer is obvious, under penalty of assuming that it is a "consortium of vigilantes", absolutely inquisitorial and that the criminal process has become a MMA to convict. If that is the case, then the criminal process in Portugal is over and what “is worth street justice” and, it seems that is what is happening today in our country. the wrong, but in discovering the right and sustaining it, wherever it is, against the wrong. ”(Theodore Roosevelt)

“E ainda o que nos vale são as palavras, para termos a que nos agarrar.”(Raul Brandão)

 “E ainda o que nos vale são as palavras, para termos a que nos agarrar.”(Raul Brandão)

 Hoje resolvi também escrever o que penso, na realidade nem tudo, sobre a actualidade “futebolística”, não quis dizer desportiva porque isso é outra actividade. E como em todas as coisas da vida, nesta área quando “temos a coragem” para avançar, temos também que ter em conta que a mesma é dominada, a todos os níveis, pelo fanatismo que é o mesmo, quer seja ele politico, religioso ou “futebolístico”, as coisas pioram bastante quando numa área tão importante para a cidadania, como a justiça, os seus servidores decidem querer “tornar-se justiceiros”.

Isto tudo vem a propósito e dado que a certa altura da minha vida e actividade profissional também recebi alguns convites de clubes de futebol, pelo que vejo agora tal, nestes tempos seria considerado um “crime de recebimento indevido de vantagens”, pelo presidente desses clubes e devidamente “acusados pelos procuradores do ministério público”, embora como se torna claro, passados alguns anos, tais acusações nunca chegariam a qualquer condenação em tribunal, mas no ”âmbito do fanatismo futebolístico” já havia produzido os seus efeitos sobre os atingidos.

Como consta no “Plano de Visão Estratégica” para Portugal, um dos principais problemas que nos debatemos é a “baixa competência técnica” dos serviços públicos a que os cidadãos tem direito, e no caso concreto os “serviços públicos de justiça que integram os procuradores do ministério público”, que ao contrário de outros servidores públicos tem remunerações e outras muito acima da média em Portugal, isto é são altamente bem pagos. Por isso não é compreensível os erros técnicos, que queremos pensar que por incompetência e incapacidade e não por outra coisa qualquer. Deixo aqui apenas dois exemplos e cada um pense o que quer, mas “primeiro” aconselho a que se “dispa de qualquer tipo de  fanatismo”. 1) Como é possível imputar um crime de recebimento indevido de vantagem, por ter “oferecido” bilhetes para um jogo de futebol, coisa que todos os clubes fazem? E para os outros espectáculos? (touradas, teatros, cinemas etc) 2) Todos sabemos que a imputação de factos, que tem que ter meios de prova é fundamental em qualquer situação, muito mais quando se quer “fazer justiça”, por isso não se entende quando se “menciona que um clube de futebol de Portugal foi finalista da Taça de campeões europeus em 2014? Ou como o senhor Álvaro Sobrinho a quem era imputável o pagamento de determinadas verbas ao Juiz Rangel, principal acusado, pelo ministério publico neste processo , já não consta do mesmo, será que é por ser o principal e maior accionista e investidor na SAD do Sporting Clube de Portugal?

 É por tudo isto que um dos principais indicadores do atraso e das dificuldade de investimento em Portugal é o Sistema de Justiça e da credibilidade dos seus actos o que é muito importante do ponto de vista do reconhecimento social sobre o funcionamento do nosso sistema de justiça e da qual faz parte integrante o Ministério Público, que é um órgão de administração da justiça, integrado na função judicial do Estado.

Chegados aqui que fique bem claro, quem julga são os Tribunais, e neles são os Juízes que decidem. Como disse Platão.” O juiz não é nomeado para fazer favores com a justiça, mas para julgar segundo as leis.” Sem falar na imensa dificuldade em responder à seguinte pergunta: a que expectativas deve corresponder o juiz quando tem que decidir sobre um “caso” anos depois de o mesmo “já ter sido julgado pela imprensa”? Será que ele deve corresponder às expectativas populares-punitivistas criadas, nomeadamente pela “imprensa”? É responsável pelo "combate a impunidade"? Pela "limpeza social"? Deve corresponder às expectativas políticas criadas? Ou deve corresponder às expectativas constitucionais, como garantidor da eficácia do sistema de garantias individuais estabelecidas pela Constituição?

Para tanto, é preciso que se respeite o Ministério Público enquanto parte acusadora. Sem falar que terá de ser uma instituição séria e sólida, formada por gente muito bem preparada e competente para acusar e provar a sua tese. Ademais, por detrás do MP ainda existe toda a polícia judiciária para auxiliá-lo na produção da prova. Então, se a polícia judiciária mais o Ministério Público não forem capazes de provar a acusação, será que deve o juiz "descer" na estrutura dialéctica para ajudá-los? A resposta é óbvia, sob pena de assumirmos que se trata de um "consórcio de justiceiros", absolutamente inquisitorial e que o processo penal virou um vale-tudo para condenar. Se for isso, então acabou o processo penal  em Portugal e o que “vale é  justiça da rua” e, parece que é o que se está a passar na actualidade no nosso País. “A justiça não consiste em ser neutro entre o certo e o errado, mas em descobrir o certo e sustentá-lo, onde quer que ele se encontre, contra o errado”.(Theodore Roosevelt)

sexta-feira, setembro 18, 2020

“NENHUM HOMEM É UMA ILHA”. (John Donne)

 NENHUM HOMEM É UMA ILHA”.  (John Donne)

 “Nenhum homem é uma ilha”, ensinou o poeta e religioso inglês John Donne, já lá vão alguns séculos, mas que  ensina agora a realidade travestida de pandemia de covid-19, de quarentena obrigatória, de isolamento e que, talvez nos ajude a compreender que a vida humana é convívio. Para o ser humano viver é conviver. É justamente na convivência, na vida social e comunitária, que o ser humano se descobre e se realiza enquanto um ser moral e ético. Ou talvez de outro modo todo o ser humano seja  uma pequena ilha de conhecimento ladeada por um imenso oceano de ignorância .Mas, na realidade nesta vida que vivemos nenhuma pessoa é uma ilha, mas algumas pensam que  são pequenos arquipélagos e, talvez por isso vivemos de tal modo obcecados com o que se passa para lá da janela que já nem sequer vemos a janela. Mas ela está lá! Tal como a nossa casa, as mesas, …os amigos. As pequenas coisas. Por vezes damos connosco a pensar nas pequenas coisas mais importantes da vida. Como dizia José Saramago:” Somos todos uma mera ilha desconhecida. Partilhamos o mesmo oceano, mas não partilhamos os mesmos rumos. Somo-nos desconhecidos. Não nos conhecemos a nós próprios, muito menos aos outros.

A este propósito, sendo agora o “tempo do regresso às aulas”, li que uma  “das futuras medidas do governo para o próximo ano lectivo; a partir de um certo ano de escolaridade, (penso que ainda a definir), os alunos deverão ter a responsabilidade de desinfectar ao fim do dia a mesa de trabalho de forma a que desempenhem  um papel activo no impedimento da propagação do vírus, não substituindo o papel do auxiliar de educação, mas sim, de ajudar a minorar uma questão que a todos diz respeito.”

Sobre isto acabei de ler o seguinte comentário a esta notícia;

"Filho meu não vai limpar nada porque não tem essa obrigação, as auxiliares que limpem porque ele não é empregado de ninguém".

Apetece-me contar-vos uma história que será de memória comum a muitos de nós.

No tempo dos meus pais, dos vossos pais, no meu tempo, as crianças que podiam ir à escola (poucas, porque na aldeia a abundância era inexistente), muitas delas iam descalças. Depois de terem acordado com as galinhas e de ajudarem os pais na lida da casa, de alimentarem o porco e os patos, as galinhas  que viviam no pequeno quintal, depois de ajudarem a mãe a dar o pequeno almoço aos irmãos mais novos, depois e só depois, descalços, iam por terra batida para a escola e em bandos como pardais, sem vigilância parental. Os pais tinham que ir bem cedo para os campos guardar gado, cavar de sol a sol. Já tinham a responsabilidade de cuidar, mas também a liberdade de usarem as asas.

A mochila dos Pokémons, Frozens, Patrulha Pata e o caraças era um cinto das calças que apertava os manuais escolares que imaculados e religiosamente poupados que nem peças de colecção, serviriam mais tarde para os irmãos mais novos.  As crianças já tinham responsabilidades de dar valor ao que tinham.

Na sala de aula tinham a responsabilidade de se portarem bem, de cuidarem do escasso material escolar disponível, de respeitarem a professora. Caso não acontecesse, estava prometida uma galheta pelas trombas o as mãos ardiam com aquela régua de madeira com nozes.

Tinham a responsabilidade de respeitar.

Muitas dessas crianças só tinham uma muda de roupa e sabiam que teriam que a poupar, não havia dinheiro para mais, a família era pobre e essa consciência já estava bem definida.

Hoje em dia alguns pais não querem que os filhos tenham responsabilidades (julgam  os mesmos demasiado "preciosos" para que o simples acto de limpar uma mesa seja somente a obrigação de alguns).

São estes burgueses de cocó armados ao pingarelho que acham que os filhos são pequenos príncipes (mesmo que tenham 18 anos). Os outros,  são os serviçais.

Um dia os "príncipes" serão os futuros cagões que perante a velhice dos pais, simplesmente desaparecem, porque não têm estofo para lidar com responsabilidades.

Se acho que antigamente tudo era bom? Não acho.

Se acho que antigamente é que era bom? Não acho.

Se acho que os pais de antigamente pecavam pelo exagero? Também acho.

Se acho que antigamente se respeitava mais o próximo? Ah... isso acho.

Não sou ninguém para opinar sobre como devem criar os vossos filhos, mas isto é só bom senso, gente!

Nada mais que isso. Bom senso.

Vou repetir; bom senso.

Porra pá, só vão pedir aos vossos filhos que passem um pano por cima de uma superfície plana que poderá estar contaminada e que, no pior dos cenários, poderá levar ao falecimento de alguém.  É assim tão descabido?

E já agora de ganhar cinco dedos de testa, ide. "

Desconheço autoria deste texto in facebook “Tocaprender Centro de Estudo e Ocupação de Tempos Livres “( O texto não é meu... mas concordo plenamente... )