terça-feira, outubro 22, 2013

SOCIAL VERSUS PENSIONISTAS, REFORMADOS E APOSENTADOS

SOCIAL VERSUS PENSIONISTAS, REFORMADOS E APOSENTADOS


Os profissionais da escrita, comentadores e outros que tais, que abundam por esses
jornais, nunca foram suficientemente lúcidos para perceber a verdadeira realidade da
atual situação.

Para esta mulher, sua autora, eu peço o melhor e para o Pedro a Infinita Misericórdia de Deus porque, coitado, não sabe o que faz.

CARTA ABERTA A PEDRO PASSOS COELHO  --------  (S o g r a )

FALEMOS SÉRIO!!!!

Pedro é o trato que usarei para me dirigir a ti, naquilo que há para falarmos sério. Porque sou veterana, apesar de ter consciência de que não somos amigos.
Não és meu amigo, como me trataste, hipocritamente e de forma quase insultuosa, na tua mensagem de Natal. Eu não sou tua amiga, porque não tenho como amigos quem me insulta, quem procura humilhar-me, que mente e me tira o que a mim me pertence. Amigos respeitam-se. E eu não me sinto respeitada por ti, Pedro.
E não sou hipócrita ao dizer frontalmente o que sinto, na pele daquilo que é hoje o meu estatuto: pensionista, reformada APÓS 49 ANOS DE TRABALHO. Mais anos do que aqueles que tens de vida, Pedro.
Falemos sério, Pedro.
Porquê essa obstinada perseguição àqueles que construíram riqueza nacional ao longo de muitos anos de trabalho, enquanto tu, Pedro, crescias junto de pais que, creio, trabalhavam para tudo te darem, e que hoje não valorizas  como esforço enquanto cidadãos e enquanto pais?
Porquê essa perseguição obsessiva àqueles que construíram um país de verticalidade, de luta e resistência, enquanto caminhavas nas hostes dos boys de um partido disponível para compensar aqueles que gostam de “engrossar” a voz, mesmo que desrespeitando os que tudo fizeram pela conquista do espaço democrático, onde cresceste em liberdade? Uma liberdade conquistada, muito suada, e por isso ainda mais digna de ser respeitada.
Respeito, Pedro, é o que se exige por aqueles que hoje persegues, lesto e presto  sem sentido, como que procurando um extermínio que não ousas confessar.
Falemos sério, Pedro. É tempo de falares sério, apesar do descrédito em que caíste. E falemos sério sobre reformas, sobre pensionistas e sobre Segurança Social.
Não fales sobre o que desconheces. Não te precipites no que dizes.  Não sejas superficial, querendo parecer profundo apenas porque, autoritariamente, “engrossas” a voz.
Não entregues temas tão complexos ao estudo de “garotos”, virgens no saber-fazer. Não entregues estudos a séniores que, vendendo a alma ao diabo, se prestam a criar cenários encomendados, para servirem os resultados que previamente lhes apresentaste, Pedro. E os resultados são, como podemos avaliar, desastrosos, Pedro. Económica e socialmente.
Vamos falar sério, Pedro. Não porque tu o queiras, mas porque eu não suporto mais a humilhação que sinto com as falsidades ardilosas lançadas para o ar, sobre matérias que preferes ignorar, porque nem sequer as estudas.
A raiva cresce dentro de mim, porque atinge a verticalidade e honestidade que sempre nortearam a minha vida, Pedro. Uma raiva que queima, se silenciada, E não me orgulho disso, podes crer Pedro.

Vamos por fases cronológicas que te aconselho a estudar:

a)   Pedro, por acaso sabes que o sistema que hoje se designa por “Segurança Social” deriva da nacionalização – pós 25 de Abril – das “Caixas de Previdência” sectoriais, que antes existiam?

b)   Por acaso sabes, Pedro, que o Estado português recebeu, sem qualquer custo ou contrapartida, os fundos criados nestas Caixas de Previdência, a partir das contribuições dos trabalhadores e dos seus empregadores?

c)   Por acaso sabes que a Caixa Geral de Depósitos – Banco estatal de Valores e de credibilidade inquestionável – é, acrescidamente, património dos muitos reformados e pensionistas que hoje somos? É, Pedro, a CGD era o Banco obrigatório por onde passavam as contribuições destinadas às Caixas de Previdência, mas entregava a estas, as contribuições regulares, apenas 4, 5 e 6 meses depois. Financiando-se com estas contribuições e sem pagar juros às Caixas, Pedro?

Por isso sou contra qualquer alienação da CGeral. Também está lá muito de mim. Um muito que deveria estar na Segurança Social nacionalizada…para ser bem gerida.

d)   Sabes por acaso, Pedro, que o Estado Português nunca reembolsou a Segurança Social pela da capitalização que conseguiu com a “nacionalização” das Caixas, como o fez aos Banqueiros?

e)   Saberás, Pedro, que a “nacionalização” das Caixas de Previdência” se deve à necessária construção de um verdadeiro Estado Social,  para o qual, maioritariamente, é a Segurança Social que contribui, sem as devidas e indispensáveis contribuições do Estado?

Um Estado Social criado de base a partir dos “dinheiros” pertença daqueles que hoje são reformados e pensionistas. E que por isso exigem respeito pelo seu contributo mas, igualmente, exigem sejam bem geridos, porque ao Estado foram confiados contratualmente. Para me serem reembolsados mais tarde.

E boa gestão, Pedro, é  coisa que não vejo na Segurança Social, sujeita a políticas de bastidores duvidosas e para as quais nunca fui consultada.  Acredita, Pedro, os reformados, pensionistas e aposentados, sabemos o que dizemos quando afirmamos tudo isto, porque ainda temos muita capacidade – suportada por uma grande e valiosa experiência – para sermos um verdadeiro governo de bastidores. Com mestria, com sabedoria, com isenção e sem subserviências.

f)    Por acaso sabes, Pedro, que a dívida do Estado à Segurança Social é superior à dívida externa, hoje nas mãos da chamada “troika”?

Pois é, Pedro, a dívida sob o comando da troika é de 78 mil milhões de Euros, é? A dívida à Segurança Social, aos milhões de contribuintes, muitos deles hoje reformados, é de 80 mil milhões de dívida. Valor que cresce diariamente, porque o Estado é um mau pagador. Uma dívida que põe em causa não só os créditos/reembolsos aos reformados e pensionistas, na forma contratada, mas igualmente as obrigações/compromissos intergeracionais.
Porque estás tão preocupado em “honrar” os compromissos com o exterior e não te preocupas em honrar os compromissos para com os credores internos que são, entre muitos, os aposentados, os reformados e os pensionistas, antes preferindo torná-los no “bombo de festins” de um governo descontrolado?
Falemos sério, Pedro. Reabilita-te com alguma honra, perante um programa eleitoral que te levou, precocemente, ao lugar que ocupas. Um lugar de representatividade democrática, que te obriga a respeitar os representados. Também os reformados, aposentados e pensionistas votam.

E falando sério, mas com muita raiva incontida, Pedro, vou dar-te o meu exemplo, apenas como exemplo de muitas centenas de milhar de casos idênticos.

a)   Trabalhei 49 anos. Fui trabalhadora-estudante. E sem Bolonhas e/ou créditos, licenciei-me com 16 valores, a pulso. Nunca fui trabalhadora e/ou estudante de segunda. E fui mãe, num pais em que, na época, só havia 1 mês de licença de maternidade e creches a partir dos dois anos de idade das crianças. Como foi duro, Pedro. E lutei, ontem como hoje, para a minha filha, a tua Laura, as tuas filhas e muitas mais jovens portuguesas, terem mais do que eu tive. A sociedade ganha com isso. O Estado Social também tem obrigações pela continuidade da sociedade, pela contínua renovação geracional. Lutei, Pedro, muito mesmo e sinto muita honra nisso como me sinto orgulhosa do que conquistou a minha geração.

b)   Fiz uma carreira profissional, também ela dura, também ela de luta, numa sociedade que convencionou dar supremacia aos homens. Um poder dado, não conquistado por mérito reconhecido, Pedro. Por isso tão lenta a caminhada pela “Igualdade”.

c)   Cheguei ao topo da carreira, mas comecei como praticante. Sem “ajudas”, sem “cunhas”, sem “padrinhos” e/ou ajuda de partidos. Apenas por mérito próprio, duplamente exigido por ser Mulher. Um caminho que muito me orgulha e me enformou de

Valores, Honra e Verticalidade. Anonimamente, mas activa e participadamente.

d)   No final da minha carreira profissional, eu e os meus empregadores, a valores capitalizados na data em que me reformei, (há dois anos) tínhamos depositado nas mãos da Segurança Social cerca de 1 milhão de Euros.

    Ah! É bom que se lembre que os empregadores entregam as suas contribuições para a conta do/a seu/sua funcionário/a. Não é para qualquer abutre esperto se apropriar dele. O modelo que Churchil idealizou – e protagonizou – após a 2ª guerra mundial. Uma compensação no desequilíbrio entre os rendimentos do Capital e os do Trabalho, e que foi adoptado em Portugal ainda antes do 25 de Abril.

   Quase um milhão de Euros, Pedro. Só nos últimos 13 anos de trabalho foram entregues 200 mil Euros à Segurança Social, entre mim e o empregador.

   A minha pensão vem daí, Pedro. De tudo o que, confiadamente, entreguei à gestão da Segurança Social, num contrato assinado com o Estado Português. E já fui abrangida pelo sistema misto. E já participei no factor da sustentabilidade, beneficiando o Estado Social.

e)Mas há mais, Pedro. A esse cerca de 1  milhão de Euros, à cabeça dos cálculos da minha pensão, retiraram  às minhas contribuições, à minha  “conta”, 20%, ou seja 200 mil Euros. Como contributo para o Estado Social. Para a satisfação do compromisso que devo para com as gerações seguintes. Para o Serviço Nacional de Saúde, para um melhor bem estar da sociedade portuguesa.

E o dinheiro que se encontra – em depósito – nas mãos do Estado português através da Segurança Social, é de cerca de 800 mil Euros. Que eu exijo bem gerido e intocável.

      f)Valor que, conforme os meus indicadores familiares (melhores      que a  média das estatísticas) da esperança de vida (85 anos  em média), daria para uma pensão anual de 40.000€ actualizada   anualmente pela capitalização dos meus fundos. É bom que          saibas que, sobre este valor, eu pagaria cerca de 16.000€ de IRS, fora os demais impostos. Mas, por artes de uma qualquer “engenharia financeira” nunca recebi nada disto.

Mas se aquele valor, que foi criado pelas contribuições de tantos anos de trabalho, estiver nas minhas mãos e sob a minha gestão, matéria em que fui profissional qualificada e com provas dadas, eu serei uma Mulher que poderá dormir descansada, porque serei  independente para mim e para ajudar filhos e netos, sem ter que acordar de noite angustiada.

É, Pedro, falemos sério e honra os compromissos que o Estado tem para comigo. Dá instruções ao Ministério da Solidariedade Social(?) para que me entregue o “meu dinheiro”. O MEU, Pedro!

E vou refazer contas:

a)   De modo frio, direi que o Estado tem que pôr à minha disposição os 100% de contribuições que lhe foram confiadas, ou seja, os cerca de 1 milhão de Euros.

b)   Arredondando, e muito por excesso, descontando os valores  de que já fui reembolsada, o Estado português deve-me 900.000€. É esta a verba que quero que o Estado português me pague, porque é este o valor de que sou credora.

c)   Gerindo eu esta verba podes crer, Pedro, que só com os rendimentos que obtenho da sua aplicação, e já depois de impostos pagos, terei mais do que o valor que tenho hoje como pensão. É simples, Pedro, e deixo de ser uma “pedra no sapato” dos governantes. Deixo de ser “um impecilho” na boca de “garotos” que não sabem o que dizem. E, de uma Mulher anónima com honra e verticalidade, que sou hoje, passo a ser uma Mulher rica, provavelmente colunável, protegida por todos os governantes, mesmo que a ética perca a sua verticalidade e a moral passe a ser podre.

Mas porque é tempo de falares sério, Pedro, fala aos portugueses a verdade sobre assuntos que nos interessa:



·         quanto é que o cidadão e político Pedro Passos Coelho já descontou para a Segurança Social e/ou ADSE?
·         quanto receberias hoje de reforma se, conforme as excepções de privilégio na lei, te reformasses?
·         quanto descontam os deputados e demais políticos para a Segurança Social ou ADSE?
·         qual o montante de reforma a que têm acesso, privilegiadamente, e ao fim de quantos anos de exercício da política, independentemente da sua idade?
·         Quem, e quanto recebem de reforma vitalícia, ex-governantes e outras figuras políticas, só pelo exercício de alguns anos em cargos  públicos?
·         qual o sistema de Segurança Social que suporta estas reformas  e a quem pertence esse dinheiro? São os OE’S que o suportam, ou são os “dinheiros” daqueles que contribuíram e/ou contribuem para o Sistema?
·         sendo o Estado uma entidade empregadora, qual o valor da sua contribuição (%) para a ADSE ou Segurança Social, por trabalhador? E as contas, estão regularizadas?

Falemos sério, Pedro! Os reformados exigem a verdade mas, igualmente, exigem respeito, por nós e pelo nosso dinheiro que, abusivamente, vai alimentando o despesismo de um Estado que vive de mordomias elitistas, acima das capacidades do país. Isso sim, Pedro!!!!!!!!

A reformada,

M.Conceição Batista


Lx. 19/01/2013

PS – Aguardo que me seja entregue o meu dinheiro, conforme mencionei atrás. Tenho vida a organizar.


Carta ao Sr. Passos Coelho - Ricardo Araújo Pereira

Carta ao Sr. Passos Coelho - Ricardo Araújo Pereira
Data:   Thu, 17 Oct 2013 15:18:48 +0100

Caro sr. primeiro-ministro,
O conjunto de medidas que me enviou para apreciação parece-me extraordinário. Confiscar as pensões dos idosos é muito inteligente. Em 2015, ano das próximas eleições legislativas, muitos velhotes já não estarão cá para votar. Tem-se observado que uma coisa que os idosos fazem muito é falecer. É uma espécie de passatempo, competindo em popularidade com o dominó. E, se lhes cortarmos na pensão, essa tendência agrava-se bastante. Ora, gente defunta não penaliza o governo nas urnas. Essa tem sido uma vantagem da democracia bastante descurada por vários governos, mas não pelo seu. Por outro lado, mesmo que cheguem vivos às eleições, há uma probabilidade forte de os velhotes não se lembrarem de quem lhes cortou o dinheiro da reforma.
O grande problema das sociedades modernas são os velhos. Trabalham pouco e gastam demais. Entregam-se a um consumismo desenfreado, sobretudo no que toca a drogas. São compradas na farmácia, mas não deixam de ser drogas. A culpa é da medicina, que lhes prolonga a vida muito para além da data da reforma. Chegam a passar dois e três anos repimpados a desfrutar das suas pensões. A esperança de vida destrói a nossa esperança numa boa vida, uma vez que o dinheiro gasto em pensões poderia estar a se aplicado onde realmente interessa, como os swaps, as PPP e o BPN.
Se me permite, gostaria de acrescentar algumas ideias para ajudar a minimizar o efeito negativo dos velhos na sociedade portuguesa:
1. Aumento da idade da reforma para os 85 anos. Os contestatários do costume dirão que se trata de uma barbaridade, e que acrescentar 20 anos à idade da reforma é muito. Perguntem aos próprios velhos. Estão sempre a queixar-se de que a vida passa a correr e que vinte anos não são nada. É verdade: 20 anos não são nada. Respeitemos a opinião dos idosos, pois é neles que está a sabedoria.
2. Exportação de velhos. O velho português é típico e pitoresco. Bem promovido, pode ter grande aceitação lá fora, quer para fazer pequenos trabalhos, quer apenas para enfeitar um alpendre, ou um jardim.
3. Convencer a artista Joana Vasconcelos a assinar 2.500 velhos e pô-los em exposição no MoMA, em Nova Iorque.
Creio que são propostas valiosas para o melhoramento da sociedade portuguesa, mantendo o espírito humanista que tem norteado as suas políticas.

Cordialmente, Nicolau Maquiavel

sexta-feira, outubro 18, 2013

UMA VITÓRIA DE PIRRO? OU A “SINISTRA CRIATURA”?

UMA VITÓRIA DE PIRRO? OU A “SINISTRA CRIATURA”?

“ A mentira consegue dar uma volta ao Mundo, antes de a VERDADE ter a sua oportunidade” (Churchill)

Julgava eu que todos, era pedir talvez muito......tinham a percepção dos objetivos e missão que presidiu ao recurso a este espaço - foi tão simplesmente recorrer a meios ao nosso alcance para lutarmos contra um previsível crime ambiental - tentativa de destruição de milhares de sobreiros, arvores protegidas e milenares e de alto valor ambiental.

Por entendermos ser de interesse geral demos continuidade na utilização como meio de recurso e publicitação, no geral, de normas legais e opiniões interpretativas, quase em exclusividade para autarcas e pessoas que, não "tivessem receio de exercer o seu direito de cidadania". 

A verdade é que, não tencionava ter qualquer tipo de intervenção “cívica” após os resultados eleitorais nas eleições de 29 de Setembro, no nosso Concelho – ou até fora dele – mas acontece, e nada acontece por acaso, que  ao “cruzar-me” no ultimo domingo com a “figura sinistra ou será sinistra figura”, bem conhecida na nossa cidade, no seu “grunhido bem conhecido”, embora já vá sendo “duro de ouvido”, consegui decifrar que a mesma “vocirava” qualquer coisa do género – “são os incompetentes que tiveram a resposta no dia 19..provavelmente queria dizer 29!”
Será que ando distraído? Será que as pessoas não fazem ideia do que se está a passar? O lembra/não lembra, esteve/não esteve é mais relevante que o fez realmente/não fez realmente e é competente/não é competente? Ou será que tudo isto é apenas resultado de uma espécie de clima malsão temporário, é simples estupidez ou é, como tudo indica, muito mais que isso?

Partimos do principio que a maior parte “da dita classe politica” já ouviu “falar” da  expressão “popular”, “UMA VITÓRIA DE PIRRO que significa uma “vitória obtida a alto preço “–não se trata de futebol – potencialmente acarretadora de prejuízos irreparáveis. Esta expressão tem origem em Pirro, general grego que, tendo vencido a Batalha de Ásculo contra os Romanos com um número considerável de baixas, ao receber os parabéns pela vitória tirada a ferros, teria dito, preocupado: "Mais uma vitória como esta, e estou perdido.").....
  
Vamos ser claros , estamos convictos, era bom que estivessemos enganados, que Almeirim vai ser atingida por um retrocesso civilizacional, uma perda de notória de influência politica e prestigio dos seus autarcas, cujas consequências recairão sobre a população do concelho de Almeirimnão servirá de desculpa o facto de em cada 5 eleitores apenas um tenha votada no “grupo vencedor”!

Numa “auditoria às contas de 2012 da Câmara Municipal” realizada por uma entidade independente e a pedido, do ainda presidente da câmara José Gomes e que se encontra publicitada no site da câmara municipal, podemos verificar, para além de outras situações graves, que em 2011 e 2012 as demonstrações financeiras não reflectiam responsabilidades de cerca de 1,3 milhões e 1,2 milhões de euros respectivamente, sendo de destacar as situações seguintes:
·         Despesas autorizadas sem prévio cabimento;
·         Despesas realizadas, permanecendo ainda por registar o cabimento, compromisso e obrigação;
·         Despesas realizadas sem prévio cabimento e registo de compromisso;
·         Compromissos assumidos para exercícios futuros não registados
Importa salientar que estas situações, violam as normas estabelecidas no POCAL e de Execução Orçamental, sendo que algumas delas violam também, o previsto na Lei dos Compromissos e Pagamentos em Atraso.

Ora, segundo julgamos saber o presidente da câmara municipal Jose Gomes, terá remetido este relatório às várias entidades que exercem a tutela sobre ascâmara municipais. Por isso, neste domínio, relembre-se o que dispõe o nº 1 do artigo 59º nº 1 da Lei nº 98/97, de 26 de Agosto: “Nos casos de alcance, desvio de dinheiros ou valores públicos e ainda de pagamentos indevidos, pode  o Tribunal de Contas condenar o responsável a repor as importâncias abrangidas pela infração, sem  prejuízo de qualquer outro tipo de responsabilidade em que o mesmo possa incorrer”.
O que a norma transcrita prevê é que, de um facto indutor de responsabilidade financeira  reintegratória, que é do exclusivo conhecimento do Tribunal Contas , podem emergir outras responsabilidades, tais  como a disciplinar, civil ou penal, as quais a lei remete para serem conhecidas em sede própria, isto é,  perante cada facto ilícito, cada um dos tribunais terá de as analisar em função da competência que  lhes está atribuída
Para além da responsabilização dos membros do executivo e do(a) responsável pela Contabilidade, o que está aqui em causa é uma eventual infração financeira sancionatória imputável aos membros do executivo municipal  , prevista no artigo 65º, nº 1, alínea b) da Lei nº 98/97, de 26 de agosto, pela não  adoção dos adequados procedimentos de controlo prévio inerentes às diversas fases da realização das  despesas, o cabimento prévio, a conferência, a autorização da despesa, a assunção do compromisso, a  liquidação, a autorização do pagamento e o pagamento, que permitissem certificar e dar uma garantia  a quem autorizava as despesas, que estas assim autorizadas e pagas eram legais, devidas, regulares, com plena garantia quanto à prova da sua existência, quanto á sua pertinência, quanto à sua adequada  fundamentação de facto e de direito, e ao seu caráter devido, como despesa pública legítima devidamente enquadrada nas atribuições do Município e inscrita no orçamento aprovado pela  Assembleia Municipal. 


 CONSEQUÊNCIAS?????? Cá estaremos para ver! É por estas e por outras que espaços de “opinião livre” como este têm que ter continuidade, e que nenhuma “figura por mais sinistra e tenebrosa que seja” o consegue encerrar!

terça-feira, outubro 01, 2013

CHEGOU AO FIM! ACABOU-SE!

CHEGOU AO FIM! ACABOU-SE!
 ENCERRAMENTO TEMPORÁRIO/DEFINITIVO DESTE ESPAÇO

NÓS SOMOS CAPAZES! um espaço que “nasceu” em 2006(Maio), como uma das formas de combater o previsivel e então anuncidado  crime ambiental que conduziria ao abate de uns largos milhares de sobreiros, arvores centenárias, para “construir uma prisão”!
Desde então muita coisa se passou! Não houve a “dita construção da prisão” o sobreiro foi declarada “árvore protegida” etc.
Quer queiram quer não fizemos história ao demonstrar que os cidadãos não estão sujeitos às ditaduras partidárias. Fizemos história ao demonstrar que os partidos que são essenciais a uma democracia, têm muito que mudar no seu funcionamento para poder corresponder às expectativas dos cidadãos.
Na verdade, julgo que cumprimos a nossa missão! “Yes, we can curb the environmental deterioration and preserve our natural resources
Temos a coluna bem direita. Falámos a verdade. Falámos do futuro. E não esquecemos o passado. Conseguimos trazer novos protagonistas para a vida pública e politica, num combate, que não acabou, para rompermos com o actual estado de coisas, em que são sempre os mesmos que pemanentemente se instalam nos corredores do poder, gerindo compadrios e desperdiçando recursos públicos de todos nós.
Julgamos até que a revolta contra a centralização dos aparelhos partidários rebentou e não se sabe onde vai parar.
Todos temos a noção e o sentido de que as AUTARQUIAS LOCAIS   é o espaço de acção que mais perto se encontra dos cidadãos, permitindo uma participação civica e politica activa no contacto mais directo e imediato com os problemas da sociedade onde se vive e trabalha. Reciprocamente, é também uma esfera privilegiada de poder dos próprios cidadãos, sendo a este nível que a mobilização para a participação e a cidadania activa têm mais potencialidades.
Não faz sentido, nos tempos que correm, a lógica manobrista e o calculismo contabilístico dos aparelhos que só se movem por um desígnio: ganhar para ter poder e para satisfazer as suas habituais clientelas. A democracia participativa constrói-se a partir de baixo e a próxima campanha para as autárquicas será sem dúvida um grande momento de mobilização e de exercício de participação cívica.
Estas eleições autárquicas trouxeram uma profunda renovação dos protagonistas, mais de metade dos presidentes de câmara é estreante no cargo.Mas, provavelmente, as más práticas, os velhos defeitos, os negócios escuros de sempre, continuarão o seu caminho”(1)
O exercício do cargo de vereador confere prestígio social, permite a obtenção de empregos para protegidos, acelera autorizações para realização de obras em casa da sogra, facilita a atribuição de um qualquer fundo europeu para uma empresa de familiares. A proximidade do poder traz muitas vantagens de que estes actores não querem abdicar. Deslumbrados, e apesar de conhecedores dos mecanismos de corrupção com que convivem, tentam demarcar-se. Mas são igualmente cúmplices. Como reza o ditado, “é tão ladrão o que vai à horta como o que fica à porta”. E a maioria destes políticos são os porteiros. Só a sua revolta e a denúncia face às situações que tão bem conhecem poderia regenerar o poder autárquico”(1)
Na verdade podemos constatar que os partidos politicos, no geral, transformaram-se em centros de carreirismo politico, da arrogância de poder, de incapacidade de avaliar a realidade que os rodeia, de coação da irreverência e do dinamismo criativo dos jovens que se transforma em impedimento participativo e activo e os leva a procurar e a acelarar, cada vez mais, outras formas participativas de cidadania pela construção e organização de MOVIMENTOS DE CIDADANIA, como forma de promover a tomada de consciência sobre as questões inerentes a uma PARTICIPAÇÃO CIVICA, no reforço da capacidade dos cidadãos em apoiar e reforçar a participação civica na organização e aprofundamento da cidadania activa, como resposta  aos desafios das sociedades e na defesa dos interesses locais.
Assim nasceu o MICA-MOVIMENTO INDEPENDENTE DE CIDADÃOS DO CONCELHO DE ALMEIRIM  sinto um enorme orgulho   do trabalho que fizemos e sei que todos que tiveram a oportunidade de trabalhar connosco vão agora ver o Mundo por uma perspectiva mais positiva. Os eleitores de Almeirim tiveram uma oportunidade de eleger um grupo de cidadãos com qualificações e competência mas, tal como em 2009, decidiram dar o seu voto ao vento e pôr as decisões que os afectam nas mãos de “politicos carreiristas profissionais”, e não compreenderam que o que estava em causa era o futuro do nosso Concelho!
Nas promessas de poder, vamos estar atentos e saber como “vão ser dadas as prometidas chaves de casas que não tem portas”.
“Há quem diga que há por aí grandes cemitérios de escandalos à espera que a miséria e o desespero s e transforme em raiva e os desenterre. E esse momento parece não estar asssim tão longe.........”(2)
(1)                Dr Paulo de Morais – Correio da Manhã 1/10/2013 – A revolta dos Porteiros
(2)                Dr. Vasco Pulido Valente

Almeirim 1 de Outubro de 2013

segunda-feira, setembro 23, 2013

MICA2013 Dia 27 de Setembro (Salão Moinho de Vento) 20 horas. Encerramento da Campanha


ELES NÃO SABEM O PORQUÊ? OU TALVEZ TENHAM "LAPSOS DE MEMÓRIA"!

ELES NÃO SABEM O PORQUÊ?

Como dizia Churchill a “MENTIRA consegue dar a volta ao Mundo antes que a VERDADE tenha a sua oportunidade.
 Qual será a diferença entre uma MENTIRA e uma incorreção factual? Não temos dúvidas que uma incorreção factual ou MENTIRA significa precisamente o mesmo. Acontece que, por parte dos “imitadores” de políticos profissionais, recorrem a estes malabarismos cada vez mais com o intuito de manipulação no entendimento de que assim conseguem realçar a sua posição de “demonstração” de uma pseudo  “superioridade” sobre o comum dos eleitores.  Esquecem-se que com estes “equívocos” sucessivos, ora apresentando-se com “integrando o quadro de determinado Ministério”, ora com “DR”, ora ainda como “economista”, trata-se não só de MENTIR DESCARADAMENTE, como a prática de ABUSO DE CONFIANÇA, que revela que não só, uma completa irresponsabilidade, mas também um sintoma claro de desonestidade intelectual de  um COMPLEXO DE INFERIORIDADE, que conduz  sempre o detrimento do interesse publico a favor do interesses particulares .
Estes “imitadores” que proliferam no nosso País, aproveitam-se da "inexistência no nosso ordenamento jurídico de um direito a mentir; a Lei admite, simplesmente, ser inexigível dos arguidos o cumprimento do DEVER DE VERDADE. Contudo, uma coisa é a inexigibilidade do CUMPRIMENTO DO DIREITO DO DEVER DE VERDADE e outra é a inscrição de um direito do arguido a mentir, inadmissível num Estado de direito."
Não nos devemos surpreender com estas atitudes e comportamentos sempre seguidos de uma sanha persecutória que recorrentemente são utilizadores! Sabemos que os incompetentes  escondem sempre a sua incapacidade e insegurança por detrás de uma “pertença autoridade formal” já que a outra, a que resulta da capacidade de liderança, do rigor, da transparência, do trabalho e da dedicação, lhes escapa e os impede de mudar seja o que for. Sempre ansiosos por estabelecer o mito da sua infabilidade esforçam-se ao máximo para ignorar a VERDADE e sucessivamente “acabam” por considerar como normal a “anormalidade dos seus actos de lapsos de memória”. Os políticos não mentem. Ou dizem inverdades ou têm lapsos de memória.
 No próximo dia 29 de Setembro os eleitores do nosso Concelho, tem a oportunidade de utilizarem o seu legitimo direito de com o seu VOTO, responderem a estas situações e de alterarem a relação dos órgãos municipais com os eleitores, marcado pela VERDADE, PELO RIGOR e absoluta TRANSPARÊNCIA . Relembro que “para tudo há um momento e tempo para cada coisa que se deseja debaixo do céu” (Ecl 3:1). 
 No Domingo chegou o momento de dar voz aos eleitores!

segunda-feira, setembro 16, 2013

CORTE IMORAL NAS PENSÕES. O SAQUE E O ROUBO!

Corte Imoral nas Pensões não é Convergência

 Porque é que a Pensão Média na AP é mais alta do que na SS?
• Porque na AP predominam grupos profissionais de grande responsabilidade e
profissionalização (professores, médicos, magistrados, militares, etc), com
remunerações de nível superior à média;
• Porque o regime geral da SS abarca trabalhadores e grupos profissionais
fracamente contributivos (rurais, domésticos e outros) com remunerações
baixas;
• Porque a carreira contributiva média é de:
- 23 anos civis no regime da SS e de - 30 anos de serviço na CGA;
• Porque o tempo de serviço necessário para obter uma pensão era diferente nos dois regimes:
- na CGA eram necessários 60 anos de idade e 36 de serviço;
- na SS, cumprido o tempo mínimo, a pensão é proporcional à carreira contributiva.
A conclusão é óbvia:
 A equidade entre os dois regimes não pode ser aferida pela comparação entre as
pensões médias;
 Se comparamos
- populações beneficiárias diferentes;
- que atuam com regras diferentes,
As pensões médias sempre seriam diferentes ainda que as regras de cálculo fossem as mesmas!

2. Porque é que o défice da CGA não é da responsabilidade dos trabalhadores ou dos aposentados?
• Porque, criada a CGA, as receitas das quotas dos trabalhadores foram
suficientes para suportar os encargos com as pensões até ao início dos
anos 90;
• Porque o Estado e os Serviços não contribuíram para a CGA, durante
vários anos, como a generalidade dos empregadores contribui para a SS;
• Porque o Estatuto da Aposentação, em vez de prever o pagamento de uma contribuição, tal como acontece com os empregadores do setor privado, prevê que o Estado suporte o défice da CGA, se e na medida em que as quotizações dos trabalhadores forem insuficientes;
• Porque só recentemente o Governo estabeleceu a contribuição mensal de
cada serviço, idêntica à dos empregadores privados para a SS;
• Porque desde 2005 os trabalhadores admitidos na AP passaram a contribuir
para a SS e não para a CGA, contribuindo também os Serviços como qualquer outro empregador.
Conclusão: Se o Estado não contribuíu durante muitos anos com a importância que lhe
cabia, enquanto empregador, reservando-se o papel de assegurar o equilíbrio financeiro da CGA, não tendo também promovido a criação de um Fundo de Estabilização Financeira, à semelhança do que foi feito na Segurança Social, não pode queixar-se senão de si próprio.
O que não pode, porque imoral, é atirar agora esse ónus para os aposentados que
sempre cumpriram com os seus descontos.
Isto é, seria monstruoso que este Governo viesse agora obrigar os aposentados a
pagar os descontos que a sua entidade patronal não fez em devido tempo

3. Qual será a redução da pensão a atribuir em 2014?
• Até 2005 a pensão de aposentação era obtida pela fórmula : P= R x T/ 36;
• A partir de 2006 a pensão passou a ser o somatório de P1 + P2:
P1 com base no tempo de serviço até 2005 e as regras do EA e P2 tendo por base as regras do regime geral e a carreira contributiva a partir de 2006;
• A remuneração relevante para o cálculo de P1, passou de 90% até 2010 para 89% a partir de 2011;
Só que passou a ser atualizada para o ano da aposentação por um coeficiente correspondente à percentagem de atualização acumulada do índice 100 da
escala salarial da função pública e não com base no IPC, o que significa uma redução da pensão;
• No período de 2006 a 2013 a remuneração relevante para o cálculo de P1, sofreu uma redução superior a -6%;
Donde a taxa de substituição da pensão de aposentação é, em 2013, de 76% da remuneração mensal do cargo em 2005;
• Na proposta de lei do governo altera-se de novo a remuneração relevante
para o cálculo de P1, reduzindo-se o seu valor para 80% da remuneração mensal de 2005.
Pelo que:  A parcela P1 das pensões a conceder a partir de 2014 sofrerá uma redução acumulada, em relação a 2005, de -13,4%.
Será este o corte nas pensões para quem se aposentar em 2014!
 A taxa de substituição da pensão de aposentação será de 68% da
remuneração mensal do cargo de 2005 revalorizada pelo IPC, muito abaixo da taxa de substituição máxima do regime geral.
Donde, não estamos em presença de qualquer convergência mas sim de um corte arbitrário e discriminatório!

4. Qual é a redução das pensões já atribuídas?
A proposta prevê:
• A redução de 10% na remuneração relevante da parcela P1 das pensões superiores a €600,00, atribuídas de 2006 a 2013, representando uma redução de -11,1% na parcela P1 para os aposentados de 2006 a 2011 e de
-10,1% para os aposentados de 2011 a 2013.
Estes aposentados ficarão com uma taxa de substituição inferior a 80%.
• A redução de 10% do valor ilíquido das pensões superiores a €600,00, atribuídas até 2005.

Neste caso as pensões perdem 20%, havendo a acrescentar a esta perda a falta de atualização das pensões ou a sua atualização abaixo da inflação.

quarta-feira, agosto 28, 2013

AINDA OS CUSTOS E SUBVENÇÕES ESTATAIS PARA A CAMPANHA ELEITORAL AUTARQUICA

AINDA OS  CUSTOS E SUBVENÇÕES ESTATAIS  PARA A CAMPANHA ELEITORAL
AUTARQUICA

  AINDA OS  CUSTOS E SUBVENÇÕES ESTATAIS  PARA A CAMPANHA ELEITORAL
AUTARQUICA

Os financiamentos das campanhas eleitorais, no nosso País, tem consagração legal e as regras do financiamento estão previstas na Lei 1/2013 de 3 de Janeiro, que alterou a Lei 19/2003 e 55/2010.
Assim no caso especifico do nosso concelho, que em 31 de Dezembro de 2012, tinha 20 050 eleitores recenseados, é de “ 300 vezes o valor do IAS nos municípios com mais de 10 000 e até 50 000 eleitores” (alinea d) do nº 2 do artº 20º), ou seja, tendo o IAS, um valor de 410,22 euros, em 2013 e sendo a respectiva subvenção um majoração equivalente a 150% do limite de despesas admitidas para o Município,  havendo ainda que considerar que a Lei 1/2013 veio introduzir a obrigatoriedade de uma redução de 20%, e uma limitação do valor da subvenção canalizada para outdoors,  despesas com a conceção, produção e afixação de  estruturas, cartazes e telas que se destinam à utilização  na via pública, em apenas 25% da subvenção.
Por outro lado, preenchidos os requisitos para ter direito à subvenção -   nas eleições para as autarquias locais, têm direito à subvenção os partidos, coligações e grupos de cidadãos eleitores, que concorram simultaneamente aos dois órgãos municipais e  obtenham representação de pelo menos um elemento directamente eleito ou, no mínimo, 2% dos votos em cada sufrágio.
 Nesta conformidade a repartição da subvenção é feita nos seguintes termos: 25% são igualmente distribuídos pelos partidos, coligações e grupos de cidadãos eleitores que preencham os requisitos e os restantes 75% são distribuídos na proporção dos resultados eleitorais obtidos para a Assembleia Municipal
No caso concreto de Almeirim, nestas eleições o limite máximo da subvenção é de 150 919, 20 euros, a distribuir por todos os cinco concorrentes, no entanto de acordo com uma recomendação emitida pelo Tribunal Constitucional, o limite máximo admissível de despesas na Campanha eleitoral para as autarquias ,locais, de nivel eleitoral de Almeirim foi fixado no n.º 2 do artigo 20.º da L 19/2003, reduzido em 20% de acordo com o n.º 2 do artigo 3.º da L 55/2010, na redação que lhe foi dada pela Lei n.º 1/2013, de 3 de janeiro, tem um valor de  102 240 euros, sendo que todos recebem uma primeira fatia no valor de 5 112,00 euros, e os restantes 75% ou seja  76 680 euros, será distribuido proporcionalmente aos votos obtidos para a Assembleia Municipal.
É importante referir que, a lei limita em 25% do valor total da subvenção a que cada um tem direito, em despesas de outdoors e respectivas estruturas.
Finalmente as receitas podem ser obtidas, para além da subvenção, em contribuições de partidos políticos que apresentem ou apoiem candidaturas, em produto de atividades de angariação de fundos para a campanha eleitoral e no caso especifico dos grupos de cidadãos eleitores em donativos de pessoas singulares e respectivos apoiantes, e o limite de cada doador é para esta campanha eleitoral de 25 153, 20 euros, sendo vedado e  ilegal este tipo de apoio aos partidos politicos.
Haverá ainda a considerar que o pagamento das despesas de campanha faz–se, obrigatoriamente, por instrumento bancário (por ex. cheque ou transferência) que permita a identificação dobmontante e a entidade destinatária do pagamento, devendo proceder-se às necessárias reconciliações bancárias. Exceptuam-se as despesas de montante inferior a 419,22 (valor do IAS  fixado para o ano de 2013) desde que, durante o período de seis meses, estas não ultrapassem o valor global de 2 % dos limites fixados para as despesas de campanha.
É o Tribunal Constitucional, que se pronuncia sobre a sua regularidade e legalidade. A Entidade das Contas e Financiamentos Políticos coadjuva o Tribunal Constitucional na apreciação e fiscalização das contas e é responsável pela instrução dos processos, bem como pela fiscalização da correspondência entre os gastos declarados e as despesas efetivamente realizadas
Na verdade e num momento em que o nosso País a viver uma das maiores crises da História e com as pessoas a passar dificuldades, os partidos   deviam dar o exemplo e conter as despesas, também e especialmente nas campanhas eleitorais.. 
Agora é só fazer as contas!!!! Porque quem paga? De uma maneira ou outra, sempre o cidadão contribuinte. Sempre os mesmos, como todos sabemos ss campanhas são pagas pelo Estado (os cidadãos contribuintes) ou por donativos e outros meios

sexta-feira, agosto 16, 2013

JUNTOS PODEMOS CONSEGUIR FAZER MAIS E MELHOR!

 

MICA2013-Movimento Independente Concelho Almeirim

2206 eleitores subscreveram as nossas candidaturas

Caros(as) Amigos(as),

Ao concluirmos a fase da entrega das nossas listas, após as mesmas terem sido subscritas por 2206 eleitoNuno Fazenda_235_313[11]res, no Tribunal de Almeirim, onde após sorteio ocupamos o primeiro lugar nos boletins de voto, não posso deixar de vos dizer como me sinto orgulhoso do sucesso do nosso trabalho e, como candidato a Presidente de Câmara, agradecer todo o vosso empenho, sem o qual não teríamos atingido o nosso primeiro objectivo – apresentação de candidaturas do MICA2013 a todos os órgãos autárquicos – Câmara, Assembleia Municipal e Assembleias de Freguesia de Almeirim, Fazendas de Almeirim , Benfica do Ribatejo e Raposa.

Todos devemos ter consciência que o caminho não é fácil, mas perante a actual realidade no nosso concelho, fomos capazes de organizar um movimento de cidadãos de TODOS E PARA TODOS, estamos em condições de poder “sonhar” que, JUNTOS PODEMOS CONSEGUIR FAZER MAIS E MELHOR!

Ao conseguirmos a adesão e juntar no MICA2013, tantas pessoas que tem uma visão diferente da politica, pessoas independentes, de partidos, sem partidos ou que nunca participaram em actividade politica-partidária, revela a todos a nossa humildade, de não sermos contra ninguém, mas reconhecer que os interesses do nosso Concelho estão acima dos interesses particulares e partidários, e que JUNTOS VAMOS CONSEGUIR ENCONTRAR AS SOLUÇÕES PARA MELHORAR A VIDA DAS PESSOAS!

A existência do MICA2013-Movimento Independente Concelho Almeirim revela o esforço de cidadania e responsabilidade e inspirador de confiança nas pessoas, que querem participar na política local, na defesa dos interesses locais do Concelho de Almeirim e aberto a TODOS E PARA TODOS que acreditam num projecto de acção civica e de cidadania, na esperança, e no respeito pelas pessoas, pela História do Concelho de Almeirim e que JUNTOS VAMOS CONSEGUIR MUITO MAIS E MELHOR!

Chegou a altura de continuarmos a dar andamento ao nosso trabalho de prestar um serviço público local , com alegria, convicção de que vamos encontrar as soluções que melhor possam servir as pessoas, e nesse sentido venho pedir a continuação da vossa colaboração dentro daquilo que cada um pode e no âmbito das vossas possibilidades:

1. Queremos construir um PROGRAMA DE COMPROMISSOS que possam reflectir as reais necessidades das pessoas, as suas opiniões, os seus desejos, as suas contribuições. Assim junto em anexo, um documento onde as pessoas podem expressar a sua colaboração participativa, com o objectivo de construirmos o nosso “PROGRAMA DE COMPROMISSOS;

2. Deves tentar conseguir o maior numero de participações possíveis, de modo a que possamos ter a colaboração, a opinião e a contribuição de um maior número de pessoas e assim possamos estar mais próximo da realidade e do sentir das necessidades das pessoas do nosso Concelho;

3. Prevemos realizar uma reunião, em principio no dia 19 de Agosto, pelas 21,00 horas, com todos os cabeça de lista, que deverão ter recolhido o maior numero de documentos preenchidos, que nessa reunião farão a sua entrega, de modo a ser devidamente tratados e as propostas incluídas no nosso PROGRAMA DE COMPROMISSOS.

4. No dia 31 de Agosto (Sábado), prevemos realizar um encontro com todos os candidatos na Biblioteca Municipal de Almeirim, pelas 15,00 horas, com a finalidade de definirmos os procedimentos da respectiva campanha eleitoral, que pretendemos ser uma campanha de TODOS E PARA TODOS, os que acreditam na nossa vontade, no acreditar no nosso projecto de cidadania e rigor, na nossa capacidade de liderança de tornar o nosso Concelho ainda melhor.

Com os meus sinceros agradecimentos espero continuar a contar com a vossa colaboração,

As minhas saudações democráticas e de cidadania

Almeirim, 7 de Agosto de 2013

NUNO PINHÃO FAZENDA

Candidato a Presidente da Câmara

quinta-feira, agosto 15, 2013

NÓS TEMOS DE FALAR NESTAS COISAS……

NÓS TEMOS DE FALAR NESTAS COISAS…….

O aparecimento novamente do MICA2013 –Movimento Independente Concelho Almeirim , (explica-se esta amputação da denominação devido às exigências legais que exige apenas cinco palavras), revela um esforço de cidadania e de responsabilização de intervenção na politica local, de pessoas que sentem que juntos podem fazer muito mais e melhor pelo Concelho de Almeirim.

Aliás as pessoas no concelho de Almeirim, como a generalidade dos portugueses, estão fartas da politica e da politiquice, precisam e querem alguém que lhe inspire a confiança e esperança e exigindo respeito pelas pessoas e pela sua história.

Estamos certos, de estarmos perante uma nova forma de participação civica e activa de fazer politica sem o “espartilho partidário”, num movimento de cidadania de todos para todos, que acreditam num projecto de cidadania e rigor, num conjunto organizado de cidadãos no exercicio da sua acção civica e participativa, gerada e  animada pela sociedade civil, com o apoio de várias personalidades de varias áreas do conhecimento.

Assumamos sem qualquer tipo de complexos o que de bom se fez no passado, sem qualquer tipo de cedências a “guerras que não nos dizem respeito”, não entramos nesse “jogo da politiquice”. Nós temos de falar nestas “coisas” e deixar bem claro que é preciso perceber que há uma enorme diferença entre o estar sentado a discutir politica e colocar os pés na realidade.

É preciso acima de tudo sabermos ler o passado, e aprender com os erros para que eles não se repitam no presente e ter plena consciência que,  a liberdade não é só poder ir votar de tempos a tempos – de quatro em quatro anos para a autarquia – ou dizer mal no café ou num grupo de amigos. Liberdade é acima de tudo, umsa escolha dificil de fazer, ao obrigar  a pensar pela própria cabeça, a dizer o que se pensa, sem coação, nem constragimentos de qualquer espécie.

Diz um proverbio chinês “usa o poder que tens. Se não o usares, ele prescreve”. É deste modo que lhe vimos prôpor um desafio de cidadania participativa ao pedir que nos indique, 2 o 3 ideias/propostas/sugestões que gostava de ver realizadas no nosso Concelho ou apenas na sua freguesia.

Como sempre nestes desafios haverá um prémio, que será o de ver integrado no PROGRAMA DE COMPROMISSOS DOS CANDIDATOS DO MICA2013, essas suas sugestões, que será sempre uma forma diferente de participação activa dos cidadãos.

Esperamos a vossa participação, enviando para o meu mail – armindobento@gmail.com – ou escrevendo nos vários “locais na internet” do MICA2013 abertos à participação e cidadania.


sábado, agosto 03, 2013

Liberdade de pensamento 2013

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Dos Símbolos Escondidos

by Diogo Pascoal
Diogo Pascoal
Diogo Pascoal
Num dos últimos textos que por aqui se vão lendo, um raciocínio interessante despertou a minha atenção. Neste, um dos cronistas abordava nada mais nada menos, que a estratégia política de colocar os símbolos dos partidos num lugar de menor destaque numa tentativa de criar um movimento “independente” apenas apoiado pelos mesmos.
Implicitamente, falava-se por aqui nesta questão como uma manobra política destinada unicamente a maquilhar ou desviar a atenção dos eleitores, visto serem estes os partidos que apoiam no parlamento o governo de Portugal (o governo das medidas impopulares). Percebo, concordo e naturalmente aceito a ideia. Qualquer eleitor irá achar exactamente o mesmo. Ainda assim claro, pode ser criticável.
 Tomei a liberdade de pensar no assunto e acho que até há algo mais a acrescentar. Possivelmente, quem necessita de encontrar candidatos supostamente independentes para dar a cara por um projecto, revela uma falta de quadros competentes dentro das próprias estruturas.
Surgiu-me no entanto, nesta coisa dos símbolos e das siglas uma pequenina ideia que, permitam-me, é tão ou mais interessante. É que veja-se, há uma certa verdade venenosa na ideia de que há por aí gente que esconde símbolos (o senhor Dan Brown ia deliciar-se). E não sendo eu um admirador confesso da coligação, sou perfeitamente insuspeito ao partilhá-la.
Numa terra pequena como Almeirim, e já tive oportunidade de o afirmar antes, dificilmente temos um eleitorado esclarecido. A proximidade imposta pelos órgãos do poder local ao cidadão comum constitui uma barreira ao voto isento. Nós temos interesses, ponto. Queremos que a camioneta do Zé saia de cima do passeio, queremos que o cão do Zé saia do nosso passeio, queremos no final de contas um passeio!
Queremos um candeeiro à porta de casa, queremos um ecoponto ao pé de casa. Queremos muitas vezes criar envolvência com o poder local, na tentativa de manter o emprego ou de não arranjar problemas com os senhores que mandam (nunca percebi essa coisa do medo de perder o emprego - cheira a um passado cinzento que os meus livros de História dizem ter acabado). Acima de tudo queremos ser amigos dos senhores ou pelo menos parecê-lo.
Mas ter amigos tem um preço (no meu caso vai desde uns copos à noite até às explicações de matemática), e o preço a pagar por ser amigo do senhor dos favores é simples. Vestir a camisola e encarnar o personagem. E nada melhor para o fazer que ser embaixador desses senhores nas associações do concelho. Pois…volto ao mesmo assunto.
Por isso, no que toca a disfarçar símbolos, é esta a ideia que faltava e com a qual procuro contribuir. É que mais dissimulado que reduzir o tamanho das siglas e dos símbolos, é enfiá-lo pela goela de toda a gente escondendo-o no associativismo da terra. Pior que uma coligação que não mete medo a ninguém e não tem responsabilidades no estado de Almeirim, é um partido que sucessivamente tem abafado a democracia, tem criado um mecanismo e um polvo de amizades e interesses no qual os assadores de febras das tasquinhas funcionam como excelentes catalisadores. Em boa verdade, quem é que esconde símbolos aqui? Ou melhor, qual é o símbolo que tem sucessivamente apadrinhado e patrocinado de forma completamente descarada algumas das maiores vergonhas desta terra? Clubes altamente endividados com apoios municipais, obras completamente ridículas e desnecessárias feitas com fins eleitorais, tudo com o patrocínio de um só símbolo. E o melhor caros amigos, é que o símbolo não está lá mas todos o vêem e todos levam com ele! Isto sim, é arte e engenho político!
É bem verdade que parte da culpa reside numa oposição fraca e incapaz, de onde pelo que vemos ultimamente, todos acabam por sair para ser amigos dos senhores também.
É que os senhores do castelo de Kafka nunca foram vistos e mandavam. Aqui alguns mandam justamente por serem vistos em todo o lado.
A conclusão deste meu raciocínio caberá naturalmente a cada um. Agora uma coisa é certa, enquanto uns tentam esconder símbolos tornando-os pequeninos, há outros que o fazem da melhor forma, vinculando-o a todo o santo sítio.
Já dizia o provérbio: “Com papas e bolos se enganam os tolos”. Em Almeirim bastam as tasquinhas e meia dúzia de jogos de futebol.
Será com certeza uma campanha animada e à qual ninguém ficará indiferente. Com sorte, teremos até carros de campanha com bonitas sirenes.